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Posts com a Tag Santos

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 14:44

O VAIVÉM DO PAULISTÃO

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A rodada de meio-de-semana do Paulistão sugere um weekend  agitado.

O líder Palmeiras, cem por cento de aproveitamento até agora, depois de bater com categoria o Marília, na terça, vai a Campinas pegar a Ponte com um mistão, já que a turma principal partiu para Potosi.

Teoricamente, pois, corre sérios riscos de ser ultrapassado pelos mais próximos seguidores. Mas, diante do que estou vendo desse Verdão, não me arrisco a embarcar nessa canoa.

Mesmo porque São Paulo, Corinthians e Santos, pelo que se viu na quarta e na quinta, ainda estão longe da regularidade necessária para garantir a vitória de véspera diante de Santo André, Oeste e Ituano, respectivamente.

Afinal, São Paulo e Corinthians venceram seus jogos de quarta, mas a que custo! Ambos foram subjugados por Guarani e Botafogo, na bola rolando, durante a maior parte do tempo.  E o Santos, na Vila, acabou cedendo o empate para o Mirassol no último minuto, em falha de Fábio Costa, dando claros sinais de cansaço no segundo tempo.

O Corinthians revela uma dependência maior do que se esperava de Douglas. Sem ele, machucado, o Timão não consegue desenvolver aquele jogo fluente que marcou sua campanha na Segundona.

E o São Paulo vai levando este Paulistão de olho numa preparação mais adequada para a Libertadores que aí vem. Por isso, o rodízio constante promovido por Muricy, o que tira, obviamente, da equipe aquele entrosamento indispensável para um time que privilegia maisdo que qualquer outro o conjunto do que as individualidades.

Quanto ao Santos, que começou bem, a esperança repousa em Bolaños, prestes a entrar no time. E, claro, nos gols de Kleber Pereira.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  3. MÚLTIPLO EDMILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 25 de janeiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 20:20

TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE

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O Corinthians, sem Douglas e Jorge Henrique, foi a Bragança e arrancou uma vitória  apertada, no placar, mas que não reflete o universo de chances perdidas pelo Timão: 1 a 0, gol de Lulinha.

Mas, isso não quer dizer que o Corinthians chegou a praticar aquele futebol envolvente que dele se espera. Ao contrário: foi um time convencional, sem brilho nem, fluência.

Assim como o São Paulo, que, no Canindé, meteu 2 a 0 na Lusa, dois gols do estreante Washington. Valeu pela força na marcação, pela disciplina tática da equipe, mas não fez nada que empolgasse, como de hábito, diga-se.

Quanto ao Santos, que fez um péssimo primeiro tempo contra o Noroeste, em Bauru, valeu a espetacular virada no segundo tempo, quando o técnico Márcio Fernandes avançou seu time e Souto e Kleber Pereira, de pênalti, garantiram a liderança por pontos para o Peixe.

Mas, tudo isso é ainda apenas o começo.

Washington festeja diante da Lusa

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. TRICOLOR PATINANDO
  3. AH, TIMÃO…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de janeiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 15:57

ENFIM, O PAULISTÃO

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Confesso que a fórmula do Paulistão, que se inicia nesta quarta, não me agrada. Esse negócio de misturar pontos corridos com mata-mata é esdrúxulo. Ainda mais quando se estende por um turno só para apurar os quatro finalistas, que se eliminarão num rápido segundo torneio.

Mas, enfim, aí está um Paulistão sugestivo, apesar disso, por conta de tantas atrações reservadas pelos grandes clubes às suas respectivas torcidas.

De todos, o Palmeiras, justamente o campeão paulista, é o que entra em campo mais fragilizado, diante de um Santo André que acaba de ascender á divisão de elite do Brasileirão.

Fragilizado porque desfez aquele time campeão paulista e classificado para a pré-Libertadores, e terá que se utilizar do Paulistão para ajustar suas novas linhas. Pior: um dos reforços mais promissores – o avante Marquinhos, revelação do Brasileirão – está na enfermaria, recuperando-se de delicada cirurgia. E Keirrison, a grande esperança, chega em cima da bucha e carregando nos ombros um peso, talvez, acima das suas possibilidades neste momento.

Mas, enfim, Luxemburgo é desses treinadores que tiram água de pedra. Quem sabe, então?

