Publicidade

Posts com a Tag Santos

sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

Compartilhe: Twitter

O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

Compartilhe: Twitter

O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:39

PARECIA FÁCIL, MAS…

Compartilhe: Twitter

Foi uma decisão a la Libertadores dos velhos tempos: jogo acirrado, pedrada que atingiu a testa do técnico Muricy, e um placar de 3 a 3 lancinante, com bolas nas traves de cá e de lá.

E olhe que no primeiro tempo parecia que a coisa caminharia facilmente para o Peixe, que abriu 3 a 1, graças à esperteza de Zé Love, à lambança da defesa do Cerro e ao talento de Neymar, contra o oportunismo de Benitez.

Mas, no segundo tempo, o Peixe recuou demais e concedeu espaços para o Cerro empatar, e quase virar o placar, o que também não alteraria em nada o rumo do Santos em direção à final da Copa Libertadores da América.

VASCÃO!

No primeiro tempo da decisão da Copa do Brasil, o Vasco levou a melhor sobre o Coritiba, por 1 a 0, gol de Alecsandro, desviando de cabeça cruzamento da direita. Era mais ou menos o esperado, já que o Vasco jogava em casa e o Coritiba parece ter quebrado aquele encanto da incrível série invicta dos primeiros meses do ano.

Mas, o placar reflete o equilíbrio da partida, o que deixa em suspenso o desfecho final.

Notas relacionadas:

  1. PÍFIO ANÚNCIO DA GRANDE FINAL
  2. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
  3. PEIXE NO FIO DA NAVALHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 31 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 19:28

O PEIXE NA RAIA OFICIAL

Compartilhe: Twitter

Certamente, o discurso que todos os torcedores portadores do tal DNA do Santos gostariam de ouvir às vésperas do derradeiro confronto com o Cerro, pelas semifinais da Libertadores, seria mais ou menos este: vamos a Assunção impor nosso jogo, nosso estilo, nossa maneira de jogar, destemida, ofensiva, recheada de dribles desconcertantes, chapéus, passes inesperados e muitos gols, ainda que percamos o jogo, um risco que correríamos sempre se, ao contrário, nos amoitássemos atrás de feroz retranca, pois, em futebol, num jogo só, o resultado é imprevisível.

Mas, não é essa a fala peixeira. Ao contrário: o que a turma chegou lá dizendo é que se trata de jogo difícil, que exige extrema cautela, que essa história de jogar bonito é conversa mole pra boi dormir, e que o zero a zero será saudado com fogos e champanha, já que esse desfecho projeta o Santos para a decisão da taça.

Nem poderia ser outra, aliás. Pois, o time que entrará no estádio Pablo Rojas não é aquele que foi capaz de unir eficiência e espetáculo na dose exata, no primeiro semestre do ano passado, campeão da Copa do Brasil e do Paulistão. E o elenco de que dispõe Muricy para esse jogo, embora de qualidade comprovada, não tem bala para atingir esse patamar especial.

Pode, sim, voltar de Assunção com a classificação para a final e até com uma vitória consagradora. Mas, se o fizer, será num nível mais próximo da realidade do atual futebol brasileiro: bom, eficaz em certos momentos, mas de brilhos intermitentes, em geral, cintilando nos pés de Neymar.

Portanto, se me permitem, sugiro ao amigo peixeiro, em vez da inebriante champanha da celebração antecipada, uma dose de uísque pra relaxar, e reza braba pra que tudo dê certo.

Depois, sim, é soltar as frangas. Ôps, as lagostas com champanha.

O FUTURO DE HERNANES

Cruzo com Hernanes nos corredores da tv e colho dele a certeza de que, apesar de algumas sondagens para sair de Roma, ele está disposto mesmo a ficar no Lazio.

Garante que está adorando a cidade, o clube, os companheiros e tutti quanti. E que já se adaptou à nova função, mais adiantada, quase um atacante verdadeiro.

Mas, cá entre nós, duvido que Hernanes, jogando o que jogou nesta temporada na Lazio, permaneça por lá muito tempo.

