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quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 18:52

EMPATE QUE VALE DUPLA DERROTA

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O São Paulo precisava ganhar para quebrar a série de insucessos recentes e para manter acesa a chama da disputa pelo título. Além do mais, jogava em casa, já que a Arena de Barueri lhe tem favorecido mais do que o próprio Morumbi.

E o Inter precisava ganhar para avançar em direção, ao menos, da zona de classificação à Libertadores.

Pois, o jogo, embora agradável de se ver, terminou em 0 a 0, com poucas chances de gol de parte a parte.

No primeiro tempo, o Tricolor teve mais posse de bola. No segundo, o Colorado. Mas, nenhum deles demonstrou aquela superioridade capaz de cravar, se não no placar, na alma do torcedor, a certeza de que o empate foi uma injustiça irreparável.

O Inter entrou em campo praticamente sem ataque, com Leandro Damião no estaleiro e Oscar na Seleção. O menino Delatorre, por isso ou por aquilo, não deu conta do recado. Quem, na verdade, se transformou no homem da conclusão acabou sendo o armador D’Alessandro, sem êxito, claro.

Já o São Paulo tinha uma dupla de artilheiros de escol – Dagoberto e Luís Fabiano, ainda longe de sua melhor forma física e técnica. Mas, na armação, Cícero e Rivaldo, de ritmo e porte semelhantes, anulavam-se, e os dois volantes, atuando muito atrás, chamavam o Inter para seu próprio campo de defesa.

Melhorou o São Paulo, nesse quesito, com as entradas de Casemiro e Marlos, nos lugares de Carlinhos Paraíba e Dagoberto. Foi quando Rivaldo perdeu a melhor chance tricolor do jogo, depois de uma tabela de cabeça na área colorada.

Resumindo: o empate foi uma derrota para ambos.

SURPRESA NO OLÍMPICO

A grande surpresa da tarde desta quarta-feira, sem dúvida, foi a derrota do Grêmio para o Figueirense. Nem tanto por isso e muito mais pelo placar de 3 a 1, com direito a golaço de Wellington Nem.

O Grêmio, que parecia estar a ponto de uma arrancada em direção à disputa de um lugar na Libertadores, refluiu, e agora só lhe resta pensar em garantir uma vaga na Sul-Americana.

SURPRESA EM SETE LAGOAS

Surpreendente também foi a goleada imposta pelo lanterna América mineiro no Ceará, em Sete Lagoas: 4 a 1. Não só pela pífia campanha dos americanos na competição e muito mais porque no Ceará não tem disso não.

Mas, a verdade é que, apesar dos últimos insucessos do América (quatro derrotas e três empates), esse time tem jogado mais do que o placar revelava. E, de vez em quando, quando acertava o pé, era capaz de aplicar uma goleada até no Vasco, líder recente do Brasileirão.

Coisas do futebol.

Notas relacionadas:

  1. O EMPATE E AS GOLEADAS
  2. VITÓRIA QUE VALE O DOBRO
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:18

POR ORDEM DE ENTRADA, UMA SUGESTÃO

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Por ordem de entrada na rodada desta quarta-feira, São Paulo e Inter fazem o clássico nacional mais sugestivo. Pois, o Tricolor tenta defender a sua posição no G-4, enquanto o Colorado busca cavar uma vaga nesse espaço nobre da tabela.

O São Paulo sofre menos com eventuais desfalques. Ao contrário do Inter, que, além de Damião, seu principal atacante, e Oscar, sua maior esperança, não terá Jo, nem Zé Roberto, o que obrigará Dorival Jr. a recorrer a Delatorre, um jovem que ainda não conseguiu se firmar na equipe titular, para formar dupla de ataque com Ilsinho, este, sim, certamente mordido para provar ao São Paulo que foi um grasso erro dispensá-lo.

Por outro lado, se o Inter chega à Arena de Barueri embalado pela categórica vitória sobre o Vasco, o São Paulo vem pisando em ovos.

Não param de chispar do Morumbi centelhas de que o técnico Adílson Batista está em fritura branda. E o técnico, por sua vez, hesita entre Casemiro e Wellington para armar seu meio campo com Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Cícero, preparado para acionar um ataque de renome – Dagoberto e Luís Fabiano.

