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21/10/2009 - 23:53

VERDÃO, CHIIII…

Esse era aquele jogo que o Palmeiras não podia deixar de ganhar, em hipótese alguma. Não só porque o adversário é dos mais frágeis do torneio – tanto, que está na zona do rebaixamento, enquanto o Verdão é líder, isolado -, mas, sobretudo, porque o que estava em jogo era algo mais do que apenas três pontos.

Ali, o Palmeiras jogava o seu futuro, quem sabe até o título brasileiro, que, há quatro rodadas estava praticamente em suas mãos.

Mas, a soma sucessiva de insucessos – um empate e três derrotas – pode ferir de morte a alma verde, ceifando a possibilidade de o time reagir nesta reta final.

Nada, porém, é definitivo, mesmo porque o Palmeiras, embora perdendo a gordura, segue líder.

O fato, porém, é que novamente foi um time de futebol burocrático, mais preocupado em evitar o pior do que buscar o melhor, e acabou perdendo por 2 a 0, dois gols de Nunes, que obviamente se ressentiu da perda de Cleiton Xavier ainda no primeiro tempo.

A bola ainda está com o Palmeiras, resta saber se ele vai conseguir mantê-la sob controle.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
17/09/2009 - 16:35

RODADA TRICOLOR?

Pelo visto, espiando assim a tabela, a rodada do fim-de-semana sugere que será tricolor.

Sim, porque São Paulo, que enfrenta o Santo André em pleno declínio em campo neutro, e o Grêmio, que recebe o lanterna Fluminense no Olímpico, são os grandes favoritos dessa rodada.

O Inter vai ao Barradão pegar o forte Vitória, o Galo terá de superar o Náutico nos Aflitos, enquanto o Corínthians se confronta com o Goiás, que, depois de tantos dissabores, está na hora de se recuperar (e tem time para isso).

Claro, falo em tese, pois, no campo, a história nem sempre segue o roteiro original.

E, se alguém pensar que o Palmeiras, líder, está isento, engana-se. O Verdão folga no fim-de-semana, mas, na quarta vai ter de encarar o Cruzeiro no Mineirão.
Já pensou?

ILUSTRE VISITA

Desde sábado, tenho uma ilustre companhia para os fins de tarde na varanda deste meu refúgio em Ibiúna.

Ele está aqui ao lado, em carne e osso. Ou melhor: em papel maché. Pernas cruzadas equilibrando-se num banquinho giratório – o mesmo sobre o qual passava os dias engendrando os mais singelos brinquedinhos de madeira e arames, entre os quais o célebre Trem das Onze – paletó marron, calças e meias amarfanhadas no tornozelo, cinzentas, sapatos marrons, a indefectível gravata borboleta vermelha sobre o colarinho branco, e, claro, o chapéu de feltro marron inclinado à esquerda. Bem em frente à mesa de bilhar, com o taco de sinuca repousando na parede ao lado.

Seu olhar parece contemplar a dança do colibri furta-cor e da mariposa azul que se revezam sobre as flores brancas da trepadeira que serpenteia a viga de madeira do teto da varanda, enquanto um sorriso maroto se aperta entre os lábios finos encimados pelo bigodinho bem aparado.

Talvez, se lembrando de dois de seus motes antológicos: a mariposa que, quando chega o frio, fica dando vortas e vortas em torno das lâmpida pra se esquentá, e o colibrí que marchava nos carnavais passados desse gênio da raça.

Já sabe, meu amigo, que estou falando de seu João Rubinatto, o seu Barbosa, nosso Adonirã Barbosa, ator, compositor, cantor, o Espírito Santo da Santíssima Trindade do Samba Paulistano (os outros são Paulinho Vanzolin e Geraldo Fiúme), comprovando seu refrão, segundo o qual, assim que nóis vai, assim que nóis vorta.

E voltou ao meu convívio, já que fomos tão ligados por um bom período antes de sua morte, por obra e desgraça da incúria nacional.

Essa estátua em papel maché, esculpida por uma artista plástica que reverencio no anonimato, faz parte do acervo da vida e obra do Véio: caixas e caixas dos restos de uma vida voltada à criação e a enriquecer nossa cultura tão dilapidada, despejado do MIS (Museu da Imagem e do Som), onde ele deveria ocupar lugar de destaque.

