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quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:06

NEYMAR PEDIU PERDÃO. QUE MAIS?

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Neymar não só pediu desculpas, pediu perdão. Logo, deixemos de parangolés. O menino está arrependido do que fez, levou uma bronca do pai, um puxão de orelhas da mãe, uma multa do clube, um esporro do técnico, e caiu na real.

O que é que você quer mais? Colocar o negrinho rebelde no pelourinho, açoitá-lo com sete chibatadas, até que ele confesse ter entregado Jesus aos romanos cruéis?

Ora, trata-se de um rapaz em pleno rito de passagem, que desde os doze anos é cevado com a expectativa de se transformar num grande craque na Vila.

Célebre e endinheirado muito antes de ganhar corpo e mente de homem formado, exigir que ele se comporte, dentro e fora do campo, como um cidadão normal, se é que isso exista, é no mínimo uma estupidez.

Vai pisar na bola – metaforicamente, pois, literalmente, ele a domina como poucos -, faz parte da natureza humana. Os mesmos que o criticam acerbamente por ter respondido com palavrões ao técnico, por não ter sido preterido na cobrança de pênalti que ele mesmo sofreu, são os mesmos que me enchem de impropérios na lista dos comentários deste blog.

Pra esses, dar porrada no adversário faz parte do jogo. Jogadores se ameaçarem e se xingarem ao longo de uma partida é coisa normal. O becão dar uma cacetada no craque que faz uma firula é absolutamente natural, a não ser pra quem nunca bateu bola na várzea. Todas essas machezas e incivilidades são perdoadas, por conta da lide da bola.

Mas, um moleque desses, crioulo, abusado, de gola levantada, sorriso permanente nos lábios, ah, não! Quem ele pensa que é?

É quem é. Moleque, crioulo, abusado, pleno de talento, da cabeça aos pés, com personalidade suficiente para enfrentar qualquer parada, capaz de cometer estripulias com a bola nos pés, com a boca, com os gestos, de qualquer jeito.

Moldá-lo de acordo com os preceitos ou preconceitos de todos nós só o tempo o fará, na medida certa, se isso realmente for necessário para ele, não para nós, segundo nossos padrões de vida, nem sempre, ou quase nunca adequados para quem, por isto ou aquilo, está fora de nossos padrões.

Show colorado no Tricolor

Foi uma vitória categórica do Inter sobre o São Paulo, no Morumbi. Não só pelo placar clássico de 3 a 1, três gols legais, dois deles de bela feitura, mas, sobretudo, porque o Colorado foi sempre, de cabo a rabo, mais time.

Defendeu-se com firmeza, armou com ciência, e atacou com força o tempo todo, enquanto o São Paulo foi flácido e descoordenado em todos os setores. Revelou-se, principalmente, uma equipe sem personalidade.

Enquanto isso, em São Januário, o Vasco colecionava mais um empate, nessa longa série invicta, porém, sem os saltos necessários para alcançar posições melhores.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR FILHO POR NEYMAR PAI
  2. O CASO NEYMAR
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:45

TIMÃO DECISIVO

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Foi uma autêntica decisão, em que a tensão anulou a técnica e a atenção inibiu a criatividade. Assim, o jogo transcorreu a maior parte do tempo numa disputa atroz pela posse da bola no meio de campo, com poucas ações agudas de área.

E, nesse quesito, o Corinthians, aos poucos foi ganhando terreno, pois seus três volantes – Paulinho, Jucilei e Elias -, mais o meia Bruno conseguiam conjugar melhor aos seus pés a arte de marcar e armar do que o meio de campo do Flu, reduzido em número de participantes pela presença de um terceiro zagueiro lá atrás.

E foi justamente um desses três volantes, aliás, o melhor jogador em campo, Jucilei, quem abriu o placar, no finzinho do primeiro tempo, com categoria: bola alçada à área tricolor, que o corintiano matou no peito com estilo e girou para as redes de Fernando Henrique.

No segundo tempo, Muricy tentou reequilibrar seu time, trocando o beque André Luís pelo atacante Rodriguinho, e o Flu passou a pressionar, entre outras coisas porque ganhou velocidade na frente. Mas, num contragolpe puxado por Alessandro, Iarley empurrou para o gol a bola da vitória corintiana, ameaçada logo depois pelo tento de Washington.

