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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

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Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

Charge do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:25

AS CONTAS DO BRASILEIRÃO

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Pegue-se como exemplo os quatro primeiros colocados do Brasileirão, aqueles que, neste exato momento, seriam os indicados para a Libertadores do próximo ano, ao lado do Vasco, campeão da Copa do Brasil.

Nem o líder São Paulo, com seus números exuberantes – quatro vitórias consecutivas, sete gols marcados e apenas um sofrido – apresentou até agora um futebol empolgante. Sua melhor partida foi contra o Grêmio, na última rodada, mas nada que o amigo visse e sentenciasse – ah, esse ninguém segura!

Que dirá de Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Mas, é inegável que todos são bons times, uns, mais técnicos; outros, mais cascudos. Alguns, com jogadores de alta classe, poucos, porém, para os padrões da história brasileira escrita nos gramados onde a bola rola.

Esse, porém, não é o caso em pauta, aqui e agora.

Quero me fixar nos números, que dão aos quatro vantagens sobre os demais candidatos, alguns deles com elencos que sugerem muito mais do que obtiveram até agora, tipo Flamengo, Fluminense, Inter e Cruzeiro, por exemplo. Vantagens mínimas, é verdade, sobretudo, se olharmos para o horizonte do Brasileirão que se estende por mais de trinta rodadas.

Mas, é aqui que vale uma reflexão. Tanto Luxemburgo, quanto Muricy, dois campeões em conquistas de Brasileirões, chegaram a tais recordes baseando sua estratégia nesta simples equação: em campeonatos de pontos corridos, lá e cá, cada jogo é uma decisão.

Sim, porque um pontinho obtido aqui, no começo das ações, quando o pessoal está meio distraído, pode significar a diferença, lá na frente, entre o campeão e o vice.

Mas, o amigo dirá que isso não é uma verdade absoluta, e logo sacará da memória aquele arranque espetacular do Flamengo na fase final de campeonato recente.

Tá certo: há exceções. Mesmo porque o Brasileirão, diferentemente dos demais campeonatos nacionais por esse mundão afora, tem sempre um número muito maior de clubes chamados grandes, candidatos naturais ao título, do começo ao fim.

Além do mais, há essa traiçoeira janela do meio do ano, quando, dependendo de quem sai ou entra por ela, pode alterar de vez o cenário armado nos primeiros meses de disputa.

Enfim, o que quero dizer com toda essa prosopopeia é que, como não temos por aqui um Barcelona ou um Manchester United, a ideia de uma progressão aritmética estará sempre ameaçada pelo caos das súbitas transformações desta ou daquela equipe.

A DIAGONAL

Um amável bloguista me pede lá embaixo que explique melhor essa história da Diagonal de Flávio Costa, citada em poste anterior.

Diz o leitor que, embora já bem vivido, nunca tinha ouvido falar nesse sistema denominado de Diagonal pelo saudoso técnico do Flamengo, do Vasco, da Seleção Brasileira, e de tantos outros times, nas décadas de 30,40 e 50.

Tenho aqui, na estante ao lado, um livrinho precioso que me foi presenteado pelo inesquecível jornalista Álvaro Paes Leme décadas atrás: A Evolução da Táctica no Futebol – WM, de Cândido de Oliveira, jornalista, escritor e técnico do Sporting e da Seleção Portuguesa nos anos 30/40, fundador da mais tradicional publicação esportiva de seu país, A Bola.

Nesse livro, Cândido de Oliveira (não confundir com o linguista famoso) conta como as táticas no futebol evoluíram das verdadeiras peladas inglesas do final do século XIX até o WM de Herbert Chapman, o formato mais perfeito para ocupar todos os espaços do retângulo gramado do jogo: três zagueiros (dois laterais e um central), dois médios de apoio, dois meias de ligação e três atacantes (dois pontas e um centroavante), implantado a partir de 1925 no Arsenal.

Por aqui, continuamos a jogar no sistema clássico – dois zagueiros (o stopper e o back, em que o primeiro saía para dar combate ao atacante e o outro ficava na espera), três médios, sendo que o centromédio, também chamado de Eixo, era a figura central da equipe, e cinco atacantes.

Pois bem, o WM só foi bater por aqui mais de uma década depois de sua implantação na Inglaterra e no continente europeu. Quem o trouxe foi um austro-húngaro chamado Dori Kruschner, contratado a peso de ouro pelo Flamengo.

Kruschner penou para fazer a turma entender como a coisa funcionava, mas, seu auxiliar, na época, Flávio Costa, um ex-médio violento como revela seu apelido de Alicate, pegou o pião na unha.

