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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 14:56

A AMÉRICA PARA OS BRASILEIROS

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A Libertadores da América, em sua fase de grupos, começa hoje para os times brasileiros, com o Fluminense recebendo no Engenhão o Arsenal Sarandi, clube que despontou na cena principal do futebol argentino há pouco tempo, mas já devidamente rodado no torneio continental.

O Tricolor, que já esteve a pique de levantar essa taça ainda recentemente, no papel, tem time não apenas para vencer o Arsenal, mas, para ser um dos mais sérios candidatos ao título.

No papel, até agora, pois nas raras chances que tivemos neste início de ano de ver todos os titulares em campo ficou no ar um ponto de interrogação.

Claro, é início de temporada, os jogadores ainda não estão nos trinques, essas coisas todas tão sabidas. Mas, o fato é que o jogo é hoje.

Vejamos, vejamos, com atenção e muitas esperanças, pois um time que tem Deco, Wagner, Fred, Sóbis, Fred, em campo, e Thiago Neves no banco, pode num piscar de olhos pegar no breu. E aí, é só alegria.

VASCÃO

Diego Souza, Dedé e Alecsandro, do Vasco

Se futebol é momento, como ensinava mestre Rubens Minelli, o momento do Vasco é, sem dúvida, o melhor dentre todos os brasileiros da Libertadores. A tal ponto que foi eleito favorito para a conquista do título pelo chileno Valdívia, no Bem, Amigos de ontem.

Não chego a tanto, porque a disputa é longa e acirrada, com outros brasileiros também na fita. Mas, é que o Vasco vem de gloriosa campanha a partir do segundo semestre do ano passado, manteve seu time intacto e está mais bem preparado do que os demais, ao disputar o Cariocão com sua equipe titular, sem muitas mexidas.

Para sua estreia na Libertadores amanhã, contra o Nacional de Montevidéu, em casa, o único problema do técnico Cristóvão Borges está na lateral-direita, com as ausências de Fagner, uma das principais válvulas de escape do Vasco, e de seu reserva imediato, Alan.

E o doce dilema é se poderá ou não contar com Felipe e Juninho Pernambucano juntos na mesma equipe, desde o início, por razões físicas, nunca técnicas ou táticas.

Com Diego Souza esmerilhando lá na frente, ao lado do sempre oportunista Alecssandro, acionados por essa dupla de magníficos veteranos, por mais sólida que seja a retranca tradicional dos uruguaios, o Almirante tem tudo para sair de campo de fronte erguida e um sorriso nos lábios.

COLORADO

Na quinta-feira, será a vez do Inter, que já passou pelos campos da pré-Libertadores. Desta vez, pega o Juan Aurich, campeão peruano pela primeira vez em 89 anos de existência.

O Inter, a exemplo do Flu, é um dos mais bem equipados para essa disputa. Não só pela camisa que ostenta a estrela de campeão do mundo, mas, sobretudo, pela excelência de seu time.

É verdade, ainda está longe do ponto ideal. Mas, já deu pra ver na fase de classificação que está imbuído do espírito da Libertadores, o que, somado à qualidade de jogadores como D’Alessandro, Oscar, Leandro Damião e Dagoberto, confere ao Colorado uma força especial para ir longe nessa dura caminhada.

PEIXE, FLA E TIMÃO

Santos, Flamengo e Corinthians só estreiam na Libertadores dia 15.

Mas, valem algumas pinceladas sobre as possibilidades de cada um.

Dos três, a maior incógnita é o Flamengo, agora sob nova direção. Como o Rubro-Negro reagirá ao comando conciliador de Papai Joel? A tendência é que, espiritualmente, o time se sinta mais leve em campo. Mas, taticamente, sei, não. Joel é daqueles pragmáticos de plantão que botam seu time em campo, antes de mais nada, para não perder.

Às vezes dá certo, às vezes, não. No caso, se fizer isso, mais do que nunca o Flamengo dependerá de um Ronaldinho mais ativo e participativo do que vem sendo. Isso, enquanto Seu Love não possa entrar em campo.

Joel Santana vai comandar o Flamengo daqui em diante

Já o Santos, atual campeão da América, me preocupa mais do que o Corinthians, por exemplo.

Sem dois laterais de bom nível técnico, já que Léo está no estaleiro e Danilo e Alex Sandro escafederam-se, e com um trio de volantes que até agora não funcionou, mais do que nunca o Peixe depende quase que exclusivamente de Ganso e Neymar.

Ganso, embora bem melhor do que na temporada passada, ainda não alcançou o estágio ideal, fisicamente, e Neymar é cracaço, mas, não um deus para produzir milagres a cada jogo.

Bobeou o Santos ao não buscar de imediato um substituto para Alex Sandro e outro para Danilo. Aliás, bobeada maior foi deixá-los partir, já que se trata de dois jovens promissores e que resolveram esses problemas na Vila, desde o início.

Quanto ao Corinthians, naquele jeitão sereno de encarar os adversários, com Douglas armando o jogo ao lado de Alex para Emerson e Liedson, tem tudo para ir comendo pelas beiradas e chegar lá.

Como? Se Tite deve incluir o nome de Adriano na lista dos vinte e cinco inscritos para esta fase da Libertadores? Claro que sim. Inclui e acende uma vela na vaga esperança de que um dia desses Adriano entre em forma pelo menos para jogar alguns minutos.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. O MODERNO E O ANTIGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais | 16:33

DOMINGO DE CLÁSSICOS

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Domingo de clássicos no Paulistão, Gauchão e Cariocão.

