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segunda-feira, 26 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 16:01

O ENCONTRO DAS MULTIDÕES

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As luzes já se acendem sobre o encontro das multidões – esse inesperado Flamengo e Corinthians. Inesperado para esta fase, claro, pois poucos poderiam supor, no início da Libertadores que o campeão brasileiro chegaria ao final da fase de grupos em último lugar e que, de cara, no mata-mata das oitavas pegaria o Corinthians, primeirão.

Mas, aí está configurado esse quadro, e o que se percebe é um Corinthians mais cauteloso nas declarações de seus jogadores e cartolas do que o Flamengo, mergulhado em grave crise, com técnico interino, grupo rachado e outros babados.

É que a turma sabe das coisas: um Flamengo em turbulência, muitas vezes, é mais perigoso do que se navegasse em lagoa serena. Ainda mais jogando no Maracanã, sob o impulso de sua torcida apaixonada.

Time por time, no papel, os dois mais ou menos se equivalem. Talvez, o Timão tenha uma defesa e um meio de campo mais bem resolvidos, além de contar com o experiente Roberto Carlos – de tão potente canhota – em fase ascendente.

Mas, lá na frente, se Dentinho anda decidindo, o mesmo se pode dizer de Wagner Love. O nó está exatamente nos mais famosos das duas equipes – Ronaldo Fenômeno e Adriano. E, pelas mesmas razões: ambos não conseguiram nesta temporada, por várias razões, entrar em forma física e técnica adequada para uma competição desse porte.

Aquele que estiver em melhores condições atléticas e emocionais o jogo, é quase certo, decidirá essa questão.

Dúvida tricolor

Ricardo Gomes partiu para o Peru com um ponto de interrogação tirando-lhe o sono: Fernandinho ou Washington? São estilos diferentes, antagônicos mesmo, mas complementares, se colocados juntos no mesmo time.

Washington é aquele centroavante típico, alto, forte, lento e goleador por vocação e hábito. Fernandinho é aquele canhoto hábil, driblador, rápido, o pontinha ideal para cruzar bolas na cabeça de Washington lá na área.

Sucede que, como Ricardo Gomes, por temperamento e formação, não é de alçar grandes voos imaginativos. Nem cogita a hipótese de colocar os dois ao lado de Dagoberto, o outro atacante, formando um trio ofensivo como já virou rotina nos centros mais avançados da Europa e até aqui, com esse Santos espantoso.

Aliás, já o fez, sem êxito. Mas, com três volantes tentando em vão abastecer esses três lá na frente. Faltou a sintonia fina de dois meias como Jorge Wagner e Marlos, que acertaram o meio de campo tricolor nas últimas partidas.

Isso, porém, exigiria a audácia de jogar com apenas um volante – ou Souto ou Hernanes. Um plano temerário a estas alturas do campeonato, concordo. Essa fórmula era para ter sido testada, com a devida insistência, lá no início da temporada.

Nas atuais circunstâncias, me parece que a manutenção de Fernandinho desde o começo da partida seria mais conveniente para dar velocidade aos contragolpes tricolores, predisposto a sofrer pressão naqueles minutos iniciais de praxe.

Depois, com o adversário mais cansado, aí, sim, poderia colocar Washington em campo, de acordo com o andar da carruagem.

E Thiago Humberto?

Pois é: só agora, lendo seu nome na Internet, foi que me dei conta de que o rapaz, revelação do Paulistão do ano passado, canhoto cheio de manhas, que tanto joga na armação quanto na zona de definição, estava lá no Beira-Rio, à sombra de um período longo de adaptação aos ares do Guaíba.

E, que, acaba de ser relacionado para a Libertadores, com possibilidades até de ir para o banco no jogo contra o Banfield, lá na Argentina.

Mesmo porque o Inter se queixa, com razão, da baixa produtividade de seu ataque, embora Walter e Alecsandro venham marcando seus golzinhos, jogo sim, jogo não. Alecsandro, do tipo oportunista, sobretudo no cabeceio, e Walter, um animal batendo de fora da área.

O problema parece estar um pouco mais atrás, onde D’Alessandro, Giuliano e Andrezinho se revezam em altos e baixos. É onde Thiago Humberto espera cavar sua primeira chance real no Colorado.

Leão e Muricy, de volta

Leão vai para o Goiás, região que lhe é familiar e clube que mantém uma infraestrutura invejável no futebol. Não deverá, pois, ter problemas, a não ser com seu próprio temperamento.

E temperamento parece ser a pedra no sapato de Muricy nos últimos tempos, depois de ter atingido o ápice da carreira com aquele tricampeonato brasileiro histórico pelo São Paulo.

Embora gente fina na intimidade, Muricy ganhou, por seu próprio gestual e discursos arrevesados, fama de malcriado e tal e cousa e lousa e maripousa. E o que de início era divertido virou antipático.

O Fluminense, que já foi padrão de excelência em organização e gestão, hoje é uma balbúrdia, fruto da administração dividida entre os cartolas do clube e o patrocinador, que mete o dinheiro e o bedelho em tudo.
E pior: não tem sequer um centro de treinamento adequado, como os dos clubes dos quais veio Muricy – Inter, São Paulo e Palmeiras.

Ora, Muricy não é do lero, como o nosso querido Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio. Muricy é um operário da Vila Sônia. Seu negócio é muito trabalho, muita disciplina tática, essas coisas graves da vida.

