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Posts com a Tag São Paulo

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:21

OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE

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Grêmio e São Paulo dividem a liderança do Brasileirão, por pontos ganhos. O Grêmio assume a predominância pelo quesito número de vitórias – uma a mais do que o São Paulo.

Mas, quem é melhor? Bem, poderia resumir essa resposta a um sofisma: aquele que, no fim, levantar a taça, já que a busca quase exclusiva pelo resultado pauta o espírito e as ações dessas duas equipes.

Nem Grêmio, nem São Paulo, na verdade, buscam a excelência plena – isto é, ganhar e dar espetáculo. Mesmo porque essa é uma utopia repudiada por quase todos que militam no futebol brasileiro hoje em dia.

Os dois Tricolores jogam no mesmo esquema – 3-5-2 -, e enfatizam a marcação, a luta pela posse da bola, acima de tudo, como, de resto, a imensa maioria dos demais competidores. São praticamente imbatíveis em seus respectivos redutos, e, em muitas situações, têm sido ajudados pela sorte.

O São Paulo tem um elenco (soma de titulares e reservas) um tanto mais qualificado do que o Grêmio. Mas, o Grêmio tem dois meias de habilidade que o São Paulo não tem: Souza e o menino Douglas Costa, deficiência que o técnico Muricy tenta compensar com o apoio de dois volantes de técnica refinada – Jean e Hernanes.

Nesta reta final, é visível a ascensão do São Paulo e, se não decréscimo, talvez estagnação, do Grêmio. Uma questão, possivelmente, mais anímica do que técnica.

Então, permita-me o amigo, que vou subir no muro. De onde poderei ver com maior abrangência o que está por vir. Como diria o gênio Noel: olho, ninguém me responde; chamo, não vejo ninguém.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 15:56

A GIGANTESCA ARMAÇÃO

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Na exata medida em que a disputa pelo título brasileiro se acirra com a presença de cinco sérios candidatos à faixa de campeão – fato até então inédito -, cresce a teoria da conspiração na cabeça do torcedor.

A juizada tá roubando! Ora, pro São Paulo, ora pro Flamengo, que, por misteriosas forças, dominam os bastidores. E o esquema Traffic-Palmeiras, então, nem se fala! A brigada gaúcha, por sua vez, sai por aí protegendo o Grêmio por vias indiretas, enquanto o Cruzeiro, de tão mineiro, mas tão mineiro, nem se percebe suas armações. Pero que las hay, las hay.

Ora, meu amigo, vá ver se estou na esquina. É armação demais para minha pobre cabeça. Tão gigantesca, que envolve CBF, Globo, cartolas de todos os matizes, técnicos, jogadores, comissão de arbitragem, juizes, bandeirinhas, empresários, enfim, praticamente todo o universo do futebol.

Quer um exemplo desse mega-complô? O gol anulado do Botafogo no São Paulo. Pois, está aí um lance que considerei e continuo considerando um erro do bandeirinha, mas cujo desenho justifica plenamente a sinalização do auxiliar do árbitro. Não foi nenhum lance escabroso, escandaloso, nada disso. Tanto, que muita gente – e não só os tricolores paulistas – aprovou a atitude do bandeira.

Afinal, o atacante botafoguense estava em posição de impedimento desde o início da jogada. E, sim, fez um movimento no sentido de tirar o pé da direção da bola. Isso pode ser interpretado como intervenção? Pode. Atrapalhou a visão do goleiro? É possível, embora a câmera por trás capte imagem que sugere o inverso.

Quer dizer: trata-se de um lance tão discutível que considerá-lo inserido num esquema de favorecimento a este ou àquele time raia a paranóia. Se essa, pois, é uma prova da armação global, passo.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:14

A ROLETA GIRANDO

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Grêmio, São Paulo e Flamengo, a prevalecer o mando de campo com a intensidade recorrente neste campeonato, são os favoritos na rodada deste fim-de-semana. Dos três, o São Paulo é o que enfrenta o adversário mais tradicional – o Inter. Mas, dos três, o Tricolor paulista é o que tem revelado espírito mais competitivo.
Já o Grêmio recebe o Figueira no Olímpico, com todas as condições de se reabilitar da derrota para o Cruzeiro; e o Flamengo, em pleno Maracanã, pega a Lusa – nem pensar, num tropeço, né?
Quanto a Palmeiras e Cruzeiro, que enfrentam Santos e Goiás, nas casas dos inimigos, têm, no papel, tarefa mais árdua.