Dagoberto está voando, mas não se sente amparado pela diretoria, que prorroga o quanto pode a renovação de contrato do artilheiro. E Luís Fabiano ainda está em busca de sua melhor forma física e técnica.

Quanto a Casemiro, falam o diabo do rapaz. Mas, ao lado de Lucas, que não joga por estar servindo à Seleção, é uma das duas grandes revelações do Tricolor, jogador em nível de Seleção, que desconfio, merece mais do que suspeitas sobre seu comportamento e sua ação no campo.

De resto, é esperar pra ver esse jogo que se configura muito interessante.

DUAS NAÇÕES

À noite, as duas maiores nações do futebol brasileiro entram em campo. O Corinthians, líder, recebe o Botafogo, sempre ligado na disputa do título, no Pacaembu. E o Flamengo, de volta à briga pela faixa de campeão, pega um Palmeiras em crônica crise no Engenhão.

O Corinthians, ainda sem Liedson e Xeique e com Adriano novamente no banco, vai com a formação que liquidou o Atlético GO em meio tempo, reconquistando neste fim de semana a liderança do Brasileirão, um jeito, digamos, mais arejado de jogar, com Alex, Danilo e William trocando de funções, sem um centroavante típico. Deu certo. Dará novamente?

Quem sabe. Mas, o fato é que o Botafogo precisa urgentemente se recompor no campeonato e na tabela. O diabo é que não poderá contar com Loco Abreu, aquele cara que decide quase tudo lá na frente, embora o menino Alex seja bom de bola.

Já o Flamengo, motivado pela virada histórica sobre o Fluminense, domingo, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho, pode perfeitamente se livrar do Palmeiras, com Felipão e tudo.

Entre outras coisas, porque o Palmeiras, afora todos seus problemas internos, não terá mais uma vez uma vez Valdívia, o único que pensa no meio de campo verde. Em compensação, Cicinho e Kleber foram liberados.

Meno male!, exclamaria o velho palestrino.

EUROCOPA

Nesta tarde de Eurocopa, a grande emoção ficou por conta do empate por 1 a 1 entre França e Bósnia, empate que classificou direto os gauleses para a maior competição entre seleções do Velho Continente.

Emocionante porque a França, favorita, em casa, perdia por 1 a 0 até o finalzinho, quando Nassri sofreu pênalti e converteu com categoria – bola num canto, goleiro noutro.

Por falar em Nassri, como joga esse rapaz! Tanto, que é inexplicável o Arsenal permitir sua saída dos Emirates.

Decepcionante, porém, foi a derrota de Portugal para a Dinamarca,em Copenhague, por 2 a 1, o que obriga o time luso a disputar a repescagem em busca de uma vaga na Eurocopa. Ainda mais, por causa do transcorrer da partida quando Portugal dominou, sem criar, e a Dinamarca foi sempre mais objetiva: além dos dois gols marcados, desperdiçou outras tantas chances para ampliar o placar.

NEYMAR NÃO É DE FERRO

Dizem que, logo depois do jogo com o México, um jatinho trará de volta ao Brasil os jogadores daqui, aqueles que poderiam ainda entrar em campo na quinta-feira. Nesse caso, dentre eles, Neymar, Fred e Dedé, cujos times enfrentam respectivamente o Galo, o Coxa e o Furacão.

São dez horas de voo, uma tortura pra qualquer cidadão, quanto mais um atleta.

Não sei das condições físicas de Fred e Dedé, nem da disposição de Flu e Vasco em colocá-los em campo nessas circunstâncias, por mais indispensáveis que eles sejam.

Só sei que Neymar precisa de uma rede, um descanso, como nenhum outro jogador em atividade no Brasil. O garoto vem de uma sequência de jogos absurdos, nestes quase dois anos consecutivos, seja pelo Santos, seja pela Seleção, seja pela Sub-20. O rapaz não teve praticamente férias, nem pré-temporada, nada.

Joga no vácuo, por instinto, vontade e graças à sua natureza prodigiosa, sem falar na esperteza de escapar das faltas mais infames, que se multiplicam jogo após jogo.

Se há alguma semelhança entre Pelé e Neymar é esta, a par da camisa branca que veste: joga sem parar, corre o tempo todo, e raramente se machucar.

Mas, para tudo há um limite. Certo, o Santos é outro sem Neymar. Mas, o Peixe, que enfrenta o Galo quase rebaixado, não precisa de Neymar na Arena do Jacaré para escapar de uma bicada fatal do Galo.