E, cá entre nós, gravidade não parece ser lei que impere nesse insólito Fluminense de hoje.

Notas relacionadas:

  1. INGLESES E CATALÃO
  2. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sexta-feira, 23 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:18

TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR

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Com exceção daqueles dez minutos – entre os 12 e os 22 do primeiro tempo – em que o Corinthians encetou uma blitz sobre o Medellin, no Pacaembu, chegando ao seu gol (contra, de Valencia), o jogo foi uma chatice só.

O Corinthians, já classificado e ganhando a partida, limitou-se apenas a evitar um erro fatal. E o Independiente de Medellin não tinha nem alma, nem bola, para alterar esse cenário monótono.

Ah, sim, houve também aquele lance insólito, no segundo tempo, quando Chicão, na sequência de escanteio, deu um lençol no goleiro, mas a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços de Bobadilla.

Mas, como dizem, Libertadores é assim mesmo, e o Corinthians decorou tão bem seu papel que vai para as oitavas-de-final com o título de melhor time desta fase, com direito a jogar todas as segundas partidas em casa, o que é sempre um trunfo.

Lá vem Mengo em crise

De qualquer forma, o próximo jogo do Timão será um clássico brasileiro, contra o Flamengo, que passou pela fresta da porta da Libertadores.
Um Flamengo imprevisível, porque mergulhado em crise, da qual deverá sair nesta sexta-feira com o anúncio oficial da demissão de Andrade e a possível contratação de Joel Santana, por enquanto no Botafogo.
Nunca se sabe que coelho acaba saindo desses traumas. Mas, é de se esperar uma reação do Rubro-Negro, que entrara em entropia nesta temporada.

Boa, Colorado

Pouco antes, o Inter despachou de vez o Deportivo Quito no Beira-Rio, por 3 a 0, num jogo em que o time de Fossati, pela primeira vez nesta temporada, conseguiu praticar um futebol insinuante, agressivo e de muito toque de bola.

Pelo jeito, os times brasileiros vão se ajeitando justamente na hora de a onça beber água.

Tricolor, primeirão

Vista assim a campanha do São Paulo, que bateu o Once Caldas por 1 a 0, na noite de quarta, em números, belê! Em seis jogos pela Libertadores, quatro vitórias e a classificação para a fase seguinte em primeiro lugar de seu grupo.

Mas, a verdade é que o Tricolor, nessa caminhada, bateu cabeça, provocou longos cochilos na torcida e plantou um enorme ponto de interrogação no campo sobre suas reais possibilidades na luta pelo título continental.

Até que o técnico Ricardo Gomes, há meses à procura do time ideal, encontrasse essa fórmula atual, com Rodrigo Souto e Hernanes de volantes e os dois meias Marlos e Jorge Wagner antecedendo a dupla de ataque – Dagoberto e Fernandinho.

Resultado: aquele time sonolento, arrastado, repetitivo de antes, de súbito, ganhou agilidade, velocidade e engenho. Nada de encantar, deslumbrar, essas coisas, mas o suficiente para animar um pouco a tropa, em campo e nas arquibancadas.

Sobretudo, porque o melhor jogador de linha do time, aquele com mais recursos técnicos – Hernanes -, ao voltar para a sua real posição (a de volante) subiu tremendamente de produção.

O pessoal – mídia e treinadores, em geral – não consegue entender a diferença entre volante e meia. Por isso, quando um volante por vocação, talhe e estilo revela qualidades técnicas extras, essa turma já passa a considerá-lo apto a cumprir funções de meia. Não é a mesma coisa.

Hernanes, como volante, partindo de trás, com a bola dominada, ou chegando de surpresa na área de tiro é ótimo. Mais à frente, recebendo a bola de costas para o marcador, para girar e armar, perde substancia e se iguala aos demais, quando não se inferioriza.

Marlos, por exemplo, não tem a mesma variedade de repertório técnico de Hernanes, mas, como meia, é muito melhor e mais produtivo. Simplesmente, porque tem o perfil exato da posição, mesmo sem ser um craque excepcional. É ágil, hábil, rápido na decisão da jogada, outro departamento, enfim.

São pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA TRICOLOR
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 22 de abril de 2010 Futebol internacional, Libertadores | 00:35

VITÓRIAS DISTINTAS

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Se o São Paulo garantiu sua passagem para a próxima fase da Libertadores, em primeiro lugar de seu grupo, o Flamengo ainda segue roendo as unhas e fazendo cálculos para ver se passa pelo buraco da agulha, apesar da vitória por 3 a 2 sobre o fragilíssimo Caracas, em pleno Maracanã.

O Tricolor ganhou por 1 a 0, em belo passe de Dagoberto e esperta jogada de Marlos para a finalização de Fernandinho, do Once Caldas, e, em muitos momentos da partida, passou sufoco, conjurado quase sempre por Rogério Ceni.

Mas, por mais paradoxal que possa parecer, o São Paulo jogou bem. Na verdade, uma das três melhores exibições desse time na temporada. Com uma formação mais leve e veloz, a partir do meio de campo, mais Cicinho e Richarlyson apoiando pelos flancos, a bola tricolor correu mais solta e envolvente do que hábito. E isso se deveu muito à presença de Marlos, o melhor em campo.

