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sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. LOVE, LOVE
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 16:13

NENÊ? E POR QUE NÃO?

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Parece até transmimento de pensação, como dizia o caipira. Pois, outro dia, estava vendo um jogo do PSG, em que o grande destaque foi o meia Nenê, e me veio à cabeça a possibilidade de o ex-craque do Palmeiras e do Santos merecer uma chamada de Mano.

Claro que não há nada de esotérico nisso. Afinal, creio haver uma sintonia fina entre a minha maneira de ver o futebol e a do técnico brasileiro, que tenta resgatar nosso estilo verdadeiro de jogar bola na Seleção, tão vilipendiado nos últimos tempos.

Eis, pois, que leio na Internet declaração do treinador, segundo a qual está de olho em Nenê, abrindo até a perspectiva de chamá-lo dias desses. Canhoto, hábil, solidário, e agora até goleador, Nenê não é nenhum super craque, mas pode, sim, vir a ser útil, sobretudo com sua experiência internacional, nessa fase de transição da equipe brasileira.

Cariocão

O Fluminense, que acaba de apresentar mais dois reforços – o volante-zagueiro Edinho e o atacante Araújo, revelado pelo Goiás anos atrás -, estreia no Cariocão ainda sem Conca e Emerson, mas com Souza e Deco armando as jogadas para Tartá e Fred.

Sugestiva formação, diga-se, para pegar o Bangu no Engenhão.

Claro que o campeão brasileiro não estará cintilando desde já, assim como todos os outros grandes do Brasil, que tiveram sua pré-temporada capada pela imediata disputa dos estaduais.

Mas, é de se esperar coisa de meia hora de bom futebol do Flu, pelo menos.

Já o Botafogo, que recebe o Duque de Caxias, na rodada dupla do Engenhão, ainda não poderá contar com seus novos reforços – Rodrigo Mancha, volante, ex-Santos; o meia-atacante Everton e o uruguaio Arévalo “Cacha” Rios, contratado para substituir Leandro Guerreiro.

O esquema é praticamente o mesmo do Brasileirão, com três zagueiros de ofício, e as estrelas solitárias do Botafogo continuam sendo o técnico Joel e o centroavante Loco Abreu.

Vejamos no que vai dar.

Paulistão

O campeão paulista, ainda desfalcado de uma batelada de titulares, recebe o Mirassol, no Pacaembu, com duas novidades de escol: Jonathan, ex-Cruzeiro, e Elano, na sua reestreia no clube da Vila.

Na sua estreia no Paulistão, o Santos não brilhou, mas goleou, e a manutenção da base vitoriosa sempre dá um novo estímulo.

Já São Paulo e Corinthians não golearam na rodada de abertura, mas venceram seus jogos, o que também serve para animar a tropa.

O Tricolor tem a vantagem de reincorporar dois titulares contra o caçula São Bernardo, que entrou com o pé direito na competição, no fim de semana: Dagoberto e Marlos. Ao contrário do Corinthians, que vai a Bragança sem Ronaldo Fenômeno, aquele que faz diferença, mesmo longe de sua melhor forma física.

Por fim, o Palmeiras, único grande paulista a tropeçar na estreia do Brasileirão, empatando por 0 a 0 com o Botafogo. Ainda sem Valdívia (até quando?) e com Lincoln contundido, Felipão terá de tirar da manga do colete um armador para dar uma pitada de sal no seu meio-campo. Ora, colmo colete não tem manga…

Seleção Europeia

Por falar em estrela solitária, o lateral-direito Maicon é o único brasileiro escalado na Seleção da Uefa de 2010. Em contrapartida, o Barça cede nada menos que meia dúzia de craques: a dupla de zaga Piqué e Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e David Villa, ratificando mais uma vez – o Barça é o melhor do mundo, tanto coletivamente quanto individualmente.

E olhe que, no ano findo, Danel Alves, também do Barça, jogou mais do que Maicon, sobretudo no segundo semestre quando tomou a posição do interista na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Seriam, portanto sete.

Completam a equipe o goleiro Iker Castillas e Cristiano Ronaldo, do Real, o meia Sneijder, da Inter, e o inglês Ashley Cole, do Chelsea, formando um time dos sonhos que, infelizmente, nunca entrará em campo de verdade: Casillas; Maicon, Piqué, Puyol e
Cole; Xavi, Iniesta e Sneijder; Messi, David Villa e Crstiano Ronaldo.