E, se nada mais resta ao Santos do que se preparar para o Mundial de Clubes no Japão, no fim de ano. Logo, preservar Neymar  agora é mais do que imprescindível.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR E MENGO
  2. DIGNO FLA-FLU
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 01:11

EMPATE RUIM EM BELO JOGO

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Se o empate por 3 a 3 foi ruim para ambos, o jogo foi bom pra danar. Belíssimo espetáculo nos proporcionaram Cruzeiro e São Paulo, em Sete Lagoas, cheio de alternâncias, lá e cá, com direito a golaço (mais um) de Dagoberto, que passou por quatro adversários antes de empurrar para as redes, e pênalti desperdiçado por Luís Fabiano.

Pênalti, por sinal, inexistente, pois simulado por Cícero, em boa trama do ataque tricolor. Cícero que jogou muito, sobretudo no primeiro tempo.

Assim como esmerilhou o gringo Montillo, na primeira partida em que Rivaldo, como pedia, atuou do início ao fim, com discreta participação, diga-se. Nesse cotejo das celebridades em campo, Luís Fabiano, apesar do pênalti perdido e do escorregão no gol de Charles, foi mais ativo do que na estreia, como se esperava, aliás.

Embora o empate não colaborasse para a melhoria dos dois times na tabela – um atrás do titulo, outro fugindo das proximidades da zona da degola -, ambos saíram de campo mais esperançosos em relação ao que aí vem.

NOITE DE BRANDÃO

Ele era o alvo de todos os ressentimentos da torcida gremista com seu time. E seus passos foram marcados por sonoras vaias no Olímpico. Até que Douglas invadisse a área santista pela direita, e, na sequência de um bate e rebate, Brandão metesse a cabeça na bola e garantisse a vitória que coloca o Grêmio na fita de partida para uma arrancada na tabela.

Já o Santos, sem Neymar e com Elano e Borges praticamente ausentes da partida, somou sua terceira derrota seguida, ainda que obrigasse aqui e ali Victor a fazer boas defesas.

Avante, Grêmio! Acorda, Peixe!

Notas relacionadas:

  1. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  2. BICHO FEIO E BELO FLU
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:01

DOIS CLÁSSICOS DE MORTE

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Antes de tudo, peço desculpas por não ter conseguido postar meus comentários aqui ontem. É que demônios cibernéticos invadiram minha caverna de Ibiúna, deixando-me isolado do mundo.

Só agora pouco consegui exorcizá-los. Então, vamos ao que interessa: os dois clássicos nacionais que agitam esta noite de quarta-feira – no Olímpico, o jogo atrasado entre Grêmio e Santos, e, em Sete Lagoas, o Cruzeiro a perigo versus um São Paulo que segue sonhando com o título.

O Tricolor costuma se sair bem melhor fora e casa do que no Morumbi, outrora sua fortaleza inexpugnável. Mas, irá desfalcado de alguns titulares, como Lucas, Wellington e o paraguaio Piris. Desfalques, porém, para os quais há boas soluções entre as tantas de que pode se socorrer o treinador Adílson Batista.

Na lateral-direita, Jean, que antes da chegada de Piris vinha se virando muito bem por ali, apesar de algumas restrições, é a solução óbvia.

Já para os lugar de Lucas, o leque de opções se abre em várias direções e estilos: Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Marlos, por exemplo.

Desconfio, porém, que bastará ao técnico escalar Carlinhos Paraíba, ao lado de Casemiro, Denílson e Cícero, no meio de campo, com a dupla de ataque formada por Dagoberto e Luís Fabiano.

Haveria a alternativa da passagem de Carlinhos Paraíba para a lateral-esquerda, onde Juan não vem correspondendo à altura e a inclusão de Rivaldo ou Marlos na ligação ao ataque. Mas, essa é outra história, mudança possível de ocorrer no transcurso da partida.

Quanto ao Cruzeiro, que vive o pior momento de sua gloriosa história no Brasileirão, precisa desesperadamente da vitória para que a situação não fique ainda mais preta. E, se o amigo espiar a escalação de Vagner Mancini, verá que o time não é para estar em posição tão delicada, apesar de todas as perdas sofridas desde os tempos em que era considerado o melhor da América, no começo da temporada.