O Santos, na Vila, está em ascensão, fugindo rapidamente da zona da morte, e o Goiás, mordido pelos insucessos recentes, no Serra Dourada, deverá se desdobrar em campo.

Mas, quaisquer que sejam os resultados, a roleta do Brasileirão continuará girando, desconfio, até a última rodada, quando, só então emergirá o campeão, no mais acirrado torneio nacional desde sua instituição no formato atual.

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 28 de outubro de 2008 Sem categoria | 15:48

CADA RODADA, UMA ENXADADA

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Nesta noite de quarta-feira, teremos quatro jogos-chave na disputa pelo título Brasileiro. Mas, um deles, é uma chave de ouro que tanto pode abrir a porta dos céus para um quanto do purgatório para outro.

Refiro-me, claro, ao clássico do Mineirão, entre Cruzeiro e Grêmio. Quem perder, não necessariamente estará fora do páreo, nada disso. Mas, é que o vencedor terá acumulado seis pontos numa só rodada. Num luta tão acirrada, isso conta muito, creia, meu anjo.

O Grêmio, líder, parece ser mais encorpado, sobretudo na marcação, o que não é nenhuma novidade. O Cruzeiro, mais leve e solto, o que também não é novidade alguma. É o confronto de dois estilos, duas escolas, cujo resultado final não ouso arriscar. Mesmo porque ambos se eqüivalem em força técnica e apenas o Mineirão pode representar um ponto de vantagem para a Raposa. Mas, nada decisivo.

Nos demais jogos, todos igualmente difíceis para os principais concorrentes, o Palmeiras é quem enfrenta situação mais delicada. Por jogar em casa, contra o Goiás, e por ter caído fora do G-4, tem que vencer de qualquer jeito, para manter acesa a chama da esperança. Mas, será verde contra verde, portanto, uma esperança simbolicamente bem dividida.

Já o São Paulo, que parece ter pegado no breu na hora certa, enfrenta o Botafogo, no Engenhão. Joguinho traiçoeiro, pois o Bota, apesar da recuperação neste segundo turno, já refluiu novamente, e estará desfalcado de alguns jogadores importantes, dentre eles, Lúcio Flávio, seu principal armador.

E o Mengão vai a Salvador pegar o Vitória que já brilhou mais do que agora, num jogo em que o fator campo não deverá ser tão determinando, pois a massa rubro-negra lá em cima é de se tirar o chapéu.

Parodiando o caipira, diria que, até o fim, cada rodada é uma enxadada

Notas relacionadas:

  1. PROFECIA DO PASSADO
  2. JOGO DE CONTRADIÇÕES
  3. TAREFAS IGUAIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 Sem categoria | 22:00

TAREFAS IGUAIS

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A encrenca era mais ou menos do mesmo tamanho para os três. Todos jogavam em casa, mas enfrentavam adversários tinhosos, bem armados e de campanhas ilustres nesta temporada: Sport, Vitória e Coritiba.

Mas, só o Flamengo teve vida fácil, ao golear o Coritiba, em pleno Maracanã, por 5 a 0, em noite de Obina, autor de um gol e de uma assistência primorosa para o quarto de seu time, feito por Max. Isso, sem falar em outras investidas perigosas.

Quer dizer; o coração do técnico Caio Jr. balançava entre Josiel e Vandinho e acabou se rendendo ao imprevisível Obina.

Enquanto isso, no Olímpico, o líder Grêmio saiu na frente logo aos 3 minutos de bola rolando; o mesmo Reinaldo meteu outa no travessão, e aí… Aí o Grêmio refluiu, refluiu, até sofrer sufoco no final. O consolo foi curtir meia dúzia de jogadas de fina arquitetura do menino Douglas Costa, inexplicavelmente substituído por Souza, já pelas tantas do segundo tempo.

Por fim, o São Paulo, naquele seu jeitão um tanto tosco, mas eficiente, foi surpreendido com o gol de cabeça de Leonardo Silva, aos 14 minutos de jogo, mas conseguiu o empate ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta de Hernanes, virou, com Hugo (deesculpem a falha anterior), de cabeça, no comecinho do segundo.