Obsessão tricolor

O tricampeão brasileiro (ou hexa, como preferirem)  São Paulo, por sua vez, embora tenha mantido o time vitorioso da temporada passada e reforçado seu elenco com jogadores do porte de Washington, um dos artilheiros do Brasileirão, está mesmo de olho na Libertadores, obsessão tricolor.

Isso quer dizer que vai, sim, buscar o título paulista, mas não com a ênfase necessária. Se chegar entre os quatro, aí, sim, dependendo da combinação dos jogos pela Libertadores, entrará pra valer na disputa.

Mas, apesar do pouco tempo para eliminar as toxinas das Festas de Fim-de-Ano, enfrenta Ituano, em casa, com o mesmo time que levantou a taça nacional, o que, convenhamos, não é pouco. Aliás, é muito.

Os reforços ficam esperando a hora certa para entrar nessa equipe.

E, como Muricy não gosta de perder nem par ou ímpar, é de se prever que o São Paulo comece este Paulistão bem melhor do que no anterior.

Timão, na fita

O Corinthians, que vem na esteira da estupenda campanha pela Segundona do Brasileirão, também preservou praticamente sua equipe, à exceção de Herrera, e ainda levou para o Parque preciosos reforços, como Túlio, Jorge Henrique e Souza, sem falar em Ronaldo Fenômeno, a cereja no bolo, que só pisará os gramados depois de entrar em forma.

Mas, para isso, não há pressa. Mesmo porque já na apresentação do time diante do Estudiantes, o Timão revelou potência capaz de cumprir digna campanha neste primeiro semestre.

O Corinthians, nesta quinta, enfrenta o Barueri, e aí poderemos ter uma ideia mais exata do que a Fiel pode esperar desse time, embora seja apenas o primeiro passo.

Peixe, de surpresa

O Santos é o time que pode surpreender nesse Paulistão, graças a sua nova formação, cujo epicentro é Lúcio Flávio, um dos raros meias-armadores autênticos do nosso futebol.

Mas, tem também Madson e, sobretudo, Kleber Pereira, goleador implacável, autor dos dois gols diante da Briosa, no amistoso de fim-de-semana.

Só não sabe se poderá contar novamente com Kleber, que está entre ir para o Exterior ou para o Beira-Rio, enquanto chega Léo onde já está Triguinho.

O Peixe estreia recebendo o Guartinguetá, time que teve desempenho superior no último Paulistão. É de se ver.

Já a Lusa, que infelizmente retornou à Série B do Brasileirão, conseguiu manter Edno, sua estrela, e pegará na quinta o Guarani.

Um Guarani obscurecido nos últimos tempos, mas que parece ter renascido tão-somente pela presença de Amoroso, um dos maiores astros de sua história, já veterano, porém, decidido a recuperar o tempo perdido do Bugre.

Notas relacionadas:

  1. AMOROSO OU FENÔMENO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 19:21

ENCANTOS DA COPINHA

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A cada rodada, mais me encanta o futebol apresentado até aqui por Cruzeiro e Santos, na Copa São Paulo de Juniores.

Seguindo a tradição forjada há décadas por esses dois clubes, os meninos jogam um futebol de fina técnica e atávica ofensividade.

Essa é a história do Santos, desde o ataque dos Cem Gols, dos tempos de Feitiço, Arakén etc. Como essa é a história do Cruzeiro, desde, pelo menos, Tostão e Dirceu Lopes.

E aí, em pleno século 21, você espia o Cruzeiro, e logo extrai, no mínimo, três nomes que, se a vida não os trair, serão craques em breve tempo: o apoiador Dudu, o meia Bernardo e o atacante Norberto.

Se desviar o foco para o time de branco da Vila, encontrará de cara o menino Neymar, de apenas 16 anos, lépido, hábil, inventivo e eficiente. Ao seu lado, o meia Alan Patrick, de elegantes e sincronizados movimentos, recebendo pela esquerda o apoio do vigoroso lateral Anderson Planta, de canhota calibrada e muita ousadia.

Pena que um dos dois deverá ficar pelo caminho, pois quis o destino que Cruzeiro e Santos se enfrentem na próxima fase da Copinha.

Mas, guarde esses nomes, que, mais cedo ou mais tarde, se não perderem o rumo, serão aqueles por quem a galera clamará apaixonadamente.