Já o Flamengo acendeu todas as luzes vermelhas na Gávea, nem tanto pelo resultado apertado, mas pelo comportamento errático e vacilante do time em campo, contra um adversário reconhecidamente de segunda linha.

E aquele gol de Gomez, o segundo do Caracas, resume bem esse comportamento do Rubro-Negro: o cara saiu lá da sua intermediária, pela esquerda, e foi, e foi, e foi, e acabou fondo, como já disse aquele luminar do futebol.

O fato é que, mesmo se o Flamengo passar pela combinação de resultados favoráveis nesta quinta-feira, a Gávea estará em chamas nos próximos dias. E. como sempre, o primeiro a ser incinerado nessa fogueira das paixões será Andrade. Ou alguém duvida?

ROBBEN, OUTRA VEZ

O Bayern sofreu para vencer o Lyon, pela Liga dos Campeões, por 1 a 0.

E, mais uma vez, graças ao talento do holandês Arijen Robben, esse canhoto de mil utilidades: dribla, passa, lança, e chuta a gol como poucos.

Basta dizer que essa canhota mágica cavou a sepultura do Manchester United na Liga dos Campeões, e, nesta quarta, colocou seu time em vantagem contra os franceses, ao disparar de fora da área bola que resvalou na cabeça de seu companheiro, Mueller, e morreu nas redes.

Joga muito o carequinha.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, LIBERTADORES E LIGA
  2. O ÚNICO DERROTADO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 19:21

CRISE NA LIBERTADORES

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O São Paulo entra em campo, pela Libertadores, carregando nos ombros uma crise que não costuma fazer parte de seu show. Washington chiou contra as decisões recentes do técnico, e o elenco replicou em cima do artilheiro: isso não é coisa se faça!

Bem, diante do desenrolar desse episódio, é de se supor que, na defesa de Ricardo Gomes, o time deve dar tudo nesta noite de quarta-feira contra o Once Caldas, embora não se saiba que time será esse.

Já o Corinthians, nesta quinta, pega o Independiente de Medellin em casa e toda questão gira em torno de Ronaldo Fenômeno, uma volta, convenhamos, enorme, em torno de sua circunferência.

Dispensável tal exercício porque o craque não estará em campo.

Desconfio que Ronaldo, ao perceber que não conseguiria convencer Dunga, meio que desistiu de recuperar a sua melhor forma possível nesta quadra de sua vida.

Apesar disso, o Corinthians tem bala para chegar lá.

Assim como o Inter deve despachar o Deportivo Quito no Beira-Rio, salvando a pele do uruguaio Jorge Fossati, que está na corda bamba, da mesma forma que Andrade, no Fla, que recebe o Caracas, no Maracana.

A propósito de Andrade, delineia-se na barra um novo cenário: Natalino, Primeiro e único Rei do Rei, vai para a Gávea, e Cuca, recém-despossuído do Flu, assume seu posto. E Andrade, como sempre, volta à função de auxiliar no Flamengo.

Para completar a dança das cadeiras de técnicos, Muricy passa a comandar o Tricolor. É um palpite baseado em rumores, claro.

Copa do Brasil

Palmeiras e Santos voltam a campo pela Copa do Brasil. O Santos, depois dos 8 a 1 no Guarani, no jogo de ida, passeia com seu time reserva no Brinco de Ouro da Princesa. Já o Palmeiras terá de suar sangue na Arena da Baixada diante do Furacão, mordido pela perda do título paranaense para o eterno rival Coritiba.

O Palmeiras promete supresas, depois do treino fechado desta quarta-feira. Que não seja algo como trocar o lateral Figueroa para o meio de campo, e o volante Máricio Sraújo como lateral, como ocorreu no jogo do Palestra Itália.

Na mesma competição, o Vasco recebe o Corinthians do Paraná com todas achances de seguir adiante, pois terá Carlos Alberto e, sobretudo, esse menino genial P. Coutinho. Isso basta.

Da mesma forma que o Grêmio de Jonas e Borges, diante do Avaí, no Olímpico.

mais complicada é a situação do Galo, que terá de se antepor ao Leão do Norte, na Ilha do Retiro – o Sport de Ramón, esse coroa que continua jogando muito.

Inter, impecável

A Inter conseguiu o prodígio, em casa, de quebrar aquele toque-toque hipnótico do Barcelona, e meteu 3 a 1, no jogo de ida no Giuseppe Meazza, o San Siro do Milan. Sobretudo, pelo impecável desempenho do brasileiro Thiago Motta na marcação de Messi. Thiago, simplesmente, anulou o craque argentino.

Mesmo assim, o Barça saiu na frente, com gol de Pedro, quando maior era o volume de jogo da Inter. Mas, logo, Sneijder empatou para Maicon e Milito (em posição de impedimento) ampliarem no segundo tempo. Nos minutos finais, o Barça exerceu pressão absoluta, com o beque Piqué atuando como verdadeiro centroavante, mas não conseguiu reduzir o prejuízo, que, cá entre nós, não é tão grande assim, embora expressivo.

Amanhã teremos Bayern e Lyon. Os alemães, a exemplo do Barça, têm um domínio de bola melhor, coisa de 52 por cento, em média. Isso conta, principalmente quando você tem no seu time jogadores decisivos como Robben e Ribéry.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 18 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 19:19

ENFIM, BOTA!