 Virou, mas por ali ficou, lançando bolas pra frente, enquanto o Vitória a colocava no chão e seguia pressionando até o fim. Sim, o São Paulo perdeu dois gols feitos, com Dagoberto e Hugo, mas contou com o beneplácito do juiz no pênalti de Rodrigo em Rodrigão, ainda na etapa inicial.

Enfim, Grêmio, São Paulo e Flamengo passaram pelo teste básico nesta reta final do campeonato: vencer em casa. E é isso que conta nestas alturas da vida.

Notas relacionadas:

  1. SALIVA PRESS
  2. RICOS E POBRES TEMPOS
  3. PROFECIA DO PASSADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sábado, 18 de outubro de 2008 Sem categoria | 21:16

PROFECIA DO PASSADO

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Há quem considere esse clássico definitivo, se nem tanto para o palmeiras, ao menos, para o São Paulo.

Confesso que já não arrisco mais nada neste campeonato feito de tantas alternâncias. Mas, enfim, vale fazer um cotejo, setor por setor dos dois times.

Marcos e Rogério Ceni são, sem dúvida, o ponto mais alto de Palmeiras e São Paulo. Arqueiros extraordinários, campeões do mundo, experientes e senhores de fortes traços de liderança, cada um a seu modo.

Rogério, simétrico, racional, com nítidos pendores para os números e as análises calculadas das situações; Marcos, alma solta de caipirão que esconde a esperteza aguda por trás de sua espontaneidade incontida.

Ambos pertencem à linhagem mais nobre dos paredões, na definição do saudoso comentarista Mário Moraes – aqueles que fecham o gol e jogam a chave fora. Nesse sentido, Marcos parece avolumar-se mais do que Rogério. Tanto que é perceptível pairando sobre sua cabeça aquela auréola que lhe valeu a canonização no futebol. É o São Marcos. Em contrapartida, perde de goleada para Rogério no quesito pé na bola. Com a bola nos pés, Rogério reina absoluta sobre qualquer outro no mundo. Nesse item – goleiros -, empate técnico.

Se restringirmos a linha de defesa aos zagueiros – três de cada lado – haverá nítida superioridade tricolor. Afinal, sob qualquer ângulo, o trio formado por Rodrigo, André Dias e Miranda é superior, individual e coletivamente, ao do Palmeiras, que conta com Gustavo, Roque Jr. e Martinez. Está mais entrosado, na pior das hipóteses.

Mas, há aqui uma diferença significativa que se reflete mais lá na frente do que aqui atrás. Refiro-me ao movimento destinado a Martinez, um meia-esquerda de origem, que se transformou em lateral e acabou se fixando como segundo volante. Embora um tanto lento, ao sair para o jogo, compõe melhor o meio-de-campo do seu time do que qualquer beque-beque do São Paulo. Na verdade, é um volante a mais, disfarçado de terceiro zagueiro, E isso, no rolar da bola, pode faer uma grande diferença. Mas, pau a pau, na zaga, como tal, ganha o São Paulo.

No meio campo, somos obrigados a entender os laterais como alas, na nomenclatura assumida de início (sistema 3-5-2). Nesse caso, os dois palmeirenses Elder Granja e Leandro levam nítida vantagem, no conjunto das ações, sobre os dois tricolores, Jancarlos e Jorge Wagner. Isso, porque coordenam melhor os movimentos defensivos com os ofensivos. Jorge Wagner é referência do São Paulo nas bolas paradas, jogada essencial desse time tão mecanizado. Mas, não possui a mesma velocidade e a mesma eficiência de Leandro na marcação. Já, no meio, observa-se uma variação de estilos e funções.

O São Paulo deverá atuar com três volantes naturais – Zé Luís, Hernanes e Jean -, embora Hernanes se adiante como meia. Por seu lado, o Palmeiras firma-se em Pierre, Sandro Silva e Diego Souza, este já um meia de ofício e estilo. Essa simples diferença, entre o jeito de jogar de Hernanes e de Diego, pode vir a ser o ponto de maior equilíbrio do Palmeiras. Assim, vence o Palmeiras, por una cabeza.