Quer dizer: só se não for.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR, DE LONGO CAMINHO
  2. A MÉDIA É MELHOR. MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 13:57

NEYMAR, DE LONGO CAMINHO

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Ouço falar desse menino desde que ele tinha seus 13 anos de idade, creio, quando já agentes estrangeiros rondavam a Vila, de olho nele.

Mas, só pude ver de corpo inteiro o futebol de Neymar neste domingo, na goleada do Santos sobre o Cene, pela Copinha. Com 16 anos de idade, o garoto promete mesmo. Com um talhe físico semelhante ao de Robinho, é veloz, ágil, habilidoso, inteligente e peitudo.

Além disso, revelou num lance traços de forte personalidade. Foi, quando, ao sofrer uma falta à entrada da área, levantou-se avisando a turma que ele bateria. Bateu e faturou.

se não levar uma rasteira do destino, ao cruzar uma dessas esquinas da vida, vai longe o Neymar. 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 30 de dezembro de 2008 Clubes brasileiros, Sem categoria | 13:21

ENTRA ANO, SAI ANO… (2)

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Diante de alguns comentários dos amigos bloguistas, vale esclarecer alguns pontos a respeito dos campeonatos estaduais.

O primeiro é que não proponho a pura extinção desses torneios, que, diga-se, só são disputados no Brasil. No resto do mundo, não há campeonatos estaduais ou provinciais, como queiram. Há apenas os campeonatos nacionais, intercalados pelas copas, domésticas ou continentais. Imploro tão-somente pelo período de um mês de pré-temporada para todos os clubes, indistintamente.

Claro que cada estado, cada região, tem suas peculiaridades que merecem ser atendidas. Nos estados que eventualmente não haja nenhum representante no Brasileirão, em suas variadas séries, justifica-se plenamente um campeonato regional que ocupe a temporada inteira. Cada um deve avaliar o que mais lhe convém, óbvio.

No caso específico de São Paulo, que terá seis clubes disputando o Brasileirão do ano entrante, além dos dois na Libertadores, mais ainda se faz necessário dar-lhes esse prazo básico de preparação. Não só para benefício dos representantes desse estado nas competições mais importantes do nosso futebol. Mas, sobretudo, para o próprio campeonato paulista.

Sim, porque o São Paulo, por exemplo, campeão brasileiro, já anunciou que começará o torneio estadual com um time misto, pois, pensando na Libertadores, quer afiar devidamente sua equipe titular.

Palmeiras e Santos, que sofreram fundas reformulações de elenco, por certo, não conseguirão participar das rodadas iniciais em plena performance, óbvio. Dos grandes, só o Corinthians chega mais animado, porque teve mais tempo para descansar a tropa e reativá-la, ao conquistar o título da Segundona com muita antecedência.

Ora, o torcedor nem quer saber quem pintou a zebra. Se o time começar a vacilar nas primeiras rodadas do Paulistão – como, aliás, ocorreu no ano passado -, sobrevêm, inevitavelmente, as crises de várias dimensões, que podem até prejudicar o resto da temporada.

Portanto, melhor seria se o Paulistão começasse em fevereiro, num fomato de copa, mata-mata, e não nessa fórmula falida e esdrúxula de um turno corrido, seguido do mata-mata final. Sei lá, os vinte clubes divididos em cinco chaves de quatro participantes, em dois ou três turnos, de acordo com as datas disponíveis. Os campeões das chaves disputariam o título de um turno. E os campeões dos turnos, o título.

O certame todo estaria recheado de emoção (leia-se, rentável), além de tecnicamente mais conveniente para todos. E por que não é algo no gênero? Simplesmente, porque o presidente da FPF, para se eternizar no cargo, precisa dos votos dos pequenos, que representam a maioria. E os pequenos querem todos eles jogar contra todos os grandes, pelo menos uma vez, para salvar as receitas que eles são incapazes de produzir num nível alto pelas próprias pernas.

Quando o Brasileirão não tinha as dimensões que ganhou neste século, e a Libertadores era desprezada pelos brasileiros, tais esquemas se justificavam em parte. Mas, já nos anos 70 e 80, davam claros sinais de esgotamento. Mesmo porque a tendência à clobalização, cada vez mais forte, indica no sentido contrário à regionalização, ao paroquial.