O mais tradicional e renhido, sem dúvida, será o Gre-Nal, cuja tabela imprevidente marcou para este início de temporada quando os times ainda estão tateando em busca das melhores formações e de um ritmo adequado ao tamanho de ambos.

O Grêmio foi o que mais se reforçou (aliás, continua ainda em busca de novas caras). Mas, acaba de perder um jogador precioso – Douglas. É verdade que, para a função de Douglas, tem Marco Antônio, ainda em fase de adaptação ao seu novo time.

O diabo é que o Grêmio não conseguiu pegar no breu e a torcida já começa a pegar no pé do técnico Caio Jr. Eis, pois, a chance de o técnico dar a volta por cima, em pleno Olímpico. Ou cavar mais uns palmos na sua iminente sepultura.

Já o Inter, que vem de dura viagem da Colômbia, amenizada, claro, pela passagem para a fase de grupo da Libertadores diante do Once Caldas, está mais bem definido. Não devem jogar, porém, Dagoberto, Nei e Tinga. Mas, lá estarão D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião, três promessas de bom jogo.

Mas, como sempre, nada é definitivo nesse eterno Gre-Nal.

A VEZ DO VERDÃO

Essa é a grande chance de o Palmeiras, que vem cumprindo opaca campanha no Paulistão, a exemplo do segundo semestre do ano passado, ganhar moral para dar aquele salto de qualidade tão esperado por sua torcida.

Sobretudo, depois que puder contar com o centroavante Barcos, ainda enroscado nos meandros das negociações com a LDU.

Sim, porque time por time o Santos é bem superior ao Palmeiras. Sucede que o Peixe está dando seu segundo passo depois das férias, e o primeiro foi um pálido empate com o Oeste, no meio de semana.

O próprio técnico Muricy anunciou, depois do jogo de quinta, que seu time ainda não está devidamente preparado para um clássico desse porte.

O que anima um pouco a turma da Vila é que Neymar e Ganso voltaram nos trinques. E eles podem suprir, com seus respectivos talentos, os demais problemas da equipe.

BOTA E FLAMENGO

O Botafogo, sob o comando de Osvaldo de Oliveira, ainda não conseguiu engrenar no Cariocão, e o Flamengo, sem comando, é um dilema para o clássico carioca deste domingo: será um time mais aguerrido e solto, pela saída de Luxemburgo, que teria problemas com o tal grupo, ou, ao contrário, com os jogadores atados à ânsia de provar que podem dar conta do recado sem um treinador de renome no banco?

Bem, pelo menos um deles, Ronaldinho, que foi bem na vitória sobre o Potosi, com direito a golaço no finzinho da partida, terá de assumir, em campo, o comando da equipe, e mostrar a que veio.

DOUGLAS NO PARQUE

Na impossibilidade da vinda de Montillo, o Timão foi buscar de volta o meia Douglas, que tanta falta andou fazendo no Parque.

Sim, sei bem, que parte da torcida corintiana não engolia o futebol brilhante, mas, intermitente de Douglas, apesar de ele ter sido o principal jogador do time na campanha da Segundona e o assistente exato para a breve e fulgurante passagem de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians.

A propósito de Douglas, lembro Sócrates, quando de sua chegada ao Corinthians, no final da década de 70. Aparentemente lento, cerebral, seu futebol conflitava com a tradicional trepidação da Fiel nas arquibancadas.

E as primeiras vaias se sucederam em manifestações até violentas da torcida contra o Dr., que, certa noite, preso nos vestiários do Pacaembu, com a galera irada à porta pedindo sua cabeça, calmamente me revelou: “Vou ensinar esse pessoal a torcer”.

Dali em diante, punha a bola no chão, e, sinalizava para a torcida quando devia esperar o desfecho do lance ou quando devia vibrar. E o Corinthians foi campeão com um futebol de primeira, o que não ocorria desde duas décadas antes.

A ESTREIA DE JADSON

Jadson, a principal contratação do São Paulo nesta temporada, finalmente estreia contra a Ponte Preta, em Campinas.

Enfim, o Tricolor ganha um meia capaz de articular com senso o ataque, que, por sua vez, carecerá da presença de Luís Fabiano, ainda no estaleiro.

Mas, se não tem tu, vai tu mesmo, como diz o malandro. E o tu, aqui, chama-se William José, um garotão taludo, bom no cabeceio e no chute a média distância, autor do gol de empate no jogo do meio de semana, contra o Guarani.

O menino tem potencial, sem ser um craque, longe disso. E poderá se beneficiar muito da presença de Jadson no meio de campo. Portanto, calma com o andor, tricolino amigo.

LUXA TRAÍDO

Luxemburgo, afinal, se abriu publicamente: foi traído pela proverbial indecisão da presidenta do Flamengo, que se deixou levar pelas más línguas.

Isso é evidente, tá na cara.

Por outro lado, está na hora de Luxemburgo – e digo isso como amigo – parar e repensar sua vida.

Luxa já acumulou patrimônio suficiente para não mais depender do futebol pelo resto da vida, segundo se sabe. Portanto, pode se dar ao luxo de optar entre retomar sua carreira como técnico de futebol num nível superior ao dos últimos tempos, ou simplesmente preservar para a história tudo o que conquistou nos tantos anos de brilho e eficiência anteriores à atual fase, e ficar no bem-bom.

Se decidir por seguir adiante na profissão que lhe deu fama e fortuna, então que parta para ser o melhor dos melhores. Vá estudar inglês, espanhol, italiano, alemão, essas línguas que facilitariam sua volta à Europa, hoje, o centro mundial do futebol. Vá estudar futebol, aproveitando a extraordinária vocação natural para a profissão somada a tantos anos de experiência prática.

