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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; São Paulo</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, e, claro, pode surpreender na reta final.</p>
<p>Mas, se assim fosse, era de se esperar que o Flamengo tivesse massacrado o Goiás no Maracanã, e não conseguiu mais que um empate sem gols.</p>
<p>Aliás, o caso do Inter talvez seja o mais emblemático – tido e havido, com toda razão, um dos favoritos no início do torneio, por causa de seu elenco de primeira, quando mais se apostava nas suas chuteiras, refluía, e, quando era descartado, renascia, como agora.</p>
<p>Na verdade, este Brasileirão tem sido tão errático e imprevisível, que podemos chegar à última rodada com São Paulo, Flamengo, Inter e Palmeiras empatados todos com o mesmo número de pontos, fato absolutamente inédito no nosso futebol, quiçá, no mundo. Mesmo porque, além desses quatro, os mineiros Galo e Raposa, na planilha dos números, também podem levantar a taça, numa reviravolta – das tantas – nestas duas últimas rodadas.</p>
<p><strong>Na média</strong></p>
<p>O que, porém, construiu esse cenário incrível? Certamente, não foi uma excelência ímpar dos postulantes ao título. Isto é: quatro esquadrões excepcionais que se nivelaram por cima, arrasando todos os adversários até à chegada derradeira. Nada disso. Ao contrário: a sensação que se espalhou entre mídia e torcida em geral é a de que ninguém quer ser campeão, tantos os tropeços deles todos em momentos cruciais de definição do panorama do campeonato.</p>
<p>Mas, então, será pela altíssima qualidade dos demais dezesseis participantes do certame que se transfiguraram e passaram a ser um osso mais duro de roer? Também não, pelo que se pôde verificar ao longo de todo o campeonato.</p>
<p>Há, sim, um nivelamento técnico entre os piores e os melhores colocados na tabela, nem por baixo, nem por cima, simplesmente, na média. Tanto, que a diferença de pontos conquistados entre os últimos e os primeiros é relativamente pequena, se levarmos em conta que uma vitória vale por três empates.</p>
<p>Quer dizer: se um time ganhar uma, perder outra e empatar a terceira somará um ponto a mais do que aquele que conquistar uma série invicta de três jogos empatados.</p>
<p><strong>Líder e lanterna</strong></p>
<p>O São Paulo, líder ainda, com as maiores possibilidades de obter o feito histórico, talvez jamais alcançável, do tetra seguido, pois leva um ponto de vantagem sobre o Flamengo, nem de longe pode ser considerado um timaço, desses que servem de base à Seleção Brasileira e tal e cousa e lousa e maripousa, como vários que ostentou no passado. E o Sport, já rebaixado, nem de longe pode ser considerado um timinho, fadado ao descenso pela própria natureza, pois ainda outro dia estava na crista da onda, disputando Libertadores e outros bichos.</p>
<p>Por tudo isso, é praticamente impossível prever o desdobramento das duas rodadas restantes.</p>
<p><strong>OS MELHORES</strong></p>
<p>Dunga anunciou, no Museu do Futebol, a lista tríplice dos melhores do campeonato, prêmio a ser conferido pela CBF, ao fim do Brasileirão. Há distorções claras em vários agrupamentos, tipo Diego Souza e Cleiton Xavier disputando a mesma posição, quando todos sabem que ambos dividem funções diferentes no seu Palmeiras. É o caso, também, de Sandro e Guiñazu, do Inter.</p>
<p>Este ano, pela primeira vez, não recebi da CBF o formulário. E se fosse escalar meu time, nestas alturas de tantas indefinições, seria este: Marcos; Vítor, André Dias, Miranda e Júlio César (Goiás); Hernanes, Diego Souza, Pet  e Marquinhos (Avaí); Diego Tardelli e Adriano.</p>
<p>Quanto ao melhor técnico, meu coração balança entre Andrade, que comandou com simplicidade e talento a arrancada recente do Fla, e Paulo Silas, o timoneiro de um Avaí desacreditado que tirou seu time da lanterna para brigar por uma vaga na Libertadores. Já o craque da galera, cravo seco em Petkovic.</p>
<p><strong>FLU NAS ALTURAS</strong></p>
<p>O Fluminense vive uma situação inusitada. Pela primeira vez, no Brasileirão, passou a depender apenas dele mesmo para escapar do rebaixamento, depois de prodigiosa arrancada, a partir da volta de Fred ao time; mas, justamente agora, na hora H, tem de se deslocar para as alturas de Quito, em busca de um resultado que lhe permita sonhar com a conquista da Copa Sul-Americana, no jogo de volta, no Maracanã. Imagine o desgaste que sobrevirá para os dois jogos que lhe restam no Brasileirão&#8230;</p>