CONCEITO CATALÃO

O conceito precede à prática e aos resultados. Pelo menos, no caso desse deslumbrante Barça.

Nesse caso, o conceito básico é o seguinte: vamos montar um time que ocupe um terço do gramado – da nossa intermediária à deles. Por quê? Porque, como já ensinou Rinus Mitchels – o inventor do Carrossel Holandês da Copa de 74, jamais reproduzido na íntegra, por nenhum outro time do planeta -, à época, treinador também do Barcelona de Cruyjff, Neskeens etc., se você compactar o seu time de intermediária a intermediária, estará sempre mais próximo da meta adversária, e capacitado a trocar passes de primeira: um-dois.

Quanto mais trocar passes, seu time estará mais próximo do fundamento essencial do jogo. Além do mais, evitará o confronto direto com os marcadores, e não desgastará os músculos, os pulmões e as mentes de seus jogadores, correndo atrás do adversário ou de bolas lançadas a esmo.

E, mais, se o amigo apoiar seu jogo no toque-toque, fará poucas faltas e não perderá o equilíbrio emocional. Resultado: menos suspensões por cartões e por lesões.

Assim, se você preservar a integridade física e mental de seu time, o amigo terá o mesmo time jogando junto por um tempo maior do que ocorrer com os demais, habituados a jogar a partir de uma defesa recuada, que lança chutões pra frente.

A sua marcação se resume em ocupar espaços que estão próximos de você mesmo, pois a compactação das três linhas (defesa, meio-campo e ataque) facilita essa tarefa. Além do mais, vale lembrar a estatística que diz o seguinte: a recuperação de bola por um time é coisa de setenta por cento resultante do erro de passe do adversário. Logo, você não precisa estar atacando o adversário com a bola via carrinhos e outros lances que permitam a ele se organizar em campo, durante uma cobrança de falta.

Por fim, você mantendo por um longo tempo seu time principal com os músculos, os pulmões e a mente em forma, mais vezes esse time entrará em campo. E, quanto mais vezes o mesmo time entrar em campo, mais se afia o conjunto, a capacidade, enfim, de tocar a bola e impor seu jogo conceitual.

Esse é o mistério do Barça, não treinamentos específicos ou qualquer outro artifício de um técnico milagroso. Traduzindo: a mais pura simplicidade, fruto da maior complexidade, como costuma ser a simplicidade, aliás.

E que consegue a proeza de manter a bola sob seu domínio por setenta por cento do jogo, praticar a base de cinco faltas por jogo (sofre coisa de 15, no máximo) e mantém a média de gols nas cercanias dos três.

O Barça joga como Guardiola jogava, quando era um volante de alta classe, tocando a bola sem dar pelota às críticas dos pragmáticos de plantão, que exigiam dele mais voluntariedade.

Isso, na esteira desses tantos holandeses voadores, de Rinus Mitchels a Reijkaard, passando por Cruyjff e Van Gaal.

As sofisticações foram se depurando, ao longo do tempo, até que a decantação final produzisse esse Barça, de tanta consistência, cor e sabor.

FIFA SOMBRA

Está marcada para amanhã a eleição – ou melhor, aclamação – de Sepp Blatter para mais um mandato do suiço à presidência da Fifa. Em meio à enxurrada de denúncias de corrupção, envolvendo o Comitê Executivo da entidade e do próprio presidente, Blatter conseguiu desviar os disparos sobre os inimigos e saiu ileso, com seus amigos, do tiroteio.

A Federação Inglesa pede adiamento do pleito, mas os ingleses, que também não são flores que se cheirem, embora me pareçam do lado certo neste caso,  duvido que tenham êxito.

Aliás, se houvesse um rapa geral na Fifa, como na CBF e demais entidades que tocam essa barca entupida de barras de ouro de cá pra lá, duvide-o-dó que a nova tripulação fugiria do roteiro traçado pela amibição desmedida e descarada dos dias em que vivemos.

Já tive tantas decepções nesta minha já longa caminhada – e não só no esporte -, que me sinto um Diógenes apesentado.