Percorra os principais centros futebolísticos do mundo. Veja, anote, faça um curso numa escola superior de gestão esportiva da Espanha ou da Itália, coisas do gênero.

E, quando voltar á beira dos gramados, voltará outro. Bem melhor como técnico ou manager, como ele gostaria de ser. E, sobretudo, como ser humano, mais sábio e seguro de si; portanto, menos ansioso para abarcar o mundo com as duas mãos.

BOLA DE CRISTAL

Quer dizer, então, que minha bola de cristal estava bem nítida quando anunciei aqui que a Seleção Brasileira para os amistosos de junho será composta basicamente por jogadores com idade olímpica, mais os três acima da data limite?

Aliás, não precisa ser adivinhão para prever isso. Entre outras coisas porque a nossa seleção principal, com exceção da defesa, é composta mesmo por garotos em idade olímpica. Assim como as maiores estrelas da cia. estão enquadradas nesse quesito, tipo Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas etc.

Bem, de qualquer forma, foi o que anunciou o técnico Mano Menezes na festa de lançamento das novas camisas da Seleção, que, no entanto, não revelou quais seriam esses três com idade acima dos 23 anos.

Pois arrisco nomear dois deles: Thiago Silva e David Luís, a dupla de zaga titular da Seleção. O terceiro nome vai ficar para a época da convocação, talvez um meio-campista, talvez um atacante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. DOMINGO DE DECISÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:01

DOIS CLÁSSICOS DE MORTE

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Antes de tudo, peço desculpas por não ter conseguido postar meus comentários aqui ontem. É que demônios cibernéticos invadiram minha caverna de Ibiúna, deixando-me isolado do mundo.

Só agora pouco consegui exorcizá-los. Então, vamos ao que interessa: os dois clássicos nacionais que agitam esta noite de quarta-feira – no Olímpico, o jogo atrasado entre Grêmio e Santos, e, em Sete Lagoas, o Cruzeiro a perigo versus um São Paulo que segue sonhando com o título.

O Tricolor costuma se sair bem melhor fora e casa do que no Morumbi, outrora sua fortaleza inexpugnável. Mas, irá desfalcado de alguns titulares, como Lucas, Wellington e o paraguaio Piris. Desfalques, porém, para os quais há boas soluções entre as tantas de que pode se socorrer o treinador Adílson Batista.

Na lateral-direita, Jean, que antes da chegada de Piris vinha se virando muito bem por ali, apesar de algumas restrições, é a solução óbvia.

Já para os lugar de Lucas, o leque de opções se abre em várias direções e estilos: Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Marlos, por exemplo.

Desconfio, porém, que bastará ao técnico escalar Carlinhos Paraíba, ao lado de Casemiro, Denílson e Cícero, no meio de campo, com a dupla de ataque formada por Dagoberto e Luís Fabiano.

Haveria a alternativa da passagem de Carlinhos Paraíba para a lateral-esquerda, onde Juan não vem correspondendo à altura e a inclusão de Rivaldo ou Marlos na ligação ao ataque. Mas, essa é outra história, mudança possível de ocorrer no transcurso da partida.

Quanto ao Cruzeiro, que vive o pior momento de sua gloriosa história no Brasileirão, precisa desesperadamente da vitória para que a situação não fique ainda mais preta. E, se o amigo espiar a escalação de Vagner Mancini, verá que o time não é para estar em posição tão delicada, apesar de todas as perdas sofridas desde os tempos em que era considerado o melhor da América, no começo da temporada.

Logo, desconfio que o problema todo está mais na cuca do que nos pés dos jogadores. E que uma vitória esta noite teria um efeito terapêutico maior do que a ida da turma toda ao divã do Gikovate.

GRÊMIO E SANTOS

Grêmio e Santos contam com uma vitória esta noite para alcançar posições mais adequadas às suas tradições. Ambos vagam ali pela metade da tabela, com um ponto de diferença a favor dos tricolores do Sul, embora ao Santos ainda reste resgatar um jogo a mais adiado, contra o Botafogo.

O cenário é mais propício ao Grêmio, claro, não apenas porque joga em casa, mas, sobretudo, porque vem de vitórias, ao contrário do Santos. E, mais, pega um Peixe sem Neymar, que é o cara, aquele que faz a diferença, como dizem por aí.

O Santos, contudo, responde com Borges, o artilheiro do campeonato, que certamente gostaria de brindar seu aniversário com um cálice cheio de vingança contra o time que o desprezou outro dia.

Muricy não adiantou se vai com três atacantes ou quatro volantes. Neste caso, confesso, isso é um tanto irrelevante.

E Celso Roth vacila entre André Lima e Brandão, que vem merecendo muitas críticas e vaias até da torcida gremista. No fundo, no fundo, ambos se equiparam – são dois centroavantes à moda antiga tão em voga recentemente, fortes, bons no cabeceio e rompedores, mas reticentes com a bola nos pés.

Justamente o oposto de Borges.

FELIPÃO NO MORUMBI?

A doce, bela e sempre bem informada Sonia Racy, em sua coluna no Estadão, revela que Felipão., quem diria?, poderá acabar no Morumbi no ano que vem. Pelo que sei da esplêndida jornalista, certamente alguém de dentro do São Paulo lhe soprou a novidade.

Quem? Não sei. Tampouco de que escalão na hierarquia tricolor.