Fez uma pequena variação no esquema WM e o batizou de Diagonal, que pegou por aqui como um rastilho. E, no que consistia essa variação? Simplesmente, deformou o quadrado mágico de Chapman (dois apoiadores e dois meias), passando a jogar com um dos apoiadores um pouco mais recuado, outro, mais avançado, um  mais atrás, que deu origem ao meia-armador, e outro mais avançado, que resultou mais tarde no meia ponta-de-lança. Desenhou-se então uma diagonal no alinhamento dos médios e dos meias.

Como a crônica esportiva brasileira, sempre muito atrasada em relação às mudanças táticas, seguia escalando as equipes no sistema clássico – dois beques, três médios e cinco atacantes –, a diferença se percebia pelas características do apoiador ou volante, fosse pela esquerda, fosse pela direita.

Por exemplo, no Vasco, Expresso da Vitória dos anos 40, Eli era o apoiador, Danilo (que no fim de carreira, no Botafogo e América virou quarto zagueiro) o apoiador mais recuado, e Jorge o lateral-esquerdo, marcador do ponta-direita adversário.

Já no Flamengo, era o inverso: Biguá marcava o ponta-esquerda, Bria atuava um pouco mais atrás de Jaime, que passava a ser o volante mais ofensivo.

Na época, um rico cartola vascaíno, deslumbrado pela invenção, resolveu bancar a ida de Flávio Costa a Portugal para uma série de palestras sobre seu novo sistema revolucionário E o que recebeu de volta foi apenas o ceticismo de todos, sobretudo de Cândido de Oliveira, que definiu a Diagonal como apenas uma pequena e irrelevante variação do WM de Chapman.

Aqui, porém, a Diagonal reinou até fins dos anos 50, quando surgiu a figura do quarto-zagueiro (quarto porque foi o último defensor a juntar-se à linha de três zagueiros do WM) e, consequentemente, o sistema 4-2-4, que, de fato, era já um 4-3-3. Mas, essa é uma outra história que fica para uma outra vez.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. BRASILEIRÃO DE RESULTADOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

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O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:36

TRIO DE FERRO E A SURPRESA

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O domingo do Brasileirão foi do Trio de Ferro, que saiu de campo vitorioso. E olhe que só o Palmeiras, dos três, jogou em casa. Quer dizer, mais ou menos, pois o Palestra está no chão e o Pacaembu ou a Arena de Barueri interditados para o Verdão que teve de receber o Botafogo em Rio Preto.

Dentro de suas limitações, o Palmeiras fez o que podia e um pouco mais. Isto é: defendeu-se bem, como de hábito, e ainda criou mais chances do que o Botafogo, culminando com um golaço de Kleber, o Gladiador.

Já no Olímpico, o jogo rolou em banho-maria durante todo o primeiro tempo, e bastou o Grêmio abrir o placar, na cobrança de pênalti de Castán no menino Leandro (o beque atirou seu corpo contra o do atacante) para o Corinthians despertar.

Três minutos depois, Ramires atira e Neuton salva sobre a risca. Em seguida, pênalti de Lúcio em Liedson, que Chicão converte. O Grêmio, como resposta, passa a trabalhar a bola melhor até que Liedson colhe aquele sensacional chicote na área: 2 a 1.

A partir daí, deu pane na defesa do Grêmio e o Corinthians, mesmo sem ser espetacular, poderia ter ampliado o placar.

Por fim, em São Januário, o São Paulo conquistou uma bela vitória sobre o atual campeão brasileiro, o Fluminense, por 2 a 0. E olhe que poderia ter sido de mais, pois, no segundo tempo, o Tricolor paulista foi um aço, com Casemiro apoiando aquela dupla de atacantes, lisos feito quiabo – Dagoberto e Lucas.

Vitória para aliviar a atmosfera pesada do Morumbi e para ainda mais acentuar o mal-estar nas Laranjeiras, onde já se começa a esperar Abel Braga como um verdadeiro messias.

De resto, a surpresa da derrota do Cruzeiro para o Figueirense, por 1 a 0, embora as oportunidades de gol desperdiçadas pela Raposa foram suficientes para não abalar as esperanças azuis.

E a suspeita plantada na Arena do Jacaré de que o Bahia não chegou para ficar, além da certeza de que o verdadeiro Coritiba ainda não estreou.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 13:59

O PEIXE DESTE SÉCULO

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O Peixe mal teve tempo pra festejar a conquista do título paulista e já está com um pé no Pacaembu à espera do traiçoeiro Once Caldas e com os olhos postos nas semifinais da Libertadores. Mas, antes, terá de passar pelos colombianos, que, embora não sejam nenhum timaço, carregam na bagagem a fama de se dar melhor fora do que em casa.

Prova disso, a virada que aplicou no Cruzeiro, a melhor equipe da disputa até então, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Eis por que o técnico Muricy lamenta mais uma baixa importante – Jonathan, que ficará, por baixo, duas semanas de molho.