Pra quem não sabe, Diógenes era aquele filósofo da Grécia Antiga, discípulo de Antístenes, criador da Escola Cínica (cínico, de cão, o único bicho confiável), que morava num barril e de lá saía com uma lanterna acesa pela cidade em busca do homem íntegro. Morreu sem encontrar.

Lendário é o episódio em que, estando tomando sol diante de sua barrica, postou-se um desses poderosos à sua frente e intimou-o:

- Diize o que desejas neste momento e te concederei a dádiva de imediato. O que quiseres: ouro, poder, palácios, as mais belas donzelas, o que desejares!

Diógenes, então, olhou-o nos olhos, e respondeu:

- Só desejo que saias da minha frente para que não continues me roubando o raio de sol que me aquece.

Notas relacionadas:

  1. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:51

EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS

Compartilhe: Twitter

Reza a cartilha do Brasileirão que é sempre bom negócio ganhar em casa e empatar fora. Nem sempre, nem sempre… Há empates e empates fora, assim como vitórias e vitórias em casa.

Por exemplo, esse empate do Flamengo com o Bahia, em Salvador, certamente não foi bom negócio para o Rubro-Negro. Não apenas porque vencia por 3 a 2, de virada, e, mesmo com um jogador a mais, permitiu o empate, o que sempre deixa um gosto amargo na boca do time e dos torcedores. Mas, sobretudo, porque, no jogo da estratégia ao longo do campeonato, se há um time a ser vencido agora pelos eventuais candidatos ao título como o Fla, esse é o Bahia, recém-chegado à Série A e ainda em fase de formação, como declara seu técnico Renê Simões.

Mais à frente, com o time organizado e aquela torcida delirante do Pituaçu, o Bahia, aí, sim, vai ser parada dura.

Já o empate do Palmeiras em Sete Lagoas contra o Cruzeiro, um dos sérios postulantes ao titulo, apesar do início trôpego, esse, sim, pode ser celebrado como um feito pelo Verdão. Principalmente, pela forma com que atuou, equiparando-se, na maior parte do jogo, com o Cruzeiro, tecnicamente, superior, mas que só foi apertar mesmo o adversário no finalzinho da partida, e ali esbarrou em São Marcos.

Assim como há vitórias e vitórias em casa. A do Corinthians sobre o mistão do Coritiba, por 2 a 0, em Araraquara, transmite mais preocupação do que desejo de comemorar. Resumindo: ganhou, mas, não convenceu.

Já a vitória por 3 a 0 do Expressinho do Vasco contra o América mineiro só anima mais a tropa do Almirante, cuja luneta está assestada para a outra frente de batalha decisiva, a da Copa do Brasil, com o Coritiba.

Por outro lado, Grêmio e Flu ganharam seus respectivos jogos na casa do inimigo.

O Grêmio, desfalcado de sete titulares, conseguiu sair da Arena da Baixada com a vitória por 1 a 0, agradecendo ao zagueiro do Atlético PR, Rafael Santos, pelo bizarro gol contra.

E o Flu, em bela exibição de Deco, finalmente, bateu o Atlético GO, no Serra Dourada. Mas, também, não mostrou um futebol digno de seu elenco.

Notas relacionadas:

  1. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  2. O POSSÍVEL E O PROVÁVEL
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Clubes brasileiros | 17:15

O PEIXE E AS ORIGENS

Compartilhe: Twitter

Não estou aqui para defender, nem atacar o técnico Muricy, por quem tenho apreço pessoal e admiração profissional pelo craque que foi e treinador de futebol que é.

Mas, apenas para fazer algumas reflexões em cima dos murmúrios na Vila sobre sua eventual investida contra o DNA do Peixe, como bem propalou o presidente Luís Álvaro. E aqui já se inicia uma arqueologia ontológica. DNA é a estrutura básica do ser humano, representada graficamente como uma escadinha em caracol que, até onde se sabe, determina quem é quem.

E o Peixe simboliza o início da espécie humana, vinda da água para se transformar, ao longo dos milênios, no rei do planeta. Por isso mesmo, talvez, o símbolo do cristianismo, que, segundo seus prosélitos, representava o renascimento, um novo começo para a humanidade.