Logo, desconfio que o problema todo está mais na cuca do que nos pés dos jogadores. E que uma vitória esta noite teria um efeito terapêutico maior do que a ida da turma toda ao divã do Gikovate.

GRÊMIO E SANTOS

Grêmio e Santos contam com uma vitória esta noite para alcançar posições mais adequadas às suas tradições. Ambos vagam ali pela metade da tabela, com um ponto de diferença a favor dos tricolores do Sul, embora ao Santos ainda reste resgatar um jogo a mais adiado, contra o Botafogo.

O cenário é mais propício ao Grêmio, claro, não apenas porque joga em casa, mas, sobretudo, porque vem de vitórias, ao contrário do Santos. E, mais, pega um Peixe sem Neymar, que é o cara, aquele que faz a diferença, como dizem por aí.

O Santos, contudo, responde com Borges, o artilheiro do campeonato, que certamente gostaria de brindar seu aniversário com um cálice cheio de vingança contra o time que o desprezou outro dia.

Muricy não adiantou se vai com três atacantes ou quatro volantes. Neste caso, confesso, isso é um tanto irrelevante.

E Celso Roth vacila entre André Lima e Brandão, que vem merecendo muitas críticas e vaias até da torcida gremista. No fundo, no fundo, ambos se equiparam – são dois centroavantes à moda antiga tão em voga recentemente, fortes, bons no cabeceio e rompedores, mas reticentes com a bola nos pés.

Justamente o oposto de Borges.

FELIPÃO NO MORUMBI?

A doce, bela e sempre bem informada Sonia Racy, em sua coluna no Estadão, revela que Felipão., quem diria?, poderá acabar no Morumbi no ano que vem. Pelo que sei da esplêndida jornalista, certamente alguém de dentro do São Paulo lhe soprou a novidade.

Quem? Não sei. Tampouco de que escalão na hierarquia tricolor.

Só sei que os maiorais do departamento de futebol do clube desmentem a mais remota intenção, neste momento, de que esse tema sequer seja tratado no Morumbi. Assim como, por meio de seu assessor de imprensa, Acaz Fellenger, Felipão segue o mesmo roteiro da negativa.

A possibilidade, todos sabemos, sempre existe, mesmo porque nesta longa caminhada pelos campos do futebol, aprendi a não confiar cegamente na palavra de cartola ou de treinador.

O improvável, nessa história toda, é o São Paulo romper todos os tetos de sua tradição para pagar a Felipão o que nunca pagou nem a Telê Santana. A não ser que a obsessão pela Libertadores se transforme em esquizofrenia.

VASCOOO!

O Almirante volta a campo, desta vez, pela Copa Sul-Americana, levando o barco devagar, como aconselha o velho vascaíno Paulinho da Viola no samba antológico. Vai a Cochabamba, carregando o barco nas costas, pois por lá o mar não lambe, com um time praticamente reserva.

Reserva, mas, nem por isso, uma baba. Lá estão, por exemplo, além dos titulares Fernando Prass, goleiro que está merecendo mais atenção do que a habitual, e o lateral-direito Fagner.

Mas, espie o amigo o resto da equipe. Lá estão os meninos Diego Rosa, um volante de estirpe, Alan, frequentador de seleções de base, Felipe Bastos e Bernardo, que sempre quando chamados para o time principal respondem à altura. E, lá na frente, o veterano Leandro e Elton, que tem feito seus golzinhos providenciais.

Quer dizer: diante do Aurora, o Vasco bem que pode levar adiante sua esperança dissimulada de conquistar nesta temporada singular a tríplice coroa – a Copa do Brasil, já na gaveta, o Brasileirão que lidera e a Sul-Americana, projetando-se para A Libertadores do ano que vem.

Feito inédito, salvo engano, na história do Vasco da Gama, incluindo seus momentos mais gloriosos, que não foram poucos.

VELHICE E REALIDADE

Vira e mexe, algum jovem posta aqui um comentário me acusando de ser velho, superado, gagá mesmo. E, por causa disso, as ideias que aqui exponho são inválidas.

Pois, quero declarar, publicamente, que sou um velho, sim, senhor. Não porque esteja celebrando o mês que vem meus 70 anos de vida. Mas, porque nasci velho.

Isso mesmo; velho como Matusalém, de barbas brancas e cabelos encanecidos, ou como aquele Benjamim Button do cinema, que desperta ancião e começa a regredir até virar um bebê.

