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Posts com a Tag Santo André

domingo, 2 de maio de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 18:54

DRAMA E GLÓRIA DO SANTOS

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Se o Santos produziu as mais deliciosas comédias, espetáculos coloridos e deslumbrantes, desta temporada, na decisão do Paulistão viveu um drama singular até o apito final do juiz.

Drama que começou em menos de um, minuto, quando Nunes abriu o placar para o Santo André, time aguerrido, bem armado e ofensivo como o Santos. Mas, logo em seguida, Neymar empatou, num passe de letra de Robinho.

Branquinho replicou com bola no poste, além de um gol anulado legítimo, e Alê, cabeça, fez 2 a 1 para o Santo André.

E aí a grande lambança do juiz: expulsou Léo e Nunes, num melê, em que esses dois jogadores nem se aproximaram, apenas trocaram insultos à beira do campo.

O jogo pegou fogo, e Neymar, mais uma vez, em bela troca de passes de todo o ataque santista, empatou novamente: 2 a 2.

Na sequência de outra expulsão – esta, justa -, de Marquinhos, o Santo André passou à frente, com Branquinho, ao lado de Bruno e de Gil, um dos melhores do time.

O segundo tempo, assim, foi um lancinante passar do tempo, com o Santo André pressionando, metendo outra bola no poste, e o Santos resistindo, sobretudo depois da expulsão de Brum, graças á versatilidade de Arouca e o talento de Ganso.

A vaga de Ganso

Falando em Ganso, além de toda a sua categoria, um lance, que poderia ser interpretado como rebeldia, revelou o espírito superior desse rapaz. No segundo tempo, quando maior era a pressão do adversário, o técnico Dorival Jr. Ameaçou substituir Ganso, que se negou a sair.

Não por insubordinação pura, mas pela certeza que só ele poderia segurar a bola como segurou naqueles momentos dramáticos por que seu time passava.
Dorival, cara inteligente, percebeu, e tirou André, que havia entrado pouco antes.

O episódio só vem se agregar a tantos outros protagonizados por esse meia de bola redonda e muita personalidade, um indicativo indiscutível de maturidade suficiente para merecer a convocação de Dunga daqui alguns dias para a Copa do Mundo.

De qualquer forma, esse Santos, que até aqui encantou e agora revelou-se heroico na decisão, mais do que ninguém merecia levar essa taça para casa, a gloriosa Vila Belmiro.

Grêmio, Galo…

Grêmio, Galo, Vitória, Náutico, Avaí, Atlético Goianiense, pipocam campeões pelo Brasil inteiro.
Desses, só o Grêmio, a exemplo do Santos, perdeu. Mas, perdeu para o Inter, que, convenhamos, é um dos elencos mais ilustres do Brasil. Logo, é compreensível.

O importante é que levantou a taça, não por esse jogo específico, mas pela campanha brilhante e pela vitória por 2 a no Beira-Rio, no jogo de ida.

Por outro lado, esse resultado confere ao Inter o mínimo de ânimo para pegar o Banfield em casa em condições de inverter o placar negativo por 3 a 1 no jogo de Buenos Aires.

Quanto ao Galo, não vacilou: meteu 2 a 0 no Ipatinga, com gols de Tardelli (sempre ele!) e de Marques, dois emblemas do Atlético – um, do presente; outro, de passado recente.

Lá fora

Desta vez, quem tomou conta do espetáculo não foi Robben, mas seu parceiro francês, Ribéry, que acabou com o jogo, na vitória por 3 a 1 sobre o Bochum, que deixou o time bávaro com as duas mãos na taça. Só falta levantá-la, colocá-la num pedestal e partir pra cima da Inter de Milão em Madri, onde poderá alcançar feito ainda maior – a conquista da Liga dos Campeões da Europa.

Ah, sim e há mais dois heróis nessa história: o jovem atacante Muller, autor dos três gols do Bayern, e o técnico holandês Van Gaal, que, por conta de seu temperamento azedo, até pouco tempo perambulava pelos bastidores dos grandes centros europeus, depois de aplaudidas performances no Ajax e no Barcelona, anos atrás.