Como ele, Mato Grosso e o Joca, despejados da Saudosa Maloca, recolhido por Celso Campos Jr., autor de alentada e refinada biografia do mestre, esse acervo caiu em minhas mãos pelo tempo necessário para a construção da Casa do Adonirã, a ser instalada na Nova Luz.

Como tudo não cabia aqui em casa, dividi a guarda com o casal de vizinhos, Néia e Alfredo, o tempo necessário para construir um galpão aqui ao lado.

Faço tais confidências apenas para que o amigo saiba como é tratada a memória nacional pelo poder público. Mas, isso não é nenhuma novidade. Então, apague tudo o que escrevi aqui.
Aliás, apague tudo, até a luz no fim do túnel.

PS: Ilustre Visita é o título de um dos mais inpsirados sambas de outro gênio da raça – Noel Rosa, como Adonirã, um cronista do cotidiano de fina sensibilidade.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , ,
06/08/2009 - 01:00

SÃO PAULO, AVAÍ E GOIÁS

Por Miltojn Trajano

E o São Paulo já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao completar sua sexta partida invicta nas mãos de Ricardo Gomes, batendo o Botafogo, no Morumbi, de virada, por 3 a 1.

É verdade que, nesse jogo, o Tricolor demorou pra pegar no breu. Levou um golaço de Lúcio Flávio, e, só depois de responder com Jorge Wagner, de pênalti, e Washington, já no finzinho do primeiro tempo, é que a equipe se equilibrou em campo. No segundo, um belo gol de Dagoberto encerrou o placar, quando o São Paulo era melhor do que o Botafogo.

Outra vitória significativa foi a do Santos, em Cascavel, sobre o Coritiba, que, depois de súbita ascensão, despencou novamente para o bloco do adeus. Com um gol de Ganso e predominou da bola e dos espaços no segundo tempo, o Santos se reequilibra na tabela.

Já o Corinthians vai seguindo a sua sina, nesta fase de transição: perdeu por 1 a 0 do Náutico, nos Aflitos. Mas, atenção: não foi nenhum desastre técnico, pois o Timão jogou razoavelmente bem na medida de suas atuais possibilidades.

Quem começa a dar sinais de preocupação é o Cruzeiro, que, no Mineirão, perdeu por 2 a 0 para um Atlético PR de campanha mínima neste campeonato, e assim continua cortejando a zona do rebaixamento. Na estreia do técnico Antonio Lopes, o Atlético soube explorar a evidente tensão desse Cruzeiro que soma expulsões tantas quantas nunca teve em sua história, jogo a jogo.

Em contrapartida, o Avaí segue escalando a jato a tabela de classificação, com mais uma vitória nessa série incrível de invencibilidade: 1 a 0 no Santo André, em casa.
Mas, todas as emoções da noite ficaram por conta de Goiás 3, Flamengo 2, no Serra Dourada.

O Goiás, que cumpre campanha exemplar, logo meteu 2 a 0, com Amaral e Léo Lima, mas tomou o empate, com os dois craques do Fla – Adriano e Petikovic. E, como já virou hábito, Iarley, no finzinho, desempatou, mantendo o Goiás lá no topo, na área de disputa do título.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
30/07/2009 - 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , ,
18/07/2009 - 21:27

NORMAL E ESTAPAFÚRDIO

A rodada deste fim-de-semana do Brasileirão começou com um resultado normal e outro estapafúrdio.

Normal foi o Palmeiras, sob o comando sereno de Jorginho, vencer o Santo André por 1 a 0, gol de Diego Souza, em melê na área adversária, bola que sobrou.

Não, não foi brilhante o Verdão, como nos dois últimos jogos. nem poderia ser, diante de um adversário bem organizado, sobretudo no seu sistema de marcação, e que possui nos disparos de Marcelinho Carioca e nos cabeceios de Nunes armas mortíferas, capazes de serem acionadas a qualuqer momento, independendo do andamento do jogo.

Mas, foi compacto, seguro, equilibrado emocionalmente, o bastante para ter o controle do jogo e do placar.

