Sérgio Baresi | Blog do Alberto Helena Jr.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:31

PEIXE E TRICOLOR

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Santos e São Paulo passaram por Avaí e Atlético Goianiense, num momento delicado para as duas equipes.

O Santos, pressionado na tabela pelo Botafogo – que segue cumprindo excelente campanha, sob o comando de Joel Santana -, venceu, por 2 a 1, mas, penou na Vila. Penou porque o Avaí é um time bem armado, ousado, e que, na necessidade de virar o placar, partiu para o jogo sem temor.

Mas, o Peixe é isso: não recua, não abre mão de atacar, e, sobretudo, tem Neymar, essa joia que os juízes deveriam preservar em vez de perseguir, por força da visão perversa do futebol por boa parte da mídia esportiva.

O menino é menino, é leve, joga em alta velocidade e sabe jogar como poucos – dribla, passa, toca de primeira, lança, faz tudo com a bola. Logo, está mais exposto ao choque e a consequente queda. Nem sempre essa queda é resultado de falta, mas também não é fruto de encenação (poucas vezes, é). Na maioria das vezes, porém, Neymar é vítima das pancadas dos botinudos incapazes de, legalmente, tomar-lhe a bola.

Bem, mas o fato é que o Santos, com gols de Neymar, antes mesmo do primeiro minuto de jogo, e de Marcel, no segundo tempo, venceu, manteve-se em terceiro lugar e acena com a forte possibilidade de ser aquele que pode romper a hegemonia até agora detida por Flu e Corinthians.

Já o São Paulo, com uma formação mais arejada, com dois volantes, três meias e apenas um atacante, pelas ausências forçadas de Ricardo Oliveira e de Fernandão, teve sua primeira vitória sob o comando de Sérgio Baresi.

Venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1, no Morumbi. E, se pudesse contar com um atacante de fato, como Ricardo Oliveira, por exemplo, não tenho dúvidas que conseguiria alcançar um resultado mais folgado.

De qualquer forma, esse é o caminho que Baresi deve seguir, se quiser salvar os dedos e os anéis.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR, DE TRÊS DEDOS
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 15 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:57

TIMÃO QUERIA, MAS QUEM PODE É O FLU

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Bem que o Corinthians queria aproveitar esta rodada do Brasileirão para recuperar a liderança. Queria… Mas, nem se vencesse o Avaí na Ressacada, teria alcançado seu objetivo, pois o Fluminense de Muricy, a cada rodada, mais vai fincando sua bandeira no topo da tabela.

Ah, mas o Flu pegou em casa o reserva do Inter, de corpo e alma voltado para a decisão da Libertadores, quarta-feira, no Beira-Rio. Sim, mas espie só esse time reserva do Colorado e verá que não é nenhuma baba, nenhuma galinha morta. Ao contrário: se estivesse disputando o Brasileirão com uma outra camisa de igual porte estaria aí brigando por uma vaga entre os quatro primeiros, creia.

O fato é que o Tricolor carioca está em estado de graça, e, com os 3 a 0 sobre o Inter, abriu quatro pontos de distância do Timão, que continua se ressentindo da ausência de um centroavante de escol.

Nem falo em Ronaldo Fenômeno, que esse está num patamar acima dos mortais, mas sem condições de jogo. Falo de alguém que possa atuar no nível dos demais corintianos que entram em campo.

Mesmo assim, graças a Bruno César, esse meia em alta no Parque, o Corinthians chegou a marcar dois gols no Avaí, o que não é pouco, convenhamos. Mas, insuficiente, para se igualar aos três do time Catarina, que vai de vento em popa sob o leme de Antônio Lopes, como o fora com Silas, no ano passado.

O salto do Bota

Ao vencer o lanterna Atlético GO por 2 a 0, num segundo tempo exemplar, o campeão carioca, que vinha caminhando à sombra do campeonato, acabou saltando para a quarta posição, situando-se no chamado G-4.

Depois de um tempo de hesitação, o fato é que jogadores como Somália, Edno e Jobson começam a pegar no breu, e o time todo cresceu com isso.

A estreia de Baresi

Confesso que gostei do São Paulo, na estreia do técnico interino Sérgio Baresi, no empate por 2 a 2 contra o Cruzeiro. Aliás, gostei do Cruzeiro também, e, consequentemente, do jogo, que foi instigante, cheio de alternâncias e de jogadas interessantes, além dos quatro gols.

Foi um São Paulo mais solto do que habitual, que bateu ficha com a Raposa, um time de respeito, capaz de ir longe neste Brasileirão, ainda.