Renato x Grêmio

A lua-de-mel do técnico Ronaldo Gaúcho e a direção do Grêmio chegou a um impasse, digamos, a primeira briga do casal, consequência da vitória da oposição nas urnas tricolores.

Renato, dizendo-se cansado de tanta trabalheira e de olho exclusivo na pré-Libertadores, anunciou publicamente que não irá aos jogos de seu time no interior gaúcho e que, talvez, nem participe em campo do Gre-Nal, o que, lá nos pagos, significa mais do que uma heresia.

E, mais: contrariando os desejos da nova diretoria, espalha aos quatro ventos o andamento de sua renovação de contrato, as buscas por novos reforços e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pelo visto, isso não vai dar certo.

Tudo bem: Renato é uma legenda na história do Grêmio, como jogador, e, como treinador, conseguiu a proeza de elevar o time da zona do rebaixamento à vaga na Libertadores, no Brasileirão passado.

Mas, sacumé, nessa fogueira de vaidades que arde sem cessar no mundo do futebol, se o cara não souber evitar as fagulhas, acaba sendo mesmo é fritado.

*Leia mais sobre Nenê no blog de futebol francês do iG Esporte clicando aqui

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. CARIOCAS, LOGO LÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 15 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 22:17

TIMÃO E TRICOLOR, IGUAIS

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Timão e Tricolor começaram bem, mas não excepcionalmente. Também, não era pra ser diferente. Afinal, os times grandes de São Paulo não tiveram o mesmo tempo de preparação dos pequenos. E, no futebol atual, o quesito força passou a ser muito mais importante do que o era antigamente.

O Corinthians passou pela Lusa, no primeiro clássico paulista do ano, por 2 a 0, com direito a gol olímpico de Roberto Carlos, que, segundo ele mesmo, levou 25 anos para executar essa jogada com êxito.

Há quem reclame a volta ao campo de Paulinho, no exato momento da cobrança. Nada a reclamar. O meu querido Arnaldo César Coelho já repetiu à exaustão no Bem, Amigos, que o jogador pode voltar a campo, sem autorização do juiz, na sequência da jogada. Foi o que aconteceu.

A par disso, em cobrança de corner não há impedimento. Está na lei.

De qualquer jeito, o Timão foi melhor, ainda que ligeiramente, e mereceu a vitória.

Assim como o São Paulo, que venceu o Mogi, lá, também por 2 a 0, na volta de Marcelinho Paraíba, que deu novo ânimo à equipe no segundo tempo, além de finalizar o placar, de cabeça.

Mas, isso tudo é só o começo do início.

Peixe goleia

O campeão  meteu 4 a 1 no redivivo Linense, que há cinquenta e cinco anos não frequentava os campos de elite do futebol paulista. Mas, cá entre nós, não jogou à altura do placar.

Soube aproveitar bem as chances que criou ou surgiram, ao contrário do Linense, que pressionou mais, sem conseguir chegar lá na mesma proporção.

Até isso, contudo, favorece o Peixe. Sim, porque se jogando com, sei lá, dez desfalques, e sem render tudo o que sabe, imagine quando estiver completo e nos trinques, fisicamente.

Já o Palmeiras, nem jogou bem, nem criou chances, tampouco conseguiu mexer no placar diante do Botafogo de Ribeirão, no Pacaembu, que empacou no zero a zero.

No fim, a pequena torcida verde que se aventurou ao estádio clamou em coro o famoso “Queremos jogadores!”.

Mas, isso, só depois das eleições no clube, que serão realizadas na semana entrante. Se der…

Robben e Kaká

Dois craques que poderiam estar entre os cinco melhores do mundo, mas que praticamente perderam o ano no estaleiro, acabam de voltar aos campos.

O brasileiro Kaká e o holandês Robben, ambos baleados durante a Copa do Mundo e que só agora começam a se recuperar.

Kaká voltou ao Real, há três jogos, entrando no segundo tempo e deu sinais de plena recuperação, até fazendo um gol.