Só sei que os maiorais do departamento de futebol do clube desmentem a mais remota intenção, neste momento, de que esse tema sequer seja tratado no Morumbi. Assim como, por meio de seu assessor de imprensa, Acaz Fellenger, Felipão segue o mesmo roteiro da negativa.

A possibilidade, todos sabemos, sempre existe, mesmo porque nesta longa caminhada pelos campos do futebol, aprendi a não confiar cegamente na palavra de cartola ou de treinador.

O improvável, nessa história toda, é o São Paulo romper todos os tetos de sua tradição para pagar a Felipão o que nunca pagou nem a Telê Santana. A não ser que a obsessão pela Libertadores se transforme em esquizofrenia.

VASCOOO!

O Almirante volta a campo, desta vez, pela Copa Sul-Americana, levando o barco devagar, como aconselha o velho vascaíno Paulinho da Viola no samba antológico. Vai a Cochabamba, carregando o barco nas costas, pois por lá o mar não lambe, com um time praticamente reserva.

Reserva, mas, nem por isso, uma baba. Lá estão, por exemplo, além dos titulares Fernando Prass, goleiro que está merecendo mais atenção do que a habitual, e o lateral-direito Fagner.

Mas, espie o amigo o resto da equipe. Lá estão os meninos Diego Rosa, um volante de estirpe, Alan, frequentador de seleções de base, Felipe Bastos e Bernardo, que sempre quando chamados para o time principal respondem à altura. E, lá na frente, o veterano Leandro e Elton, que tem feito seus golzinhos providenciais.

Quer dizer: diante do Aurora, o Vasco bem que pode levar adiante sua esperança dissimulada de conquistar nesta temporada singular a tríplice coroa – a Copa do Brasil, já na gaveta, o Brasileirão que lidera e a Sul-Americana, projetando-se para A Libertadores do ano que vem.

Feito inédito, salvo engano, na história do Vasco da Gama, incluindo seus momentos mais gloriosos, que não foram poucos.

VELHICE E REALIDADE

Vira e mexe, algum jovem posta aqui um comentário me acusando de ser velho, superado, gagá mesmo. E, por causa disso, as ideias que aqui exponho são inválidas.

Pois, quero declarar, publicamente, que sou um velho, sim, senhor. Não porque esteja celebrando o mês que vem meus 70 anos de vida. Mas, porque nasci velho.

Isso mesmo; velho como Matusalém, de barbas brancas e cabelos encanecidos, ou como aquele Benjamim Button do cinema, que desperta ancião e começa a regredir até virar um bebê.

Basta dizer que lá pelos cinco, seis anos, curtia no rádio as canções e sambas dos anos 20, 30, duas ou uma década antes de ter vindo à luz. E jamais, no tempo da minha adolescência e juventude, o rock, por exemplo, me seduziu. Até hoje.

Quando aprendi a ler, comecei com a saga de Arséne Lupin, de Maurice Le Blanc, e logo fui para Machado, Aluísio de Azevedo, Eça, passando aos onze anos pelos Diálogos de Plantão, etc.

Na pintura, nunca trocaria um Cézanne por um Picasso.

São coisas intrínsecas, que fazer?

Mas, nada disso me fez perder o juízo, creio, Imagino-me olhando o presente com um olho no passado e um terceiro, aquele que muitas culturas supõem com poderes precogniscíveis no futuro.

O que isso tudo quer dizer? Rigorosamente, nada. Pois, a memória embaça quando se busca o passado, a visão falha ao ver o presente, e o futuro a Deus pertence.

Mas, é o que sou, como sou, e, parodiando a célebre frase de Zagalo, me engula quem quiser. Quem não quiser mude de canal.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 15:09

CARIOCAS, DE GOLEADA

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Nesse Rio-São Paulo paralelo ao Brasileirão, os cariocas vão ganhando dos paulistas de goleada: 13 a 7. Isto é, treze vitórias dos cariocas contra apenas sete dos paulistas, no confronto entre  os clubes dos dois estados.

Acrescente aí o amigo o fato de que o Rio levantou as duas últimas taças brasileiras Fla e Flu) e o Vasco vai liderando a deste ano, e teremos um quadro nítido da superioridade de um futebol que, anos antes, andava a reboque não só dos paulistas como também de gaúchos e mineiros.

Quem gosta de futebol e curte as coisas deste Brasil gentil só pode saudar a prodigiosa recuperação dos cariocas, que mandaram nos campos brasileiros durante as décadas de 30 e 40 e depois perderam essa hegemonia para São Paulo – mais tarde Minas e Rio Grande.

Os paulistas, que haviam reinado nas duas primeiras décadas do século passado, nos tempos de Fried, Neco, Heitor, Rubens Salles, Amílcar, Lagreca, Grané e cia. bela, só começaram a se recuperar nos anos 50, quando seus clubes ganharam de enfiada vários torneios Rio-São Paulo, assim como a Seleção Paulista sagrou-se cinco vezes em seguida campeã brasileira dos extintos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais.

A tal ponto que o recém-inaugurado Maracanã, hoje apenas uma lembrança, era chamado de o Recreio dos Bandeirantes. E veja que nesse período todo os clubes cariocas e suas respectivas seleções tinham  craques inexcedíveis e timaços de primeiríssima, como Zizinho, Danilo, Didi, Garrincha, Nilton Santos, e aqueles tantos Botafogos dos anos 60 e 70, além do Flamengo de Zico, já nos 80, para resumirmos o papo.

Em contrapartida, os paulistas respondiam com o Santos de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos no mundo, e as várias Academias do Palmeiras, com o São Paulo disparando nos anos 90 e início dos 2000.