Assim, saltou para a liderança temporária do campeonato, que até poderá ser estendida, caso o Galo e o Inter vacilem neste domingo, o que não é nada impossível.

Afinal, o líder Atlético Mineiro vai ao Barradão enfrentar nada menos do que o Vitória, time que vem se mantendo ali no topo da tabela há muito tempo, e, que, em casa, é sempre osso duro de roer. E o Inter simplesmente tromba com seu eterno rival, Grêmio, no Olímpico, em jogo que, dizem, definrá o destino de Tite à frente do Colorado.

Já o resultado estapafúrdio foi essa goleada do Goiás, por 4 a 1 e de virada, sobre o Flu, no Maracanã.

Não que o Goiás fizesse menos por merecê-la. Mas, que diabo!, o Flu é o Flu, nem tanto Flu como alguns de seus torcedores e dirigentes imaginam, mas ainda assim…

SANSÃO E LUXA  

São Paulo e Santos, até outro dia, seria um clássico merecedor de manchetes e grande expectativa. Neste domingo, huummm… Pode ser, não duvido, que tenhamos um jogo emocionante, de alto desempenho e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, ambos estão tão cheios de dedos que não me parece haver campo para pés mais adestrados.

Ricardo Gomes segue em busca de qualificar seu time, enquanto Serginho só aguardo o momento de passar o bastão temporário para Luxemburgo, que está de volta à Vila pela quarta vez.

Aí, o Peixe vai de vez? Quem sabe? Luxa é do ramo e o atual time do Santos tem lá suas vantagens e muitas desvantagens, que Mancini não soube superar. De qualquer forma, Luxa tem uma afinada especial com o presidente, o que já lhe dá um bom respaldo para remontar um time que estava ainda em fase de transição.

TUDO AZUL?

Nananina! Eis um jogo tenebroso para o Cruzeiro, embora seja disputado no Mineirão, o que lhe confere certa vantagem. E nada tem a ver com a capacidade técnica do vice-campeão da América, e tudo a ver com sua alma ferida pela perda da Libertadores em pleno Mineirão ainda outro dia.

Pois o Cruzeiro não só terá de vencer a funda decepção com a derrota para o Estudiantes como também o temor de cair na zona de rebaixamento, suprema humilhação para quem sonhava com o título mundial de clubes, na véspera.

Por seu lado, o Corinthians precisa desde já fincar pé para dar aquele salto em direção à tríplice coroa, e nenhum trampolim melhor do que esse: bater o poderoso Cruzeiro na casa do inimigo.

Vai ser de lascar.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
12/07/2009 - 21:52

A GRANDE VITÓRIA

Sem dúvida, a grande vitória da rodada foi a do Grêmio sobre o Corinthians, que vinha embalado, cheio de lanteloujas, e se esboroou no Olímpico: 3 a 0, logo de cara, gols de Jonas, Alex Mineiro e Rafael Marques.

Curioso que os dois primeiros gols gremistas foram marcados pela dupla de ataque reserva dos gringos Max Lopes e Herrera, que, depois de longa estiagem, haviam feito dois cada um no jogo anterior.

Sim, claro, o Timão se ressentiu da ausência de sua parelha de beques – William e Chicão -, dois esteios nessa série tão gloriosa deste semestre. Mas, não foi por aí, não.

A verdade é que o Grêmio foi melhor, mais consistente no meio de campo, e mereceu a vitória, embora o Corinthians melhorasse no segundo tempo, apesar da expulsão do zagueiro Jean.

SEGURO E TRANSPARENTE

Mas, antes, no sábado, houve outra vitória significativa: a goleada do Palmeiras sobre o Náutico, no Palestra Itália – 4 a 1, gols de Maurício, Willians, Márcio, Armero (golaço!) e Pierre.

Não só pela goleada, mas, sobretudo, pela forma como o Palmeiras a obteve, com extrema tranquilidade, segurança e superioridade indiscutível. Fez quatro e poderia ter feito uns seis, no mínimo, fruto das tantas chances criadas e perdidas.

Neste caso, uma vitória dessas pode representar algo mais. Pode representar o início da pavimentação do caminho que conduzirá á confirmação do técnico interino Jorginho como titular.