Robben teve sua chance neste sábado, no empate do seu Bayern de Munique contra o Wolfsburg, por 1 a 1, e foi a pedra de toque que despertou seu time amorfo no primeiro tempo com suas investidas inventivas e três disparos de canhota que quase chegam lá.

É sempre bom saudar a presença de craques desse nível em tempos tão sombrios.

Arsenal e City

O Manchester City assustou, de início, diante do Wolveshampton. Tomou um gol, levou certo sufoco, mas, em seguida, despejou um caminhão de melancias sobre o adversário: 4 a 1, que se reduziu para 4 a 3, num jogo lancinante.

Já o Arsenal não tomou conhecimento do West Ham, mesmo na casa do inimigo: 3 a 0, naquele toque-toque tradicional da era Wenger. O diabo é que aquele toque de bola hipnótico parece hipnotizar o próprio time do Arsenal, que vai tramando, tramando, entra na área e, na hora da finalização, continua tramando.

É a síndrome de Penélope á espera de seu Ulisses amado.

Copinha

Ufa, até que enfim os novos Meninos da Vila desencantaram diante do América de natal: 5 a 0.

Até agora, o Peixe, conhecido por sua usina de jovens promessas na Vila, vinha capengando na Copinha. Basta dizer que chegou à fase atual com um gol contra – e que gol contra!, o beque sozinho, de de frente para sua meta, dá uma puxeta que pega no bico da chuteira e entra no ângulo de seu goleiro.

Já o Flamengo passou na fita, vencendo o Cruzeiro, um dos favoritos do torneio, nos pênaltis, depois de empate por 2 a 2. Ambos são dois tradicionais reveladores de novos valores e a coisa toda foi briga de cachorro grande.

O Fla, ungido pelos últimos acontecimentos, segue em frente.

E, agora terá de cruzar com o São Paulo, outro que vem cumprindo magnífica campanha. Neste sábado, o Tricolorzinho venceu o Olé Brasil! Por 2 a 0, mas poderia ter feito mais uns dois, caso mantivesse o mesmo ritmo o jogo todo.

Será um jogaço, não tenho dúvidas.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  3. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 21 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:59

FLU, DE NOVO, LÁ

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E o Fluminense retomou a liderança, em grande estilo, a dois passos do título do Brasileirão: 4 a 1 no São Paulo, na Arena de Barueri, pra alegria das duas torcidas tricolores presentes ao estádio, graças ao perverso desejo dos são-paulinos de jogar água no chope eventual do Corinthians.

Mas, isso não parece ter afetado os jogadores do São Paulo, não. Tanto, que o jogo esteve parelho, correndo sobre o fio da da navalha do empate por 1 a (outro gol de calcanhar do menino Lucas Gaúcho, embora desviado pelo pé de Gum), até a expulsão de Xandão, seguida de outra de Richarlyson.

Aí, só deu Flu, sob o comando desse gringo extraordinário – Dario Conca -, autor de dois gols e de várias jogadas de alta classe. E olhe que poderia ter sido de muito mais se Washington não perdesse gol feito, assim como Fred, em duas ocasiões.

O fato é que, não houvesse expulsão, talvez o Flu não conseguisse alcançar esse placar amplo. Mas, poderia ter vencido igualmente o jogo, entre outras coisas, porque é melhor do que o São Paulo.

Agora, só resta ao Flu manter essa pegada por mais duas rodadas, e a festa brasileira será nas Laranjeiras. Mas, quem garante, se basta alguém chegar lá em cima pra tropeçar em seguida?

sao_paulo_fluminense_fred

Fred ajudou o Fluminense a golear o São Paulo em Barueri


Timão burocrático

O Corinthians teria de vencer o calor de Salvador, o desespero do Vitória ameaçado de rebaixamento e todas as rezas e mandingas atiradas no seu caminho neste domingo. Só isso já é um empecilho gigantesco. Que dirá tomar essa bola nas costas? Sim, porque perder Ronaldo Fenômeno nesta quadra do campeonato é uma bola nas costas em feitio de punhal de aço.

Ronaldo, obviamente, não é nem um décimo do que já foi nos bons tempos. Mas continua sendo aquele craque, senão aquele cara, que confere ao seu time um poder que transcende ao simples rolar da bola em campo.