Hoje, porém, pode-se dizer que, Maracanã abaixo, o apodo mudou de senha e lugar: o Morumbi passou a ser o Recreio dos Cariocas. Sim, porque, entre outras coisas, o São Paulo, por exemplo, ali perdeu todos os jogos disputados contra times cariocas. E ali pode estar enterrando suas esperanças de disputar o título pra valer.

Dos seis primeiros colocados na tabela do Brasileirão, neste momento, quatro são cariocas, contra apenas dois de São Paulo. Outra goleada, de capote, como se dizia antigamente.

Claro, trata-se de um registro momentâneo, mas é também indicador de uma tendência. A partir do instante em que os principais clubes cariocas começaram a investir nas suas infraestruturas – concentrações decentes, campos de treinamento, instalações modernas para fisioterapia, essas coisas todas -, o vento passou a soprar a favor.

Nada é por acaso, meu.

SALVO PELO GONGO

Meu querido Mano Menezes foi salvo pelo gongo: na última hora, Sandro se machucou no jogo pelo Tottenham, neste final de semana, e Ralf foi chamado para seu lugar.

Não que a Seleção Brasileira necessariamente ganhe mais força com este ou aquele. Ambos são bons volantes de contenção, com características e técnica similares.

A questão aqui é outra, digamos, mais política, pois Mano vinha sendo criticado por poupar apenas o Corinthians, dentre os candidatos ao título, na convocação para o amistoso de sexta-feira contra a Costa Rica.

Era como se Mano, ex-treinador do Timão, estivesse protegendo o Alvinegro por razões de afeto. Bobagem, mas, pelo sim, pelo não, aí está o Corinthians também desfalcado de um titular importante, a exemplo de Vasco, São Paulo, Flamengo etc.

Acabou a prosa.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
  2. ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO
  3. GOLEADA AZUL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 22:04

JOGO DE CAMPEÕES

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Foi um jogo lancinante entre o campeão brasileiro e o da América, que terminou sobre o fio da navalha naquele gol redentor de Márcio Rosário, já nos descontos.

E, se o primeiro tempo foi lá e cá, com gols de Neymar para o Santos e de Marquinho para o Flu, o segundo seguia mais manso, até as mudanças feitas pelos dois treinadores e a expulsão de Digão.

No Flu, a entrada de Deco instilou uma dose de talento extra no meio de campo tricolor, e a de Sóbis, mais contundência ao ataque – não por acaso, o gol de desempate veio do pé direito de Sóbis, uma bomba no ângulo, de fora da área.

No Peixe, Renteria e Ibson dinamizaram a armação e o setor de finalização da equipe. Também não foi por acaso que Renteria acertou aquele tiro rasteiro no canto de Cavallieri, estabelecendo o empate que parecia ser o placar final.

Mas, aí, já nos descontos, veio a bola alçada em escanteio por Sóbis que Rosário subiu no meio de seis defensores santistas e cabeceou sem pressão no cantinho de Rafael.

Assim, o Flu se aproxima da zona da Libertadores, enquanto o Peixe cai naquela região cinzenta onde não habitam nem o perigo, nem a ambição.

REINO DA INTRIGA

O jogo em si e seu resultado opaco – 1 a 1 – não provocou emoções extremas, nem para o bem, nem para o mal. O Verdão, na volta de Valdívia, enquanto o chileno teve fôlego, até que praticou um futebol de razoável pra bom, e conseguiu seu gol da maneira habitual – cobrança de falta de Assunção que o zagueiro desviou das mãos do goleiro.

E o lanterninha América fez o que pôde e colheu um resultado aceitável, enfim, no Canindé.

O que, porém, tomou conta da cena pós-jogo foi, mais uma vez, esse ti-ti-ti todo em torno da lei do silêncio imposta pelo Palmeiras a seus jogadores.

Sou de um tempo em que não havia essas frescuras, com o perdão da palavra. Imprensa, jogadores, cartolas, técnicos, trocavam ideias livremente, quando não confidências. Estas, obviamente passavam pelo crivo da consciência do repórter, que buscava mais acumular informações para entender a realidade e transmiti-la à opinião pública na sua versão mais verdadeira, do que em espalhar fofocas, até mesmo deformando declarações destes ou daqueles para obter repercussão cada vez maior.

Ah, sim, também havia os fofoqueiros de plantão, os comentaristas do escândalo, que emitem opiniões bombásticas só para colher a repercussão, e tal e cousa e lousa e maripousa. Isso, sempre houve e haverá.

Hoje, com a interatividade oferecida pelas tais redes sociais, então…

Nessas circunstâncias, pode até se explicar essa lei do silêncio imposto na Academia Verde, que vive sob o reinado da intriga há muito tempo.

Inaceitável, porém. Ainda mais por se tratar, na verdade, de uma pegadinha, uma cilada armada para capturar e exterminar aquele jogador que, por acaso, não reze na cartilha do técnico.

Isso, Felipão deixou bem claro na entrevista depois do jogo, ao enfatizar que nenhum jogador está proibido de falar à imprensa fora dos portões da Academia. Melifluamente, incitou até os repórteres a apelarem para esse expediente. E acrescentou: de fato, quer é saber quem vai dizer algo que fuja ao que está estabelecido por ele e pela diretoria.

Isto é: o que seria água vira lenha jogada na fogueira da intriga que arde na Academia.

Uma pobreza de espírito que rasteja abaixo até do padrão técnico da equipe.

