
Não, não foi um futebol de líder, mas foi um futebol de campeão.
O que eu quero dizer é que o Fluminense venceu, em Volta Redonda,o Avaí por 1 a 0, gol de Conca, já quando o desespero rondava a alma tricolor, numa bola parada, sem o brilho que o líder já mostrou neste Brasileirão.
Na verdade, sofreu diante de um Avaí que periga descambar para a zona do rebaixamento, o que só ratifica o equilíbrio marcante neste campeonato entre praticamente todas as equipes – do ponteiro ao rabeira.
É aqui que entra essa história de futebol de campeão, pois, em tais circunstâncias, o que importa é vencer, de bola parada, gols contra, o diabo que for. E o Flu, que disparou na ponta no primeiro turno e teve leve turbulência recentemente, segue somando três pontos, mantendo-se a uma distância maneira do Corinthians, que, ao contrário, refluiu, depois de ter recuperado a liderança outro dia.
Timão empaca
Nesta noite de quarta-feira mesmo, não conseguiu ir além de empate por 1 a 1 com o Botafogo, em pleno Pacaembu e sob os ecos das celebrações de seu centenário.
Pior: esteve a pique de perder o segundo jogo consecutivo, pois Herrera fez um segundo gol legalíssimo que o juiz anulou.
O Corinthians, é certo, fez um bom primeiro tempo, quando abriu a contagem logo aos 3 minutos de jogo em belo disparo de canhota de Bruno César. Mas, sofreu o empate, aos 26, na jogada típica do Botafogo – bola alçada na área, que Loco Abreu concluiu exato de cabeça.
Mas, o Bota dominou a maior parte do segundo tempo, fez aquele gol anulado, e levou perigo duas vezes à meta de Júlio César, antes de Caio, no finzinho, desperdiçar uma chance com a meta corintiana escancarada.
Sim, houve duas grandes oportunidades do Corinthians – uma delas, incrível, aos pés de Paulinho – e, nos últimos dez minutos exerceu aquela típica pressão de fim de jogo, em vão. Pouco para o time que é.
Raposa dá a volta
O Cruzeiro, na cidade mineira de idílico nome – Sete Lagoas -, recebeu o Atlético Goianiense, e, num piparote, meteu 3 a 0, dando a volta por cima na recente goleada sofrida diante do Santos.
A Raposa segue no rastro dos dois lá de cima. Que, se bobearem, ó, nhoc!
O Tricolor bom
Na briga dos Tricolores, no Olímpico, deu Grêmio – 4 a 2. E deu porque o Tricolor gaúcho foi muito mais coordenado e aceso do que o Tricolor paulista, que leva mais uma goleada, apesar de seus três zagueiros de ofício e aquela legião de volantes.
Mas, há que se ressaltar também a reação do São Paulo no segundo tempo, quando chegou ao empate por 2 a 2, antes de desabar de vez.
O fato é que, enquanto o Tricolor de cá segue em sua fase de transição, o de lá parece ter ganhado segurança e tranquilidade nas mãos de Renato e ameaça já arrancar para a disputa de uma vaga mais nobre do que a simples sul-americana.
Ave, Palestra
Por falar em voos mais altos, Felipão já saltou na frente da cena e advertiu: “Tá bom assim, vamos ganhando nossos pontos, subindo o que der para subir, mas não me venham falar em voos mais altos!”.
É, mas essa vitória por 2 a 0 sobre o Inter, que ainda outro dia havia batido o então líder Corinthians, é pra comemorar com uma bela pizza napolitana, regada a honesto chianti.
Quer dizer: uma celebração saborosa e consistente, frugal, digamos, mas nada mais sofisticado. Exatamente como foi a bola do Palmeiras na Arena de Barueri diante do poderoso Inter, embora desfalcado de seus dois principais jogadores – D’Alessandro e Tinga.
Lá, o Palmeiras, com dedicação e ciência, soube enredar o Inter, anular o jogo do adversário, e impor-se no placar com duas magistrais cobranças de falta desse implacável Marcos Assunção.
Tá pra lá de bom, nas circunstâncias em que vive o Palestra.
Furacão soprando
Vale destacar mais uma vitória do Atlético PR, que bateu em casa o Vitória por 1 a 0.
O Furacão também não fez um grande jogo, mas somando todas as últimas rodadas, olhe ele aí soprando forte no cangote dos grandes favoritos à vaga para a libertadores. Que não sobrevenha a calmaria, hein.