Não é mole, meu: o Santos vem  de decisão em decisão, nas duas frentes de batalha, há mais de mês, sem pré-temporada adequada, e com jogadores fundamentais voltando de longa inatividade, como Ganso, Arouca e Jonathan, entrando e saindo da enfermaria.

Mas, o Santos, nesta primeira década do século, tem sido tocado pelos fados. Basta lembrar que chegou a seis decisões e levantou cinco dessas taças. Isso, desde os idos de Robinho e Diego até estes dias de Ganso e Neymar.

E, o mais significativo: chegou a todas essas conquistas contrariando o vezo defensivo que permeia nosso futebol há duas décadas, por baixo. Chegou lá, colocando em campo o que os pragmáticos de plantão consideram coisa de museu – vencer jogando bonito, marcando muitos gols e dando espetáculo.

Por tudo isso – e não só porque o Santos é o único brasileiro ainda vivo na Libertadores – , vale a pena torcer para que siga em frente, até a glória final.


TRAPALHÕES DO MORUMBI

Há muitos anos não usava essa expressão para qualificar a direção do São Paulo, que, ao longo da história gloriosa desse clube, tem sido um modelo de administração sensata e eficiente, com esta ou aquela exceção.

Esta é uma das exceções que merece o resgate do título – Trapalhões do Morumbi.

Na sexta-feira, o presidente deu claros sinais de que Carpegiani estava fora. Na segunda, estava dentro de novo. O que houve entre um dia e outro?

Simples, o São Paulo fez as contas de quanto gastaria para pagar as multas rescisórias de Carpegiani e de Dorival Jr., por exemplo, um dos dois aventados para substituir o (ex) atual técnico, e voltou atrás. Teria de desembolsar um milhão para a rescisão do contrato de Carpegiani, e mais dois, pela de Dorival Jr. com o Galo. Ao mesmo tempo, Cuca ratificava, em Minas, seu desejo de permanecer no Cruzeiro. Logo…

Esse é apenas mais uma trapalhada das tantas que vêm marcando a atual gestão tricolor e que justificam o período de estiagem de títulos vivido pelo São Paulo nos dois últimos anos.

SEEDORF NO BOTA?

O Corinthians estava dando como praticamente certa a vinda de Seedorf, caso o holandês não renovasse seu contrato com o Milan, graças à interveniência de Ronaldo Fenômeno.

E, também, pelo fato de que Seedorf, casado com uma brasileira, fala português com fluência e adora passar uns tempos por aqui.

Eis, porém, que estoura na Internet a notícia de que dirigentes do Botafogo estiveram reunidos com Seedorf por cerca de quatro horas, neste fim de semana, o que abre a perspectiva de o holandês acabar mesmo em General Severiano.

Ou, simplesmente, assinar novo contrato com o Milan, que cultua seus velhinhos como nenhum outro clube do mundo.

ZAGALLO, PEPE E…

Zagallo e Pepe têm em comum muitas coisas. Ambos jogavam na mesma posição – a ponta-esquerda, hoje praticamente extinta no Brasil – e foram os bicampeões mundiais, em 58 e 62, além de jogar nos dois times que dominaram a cena do futebol à sua época, o Botafogo e o Santos..

Mas, diferenciavam-se nos estilos.

Zagallo, meia-esquerda de origem, era basicamente um jogador tático, aquele ponta que voltava para fechar espaços, e ajudava o lateral a combater os adversários que por ali circulassem, não se abstendo, porém, de ir à linha de fundo, sempre que possível.

Já Pepe era o Canhão da Vila, o aríete que partia com a bola colada à canhota em velocidade até chegar à zona de conclusão, quando disparava um foguete de meter medo a qualquer goleiro.

Contam-se muitas histórias de como Zagallo ganhou, através daqueles seus sortilégios onde o cabalístico número 13 cintilava com poderes sobrenaturais, a posição de titular da Seleção naquelas duas conquistas inesquecíveis.

E, por falar em sortilégios, enquanto os dois, sentados lado a lado no estúdio do Bem, Amigos, iam desfiando suas histórias e opiniões, vejo materializar-se atrás deles, a figura de um crioulo com um sorriso maroto nos lábios. Aponta para os dois e me dá uma piscada de olho malandra.

Logo reconheci a figura e entendi a mensagem silenciosa. Era o maranhense José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro, o Mago, que certamente estaria no lugar dos dois craques eternos, não fosse a atração irrefreável pela noite, que, às vésperas dos cortes finais para a Copa da Suécia, escapou da concentração e recebeu bilhete azul no dia seguinte.

