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18/10/2009 - 19:38

PET, DEEEZZZ!

No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:

- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.

E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.

A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.

Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.

O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.

Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.

E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.

Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.

Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.

Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.

Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

Veja mais charges no blog de Milton Trajano

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS

O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.

A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.

E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.

No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
01/10/2009 - 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
27/09/2009 - 20:48

DOBRADINHA VERDE

A grande novidade da rodada, sem dúvida, além do Verdão se desgarrando na ponta da tabela, foi o salto do Goiás para a vice-liderança, ao bater o Grêmio, de virada, por 2 a 1, no Serra Dourada. Dobradinha verde no topo do campeonato.

E, como Inter e Flamengo naufragaram abraçados no Beira-Rio transformado em lagoa, o Verdão passou a flutuar na liderança ainda mais leve.

BRINDES NO MAJESTOSO

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Sobretudo, porque São Paulo e Corinthians não foram além de um empate por 1 a 1 no Morumbi, em jogo tenso e de poucas chances claras de gol.

A do Corinthians, aos 20 minutos do primeiro tempo, foi fina cortesia de André Dias, assinada por Bosco, para Ronaldo apenas empurrar às redes vazias.

A do São Paulo, um presente do bandeirinha que não assinalou impedimento de Washington no passe magistral de Hernanes, aos 24 do segundo tempo.

De resto, no jogo jogado, o Tricolor foi superior ao Corinthias a maior parte do tempo. Contudo, aquela superioridade que não confluía em ações incisivas na direção da meta do adversário, que, por sua vez, preferia apenas defender-se, com esta ou aquela pontada de contragolpe.

Só no finalzinho, depois da expulsão de Washington, é que o Timão pressionou e quase marca em cruzamento de Bill para Dentinho chegar um átimo atrasado.

Ah, sim, e vale destacar a estréia (ufa!) do menino argentino Defederico. Abstraindo-se todos os problemas típicos de tais circunstâncias, me deixou boa impressão. Franzino, mas sabe trabalhar a bichinha.

BAILE CARIJÓ

Foi o baile do Galo Carijó no terreiro do Mineirão: 3 a 1 num Santos que só deu sinal de vida no segundo tempo, e, mesmo assim esporadicamente. Isso tudo com direito a estreia de Ricardinho, chamado a campo já pra lá de dois terços da partida.

Entrou, obviamente longe de sua melhor forma física e técnica, mas em três ou quatro tramas que executou pelo lado esquerdo, com Feltri, já sinalizou a que veio. Ricardinho é daqueles raros meias capazes de injetar no time a noção de alternância de jogo – ora, mais contido; ora, mais agressivo. E isso vai fazer muita diferença nesta reta final do campeonato.

Contudo, o nome do jogo foi mais uma vez Diego Tardelli, autor de dois gols e de várias jogadas de efeito e eficiência, a partir da intermediária adversária, em parceria com Eder Luís, que voltou a jogar livre e solto.

Outro grande destaque do Galo: o volante Correa, um desses médios de muita entrega mas que sabe o que fazer com a bola quando a tem sob seu domínio. Marcou, quitou, e saiu para o jogo com fluência e destemor.

Assim, o Galo volta a se juntar aos que brigam, no mínimo, uma vaga para a libertadores, mas com direito a sonhar mais alto. E o Santos, bem, segue ali naquela zona cinzenta do meio da tabela, sem força para subir, nem tanta fragilidade para despencar.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , ,
03/09/2009 - 00:18

O INTER CHEGOU

O Inter fechou, finalmente, o primeiro turno vencendo o Galo, em casa, por 3 a 0, com direito a dois gols do recém chegado Edu, e se fixa na cola do líder Palmeiras, jogando uma bola redondinha, sobretudo depois da entrada de D’Alessandro, no segundo tempo.

Houve um momento, na etapa final, em que o Colorado fez a bola circular de pé em pé por tanto tempo que o grito de olé! passou a ser inevitável.

Assim, o Inter chega na boca do funil da disputa com todas as chances de, no fim das contas, chegar lá, sim senhor. Nem tanto pelos pontos obtidos, mas, sobretudo, pela forma como vem jogando.

VIRADA A LA TIMÃO

E o Corinthians, como se timbrasse a tradição de time das viradas, no despertar das celebrações de seu centenário, virou o clássico com o Santos, por 2 a 1, gols de Chicão, contra e a favor, e de Bill.