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Ufa!, afinal deu Botafogo, depois de tantas bolas nas traves dos últimos anos. E não pela tão esperada bola aérea para Loco Abreu e Herrera. Deu mesmo nos pênaltis, os dois convertidos pelo Glorioso, um por Herrera e outro por Loco Abreu, contra aquele perdido por Adriano. Ou melhor: magistralmente defendido por Jefferson, que já tanto sofreu sob a meta alvinegra no passado, e hoje celebra com todos os méritos o título carioca, conquistado direto, no levantar de duas taças, a Guanabara e a Rio.

O jogo em si foi tenso e cinzento, do jeitinho que o técnico Joel gosta. Mas, essa não era a quadra da vida do Bota para exigir brilho ou coisas do gênero. Disso, a história do Botafogo está repleta. Precisava mesmo era o do titulo, e ele, finalmente, chegou.

Ainda bem.

Peixe na média

Bem, se a média de gols do Santos no Paulistão é de pouco mais de três, esses 3 a 0 sobre o São Paulo não foram nada além do que a sequência do óbvio. E olhe o amigo que o São Paulo, time cascudo, tricampeão brasileiro, experiente, copero e tal e cousa e lousa e maripousa, jogou tudo o que sabe.

Marcou em cima, tentou sair em velocidade para o ataque, a receita completa da cartilha, equilibrou o primeiro tempo, mas, no segundo…

No segundo, os Meninos da Vila, mais uma vez, puseram a bola no chão e, numa troca de bola vertiginosa, Marquinhos cruzou da direita para Neymar, de peixinho, abrir o placar. A bola realmente bateu no antebraço do artilheiro santista, mas como consequência do empurrão de Alex Silva. Bola na mão, não mão na bola. Gol legítimo.

Isso foi aos 15 da etapa final. Aos 25, novo pênalti de Alex Silva em Neymar que o juiz não deu, e, por fim, um terceiro, aos 37, que o próprio Neymar ampliou o placar para 2 a 0. Nessas alturas, o domínio santista era absoluto, o que justificaria o terceiro gol, de Ganso, colhendo cruzamento de Madson, aos 41 minutos.

O fato é que esse time do Santos pode não ser campeão de nada, mas que joga uma bola redondinha e contundente, ah, isso ninguém pode negar. E joga contra quem for, valendo vaga, taça ou apenas três pontos da mesma forma desabrida e encantadora de sempre. Joga o seu jogo, os outros é que tratem de ir atrás e buscar um jeito de pará-lo.

E, para os que suspeitavam da envergadura espiritual desses meninos atrevidos, aí está a resposta: em três confrontos contra o poderoso time do São Paulo, três vitórias consecutivas. Jogando da mesma forma.

Aliás, nem quando Dorival Júnior trocou, no fim da partida, um meia por um volante, o Santos recuou, se amoitou, nada disso. Seguiu em frente e foi buscar o terceiro gol com Ganso. Que sirva de lição para todos os pragmáticos – eufemismo para medrosos – deste país, incluindo o treinador-mor da Seleção: esse é o futebol brasileiro que queremos, a soma exata de arte e eficiência.

Robben, o craque

Desde sempre depositou toda a minha admiração naquele pé canhoto de Robben, holandês que se revelou menino ainda, mas que passou a maior parte de sua carreira nas enfermarias dos clubes que defendeu. Só isso o impediu de ter sido sério candidato ao título de maior do mundo.

Robben é daqueles canhotos habilidosos, dribladores por vocação, instinto e habilidade, que conseguem também acrescentar à sua bola uma nível de eficiência e entrega como poucos. Mesmo porque canhotos hábeis, em geral, costumam ser um tanto preguiçosos em campo.

Robben, não. Batalha, arma e ataca. De preferência, pela direita, contrariando a lógica do jogo, a exemplo de Messi e do nosso Mário Sérgio de feliz memória. A propósito, uma das tantas bobagens cometidas pela direção do Real foi negociá-lo com o Bayern, pois Robben, na temporada em que esteve em Madri, foi seu principal jogador. Pena que o treinador não o colocasse em campo ao lado de Robinho, em nome do tal futebol de resultados.

Virada incrível

O placar mais estrondoso, lá fora, foi o do Bayern Munique sobre o Hannover – 7 a 0! – em mais um show do holandês Robben, autor de três gols e mais duas assistências geniais. Mas, o mais incrível foi a virada do pequeno Wigan em cima do gigante Arsenal, de virada, nos últimos minutos, por 3 a 2. Feito histórico, pois o Wigan jamais havia vencido o Arsenal, em mais de século de disputas.

E uma surpresa total para quem acompanhava o jogo, controlado o tempo todo pelo Arsenal, que disparou logo 2 a 0 no primeiro tempo, e depois ficou ali cozinhando o galo. No segundo, o Wigan reduziu o placar, e, de súbito nos últimos minutos de partida, virou, espetacularmente. Esse é o futebol na Inglaterra: não há resultado definido até o apito final do juiz.

Prova disso, o gol de Scholes, de cabeça, no minuto final do clássico com o Manchester City, que, conjugado com a derrota do Chelsea para o Tottenham, recoloca os Diabos Vemelhos na disputa direta pelo tetra inglês, conquista absolutamente inédita na história mais que secular do torneio da Rainha.