Para os jovens que jamais ouviram falar de Canhoteiro, morto ainda jovem, recomendo o livro de impressões sobre ele escrito com primor pelo corintiano Renato Pompeu. E presto aqui meu testemunho pessoal e o de ninguém menos do que Mestre Zizinho, o mais completo jogador brasileiro de todos os tempos, para quem Canhoteiro era o Garrincha da esquerda, com um repertório de dribles e assistências ainda mais variado.

Naquela segunda metade dos anos 50, se você comprasse o ingresso de Arquibancada, no Pacaembu, tinha livre acesso à Geral e vice-versa. Então, eu e meu irmão Cyro comprávamos duas arquibancada e ficávamos à espera do toss. Se o São Paulo atacasse a Concha Acústica (hoje, Tobogã), corríamos para as gerais e, ali, colados ao alambrado, ficávamos nos maravilhando com seus prodígios a poucos metros de Canhoteiro. Indescritível o que esse cara fazia com aquela canhota mágica

Vá somando aí Denílson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho e o amigo chegará perto do que fazia Canhoteiro, com aqueles calções gaiatos, arriados à altura das ancas, como um Cantinflas  (famoso cômico mexicano do cinema daqueles tempos) ou os manos de hoje em dia, a fazer estripulias nas defesas adversárias.

Não basta? Então, chamo um parceiro de adolescência, o hoje renomado ginecologista Dr. Nelson B. Cymbalista, na época, o Neca, inseparável vizinho na rua Maestro Elias Lobo, ali no Jardim Paulista.

Pois, nas tardes ociosas, Neca e eu íamos à pé até o Morumbi, que se resumia num gramado bem cuidado, com duas traves e cercado por cabanas de madeiras utilizados como vestiários para os jogadores e os trabalhadores que erguiam o gigante de concreto absurdo para aqueles tempos.

Pois, depois do treino coletivo do time, já de roupa social, Canhoteiro, para nosso encanto, jogava uma moeda no ar, aparava-a com aquele pé esquerdo ungido, produzia algumas embaixadas, até o toque final que enviava a moeda ao seu bolsinho de chaves na calça.

Acredite se quiser.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Vasco é o grande favorito. Não só pela extraordinária recuperação que teve nos últimos tempos, mas, sobretudo, por jogar em São Januário, contra o Avaí. Mas, o time catarina, atenção!, está certinho nas mãos de Silas, e tem Marquinhos controlando o jogo no meio de campo.

Além do mais, vem embalado pela classificação espetacular diante do São Paulo, em Florianópolis.

Quanto ao outro jogo das semifinais da Copa do Brasil, a previsão fica mais nebulosa: o Coritiba vem cumprindo um semestre sensacional. Acumulou vinte e tantos jogos de vitória, antes de perder sua longa invencibilidade diante do Palmeiras, num jogo em que podia perder, pois metera 6 a 0 no adversário. Será que quebrou o encanto? Não sei.

Só sei que o Ceará, agora com seu artilheiro Marcelo Nicácio, de volta, depois de uma ida e vinda, é um time bem armado por Mancini, que derrubou o outro invicto brasileiro, nenhum outro senão o poderoso Flamengo.

É jogo pra mais de metro.

FESTAS ESTADUAIS

Esta segunda foi dia de festa para os estaduais que se encerraram no fim de semana, com a escolha dos melhores de cada um nas tais seleções dos respectivos campeonatos.

No Rio Grande, o Cruzeiro, time-surpresa do torneio, levou o maior número de prêmios. Assim como em Minas os Américas (TO e MG) tiveram um destaque especial. Por exemplo: Fábio Jr., o centroavante e artilheiro do campeonato. Mas, cá entre nós, mesmo sem ter visto o suficiente desse campeonato, Douglas não poderia ficar de fora desse time..

Sim, aquele mesmo Fábio Jr. que surgiu no Cruzeiro como um provável substituto de Ronaldinho Fenômeno, quando este partiu para a Holanda. Rodou mundo e nunca conseguiu comprovar essa expectativa. E, quando o julgávamos aposentado, balançando na rede da varanda das lembranças, ressurge fazendo gols adoidado e levando seu time ao pico da disputa do campeonato mineiro.

Em São Paulo, montaram uma seleção meio Mandrake. Chicão, por exemplo, não foi o melhor zagueiro central do campeonato. É um belo defensor, mas não jogou bem, neste certame.

Renatinho, meia-armador da Ponte, merecia um lugar nesse time. E Dagoberto, que cumpriu sua melhor performance nesta disputa, teria de estar ali no trio de ataque, no lugar de Kleber, que esteve um mísero degrau abaixo do tricolor, nas contas finais.

Por fim, no Rio, me estranha a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção do Rio. Estranha mas não espanta. Afinal, o gauchinho marcou o gol da vitória na conquista  da Taça Guanabara, o primeiro turno do caricoa.

Como segundo atacante, talvez a vaga devesse ser de Eder Luís. Mas, nada reclamar, quando se trata de um craque do porte de Ronaldinho.