Muito por seu esforço, embora sem brilho, a não ser na troca de passes vertiginosa no segundo gol, já aos 43 minutos do segndo tempo. E muito, também, porque o Santos, depois de abrir o placar, recuou inexplicavelmente, expondo seu lado mais fraco – a defesa.

O Santos, dessa forma, continua naquela cadência – um passo à frente, outro atrás. E o Corinthians, mesmo desfalcado entre tantos da estrela da companhia – Ronaldo -, segue cortejando a zona nobre da tabela. Tudo porque, com desfalques ou não, com craques ou sem craques, o técnico Mano Menezes não abre mão de seu esquema voltado mais para o ataque do que para a defesa.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
01/09/2009 - 16:02

INTER E GALO JOGAM O FUTURO

Esse é o jogo que pode determinar o futuro de dois dos principais candidatos ao título. Para o Galo, significa manter-se na zona de disputa, estancando a queda que se sucedeu aos tempos de liderança. Para o Inter, o fechamento do primeiro turno, neste último jogo recuperado, com o título de campeão virtual. Mais do que isso: o empuxe para a arrancada em direção à liderança, até agora ocupada pelo Palmeiras, que ainda não pode ser alcançado agora.

O jogo é no Beira-Rio, terreiro do Inter, que deve jogar com o mesmo time que deu um baile no Goiás, na goleada por 4 a 0, no fim de semana. E lá estarão os meninos Marquinhos e Giuliano, que brilharam ao lado ddos veteranos Magrão e Guiñazu.

Já o Galo vem sofrendo pela ausência de Márcio Araújo, que bem aciona a dupla de ataque Eder Luís-Tradelli, ponto alto da equipe. E, mesmo Renteria, que é um atacante nato, não está ainda nos trinques.

Resumindo: o Galo vai ter de buscar lá no fundo da alma o ânimo redobrado que faz parte de sua história para virar essa expectativa tão negativa.

CEM ANOS DE EMOÇÕES

O Corinthians, no dia em que celebra seus 99 anos de idade, deu o pontapé dos fstejos de seu centenário, palavrinha que está intimamente ligada com o clube, desde seus primórdios.

Sim, porque o Timão ficou conhecido como o Campeão do Centenário, em 1922, quando se comemorava o centenário da Independência do Brasil, com um time onde brilhavam suas duas estrelas mais cintilantes dos primeiros anos de existência: o centromédio Amilcar Barbuhy, eixo e líder da equipe, e o meia Neco, que disputava com Heitor, do Palestra, e Friedenreich, do Paulistano, a palma de melhor do Brasil.

E outro centenário, o IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo, em 54, entraria para a extensa galeria de troféus, graças àquele timaço de Gilmar; Murilo e Olavo; Idário, Goiano e Roberto; Claudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Simão.

Calma, Fiel, há muito o que falar sobre a história do Timão. Mas, há tempo de sobra, neste ano que começa a se desenrolar no calendário alvi-negro.

Por enquanto, espiemos o clássico desta quinta-feira, no Pacaembu. Logo um Corinthians e Santos, que marcou a história do Timão, principalmente nos amargos anos 50 (amargos, para o Timão; dulcíssimo para o Peixe de Pelé e cia.).

Nada a ver com essa breve lembrança: ambos estão se remontando no curso do campeonato, E, por isso mesmo, como prever o que acontecerá em campo? Desconfio, porém, que o Corinthians está um passo à frente do Santos nesse processo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , ,
30/08/2009 - 20:47

MUITA TENSÃO E POUCA BOLA

Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.

O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.

Como, aliás, não aconteceu.

O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ

O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.

mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.

Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.

Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que

perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.

Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.

Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.

INTER DESBANCA GOIÁS

Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.

E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.

O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.

PEIXE E RAPOSA

Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.

Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 00:16

NOITE FELIZ

Foi uma noite luminosa: em dois jogos, dez gols, boa técnica, lances de categoria, e muita emoção nas alternâncias do placar.

Na Vila, o Santos disparou 2 a 0 logo de início, com direito a um belo gol de Kleber Pereira, mas o Inter chegou ao empate, e à virada, já no seundo, com três gols de Alecsandro, que se não tem o brilho de Nilmar, substitui o ídolo colorado com uma eficiência rara. Kléber Pereira empatou logo em seguida, e o jogo seguiu no fio da navalha até o fim.