Se tentarmos uma simbiose dos dois, poderíamos chegar à conclusão de que o DNA do Peixe significa um recomeço, uma volta às origens do futebol brasileiro, feito da exata combinação entre a eficiência e a arte.

Mas, deixemos de lado essas abstrações, que podem perfeitamente não passar de uma bobageira, e voltemos à vaca fria, que, se devidamente assada, cozida ou frita, nos deu energia para chegarmos até aqui.

Pois bem. Quem somos para invadir a alma de Muricy e saber o que lá reside, seus mais recônditos desejos, essas coisas?

Seus atos dizem por si, de acordo com as circunstâncias e as necessidades. No São Paulo, por exemplo, foi um grande vencedor, adotando uma postura mais defensiva. No Flu, foi campeão buscando um jogo mais franco, embora não tenha podido chegar ao paroxismo de escalar ao mesmo tempo Conca, Deco, Emerson e Fred, nem uma única e escassa vez, no período em que esteve nas Laranjeiras.

Mas, esse era seu desejo óbvio. Se tivesse conseguido isso, com todos os craques em plena forma, talvez esse Fluminense campeão brasileiro teria entrado para a história como um exemplo bem acabado dessa combinação de eficiência e arte.

Ao desembarcar na Vila, o que Muricy encontrou? Um sistema defensivo falho, um armador do tamanho de Ganso voltando de longa recuperação e prestes a cair de novo na enfermaria, como ocorreu, e, lá na frente, apenas Neymar, um fora de série. E, na reserva dessa turminha de elite, só alguns meninos de futuro promissor mas incerto.

Isso, sem tempo para respirar, pois era uma decisão atrás da outra, em duas frentes de batalha: o Paulistão e a Libertadores.

O que fez Muricy? O óbvio. Fechou seu time e atirou sobre Neymar toda a responsabilidade de decidir as coisas lá na frente. E, Neymar, com seus gols e assistências, até agora, tem resolvido.

Muricy, pois, fez o que qualquer técnico, do passado ou do presente faria.

O termo técnico define tudo, pois, segundo o velho livro, antes do peixe e de toda a Criação, veio o Verbo, a palavra. E técnico designa  aquele cara pragmático, que resolve problemas pontuais quando eles se oferecem.

Muricy não tem cabedal nem espírito para vagar pelas ondas da teoria. No seu íntimo, imagino, bem que gostaria de montar um time que deslumbraria o mundo, como o Santos de Pelé ou o Barça de Messi, para citarmos dois tempos tão distantes entre si..

Mas, entre isso e a necessidade de escapar do jogo seguinte, prevalece a segunda hipótese.

Dessa forma, não está agindo em nada diferente dos seus mais ilustres predecessores.

Raríssimos foram os treinadores na história do futebol brasileiro que ergueram a cabeça além do horizonte dos resultados. Pode-se contar no dedo um Flávio Costa, autor da Diagonal, que prevaleceu durante os anos 40/50; um Zezé Moreira, que implantou a marcação por zona, hoje adotada no mundo inteiro, nessa mesma época.

Mas, paramos por aí. De resto, sempre foi a busca pela vitória por qualquer preço, inclusive Telê, mestre de Muricy, basicamente um treinador que buscava sempre um futebol, tecnicamente, bem jogado. Uns mais toscos; outros mais ousados.

O desconhecimento teórico sobre o desenvolvimento histórico das táticas e estratagemas, entre os atuais técnicos, mesmo os tidos como “estudiosos”, é espantoso, para quem, como este aprendiz de escriba, os ouve com certa frequência.

São técnicos, práticos, em geral, ex-jogadores, alguns ex-craques, outros nem tanto. Caras que conhecem os mistérios das quatro linhas e até desenvolveram treinamentos específicos eficazes para montar e manter uma equipe.