De qualquer forma, no geral, é isso aí.

O BIZARRO TEVEZ

Outro dia, o motorista da Sportv que veio me  buscar, perguntou-me o que queria dizer a palavra bizarro. E explicou: carregava daqui pra lá jovens repórteres que, a qualquer momento, repetiam essa palavra, fosse em referência a pessoas ou situações.

Bem, o Aurélio fala num cara elegante, bem posto etc, mas admite alguém fora do comum.

E, quando o motorista me fez a pergunta, veio-me à memória uma estampa da infância: o Supero-Homem Bizarro, a contrafacção do autêntico Super-Homem – um Super-Homem de rosto e uniforme retalhados.

Pois Tevez me lembra esse anti-herói dos quadrinhos: o rosto devastado pelas chamas de uma infância infeliz, o corpo atrofiado pela fome, e o talento único, soprado pelo destino que lhe foi antes tão cruel.

Nesta terça, meteu dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Stoke. Um, de alta classe, ao limpar dois beques e concluir fora do alcance do goleiro; outro, batendo falta no ângulo.

Isso é bizarro, embora tão natural.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 14:38

TIRO CERTEIRO DE RIVALDO

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O disparo de Rivaldo foi tão certeiro que derrubou o técnico Carpegiani. Aliás, vale lembrar que Rivaldo já havia feito reclamações do mesmo teor a semana passada, só que, na ocasião, passou raspando.

Mas, independentemente do desassossego do craque, Carpegiani já vinha na mira de boa parte da cartolagem tricolor, menos por causa de Rivaldo e muito mais pelos movimentos erráticos do técnico na montagem do time. A derrota para o Avaí – sobretudo, nas condições em que ela se deu –, com a consequente queda na Copa do Brasil, foi apenas a gota d’água.

Na verdade, esse tem sido um traço da personalidade e, por consequência, do trabalho de Carpegiani ao longo de sua carreira como treinador. Ainda que o admire muito como pessoa, ex-craque e mesmo como treinador, em certos lances de sua carreira, não me parecia ter o perfil adequado para assumir o Tricolor no momento de sua contratação. E, pior: se esse desfecho já se delineava desde o começo, mais sábio seria substituí-lo a tempo de o novo treinador encontrar a equipe ideal bem antes do Brasileirão. Mas, enfim…

Quanto a Rivaldo, embora sua presença em campo contra o Avaí fosse uma exigência das circunstâncias, o fato é que, com exceção daquela estreia promissora, até hoje, nas poucas vezes em que entrou no time, não correspondeu às expectativas. Não falo nem na possibilidade de revermos o Rivaldo de seus melhores momentos no Mogi, Corinthians ou Barça, longe disso. Mas, algo que, pelo menos, lembrasse aquele Rivaldo: duas ou três jogadas de alta classe ao longo de uma partida bastariam.

O diabo é que, com esse grilhão dos três zagueiros, o meio de campo fica esgarçado, sobrecarregando demais a dupla de volantes Casemiro e Carlinhos Paraíba. Escalar Rivaldo, lento demais, ali fragilizaria mais ainda o setor. Além do que, Rivaldo não é meia-armador, nunca foi. Sempre foi meia ponta-de-lança, a exemplo de Lucas. Resultado: nem ajudaria na marcação, nem seria decisivo na armação de jogadas ao ataque.

E esse tem sido o prego na chuteira tricolor há muito tempo: a ausência de um meia-armador autêntico.

Rivaldo, pela falta de mobilidade e pelo poder de fogo que tem no pé esquerdo e no cabeceio, bem que poderia ser testado mais à frente, como um falso centroavante, movendo-se ali em torno da meia-lua, um pouco mais, um pouco menos. Mas, essa experiência não passou pela cabeça nem do técnico, nem do jogador.

Ou, então, se for para usá-lo no meio de campo, o São Paulo terá de abrir mão de um dos três zagueiros para obter o equilíbrio necessário naquele setor.

Questões que, agora, deverão ser resolvidas por Cuca ou Dorival Jr., se um deles vier para o Morumbi, como parece ser o desejo da diretoria.

ALEX NO TIMÃO

Não, não é o Alex do Fernebaçh, ex-Palmeiras e Cruzeiro. É o outro Alex, canhoto também, hábil e inteligente, que ganhou projeção no Inter e está no Leste Europeu.

Faltam pequenos acertos para esse Alex vestir a camisa do Corinthians, que perdeu Bruno César para o futebol português. Pelo menos é o que diz o presidente do Corinthians,  pra não criar marola antes da decisão com o Santos. Mas, o Spartak já anunciou a saída do jogador.

Grande pedida!