Na Arena, o Barueri abriu o placar logo aos 20 segundos de bola rolando, deu as cartas durante todo o primeiro, para tomar a virada, com golaço de Elias, no segundo, mas conseguiu o empate mais adiante, justamente quando o Timão estava melhor.

Boa noite, meu.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
25/08/2009 - 15:54

RODADA COM AR NOSTÁLGICO

A bola volta a rolar faceira nesta noite de quarta, na Vila, com um certo ar nostálgico. Afinal, Santos e Inter recuperam o jogo perdido no primeiro turno. E ambos precisam vencer, claro, embora o Colorado, por jogar na casa do inimigo, possa até aceitar um empate como algo mais positivo do que negativo.

Sucede que o Inter conta com esses pontos atrasados para fustigar o líder Palmeiras, mantendo-se na disputa direta pelo título.

Já o Santos carece, sobretudo, de confirmação. Não pode mais perder pontos na Vila, se quiser sonhar ainda com o distante G-4.

Quanto ao Corinthians, joga fora, mas nos braços da Fiel, pois Barueri é logo ali.
O diabo é que Dentinho, o principal atacante corintiano, na ausência de Ronaldo Fenômeno, estará fora desse jogo.

Em contrapartida, a Fiel poderá ver em ação o paraguaio Balbuena, recém-contratado, no lugar que Jucilei ocupou provisoriamente ali na lateral-direita. Enfim, um Timão em reformulação; portanto, imprevisível.

Por seu turno, porém, o Barueri já sabemos: êta time cascudo!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
20/08/2009 - 00:25

RODADA DE FOGO

A grande vitória da rodada foi, sem dúvida, a do Corinthians sobre o Inter no Beira-Rio, por 2 a 1, placar, aliás construído em cima dos erros da arbitragem, já que os três gols foram marcados irregularmente.

O fato, porém, é que o Timão, devastado por lesões e punições, nem assim perdeu a pose: entrou no Beira-Rio com sua formação mais ousada do que a maioria dos demais times, e duelou mano a mano (sem trocadilho) com um dos principais pretendentes ao título (também desfalcado, mas não tanto) e concluiu mais a gol do que o adversário, o que é, afinal, a essência do jogo.

Em contrapartida, a grande derrota foi a do líder Palmeiras para o Coritiba, na casa do inimigo. Isso, claro, sempre ameniza a pena. Mas, mesmo sem Diego Souza e Marcos, suas duas estrelas mais cintilantes, era de se esperar mais desse Palmeiras que viveu apenas do brilho e do esforço de Xavier, o que não foi suficiente desta vez.

Por fim, o São Paulo, na volta de Rogério Ceni ao palco de sua gloriosa vida, o Morumbi, cumpriu sua parte, com extrema discrição: 1 a 0, belo gol de Richarlyson, sobre o Fluminense que já não sabe mais onde cavar sua vergonha, e saltou provisoriamente para a vice-liderança, nessa arrancada espetacular sob o comando de Ricardo Gomes.

Pouco antes, o Santos havia derrotado o Grêmio na Vila, num jogo arrastado, com gol de cabeça de Ganso. Nada mal para o Santos, que aspira apenas ganhar um posto mais honroso na tabela e muito ruim para o Grêmio, que entrou para brigar pelo título e não consegue dar um salto significativo.

Assim, a abertura do segundo turno já prenuncia a briga de foice que se travará lá no topo da tabela, até o fim. E ainda há quem diga que pontos-corridos é um tédio.

JANELA PRA LÁ E PRA CÁ

A janela escancarada para a turma doida por pular em busca do Eldorado europeu, está atraindo mais exilados do que os desterrados. Agora mesmo, o Inter anuncia a contratação de Cleber Santana, ex-Santos, que estava na Espanha. Desconfio que seja a mais significativa repatriação, já que se trata de um volante com cacoete de meia e chute de atacante.

Vi alguns jogos de Santana no Campeonato Espanhol, e fiquei com a sensação de que continua o mesmo excelente jogador dos tempos da Vila, embora atuasse mais à frente de sua real posição.

Outro que volta aos Pagos é o lateral-esquerdo Lúcio, ex-Palmeiras, São Paulo e Grêmio. Dizem que, fisicamente, o rapaz não está nos trinques. Mas, se superar rapidamente esse problema (se é que ele existe), será um reforço inestimável para o Tricolor gaúcho.