O Manchester sofreu, é verdade, para chegar à vitória, mas o Chelsea deve levantar as mãos para os céus por ter tomado apenas dois gols do Tottenham. Poucas vezes na vida vi um time criar tantas e tão claras chances de marcar como o fez o Tottenham. Era pra ter sido de goleada.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. ATÉ QUE ENFIM, SÃO PAULO
  3. ENFIM, CAMPEÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 17 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais | 14:09

CLÁSSICOS DE ARREPIAR

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São dois clássicos de arrepiar, com taça à vista.

Sobretudo, para o Botafogo, que, se vencer o Flamengo neste domingo, empalma a Taça Rio e de quebra o próprio Campeonato Carioca, depois de quatro ou cinco tentativas em que morreu na praia.

E, para os botafoguenses, que vivem de olho nas estrelas, especialmente a solitária, os céus conspiram, desta vez, a seu favor. Afinal, lá está no comando o supercampeão carioca Joel Santana, de tantas mumunhas e babados, codificados naquela prancheta mágica.

Além disso, o Flamengo está mergulhado em crise: as ausências frequentes de Adriano, a briga entre o goleiro Bruno e o craque do time, Petkovic, a derrota recente na Libertadores e até mesmo a perda da taça das bolinhas, uma questão de honra dos rubro-negros, para o São Paulo.

Mas, em clube que nem o Flamengo, o Corinthians e outros do gênero, já estão calejados nessas adversidades, e costumam transformar crise em trampolim para a glória.

Mesmo porque, se o Glorioso não levar essa, todos os fantasmas que rondam General Severiano voltarão a pleno vapor, nos jogos decisivos pelo campeonato. E aí…

Já no clássico da Vila, não há fantasmas, nem crises, tampouco conspirações cósmicas: o Santos, maior sensação da temporada com seu futebol veloz e incisivo – uma artilharia inconcebível até nos tempos em que o futebol era risonho e franco -, para não ir à final do Paulistão, terá de perder por dois gols de diferença do São Paulo. O que só deverá ocorrer, seguindo a lógica das estatísticas do campeonato se o Tricolor enfiar, digamos, 5 a 3 nos Meninos da Vila.

Sim, porque o Peixe, só neste torneio, mantém uma média superior a três gols por partida. Sem falar na Copa do Brasil, onde essa média quase dobra – um absurdo, em qualquer época já vivida pelo futebol brasileiro. Nem o Santos de Pelé.

Mas, futebol não é estatística. E o passado já passou. Mas, é claro, vale sempre lembrar que o Santos venceu já duas do São Paulo – a última, na melhor exibição tricolor do ano, naquele segundo tempo irretocável. E é em busca daquela dinâmica que o técnico Ricardo Gomes resolveu escalar seu time com Fernandinho no lugar de Washington: mais velocidade a deslocamentos lá na frente.

Por seu lado, Dorival Júnior não mexe uma vírgula no time que está dando tão certo. E, apesar da vantagem respeitável que leva a campo, nem sonha em recuar para manter o placar no nível que lhe interessa. Entre outras coisas, porque, nas poucas vezes em que os meninos vacilaram, foi quando o time resolveu parar de atacar.

Prevê-se, assim, um espetáculo de tirar o fôlego do torcedor, seja ele de qualquer camisa. De toda forma, qualquer que seja o resultado – e, num jogo só, tudo pode acontecer -, ambos sairão vitoriosos: o Santos, porque, nessa caminhada deslumbrante pelo Paulistão e pela Copa do Brasil provou por A mais B que, sim, é possível aliar competitividade à arte bem brasileira de jogar bola; e o São Paulo, por emitir claros sinais de que vai se ajustando como time capaz de levar adiante a Libertadores, no final das contas, seu maior objetivo, entra ano, sai ano.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 13 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 18:20

LIBERTADORES E COPA DO BRASIL

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São os melhores elencos do Brasil, ao lado do São Paulo, que não joga nesta rodada da Libertadores: Corinthians, Flamengo, Inter e Cruzeiro. Mas, nenhum deles ainda conseguiu atingir um nível compatível com a força de seus elencos nesta Libertadores, embora todos estejam na boca da passagem para a próxima fase do torneio.

O Corinthians pega, lá, o Racing uruguaio, time sem história representativa e de qualidade técnica razoável, para ser otimista.

O técnico Mano Menezes confia que sua equipe estará nos trinques mais adiante. Por enquanto, vai tenteando, já perto da formação ideal, segundo suas esperanças.

Terá mais uma vez Ronaldo Fenômeno, na expectativa de que o centroavante ilustre vá ganhando um talhe físico e técnico para estar em forma na fase decisiva do torneio.

Mas, não terá um lateral-direito de ofício, já que Alessandro e Moacir estão machucados. Deve entrar o volante Marcelo Mattos por ali, o que sugere uma armação malandra, em que Mattos funcionaria como um terceiro zagueiro, ou um lateral defensivo o bastante para liberar Roberto Carlos do outro lado, até mesmo como um meia-esquerda aproximando-se de Danilo e da dupla de ataque, Dentinho e Ronaldo.

É uma tese. Se vai funcionar, quem sabe?

ADRIANO, FORA

Mais uma vez, Adriano estará fora do time num jogo decisivo do Flamengo, desta vez, contra a Universidad Católica, no Chile. Dores lombares.

Na verdade, depois de excelente participação na conquista do Brasileirão pelo Flamengo, Adriano, na atual temporada, mal tem jogado, e, quando o faz, é como se não o fizesse.