Tanto, que de seus pés saiu o passe exato para o gol de Danilo. Mas, logo depois, sentiu dores musculares e saiu. Pronto! O Corinthians caiu na vala comum do jogo burocrático, mais preocupado em evitar surpresas, mesmo depois de ter levado o gol de empate, do que buscar o gol da vitória a qualquer preço.

Definitivamente, não foi a bola de quem quer ser campeão, não senhor.

Bem, como consolo, valeu a garantia da vaga à Libertadores. Meno male.

Raposa de volta

O Cruzeiro foi logo metendo 3 a 0 no Vasco, na Arena do Jacaré, e depois ficou ali cozinhando o galo (oops, o Almirante), o que mantém a Raposa na fita pela disputa do título, um pouquinho atrás do Corinthians e do Flu.

E o curioso é que o Cruzeiro, tão cioso no toque de bola, armou o placar em cima de três cobranças de corner pelos pés hábeis de Montillo. No primeiro, Roger aproveitou; no segundo, foi a vez de Henrique, e, no terceiro, Edcarlos aproveitou sobra na área.

Notas relacionadas:

  1. EMPATES E O NOVO INTER
  2. TIMÃO, FIRME NO TOPO
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 14 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 23:42

AH, FLU…

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Apesar do acúmulo de tropeços dos líderes neste Brasileirão, confesso que esse eu não esperava. Jogando em casa, diante de delirante torcida, com Fred e Deco de volta ao time e sob o comando de Muricy, mestre nesse tipo de torneio nos últimos cinco anos, o Fluminense não poderia deixar de vencer o Goiás no Engenhão.

Pois, empatou. Empatou, sobretudo, porque desperdiçou todo o primeiro tempo, quando o Goiás abriu a contagem com Rafael Moura. E desperdiçou justamente por causa da presença de Deco, um craque consumado, mas fora de forma pelo longo tempo que esteve ausente do time se recuperando de séria lesão.

Tanto, que, ao substituí-lo no intervalo por Dieguinho, Muricy arrumou seu meio de campo e partiu pra cima do Goiás. Para seu desespero, porém, nem com uma dupla de artilheiros consagrados como Fred e Washington acionada pelo melhor jogador do campeonato, Conca, o Flu conseguiu converter em gols as tantas chances criadas. E teve de se consolar com o gol de pênalti de Conca, já no finzinho da partida.

Assim, o Flu, que liderou boa parte do campeonato, caiu para a vice-liderança a três passos do final de tudo.

Mas, atenção: as cascas de banana estão espalhadas por todos os campos do Brasileirão. Logo, nem Flu, nem Cruzeiro devem desistir da esperança maior. Assim como o líder Corinthians, diga-se.

Vasco e São Paulo

Dois golaços, um pra cada lado, defesas providenciais de Fernando Prass e Rogério e uma montanha de passes errados. Contudo, um jogo disputado em alta velocidade, o que, talvez, explique o excessivo número de passes errados.

Acima de tudo, porém, valeram os dois gols. O do Vasco, um passe magistral de Felipe, que jogou muito, para Eder Luís, que limpou dois adversários e fuzilou no ângulo de Rogério que nem se mexeu, só espiou a bola varar sua meta. O do São Paulo, uma arrancada de Jean, que vai se transformando num excelente lateral-direito, pela direita, o cruzamento exato para o toque de letra do menino Lucas Gaúcho, que acabara de entrar em campo.

É, no fim de tudo, o que conta mesmo.

Furacão soprando

Foi um jogo lancinante na Arena da Baixada, lá e cá, interrompido por um lance inusitado: o juiz teve de ser atendido pelos médicos, ao machucar o ombro, sozinho.

E, para não fugir ao roteiro, Paulo Bayer deixou o campo consagrado pelos dois gols que deu a vitória ao Atlético PR sobre o Grêmio Prudente, mantendo viva a chama paranaense de chegar a uma vaga na Libertadores, ainda.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
  3. FLU, PERDENDO DE VISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 7 de novembro de 2010 Sem categoria | 22:08

CONCA, ELIAS, JUCILEI E THIAGO

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Desta vez, nenhum deles vacilou na subida do morro: Fluminense, Corinthians e Cruzeiro venceram seus jogos e seguem à frente dos demais, quase isolados, embora venha gente atrás.