VASCÃO REDIVIVO

O Vasco é o único representante dos grandes clubes do eixo central do futebol brasileiro (Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas) nas semifinais da Copa do Brasil, ao lado de Coritiba, Avaí e Ceará. E isso não é apenas um sinal dos tempos, mas, também, um prodígio de recuperação desse time que saiu de humilhante campanha na Taça Guanabara pra disputar o título da Taça Rio e agora criar asas em direção à Copa do Brasil, o que lhe daria vaga na Libertadores do próximo ano.

Esse resgate do grande Vasco deu-se pela combinação de dois fatores: a chegada do técnico Ricardo Gomes e a contratação de alguns reforços preciosos, como Alecssandro, Diego Souza e Bernardo, que se juntaram a Dedé, Eder Luís e a Felipe – reanimado pela presença dos novos companheiros – para alcançar um patamar técnico superior.

Isso não quer dizer que o Vasco já levou a taça, mesmo porque Coritiba, Ceará e Avaí, como provaram nas fases anteriores, têm bola e espírito para chegar lá, também. Nem mesmo que o Vasco tenha se transformado num timaço. Mas, pelo menos, trocou finalmente de papel – de coadjuvante a protagonista. O que não é pouco num futebol tão equilibrado como o nosso.

Notas relacionadas:

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  2. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
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terça-feira, 10 de maio de 2011 Clubes brasileiros | 12:18

RECEITA PARA ESTRESSE: RETRANCA

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O Santos chegou a Manizales esbodegado, com dois dos principais jogadores do time, Elano e Neymar, dando claros sinais de mal-estar, pois, além da longa viagem de avião e mais duas horas de ônibus numa estradinha de matar, há a questão da altitude. Some-se a isso, a minimaratona de decisões vividas pelo Peixe nas últimas semanas, e o amigo pode tirar suas conclusões.

A minha é óbvia: o Peixe, de DNA ofensivo e tal e cousa e lousa e maripousa, vai plantar-se na maior retranca nesse jogo de ida com o Once Caldas.

Resumindo: vai ser um sufoco maior do que a vivida em Querétaro, na semana passada.

TRUQUE RUBRO-NEGRO

Neymar deu sinais de cansaço no domingo: o quanto correrá na Colômbia? (AE)

O Ceará recebe o Flamengo em festa. Afinal, depois de quebrar a invencibilidade do Rubro-Negro em pleno Engenhão, pela Copa do Brasil, meteu uma goleada no Guarani e levantou a taça estadual.

Mas, o Mengo vai a Fortaleza cheio de truques. O principal deles é o de tentar um gol logo de cara, para reduzir a vantagem do adversário e desestabilizá-lo. Boa ideia, se a coisa for devidamente treinada.

A propósito, não entendo por que esse não seja um treinamento corriqueiro em todos os times. Refiro-me àquela trama vertiginosa na saída de bola no início da partida e do segundo tempo. Ou, mesmo, depois de gols tomados.

Lembro que o folclórico e saudoso técnico argentino Filpo Nuñes gostava de afiar a Academia do Palmeiras nesse expediente. E chegou a bater recorde na época, com gol de 9 segundos, marcado por Gildo em lançamento de Djalma Santos. Três toques, gol: Pim-Pam-Pum, como gostava de repetir o malandro de camisa de seda.

São coisas que não entendo no futebol. Por exemplo: por que não se treina a cobrança de lateral com medicine-ball ou sei lá que apetrecho mais moderno exista para fortalecer a musculatura dos braços do cobrador habitual? O lateral, tão desprezado, em geral, é um lance precioso, pois, ao ser cobrado com as mãos tem mais precisão, e está isento da lei do impedimento.

Mas, voltando à vaca fria, o Flamengo terá de tirar muitos truques da cartola para se recuperar diante desse Ceará que de bobo não tem nada.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O Palmeiras vai a Curitiba atrás de uma miragem: meter sete a zero no Coritiba ou, no mínimo, seis, para ir aos pênaltis.

Na verdade, não seria uma impossibilidade se esse Palmeiras tivesse a força daquele dos tempos da Parmalat, que disputou com o Grêmio de Felipão uma decisão, não lembro de que torneio. No Olímpico, o Palmeiras levou de seis, se não engano, e, em São Paulo, também fez seis, mas tomou um e perdeu a vaga para o Grêmio.

Não é a situação atual, claro.

Contudo, não descarto uma vitória protocolar do Palmeiras, embora o Coxa tenha um objetivo extra nesse jogo já decidido: ampliar o recorde incrível de vitórias consecutivas – ou, na pior hipóteses, manter a singular invencibilidade nesta temporada.

FERNANDÃO PARTE

A questão, na verdade é saber se Fernandão, que parte hoje do Morumbi, realmente lá chegou. Desde que foi contratado, passou mais tempo na enfermaria do que no campo. E, nas poucas vezes em que jogou, teve desempenhos oscilantes.