Já disse aqui que, outro dia, ouvindo Dunga falar, calou-me a suspeita de que, se Adriano não entrar em forma rapidamente e jogar o que sabe, corre sério risco de ceder sua vaga para Grafite, de quem o técnico brasileiro tem as melhores impressões.

Mas, esse não me parece o melhor problema do Fla. O pior é a tendência regressiva de Andrade, que assumiu o comando da equipe exibindo como emblema a forma de jogar daquele maravilhoso Rubro-Negro de que participou gloriosamente ao lado de Adílio, Zico e Cia., um time essencialmente técnico e ofensivo.

Pois, ultimamente, Andrade está apostando mais numa equipe com meio-campo defensivo e tal e cousa e lousa e maripousa, exatamente o oposto de seu discurso inicial e da vocação desse Flamengo eterno.

COLORADO E AZUL

Qual o Colorado que teremos em campo contra o Emelec, no Equador? Essa é a questão.  Pois, o coração de Fossati balança entre Giuliano e Andrezinho na armação.

Dúvida retrós, diria a costureirinha da esquina, já que são dois de características diferentes.

A vantagem do Inter é que joga em Guaiaquil, no nível do mar. Logo, deverá impor sua melhor técnica.

Já a Raposa Azul, nesta quinta-feira, vai a Santiago para enfrentar o Colo-Colo, time tradicional chileno que não anda lá essas coisas, mas que sabe tocar a bola bem ao estilo de sua turma.

Nesse quesito, poucos batem o Cruzeiro. O diabo é a ausência de Kleber, o Gladiador, machucado, mais uma vez. Sucede que seu substituto, Wellington Paulista tem dado conta do recado, quando chamado. Logo…

PEIXE NA ENCRUZILHADA

O Santos, de tão brilhante campanha neste ano, se vê numa encruzilhada: a Copa do Brasil é o melhor atalho para a Libertadores, a mais importante competição do continente, que leva seu campeão à disputa do título mundial de clubes, louro que o Peixe não obtém desde os tempos de Pelé. Mas, o Paulistão é essencial para ratificar essa escolha maravilhosa por um futebol ofensivo, cintilante que o Santos vem exibindo.

Joga, pois, com um time misto ou reservas contra o Guarani, nesta quarta, pela Copa do Brasil, poupando os melhores para o clássico decisivo com o São Paulom, domingo, ou vai com todos os titulares para garantir um placar que defina a disputa particular entre os dois?

Pelas útiltimas informações, vai de time titular.

Mas, na  minha opinião, como o clássico é decisivo e o jogo com o Guarani apenas um primeiro embate em dois, melhor seria poupar os craques para o clássico. Não há regra exata, porém, nesses casos.

VERDÃO, NUM RUMO SÓ…

Situação mais crítica é a do Palmeiras. Ao cair fora da disputa do título paulista, cabe-lhe apenas brigar pela Copa do Brasil para salvar o primeiro semestre do ano. E, na quinta, encara no Palestra Itália uma pedreira. Nenhuma outra que o Atlético Paranaense. E, sem Cleiton Xavier, seu principal organizador, embora Lincoln, que o substituirá, tenha bola para tanto. Mas…

ASSIM COMO FLU E VASCO

Vasco e Fluminense são outros grandes do país aos quais só restou a Copa do Brasil como consolo e remissão.

O Vasco, magoado pela desclassificaão nas semifinais da Taça Rio, vai ao Paraná onde o espera o recém-criado Corinthians (PR), time que vem embalado no torneio nacional.

Mas, o Vasco, embora caindo fora das finais da Taça Rio, deixou um rastro de recuperação nas suas últimas participações da Taça Rio. Se recapturar esse espírito, tem time para vencer o Corinthians paranaense, sem dúvida.

Quanto ao Flu,também despachado das finais da Taça Rio, que se bate com a Lusa, no Canindé, a situação é mais complicada. Apesar de contar com Fred, seu jogador vital, algo mais do que simples artilheiro, pegará uma casca dura – a Lusa de Benazzi, que, mesmo desfalcada de alguns titulares, é sempre um perigo.

A VOLTA DE BORGES

O bicho leva nome de caudilho gaúcho ilustre: Borges. E vinha fazendo média de um gol por partida, até que se contundiu e levou um longo tempo para se recuperar. Mesmo assim, o Grêmio seguiu em frente, quebrando recordes no Gauchão, interrompidos pela derrota diante do Pelotas,onde ainda guarda a chance de disputar o título, na final.

Borges volta na Copa do Brasil contrao Avaí, time experiente que conhece as manhas do técnico Silas de cor e salteado. Mas, o Tricolor está na pinta, e, se conseguir tirar da cabeça a última e singular derrota, deve se sair bem.

GALOOOO!

Para o técnico Luxemburgo, com quem estive nesta segunda-feira, no Bem, Amigos do Galvão, o Galo só vai estar inteiramente ajeitado na Brasileirão, quando chegarem os vos reforços, dentre eles, o colombiano Mendez, no qual o treinador depopsita grandes esperanças.

Mas, o jogo é agora, contra o Sport, no Mineirão. E aqui a coisa pega.

Comparando time por time, o Galo é superior, no papel. Não sei se o será no campo de jogo. Mas, desconfio, mineiramente, que sim.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. RAPOSA E A COPA PELA METADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 11 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 18:34

RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE

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O São Paulo resistiu o quanto pôde no primeiro tempo, até que, numa jogada bem tramada pela equipe do Santos, em cruzamento de Léo, Júnior César cortou para as próprias redes.