É verdade que muita gente boa deverá partir através da fresta final do fechamento da tal janela. Isso porque os clubes europeus costumam só se voltar para os nossos campos depois de esgotarem as possibilidades na sua própria praia. Não porque desprezem nossos talentos. Mas, porque preferem aqueles que já estejam acostumados a atuar por lá há algum tempo. Só resta esperar pra ver como vai terminar essa melódia.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
08/08/2009 - 21:43

QUE AVAÍ É ESSE, MEU?

Claro, o peixeiro amigo está aí maldizendo seu time, que vencia por 2 a 0, já segundo tempo avançando, e acabou cedendo o empate para o Avaí. Mesmo porque o Santos perdeu umas duas chances de ouro para ampliar o marcador, sobretudo com seu artilheiro Kleber Pereira.

Mas, há que admitir a espetacular arrancada do Avaí, que somou na Vila sua oitava partida consecutiva sem perder, largando a lanterna outro dia para vir aquecer-se ao sol de muitas esperanças já lá pra além do meio da tabela.

E muito deve o Avaí, nessa espetacular. reação ao seu meia Marquinhos, aquele Marquinhos Paraná que surgiu anos atrás como grande revelação do futebol paranaense, mas que passou obscuro por São Paulo, Flamengo, uma dezena de clubes, para ressurgir agora no Avaí de Silas.

Marquinhos é um daqueles meias serenos, que sabem fazer a bola circular, quando não a metem na medida para um companheiro em posição de concluir na cara do gol, tão raros no nosso atual futebol. Nao é nenhum craque excepcional, nada disso. Mas, sabe jogar. Ou mais do que isso: sabe fazer seu time jogar.

Quanto ao Santos… Bem, ou Luxa volta aos seus antigos conceitos, ou irá seguindo nesse passo: um pra frente, um pra trás.

KAKÁ E EUSÉBIO

Kaká estreou no Real, na goleada sobre o Toronto, em amistoso preparatório para temporada européia prestes a se iniciar. Jogou só o primeiro tempo, não marcou nenhum gol, mas teve boa movimentação, entrando em sincronia com seus ilustres parceiros de ataque: Cristiano Ronaldo, Raúl e Benzema.

A propósito, vale esperar pra ver se o técnico Pellegrini vai apostar mesmo nesse quarteto ofensivo para os jogos de verdade. Será uma ousadia inusitada até mesmo para o futebol europeu que avançou muito nesse sentido nos últimos anos.

Já o Milan, que Kaká deixou outro dia, que desastre… Empatou por 1 a 1 com o Benfica no Estádio da Luz, é verdade, e só perdeu nos pênatis. Mas, não jogou um tostão de bola. Foi envolvido inteiramente pelo Benfica de Ramires, Aimar e cia. bela ao longo de toda a partida, e só não levou um saco porque a dupla de zaga Nesta-Thaigo Silva salvou tudo no último momento.

Nos pênaltis, o Benfica saiu vencedor, graças, entre outros, a Ronadinho Gaúcho, que havia entrado no segundo tempo e que desperdiçou sua cobrança, e ficou com a Taça Eusébio.

Kaká e Eusébio… De súbito, a linha da memória atravessa quatro décadas unindo um ao outro, pelas semelhanças e diferenças. As semelhanças: ambos, meias-ofensivos, destros, donos de arrancadas incontroláveis e um irrepreensível senso de profissionalismo. A diferença: Eusébio foi gênio, goleador implacável, que aduzia às arrancadas impetuosas uma capacidade singular no cabeceio; Kaká é craque, grande estrela, mas ainda não pode ser chamado de gênio.

Na verdade, de todos os imensos craques que vi em campo, Eusébio foi o que mais se aproximou de Pelé, no estilo e eficiência, embora entre um e outro haja um abismo.

Outra diferença: Kaká, neste futebol tão carente de meias-armadores, tem que ser arco e flecha, ponto de partida e de chegada, enquanto Eusébio teve atrás de si, tanto no Benfica bicampeão mundial, quanto na Seleção Portuguesa terceira colocada na Copa da Inglaterra, a genialidade do passe mágico de Coluna.

De resto, é bola que segue, na esteira dos craques de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
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