Por falar em Barça, os catalães, parece, não se amofinaram demais com a desclassificação na Liga dos Campeões. Pelo menos, deram a volta por cima diante do Villareal de Nilmar e Marcos Senna: 4 a 1, com direito a muito toque-toque, em mais uma exibição irretocável de Xavi, seus passes e tiros exatos. Xavi foi o garçon de dois gols e meteu outro, numa cobrança magistral de falta. Joga muito o rapaz.

Na Inglaterra, Chelsea e Manchester Unitde seguem cabeça a cabeça, com as vitórias de ambos neste domingo. O Chelsea, com um presente de Gerrard, venceu o Liverpool por 2 a 0, e o Manchestes ganhou suando do Sunderland, por 1 a 0, gol de Nani.

Por fim, a Roma, ao vencer o Parma por 2 a 1, com um gol de placa de Toth (recebeu na frente, matou no peito e encobriu o goleiro com um lençol diáfano), coloca sob pressão a Inter, que joga neste domingo precisando de, pelo menos um empate, para retomar a liderança. Pelo visto, o título italiano será mesmo decidido na última rodada.

Notas relacionadas:

  1. MANCINI NO SANTOS
  2. BÊNÇA, DORIVAL, POR ESSE SANTOS
  3. DE BARCELONA A SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 1 de maio de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 22:25

O POSSÍVEL E O PROVÁVEL

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Mestre Armando Nogueira costumava dizer que nós, cronistas esportivos, somos profetas do passado. Poderia incluir nesse rol o resto da humanidade, inclusive aqueles vetustos senhores de barba que percorrem o velho livro munidos de um cajado e lançando olhares de fogo sobre o futuro, as cartomantes e as pitonisas, fosse ainda mais cético do que já sou. Ah, sim, e, sobretudo. os economistas.

Na verdade, o máximo de que somos capazes, nesse campo minado das previsões, é tentar riscar uma linha de tendência sobre o mais provável, baseados, no retrospecto, no que já foi.

Como o futebol é um simulacro da própria vida, o que será, será, como na antiga canção imortalizada na voz rouca e sensual de Doris Day, no suspense clássico de Hitchcock.

Assim, não é nada impossível que o Santo André, por exemplo, atire no lixo da história o franco favoritismo do Santos nesta tarde de domingo. Se o Santos cumpriu campanha excepcional ao longo do campeonato, o Santo André ficou um degrau abaixo: na tabela, na artilharia do torneio e até mesmo no estilo desabrido de jogar bola, sempre pra frente, como manda o receituário do nosso futebol.

Mas, convenhamos, cá pra nós, é tarefa muito improvável, pelo que os dois times fizeram até aqui, incluindo-se a vitória santista na primeira partida dessa decisão. Entre outras coisas, porque esses Meninos da Vila não costumam passar em branco no placar. É média de três gols por jogo, o que redobra a exigência para o Santo André.

A não ser que, no Olimpo do futebol, Marte, o deus da guerra, tenha num golpe de força subjugado de uma só vez Minerva, a justiça, e Dionísio, o encanto.

GRENAL

Já no Olímpico, a história, embora parecida, é outra: o Grêmio, a exemplo do Santos, precisa perder por dois de diferença para o Inter. A diferença é que o Inter não é o Santo André. Longe disso, com todo respeito ao meu querido ABC.

O Inter é grandão, tem história, camisa… e tem time para vencer o Grêmio, até por essa diferença de gols. Só não sei se tem ânimo para tanto, dividido pela ameaça de cair fora, nesta semana, tanto do título doméstico quanto da próxima fase da Libertadores.

Melhor abdicar da coroa gaúcha e se concentrar no jogo decisivo de quarta contra o Banfield, colocando um time misto em campo no clássico estadual, ou ir fundo nas duas disputas e seja lá o que Deus quiser?

