05/11/2009 - 00:15
Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.
Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.
Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.
AMARELINHA QUE AMARELA
Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.
Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.
Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.
ALÁ, MEU BOM ALÁ!
O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.
O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.
Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Argentina, Arsenal, Barcelona, Grêmio, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-17, São Paulo
04/11/2009 - 00:30
O São Paulo vai ao Olímpico não apenas em busca de uma vitória, mas, sobretudo, atrás de gols suficientes para tirar a vantagem do Palmeiras, nas contas finais da liderança. Até agora, são três gols a mais do Paleiras. No resto, estão rigorosamente empatados.
Como até mesmo essa diferença é pequena, corremos o risco de esse campeonato ser decidido pelo quesito fair-play. Ou seja: ganha quem tiver menos cartões amarelos e vermelhos.
Pelo senso comum, não deve ser sobre o Grêmio, no reino encantado do Tricolor gaúcho, que o Tricolor paulista deverá tirar essa diferença. Ao contrário, se voltar de lá com um empatezinho maneiro já será um alívio.
Mas, pela lógica perversa deste Brasileirão, tudo é possível, até uma goleada, de qualquer dos Tricolores em ação.
Caso estranho
Muito estranho esse caso: Val Baiano, o implacável artilheiro do Barueri, que foi para a geladeira na derrota do seu time para o São Paulo, por causa daquela história mal contada sobre suposta viagem da mala branca, volta já no próximo jogo, juntamente com Renê, outro citado de viés nesse episódio.
Na prática, só o São Paulo levou vantagem em todo o imbroglio.
Liga dos Campeões
Milan e Real fizeram um jogo emocionante e de boa técnica, no San Siro, com destaque para kaká e Marcelo, pelo Real, e de Ronaldinho e Pato, pelo Milan.
Ah, dirá o amigo mais cético, o cara está puxando a sardinha para os brasileiros. Não, nada disso, caso contrário elogiaria também Dida, que pegou algumas bolas difíceis, mas que falhou em vários outros lances.
De fato, os brasileiros citados jogaram bem, e Ronaldinho marcou para o Milan, de pênalti, enquanto Marcelo e Kaká construiram a jogada do gol de rebote de Benzema.
Mas, as melhores jogadas foram realizadas por Pato, que marcou um gol belíssimo anulado inexplicavelmente pelo juiz, que deve ter dado toque, num lance em que o brasileiro carregou a bola claramente com o o peito.
Por seu lado, o Manchester United classificou-se para a próxima fase da liga dos Campeões ao empatar com o CSKa por 3 a 3, numa reação fulminante, depois de estar perdendo por 3 a 1.
Muito desfalcado, o Manchester não se achava em campo até a água bater no queixo. Aí, já pela metade do segundo tempo, encetou a reação que deixou tudo igual e lhe garantiu a vaga.
A turma precisa aprender que inglês e alemão só para de jogar quando o juiz apita o fim da partida. Antes, não, em quaisquer circunstâncias.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Grêmio, Liga dos CAmpeões, São Paulo
02/11/2009 - 16:05

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Os matemáticos fazem e refazem seus cálculos a cada rodada; os astrólogos buscam nos céus uma conjunção de estrelas que lhes aponte para o ungido, aquele destinado a ser campeão; os experts da mídia analisam a tabela, jogo por jogo, e, no fim, só se contradizem, porque os fatos subvertem a lógica mais elementar.
O psicólogo de plantão diria que esse Brasileirão tem os mais fortes traços esquizóides desde que os pontos corridos foram reinstalados nos nossos campos, alternando-se profundas depressões com luminosas euforias.
E o torcedor torce, enquanto exuma fantasmas nos gestos dos juizes contra seus respectivos times, enxergando verdadeiras conspirações por trás do ato individual e humano de cada um, em circunstâncias sempre diversas.
O certo é que o futebol, esse brinquedo dos deuses levado às últimas consequências pelos homens, apesar de toda tecnologia como suporte, teorias e cousa e lousa e maripousa, no fundo, muitas vezes, se resume num drible inesperado, numa cabeçada certeira, num chute fatal, numa defesa espetacular do goleiro, na falha deste ou daquele beque, no pênalti marcado ou não pelo juiz, na sinalização infeliz de um impedimento pelo bandeirinha, enfim, essa soma de detalhes aleatórios ou não que fazem o sal do jogo.