Raposa no galinheiro

Enquanto isso, o Cruzeiro, em sua nova casa, vacilou diante do Guarani, permitindo o empate por 2 a 2, depois de ter disparado 2 a 0 no placar, mas se reaprumou a tempo de pespegar a goleada por 4 a 2 no Bugre.

Assim, com a dupla Flu-Timão na ponta da tabela, a Raposa se aproxima do galinheiro de forma perigosa, tentando abocanhar, mais cedo ou mais tarde, o prêmio maior.

Neymar, Neymar…

Na Vila, o Santos conseguiu uma virada espetacular sobre o Atlético Goianense: goleou por 4 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Mas, todas as atenções se centraram num bate-boca entre Neymar e o técnico Dorival Júnior, a ponto de merecer um discurso hiperbólico e demagógico do técnico Simões, do Atlético. Coisa do tipo: “Estamos criando um monstro!”

O monstro, creia, é Neymar… Ora, vá ver se estou na esquina.

Cada bocejo do menino vira vendaval, e ainda querem que ele se comporte como um cavalheiro inglês da era vitoriana.

A grande surpresa

Sem dúvida, a grande surpresa da rodada foi a goleada imposta pelo Goiás sobre o Botafogo, que vinha de vento em popa escalando a tabela: 4 a 1.

Papai Joel não gostou nem um pouquinho e, certamente, vai puxar as orelhas da rapaziada.

Mengão, ufa!

Quando o juiz já levava o apito final à boca, Toró salvou a pátria rubro-negra diante do Grêmio Prudente: 2 a 1.

Nem quero pensar a que alturas subiria o termômetro da Gávea se o jogo terminasse em 1 a 0 para o Prudente, placar que predominou a maior parte do tempo.

A vitória mais importante

Grêmio e Palmeiras estavam iguais na tabela, com as mesmas expectativas: levantar de vez a cabeça, escapando das campanhas medíocres que vêm cumprindo neste Brasileirão.

Era noite de festa tricolor: 107 anos de vida. Mas, no fim de tudo, um réquiem em vez de Parabéns a Você. Afinal, o Palmeiras do trigremista Felipão meteu 2 a 0 e só levou o gol de honra do Gr~emio no finalzinho.

E tudo por conta de Marcos Assunção, que cobrou mais uma falta impecável, no primeiro gol, e alçou a bola perfeita na cabeça de Ewerthon, no segundo.

É esperar que o Verdão, assim, ganhe um pingo, ao menos, de confiança para se reerguer de vez. Quanto ao Grêmio, fica pra próxima.

Notas relacionadas:

  1. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 13:16

JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO

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Há quem veja nesse Fluminense e Corinthians uma decisão do campeonato antecipada.

Na verdade, em torneios de pontos corridos como o Brasileirão, todo jogo é decisivo. A diferença, no caso, é que, neste exato momento, Tricolor e Timão brigam ali, pau a pau, pela liderança do certame.

Depois, a história passa a ser outra. Ou não.

O fato é que Ronaldo Fenômeno não joga, mas Roberto Carlos deve voltar.

Pelo Flu, não jogam Emerson e Diguinho, dois desfalques consideráveis. Mas, o Flu joga em casa, no Engenhão, é líder e isso lhe dá o favoritismo no confronto.

Mas, o Corinthians já se acostumou a jogar sem Ronaldo, e, mesmo perdendo para o Grêmio, no fim de semana, massacrou o adversário durante o segundo tempo todo.

Vai sair faísca desse clássico.

Os três corações de Riva

Mestre Rivellino é um dos maiores ídolos tanto do Corinthians quanto do Fluminense. E, sempre que eles se defrontam, tira o corpo fora de qualquer previsão. Mas, o que poucos sabem é que, menino ainda, Riva era palestrino fanático.

Deco é outro que nasceu no Corinthians, rodou mundo, e acabou nas Laranjeiras, onde está comendo a bola. Curiosidade: Deco só fez duas partidas pelo time principal do Corinthians, quando era rapaz. Uma delas, justamente contra o Flu.