Não é uma escolha fácil. Mas, dadas as circunstâncias, arriscar tudo contra o Grêmio pode vir a ser o melhor caminho, olhando-se para a quarta que vem. Vai que ganhe, mesmo sem obter o resultado necessário para levantar a taça. Será o bastante para infundir um moral mais alto com vistas ao jogo contra os gringos no Beira-Rio.

Já o Tricolor, diante de sua torcida delirante, só precisa cuidar dos nervos, pois bola tem para botar um ponto final feliz nessa jornada gloriosa pelo Gauchão até aqui.

BAVI

Outro clássico brasileiro caminha na mesma direção: o Bahia precisa fazer uma diferença de dois gols no Baradão para arrancar a faixa de campeão do Vitória.

Missão ingrata, se não impossível. Afinal, o Vitória tem sido melhor do que o Bahia nesta temporada (assim como nos últimos anos, diga-se).

De qualquer forma, mesmo que não chegue lá, o Bahia já deu um grande passo no sentido de recuperar o prestígio abalado nos últimos anos. Basta seguir nesse andar, com a cabeça fria e o coração fervendo.

LÁ FORA

Desta vez, quem tomou conta do espetáculo não foi Robben, mas seu parceiro francês, Ribéry, que acabou com o jogo, na vitória por 3 a 1 sobre o Bochum, que deixou o time bávaro com as duas mãos na taça. Só falta levantá-la, colocá-la num pedestal e partir pra cima da Inter de Milão em Madri, onde poderá alcançar feito ainda maior – a conquista da Liga dos Campeões da Europa.

Ah, sim e há mais dois heróis nessa história: o jovem atacante Muller, autor dos três gols do Bayern, e o técnico holandês Van Gaal, que, por conta de seu temperamento azedo, até pouco tempo perambulava pelos bastidores dos grandes centros europeus, depois de aplaudidas performances no Ajax e no Barcelona, anos atrás.

Por falar em Barça, os catalães, parece, não se amofinaram demais com a desclassificação na Liga dos Campeões. Pelo menos, deram a volta por cima diante do Villareal de Nilmar e Marcos Senna: 4 a 1, com direito a muito toque-toque, em mais uma exibição irretocável de Xavi, seus passes e tiros exatos. Xavi foi o garçon de dois gols e meteu outro, numa cobrança magistral de falta. Joga muito o rapaz.

Por fim, a Roma, ao vencer o Parma por 2 a 1, com um gol de placa de Toth (recebeu na frente, matou no peito e encobriu o goleiro com um lençol diáfano), coloca sob pressão a Inter, que joga neste domingo precisando de, pelo menos um empate, para retomar a liderança. Pelo visto, o título italiano será mesmo decidido na última rodada.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. ALGO EM COMUM
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 24 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:41

DECISÃO PRA FRENTE

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Beleza que essa final do Paulistão seja disputada por Santos e Santo André, os dois que obtiveram o maior número de pontos na fase classificatória, com os ataques mais positivos.

Futebol é gol, na sua mais estrita essência. E, para obtê-los, é preciso ter audácia, velocidade, técnica e habilidade. Santos e Santo André revelaram, ao longo do torneio, esses atributos, o que é ótimo para a própria preservação do futebol como tal.

A antítese, a retranca, aquele jogo defensivo, chamado de pragmático, que imperou nas últimas duas décadas, está se esvaindo no mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos redutos, preservados pela covardia e falta de imaginação da maioria dos nossos treinadores, para não falar da mídia em geral.

Claro, o Santos, com sua média de gols superior a três por partida, e, sobretudo, pela campanha brilhante que cumpriu até aqui nesta temporada, é franco favorito.

Mas, todos sabemos, em mata-mata, tudo pode acontecer. Mas, o que acontecer será sempre a superposição do futebol ofensivo sobre o defensivo.

GRENAL

O Inter tem elenco mais ilustre do que o Grêmio. Mas, o Grêmio, que tem excelente time, cumpre campanha muito mais equilibrada e eficiente do que seu eterno rival.

O Inter deu sinais de melhora no último confronto pela Libertadores, assim como o Grêmio, na Copa do Brasil.