<p><strong>ERREI, SIM&#8230;</strong></p>
<p>Peço mil desculpas aos leitores e telespectadores do Bem, Amigos pelo erro de interpretação em relação ao gol do Botafogo. Não percebi que o cruzamento havia sido disparado pelo mesmo Jobson que colheu, assim, o rebote da zaga tricolor, em posição legalíssima.</p>
<p>E já paguei um preço alto, levando um baile do meu querido Arnaldo César Coelho em público, baile que aplaudo com prazer.</p>
<p>Acontece. E acontecerá, não tenham dúvidas, pelo qual já peço perdões futuros.</p>
<p>Por essas e outras é que procuro ver com olhos o mais desarmados possíveis, as lambanças e acertos da juizada nestes campos do infinito futebol.</p>
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		<title>TROPEÇOS E ALÍVIOS</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Totti]]></category>

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Bem, se esse jogo com o Botafogo era a chave para o São Paulo chegar ao título, no fim das contas deste domingo, o Tricolor conseguiu a proeza de seguir líder, mesmo perdendo, graças ao empate do Flamengo em casa com o Goiás e a derrota do Galo para o Inter, no seu terreiro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-11933" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/11/fla0x0goias1.jpg" alt="fla0x0goias[1]" width="550" height="400" /></p>
<p>Bem, se esse jogo com o Botafogo era a chave para o São Paulo chegar ao título, no fim das contas deste domingo, o Tricolor conseguiu a proeza de seguir líder, mesmo perdendo, graças ao empate do Flamengo em casa com o Goiás e a derrota do Galo para o Inter, no seu terreiro do Mineirão.</p>
<p>Aliás, quem mais saiu aliviado ao cabo desta rodada, na verdade, foi o Palmeiras, que viu reacender uma ponta de esperança, depois de já ter jogado a toalha em relação à disputa de campeão.</p>
<p>O fato é que, no Engenhão, tivemos um jogo incrível, disputado sobre o fio da navalha e cheio de alternâncias. Ora, era o Botafogo que jogava melhor e conseguia seu gol, logo aos 14 do primeiro tempo, com exímio disparo de Jobson de fora da área; ora era o São Paulo, que passava a dominar, empatando e virando o placar, com Washington e Jorge Wagner, sem tempo para celebrar, pois, na recarga, o Glorioso empatou novamente com Renato, com participação discutível de Jobson – o atacante estava em posição de impedimento, quando a bola lhe veio ricocheteada para ser lançada a Renato, que, de cabeça, concluiu.</p>
<p>Houve, então, a expulsão de Richarlyson, e, no finalzinho, Jobson, o nome do jogo, desempatou, logo após Hernanes meter uma bola trave (a segunda do São Paulo).</p>
<p>Enfim, um jogo emocionante, cujo resultado tirou o Botafogo da zona do rebaixamento e manteve o Tricolor na liderança, embora nada esteja garantido neste campeonato dos tropeções.</p>
<p>Já o Flamengo, que perdeu a chance de pular para o topo da tabela, numa arrancada fulminante neste segundo turno, o que lhe daria a vantagem de só depender de si nas duas rodadas restantes, frustrou a imensa e festiva galera que lotou o Maracanã, pelas mesmas razões que vêm fazendo os demais candidatos ao título tropeçarem tanto: a ansiedade de vencer, que desvia o passe, o chute e o foco da melhor alternativa para a jogada certa.</p>
<p>O Goiás, movido ou não por estímulos extras, jogou pra valer, marcou muito bem e soube explorar essa ansiedade rubro-negra em várias pontadas perigosas, do início ao fim da partida.</p>
<p>Além do mais, no instante em que o Flamengo deveria apresentar todas as suas armas, lá pela metade do segundo tempo, cansou, como, aliás, vem ocorrendo nas suas últimas apresentações.</p>
<p>Sobretudo, seus principais jogadores, dentre eles, claro, o mais veterano, Petkovic. É natural, mas pode vir a ser fatal nas duas rodadas restantes do campeonato.</p>
<p><strong>LÁ FORA</strong></p>
<p>O jogo foi espetacular. No primeiro tempo, o Cagliari começou melhor, abriu a contagem, o Milan virou e tomou o empate, antes de revirar tudo com um golaço de Pato, em assistência genial de Ronaldinho, que ampliou de pênalti, para o Cagliari diminuir mais tarde: 4 a 3.</p>
<p>Mas, mais do que os sete gols num futebol atavicamente avaro nesse quesito, vale ressaltar o singelo fato de que Leonardo está recolocando o Milan na linha de sua história: um time mais solto, ofensivo, criativo, o que explica o crescimento de Ronaldinho e Pato, que estão jogando o fino.</p>