A VOLTA DO FABULOSO

Luís Fabuloso está confirmadíssimo para o clássico com o Flamengo, num Morumbi lotado, e o Imperador Adriano, depois de cogitado para jogar meia horinha, ao menos, foi vetado para a partida contra o Vasco, que vale a liderança e muito mais, dependendo de seu desdobramento.
Seriam duas atrações extras da rodada de fogo do Brasileirão que começa a entrar em sua reta final. Dois centroavantes de Copa do Mundo que vêm de longa recuperação de graves lesões.

Pelo que se sabe, Luís Fabiano está um passo adiante de Adriano nessa corrida pela plena reabilitação. Já vem treinando com bola há umas duas semanas e andou marcando gols em coletivo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, não estará nos trinques totais. Haverá de faltar-lhe ritmo de jogo, além de certa preocupação com possíveis lesões musculares decorrentes do longo tempo sem atividade regular, muito comum nesses casos.
Mas, o bicho é uma máquina de fazer gols, esteja ou não na plenitude de sua forma física e técnica.

Ademais, a sua simples presença em campo, por estilo e função, muda a face do Tricolor. Embora se movimente muito, Fabuloso é um centroavante genuíno, daqueles que estão sempre a postos para dar o golpe fatal na área, seja por baixo, seja pelo alto.

O técnico Adílson Batista esconde a nova formação do time que começará o jogo vital para as pretensões tricolores em relação ao título, mesmo porque poderá contar novamente com Dagoberto, o artilheiro da equipe até aqui. E, com Lucas, ainda mais animado pela bela participação na vitória do Brasil contra a Argentina, quando marcou um golaço.

Não creio, pois, que Adílson seja tão cauteloso a ponto de colocar no banco um desses dois, que, por certo, dariam suporte maior ainda a Luís Fabiano, lá na frente. Mesmo porque o Tricolor joga em casa, diante de uma torcida delirante, e precisando vencer para permanecer na cola dos líderes.

Denílson está disponível; Casemiro é essencial; Carlinhos Paraíba e Wellington dinamizam o meio de campo tricolor; Cícero é o que mais se assemelha a um meia-armador, carência crônica do São Paulo; e ainda temos aí Rivaldo, inflado pela torcida e pelos gols estratégicos marcados neste Brasileirão, que clama por jogar desde o início.

Some aí, amigo: seis para três vagas.

Êta dilema delicioso! Mas, igualmente, traiçoeiro, se o técnico errar na conta.

VALE LIDERANÇA

Quanto ao aproveitamento de Adriano em São Januário,  Tite preferiu adiar a estreia do Imperador, mesmo porque, se não terá o Xeique, vítima e réu daquela expulsão estúpida no último jogo, poderá contar com Liedson, liberado pelo tribunal do segundo jogo de suspensão. E isso conta muito.

Não sei, entretanto, se a simples presença do artilheiro bastará para inverter o favoritismo do Vasco, que ainda ontem pôde já contar com Felipe, Alecssandro e Eder Luís no seu treinamento. Três reforços de peso que se juntarão a Juninho Pernambucano, Diego Souza, em fase esplêndida, e cia. bela.

Não vai ser fácil a vida do time na Colina. Todavia, se conseguir vencer e recuperar a liderança.
Aí, então, com Adriano já mais readaptado ao time e à bola, a história do Brasileirão poderá muito bem ter outro desfecho.

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
  3. JOGO FATAL
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Sem categoria | 17:20

FUTEBOL DOGMÁTICO

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O futebol, como a vida que ele representa nas quatro linhas do gramado, é cheio de dogmas, clichês e preconceitos.

Um deles, que ata o futebol brasileiro há pelo menos duas décadas, é a dos dois volantes de ofício, quando não três ou quatro, de acordo com a visão do professor de plantão e as circunstâncias do seu time na competição.

E não adianta você antepor a esse conceito (ou melhor: preconceito) outro, mais arejado e moderno (ou eterno). O bicho não quer saber. Olha você com aquele ar de quem sabe das coisas diante de um neófito, um romântico, um poeta que nunca jogou bola e desconhece os mais fundos mistérios do futebol.

Se você citar como exemplo o Barça, que joga com apenas um volante ou até nenhum, o professor afivela no nariz o virtual pincenez da sabedoria sobre os mais ocultos segredos da bola, e rebate de pronto: “Ah, mas o Barça não vale. É uma exceção, pela sua estrutura e tal e cousa e lousa e maripousa”.

Tá bom, e o Santos do primeiro semestre do ano passado, que ganhou tudo, encheu de gols o adversário e deu o maior espetáculo que o brasileiro pôde ver ao vivo nas últimas décadas?

Ah, mas aquilo também foi uma exceção. Claro que foi uma exceção, pois se a regra é ditada pelos professores apavorados para manter o seu plantão nas equipes que dirigem, só haverá exceções em contrário.

E, por que eles não transformam a exceção em regra, quando elas passaram por essa transformação nos principais clubes da Europa?

Porque morrem de medo de perder e ser dispensados dos times que dirigem, numa organização volátil e imediatista como a que conduz o futebol brasileiro.

E, sobretudo, porque cultivam ignorância palmar sobre a história do futebol, de ontem e de hoje.

Luxemburgo, por quem nutro especial carinho e admiração como treinador de futebol, ainda outro dia, no Bem, Amigos, disparou o seguinte lugar-comum: aqui, de repente, você pega pela frente um cabrochinho lá de um time inexpressivo do mato brasileiro que, com sua habilidade típica, desmonta seu esquema; na Europa, não.