Claro que uma equipe composta por jogadores de técnica superior, bem preparada física, tática e psicologicamente, terá sempre mais possibilidade de vencer outra, inferior nesses quesitos.
Ainda mais se incorporar a esses valores tradição, torcida imensa, gerenciamento administrativo adequado, grana etc.
Apesar disso, a zebrinha sempre estará espiando uma brecha, atrás da meta, para partir em desabalada carreira campo adentro.
A vantagem do sistema de disputa por pontos corridos é a de que, raramente, esse bicho entra em cena na hora de um time levantar a taça. Quase sempre, o melhor, na média do campeonato, vence.
O diabo, na atual competição nacional, é que a diferença técnica entre os primeiros e os últimos é muito pequena, quase insignificante. Dá-se, então, que qualquer previsão está, de saída, prejudicada pela imponderabilidade presente em qualquer confronto, independentemente se seja a disputa entre os candidatos ao título, ou destes contra os ameaçados de rebaixamento, em casa ou fora.
Tivéssemos por aí um Santos de Pelé, um Cruzeiro de Tostão, um Inter de Falcão, um Flamengo de Zico, um Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos, um Palmeiras de Ademir da Guia, enfim, um desses timaços da história, não há dúvida de que dispararia na ponta.
Mas, não temos. São todos mais ou menos do mesmo nível.
Logo, o negócio é continuar esquentando as calculadoras e perscrutando as estrelas para tentarmos achar um sinal do escolhido.
Feliz ou infelizmente, essa é a lógica deste Brasileirão, tão pobre tecnicamente, mas tão intenso em expectativas.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Ademir da Guia, Didi, Nilton Santos, Palmeiras, Pelé, São Paulo
31/10/2009 - 21:49

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São Paulo e Flamengo, dois dos mais fortes concorrentes ao título e a vaga na Libertadores, foram os grandes vencedores deste sábado, embora ambos praticassem um futebol bem abaixo do possível. Mas. nessa quadra do campeonato, onde os nervos tolhem a imaginação e desviam os passes, isso é natural.
No Morumbi, o Tricolor, que saltou momentaneamente para a liderança, bateu o Barueri por 1 a 0 – e até poderia ampliar esse placar com Washington e Dagoberto -, gol de Jorge Wagner, na sequencia de cobrança de falta por Hernanes. Mas, foi dominado pelo adversário a maior parte do jogo.
Mais ou menos o que aconteceu com o Flamengo, num Maracanã em festa, contra o Santos. Léo Moura levantou e Adriano, de cabeça, finalizou, o mesmo Adriano que ainda meteu uma bola na trave.
Em contrapartida, o menino Ganso cobrou dois pênaltis aparados por Bruno, o que não é pouco, convenhamos.
Agora, resta torcer para que o Corinhians se agigante contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, que o Goiás ressurja no Serra Dourada frente ao Galo, que o Inter tropece no Beira-Rio contra o Botafogo e que o Flu apronte no Mineirão sobre o Cruzeiro.
Haja torcida, pois apenas o clássico paulista tem um grau de imprevisibilidade capaz de contrair o coração do torcedor. Mais pela força da tradição do que pela capacidade atual de Corinthians e Palmeiras.
Mesmo porque o Verdão parece ter reacendido a centelha de campeão com a goleada da última rodada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Flamengo, São Paulo
29/10/2009 - 23:08
Parodiando o grito da galera tricolor, o líder está de volta, em grande estilo, garota.
Mais do que os 4 a 0 sobre o Goiás, no Palestra Itália, e a recuperação da liderança do Brasileirão, o Palmeiras resgatou a confiança ao jogar bem. Isto é: jogou com autoridade, cuidando da defesa, que é de lei, mas buscando o resultado com fé e capacidade.
E, no centro de tudo, a figura, às vezes cômica, às vezes trágica, de Obina, autor dos três gols e de um passe genial de calcanhar para o gol de Sacconi.
Era tudo o que o Verdão precisava nesta reta final do campeonato, sobretudo porque o Galo perdeu para o Flu, que se superou e foi melhor a maior parte do jogo.

Charge de Milton Trajano
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Goiás, Obina, Palmeiras, São Paulo
29/10/2009 - 19:17
Tenho ouvido e lido por aí que, se o São Paulo vencer mais um Brasileirão em seguida – o quarto -, o que não é nada impossível, chegou a hora de mudar o braço da viola. Entre outras coisas – e por isso, também – já há um movimento na cúpula do futebol brasileiro para que, já na próxima temporada haja um retorno ao mata-mata, no lugar dos pontos corridos.