Promessa de Neymar

Reclamei no Bem. Amigos desta segunda-feira, no Sportv, da leniência do juiz do jogo Ceará e Santos naquela falta sofrida por Neymar, depois do inesperado carretel do menino da Vila. E reclamei como consumidor, cidadão que paga o pay-per-view para ver justamente essas belezas inventadas por craques como Neymar, não para colecionar imagens de pontapés, socos, cotoveladas e outras pancadarias. Afinal, uma jogada genial como aquela pode nunca mais se repetir, concluí.

Pois, findo o programa, Neymar deu-me um abraço de despedida e sussurrou: “Fique tranquilo. Prometo que vou fazer de novo só pro senhor.” Já agradeço, em nome do futebol. E que nenhum juizinho venha a impedir o cumprimento da promessa do menino-gênio da Vila.

Em contrapartida, diante de tanto tititi em torno do rapaz, tantos conselhos sisudos, sobretudo de jovens que nasceram velhos, dei-lhe minha dica final: feche os ouvidos e faça seu discurso único, original, definitivo, com a bola nos pés. Ele sorriu e confirmou com um sim de cabeça.

Notas relacionadas:

  1. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  2. MAIS LÍDER AINDA
  3. PEIXE E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 11 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:05

BOTA E CRUZEIRO EMBOLANDO

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Com as derrotas dos líderes, no sábado, o Botafogo encostou em Corinthians e Flu, ao bater o São Paulo no Engenhão, por 2 a 0, gols de Loco Abreu e Edno. Vitória justa, diga-se, pois o Tricolor não conseguiu reproduzir no Engenhão o mesmo futebol que lhe permitiu dar uma arrancada de três vitórias nas últimas rodadas.

E o Botafogo, que começou muito temeroso, por força do destino, se remodelou em meio à partida, e ganhou a força ofensiva que não exibia no início de tudo, com as entradas de Caio e de Edno.

Quanto ao Tricolor, não ousou o suficiente para evitar a derrota, mesmo porque o máximo que fez foi trocar Marcelinho por Marlos, quando ambos deveriam formar na mesma equipe.

Outro que se aproximou dos líderes, forçando um novo cenário na disputa pelo título foi o Cruzeiro, que venceu por 2 a 1 o Avaí, em pleno declínio, na Ressacada.

Quanto ao Palmeiras, bem que Felipão tentou arejar um pouco a equipe, com uma formação mais ofensiva em São Januário. Ou, menos defensiva, digamos.

Contudo, o Vasco, que quando não vence empata, segurou as pontas e nada saiu do lugar: 0 a 0, sem grandes chances de gols de parte a parte.

Por fim, o Peixe, que poderia integrar esse clube da chegada, vacilou em Fortaleza e levou de 2 a 1, em jogo com predominância de um Ceará determinado.

Afora o lance do gol de empate marcado por Keirrison, em linda jogada de Neymar, nem de longe esse Santos lembra aquele que tanto nos encantou recentemente.

Bom time, é verdade, mas um time convencional, que se defende e ataca como outro qualquer.

Tudo igual na ponta

Até parece que eles combinaram: o líder Flu e o vice Corinthians perderam seus respectivos jogos em circunstâncias muito parecidas: ambos com um jogador a mais em campo e exercendo forte pressão sobre os adversários, em vão.

No Serra Dourada, o Fluminense poderia ter definido o placar ainda no primeiro tempo, quando fez 1 a 0, com Washington, em bela trama de Deco e Conca, meteu duas bolas na trave, mas levou o empate em jogada isolada – passe de Elias para William.

E, no segundo tempo, apesar de tomar conta da bola e dos espaços, o Tricolor acabou levando o gol no final, sem tempo para reequilibrar o marcador.

Já no Pacaembu lotado, o Grêmio controlou o Corinthians durante todo o primeiro tempo, e ainda por cima perpetrou um golaço com o ex-corintiano Douglas. O meia recebeu lá na ponta-direita e veio deslizando para o meio, meteu a bola sob as pernas de Paulo André e fuzilou de canhota no ângulo.

O Corinthians, com uma formação esdrúxula, sobretudo pela ausência de Roberto Carlos, passou esse tempo todo buscando uma maneira de jogar que só foi encontrar na etapa final, quando Danilo entrou no lugar de Moacir. Quer dizer: Elias foi lá para a lateral-direita e Danilo ficou aqui na esquerda, azucrinando a vida do Grêmio.