Já disse e repito: tive poucas mas boas conversas com Jorginho sobre futebol. O suficiente para perceber que se trata de um cara com boas e lúcidas ideias sobre esse jogo manhoso.

Nada revolucionário, nada extremamente inovador, nada dessas jogadas marqueteiras em que se apoiam velhos e novos treinadores. Apenas uma visão clara sobre a simplicidade desse jogo, em toda a sua complexidade.

E foi isso o que se viu em campo: um time seguro, cada qual no seu lugar e um futebol transparente, jogado nas regras da arte, básico, belo e funcional.

SÃO PAULO PARADO

Nesse andar vacilante – um passo à frente, outro, atrás -, o Tricolor não sai do lugar. Aliás, caiu alguns degraus na tabela, ao empatar por 2 a 2 com o Flamengo no Morumbi. Um Flamengo, diga-se, desfalcado de meio time, mas o suficiente para dominar o adversário durante o primeiro tempo, quando emplacou 2 a 1, gols de Fierro, Borges e Adriano, de pênalti.

No segundo tempo, refluiu e o Tricolor, mesmo com dez e depois das entradas de Eduardo Costa e Jorge Wagner, empatou de pênalti e ainda criou umas duas boas oportunidades para desempatar.

Pode ser que me engane, mas está na hora de o São Paulo rasgar a fantasia e partir para outra, remodelando de vez seu esquema de jogo e injetando sangue novo nesse time, com Oscar, Wellington e tal e cousa e lousa e maripousa.

GALOOO!

Tudo bem; o Cruzeiro, de olho na decisão da Libertadores, entrou no Mineirão com um time misto. Mas, espie o amigo a escalação e verá que é time para enfrentar de fronte erguida qualquer outro do Brasileirão. Pois, o Galo foi lá e meteu 3 a o no arquiniimigo, gols de Júnior, Alessandro e Eder Luís. É verdade que também contou com aquela expulsão recorde de Zé Carlos.

Assim, o Galo volta a ocupar a liderança do Brasileirão, e vai tomando gosto por isso, graças à derrota do Inter para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 3 a 2, resultado que coloca a cabeça no arco da guilhotina. Sobretudo, porque Muricy, eterno objeto de desejo do Inter, está por aí, entre Ibiúna e o Guarujá, livre e faceiro.

MAUS LENÇÓIS

Que biaba! O Vitória de Carpeggiani, de tão bela campanha, recebeu o Santos no Barradão, e logo enfiou um saco: 6 a 2. Basta dizer que já vencia por quatro gols antes mesmo da primeira meia hora de jogo.

Claro que por todos os méritos dos baianos, que voltaram ao G-4. Mas, também, pela evidente incapacidade do Santos em se defender, o que faz desse time uma das piores, se não a pior, do campeonato. Pelo que se conhece da Vila, o técnico Mancini está em maus lençóis.

Quem também está em maus lençóis é Carlos Alberto Parreira, nas Laranjeiras. O Fluminense, no Engenhão, perdeu por 1 a 0, e caiu para a zona de descenso, um degrau abaixo do Botafogo, que, no sábado, obteve boa vitória. Parreira, porém, não ficaria ao desabrigo por muito tempo: dizem que o Palmeiras está de olho nele.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Treinadores Tags: , , , , , , ,
04/06/2009 - 23:42

O AZAR DO PEIXE E A VAIA NO OLÍMPICO

Ah, que pena aquela bola cabeceada por Kleber Pereira que se chocou com o poste esquerdo de Neneca, quando o juiz levava o apito final à boca. Sim, porque se aquela bola tivesse entrado, o Santos venceria o Santo André por 4 a 3, e agora estaria na vice-liderança do Brasileirão, posição mais digna para quem aposta nesse futebol leve, envolvente e ofensivo apresentado lá no ABC.

Sim, sei bem: no jogo dos ses, teríamos também de computar aquele pênalti escandaloso – melhor:criminoso – de Fábio Costa em Gustavo Nery, uma entrada tão intempestiva que atirou o adversário na maca, e, de lá, ao hospital, literalmente. Pois não é que o juiz, de frente pro crime, deu simplesmente bola fora?  