<p>Outro dia, o veterano Del Piero, lídimo herdeiro de Rivera, Sandrino Mazzola, Baggio e outros meias históricos do futebol italiano, declarou que a Itália sem Totti não é a Itália. Pois, Totti voltou à Roma diante do Bari, marcando nada menos do que três gols.</p>
<p>Não, nunca espere de Totti um lance a La Ronaldinho, em que a habilidade supere a lógica. Mas, a exemplo de Del Piero, é um jogador de técnica irrepreensível no passe, na visão de jogo, e, sobretudo no remate a gol. Sem dúvida, a Itália sem Totti não é a Itália.</p>
<p>No Campeonato Inglês, a disputa vai se polarizando entre o líder Chelsea e o vice Manchester United. Ambos venceram sues jogos deste fim de semana: o Chelsea goleou o Wolverhampton por 4 a 0, enquanto os Diabos Vermelhos batiam por 3 a 0. O Chelsea dá a impressão de mais compacto, mas o Manchester é o Manchester, e muita água ainda vai rolar nesse eterno Tâmisa.</p>
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		<title>QUAL DELES LEVA A TAÇA?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 17:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Andrade]]></category>
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São Paulo, Flamengo ou Palmeiras, quem vai levar a taça, ao cabo das três rodadas que faltam para o apito final do Brasileirão?
Dos três, o único que pode alcançá-la sem olhar para mais ninguém é o Tricolor paulista. Aos outros dois, resta torcer pelo tropeço tricolor e vencer os jogos que lhe cabem.
Isso, grosso modo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-11895" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/11/35rodada.jpg" alt="35rodada" width="480" height="350" /></p>
<p>São Paulo, Flamengo ou Palmeiras, quem vai levar a taça, ao cabo das três rodadas que faltam para o apito final do Brasileirão?</p>
<p>Dos três, o único que pode alcançá-la sem olhar para mais ninguém é o Tricolor paulista. Aos outros dois, resta torcer pelo tropeço tricolor e vencer os jogos que lhe cabem.</p>
<p>Isso, grosso modo, porque infinitas são as possibilidades de fracassos e êxitos desses três times na briga pelos nove pontos restantes.</p>
<p>Assim como tedioso e inútil é tentar garimpar maiores ou menores dificuldades  nos jogos que a tabela reserva para cada um, num campeonato tão nivelado como este, em que os aparentemente fracos criam forças diante dos aparentemente fortes e vice-versa, meu endereço, como me sussurra da varanda a estátua em papel machê de mestre Adonirã Barbosa.</p>
<p>Nestas alturas do campeonato, é tudo pedreira, porque a tensão extrema precede a entrada dos times em campo e, bola rolando, ela pode ser fatal.</p>
<p>Sobra-me, pois, uma única alternativa de análise, aquela que indica para os quesitos técnico e anímico.</p>
<p>Neste aspecto, o Palmeiras é o que me parece mais fragilizado nesse momento. Empatou um jogo que deveria ter e caiu, numa só rodada, da liderança para a terceira posição. Isso abala, cara. Mais ainda porque o time vem jogando mal há várias rodadas.</p>
<p>Contudo, se Muricy puder injetar ânimo novo na equipe e escalar o que tem de melhor, o Verdão continuará no páreo.</p>
<p>Já o Flamengo, dos três, é o que vem em disparada desde lá debaixo, neste segundo turno, praticando um futebol de primeira. Some-se a isso a força de sua torcida, que se espalha por esses brasis afora, delirante, e, então, o bicho pega.</p>
<p>Tecnicamente, é o que está jogando o melhor futebol, embora o Tricolor tenha dado sensíveis sinais de melhora na vitória sobre o Vitória. E, pela experiência de seu grupo tricampeão brasileiro, pode muito bem espantar o temor natural que invade a caça nesta reta final de perseguição.</p>
<p>Traduzindo: o São Paulo, pelos pontos de vantagem, O Flamengo, pelo futebol que está jogando, embora revele certo cansaço na segunda etapa, e o Palmeiras, já mais distante, pela possibilidade de jogar inteiro, nessa ordem, podem levantar a taça, é claro.</p>
<p>Vai apenas depender de quem tropece, onde e quando, neste campeonato dos tropeções históricos.</p>
<p><strong>SIMPLESMENTE ANDRADE</strong></p>
<p>Não há dúvida de que o ponto de inflexão desse Flamengo foi a entrada em cena, de surpresa, do meia Petkovic. Com ele em campo, Adriano, outro destaque do time, passou a jogar mais e está fazendo a diferença, como artilheiro do campeonato.</p>