E logo surgiu a maior chance para o Timão: pênalti de Vilson, que foi expulso. Contudo Iarley cobrou mal e Victor foi bem na bola. Logo em seguida, Rafael Marques salva em cima da linha, e até o fim, foi isso aí: o Corinthians todo debruçado sobre a área do Grêmio, sem, no entanto, obter o resultado mínimo.

E assim, tudo permanece na mesma lá em cima da tabela.

Quem, porém, segue caminhando no fio da navalha, aquele que separa os salvos dos condenados ao descenso, é o Flamengo, que, em Volta Redonda, empatou por 2 a 2 com o Vitória, numa sequência de gol lá, gol cá, lancinante.

E, creia o amigo: Kleberson fez os dois gols de um Flamengo confuso, mal escalado e de moral baixo.

É pro rubro-negro coçar a cabeça, sim, senhor.
Nas estranjas

A rodada deste sábado do Campeonato Inglês foi de tirar o fôlego. A começar pelo empate do Manchester United em casa, desfalcado de sua maior estrela, Wayne Rooney, poupado por causa de tramas e dramas pessoais.

Os Diabos Vermelhos, mesmo jogando a meio vapor, vencia por 3 a 1, quando o juiz já se preparava para o apito final. Eis que o Everton, em duas estocadas vigorosas empata o jogo já nos descontos.

É de se rever a cara de Sir Alex Ferguson no fim de tudo.

Enquanto isso, o Chelsea de Ancelotti, que também não jogou o que sabe, metia 3 a 1 no West Ham e não permitiu reação alguma. Firma-se na liderança, com aproveitamento total até agora, e só tem de se preocupar com o Arsenal, este, sim, um show no Emirates: 4 a 1 no Bolton.

E que goleada, meu! Não tivessem seus atacantes desperdiçados tantas chances (só Arshawin esteve cara a cara com o goleiro três vezes, no mínimo), e o Arsenal teria chegado ao dobro, sem esforço.

Só os passes de Fabregas – cada enfiada, uma pintura – valeriam o preço do espetáculo.

Surpresa mesmo deu-se no Campeonato Espanhol, na estreia de Mascherano no Barça.

Em pleno Nou Camp, o Barça levou de 2 a 0 do Hércules, pequenino apesar do nomão. Merecidamente, diga-se, pois, em nenhum momento do jogo o Barça foi o Barça. Nem mesmo depois de Guardiola tirar do desncaso do banco Xavi, Pedrito e cia. bela.

Por outro lado, o Real conseguiu vencer o Osasuna, no Santiago Bernabeu, com um golzinho do zagueiro português Ricardo Carvalho aproveitando bela deixada de seu compatriota Cristiano Ronaldo.

A propósito, faz um bom tempinho que Cristiano Ronaldo tenta, tenta, mas não joga nem um pingo do que jogou em temporadas passadas.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  3. CRUZEIRO, NOSSO GUIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:31

PEIXE E TRICOLOR

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Santos e São Paulo passaram por Avaí e Atlético Goianiense, num momento delicado para as duas equipes.

O Santos, pressionado na tabela pelo Botafogo – que segue cumprindo excelente campanha, sob o comando de Joel Santana -, venceu, por 2 a 1, mas, penou na Vila. Penou porque o Avaí é um time bem armado, ousado, e que, na necessidade de virar o placar, partiu para o jogo sem temor.

Mas, o Peixe é isso: não recua, não abre mão de atacar, e, sobretudo, tem Neymar, essa joia que os juízes deveriam preservar em vez de perseguir, por força da visão perversa do futebol por boa parte da mídia esportiva.

O menino é menino, é leve, joga em alta velocidade e sabe jogar como poucos – dribla, passa, toca de primeira, lança, faz tudo com a bola. Logo, está mais exposto ao choque e a consequente queda. Nem sempre essa queda é resultado de falta, mas também não é fruto de encenação (poucas vezes, é). Na maioria das vezes, porém, Neymar é vítima das pancadas dos botinudos incapazes de, legalmente, tomar-lhe a bola.

Bem, mas o fato é que o Santos, com gols de Neymar, antes mesmo do primeiro minuto de jogo, e de Marcel, no segundo tempo, venceu, manteve-se em terceiro lugar e acena com a forte possibilidade de ser aquele que pode romper a hegemonia até agora detida por Flu e Corinthians.