É daqueles clássicos em que qualquer previsão é mero chute. Mas, para meu gosto, o Grêmio parece ser mais consistente.

MINAS, SÔ!

Por mais incrível que pareça, o título mineiro não será disputado entre Cruzeiro e Atlético. O Ipatinga tomou o lugar do Cruzeiro e vai para as finais com o Galo, que o próprio Luxemburgo já avisou só estará nos trinques para o Brasileirão.

Apesar da advertência, quem tem Tardelli no ataque tem meio gol.

LÁ FORA

O Manchester United, mesmo sem Wayne Rooney, sua principal estrela, meteu 3 a 1 no Tottenham, e garantiu a liderança, no que poderá ser alcançado neste domingo pelo Chelsea, acerbando a disputa nesta reta final do campeonato inglês.

Apertada segue, também a disputa pelo título alemão, com a vitória do Schalke, no finzinho, sobre o Herta Berlim, e o empate do Bayern com o Borússia Monchengladebach, por 1 a 1, embora o time de Munique merecesse a vitória por conta da pressão exercida no segundo tempo, sobretudo depois do gol de Klose, de cabeça, claro.

Já o Barça, poupando vários jogadores, alguns dos quais entraram no segundo tempo para definir a questão, penou a maior parte do tempo diante do lanterna Jerez. Abriu a contagem com Jeffren, ampliou com Henry, mas tomou o gol de Bermejon, e só foi tirar a diferença quando Piqué e Messi entraram em campo, no segundo tempo, com Ibrahimovic, quando maior era o volume de jogo do adversário.

Mas, o Real segue na cola, ao bater por 2 a 1 o Zaragoza, com a volta triunfal de Kaká, depois de 45 dias sem jogar por conta de uma pubalgia. Entrou aos 33 minutos, quase marca na primeira bola, e, na segunda, deu o gol da vitória, em passe de Cristiano Ronaldo. Boas novas.

NATALINO DISSE NÃO

Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio, depois de muito pensar e papear, disse não ao Flamengo, preferindo ficar mesmo em General Severiano, onde acaricia seus três títulos conquistados neste primeiro semestre: a Taça Guanabara, a Taça Rio, e, por consequência, a faixa de campeão carioca do ano.

Assim, a diretoria do Flamengo fica com o mico nas mãos, às vésperas do mata-mata com o Corinthians pela Libertadores. Afinal, demitiu Andrade sem ter um técnico de peso como garantia para substituí-lo.

Mais uma demonstração de que o clube está à deriva, agindo mais por impulso do que pela razão.

Sonha com Leonardo, cujo Milan acaba de sofrer humilhante derrota para o Palermo, por 3 a , numa das piores exibições do rossonero em campeonatos italianos, depois de ter chegado atrasado em Muricy, que está fechando com o Fluminense, e de receber a negativa de Zico, que não quer manchar seu pedestal na Gávea sendo chamado de burro à beira do campo na primeira derrota da equipe.

Quem se habilita?

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  3. FÓRMULAS E EUFORIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 00:46

FINAL ANTECIPADA

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Então, ficamos assim: Santos e São Paulo fazem a final na semifinal, enquanto Grêmio Prudente disputa com o Santo André a honra de ir para a decisão do campeopnato paulista deste ano.

É, claro, o anticlímax de um torneio mal engendrado, em que apenas um dos quatro grandes atingiu um nível superior de desempenho: o Santos, que até mesmo com seu time reserva encerrou a fase de classificação goleando seu o adversário – no caso, o Sertãozinho.

Dos quatro, aliás, o mais decepcionante foi o Palmeiras, que terminou em décimo primeiro lugar, terminando sua participação comsbria no certame levando de 3 a 1 do Paulista, em noite de Mazola, um garoto das bases do São Paulo emprestado ao clube de Jundiaí.

Pelo visto, o Verdão perdeu o rumo na reta final do Brasileirão passado e continua tateando no escuro, sem achar aquela luzinha no fim do túnel. É tempo, pois, de reflexão. Mas, sobretudo, de ação, já que o nó verde não se limita ao time dentro das quatro linhas.