O argumento básico para tal retrocesso é o de que o campeonato ganharia em emoção, com disputas diretas entre os seus principais pretendentes ao título.
Ora, ora, mais emoção do que estamos vivendo com seis times concorrendo, a meia dúzia de rodadas do final, à faixa de campeão, mais as três vagas restantes para a Libertadores?
Aliás, nesta abençoada era dos pontos corridos, vivemos sempre a mesma expectativa, senão com tantos candidatos na fita, pelo menos dois ou três. E o campeão sempre será aquele que, tecnicamente, esportivamente, num prazo civilizado de disputa, chegou na frente. É o tipo de competição onde o acaso ou as circunstâncias cedem lugar à competência.
Desde que o mundo é uma bola, nesse sistema, ganha o melhor, o mais bem preparado em todos os sentidos, salvo as exceções de praxe. Em todo o planeta é assim há mais de século. Só no Brasil ainda haja quem insista em inventar fórmulas esdrúxulas que fogem ao mero campo esportivo, apostando na loteria do mata-mata.
E o curioso é que só o Brasil tem tantos postulantes ao título, por força de suas respectivas camisas e histórias de tantas glórias.
Na Europa, em cada país, há dois ou três favoritos eternos. No Brasil, por baixo, são dez na saída, e cinco ou seis, na chegada.
Ah, mas nossos estádios atravessam meses com públicos reduzidos, em relação a outras partes do mundo. Sim, é verdade, apesar de cada jogo, nos pontos corridos, seja uma decisão, ao contrário do mata-mata, em que se passa o ano inteiro jogando partidas sem nenhuma finalidade a não ser classificar aqueles quatro ou oito já sabidos de antemão.
Aliás, era assim. Ou já se esqueceram? Os estádios às moscas o ano inteiro, para se encherem nos poucos embates do mata-mata final.
Qualquer criança brasileira sabe que as razões de estádios vazios, na atual circunstância, são a crônica violência nos estádios, provocada basicamente pelas tais torcidas uniformizadas, as caquéticas dependências dessas praças de esportes e ao tipo de jogo nada empolgante, defensivo, retranqueiro, adotado pela maioria dos nossos treinadores.
Era sobre isso que eles deveriam se debruçar, não sobre o sistema de disputa.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: CBF, São Paulo
29/10/2009 - 00:25
A noite foi tricolor… e azul. Sim, porque São Paulo e Cruzeiro cumpriram seu dever, enquanto Inter e Flamengo tropeçaram. Resultado: o Tricolor vara a madrugada e o dia seguinte como líder do campeonato, e o Flamengo, sem Petkovic, cede seu lugar para o Cruzeiro, que virou sobre o Santo André por 2 a 1, em jogo que revela bem o grau de dureza que será essa travessia dos seis jogos finais.
No Morumbi, o jogo foi tenso, por isso mesmo eivado de passes errados de parte a parte, e Washington, na sequência de cobrança de córner da esquerda, Washington definiu o placar, aos 47 do primeiro tempo.
De resto, Bosco segurou as pontas nos momentos em que o Inter mais pressionou, sob o comando de D’Alessandro, muito ativo o jogo todo, sobretudo no primeiro tempo, quando o Inter teve o controle da partida.
Já o Flamengo perdeu o jogo e a longa invencibilidade na Arena de Barueri, por 2 a 0, num jogo em que foi envolvido pelo adversário, apesar dos repentes que poderiam até levá-lo ao empate.
Aliás, era de se esperar que, se o Flamengo de tão bela campanha, tivesse de tropeçar a hora era essa. Não apenas pela ausência de Petkovic, o toque mágico que transformou um time como os outros em algo superior. Mas, sobretudo, porque, num campeonato tão parelho, essa série de dez jogos sem derrota representava o limite das forças naturais de qualquer equipe.
E, por pouco, mesmo perdendo, o Flamengo não permanece ali no limiar do G-4, pois o Cruzeiro, em pleno Mineirão, perdia para o Santo André até o finzinho do jogo, quando revirou o placar em tons épicos.
Bem, agora, a bola está nos pés do Periquito e do Galo, que nesta quinta fecham a rodada com possibilidades de mudarem, da noite pro dia, o cenário construído na véspera.