Moço instruído, do bem, Fernandão foi um excelente jogador, seja como centroavante, no início de carreira no Goiás, seja como meia ofensivo. O problema é que, nos últimos anos, não conseguiu resgatar aquele futebol que até o levou para a Seleção, nem no Goiás, na sua última passagem, nem agora no São Paulo.

Além do mais, seu salário pesava um bocado na folha de pagamento do São Paulo.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  2. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
  3. GANSO E O ESTRESSE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 17:01

CLÁSSICOS DECISIVOS

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Dos quatro semifinalistas do Paulistão, Palmeiras e Corinthians, que se enfrentam domingo, são os mais folgados nesta semana decisiva do calendário brasileiro.

O Timão, posto fora de combate na Libertadores logo de saída, pelo Tolima de trágica lembrança para a Fiel, é o que vem se aproveitando disso nessa disputa de único front. Os demais se dividem entre o Paulistão e Copa do Brasil ou Libertadores.

Não é nada, não é nada, mas pode fazer a grande diferença, no fim das contas, num futebol onde o vigor físico se equivale, quando não supera, o poder técnico das equipes.

Sucede que a Copa do Brasil reservou ao Palmeiras um refresco, justamente nesta semana. Portanto, é de se esperar que ambos entrem em campo tinindo.

Nesse aspecto, São Paulo e Santos, que se pegam no sábado, são os que dão sinais de desgaste maior.

O menino Lucas, joia da coroa tricolor, já ficou de fora do embate com a Lusa, e, muito provavelmente deve ser poupado também no jogo do meio de semana pela Copa do Brasil, contra o Goiás. E um certo friozinho percorre a espinha do CT da Barra Funda, aquele temor de que, com Lucas, se inicie um ciclo de lesões e estresses.

Já, no Santos, o veterano Elano, há alguns jogos não vem reproduzindo aquele futebol excelente que o colocou no topo da tabela de artilheiros do campeonato, embora todos saibamos que essa não é exatamente sua praia. Mas, vinha jogando tanto, que se esparramou até nesse pedaço.

E o Peixe terá uma pedreira pela Libertadores: o América do México, um dos mais fortes concorrentes ao título continental. Menos mal que este jogo será disputado no Pacaembu. Mas, em Libertadores, jogo em casa, é de lei, tem de ser vencido. Portanto, o Santos será obrigado a gastar todas as energias nessa partida, a três dias da decisão com o Tricolor.

Quanto à questão técnica, é inegável que, dos quatro, o São Paulo tem as melhores alternativas de banco para enfrentar situações como essa. E o Palmeiras é o que mais pena nesse aspecto, embora, com todos os titulares, seja o mais coeso de todos.

O Corinthians, com as voltas de Dentinho e Jorge Henrique, mais a ascensão anímica de William, autor do golaço da vitória sobre o Oeste, oferecem a Tite opções interessantes, sem falar no pé de anjo de Liedson.

Quanto ao Santos, a volta de Felipe Anderson da seleção de base a que servia foi saudada por Muricy, pois o menino, mesmo na reserva, sabe jogar e pode vir a ser uma boa alternativa.

Mas, na Vila, o que prevalece mesmo – e distingue o Peixe dos demais – é a categoria extra de Neymar e de Ganso, que, mesmo em fase de recuperação da longa ausência dos gramados, sabe das coisas como poucos.

É esperar pra ver no que tudo isso vai dar, pois num jogo só, sob o peso da tradição de dois clássicos, o Conselheiro Acácio sempre terá razão.

FLA-VASCO

É a mais feroz rivalidade do futebol carioca, embora pouco estimulada nos últimos tempos de vacas magras do Almirante. Mas, que ressurge agora com a ascensão do Vascão diante do invicto Flamengo de Thiago Neves, Ronaldinho… Ops, Ronaldinho, não sei, pois o craque rubro-negro, que já não participou do último jogo, com dores no joelho, pode ficar de fora também desse confronto vital.

De qualquer forma, com Ronaldinho ou sem Ronaldinho, o Flamengo vem acumulando uma série expressiva de jogos invictos, já levantou a Taça Guanabara – portanto, se passar pelo Vasco, celebra mais um título estadual -, e tem camisa e torcida, claro, para se impor mais uma vez.

Mas, não vem jogando bem, essa é a verdade. Ou melhor: não vem jogando aquele futebol que se esperava desse elenco estrelado. Tem sido, contudo, eficiente.

Já o Vasco cresceu com a chegada de Ricardo Gomes, as contratações de Bernardo, Alecassandro etc., além da recuperação de Felipe, hoje, esmerilhando na armação de jogadas do seu time.