Quanto ao Corinthians, ao golear o Rio Claro, por 5 a 1, em noite de Roberto Carlos, dá sinais de que começa a se ajustar. Pelo menos, para o que aí vem na Libertadores, desde que fora da fase decisiva do Paulistão.

Mas, para quem pretendia celebrar seus cem anos de vida com uma temporada de ouro, foi uma enorme decepção. Com tantos jogadores afamados e tamanho investimento, mesmo tendo de armar-se em pleno campeonato – a exemplo dos demais, diga-se -, era de se esperar mais do Timão.

É caso similar ao do São Paulo, que também contratou muitos jogadores de certa fama, passou o Paulistão todo à procura de um time e conseguiu ganhar a vaga nas semifinais no último instante, ao bater o Santo André, segunda melhor equipe do campeonato, por 3 a 1.

E olhe que o Santo André não deu moleza, não. Jogou com disposição, marcou firme, atacou, criou etc., mas não resistiu à bola mais redonda do Tricolor, que parece ter, finalmente, encontrado sua melhor formação com dois volantes que sabem jogar (Rodrigo Souto e Hernanes – mais ágeis do que Léo e Cleber Santana) e dois meias mais hábeis, que conferem maior velocidade ao conjunto.

Tanto que, a exemplo da goleada de domingo, o São Paulo fez três gols mas poderia ter dobrado a parada, não tivesse desperdiçado cerca de cinco chances claras para ampliar o marcador.

Mas, justamente quando parece que o Tricolor começa a engrenar, lá vem pela proa nada menos do que os Meninos da Vila, que andam abusando do direito de encantar com uma dose extra de eficiência. Ah, mas nesse caso, a parada é outra.

Nada dessa história de homens versus meninos, essas bobagens todas próprias do torcedor mais exaltado. É que, em quaisquer circunstâncias, sempre num clássico desse porte, o que entra em campo é algo mais do que a pura técnica ou a mera habilidade deste ou daquele, o amigo está cansado de saber disso.

Se o vencedor for o São Paulo, uma coisa é certa: os Meninos da Vila já terão cumprido sua parte, com louvor, oferecendo-nos, em dezenove rodadas, o que de melhor há no futebol, esse jogo que combina arte com ciência como nenhum outro.

E DEU BAYERN

Essa briga vem de longe, briga de família, pois alemães e ingleses foram reinados pela mesma família durante séculos, o que não os impediu de entrarem em guerra várias vezes.

E é aquela guerra que só termina com o último combatente em terra. Pois, não foi diferente em Old Trafford, onde o Manchester United logo de cara meteu 3 a 0 no Bayern de Munique, com direito a gol de letra de Nani e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, para o Bayner, que havia vencido o primeiro jogo em casa, por 2 a 1, de virada, bastava fazer dois gols lá e estaria classificado para as semifinais da Liga dos Campeões. E o primeiro veio antes do fim do tempo inicial, com Olic.

A tragédia shaksperiana deu-se logo no início do etapa final, quando o brasileiro Rafael tomou o cartão vermelho. O técnico Sir Ferguson, então, com 3 a 1 no placar, resolveu agir como todo treinador convencional, contrariando seus instintos, e simplesmente trocou Rooney, que jogava à meia-boca, embora decisivo em dois gols de seu time, por um beque – O’Seha.

Resultado: o Bayern, que já voltara mais incisivo, tomou conta da bola e dos espaços, pressionou, pressionou e pressionou até que Robben – o Rooney alemão -, na sequ~encia de cobrança de córner, metesse de primeira, de canhota, n cantinho de Vander Sar, que já havia salvado o seu time em várias outras oportunidades.