No ataque, de um lado, Alex Mineiro, um dos artilheiros do campeonato, e Kleber, cria tricolor que ganhou notoriedade por seu futebol aguerrido, às vezes violento, mas inegavelmente eficiente. Ambos, fluidos, saindo e entrando da área, seja para colaborar no passe, seja para definir o assunto. De outro, Borges e Hugo, com traços semelhantes, mas menos incisivos. Nesse aspecto, o Palmeiras me parece mais bem servido. Como alternativas, no banco, Muricy terá o insinuante Dagoberto, que ainda não voltou a jogar o que jogava no Furacão, mas que vem progredindo, e André Lima, um finalizador. Já Luxemburgo sempre poderá contar com Denílson, o driblador imprevisível, que tanto pode acabar com o jogo em poucos minutos como acrescentar pouco, dependendo da lua. Melhor o Palmeiras aqui também, por alguns fios.

Toda essa acurada análise não passa de pretensa profecia, pois está baseada no quem tem sido, ao longo de um campeonato pontilhado por viradas e reviradas de expectativas. Em futebol, quase nunca o que foi será, quando se trata de clássicos dessa magnitude histórica. Basta a troca de um jogador, este por aquele, e o cenário vira de ponta-cabeça. Um gol aos 5 minutos, uma expulsão, uma dor de barriga, uma súbita tempestade, um erro da arbitragem, qualquer coisa pode alterar tudo. Mas, como o futebol, ao contrário do dito popular, guarda, sim, uma dose significativa de lógica, há que se levar em conta o fato de o jogo ser no Palestra Itália, onde o Palmeiras tem obtido um índice elevado de bons resultados, o que, somado ao cotejo de setores lá de cima, indica o Verdão como levemente favorito. De resto, é esperar pra ver, sobretudo porque os dois treinadores se eqüivalem em competência e esforço, e as duas camisas pesam toneladas de ouro.

Notas relacionadas:

  1. RICOS E POBRES TEMPOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 Sem categoria | 16:25

RICOS E POBRES TEMPOS

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O Lindemberg que legou seu nome ao rapaz protagonista dessa tragicomédia televisiva na periferia do ABC, São Paulo, foi um herói nacional americano nos anos 20/30, que, por ironia do destino, teve seu filho seqüestrado, num dos lances policiais  mais  célebres da história, mesmo porque prenderam e mataram um carcamano que nunca se provou ser o verdadeiro autor do crime.

Pois esse mesmo Lindemberg, celebrado por ter atravessado o Atlântico num aviãozinho com motor de geladeira, foi um dos maiores entraves à entrada dos EUA na guerra contra o Eixo. O bicho era assim, ó, com Hitler, a Besta.

Mas, isso é passado. O que conta é o aqui e agora. Eis que o autor do rapto da donzela estende na janela do banheiro do cativeiro uma camisa do São Paulo. É o ponto alto do suspense. Que mensagem enigmática é aquela? O que o seqüestrador quer dizer com aquele símbolo exposto? Meu Deus, acuda-me!

E, de imediato, acudiram, Logo desembarcou na cena dramática o nosso Marco Aurélio Cunha, vereador recém-eleito, enviado especial de Juvenal Juvêncio, o presidente do São Paulo que conseguiu quebrar o último encanto tricolor – a troca de poderes no clube, até, sei lá, 2014.

E o que foi fazer Marco Aurélio lá? Convencer o são-paulino a se entregar. Em vão. Logo em seguida, questionado pela imprensa, Muricy também mandou sua mensagem bem Vila Sônia: “Ô, meu! Sai dessa!”

Na verdade, não há enigmas nem mensagens subliminares nesse episódio. Há apenas um jogo de imagens e paixões. O rapaz quer a moça de volta, não importa como. Expõe sua paixão num gesto tresloucado, que completa com o símbolo de sua outra paixão – o time de seu coração. E, nesse processo todo, vira o principal protagonista de uma novela, um reality-show, desses que assumiram na tv a janela dos infelizes para a realidade virtual.

Pobres tempos, em que a imagem vale mais do que milhão. Ricos tempos, porém, em que a paixão de dois jovens da periferia pode provoca tamanha comoção.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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