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Posts com a Tag Seleção Brasileira

terça-feira, 31 de março de 2009 Seleção Brasileira | 19:22

VOLANTE VOLA

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Magnífica a entrevista da dupla Dunga-Jorginho ao Arena do Cleber Machado, porque, antes de tudo, elucidativa. Pelo menos, num ponto crucial, que tem sido o principal foco de todas as discussões sobre a Seleção Brasileira: a figura do volante.

Volante vola, como diria Dante. Cabeça-de-área, leão-de-chácara, ou qualquer denominação que o amigo queira dar ao médio que se planta à frente da área, como um zagueiro mais avançado, não vola, fica.

Portanto, pelo amor de Deus, técnicos, jogadores, cartolas, locutores, cronistas, parem de chamar de volante o mero cabeça-de-área.

Gilberto Silva, ex-zagueiro do Atlético, que se adiantou para fora da área, tempos atrás, nunca foi volante. Foi, é e será cabeça-de-área. Anos atrás, jogava bem melhor do que joga hoje, o que é natural. Portanto, não vamos desperdiçar nosso tempo discutindo a atual forma de Gilberto Silva.

A questão é a seguinte: a figura do cabeça-de-área está em plena extinção nos centros mais avançados do futebol mundial, há algum tempo. Até mesmo por aqui, no Brasil, sempre atrasado quando se trata de evolução tática, já não se acha um número significativo desse tipo de jogador.

Tanto, que o próprio Dunga embatucou a turma do Arena ao pedir um substituto de Gilberto Silva, com as mesmas características. Não há. Ou, se há, não tem maior significação na ordem das coisas.

Logo, urge Dunga mudar o braço da viola, pois não pode ficar refém de um jogador de estilo em extinção, sem substituto à vista. Afinal, o esquema da Seleção Brasileira, de seara tão generosa em craques, não pode ficar refém de um jogador, por melhor que ele seja, pelo resto da vida.

PS: Quero dizer que há lugar, sim, para Gilberto Silva na Seleção, na melhor das hipóteses, como alternativa defensiva, de acordo com o desenrolar deste ou daquele jogo. E só. E que essas observações nada têm a ver com a gloriosa carreira desse jogador, tão precioso na conquista da Copa de 2002.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, DUNGA!
  2. BELA VITÓRIA
  3. SELEÇÃO, PAIXÃO E FLORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 19:23

BELA VITÓRIA

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Para quem só valoriza a eficiência, como os pragmáticos de plantão, Robinho foi simplesmente decisivo: espie aquela enfiada para Elano, que lha tocara de calcanhar, antes de se infiltrar área adentro e encobrir o goleiro, no primeiro gol do Brasil sobre a Itália, em Londres.

E o segundo, então? Pirlo saía de sua entrada da área, tranquilo, quando Robinho deu o bote por trás, recuperou, invadiu a área, pedalou diante de três beques italianos, e bateu no canto cruzado.

Robinho à parte, porém, o Brasil jogou bem, sobretudo no primeiro tempo, quando vários dos nossos se destacaram: Elano, jogando mais adiantado; Gilberto Silva; a dupla de zaga, Lúcio-Juan; esse goleiraço Júlio César, que, na etapa final, pegou finalização impossível de Tony; Marcelo, que voltou muito bem à Seleção etc.

Assim como o estreante Felipe Mello, que tomou conta do meio-campo com elegância, classe e eficácia nos desarmes e nos passes, como se fosse velho frequentador da Seleção.

Quem perdeu a chance de timbrar seu nome ilustre foi Ronaldinho Gaúcho, que jogou muito abaixo do que é capaz, sem, porém, comprometer. E Maicon, que está voando na Inter, mas, na Seleção, esteve muito acanhado. De qualquer forma, uma vitória significativa. Ah, sim, houve aquele gol legítimo de Grosso, no início, que poderia ter dado outro rumo ao jogo.

Isso, porém, entra na equação imponderável do “se”, que, como todos nós sabemos, não joga.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE MURICY
  2. CASO SÉRIO E AMEAÇA RIDÍCULA
  3. CRIME E CASTIGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 31 de janeiro de 2009 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 13:57

A VEZ DE AMAURI

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E Dunga acabou mesmo chamando Amauri, da Juve, no lugar de Luís Fabiano, lesionado, para o amistoso justamente contra os italianos, que o queriam na Azzurra logo fosse liberada sua segunda cidadania. Afinal, Amauri fez toda a sua carreira lá na Bota mesmo, onde ganhou destaque como artilheiro desde os tempos do Palermo.

Assim, fecham-se as portas para Amauri lá e abrem-se as daqui. Vero? Tenho minhas dúvidas. Pode ser que Amauri vista a canarinho, crie asas e ganhe uma vaga cativa no elenco brasileiro.

Mas, vejo muitos candidatos mais qualificados, tecnicamente, à sua frente por aqui: Nilmar, por exemplo, Pato, que assumiu de vez a titularidade do Milan, onde já é o artilheiro nesta temporada, o próprio Luís Fabiano, sem falar nas promessas, tipo Keirrison, por exemplo.

Amauri já não é nenhum garoto. Beira os 29 anos de idade. Logo, não é uma aposta para o futuro. É chegar, jogar e marcar seus gols, mesmo porque não se trata de um atacante de técnica refinada que prescinda dos gols para se firmar. Mas, vai jogar nesse amistoso? Por ordem de entrada, Pato e Adriano têm preferência.

Se não jogar e o Brasil for bem contra a Itália, na próxima chamada, caso Luís Fabiano esteja recuperado, terá vez? Afinal, está lá na Itália fazendo seus gols há muito tempo e nunca antes havia sido lembrado sequer, a não ser por este ou aquele. Resta, pois, torcer para que o rapaz tenha êxito e venha ser mais uma alternativa para o nosso time.

PS: Na primeira versão deste post, pensei Palermo e escrevi Parma, sorry.

Notas relacionadas:

  1. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

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