<p>Assim como a recuperação de Zé Roberto, a chegada de Maldonado e a fixação do menino Airton e de Álvaro lá atrás contribuíram decisivamente para a prodigiosa arrancada do Mengo.</p>
<p>Mas, por trás disso tudo, esconde-se, em sua proverbial modéstia, a figura de Andrade, um dos mais completos volantes da história do nosso futebol, que tanto marcava com eficiência como sabia jogar com elegância e talento, naquele Flamengo inesquecível do começo dos anos 80.</p>
<p>Andrade não tem aqueles arroubos de chefe cheio de verdades, próprios dos nossos treinadores, ainda que iniciantes, nada disso. Apenas, tem a sabedoria de olhar o futebol com a clareza da simplicidade, esse atributo tão sofisticado que para os simplórios metidos a inteligentes soa como demérito, falta de sintonia com os tempos modernos, essas baboseiras todas.</p>
<p>Simplesmente, Andrade deu apoio àqueles que ele julgava capazes de responder positivamente em campo; armou sua equipe sob o sistema mais racional para obter o necessário equilíbrio entre defesa, meio de campo e ataque, e deixou rolar a harmonia decorrente dessas decisões.</p>
<p>Andrade não é daqueles sábios que estudam a semana inteira o adversário e montam sua equipe em função disso, muitas vezes alterando a escalação ou determinando funções não peculiares a este ou aquele jogador. Nada disso,aposta na quintessência de qualquer esporte coletivo, sobretudo o futebol: o entrosamento entre os atletas em campo, que só se aprimora com o tempo e a repetição dos movimentos de cada um.</p>
<p>Simples assim, como Andrade.</p>
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		<title>JOGANDO COMO LÍDER</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 00:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>

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		<description><![CDATA[Desta vez, sim, o São Paulo praticou um jogo de líder. Meteu 2 a 0 no Vitória e desperdiçou, por baixo, meia dúzia de chances claras — três delas, com o artilheiro Washington, ali na marca do pênalti ou a dois palmos da risca final.
O goleador nem precisava explicar, como o fez depois do jogo: estava na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez, sim, o São Paulo praticou um jogo de líder. Meteu 2 a 0 no Vitória e desperdiçou, por baixo, meia dúzia de chances claras — três delas, com o artilheiro Washington, ali na marca do pênalti ou a dois palmos da risca final.</p>
<p>O goleador nem precisava explicar, como o fez depois do jogo: estava na cara que o moço entrou em campo tolhido pela ansiedade de fazer os gols que seduzissem a torcida um tanto arredio à sua bola nos últimos tempos.</p>
<p>Mas, o mais importante foi a maneira como o São Paulo construiu a vitória, tocando a bola, envolvendo o adversário e criando as oportunidades de ampliar o placar através de tramas bem urdidas, bola de pé em pé, essas coisas triviais que viraram um bicho de sete cabeças no futebol brasileiro atual.</p>
<p>Além do mais, essa foi uma partida que bem exemplifica o que venho falando aqui sobre o líder do campeonato: seu segredo maior é ter um elenco sem craques excepcionais (a não ser Rogério Ceni), mas no qual reservas e titulares se equivalem, num bom nível, de tal maneira que sai um, entra outro e não há traumas.</p>
<p>Basta verificar, por exemplo, o que jogaram Arouca e Hugo, que, ao lado de Miranda, foram os melhores do time. Ambos saíram do banco e entraram na equipe como se estivessem lá há tempos.</p>
<p>Assim como a entrada dos meninos Marlos e Oscar, já no último terço do segundo tempo, conferiu mais velocidade e vigor, além do toque de habilidade que impediu o Sport de dar aquele bote final, pressionando a defesa tricolor, fato recorrente em quase todos os jogos do líder.</p>
<p>Se mantiver esse nível de desempenho, o São Paulo estará mais perto do título do que os demais, sem dúvida. O diabo é que nenhum jogo é igual ao outro, sobretudo neste campeonato tão imprevisível.</p>
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		<title>EQUILÍBRIO TRICOLOR</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Wagner]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Autuori]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[O São Paulo não joga bem há um bom tempo. Aliás, não jogou bem nem mesmo quando foi campeão. Mas, tem sido eficiente. Tanto, que somou pontos suficientes para levar o tri brasileiro e manter-se, agora, ali no topo da tabela.