Basta dizer que lá pelos cinco, seis anos, curtia no rádio as canções e sambas dos anos 20, 30, duas ou uma década antes de ter vindo à luz. E jamais, no tempo da minha adolescência e juventude, o rock, por exemplo, me seduziu. Até hoje.

Quando aprendi a ler, comecei com a saga de Arséne Lupin, de Maurice Le Blanc, e logo fui para Machado, Aluísio de Azevedo, Eça, passando aos onze anos pelos Diálogos de Plantão, etc.

Na pintura, nunca trocaria um Cézanne por um Picasso.

São coisas intrínsecas, que fazer?

Mas, nada disso me fez perder o juízo, creio, Imagino-me olhando o presente com um olho no passado e um terceiro, aquele que muitas culturas supõem com poderes precogniscíveis no futuro.

O que isso tudo quer dizer? Rigorosamente, nada. Pois, a memória embaça quando se busca o passado, a visão falha ao ver o presente, e o futuro a Deus pertence.

Mas, é o que sou, como sou, e, parodiando a célebre frase de Zagalo, me engula quem quiser. Quem não quiser mude de canal.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 15:09

CARIOCAS, DE GOLEADA

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Nesse Rio-São Paulo paralelo ao Brasileirão, os cariocas vão ganhando dos paulistas de goleada: 13 a 7. Isto é, treze vitórias dos cariocas contra apenas sete dos paulistas, no confronto entre  os clubes dos dois estados.

Acrescente aí o amigo o fato de que o Rio levantou as duas últimas taças brasileiras Fla e Flu) e o Vasco vai liderando a deste ano, e teremos um quadro nítido da superioridade de um futebol que, anos antes, andava a reboque não só dos paulistas como também de gaúchos e mineiros.

Quem gosta de futebol e curte as coisas deste Brasil gentil só pode saudar a prodigiosa recuperação dos cariocas, que mandaram nos campos brasileiros durante as décadas de 30 e 40 e depois perderam essa hegemonia para São Paulo – mais tarde Minas e Rio Grande.

Os paulistas, que haviam reinado nas duas primeiras décadas do século passado, nos tempos de Fried, Neco, Heitor, Rubens Salles, Amílcar, Lagreca, Grané e cia. bela, só começaram a se recuperar nos anos 50, quando seus clubes ganharam de enfiada vários torneios Rio-São Paulo, assim como a Seleção Paulista sagrou-se cinco vezes em seguida campeã brasileira dos extintos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais.

A tal ponto que o recém-inaugurado Maracanã, hoje apenas uma lembrança, era chamado de o Recreio dos Bandeirantes. E veja que nesse período todo os clubes cariocas e suas respectivas seleções tinham  craques inexcedíveis e timaços de primeiríssima, como Zizinho, Danilo, Didi, Garrincha, Nilton Santos, e aqueles tantos Botafogos dos anos 60 e 70, além do Flamengo de Zico, já nos 80, para resumirmos o papo.

Em contrapartida, os paulistas respondiam com o Santos de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos no mundo, e as várias Academias do Palmeiras, com o São Paulo disparando nos anos 90 e início dos 2000.

Hoje, porém, pode-se dizer que, Maracanã abaixo, o apodo mudou de senha e lugar: o Morumbi passou a ser o Recreio dos Cariocas. Sim, porque, entre outras coisas, o São Paulo, por exemplo, ali perdeu todos os jogos disputados contra times cariocas. E ali pode estar enterrando suas esperanças de disputar o título pra valer.

Dos seis primeiros colocados na tabela do Brasileirão, neste momento, quatro são cariocas, contra apenas dois de São Paulo. Outra goleada, de capote, como se dizia antigamente.

Claro, trata-se de um registro momentâneo, mas é também indicador de uma tendência. A partir do instante em que os principais clubes cariocas começaram a investir nas suas infraestruturas – concentrações decentes, campos de treinamento, instalações modernas para fisioterapia, essas coisas todas -, o vento passou a soprar a favor.

Nada é por acaso, meu.

SALVO PELO GONGO

Meu querido Mano Menezes foi salvo pelo gongo: na última hora, Sandro se machucou no jogo pelo Tottenham, neste final de semana, e Ralf foi chamado para seu lugar.