E, assim, o Bayern segue na Liga dos Campeões, e o Manchester cai fora, ainda sentindo o calor da classificação nas mãos. Com uma vantagem extra: enfrenta o Lyon, que, mesmo perdendo para o Bordeaux, por 1 a 0, segue em frente pelo placar agregado.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  2. CHEGA DE RODÍZIO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de março de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 00:45

ÀS PORTAS DO INFERNO

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Quando até São Marcos comete um pecado mortal como aquele do segundo gol do Santo André, é porque as portas do inferno abriram-se de par a par diante desse Palmeiras que amargou nesta quarta-feira mais uma derrota no Paulistão: 3 a 1.

É bem verdade que o Santo André cumpre campanha excepcional no campeonato, onde ocupa a vice-liderança, longe do terceiro colocado. E Rodriguinho, artilheiro do torneio, está mesmo encapetado. Fez dois contra o Palmeiras, o terceiro, de letra, capaz de causar inveja em Robinho.

Mas, o Palmeiras, de sua parte, contribuiu decisivamente para sua própria desgraça. Não que o time tenha se furtado do jogo, que faltasse garra, essas coisas que a galera repete em todos os estádios, a todo instante. Ao contrário: bem que os jogadores se empenharam, criaram algumas boas chances de marcar e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, é presa fácil dos nervos e da desorganização tática que daí sobrevém.

Além de tudo, perdeu Cleiton Xavier, seu principal articulador, logo no primeiro tempo, machucado, e teve de manter em campo, no segundo, um Marquinhos lesionado, pois Antônio Carlos já havia gastado todos os seus recursos extras, que, convenhamos, não são muitos.

Mais crise, mais ansiedade, mais desastres à vista.

CRIAÇÃO, ZERO

Já o São Paulo foi a Araquara e não saiu de frustrante empate por zero a zero com o modesto Oeste de Itápolis. Jogou mais, é verdade. Teve, por baixo, meia dúzia de claras oportunidades para ao menos abrir o placar, a maioria delas desperdiçadas pelo artilheiro Washington.

Isso, sem falar que, durante boa parte do jogo, esteve com um jogador a mais em campo (terminou com um a menos). E até que o técnico interino, Milton Cruz, foi rápido no gatilho: imediatamente após a expulsão do jogador do Oeste, sacou Richarlyson e colocou o atacante Fernandinho, autor de quatro gols em sua estreia.

Nada. Pois a bola não chegava de jeito lá na frente. E não chegava porque o São Paulo padece do mal crônico da ausência de um armador de escol. Tem uma legião de bons zagueiros, outra, de bons volantes, mas nenhum meia de verdade. Sem falar na lateral-direita, que, com a ausência de Cicinho, foi ocupada pelo zagueirão Alex Silva, capaz de fazer uma ou duas boas jogadas lá na frente, mas não com a frequência necessária.

Enfim..

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. TRICOLOR PATINANDO
  3. LOVE, LOVE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 Campeonatos Estaduais | 22:55

PEIXINHOS VELOZES

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Velocidade gera surpresa, mas também imprecisão, ainda mais quando se trata de um time tão jovem como o do atual Santos, time de futebol mais envolvente e encantador do Paulistão, que, nesta quinta, bateu o Santo André por 2 a 1, no Bruno José Daniel.

Jogo em altíssima velocidade, com direito a mais um golaço do menino Neymar, que está completando 18 anos vida. De repente, o garoto recebeu ali na meia-esquerda, passou por um, passou por outro, limpou o terceiro e, na saída do goleiro, tocou no canto oposto, bola rasteira.

O Santo André, que nada tem de bobo, empatou com Rodriguinho, e o Santos teve de se desdobrar para Ganso chegar ao gol da vitória, com toque esperto sobre o goleiro, já no segundo tempo.

Dá gosto ver esses peixinhos da Vila em campo.

Empate sofrido

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier para articular aquele meio de campo, sofreu diante da Lusa para arrancar um empate por 1 a 1, embora tivesse o maior domínio da bola e dos espaços.

Sucede que a Lusa foi sempre mais perigosa, obrigando Marcos, que batia mais um recorde na história verde, a fazer defesas providenciais, sobretudo no primeiro tempo, quando a Lusa abriu o placar com o estreante Luiz Carlos.