Ora, ora, isso era no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, como já disse certa vez, no sentido contrário, Felipão. Hoje, a Europa é um mosaico de jogadores de todas as etnias, estilos, técnicas e habilidadess. Lá convivem negros, mulatos, asiáticos, sul-americanos, africanos arábicos e da Mãe Negra, eslavos, balcânicos, o que o amigo possa imaginar.

Há jogadores automatizados como há jogadores de extrema habilidade e inventiva, muito mais do que aqui, onde nossos técnicos optam por uma só maneira de jogar e amputam, em geral, a habilidade e a criatividade em nome da segurança.

Aliás, esse cabrochinho cheio de manhas e dengos já está por lá desde menino, há muito tempo.

Outra, do meu querido Luxa, que, digo de passagem, tem sido o mais ofensivo dos nossos treinadores, falando sobre a Seleção: “Não temos laterais, laterais, daqueles que sabem marcar primeiro e apoiar depois, que façam a cobertura por dentro, quando necessário…”

Está certo o Luxa quando se refere aos laterais daqui, criados como alas, pela imposição do maldito sistema com três zagueiros que começa a ser abandonado, graças a Deus!

Mas, os da Seleção, meu? Daniel Alves joga naquele Barça sem peias ou teias. E já cansou de ser eleito o melhor da posição na Europa. Marcelo, agora reconvocado por Mano, idem com batatas do outro lado, no Real.

E até o nosso André Santos, massacrado pela imprensa por causa de uma lambança contra a Alemanha, acaba de ser contratado pelo Arsenal.

Resumindo: a tese dos professores é a de que não podemos arriscar um milímetro do convencionado porque não há tempo para preparar adequadamente uma equipe para tão fundamental mudança.

Mas, a verdade é que, apesar do péssimo calendário brasileiro, que escamoteia dos técnicos o tempo necessário para a preparação de seus times, o que falta mesmo é coragem para mudar esse cenário tático. Avançar a linha defensiva, compactando-a com um meio de campo onde prevaleçam os meias habilidosos, que, por sua vez, atuem próximos dos atacantes não é nenhum cavalo de batalha. Exige apenas bom senso e um pouco de coragem.

Mesmo porque nossos professores, que tanto preservam seus empregos, vivem saltando daqui pra lá, sob o signo da incompetência sempre temporária. Ser demitido por covardia, em vez de ousadia, convenhamos, é muito mais vergonhoso.

Notas relacionadas:

  1. ENTRA ANO, SAI ANO… (2)
  2. PRA FRENTE, BRASIL!
  3. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 16 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:33

SEM NEYMAR, 0 A 0, CLARO

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charge do iG Esporte

Neymar sucumbiu à marcação cerrada dos beques do Peñarol e, sobretudo, do juiz paraguaio. Logo, o empate por 0 a 0 era inevitável. Melhor para o Santos do que para o Peñarol, claro., pois aumentam as chances de o Peixe, no Pacaembu, levantar a taça continental pela terceira vez em sua existência.

Mesmo porque, no jogo da volta, deverá ter novamente Ganso em campo. E Ganso anda fazendo uma falta danada, apesar dos bons resultados obtidos pelo Santos na sua ausência.

Nesta noite de quarta, então, isso não podia ser mais flagrante. Sem Neymar infernizando lá na frente, restava o jogo coletivo com algumas centelhas ao menos e criatividade no meio de campo, já que a defesa cumpria estoicamente seu papel. E foi justamente o que faltou, embora Arouca, Danilo e Alex Sandro, sempre que possível, investiam pelo meio ou pela ala esquerda com propriedade.

Mas, esse é um jogo feito de espasmos, não aquele envolvente toque de bola, os passes exatos, essas coisas que diferem o time de excelência do time normal.

Claro, houve duas chances claras de gol perdidas por Zé Love, assim como outras duas por parte dos uruguaios, além daquele gol anulado com precisão pelo bandeirinha. Mas, pouco para partida de tamanha importância, principalmente para o Peñarol, que jogava no seu campo esburacado, embora digam que ele atue melhor fora de casa.

De qualquer forma, vale ressaltar, além dos três já citados, a presença serena e atenta de Rafael sob a trave, serenidade até surpreendente para tão jovem goleiro.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR FILHO POR NEYMAR PAI
  2. O CASO NEYMAR
  3. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:47

CHEGOU A HORA DO PEIXE

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Depois de tantas peripécias – vai de avião, de ônibus (olha a cinza aí, meu!) -, o Santos, finalmente, desembarcou em Montevidéu para a primeira parte da decisão da Libertadores, contra o Peñarol.

Agora, resta Muricy definir o esquema e o time que vai jogar, sem Edu Dracena, Léo, Jonathan e Ganso, que até queria embarcar, mas os médicos vetaram, achando melhor o craque ficar pela Vila se cuidando para estar nos trinques no jogo da volta.

Quanto à tática a ser adotada, seja num 3-5-2, seja num 4-4-2 ou qualquer variação em torno desses temas, é quase certo que o Santos será mais cauteloso do que ousado. É natural, nesses casos. Mas, nem sempre aconselhável, sobretudo porque o Peñarol, se é meio estabanado na defesa, tem lá na frente um trio de respeito – Martinuccio, pretendido pelo Palmeiras, Míer e Oliveira.

Se deixar essa turminha manobrar a bola peto de sua área, o Peixe corre sérios riscos, sobretudo pela ausência de Edu Dracena, seu capitão e experiente zagueirão.

Mas, a verdade é que o Peñarol, mesmo em casa, não é de sair muito para o jogo, velha tradição uruguaia.