Mesmo porque o Santo André também encarou o Peixe de frente, pôs a bola no chão, e, sob o comando de Elvis e o arroubo de Cicinho, fez seus dois gols iniciais com Nunes, que acabou sendo expulso, tirando do seu time a chance de brigar pela vitória até o fim.

Mas, é que o melhor ataque do campeonato até aqui, com catorze gols, mereceria esse prêmio, não fosse a defesa ter vacilado tanto nas bolas altas e naquele pênalti de Luizinho, absolutamente desproposital.

Vale, contudo, a expectativa de que o Peixe siga singrando esses mares que são sua praia tradicional: um futebol gostoso de se ver e, ao mesmo tempo, eficiente.

A VAIA QUE CONSAGRA

O Grêmio, que dividido em duas frentes de batalha não vem bem no Brasileirão, estava vacilante no primeiro tempo do jogo com o Náutico, no Olímpico. Insatisfeita, a torcida gremista passou a vaiar Souza e Ruy, que tentavam as jogadas em profundidade, em vão.

Eis que Alex Mineiro enfia bela bola para Souza (impedido?) – gol, aquele gol que baixa a temperatura da galera e do time. No segundo, Maxi López amplia e Souza fecha o placar, em novo passe de Alex, tocando no canto do goleiro. Com frieza e destreza.

Que me perdoe o amigo tricolor, mas vaiar o Souza nesta quadra da vida do Grêmio?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
26/03/2009 - 18:40

SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO

Pois é: esse é o grande problema que nos espera em Quito – os efeitos nocivos da altitude para quem vem do nível do mar. Os basbaques de plantão tentam desprezar esse problema. Dizem que seria o mesmo que jogar em altas temperaturas, no Rio, no Nordeste, essas coisas. Não é. Nada tem a ver. Calor forte existe até na gélida Suécia.

A altitude, porém, atua sobre a oxigenação do sangue, diminuindo a quantidade de glóbulos vermelhos de quem sai do nível do mar. Mal que não atinge no sentido inverso, pra quem desce do morro. Ao contrário.
Mas, esse não é o único problema. Há que se levar em conta a velocidade da bola e, sobretudo, o time do Equador, que nos tem dado muito calor nos últimos tempos. E há, também, o caso Kaká-Ronaldinho Gaúcho.

Kaká fez seu primeiro teste ontem, em Teresópolis – algumas corridas balizadas por cones – e, mesmo aparentando não sentir dores no pé esquerdo machucado, segue sendo dúvida atroz para esse primeiro jogo do Brasil pelas Eliminatórias.

E, Ronaldinho Gaúcho, que ocupa seu lugar no time de Dunga, durante os quinze ou vinte minutos em que pudemos assistir o coletivo, esteve muito ausente, revelando que não está nos trinques, ainda que sem problemas de lesão.

Sua encrenca parece ser mesmo em parte, falta de preparo físico ideal, em parte, falta de força anímica.

E isso, sim, pode vir a representar um problemão para o nosso time, pois nesses dois, ou num ou noutro, repousa praticamente toda a criatividade do Brasil. Na melhor das hipóteses, se Robinho assumir sozinho essa tarefa, como ocorreu nos poucos minutos revelados do coletivo desta quinta, perderemos força ofensiva, que estaria resumida inteiramente a Luís Fabiano, autor de dois gols em Teresópolis, na vitória dos titulares sobre os reservas, por 3 a 2.

Mas, cada jogo é um jogo. E o negócio é mesmo esperar.

O ENIGMA DOS TRÊS

Finda a rodada do meio de semana do Paulistão, o Palmeiras segue líder, invicto. Isso, porque bateu o Bragantino, em casa, por 2 a 1, dois gols do paraguaio Ortigoza, que entrou no segundo tempo no lugar de um dos três beques (Jeci). Coincidência, não?

Assim como por mera coincidência o São Paulo, pela ausência de zagueiros suficientes para manter seu esquema em três, foi muito mais desenvolto, no segundo tempo, diante do Noroeste, em Bauru, e venceu por 2 a 0, mantendo-se no terceiro lugar, agora mais folgado, com os empates da Lusa e do Timão.