A partir daí, só deu Santos, que ampliou em nova jogada bem articulada por meio time, até chegar aos pés de André, ele e a meta vazia: 2 a 0.

Entre um gol e outro, Marlos foi expulso, em decisão arbitrária do juiz, já que nem o primeiro, nem o segundo cartões foram merecidos.

Eis, porém, que o São Paulo, com um a menos, voltou para o segundo tempo com toda gana, dominou a bola, os espaços e o espírito do jogo, acuando o Santos e chegando ao empate de maneira sensacional, com Hernanes – num tiro de fora da área – e Dagoberto, de cabeça, em levantamento de Cicinho, que entrara no intervalo no lugar de Washington.

E aqui vale um louvor ao técnico Ricardo Gomes, que contrariou a lógica comum do jogo: perdia por 2 a 0 e trocou seu artilheiro por um lateral. Só que Cicinho deu a dinâmica necessária para reduzir o prejuízo da ausência de Marlos.

Animado com o empate, enquanto o Santos encruava, o Tricolor seguiu forçando e esteve a pique de virar o marcador por duas vezes, conjuradas pelo goleiro Felipe.

Mas, a partir de meia hora de sufoco, com as entradas de Madson e de Zé Eduardo, o Peixe reergueu a fronte, passou a atacar como de hábito, criou duas boas oportunidades, e, por fim, num levantamento de Madson, na saída falsa de Rogério Ceni, Durval, de cabeça completou o placar: 3 a 2.

Não foi, claro, mais um Show da Vil, Mas, para os pragmáticos de plantão, valeu o resultado: a vitória, que coloca o Santos numa situação privilegiada para o jogo da volta destas semifinais do Paulistão.

Mais um Fla e Bota

E, mais uma vez, vamos ter um Flamengo e Bota disputando a taça que antecede ao título carioca, pois o Bota, no sábado, livrou-se do Fluminense e, neste domingo, o Flamengo passou pelo Vasco por 2 a 1, em jogo conturbado pela atuação do juiz.

Entre outras coisas, porque marcou um pênalti, no mínimo, discutível em Leonardo, que permitiu Vagner Love emplacar o gol da vitória.

Mas, o fato é que, mesmo não reprisando suas atuações da temporada passada, o Flamengo é mais time do que o Vasco e chegou à decisão da Taça Rio por seus méritos.

Só espera que essa decisão não termine em 2 a 2, como de hábito.

Notas relacionadas:

  1. LÉO E O PEIXE
  2. PEIXE E TRICOLOR
  3. PEIXE, TIMÃO E FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 8 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 00:46

FINAL ANTECIPADA

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Então, ficamos assim: Santos e São Paulo fazem a final na semifinal, enquanto Grêmio Prudente disputa com o Santo André a honra de ir para a decisão do campeopnato paulista deste ano.

É, claro, o anticlímax de um torneio mal engendrado, em que apenas um dos quatro grandes atingiu um nível superior de desempenho: o Santos, que até mesmo com seu time reserva encerrou a fase de classificação goleando seu o adversário – no caso, o Sertãozinho.

Dos quatro, aliás, o mais decepcionante foi o Palmeiras, que terminou em décimo primeiro lugar, terminando sua participação comsbria no certame levando de 3 a 1 do Paulista, em noite de Mazola, um garoto das bases do São Paulo emprestado ao clube de Jundiaí.

Pelo visto, o Verdão perdeu o rumo na reta final do Brasileirão passado e continua tateando no escuro, sem achar aquela luzinha no fim do túnel. É tempo, pois, de reflexão. Mas, sobretudo, de ação, já que o nó verde não se limita ao time dentro das quatro linhas.

Quanto ao Corinthians, ao golear o Rio Claro, por 5 a 1, em noite de Roberto Carlos, dá sinais de que começa a se ajustar. Pelo menos, para o que aí vem na Libertadores, desde que fora da fase decisiva do Paulistão.

Mas, para quem pretendia celebrar seus cem anos de vida com uma temporada de ouro, foi uma enorme decepção. Com tantos jogadores afamados e tamanho investimento, mesmo tendo de armar-se em pleno campeonato – a exemplo dos demais, diga-se -, era de se esperar mais do Timão.

É caso similar ao do São Paulo, que também contratou muitos jogadores de certa fama, passou o Paulistão todo à procura de um time e conseguiu ganhar a vaga nas semifinais no último instante, ao bater o Santo André, segunda melhor equipe do campeonato, por 3 a 1.

E olhe que o Santo André não deu moleza, não. Jogou com disposição, marcou firme, atacou, criou etc., mas não resistiu à bola mais redonda do Tricolor, que parece ter, finalmente, encontrado sua melhor formação com dois volantes que sabem jogar (Rodrigo Souto e Hernanes – mais ágeis do que Léo e Cleber Santana) e dois meias mais hábeis, que conferem maior velocidade ao conjunto.

Tanto que, a exemplo da goleada de domingo, o São Paulo fez três gols mas poderia ter dobrado a parada, não tivesse desperdiçado cerca de cinco chances claras para ampliar o marcador.