O Flu penou para passar pelo Vasco, por 1 a 0, gol de Tartá, colhendo rebote do goleiro em tiro de Washington; o Cruzeiro conseguiu a proeza de bater o Vitória em pleno Barradão, também por 1 a 0, gol de Thiago Ribeiro; e o Corinthians derrotou o São Paulo por 2 a 0, gols de Elias e Dentinho, ainda que o Tricolor tivesse jogado melhor a maior parte do tempo.

Permita-me, o amigo, porém, esquecer um pouco esse jogo das táticas e dos confrontos entre coletivos daqui e dali, para pinçar alguns nomes emblemáticos de cada um desses fortes candidatos ao título brasileiro.

Por exemplo: como deixar de exaltar esse gringo maravilhoso, Conca, que já nos últimos minutos do sufoco que seu time sofria do Vasco, dispara lá de trás com a bola colada à sua canhota mágica, vara toda a defesa adversária, chega na cara do goleiro, gira e coloca Washington absolutamente livre para espantar de vez a zica, que travou suas pernas e o fez desperdiçar chance única.

Conca não é apenas o maior talento individual desse Flu líder. Além de refinado artista da bola, um operário incansável, que, apesar de seu físico franzino, jogou todas as partidas de sua equipe neste Brasileirão. Isto é: ponta firme, pau pra toda obra, e um artesão capaz de produzir finas iluminuras com a bola.

Outro que salta à cena não é um só, são dois: a dupla Jucilei e Elias, a quem o Corinthians, na eventualidade da conquista da faixa de campeão, deverá dividi-la entre ambos. Dois volantes que viram meias como se tomassem um copo d’água a passeio num desses shopings da zona leste de São Paulo.

Eis por que foi tão exemplar o primeiro gol do Corinthians: enfiada exata de Jucilei para Elias se projetar à frente de Rogério e finalizar com precis]ao.

Por fim, Thiago Ribeiro, um desses raros atacantes inteligentes, de movimentos leves e sinuosos, que vira e mexe salva a pátria azul com seus gols inesperados.

Um pequeno espaço para louvar o craque neste universo denso de pragmatismo, onde só se ouve ecoa o grito de “pega-pega!”

Notas relacionadas:

  1. TRICOLORES, VASCO E TIMÃO
  2. QUE NOITE, CARIOCAS!
  3. O MODERNO E O ANTIGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 14:17

NO CÉU, UMA ESTRELA SOLITÁRIA

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Se bem examinado o cenário, surge uma estrela solitária no horizonte da rodada deste fim de semana.

Sim, porque o líder Fluminense, sem Diguinho, além de Emerson, Deco, Fred e até mesmo Washington, enfrenta um Vasco mais seguro pela fuga definitiva de quaisquer embaraços, um clássico estadual, como tal, imprevisível.

Situação parecida com a do Corinthians que encara um clássico doméstico com o São Paulo, em que não apenas entra de sola a tradição como a necessidade expressa de ambos vencerem ou vencerem. O Corinthians para seguir no encalço do título; o São Paulo, em busca de uma vaga na Libertadores para salvar os dedos, já que os anéis se foram nesta temporada.

E o Cruzeiro, em baixa, sobretudo depois da derrota em casa para o São Paulo, terá de se haver com o Vitória, lá no Barradão, terreiro encantado dos baianos.

Em contrapartida, o Botafogo, que vem comendo pelas beiradas, também viaja, mas pega um Avaí desfalcado e desesperado na tentativa de escapar do descenso.

Cá entre nós, está mais para Papai Joel, que põe tudo na conta do Abreu. E, se os astros combinarem com essa estrela solitária, numa conjugação luminosa, bem que o Botafogo pode sair da rodada ao lado de Corinthians e Cruzeiro, na vice-liderança, a um pontinho do líder. Já pensaram?

Pois é. Não esqueçamos que o Flamengo já aprontou uma dessas no ano passado.

Mas, isso tudo não passa de mera especulação, quem sabe um pressentimento,  pois as estrelas lá no céu ainda estão se movimentando para escrever o fim de mais esse capítlo dramático do Brasileirão.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. TIMÃO, LÍDER
  3. SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 4 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:33

VALEU, MANO!

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Dizem as más línguas que neste exato momento o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está enviando para o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, um cartão postal com a gravura do projeto do estádio de Itaquera e os seguintes dizeres: “Valeu, mano!”.