E conseguiu tais proezas, basicamente, porque soube preservar o equilíbrio entre titulares e reservas. Entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O São Paulo não joga bem há um bom tempo. Aliás, não jogou bem nem mesmo quando foi campeão. Mas, tem sido eficiente. Tanto, que somou pontos suficientes para levar o tri brasileiro e manter-se, agora, ali no topo da tabela.</p>
<p>E conseguiu tais proezas, basicamente, porque soube preservar o equilíbrio entre titulares e reservas. Entre quem sai, por lesão ou suspensão, e quem entra, a distância técnica chega a ser quase irrelevante.</p>
<p>Pegue o amigo, por exemplo, o caso presente: sem poder contar com Dagoberto, Borges e Jean, todos expulsos na última partida do time, o técnico Ricardo Gomes tem à sua disposição, para o lugar de Jean, Arouca, que seria titular na imensa maioria dos times que disputam a divisão especial do Brasileirão. E, para os de Dagoberto e Borges, Washington, o menino Oscar, Marlos e Hugo.</p>
<p>O amigo pode gostar mais deste ou daquele, mas no rigor da análise fria, todos estão ali mais ou menos no mesmo nível.</p>
<p>Outro dia, disse isso no <em>Bem, Amigos</em> e Jorge Wagner, sentado à minha frente, só fez balançar a cabeça em sinal de aquiescência.</p>
<p>O problema, já crônico, do elenco tricolor é a escassez de armadores, aqueles  meias que permitam uma passagem mais sutil e inteligente da defesa ao ataque. E muito disso se deve à cristalização no São Paulo do sistema com três zagueiros, que retira do meio de campo a presença desse tipo de jogador, substituído, de hábito, por um volante ou um meia ofensivo.</p>
<p>Ricardo Gomes  conseguiu, num determinado momento deste campeonato, melhorar um pouco o toque de bola nesse setor vital de qualquer equipe. Mas, nada ainda que se aproxime do nível de excelência desejado.</p>
<p>Isso tudo, porém, corre paralelo à disputa em si, à capacidade ou não de o time levantar o tetra ao cabo dessa corrida memorável. Esse é outro departamento.</p>
<p><strong>E JOGAR BOLA?<br />
</strong><br />
Paulo Autuori já arrumou suas malas em direção às arábias, de volta. Dizem que a distância entre a proposta dos árabes e a disponibilidade do Grêmio era insuperável.</p>
<p>Mas, fico aqui me lembrando da última vez em que estive com Autuori, num papo descontraído depois do programa do Galvão. Falávamos sobre questões táticas, quando o treinador contou uma passagem  emblemática.Depois de uma das derrotas do Grêmio, nos vestiários, ele foi coletando aqui e ali as observações dos seus jogadores.</p>
<p>Todas elas, sem exceção, falavam que o time precisava ter mais garra, marcar mais, fechar espaços, enfim, essas tão recorrentes instruções da imensa maioria dos nossos técnicos que já se fixaram no inconsciente do jogador brasileiro. Foi quando Autuori pediu silêncio e arrematou: “E jogar bola? Jogar bola não entra nesse receituário, não?”</p>
<p>Se essa mentalidade fosse restrita apenas ao Grêmio, que tem uma longa tradição guerreira e cuja cultura enfatiza esses elementos acima de tudo, o que, porém,  não impediu o Tricolor gaúcho de montar times que jogavam bola e muito bem, seria aceitável. Mas, o diabo é que isso está impregnado na alma do nosso futebol, desde a última década, por baixo.</p>
<p>Conceitos reforçados sempre que um time com tal perfil levanta a taça. Aí, a turma dos pragmáticos de plantão aponta o campeão e ratifica: olhai, ganhou o mais guerreiro, pois futebol é resultado. Sim, claro, se todos jogam sob o mesmo figurino, um deles será campeão. E todos os demais perdedores, que também elegeram esses conceitos como prioritários, não contam?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A DIFERENÇA TRICOLOR</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Atlético-MG]]></category>