E que teve no menino Casemiro, volante de boa estatura e muita técnica, autor de um dos gols, seu ponto alto, ao lado de Carlinhos Paraíba, que andava encostado no São Paulo de Ricardo Gomes.

Ufa, Palestra!

Finalmente, no sábado, o Palmeiras ganhou uma: 2 a 0, em casa, no Atlético Paranaense, com direito a um golaço de Ewerthon, graças ao passe genial de Tinga, o assistente do jogo. Ainda que Ewerthon estivesse impedido. Mas, o bandeira não deu e Felipão, por fim, conseguiu colher sua primeira vitória.

Não, não foi uma exibição de gala do Palmeiras. Ao contrário: foi uma vitória sofrida, cavada com muitas faltas praticadas pelo Verdão, e que Felipão creditou, ao cabo, à alma verde que se apossou de seu time.

É o tipo do discurso que toca a galera, a quem Felipão repreendeu por não fazer pressão sobre o juiz, de acordo com a cartilha dos que creem que futebol se ganha no grito.
Às vezes, isso é verdade. Mas, em geral, futebol se ganha jogando bola.

E o Palmeiras, com a volta de Lincoln e a reestreia de Valdívia, por certo, ganhará muito nesse quesito.

Peixe, com emoção

O Santos, sob fogo cerrado dos gringos interessados em seus principais jogadores, já sem Robinho e André e com um time misto, foi ao Barradão e levou de 4 a 2 do Vitória. Apesar disso tudo, como de hábito, o Peixe ofereceu um espetáculo emocionante, que, até na adversidade, jamais deixou de atacar o Vitória.

Basta dizer que o Vitória disparou 2 a 0 logo no começo do jogo, o Santos reduziu antes do intervalo, e, no segundo tempo, sempre que estava a pique de atingir o empate, tomava um contragolpe fatal. Teve dois jogadores expulsos, e ainda assim seguiu buscando o gol, sob o comando desse extraordinário Ganso. Não fosse por mais nada, só por ele valia a pena ver o jogo, graças ao seu futebol elegante, sagaz, diferente de tudo o mais que há por aí.

Grêmio e Galo

O Grêmio, já sob o comando de Renato Gaúcho, bateu o Goiás, no Olímpico, e começa a esticar a cabeça fora da zona do rebaixamento. Era o esperado, nem tanto por Renato, embora também, mas porque o Tricolor gaúcho tem um elenco muito mais qualificado do que a posição que ocupa agora na tabela.

É o caso do Galo, que, no sábado, meteu 3 a 1 no Guarani, em casa, com dois gols de Tardelli, o que sugere que a Seleção fez um bem danado ao artilheiro atleticano. Não é aceitável que o Atlético, com o elenco de que dispõe e tendo Luxemburgo no comando, permaneça lá na rabeira do campeonato.

Notas relacionadas:

  1. TOQUE TRICOLOR
  2. CINCO JOGOS BÁSICOS
  3. TIMÃO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:42

FELIPÃO VERSUS VITÓRIA

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Vitória, na verdade, não tem sido a peça de resistência no cardápio de Felipão, desde sua festejada volta ao Palmeiras. Há quem diga que, a propósito dos cinco jogos sem vitória sob o seu comando, Felipão dungou.

Não me parece preciso isso. Afinal, Felipão sempre foi assim, meio desbocado, irritadiço, um tanto temperamental nos momentos críticos, embora também saiba recorrer ao bom humor quando lhe convém. Diria que está mais para Muricy do que para o Dunga da Copa do Mundo.

Os mais maldosos, então, garantem que nesta noite de quarta-feira, enfim, Felipão conhecerá, não necessariamente a vitória, mas com certeza o Vitória, vice-campeão da Copa do Brasil – Toninho Cecílio, que ele conhece de longa data, diga-se.

O problema é que Felipão voltou para o Palestra Itália a bordo de uma negociação milionária e cercada de uma expectativa quase messiânica.

No imaginário verde, era chegar e tocar aquela lata-velha para transformá-la em ouro reluzente na hora. Ora, na vida real sabemos que não é bem assim que as coisas acontecem.

Em primeiro lugar, o elenco palmeirense não é nenhuma lata-velha, embora não seja nem de longe uma Ferrari. Mas, não é inferior, por exemplo, ao líder Fluminense, que corre lá na ponta, anos-luz à frente do Palmeiras.