E não me venham com aquela velha perguntinha: “E os coitadinhos dos pequenos, vão morrer de inanição?”.

Se for o caso, vão, sim. Pois futebol é um macro negócio na área do entretenimento e da alta competitividade, não um provedor de assistencalismo aos mais fracos. Ao contrário: é onde a lei do mais forte, do mais apto, se torna mais feroz, quer gostemos ou não.

Nem se o ano tivesse mil meses, caberiam todos os clubes brasileiros numa só série durante toda a temporada. Sempre, a imensa maioria ficará à margem da mesa do banquete real. Isso é inevitável. Cabe a cada um deles, no seu patamar, ajeitar-se, não apenas para sobreviver, mas, também, ascender por suas próprias forças.

Sei que não é nem um pouco cristão dizer-se isso em plena celebração das festas natalinas. Mas, nas arenas de disputa, desde o circo romano, o cristão é sempre a primeira vítima.

Notas relacionadas:

  1. JOGO DE CONTRADIÇÕES
  2. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  3. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Sem categoria | 14:31

MÁRCIO LEMBRANDO ANTONINHO

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O Santos, pelo visto, começa a se mexer, e vai reforçando seu time, com o excelente meia-atacante Madson, o armador Lúcio Flávio, talvez, Triguinho, e, dizem até que de olho em Verón, que já cogitado pelo Corinthians.

Mas, desconfio que o melhor negócio para o Santos foi a manutenção do eterno interino Márcio Fernandes, cria da Vila, como jogador e, depois, técnico das categorias de base.

Sobretudo se Márcio seguir o legado que lhe deixou seu ilustre tio: Antoninho Fernandes.

Os mais jovens, por certo, sequer ouviram falar de Antoninho, um tipo discreto e divertido, que passou a vida na Vila. As últimas imagens de Antoninho, que nos deixou há bom tempo, eram a do gorducho bonachão, sucessor de Lula, dirigindo por muitos anos aquele timaço do Santos – o melhor de todos os tempos e quadrantes -, de Pelé e cia.

Mas, a primeira imagem que tenho dele é daquele meia-direita hábil, cerebral, de passes medidos, dribles enxutos, e muito participativo, apesar do perfil já roliço, formando no ataque da virada dos 40 para os 50: Cento e Nove, Antoninho, Nicácio, Odair Titica e Pinhegas. 

Do final dos anos 30 à metade dos anos 50, Antoninho comandou o time santista dentro do campo de forma tão eficiente que, nas Seleções Paulistas da época, várias vezes, deixou no banco estrelas muito mais cintilantes, como Jair Rosa Pinto, por exemplo, que, por sinal, o substituiu no Santos, na conquista do bicampeonato de 55/56, antes mesmo de Pelé.

Márcio me faz lembrar de Antoninho não apenas pelo elo familiar, mas, principalmente, pela forma clara e simples com que vê o futebol. 

Nestes tempos de tantas estratégias, tecnologias sofisticadas, marketing exacerbado, talvez precisemos muito desses dois atributos: clareza e simplicidade. 

Notas relacionadas:

  1. BELÊ, PEIXE!
  2. O BOTAFOGO E O DESTINO
  3. GRÊMIO, NO RASTRO DO TÍTULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 16 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 20:27

GRÊMIO, NO RASTRO DO TÍTULO

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A exemplo do líder São Paulo, o vice Grêmio fez sua parte: bateu por 2 a 1 o Coritiba, no encantado estádio Olímpico. Mas, ao contrário do São Paulo, teve diante de si um time mais qualificado. Basta cotejar a vice-lanterna do Figueira ao oitavo lugar do Coritiba, na tabela do Brasileirão.

Por isso mesmo, o Grêmio teve de se desdobrar em campo, pois, se bem contado o vaivém da bola, ela esteve mais tempo cercando a área do Grêmio do que vice-versa. Mas, o Grêmio, sempre que chegou foi mais incisivo, entre outras coisas porque o menino Keirrison, sensação e artilheiro do Coxa, não estava em noite inspirada. Tanto, que acabou sendo substituído no segundo tempo.

Assim como outra revelação do time no Brasileirão, Marquinhos Paraíba, passou mais tempo no banco do que em campo, inexplicavelmente.