Mas, não estão ligados na evolução da espécie. Muito menos na volta às suas origens.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. FLU E PEIXE NO MESMO BECO
  3. A LONGA JORNADA DO PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

Copa do Brasil, Libertadores, Treinadores | 00:37

PEIXE NO FIO DA NAVALHA

Compartilhe: Twitter

O Santos segue na Libertadores caminhando sobre o fio da navalha. Se a formação do time na vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, com quatro volantes e apenas Neymar lá na frente, já que Zé Love segue à sombra do jogo, sugere maior segurança, ao mesmo tempo, a falta de criatividade no meio de campo e de agressividade no ataque é um convite para o adversário ousar mais.

Sorte que Neymar está à toda, e tem pernas e mente para segurar as pontas lá na frente. Dribla, passa, tenta a tabela, o chute a gol, e, quando nada disso resulta em rede, mete uma assistência como aquela no finalzinho do primeiro tempo para Edu Dracena conferir de cabeça.

O diabo é que, até Ganso se recuperar e Borges tiver condições de jogo, a coisa vai rolar assim mesmo, quem sabe até o Peixe levantar a taça.

charge_sfc1x0cerro

Os técnicos de Santos e Cerro após o jogo, em charge de Milton Trajano

VASCÃO E COXA

Era mais ou menos o que se esperava se a bola rolasse dentro da lógica, o que nem sempre ocorre nesses jogos fatais: Vasco e Coritiba passaram por Avaí e Ceará e vão decidir a Copa do Brasil.

O Coritiba, por seu retrospecto cintilante neste início de temporada. O Vasco, pela recente ascensão.

Agora, diante da grande decisão, tiro o time de campo.

SEEDORF, PLUFT!

Pluft! Desfez-se o sonho holandês acalentado por Corinthians, Botafogo e Flamengo nas últimas semanas: Seedorf acaba de assinar novo contrato com o Milan.

Aliás, era o que se esperava mesmo. Em primeiro lugar, porque Seedorf voltou a jogar bem, depois de um período de encolha, e foi decisivo na conquista do título italiano nesta temporada. Depois, porque o Milan adora espremer seus velhinhos até a última gota.

Uma pena, para o futebol brasileiro, que perde a chance de ver por aqui um holandês com alma e estilo bem brasileiro de jogar bola.

OLHOS DE FALCÃO

Falcão disse no Bem, Amigos que pretende, mais à frente, passar a assistir os jogos de seu Inter lá de cima, na tribuna. Dessa forma, ele fica livre da crítica dos apaixonados torcedores e da mídia, que medem o trabalho de um treinador pela encenação que o dito cujo faz à beira do gramado. E, sobretudo, analisa melhor o comportamento de seu time e do adversário, e pode passar instruções mais precisas para seu auxiliar, no rés do chão, de onde, na verdade, não se vê nada dos movimentos coletivos dos dois times.

Aliás, até hoje não entendi por que os treinadores não adotam essa postura, ainda mais com as facilidades oferecidas hoje pela alta tecnologia nas comunicações em geral.

Lembro Rubens Minelli obrigado a dirigir o seu São Paulo, na decisão do título brasileiro de 77 contra o Atlético, de uma cabine de rádio no Mineirão. Depois do jogo, encontrei-o entre surpreso e eufórico: “Rapaz, que delícia dirigir um time lá de cima!”

Pois, é. Só que Minelli seguiu sua brilhante carreira vendo o jogo do banco de reservas mesmo.

Espero que Falcão consiga mudar esse braço da viola, com sucesso.

Notas relacionadas:

  1. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

Compartilhe: Twitter

Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

muricy_ae

Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:02

DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ

Compartilhe: Twitter

O Santos, que descansou o time principal neste fim de semana com os olhos postos no jogo com o Cerro Porteño, pelas semifinais da Libertadores, está em vias de anunciar oficialmente a contratação do centroavante Borges do Grêmio.

O cara certo no lugar certo, pois Borges é daqueles centroavantes que sabem jogar, não apenas marcar gols. Seu estilo encaixa-se, pois, perfeitamente ao da  molecada da Vila, que prima pelo toque de bola e ligeireza nas ações. Será o reforço de que tanto carece o Peixe, desde a saída de André, incluindo a chegada de Keirrison, sobre a qual depositei muitas esperanças, em vão.