Mas, justamente quando parece que o Tricolor começa a engrenar, lá vem pela proa nada menos do que os Meninos da Vila, que andam abusando do direito de encantar com uma dose extra de eficiência. Ah, mas nesse caso, a parada é outra.

Nada dessa história de homens versus meninos, essas bobagens todas próprias do torcedor mais exaltado. É que, em quaisquer circunstâncias, sempre num clássico desse porte, o que entra em campo é algo mais do que a pura técnica ou a mera habilidade deste ou daquele, o amigo está cansado de saber disso.

Se o vencedor for o São Paulo, uma coisa é certa: os Meninos da Vila já terão cumprido sua parte, com louvor, oferecendo-nos, em dezenove rodadas, o que de melhor há no futebol, esse jogo que combina arte com ciência como nenhum outro.

E DEU BAYERN

Essa briga vem de longe, briga de família, pois alemães e ingleses foram reinados pela mesma família durante séculos, o que não os impediu de entrarem em guerra várias vezes.

E é aquela guerra que só termina com o último combatente em terra. Pois, não foi diferente em Old Trafford, onde o Manchester United logo de cara meteu 3 a 0 no Bayern de Munique, com direito a gol de letra de Nani e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, para o Bayner, que havia vencido o primeiro jogo em casa, por 2 a 1, de virada, bastava fazer dois gols lá e estaria classificado para as semifinais da Liga dos Campeões. E o primeiro veio antes do fim do tempo inicial, com Olic.

A tragédia shaksperiana deu-se logo no início do etapa final, quando o brasileiro Rafael tomou o cartão vermelho. O técnico Sir Ferguson, então, com 3 a 1 no placar, resolveu agir como todo treinador convencional, contrariando seus instintos, e simplesmente trocou Rooney, que jogava à meia-boca, embora decisivo em dois gols de seu time, por um beque – O’Seha.

Resultado: o Bayern, que já voltara mais incisivo, tomou conta da bola e dos espaços, pressionou, pressionou e pressionou até que Robben – o Rooney alemão -, na sequ~encia de cobrança de córner, metesse de primeira, de canhota, n cantinho de Vander Sar, que já havia salvado o seu time em várias outras oportunidades.

E, assim, o Bayern segue na Liga dos Campeões, e o Manchester cai fora, ainda sentindo o calor da classificação nas mãos. Com uma vantagem extra: enfrenta o Lyon, que, mesmo perdendo para o Bordeaux, por 1 a 0, segue em frente pelo placar agregado.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  2. CHEGA DE RODÍZIO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 16:34

BURACO DA AGULHA

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Corinthians e São Paulo foram os dois clubes paulistas que mais investiram neste ano em reforços: cada um contratou praticamente um time novo, com critérios, no mínimo, discutível, embora tdos os contratados se justificassem pela técnica ou habilidade.

E ambos, às vésperas da rodada decisiva da fase de classificação esdrúxula adotada pela Federação Paulista de Futebol, estão ameaçados de nem chegar às semifinais da disputa pelo título estadual, ainda que se mantenham vivos na Libertadores.  Se passarem, será pelo buraco da agulha.

A ironia está no fato de que o que poderia ser não foi, ainda que possa vir a sê-lo num futuro breve. Explico melhor essa tortuosa frase: os reforços, em batelada, com muitos jogadores de perfis semelhantes, sobrepostos na disputa pelas mesmas vagas, e sem outros para posições carentes, obrigou os treinadores dessas equipes a passarem a maior parte do início desta temporada testando formações diferentes, ao mesmo tempo em que tentavam nivelar fisicamente os componentes do novo elenco.

Resultado: o que era pra ser solução virou problema. E nem Corinthians, nem São Paulo conseguiram harmonizar devidamente seus times, contrariando o velho preceito básico de que futebol é conjunto.

Claro que os dois podem passar para a fase seguinte e até um deles levantar o Paulistão. Em primeiro lugar, porque a próxima fase é mata-mata, aquele sistema em que muitas vezes todos os quesitos técnicos se curvam diante das circunstâncias de momento. Em segundo lugar, porque são clubes de fortíssima tradição, de imensas torcidas,  e que possuem elencos de bons jogadores, que, mesmo desentrosados, num estalo, podem virar o mundo de ponta-cabeça.

Mas, antes, terão de ganhar a vaga para as semifinais, o que não será nada fácil, no cenário que se avizinha.

O Corinthians, que está fora do G-4 terá de vencer o Rio Claro, tarefa nem tão árdua quanto à do São Paulo, que enfrentará o Santo André, já classificado e maior surpresa do campeonato até aqui (a maior sensação, sem dúvida, foi o líder Santos, esse show itinerante dos Meninos da Vila).

O problema é que o Corinthians, além de vencer seu jogo, terá de torcer para um tropeço do São Paulo ou do Prudente, o terceiro colocado, que pega em casa o São Caetano de campanha tão irregular. Por outro lado, o São Paulo pode encontrar um Santo André mais vulnerável, justamente por estar clssificado, e, talvez, esteja pensando em poupar-se para a fase decisiva do torneio.

Mas, isso tudo não passa de mera conjectura. O negócio se resolve é lá mesmo, dentro do campo, onde nem São Paulo, nem Corinthians, até aqui justificaram todas as expectativas despertadas no início da temporada.

Notas relacionadas:

  1. PELO BURACO DA AGULHA
  2. E DEU A LÓGICA
  3. CHEGA DE RODÍZIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

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