Não que a Seleção Brasileira necessariamente ganhe mais força com este ou aquele. Ambos são bons volantes de contenção, com características e técnica similares.

A questão aqui é outra, digamos, mais política, pois Mano vinha sendo criticado por poupar apenas o Corinthians, dentre os candidatos ao título, na convocação para o amistoso de sexta-feira contra a Costa Rica.

Era como se Mano, ex-treinador do Timão, estivesse protegendo o Alvinegro por razões de afeto. Bobagem, mas, pelo sim, pelo não, aí está o Corinthians também desfalcado de um titular importante, a exemplo de Vasco, São Paulo, Flamengo etc.

Acabou a prosa.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
  2. ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO
  3. GOLEADA AZUL
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terça-feira, 16 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:52

TEMPO DE CRISE E REDENÇÃO

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A crise e a redenção rondam a rodada do Brasileirão que começa nesta quarta-feira.

O Fluminense, por exemplo, recebe o Figueira no Engenhão, sob saraivada de vaias da torcida, expressas nos muros do clube em forma de grafites agressivos. E não é que Fred, um dos principais alvos da torcida, está fora, por sentir dores no corpo?

Essa história não vai acabar bem…

Já o Cruzeiro, que se redimiu na última rodada com aquela goleada estupenda sobre o Avaí, vai pegar o Furacão, de tão brava recuperação nas mãos de Renato Gaúcho, na Arena da Baixada, onde o rubro-negro não é sopa, não.

Sem Wallyson, machucado, e Thiago Ribeiro, em processo de transferência, para o Cagliari, o ataque da Raposa será entregue à dupla a Anselmo e Wellington Paulista, enquanto Keirrison, recém-contratado não tem sua situação regularizada na CBF.

Mas, Keirrison tem ido tão mal por seu périplo desde a saída do Palmeiras que nem sei se representa de fato uma esperança.

O Grêmio, por sua vez, cheio de esperanças pela vitória sobre o Fluminense, tenta confirmar a recuperação diante do Ceará, em Fortaleza e sua delirante torcida. É hora de Celso Roth provar que é o cara, pois o time é assim, assim.

Não é bem o caso de Muricy que não tem mais o que provar. Tem é que dar um jeito nesse Peixe que recebe na Vila o Coritiba de bola bem arredonda por Marcelo Oliveira. E o Santos tem time, sim, para dar a volta por cima. Mas, nem sei se a questão do Santos se resuma aos planos táticos do treinador ou à excelência do time. O buraco parece ser mais embaixo. Ou, não: é apenas uma fase ruim, que desaparece ao dobrar a próxima esquina. Vejamos.

Agora, subamos para a região onde não há nem crise, nem redenção. Ou seja: a turma do G-4 ou proximidades.

Quer dizer: crise e Corinthians são indissociáveis na rica história do clube. A atual, porém, convenhamos, é quase irrelevante. Trata-se apenas de reajustar o time, que, depois de extraordinária arrancada, passou a perder gordura e se encontra no limiar de perder a liderança.

O Timão vai a Ipatinga enfrentar um Galo de crista baixa, mas sob nova direção – o competente Cuca, que já tirou muita gente boa desse sufoco no passado. E vai sem um lateral-esquerdo de ofício, mas com Liedson, muito provavelmente, em melhor forma do que na volta contra o Ceará.

Quanto ao Vasco, pega o Avaí, em Floripa. Fácil? Provável. Mas, atenção que o Vasco não terá Felipe, figura de proa na barca enfunada do Almirante.

Já o Bota, sem Loco Abreu, vai ao Beira-Rio, onde o Inter começa a se remontar sob o comando de Dorival Jr., treinador sensato e de métodos simples.

Talvez seja exatamente do que careça o Inter, de voos tão altos e recente trajetória mais terrena.

A FALA DE RIVALDO

De hábito, Rivaldo é um tipo que prefere o silêncio ou respostas breves, quando questionado. Pois, nesta terça, abriu o bico na longa entrevista de imprensa.

E, levantou uma questão que, num dia sem notícias ou fofocas mais estridentes, levou a turma a refletir sobre o assunto. E o que disse nosso Rivaldo que tem seu nicho intacto na galeria dos melhores do mundo eleitos pela Fifa?