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		<description><![CDATA[Não, não, meu caro, nem o Palmeiras dançou de vez, nem o Galo perdeu definitivamente a chance de ainda disputar o título brasileiro nesta reta final do campeonato. Tampouco o São Paulo já pode ir polindo a taça, embora, na teoria, a sequência de jogos que lhe restam pareça menos árdua do que a dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, não, meu caro, nem o Palmeiras dançou de vez, nem o Galo perdeu definitivamente a chance de ainda disputar o título brasileiro nesta reta final do campeonato. Tampouco o São Paulo já pode ir polindo a taça, embora, na teoria, a sequência de jogos que lhe restam pareça menos árdua do que a dos demais, talvez com exceção do Flamengo, este, sim, já tão próximo da liderança que todas as esperanças rubro-negras são plenamente justificáveis.</p>
<p>Ah, sim, e não nos esqueçamos do Cruzeiro, que faz um seguindo turno exemplar, o que lhe permitiu chegar à zona de disputa do título, também.</p>
<p>A propósito, em meio a esse clima de total imprevisibilidade, já que os times sobem e descem ao sabor da maré, vale aqui ressaltar apenas o aspecto técnico e suas diferenças entre esses cinco pretendentes ao título.</p>
<p>São Paulo e Palmeiras, ainda que na frente dos demais, são os que têm apresentado o futebol mais desconexo. Fortes na defesa, comandada por dois goleiraços – Rogério Ceni e Marcos – e eficientes no ataque, carecem, contudo de uma armação no meio-de-campo mais fluente e consistente.</p>
<p>O Verdão, quando pode contar com a dupla de meias – Diego Souza e Cleiton Xavier -, desde que o técnico Muricy não insista na formação com três zagueiros, melhora cem por cento nesse quesito. Mas, o São Paulo ainda não resolveu de vez essa questão.</p>
<p>Em contrapartida, Flamengo, Cruzeiro e Galo são os que apresentam um jogo mais harmônico, com maikor equilíbrio entre os três setores – defesa, armação e ataque.</p>
<p>Mas, cada um deles tem sido extremamente dependente deste ou daquele jogador fundamental. O Flamengo se transformou a partir da chegada de Álvaro, Maldonado e, sobretudo, Petkovic . O Galo é refém de Diego Tardelli, não só o artilheiro do time, mas aquele atacante que contribui demais na armação. O Palmeiras, da dupla Diego-Xavier, e assim por diante.</p>
<p>Só o São Paulo  dá a sensação de que não depende deste ou daquele jogador, embora Rogério e Hernanes tenham sido essenciais.</p>
<p>Na rigor, não há muita distância técnica entre titulares e reservas do São Paulo parece ser bem menor  do que nos outros rivais ao título. E isso, talvez, justifique sua liderança temporária, que pode acabar sendo definitiva, ao fim de tudo.</p>
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		<title>BOM PARA A ALMA TRICOLOR</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 02:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial Sub-17]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.
Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.</p>
<p>Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.</p>
<p>Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.</p>
<p><strong>AMARELINHA QUE AMARELA</strong></p>
<p>Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.</p>
<p>Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.</p>
<p>Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.</p>
<p><strong>ALÁ, MEU BOM ALÁ!</strong></p>
<p>O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.</p>
<p>O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.</p>
<p>Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.</p>
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		<title>MAIS GOLS. É POSSÍVEL?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos CAmpeões]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[O São Paulo vai ao Olímpico não apenas em busca de uma vitória, mas, sobretudo, atrás de gols suficientes para tirar a vantagem do Palmeiras, nas contas finais da liderança. Até agora, são três gols a mais do Paleiras. No resto, estão rigorosamente empatados.