Enquanto isso, em Atibaia… (Charge de Milton Trajano)
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Cruzeiro, São Paulo
25/10/2009 - 21:54

Pode-se dizer que o Brasileirão zerou a sete rodadas do final. Basta lembrar que agora apenas três pontos – uma simples vitória – separam o líder Palmeiras do quinto colocado, o Flamengo, que bateu o Botafogo por 1 a 0, no Engenhão. Golaço de Adriano, que arrancou pela meia-direita, passou pelo meio de dois beques, já na área, e tocou no canto, de canhota.
Mas, novamente, ficou provado que o Flamengo com Petkovic é um e outro, muito diferente sem o gringo genial. Pois, bastou Pet ser substituído, no segundo tempo, e o Fla passou a sofrer sufoco de um Botafogo tão tenso e errático que até pênalti (inexistente) perdeu, com Lúcio Flávio.
Pouco antes, o São Paulo, na Vila, protagonizava embate heróico contra o Santos, pois esteve atrás no placar por duas vezes, virou, sofreu o empate e foi buscar o gol da vitória com seu craque mais emblemático – Rogério Ceni, cobrando falta magistral, pouco antes de ser expulso, ao tentar cortar um contragolpe mortífero do adversário.
Não, o Tricolor não fez uma partida brilhante, tecnicamente, nada disso. Apenas soube se aproveitar da fragilidade do adversário, embora tenha lhe oferecido três gols, o que é demais para uma defesa com três zagueiros, mais um paredão chamado Rogério Ceni.
Mas, valeu pelo esforço, o que lhe infunde um novo ânimo para seguir na busca do título, depois de tantos tropeços.
O mesmo se aplica ao Inter, que passou pela prova de fogo histórica, mais um Grenal.
Assim como lá vem o Cruzeiro, que conquistou sua quarta vitória consecutiva, ao bater um Corinthians ainda indefenido, em pleno Pacaembu, com gol de Gilberto, o craque que voltou a se destacar nesta sua vinda para a Raposa.
O Cruzeiro, mesmo dando um salto prodigioso nas últimas rodadas, ainda terá de pedir licença a Flamengo, São Paulo, Inter, Galo e Palmeiras, todos à sua frente, na ordem crescente.
De qualquer forma, para quem gosta do mata-mata, o campeonato por pontos corridos oferece ainda mais emoção, entre outras coisas, porque a atuação do acaso fica muito mais restrita.
TRIVIAL VARIADO
Depois de o Real, com Kaká, mas ainda sem Cristiano Ronaldo, não passou de um pífio 0 a 0 com o pequeno Gijón, o Barça esmagou o Zaragoza: 6 a 1. Aliás, em menos de meia hora de jogo, já vencia por 3 a 0.
No clássico inglês, deu Liverpool – 2 a 0 no Manchester United. Resultado que, somado à goleada do Chelsea sobre o Blackburn, na véspera, rebaixou os Diabos Vermelhos á vice-liderança do campeonato. Mas, vale ressaltar que o Manchester na maior parte do jogo foi melhor do que o Liverpool, mesmo atuando no campo do adversário, o que lá conta muito.
E o Arsenal, hein? Vencia o West Ham por 2 a 0, na maior tranquilidade. Tanta, que, confesso, cochilei na poltrona, e, quando reabri os olhos, o jogo estava empatado. O Arsenal joga muito pra dedéu, mas não consegue avançar na vida.
Quem também não avança mais é o Goiás, que viveu um momento mágico no Brasileirão, para cair num lugar-comum deprimente. Nesta rodada mesmo, vencia o lanterninha Fluminense por 2 a 0 e acabou cedendo o empate em casa. Por outro lado, o Fluminense, nas últimas rodadas, vem dando sinais de resistência. Do tipo, cai, mas cai de pé. Se tivesse adotado essa postura bem antes, já estaria respirando melhor no campeonato.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Brasileiro, Palmeiras, São Paulo
18/10/2009 - 19:38
No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:
- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.
E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.
A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.
Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.
O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.
Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.
E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.
Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.
Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.
Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.
Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS
O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.
A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.
E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.
No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Barueri, Corinthians, Flamengo, Muricy Ramalho, Palmeiras, Petkovic, Santos, São Paulo, Sport
17/10/2009 - 21:42

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.
Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.
Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.
Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.
O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.
Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Diego Tardelli, MOrumbi, São Paulo
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