Felipão, na verdade, nunca se notabilizou por ser um estrategista de sofisticadas soluções técnicas ou táticas, ainda que seja excelente treinador de times. É muito mais, no entanto, um motivador, um líder que sabe mexer com os brios de sua equipe e tal e cousa e lousa e maripousa.

E é justamente na sua praia que Felipão não está conseguindo até agora obter os resultados desejados, pois o time segue inseguro, hesitante, como o era nas mãos de Muricy e todos os outros que o antecederam nos últimos tempos, com exceção daquele breve período sob o comando do interino Jorginho.

Desconfio que seja essa a origem das reações um tanto intempestivas do treinador, não propriamente as perguntas dos repórteres sobre quais explicações ele pode dar para a série de cinco jogos sem vitória.
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INTERINO DEFINITIVO

O São Paulo acaba de anunciar algo inusitado: um técnico interino que até pode se transformar em definitivo, enquanto dure. Sérgio Baresi, que apesar do apelido herdado do extraordinário italiano Franco, foi um zagueiro que não conseguiu alçar grandes voos, mas que fez bela figura á frente dos juniores do São Paulo na última Copa São Paulo.

Não apenas porque a conquistou, mas, sobretudo, porque traçou um perfil muito distinto daquele adotado pelos titulares: uma equipe ofensiva, leve, envolvente, com bom toque de bola e aguda no ataque. Se conseguir transplantar esse modelo para o time titular, Baresi não será apenas definitivo, mas eterno.

Com Baresi, o São Paulo tem a chance de iniciar uma remodelação progressiva. Não só da equipe, renovando-a com o lançamento de garotos que estejam em condições de já ir entrando na equipe principal para pegar cancha. Mas, principalmente, implantar um novo modelo de jogo, mas próximo do que se pratica nos principais centros do mundo, algo mais semelhante ao nosso Santos do que essa retranca, sucata dos anos 90, que tem prevalecido nos últimos tempos, para o bem e para o mal.

FALANDO EM SANTOS…

Ao contrário de Felipão que resolveu jogar a toalha no Brasileirão e apostar tudo na Sul-Americana, Dorival Júnior, no Bem, Amigos, foi enfático: mesmo já com vaga assegurada na próxima Libertadores, vai encarar tanto esse torneio continental quanto o Brasileirão com igual interesse.

Prevejo, porém, problemas maiores do que o esperado se o Santos perder agora o volante e meia Wesley, não tão badalado quanto Ganso e Neymar, por exemplo, mas essencial para manter esse ritmo alucinante com que o Santos, que pega nesta quinta o Avaí, na Vila, passa da defesa ao ataque.

De qualquer forma, Dorival Júnior já deu uma pista, no papo que se sucedeu ao programa, na mesa do Lellis. Lembrando seu ilustre tio Dudu, um meia ofensivo de muita vitalidade e habilidade insuficiente para a época, embora excelente tecnicamente, que foi recuado para a cabeça-de-área, onde plantou seu nome para a eternidade, Dorival deu a dica – é o que pretende fazer, sempre que possível.

É muito melhor você recuar um meia não tão hábil para a posição de volante do que inverter o processo, tendência dos últimos vinte anos, transformando um volante em meia, pois abre espaço para meias autênticos ao mesmo tempo em que qualifica o setor dos volantes, mais técnicos e hábeis do que os habituais brucutus de plantão.

Aliás, foi o que fez Antonio Lopes com Wesley, nos tempos do Atlético PR: recuou o garoto, que era um meia contestado, para transformá-lo num volante de fino desempenho.

RENATO DE VOLTA AO LAR

A verdade é que Silas não conseguiu passar pelo goto, assim mesmo, sem “s” (quem não souber, procure no dicionário, hábito que todos deveriam cultivar principalmente nestes tempos de internet), do torcedor gremista, desde que lá chegou.

Ganhou o Gauchão, montando um time leve demais para o gosto (agora, com “s”) da torcida tricolor, e passou esse tempo todo sob intenso bombardeio, com alguns breves momentos de trégua.

Com a crítica situação na tabela do Brasileirão, não havia como mantê-lo no comando do Grêmio. E a diretoria foi rápida e certeira no gatilho: trouxe logo sua antítese – Renato Gaúcho, ídolo revelado pelo próprio clube, onde foi campeão mundial e outros bichos de bom tamanho.

Agora, é esperar pra ver como toda essa energia se transformará em sinergia, pelo menos, o suficiente para arrancar o Grêmio da situação incômoda atual.

Notas relacionadas:

  1. TARDE DE VINGANÇAS
  2. RODADA DE FOGO
  3. JOGANDO NO COLO ALHEIO
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