Como até mesmo essa diferença é pequena, corremos o risco de esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O São Paulo vai ao Olímpico não apenas em busca de uma vitória, mas, sobretudo, atrás de gols suficientes para tirar a vantagem do Palmeiras, nas contas finais da liderança. Até agora, são três gols a mais do Paleiras. No resto, estão rigorosamente empatados.</p>
<p>Como até mesmo essa diferença é pequena, corremos o risco de esse campeonato ser decidido pelo quesito fair-play. Ou seja: ganha quem tiver menos cartões amarelos e vermelhos.</p>
<p>Pelo senso comum, não deve ser sobre o Grêmio, no reino encantado do Tricolor gaúcho, que o Tricolor paulista deverá tirar essa diferença. Ao contrário, se voltar de lá com um empatezinho maneiro já será um alívio.</p>
<p>Mas, pela lógica perversa deste Brasileirão, tudo é possível, até uma goleada, de qualquer dos Tricolores em ação.</p>
<p><strong>Caso estranho</strong></p>
<p>Muito estranho esse caso: Val Baiano, o implacável artilheiro do Barueri, que foi para a geladeira na derrota do seu time para o São Paulo, por causa daquela história mal contada sobre suposta viagem da mala branca, volta já no próximo jogo, juntamente com Renê, outro citado de viés nesse episódio.</p>
<p>Na prática, só o São Paulo levou vantagem em todo o imbroglio.</p>
<p><strong>Liga dos Campeões</strong></p>
<p>Milan e Real fizeram um jogo emocionante e de boa técnica, no San Siro, com destaque para kaká e Marcelo, pelo Real, e de Ronaldinho e Pato, pelo Milan.</p>
<p>Ah, dirá o amigo mais cético, o cara está puxando a sardinha para os brasileiros. Não, nada disso, caso contrário elogiaria também Dida, que pegou algumas bolas difíceis, mas que falhou em vários outros lances.</p>
<p>De fato, os brasileiros citados jogaram bem, e Ronaldinho marcou para o Milan, de pênalti, enquanto Marcelo e Kaká construiram a jogada do gol de rebote de Benzema.</p>
<p>Mas, as melhores jogadas foram realizadas por Pato, que marcou um gol belíssimo anulado inexplicavelmente pelo juiz, que deve ter dado toque, num lance em que o brasileiro carregou a bola claramente com o o peito.</p>
<p>Por seu lado, o Manchester United classificou-se para a próxima fase da liga dos Campeões ao empatar com o CSKa por 3 a 3, numa reação fulminante, depois de estar perdendo por 3 a 1.</p>
<p>Muito desfalcado, o Manchester não se achava em campo até a água bater no queixo. Aí, já pela metade do segundo tempo, encetou a reação que deixou tudo igual e lhe garantiu a vaga.</p>
<p>A turma precisa aprender que inglês e alemão só para de jogar quando o juiz apita o fim da partida. Antes, não, em quaisquer circunstâncias.</p>
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		<title>NEM NA CALCULADORA, NEM NAS ESTRELAS</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 18:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ademir da Guia]]></category>
		<category><![CDATA[Didi]]></category>
		<category><![CDATA[Nilton Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Pelé]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os matemáticos fazem e refazem seus cálculos a cada rodada; os astrólogos buscam nos céus uma conjunção de estrelas que lhes aponte para o ungido, aquele destinado a ser campeão; os experts da mídia analisam a tabela, jogo por jogo, e, no fim, só se contradizem, porque os fatos subvertem a lógica mais elementar.
O psicólogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11832" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-large wp-image-11832" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/11/sep2x2sccp.jpg" alt="Veja mais charges no blog do Milton Trajano" width="500" height="397" /><p class="wp-caption-text">Veja mais charges no blog do Milton Trajano</p></div>
<p>Os matemáticos fazem e refazem seus cálculos a cada rodada; os astrólogos buscam nos céus uma conjunção de estrelas que lhes aponte para o ungido, aquele destinado a ser campeão; os experts da mídia analisam a tabela, jogo por jogo, e, no fim, só se contradizem, porque os fatos subvertem a lógica mais elementar.</p>
<p>O psicólogo de plantão diria que esse Brasileirão tem os mais fortes traços esquizóides desde que os pontos corridos foram reinstalados nos nossos campos, alternando-se profundas depressões com luminosas euforias.</p>
<p>E o torcedor torce, enquanto exuma fantasmas nos gestos dos juizes contra seus respectivos times, enxergando verdadeiras conspirações por trás do ato individual e humano de cada um, em circunstâncias sempre diversas.</p>
<p>O certo é que o futebol, esse brinquedo dos deuses levado às últimas consequências pelos homens, apesar de toda tecnologia como suporte, teorias e cousa e lousa e maripousa, no fundo, muitas vezes, se resume num drible inesperado, numa cabeçada certeira, num chute fatal, numa defesa espetacular do goleiro, na falha deste ou daquele beque, no pênalti marcado ou não pelo juiz, na sinalização infeliz de um impedimento pelo bandeirinha, enfim, essa soma de detalhes aleatórios ou não que fazem o sal do jogo.</p>
<p>Claro que uma equipe composta por jogadores de técnica superior, bem preparada física, tática e psicologicamente, terá sempre mais possibilidade de vencer outra, inferior nesses quesitos.</p>
<p>Ainda mais se incorporar a esses valores tradição, torcida imensa, gerenciamento administrativo adequado, grana etc.</p>
<p>Apesar disso, a zebrinha sempre estará espiando uma brecha, atrás da meta, para partir em desabalada carreira campo adentro.</p>
<p>A vantagem do sistema de disputa por pontos corridos é a de que, raramente, esse bicho entra em cena na hora de um time levantar a taça. Quase sempre, o melhor, na média do campeonato, vence.</p>
<p>O diabo, na atual competição nacional, é que a diferença técnica entre os primeiros e os últimos é muito pequena, quase insignificante. Dá-se, então, que qualquer previsão está, de saída, prejudicada pela imponderabilidade presente em qualquer confronto, independentemente se seja a disputa entre os candidatos ao título, ou destes contra os ameaçados de rebaixamento, em casa ou fora.</p>
<p>Tivéssemos por aí um Santos de Pelé, um Cruzeiro de Tostão, um Inter de Falcão, um  Flamengo de Zico, um Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos, um Palmeiras de Ademir da Guia, enfim, um desses timaços da história, não há dúvida de que dispararia na ponta.</p>
<p>Mas, não temos. São todos mais ou menos do mesmo nível.</p>
<p>Logo, o negócio é continuar esquentando as calculadoras e perscrutando as estrelas para tentarmos achar um sinal do escolhido.</p>
<p>Feliz ou infelizmente, essa é a lógica deste Brasileirão, tão pobre tecnicamente, mas tão intenso em expectativas.</p>
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		<title>SÃO PAULO E FLA NA GALERA</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 23:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo e Flamengo, dois dos mais fortes concorrentes ao título e a vaga na Libertadores, foram os grandes vencedores deste sábado, embora ambos praticassem um futebol bem abaixo do possível. Mas. nessa quadra do campeonato, onde os nervos tolhem a imaginação e desviam os passes, isso é natural.
No Morumbi, o Tricolor, que saltou momentaneamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11821" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-large wp-image-11821" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/10/sp1x0barueri.jpg" alt="Veja mais charges no blog do Milton Trajano" width="500" height="397" /><p class="wp-caption-text">Veja mais charges no blog do Milton Trajano</p></div>
<p>São Paulo e Flamengo, dois dos mais fortes concorrentes ao título e a vaga na Libertadores, foram os grandes vencedores deste sábado, embora ambos praticassem um futebol bem abaixo do possível. Mas. nessa quadra do campeonato, onde os nervos tolhem a imaginação e desviam os passes, isso é natural.</p>
<p>No Morumbi, o Tricolor, que saltou momentaneamente para a liderança, bateu o Barueri por 1 a 0 &#8211; e até poderia ampliar esse placar com Washington e Dagoberto -, gol de Jorge Wagner, na sequencia de cobrança de falta por Hernanes. Mas, foi dominado pelo adversário a maior parte do jogo.</p>
<p>Mais ou menos o que aconteceu com o Flamengo, num Maracanã em festa, contra o Santos. Léo Moura levantou e Adriano, de cabeça, finalizou, o mesmo Adriano que ainda meteu uma bola na trave.</p>
<p>Em contrapartida, o menino Ganso cobrou dois pênaltis aparados por Bruno, o que não é pouco, convenhamos.</p>
<p>Agora, resta torcer para que o Corinhians se agigante contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, que o Goiás ressurja no Serra Dourada frente ao Galo, que o Inter tropece no Beira-Rio contra o Botafogo e que o Flu apronte no Mineirão sobre o Cruzeiro.</p>
<p>Haja torcida, pois apenas o clássico paulista tem um grau de imprevisibilidade capaz de contrair o coração do torcedor. Mais pela força da tradição do que pela capacidade atual de Corinthians e Palmeiras.</p>
<p>Mesmo porque o Verdão parece ter reacendido a centelha de campeão com a goleada da última rodada.</p>
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