Já o São Paulo, com uma formação mais arejada, com dois volantes, três meias e apenas um atacante, pelas ausências forçadas de Ricardo Oliveira e de Fernandão, teve sua primeira vitória sob o comando de Sérgio Baresi.

Venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1, no Morumbi. E, se pudesse contar com um atacante de fato, como Ricardo Oliveira, por exemplo, não tenho dúvidas que conseguiria alcançar um resultado mais folgado.

De qualquer forma, esse é o caminho que Baresi deve seguir, se quiser salvar os dedos e os anéis.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR, DE TRÊS DEDOS
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 28 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 22:21

PEIXE IMPRESSIONANTE

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Impressionante a capacidade de regeneração desse Santos de Dorival Jr. – e de Luís Álvaro, um dirigente com cabeça no lugar da cartola.

O Peixe acaba de perder quatro jogadores que resolveriam os problemas de qualquer time do mundo – Robinho, André, Wesley e Ganso. Quarenta por cento de um time de futebol (goleiro não conta quando se trata de entrosamento, jogo coletivo, essas coisas).

Uma dessas perdas, traumática: a de Ganso, essa joia rara do futebol mundial que mal começara a inscrever seu nome nos gramados e, por males do destino, cai na faca para ficar seis meses longe da bola, que tanto lhe quer bem. Traumática para todos nós, que dirá para seus companheiros.

Em vez de se abater, porém, a meninada da Vila entrou no gramado do Pacaembu com uma faixa de apoio ao companheiro baleado, botou a bola no chão e meteu 2 a 0 no Goiás, saltando para a terceira posição da tabela, de onde não será desalojado, pelo menos, até o fim desta rodada do Brasileirão.

Fez 2 a 0, com direito a uma pintura traçada no ar pelo chicote de Zé Eduardo, num levantamento medido de Madson, e poderia ter chegado aos seus triviais três gols por partida, caso Neymar não desperdiçasse mais um pênalti.

E olhe que o Goiás, embora lanterna do campeonato, suou sangue, sobretudo no primeiro tempo, quando conseguiu controlar o talento da garotada peixeira. Mas, tem sido assim mesmo: não há time que consiga manter o mesmo nível de atenção e marcação dobrada durante 90 minutos de jogo. Uma hora, se distrai, cansa, enfim, e aí o Peixe vira tubarão.

Ah, sim, a propósito dessa capacidade incrível de regeneração desse Santos, já disse há tempos e repito: olho nesse outro menino da Vila, Alan Patrick, autor do belo tiro que fechou o placar diante do Goiás.

Vai entrar aos poucos, e, certamente, em breve tempo, amenizará muito a dor sofrida pela perda temporária de Ganso.

Notas relacionadas:

  1. LÉO E O PEIXE
  2. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
  3. PEIXE, TIMÃO E FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 26 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:22

FLU, PERDENDO DE VISTA

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No duelo paralelo no Brasileirão, entre líder e vice-líder, o Fluminense afastou-se ainda mais do Corinthians. E, afastou-se com a fronte erguida, ao meter 3 a 0 no Goiás, lá casa do inimigo, o Serra Dourada.

Mais do que vencer e abrir vantagem de cinco pontos para o vice-líder, vale exaltar a forma como esses resultados foram obtidos. O Flu, depois de um primeiro tempo vacilante no esquema 4-4-2, quando o novo meio-campo, onde despontam Conca e Deco, buscava seu melhor posicionamento no gramado, voltou um aço para a etapa final. E chegou ao placar definitivo em jogadas tramadas, com participação decisiva de seus dois meias.

Num desses gols, de Emerson, o Tricolor aplicou um contragolpe que poderia ser recortado e colado no ar1quivo dos contragolpes como um lance exemplar. Partiu pra cima da defesa adversária com cinco jogadores, e urdiu com ciência a série de passes que culminou com a finalização de Emerson, livre, na cara do gol.

Assim, o Flu não só abre essa vantagem temporária como, sobretudo, abre as portas de maiores expectativas ainda quando essa dupla – Deco e Conca – se ajustarem na sintonia fina, finíssima, na verdade, como a qualidade de seu futebol.