Disse que acha mais que legal, necessária, a saída imediata dos nossos jovens astros para a Europa. Não só para acelerar a maturidade de um Neymar, um Ganso, um Lucas, mas, sobretudo, para que, quando a Copa chegar, a turma lá de fora venha a ser mais prudente diante desses craques já conhecidos e badalados no plano internacional.

Diria que é uma faca de dois legumes, lembrando o saudoso Vicente Matheus. Pode ser assim: Neymar, por exemplo, vai para o Real ou Barça. Chega e logo vai mostrando sua bola vertiginosa, metendo medo no mundo todo.

Kaká foi assim no Milan, lembram?

Mas, vai que Neymar chegue no Real ou no Barça de tantas estrelas, estranhe o novo ambiente, a língua, os costumes, a comida, o estilo do futebol lá praticado, essas coisas todas, e não consegue reproduzir seu futebol de início.

Vai para o banco, sente-se desprezado, é tomado pelo banzo ou se irrita além da conta, e, pronto!, o ano acabou, a Copa se aproximou, e essa experiência não poderia ter sido mais deletéria para a alma do craque, refletindo-se, claro, no seu futebol.

Com Robinho foi mais ou menos isso, não foi?

O que quero dizer é que não existe uma receita pronta para esses casos. Cada um é cada um e cada experiência é própria. O cara pode ficar aqui, agasalhado pelos companheiros, pela família próxima, e crescer a ponto de chegar na Copa e brilhar.

Vale ouvir Rivaldo e pensar a respeito. Mas, sempre levando em conta que suas palavras são abalizadas, mas não uma sentença irrefutável.

NOSSOS MENINOS

E chegou a hora de pegar o touro mexicano a unha.

O México ainda não tem a devida marca de grandeza no plano internacional. Mas, tem time, sim, senhor. Ainda outro dia, o México saiu campeão de um desses Mundiais das categorias de base.

Mas, boto fé nos nossos meninos, que já mostraram cabeça e bola para seguir avante nesse Mundial Sub-20.

BARÇA E REAL

No empate por 2 a 2, no campo do Real, o Barça deu o tom dessa Supercopa da Espanha.

Não só por chegar a virar o placar para 2 a 1, mas, sobretudo, porque impôs, mais uma vez, seu toque-toque sobre o rival eterno.

Contudo, atenção: enquanto o Barça nesta fase preparatória da temporada, andou rateando mais do que o Real, que é outro – mais ofensivo e confiante – daquele da temporada passada.

A coisa está mais equilibrada, agora, acredito.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. BOTA E CRUZEIRO EMBOLANDO
  3. TEMPO DE BOAS ESCOLHAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 00:55

TRICOLOR SEGURA AS PONTAS

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E o São Paulo se manteve na terceira colocação do Brasileirão, ao vencer o Bahia por 3 a 0, no Morumbi.

Mas, atenção, não se iluda o amigo tricolino com o placar, pois, dois gols foram gêmeas lambanças da defesa baiana, aproveitadas com categoria por Dagoberto e Lucas, e o outro foi de pênalti, convertido por Rogério, que agora não resta a menor dúvida – acabou de marcar o centésimo nas contas da Fifa.

O São Paulo mereceu? Mereceu. Teve a bola a seus pés o tempo todo e fez os gols necessários para evitar maiores sobressaltos. Mas, embora dominasse a bola e os espaços, não agrediu o suficiente para construir um placar largo desses.

FLU E FRED

O Fluminense venceu o Inter por 2 a 0 no Engenhão, e o tititi todo era sobre a ausência de Fred, que abandonou a concentração, pouco antes, por sentir-se abalado com a perseguição de alguns arapongas de araque das noites cariocas.

Sempre que isso ocorre, aqui ou ali, fico me perguntando se esses idiotas não têm nada melhor pra fazer na noite a não ser bisbilhotar jogador de futebol. Pô! Com tantas atrações e prazeres à disposição, os caras ficam ali espionando as idas e vindas dos craques, como comadres de cortiço vigando a vizinha pela fresta da janela.

Vamos ao jogo que é o mais interessante. E, no jogo, se o Flu não tinha Fred, tinha Souza, que, desde quando foi fixado na equipe titular, deu ao meio-campo aquele toque de habilidade e eficiência de que tanto carecia o Tricolor, sobretudo depois da saída de Conca.

E Souza abriu a contagem, de cabeça, para Rafael He Man completar o placar de pênalti.