Seria o mínimo de cortesia entre dois figadais inimigos, quando um deles coloca tão suculenta azeitona grega na empada do outro, como aconteceu nesta noite de quarta-feira.

Sim, porque a combinação de resultados – a vitória tricolor sobre o então vice Cruzeiro e a goleada do Timão sobre o Avaí – elevou o Corinthians novamente à vice-liderança, justamente na noite em que o líder Flu tropeçou no Beira-Rio, empatando por 0 a 0 com o Inter.

Mas, esse tropeço do Flu, digamos, foi mais um sobrepasso, desses que nem desequilibram, muito menos derrubam. Afinal, o Inter é o Inter e jogava em casa, já sem o peso de ter algo em disputa. E o Flu, muito desfalcado, passou o jogo todo evitando o pior, o que concretizou graças à soberba atuação de seu goleiro, pois o Inter foi muito melhor e criou várias chances contra quase nenhuma do líder.

Já o Cruzeiro, num jogo agradabilíssimo de se ver, foi envolvido por um São Paulo mais ativo, veloz e incisivo, sobretudo pela atuação de seu quarteto de frente formado por Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira, bem apoiados por Carlinhos Paraíba, mais atrás.

De  todos, porém, o grande destaque foi o menino Lucas – a grande revelação deste Brasileirão -, entre tantos dribles e investidas, autor de um golaço: recebeu entre dois marcadores na intermediária azul, livrou-se de ambos, de outro em seguida, tabelou com Dagoberto, recolheu de volta na área, limpou o goleiro e tocou para as redes. Golaço!

Depois houve aquela falta em Ricardo Oliveira fora da área, que o juiz transformou em pênalti, convertido por Rogério.

É verdade que o Cruzeiro não se entregou assim, ó. Nada disso, quando tinha a bola, atacava, criou boas oportunidades, quase todas conjuradas por Rogério Ceni, a não ser aquela que Fernandão salvou de cabeça sobre a risca do gol, e se mantém firme na disputa, apesar dessa derrota um tanto inesperada.

Por fim, o Timão, na sua praia, sob o impulso da Fiel, diante de um Avaí encolhido atrás de descarada retranca, contou também com duas expulsões do adversário para emplacar a goleada de 4 a 0.

Mas, fez para tanto: manteve a serenidade, mas não abdicou do coração para pressionar o adversário até abrir a porteira, com gols de Bruno César, Elias e dois de Ronaldo Fenômeno, que velho, baleado, gordo, dentuço, a cada três bolas recebidas, mete uma pra dentro. Nesta quarta, meteu duas. Tá bom?

Joguinhos chatos
O jogo foi chato de se ver. Tecnicamente, fraco, em parte pelas ausências de vários titulares nos dois times, parte porque o Palmeiras, claramente, foi à Arena da Baixada para voltar com um empatezinho maneiro.

Pois, levou o castigo merecido, com o gol de Nieto, já na fase final do segundo tempo, o que deixou o Atlético PR vivo ainda na embolada disputa por uma vaga na Libertadores.

Vá listando aí, amigo: São Paulo, Grêmio e Furacão, além dos já classificados Inter e Santos, todos com 50 pontos, sem falar no Botafogo, que, ao vencer o Goianiense, na quarta, já invadiu a área dos sonhos até do título.

Ao mesmo tempo, em São Januário, o Vasco, em outro jogo sombrio,  carimbava seu passaporte para a Sul-Americana, segundo os matemáticos de plantão, ao bater o Prudente por 2 a 1, de virada, dois gols gêmeos de Rômulo, de cabeça.

Dois passes geniais de Felipe, diga-se, que, da direita, meteu duas trivelas de canhota na cabeça do artilheiro.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. FLU, MAIS LÍDER
  3. SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Sem categoria | 16:09

O MODERNO E O ANTIGO

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Disse no post anterior que o Corinthians precisava ousar nesta reta final do Brasileirão, se quiser ultrapassar Cruzeiro e Fluminense. E a volta de Dentinho, que passou boa parte do certame na enfermaria, vem bem a calhar nesse sentido.