Já o Corinthians foi flama e ousadia o tempo todo contra o Cruzeiro, em Uberlândia, em vão. O Cruzeiro entrincheirou-se desde o início do jogo atrás do placar aberto e fechado por esse excelente gringo Montillo, e resistiu até o apito final, graças, sobretudo, ás ações providenciais do goleirão Fábio.

O fato é que, para alcançar o líder, o Corinthians precisa fazer como o Flu: ganhar os jogos fora de casa com a mesma frequência do time do Muricy. Não é fácil.

Peixe e Inter

Os outros dois grandes vencedores da rodada, sem dúvida, foram o Santos, que venceu o Grêmio de virada em pleno Olímpico, e o Inter, que bateu o forte Avaí, na Ressacada, por 1 a 0, na despedida do garoto Taison que vai para o Leste Europeu.

Entre outras coisas, porque ambos são os únicos no Brasileirão que têm um jogo a menos na tabela, o que aumenta muito a possibilidade de chegarem mais perto do Flu do que muitos imaginavam.

O Peixe sofreu o diabo diante da severa marcação gremista aos seus dois meninos de ouro – Ganso e Neymar -, e aos pés hábeis de Souza e Douglas. Foi quando tomou o gol de Borges, sempre ele.

Mas, no segundo tempo, voltou aceso, empatou em pênalti cobrado por Neymar, que perderia um segundo, mais tarde, e virou com Rodriguinho, no bico do corvo, num chute longo e certeiro.

A lamentar apenas a saída de Ganso, que, pelo jeito, sofreu lesão preocupante, no mínimo, no instante do pênalti em Zé Eduardo.

Assim, como o colorado amigo deve lamentar a partida de Taison, um menino de grande futuro que pode se ofuscar lá nas distâncias da Ucrânia. Mesmo porque, apesar da excelência de seu elenco, o Inter não poderia ter perdido esse menino logo agora, às vésperas de uma arrancada ao título brasileiro e da Copa Mundial de Clubes.

São Paulo e Vasco

Basta só colocar na mesa este dado: no segundo tempo do jogo do Morumbi, o São Paulo disparou quinze vezes sobre a meta de Fernando Prass, diga-se, o melhor em campo, enquanto o Vasco não conseguiu dar sequer um chute ao gol de Rogério Ceni.

Apesar do maciço domínio tricolor, um time mais solto e leve do que o habitual, com as entradas de Fernandinho e Marcelinho desde o início, o jogo terminou sem gols. Uma pena.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  3. TIMÃO, CATEGÓRICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 15:51

ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO

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Até aqui, os cariocas estão vencendo os paulistas, nessa eterna disputada paralela no Brasileirão. O Flu é líder e o Botafogo terceiro colocado, enquanto o Vasco, nas mãos de PC Gusmão e com os novos reforços, sobe a cada rodada.

Só o Flamengo não acompanha seus pares nessa corrida. Mas, com a chegada da dupla de ataque Diogo-Deivid, por certo, haverá de melhorar substancialmente sua perfromance.

Em contrapartida, do lado dos paulistas, o São Paulo mergulha para as profundezas limítrofes á zona do rebaixamento e o Palmeiras não consegue evoluir sob o comando de Felipão. Neste caso, porém, a readaptação de Valdívia ao nosso futebol e a volta de Lincoln acenam para uma recuperação progressiva do Verdão.

O diabo é o São Paulo, que segue praticando um futebol opaco, sem alma nem talento. E é isso que preocupa o atacante Fernandão, mais até do que a delicada posição do seu time na tabela. Pela ausência de um meia criativo ao menos para dividir com Marlos a armação, defeito já crônico do Tricolor (assim como a ausência de um lateral—direito de ofício), o time não consegue tocar a bola, envolver o adversário e assim aproveitar o máximo da excelente dupla de ataque formada por Ricardo Oliveira e Fernandão.

O Santos, depois das atribulações recentes, o que certamente influiu no seu rendimento, tem bala para avançar mais daqui pra frente. Com Neymar e Ganso estabilizados emocionalmente, e Keirrison ganhando condições melhores de jogo, mais o menino Danilo ocupando a posição de Wesley, as coisas voltarão quase ao normal na vila. Fica faltando alguém para suprir – mesmo que num patamar inferior – a ausência de Robinho.