No segundo, o Verdão melhorou, Diego Souza entrou no jogo, meteu bola na trave, Danilo empatou, mas a pressão verde foi insuficiente para virar o placar, que o deixa numa posição intermediária na tabela e uma bomba latente nas mãos.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. CLÁSSICO DECISIVO
  3. PEIXE E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 23:53

VERDÃO, CHIIII…

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Esse era aquele jogo que o Palmeiras não podia deixar de ganhar, em hipótese alguma. Não só porque o adversário é dos mais frágeis do torneio – tanto, que está na zona do rebaixamento, enquanto o Verdão é líder, isolado -, mas, sobretudo, porque o que estava em jogo era algo mais do que apenas três pontos.

Ali, o Palmeiras jogava o seu futuro, quem sabe até o título brasileiro, que, há quatro rodadas estava praticamente em suas mãos.

Mas, a soma sucessiva de insucessos – um empate e três derrotas – pode ferir de morte a alma verde, ceifando a possibilidade de o time reagir nesta reta final.

Nada, porém, é definitivo, mesmo porque o Palmeiras, embora perdendo a gordura, segue líder.

O fato, porém, é que novamente foi um time de futebol burocrático, mais preocupado em evitar o pior do que buscar o melhor, e acabou perdendo por 2 a 0, dois gols de Nunes, que obviamente se ressentiu da perda de Cleiton Xavier ainda no primeiro tempo.

A bola ainda está com o Palmeiras, resta saber se ele vai conseguir mantê-la sob controle.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

Notas relacionadas:

  1. PINTA DE CAMPEÃO
  2. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  3. TUDO NA MESMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 16:35

RODADA TRICOLOR?

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Pelo visto, espiando assim a tabela, a rodada do fim-de-semana sugere que será tricolor.

Sim, porque São Paulo, que enfrenta o Santo André em pleno declínio em campo neutro, e o Grêmio, que recebe o lanterna Fluminense no Olímpico, são os grandes favoritos dessa rodada.

O Inter vai ao Barradão pegar o forte Vitória, o Galo terá de superar o Náutico nos Aflitos, enquanto o Corínthians se confronta com o Goiás, que, depois de tantos dissabores, está na hora de se recuperar (e tem time para isso).

Claro, falo em tese, pois, no campo, a história nem sempre segue o roteiro original.

E, se alguém pensar que o Palmeiras, líder, está isento, engana-se. O Verdão folga no fim-de-semana, mas, na quarta vai ter de encarar o Cruzeiro no Mineirão.
Já pensou?

ILUSTRE VISITA

Desde sábado, tenho uma ilustre companhia para os fins de tarde na varanda deste meu refúgio em Ibiúna.

Ele está aqui ao lado, em carne e osso. Ou melhor: em papel maché. Pernas cruzadas equilibrando-se num banquinho giratório – o mesmo sobre o qual passava os dias engendrando os mais singelos brinquedinhos de madeira e arames, entre os quais o célebre Trem das Onze – paletó marron, calças e meias amarfanhadas no tornozelo, cinzentas, sapatos marrons, a indefectível gravata borboleta vermelha sobre o colarinho branco, e, claro, o chapéu de feltro marron inclinado à esquerda. Bem em frente à mesa de bilhar, com o taco de sinuca repousando na parede ao lado.

Seu olhar parece contemplar a dança do colibri furta-cor e da mariposa azul que se revezam sobre as flores brancas da trepadeira que serpenteia a viga de madeira do teto da varanda, enquanto um sorriso maroto se aperta entre os lábios finos encimados pelo bigodinho bem aparado.

Talvez, se lembrando de dois de seus motes antológicos: a mariposa que, quando chega o frio, fica dando vortas e vortas em torno das lâmpida pra se esquentá, e o colibrí que marchava nos carnavais passados desse gênio da raça.