LUSA NA MÃO

E que empate esse da Lusa! Perdia até o finalzinho, quando Fabrício Carvalho empatou, de mão. E até poderia ter virado com gol de Edno, antes do apito final, que foi anulado pelo juiz.

DUAS VEZES RONALDO

Já o Corinthians, diante da Ponte, foi mais Ronaldo Fenômeno do que nunca. Ronaldo meteu uma, de cabeça, no poste, sofreu um pênalti (huuummm…) que converteu com categoria, marcou um golaço e deu um chute no beque adversário que merecia cartão vermelho.

Gordo ou magro, longe ou não de sua melhor forma física, até que (toc,toc) alguma lesão muscular o comprometa, a trajetória de Ronaldo no Corinthians será assim mesmo: média de, por baixo, um gol por partida. É pouco, meu?

O PEIXE, DE GANSO A NEYMAR

Por fim, o Santos, que enfiou 3 a 0 no Santo André, em mais uma grata exibição do menino Neymar, autor de um dos gols.

Vitória ainda mais valiosa por ter sido obtida diante de um dos mais próximos competidores à quarta vaga para as finais do Paulistão, time, aliás, que vem muito bem no campeonato.

Mais do que isso: o Santos mostrou um jogo equilibrado em todos os setores da equipe, defendendo-se bem, armando com ciência, graças à presença no meio de campo de outro menino da Vila, o Ganso de refinado passe e excelente postura.

Se conseguir passar por essa reta final, o Peixe ainda vai dar o que falar, creiam.

GRÊMIO, OLÉ!

Mais uma vez nestas Libertadores, o Grêmio domina o jogo de cabo a rabo, cria uma infinidade de chances de gol, e vence apertado.

Agora, foi com o Aurora, na Bolívia: 2 a 1, graças a um frango do goleiro, na cobrança de falta de Tcheco.

E, atenção, com um jogador a menos, pois Jonas, autor do primeiro gol, bonito, diga-se, foi expulso aos 41 minutos do primeiro tempo.

Bem, melhor vencer apertado criando muitas chances de gol, do que vencer apertado sem criar nada. Pelo menos, isso cria a expectativa de que, à hora em que o ataque acertar o pé, será uma glória só.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , , , , , ,
22/01/2009 - 17:36

SURPRESA, VERDÃO

Não podia ter sido melhor a estreia do campeão paulista no certame estadual. O Palmeiras venceu o Santo André, em Ribeirão, por 1 a 0, gol de Cleiton Xavier, passe de Lenny, quando se esperava que o Verdão tropeçasse logo de saída, pois a equipe está apenas na primeira fase de montagem, sem alas de escol, nem ataque de fé.

Mas, o Santo André, que acaba de ascender para a Série A do Brasileirão, também se desfez e começa a se refazer.

Assim, nem Palmeiras, nem Santo André, apresentaram, um futebol convincente, o que, aliás, era de se esperar, já que o calendário desprezou a pré-temporada, tão essencial.

De qualquer forma, venceu o campeão, e isso haverá de infundir no Palmeiras uma auto-confiança capaz de fazê-lo queimar etapas na busca do equilíbrio desejado.

PS: Eu havia postado esse cmentário logo depois do jogo, mas, problemas técnicos acabaram por tirá-lo do ar. Volta agora.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais Tags: , , ,
21/01/2009 - 20:47

TRICOLOR PATINANDO

Em pleno Morumbi, o tricampeão brasileiro estreou com pálido empate, por 1 a 1, contra o Ituano.

É verdade que o o resultado foi injusto, pois o São Paulo teve a bola e os espaços sob seu domínio de cabo a rabo da partida. Além disso, criou as melhores (poucas) chances para ampliar o placar depois do gol de Hugo, logo aos 11 minutos do primeiro tempo.

E acabou tomando o empate num gol contra de Miranda, que, ao tentar interceptar finalização que ia às mãos de Rogério, meteu o peito na bola e desviou-a para o canto oposto ao do goleiro.

De positivo mesmo, apenas a entrada de Arouca, lá pela segunda metade da etapa final, que assentou o passe de seu time. Mas, nem é o começo ainda para o Tricolor.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais Tags: , , , , ,
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