Bem, mesmo, continua o Corinthians, sob nova direção, vice-líder e com recursos técnicos para ameaçar e até ultrapassar o Fluminense, dependendo das circunstâncias, claro.

A formação adotada por Adílson contra o São Paulo conferiu maior equilíbrio ao meio-campo corintiano, com Elias, um desses raros casos de volante que tem ginga e velocidade para atuar como meia, mais avançado, ao lado de Bruno César, apoiando uma dupla de ataque versátil e rápida, que já vai compensando a ausência recorrente de Ronaldo Fenômeno. E olhe que ainda há o Dentinho para entrar aí.

Isso tudo, porém, é um flagrante do momento. Bola rolando nas tantas rodadas que faltam, quem sabe como esse quadro se alterará? Ou não.

Carabina calada

Foi-se o nosso Waldemar Carabina, aos 78 anos de idade.

Carabina, volante e quarto-zagueiro espigado, bom no cabeceio, teve a honra de se revelar naquele Ypiranga memorável da virada dos anos 40 para os 50. Aquele timaço de Liminha, Rúbens (depois, Walter Marciano), Silas, Bibe e Valter.

Não bastasse isso, mais tarde integrou-se à Academia do Palmeiras, já como quarto-zagueiro viril mas de boa técnica, onde protagonizou o insólito e antológico lance do “pênalti” em Pelé, engendrado pelo gênio também moleque do Rei.

Pra quem não sabe, foi assim. Corner a favor do Santos pela direita. No bolo da área, Pelé enlaçou seu braço esquerdo no direito de Carabina, levantou o direito, em sinal de protesto, gritando que estava sendo agarrado pelo adversário. Carabina, perplexo, ainda tentava retirar com toda força seu braço do enlace real quando o juiz já corria em direção à marca do pênalti.

O apelido, segundo ele mesmo me relatou anos atrás, quando já era treinador de futebol, nasceu de uma expressão do inesquecível comentarista Mário Moraes, o Leão, ao acertar um tiro de longa distância e muita potência no gol adversário: “Foi um tiro de carabina”, sentenciou Moraes no microfone da Panamericana, se não me engano.

Saudades, velho.

Notas relacionadas:

  1. E O SÃO PAULO CHEGOU
  2. CAMPEÃO, CAMPEONÍSSIMO SÃO PAULO
  3. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 22 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:15

TIMÃO, CATEGÓRICO

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O Corinthians foi o grande vencedor dos dois clássicos deste domingo. Não apenas bateu o São Paulo com autoridade, por 3 a 0, como encostou novamente no líder Fluminense, que não foi além de um empate emocionante por 2 a 2 com o Vasco, no Maracanã.

No Pacaembu, Elias, com dois gols e movimentação magnética no meio de campo alvinegro, foi o grande destaque do clássico paulista. No Maracanã, Carlos Alberto, com afinco e ginga, jogou uma sombra até mesmo sobre a estreia de Deco.

Por fim, restou ao perdedor da rodada – o São Paulo – o gosto amargo de passar a rondar a zona do rebaixamento do campeonato, onde já se encontram dois grandes de muita tradição – Galo e Grêmio.

Verdão e Peixe

Duas estreias animaram santistas e palmeirenses neste domingo: Keirreson e Valdívida.

Na Vila, Keirrison entrou quando o Santos já vencia o Galo por 2 a 0, com direito a mais gols, além dos obtidos por Neymar, de pênalti, e de Danilo.

No Brinco de Ouro da Princesa, o Verdão, que havia cumprido épica performance no meio de semana, ao vencer o Vitória por 3 a 0, pela Sul-Americana, murchou diante do Guarani, mesmo com Valdívia entrando no segundo tempo.

Já o Peixe, livre dos assédios estrangeiros, retomou seu passo frente ao Galo. Meteu 2 a 0 e poderia ter ampliado esse placar dado o volume de jogo empreendido ao longo da partida, sob o comando de Ganso (meu Deus, como joga esse menino!) e de Neymar, enfim, definido.

Notas relacionadas:

  1. GALO, FLA E TIMÃO
  2. TIMÃO, LÍDER
  3. TIMÃO QUERIA, MAS QUEM PODE É O FLU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Clubes brasileiros | 17:35

UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA

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Deivid e Diogo deverão formar a dupla de ataque do Flamengo, que, ao perder Love e Adriano, perdeu qualquer poder de fogo lá na frente.