Já sabe, meu amigo, que estou falando de seu João Rubinatto, o seu Barbosa, nosso Adonirã Barbosa, ator, compositor, cantor, o Espírito Santo da Santíssima Trindade do Samba Paulistano (os outros são Paulinho Vanzolin e Geraldo Fiúme), comprovando seu refrão, segundo o qual, assim que nóis vai, assim que nóis vorta.

E voltou ao meu convívio, já que fomos tão ligados por um bom período antes de sua morte, por obra e desgraça da incúria nacional.

Essa estátua em papel maché, esculpida por uma artista plástica que reverencio no anonimato, faz parte do acervo da vida e obra do Véio: caixas e caixas dos restos de uma vida voltada à criação e a enriquecer nossa cultura tão dilapidada, despejado do MIS (Museu da Imagem e do Som), onde ele deveria ocupar lugar de destaque.

Como ele, Mato Grosso e o Joca, despejados da Saudosa Maloca, recolhido por Celso Campos Jr., autor de alentada e refinada biografia do mestre, esse acervo caiu em minhas mãos pelo tempo necessário para a construção da Casa do Adonirã, a ser instalada na Nova Luz.

Como tudo não cabia aqui em casa, dividi a guarda com o casal de vizinhos, Néia e Alfredo, o tempo necessário para construir um galpão aqui ao lado.

Faço tais confidências apenas para que o amigo saiba como é tratada a memória nacional pelo poder público. Mas, isso não é nenhuma novidade. Então, apague tudo o que escrevi aqui.
Aliás, apague tudo, até a luz no fim do túnel.

PS: Ilustre Visita é o título de um dos mais inpsirados sambas de outro gênio da raça – Noel Rosa, como Adonirã, um cronista do cotidiano de fina sensibilidade.

Notas relacionadas:

  1. TOQUE TRICOLOR
  2. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  3. RODADA DE FOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 6 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 01:00

SÃO PAULO, AVAÍ E GOIÁS

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Por Miltojn Trajano

E o São Paulo já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao completar sua sexta partida invicta nas mãos de Ricardo Gomes, batendo o Botafogo, no Morumbi, de virada, por 3 a 1.

É verdade que, nesse jogo, o Tricolor demorou pra pegar no breu. Levou um golaço de Lúcio Flávio, e, só depois de responder com Jorge Wagner, de pênalti, e Washington, já no finzinho do primeiro tempo, é que a equipe se equilibrou em campo. No segundo, um belo gol de Dagoberto encerrou o placar, quando o São Paulo era melhor do que o Botafogo.

Outra vitória significativa foi a do Santos, em Cascavel, sobre o Coritiba, que, depois de súbita ascensão, despencou novamente para o bloco do adeus. Com um gol de Ganso e predominou da bola e dos espaços no segundo tempo, o Santos se reequilibra na tabela.

Já o Corinthians vai seguindo a sua sina, nesta fase de transição: perdeu por 1 a 0 do Náutico, nos Aflitos. Mas, atenção: não foi nenhum desastre técnico, pois o Timão jogou razoavelmente bem na medida de suas atuais possibilidades.

Quem começa a dar sinais de preocupação é o Cruzeiro, que, no Mineirão, perdeu por 2 a 0 para um Atlético PR de campanha mínima neste campeonato, e assim continua cortejando a zona do rebaixamento. Na estreia do técnico Antonio Lopes, o Atlético soube explorar a evidente tensão desse Cruzeiro que soma expulsões tantas quantas nunca teve em sua história, jogo a jogo.

Em contrapartida, o Avaí segue escalando a jato a tabela de classificação, com mais uma vitória nessa série incrível de invencibilidade: 1 a 0 no Santo André, em casa.
Mas, todas as emoções da noite ficaram por conta de Goiás 3, Flamengo 2, no Serra Dourada.

O Goiás, que cumpre campanha exemplar, logo meteu 2 a 0, com Amaral e Léo Lima, mas tomou o empate, com os dois craques do Fla – Adriano e Petikovic. E, como já virou hábito, Iarley, no finzinho, desempatou, mantendo o Goiás lá no topo, na área de disputa do título.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

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Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

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