Vasco e Fla têm cada um seu obstáculo na Copa do Brasil antes do confronto direto pelas semifinais da Taça Rio. Obstáculo mais difícil para o Flamengo, que irá ao Ceará enfrentar o Horizonte, aquele mesmo time que lhe deu calor no jogo do Engenhão.

Uma eventual desclassificação na Copa do Brasil agora poderia se refletir negativamente no clássico do domingo.

Já o Vasco recebe o Náutico em São Januário, no meio de semana, pela Copa do Brasil, time que o Almirante bateu por 3 a 0, no Recife, no jogo de ida. Embora tradicionalíssimo clube brasileiro, campeão da Taça Brasil em tempos remotos, convenhamos, o Náutico não deverá se opor ao Vasco com tanta resistência.

Contudo, o que vale pra Chico vale pra Francisco: caso o Vasco seja surpreendido pelo Timbu, o reflexo poderá ser ainda mais dramático na semifinal da Taça Guanabara.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  2. CLÁSSICOS DE ARREPIAR
  3. INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 24 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 21:24

COXA, INACREDITÁVEL

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O amigo pode considerar o campeonato paranaense uma disputa de nível inferior. Não acho. Acho mais ou menos equivalente a todos os demais estaduais dos centros avançados do futebol brasileiro. Menos do que uns, mais do que outros.

São dois, três, no máximo quatro, como no Rio e em São Paulo, eternos candidatos ao título. Os outros fazem figuras. Vez por outra, este ou aquele surpreende. Mas, é vez por outra.

De qualquer forma, a conquista do Coritiba é histórica, seja em qualquer circunstância. Ao meter 3 a 0 no Atlético, em plena Arena da Baixada, campo do inimigo eterno, levanta o segundo turno e a taça definitiva, invicto e jogando uma bola redondinha, só comparável ao do Cruzeiro, no Brasil atual.

E olhe que lá estão jogadores rodados, muitos reprovados em clubes mais afamados do país, mas nenhum cabeça de bagre, o que só eleva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, mineiro de boa cepa e cabeça.

MAIS FLA QUE FLU

Quer dizer: na bola rolando, o Flu até que teve melhores momentos do que o Fla. Nada, porém, que valesse uma vantagem significativa no placar, além daquele gol de Rafael Moura, em impedimento, diga-se.

Mas, o Fla conseguiu o empate, com um inusitado gol de cabeça de Thiago Neves, levou a decisão para os pênaltis da qual saiu com a vaga para as semifinais da Taça Guanabara, graças a Diego Maurício.

Ao Fluminense, pois, resta o consolo de se atirar de corpo e alma na Libertadores, onde já esteve em coma e reviveu em esplendor.

Charge de Milton Trajano com Felipe, do Fla, e Berna, do Flu

PRIMEIRA BICADA

O Galo deu sua primeira bicada nas semifinais do Mineirão, ao bater o América MG, que recentemente está recuperando seu status de grande: 3 a 1, de virada.

Sofreu no início, com o gol americano, mas, quando o jogo bateu ficha, lá e cá, disparou no placar, com aquele gol final de Neto Berola, tão aclamado pela galera carijó.

VERDÃO NA FITA

O Palmeiras até podia ter emplacado um placar mais folgado diante do excelente Mirassol, pois teve chances pra tanto, sobretudo nos pés de Luan. Mas, os 2 a 1 foram o suficiente para se ver agora diante do Corinthians, nas semifinais do Paulistão.

Graças a um golaço de Valdívia e um tiro certeiro de longe de Márcio Araújo, mais uma vez o melhor em campo.

TRICOLOR EM FRENTE

O São Paulo passou pelo único clássico das quartas de final num jogo sonolento de início. A tal ponto que Carpegiani logo aos 30 minutos do primeiro tempo resolveu trocar o volante Souto pelo atacante Henrique, o que conferiu ao seu time mais agudeza e dinâmica lá na frente.

Mas, quem decidiu a parada mesmo foi Ilsinho, que começara já no lugar de Lucas, poupado por dores musculares: abriu o placar de cabeça, em cruzamento de Jean, e deu a assistência medida para Dagoberto definir o placar.

Agora, vai bater ficha com o Santos. Jogaço, imagino.

A LAMBRETA DE DAMIÃO

Foi o lance mais espetacular do jogo e o decisivo: já no fim, jogo empatado, Leandro Damião escala pela direita, e, barrado pelo beque, dá-lhe uma lambreta e serve Tinga para marcar o gol da vitória do Inter sobre o Juventude.

Lance típico de meia ou ponta habilidoso, não de um centroavante genuíno, daqueles de resolver as coias lá dentro da área, sem muitos fricotes. O que é muito animador, diga-se.

Notas relacionadas:

  1. FÓRMULAS E EUFORIAS
  2. VIRADA INACREDITÁVEL
  3. AH, RONALDINHO…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. Última