Por seu turno, o Santos tem ninguém menos do que Neymar, capaz de, sozinho, infernizar qualquer defesa, ainda mais aquele bando de mal-humorados botinudos, comandados por nosso velho conhecido Lugano.

Prevejo, pois, um embate renhido, com boas chances, porém, de o Peixe voltar de lá com suas escamas intactas.

DANILO NA MIRA DE MANO

Isso mesmo: Danilo, o volante e lateral do Santos, de excelente participação naquela conquista dos Sub-20 de Ney Franco, e que segue sendo o mais dinâmico parceiro de Arouca, no meio-campo peixeiro, está na alça de mira do técnico da Seleção, Mano Menezes.

Se continuar nesse pique, não me surpreenderia se fosse chamado na primeira convocação após a Copa América.

Essa revelação saiu de uma pergunta que lhe fiz, na resenha do Lellis, depois do Bem,Amigos, sobre as chances de Arouca ser chamado.

- Pô, não posso levar o time inteiro do Santos! Mas, o Danilo… Esse tem juventude, técnica, força e velocidade.

Arouca também tem. Mas deixe pra lá. Como diz Mano, as coisas vão se ajeitando com o tempo, um passo de cada vez, em direção à Copa de 2014. Passos que, segundo ele, conduzirão nosso time a um futebol mais ofensivo, com dois volantes, dois meias autênticos (um, armador; outro, mais ofensivo) e dois atacantes.

É mais do que uma promessa – uma convicção.

Que assim seja, pois.

A MORTE DO BRASIL

É  comum a turma aí me chamar de saudosista, ônus da idade e do tempo de serviço. Mas, garanto que estou ligado no meu tempo. Caso contrário, não estaria aqui e sim pedindo esmola na primeira esquina.

Pois, enfurnado na minha caverna de Ibiúna, passei esta tarde plúmbea e fria, como diria o poeta naquela noite na taverna refletindo sobre os mistérios da vida e da morte diante de um cálice de absinto, de olho na tv, assistindo à vitória da Dinamarca sobre a Bielorússia, pela Eurocopa Sub-21, acredite.

E o que vi? Um jogo interessante, sem ser nada excepcional. Interessante porque revela uma nova faceta do futebol mundial. Isto é: regiões do mundo onde até outro dia a bola era tratada com casca e tudo, hoje, é trabalhada com mais ciência e habilidade. As duas equipes buscando o gol, com esta ou aquela jogada individual de alta classe, como o gol de Jorgessen, que passou por três defensores adversários e tocou no canto, com categoria.

Em contrapartida, a publicação esportiva inglesa – 4-4-2 – decreta , em sólido artigo, a morte do futebol brasileiro. Quer dizer: aquele futebol brasileiro do imaginário europeu, em que a criatividade, a habilidade e a compulsão ofensiva se sobrepunham até mesmo às táticas e estratagemas, engendradas nos mais sofisticados laboratórios europeus.

Agora, sinto o tempo pesar sobre os meus ombros ao me ver ao lado de Thomaz Mazzoni, o Olympicus, que, há cinco, seis décadas atrás, investia contra os técnicos brasileiros, que ele chamava na extinta Gazeta Esportiva de alquimistas. Ou do comentarista sardônico do rádio e maior narrador de futebol da tv, Mário Moraes, o Leão, que preferia chamá-los de químicos.

O futebol no Brasil não morreu, é evidente. Mas, o futebol brasileiro, como espelho de suas mais caras tradições, agoniza há algum tempo, até mesmo quando levanta taças.

Não empolga, não anima a torcida ao ponto do paroxismo, seja nas exibições dos clubes, seja nas da Seleção. A última exceção foi aquele Santos do primeiro semestre do ano passado. De resto, é um lugar-comum frustrante, até para inglês ver.

A QUEM  INTERESSAR

Quero declarar, com carimbo oficial de cartório, que não viajo por twitter , face-book ou qualquer outra das tantas vertentes da Internet. Nunca invadi as áreas das tais redes sociais, além do blog que mantenho há anos no IG.

Tudo que tenho a dizer, expresso neste blog, na coluna no Diário de S. Paulo e nas participações nos programas da Sportv, Bem, Amigos e Arena, na qualidade de convidado remunerado.

Nada mais.

Digo isso porque outro dia recebi uma mensagem de um bloguista me esculhambando por ter tripudiado sobre o cadáver do Coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança nos tempos da ditadura militar.

Nunca o fiz, embora tivesse todo o direito, quando ele estava vivo, de fazê-lo, pois estávamos em lados opostos da vida. Sucede que, abstraindo-se as imensas diferenças ideológicas, tínhamos algo em comum: a boemia e o gosto pelo futebol. E, quando cruzávamos na noite, sobrepunha-se a cortesia, sem muita intimidade, claro, mas selada pelo simples fato de que ele era meu leitor assíduo e sempre queria comentar algo sobre minhas colunas.

Agora, é um bloguista que me cobra um absurdo, algo referente a eventual crítica minha a Pernambuco, misturando o bravo estado de Pernambuco a homicídios e tráfico de drogas. Nunca, jamais, fiz essa combinação em textos ou falas públicas, Nem particulares, porque nada tem a ver.

Algum calhorda anda se utilizando de meu nome nas tais redes sociais. Pois, aviso aos navegantes desse caótico mar da Internet: só respondo pelo que escrevo neste blog do IG, nas crônicas do Diário de S. Paulo e no que falo na tv. E só.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. FLU E PEIXE NA HORA DA MORTE
  3. A LONGA JORNADA DO PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

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O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. Última