Emblematicamente, o primeiro gol, logo de início, nasceu dos pés de Tcheco, em bola desviada pelo zagueiro. O gol não foi bonito, mas que bola iluminada está jogando Tcheco neste campeonato! Sem paetês ou lanteloujas, mas uma bola enxuta, cerebral, tática e de exata técnica.

Dessa forma, o Grêmio segue no rastro do São Paulo, pertinho, á espera de um deslize que lhe permita dar o bote final.

Santos, pin-ball

O Santos, na Vila, penou para vencer os reservas do Inter. E só o conseguiu numa jogada de pin-ball: a certa altura do segundo tempo, o equatoriano Quiñonez resolveu disparar um chute tão vesgo que sairia pela linha lateral, se não tocasse o peito de Gustavo Nery, enganando o goleiro e o mundo.

Mas, na verdade, o Santos esteve melhor do que o Colorado a maior parte do tempo, e o gol, por vias tortas, veio para justificar essa leve predominância.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. E O SÃO PAULO CHEGOU
  3. PLANO DE VÔO DO GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:29

O BOTAFOGO E O DESTINO

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O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, diz que está desanimando diante dos problemas financeiros de seu clube.

Bebeto, ex-craque e técnico vitorioso no vôlei, é um sujeito íntegro, apaixonado pelo Botafogo como poucos, mas tem demonstrado uma passionalidade que mais deprime do que exalta.

Bebeto de Freitas
Como todo botafoguense, Bebeto de Freitas “sempre espera o pior”

O PC do V, meu querido Paulo César Vasconcelos, que conhece muito bem as entranhas da alma alvinegra, garante que botafoguense é assim mesmo – um torturado, sempre esperando o pior, como se o traço negro do destino fosse mais forte do que o alvo em General Severiano.

O Botafogo, a exemplo do Santos de Pelé, foi um perdulário nos momentos de glória extrema, aqueles proporcionados por Garrincha, Nilton Santos, Didi e a geração seguinte, de Jairzinho, Paulo César etc.  Ou melhor: imprevidente. deixou-se deslizar pelo deslumbramento das históricas exibições daqueles times memoráveis, e não cuidou de encher o pé de meia para os tempos futuros, quando a maré reflui. E sempre ela reflui, meu caro.

Da mesma forma que, logo depois de Pelé, o Santos perdeu o Parque Balneário, o Botafgo perdeu General Severiano, que recuperaria mais tarde, mas a que custo!

O Santos, de uma forma ou outra, conseguiu, ao menos preservar a Vila, e, mais recentemente, arranjou um jeito de criar seu próprio CT e outros bichos. Mas, o Bota, embora tenha recebido de mão beijada o Engenhão, até agora não soube como bem explorar esse benefício, tampouco controlar seus gastos.

Há coisas que só acontecem com o Botafopgo, reza a surrada máxima. Mas, alguém já pensou seriamente sobre as razões dessas insólitas incidências do destino sobre General Severiano? 

 

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. E O SÃO PAULO CHEGOU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 20:47

E O SÃO PAULO CHEGOU

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Com o empate do Grêmio e a incrível derrota do Cruzeiro, cabe ao Palmeiras, que bateu o Santos, na Vila, por 2 a 1, com aquele gol salvador de Léo Lima, no fim, dar o primeiro passo. Tudo ainda é possível, mas começa a ficar improvável.

Por Milton Trajano
Por Milton Trajano

É aquela velha história: deixaram o São Paulo chegar; agora, vão ter de gramar para desalojá-lo da liderança isolada. Pois, o São Paulo chegou e chegou firme, metendo 3 a 0 no Internacional (ainda que um mistão do Colorado) com categoria – seguro na defesa e insinuante no ataque.

Improvável porque, segundo os analistas da tabela de jogos do Brasileirão, de todos os candidatos ao título, o São Paulo é aquele que mais se beneficia da sequência programada. Entre outras coisas, porque é o único que não terá de cruzar com os rivais do G-5.

Mas, isso seria até irrelevante se o time não estivesse crescendo tanto nesta hora tão propicia. Nem falo da vitória em si sobre o Inter, mas, sim, do jeito como se comportou o São Paulo nas últimas rodadas – com autoridade. Ao contrário, por exemplo de Grêmio, Cruzeiro e até mesmo o Palmeiras, que foi dominado a maior parte do tempo pelo Santos.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 21
  5. 22
  6. 23
  7. 24
  8. 25
  9. Última