Já o Flamengo finaliza as negociações com o São Paulo para levar o lateral-esquerdo Júnior César. Embora Egídio tenha jogado bem na goleada sobre o misto do Avaí, no sábado, essa é uma posição em aberto na Gávea. Luxa já experimentou por ali Renato Abreu, Ronaldo Angelim, Egídio, sei lá quan tos mais, sem os resultados esperados. Júnior César me parece o nome certo.

No Corinthians, que segue na espera de contar um dia com o Imperador, desembarcou Emerson Xeique, um avante incisivo e de boa técnica, de excelente participação no Flamengo, mas, de pouca utilidade no Fluminense, em razão das recorrentes contusões de que foi vítima durante as duas últimas temporadas. Se conseguir dar a volta por cima nas lesões intermitentes e entrar em forma, por certo, será ótimo substituto de Dentinho, que já se foi.

Ah, sim, e Alex, extraordinário reforço. Mas, o craque, por razões burocráticas, só entrará em ação depois da janela do meio do ano. Uma pena.

Por falar em Flu, as Laranjeiras na festa da esperança, só aguarda a chegada do messias – o técnico Abel Braga -, enquanto o Vasco torce para que Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos de São Januário, volte rap idamente.

Como Ricardo Gomes vai encaixá-lo num time que já tem, do meio de campo pra frente, Bernardo, Felipe, Alecssandro, Diego Souza e Eder Luís, não faço ideia, mas, num campeonato longo e exaustivo como o Brasileirão, é sempre melhor pecar por excesso do que por escassez.

No São Paulo, é só desova. Partiram Marcelinho Paraíba, Cleber Santana, agora Júnior César. E o grande contratado repousará ainda por um bom tempo na enfermaria – Luís Fabiano. A vantagem é que o São Paulo está aproveitando bem a garotada da base, embora sofra da carência crônica de um meia-armador, sobretudo com a prolongada ausência de Lucas, que cumpre parte dessas funções, durante a disputa da Copa América.

O Grêmio, de sua parte, fala no repatriamento de Gilberto Silva, o veterano herói brasileiro da Copa de 2002, mas que, há muito, deixou de ser aquele volante versátil dos bons tempos. Quem sabe, n ?

Enfim, na dança das contratações, que ganhará um compasso de batucada no meio do ano, a coisa caminha em ritmo de bolero – dois pra cá, dois pra lá.

MARADONA E O DOPING

Maradona disparou sua metralhadora giratória e atingiu não só o presidente da AFA, Julio Grondona, como todos os jogadores e comissão técnica da Seleção Argentina que participaram das Eliminatórias da Copa de 94.

Disse que todo mundo participou da festa da bolinha no café veloz servido antes do jogo com a Austrália. E que Grondona não apenas sabia como estimulou o golpe, garantindo que não haveria exame antidoping depois do jogo que levou os argentinos à Copa dos EUA.

Alguém aí se surpreende?

O RECORDE DO MURRUGA

Cristiano Ronaldo, convenhamos, é um portento. Já foi eleito o melhor do mundo e perdeu o cetro para Messi nos últimos dois anos. Mas, não deixou de ser aquele craque decisivo que já havia sido no futebol português e no Manchester United.

Hábil, veloz, capaz de se mover com naturalidade tanto na esquerda quanto na direita ou pelo meio, dribla fácil, bate forte e certeiro com ambas as pernas, além de ser emérito cobrador de faltas e cabeceador  implacável, graças à excelente estatura e impulsão.

Pois, o murruga bateu mais um recorde neste fim de semana. Com 40 gols no Campeonato Espanhol, acaba de se sagrar o maior artilheiro na história desse centenário torneio, por onde atuaram muitos dos maiores atacantes que o mundo já viu, de Di Stefano a Ronaldo Fenômeno, passando por Cruyjff, Romário e cia. bela.

É pra se dançar o vira, regado a vinho verde, oh pá!

Notas relacionadas:

  1. DIGNO FLA-FLU
  2. E SILAS CAIU. QUAL A NOVIDADE?
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

Compartilhe: Twitter

O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. Última