Por falar em pênalti, D’Alessandro perdeu o seu e o juiz furtou do Flu outros dois.

Mas, isso é do jogo.

QUEDA ANUNCIADA

Não deu um mês e Julinho Camargo já não é mais técnico do Grêmio. Era o que se esperava desde a mudança da diretoria de futebol do clube. Entre outras coisas, porque Julinho, embora possa ser um profissional competente, não tem currículo nem carisma para segurar essa barra pesada.

E, novamente, Celso Roth assume o leme do Tricolor gaúcho.

Também não tem carisma, mas tem vasto currículo, e, com certeza, possui bala para tirar o Grêmio dessa incômoda posição de coadjuvante no campeonato.

NOSSOS MENINOS

O Brasil Sub-20 classificou-se em primeiro lugar de seu grupo na Copa do Mundo da categoria, ao golear o frágil Panamá por 4 a 0, em Barranquilla, na Colômbia.

Poderia ter sido o dobro, se a garotada se empenhasse mais na busca de gols, pois o domínio brasileiro foi pleno e a diferença técnica individual, abissal.

P. Coutinho fez dois, Henrique e Dudu, os outros dois. Todos de bela feitura, fruto de jogadas coletivas sincronizadas e individuais estilísticas.

A Seleçãozinha, depois de uma estreia vacilante diante do Egito, vai pegando no breu, e a esperança do penta também nessa categoria não é vã.

Notas relacionadas:

  1. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. NOITE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 24 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 20:29

VASCO, O GRANDE VENCEDOR

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Sem dúvida, o grande vencedor da rodada foi o Vasco, que bateu o Galo em Ipatinga, por 2 a 1, dois gols de Diego Souza (um de cabeça, outro de pênalti) e Magno Alves.

Não só bateu fora de casa um rival histórico, embora em baixa no momento, como saltou para o G-4, superando o Palmeiras, que perdeu para o Flu.

Foi um jogo em que o Galo começou a toda, dando a impressão de que sairia do buraco em que se encontra, finalmente. Mas, aos poucos, o Vasco tomou conta do espírito do jogo e até poderia ter chegado a um placar mais expressivo: meteu duas bolas nas traves e Alecsandro desperdiçou pênalti mal marcado pelo juiz.

Assim, o Vascão vai comprovando que segue em progressiva ascensão.

A CILADA DA RAPOSA

Outro grande vencedor da rodada foi o Cruzeiro, que quebrou a invencibilidade do líder Corinthians, em pleno Pacaembu, por 1 a 0, um golaço de Wallyson, lá de fora, no ânulo do menino Renan.

E foi uma Raposa a la Papai Joel: bem fechadinha, atenta na marcação, sobretudo, de Danilo, o organizador alvinegro, e buscando sempre fustigar nos contragolpes. A tal ponto que nem se abalou com a expulsão de Gilberto e a não assinalação de um pênalti a seu favor.

O Corinthians, de sua parte, empenhou-se, mas não conseguiu escapar da cilada da Raposa. Mesmo assim, saiu de campo sob os aplausos da Fiel e ainda firme no topo da tabela.

DOIS POR UM

O Fluminense teve de fazer dois gols legítimos para ganhar por 1 a 0 do Palmeiras, em Volta Redonda. Como? Simples, o primeiro de Marquinhos foi anulado pelo bandeirinha. Mas, logo em seguida o mesmo Marquinhos pontuou o jogo, que, por sinal, primou pela falta de criatividade e emoção.

E olhe que o jogo prometia, com Deco e Fred de um lado e Valdívia e Kleber. E até que Fred foi bem. Mas, de resto….

AMÉRICA CELESTE

E a Celeste, finalmente, depois de décadas na fila, levantou uma Copa América. E levou a taça com todos os méritos. Foi a equipe de melhor pontuação ao longo de todo o torneio, e bateu o Paraguai, na final, com categoria, por 3 a 0, com dois gols de Forlán e um de Luisito Suarez, os dois astros mais cintilantes desse time.

Mas, era só o que faltava – o Paraguai ser campeão nos pênaltis, depois de empatar todos os seus jogos até aqui.

Notas relacionadas:

  1. A GRANDE VITÓRIA
  2. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
  3. FLU, LÍDER; TIMÃO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
  2. AS DECEPÇÕES DO ANO VELHO
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

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Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

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Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
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