Deivid matou a pau no Corinthians e no Santos, antes de se mandar para o Exterior. Atacante de técnica mais refinada do que a habitual para a sua posição, sempre foi incisivo e goleador. E Diogo despontou na Lusa com iguais características, mais veloz e talvez mais decisivo.

Se o negócio der certo, o Flamengo recomeça sua participação neste Brasileirão em alto estilo, claro, depois de um tempo de readaptação dos jogadores.

O caso Neymar

Uns dois ou três meses atrás, cruzei nos corredores da Globo com Neymar pai, o presidente do Santos, Luís Álvaro e o empresário Wagner Ribeiro. No papo, o pai de Neymar deixou claro que achava judicioso manter seu menino no Santos por mais dois anos, para que ele amadurecesse como pessoa, firmasse status de craque e ganhasse corpo para enfrentar uma aventura na Europa. Igual discurso foi o do presidente do Santos.

Mas, um pouco afastado, Wagner Ribeiro não conseguia disfarçar o olhar entre desaprovação e cobiça. Em mais de meio século na profissão de jornalista, em tantas áreas quantas possíveis, creio ter desenvolvido um mínimo de senso de observação. E este me dizia que o problema estava ali.

É claro, o empresário, agente, ou seja lá que denominação o amigo queira dar ao cara que negocia os direitos do jogador, tem lá sua percentagem na negociação do atleta. Quanto maior a quantia, maior o lucro. Nada de errado nisso. É o trabalho dele.

Mas, entre a cupidez e o cálculo sobre o quanto todos podem ganhar muito mais do que uma imediata negociação, vai um abismo.

Wagner Ribeiro já atirou Robinho num mar tempestuoso, ao negociá-lo com o Real e, em seguida, com o Manchester City, claro, com anuência do jogador. Portanto, Neymar e seu pai devem considerar com muito juízo a proposta feita pelo Santos, uma salvaguarda para o futuro do menino.

Não sei os detalhes da proposta, logo, não posso opinar a respeito. Mas, dizem que seria algo em torno de quase um milhão de reais por mês, quatrocentos a mais do que o oferecido pelo Chelsea. O que pega? O empresário, óbvio, que não levará sua parte na transação.

Não me oponho à figura do empresário, que deu ao jogador moderno uma ferramenta de negociação que antes não havia. Antigamente, craques como Ademir da Guia, Nilton Santos, Garrincha e até Pelé, que foi tungado pelo tal Pepe Gordo, passaram sua vida nos respectivos clubes ganhando tal mixaria que nem lhes dá uma aposentadoria compatível com a grandeza de seu futebol.

Mas, até no mundo dos frios negócios, há que haver um mínimo de sensibilidade e percepção para captar a probabilidade de ganhos futuros maiores do que uma imediata transação.

Neymar é craque, disso não resta dúvida. E craque em evolução, claro,

Se for para o Chelsea, dirigido pelo italiano Mancini, consequentemente adepto de um futebol tático, sem muito espaço para a criatividade e a invenção, que são os maiores atributos de Neymar, o nosso menino genial sofrerá o diabo para ganhar uma chance no time titular.

Ao olhar de perto aquele caiçarinha mirrado, Mancini certamente irá mandá-lo para o departamento de fisicultura, com a ordem: “Botem músculos nesse garoto”.

Entre tantos exercícios para apurar seu físico, que – pela idade, depende de tempo para seu configurar, antes de qualquer trabalho físico (o homem vai até os 21 anos para ganhar seu formato como tal, segundo a ciência e a lei) e os estudos para aprender o inglês – , Neymar levará, no mínimo, um ano para se adaptar à nova vida.

Sim, pode ser que ele desembarque em Londres e bote pra quebrar logo de cara, e que dali pra frente seja uma alegria só. Nunca se sabe. kaká foi uma excepção, no Milan.

Mas, o mais apropriado, nesta hora, seria Neymar ficar mais um tempo por aqui, sob o guarda-chuva oferecido pelo Santos. Estaria entre os seus, sem dúvidas, e no ponto de encetar sua grande aventura para o futuro.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

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