Juntando-se Dentinho a Ronaldo Fenômeno e Iarley, o Timão poderá readquirir pelo menos boa parte daquele poder de fogo dos tempos de Mano. Não todo porque Jorge Henrique segue fora de jogo. E Jorge Henrique, por sua multiplicidade de funções (marcava e atacava), nesse Corinthians, é insubstituível. Não há outro, no elenco, com suas características.

Mas, então, como é que ficaria o meio de campo alvinegro? Simplesmente, assim: Jucilei, Elias e Bruno César. Ah, mas assim a defesa ficará muito exposta, retrucará o pragmático de plantão.

Exposta ficaria a defesa se nesse meio de campo não estivessem Jucilei e Elias, dois volantes de ofício, que, além do mais, sabem apoiar e até concluir com categoria.

E é aqui que o bicho pega. Apesar de tudo que comprovou o Santos do primeiro semestre e segue provando há anos o Barça, entre tantos outros times brasileiros e estrangeiros, a turma dos três zagueiros, três volantes et caterva, ainda não entendeu que há outras maneiras de se marcar o adversário sem ter que seguir essa cartilha.

O técnico Luxemburgo agora mesmo está dizendo isso, em relação à nova-velha  postura tática que ele pretende  implantar no Flamengo: a posse de bola é a melhor forma de se marcar os adversários. Por isso, o Flamengo passará a jogar definitivamente com dois volantes, um meia e três atacantes.

- Prefiro fazer um atacante voltar para fechar setor do que um volante atacar – enfatiza Luxa.

Óbvio! Destruir é mais fácil do que criar, diz a regrinha básica do futebol desde antes de sua invenção.

Pegue-se outro exemplo atual – o São Paulo de Carpegiani. Ao desembarcar no Morumbi, Carpegiani livrou o Tricolor das amarras que o prendiam há séculos ao privilégio dos zagueiros e volantes. Resultado: de imediato, seu time deixou de flertar com a zona da morte para saltar à área dos sonhos por uma vaga à Libertadores.

Pena que o Fluminense de Muricy até agora não tenha podido contar uma vez sequer com Deco, Conca, Emerson e Fred juntos na mesma equipe. Se tivesse, não tenho a menor dúvida de que estaria mais folgado na liderança.

Avançar o time, pressionando a retomada de bola mais próximo da intermediária adversária, e, quando de posse da bichinha, retê-la com trocas de passe, essa é a maneira mais moderna de evitar que a defesa fique mais exposta.

E a mais antiga, diga-se.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:09

NOITE TRICOLOR

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Apesar de tantos desfalques, o Fluminense conseguiu assegurar a liderança do Brasileirão, e só a dividirá com o Cruzeiro se a Raposa, em Prudente, fizer uma diferença de dez gols. Convenhamos…

E olhe que esses 2 a 0 do Flu foram sobre ninguém menos do que o Grêmio, o campeão do segundo turno até aqui, time que vinha de nove jogos invictos, jogando muito bem, e com Jonas, o artilheiro do campeonato, além de ter sido vítima de erro fatal do juiz: foi pênalti claro de Leandro Eusébio sobre Jonas.

Aliás, o Grêmio colocou em campo todas essas vantagens, dominou cerca de dois terços da partida, criou as melhores chances, mas não conseguiu enfiar a bola nas redes do Flu, que resistiu com vigor e contra-atacou com manha. Isso, sem falar no talento de Conca, que abriu o placar com um golaço de fora da área e o fechou com um toquinho de segurança, na conclusão de Washington.

Esse era mesmo o jogo-chave. Não só para o Flu com vistas ao título, como para o Grêmio, de olho numa vaga da Libertadores.

Vaga, por sinal, em direção da qual o São Paulo deu um passo significativo ao bater o Furacão, na Arena de Barueri, por 2 a 1. Um passo, não. Dois, pois ao vencer, superou Atlético PR e Grêmio, nessa corrida paralela do Brasileirão.

E o fez com sobras, no segundo tempo, embora sofresse no primeiro, com o empate por 1 a 1. Mas, na etapa final, ao trocar o volante Casemiro pelo meia Marlos, o Tricolor desembestou a criar chances claras de gol, o que, se convertidas, lhe teria deixado com muita folga no placar.

Mas, isso não é tudo. Essas seis rodadas pela frente têm a densidade de uma eternidade, gente.

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