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08/11/2009 - 21:18

BOLA DE PAPEL

Para o Palmeiras, era uma questão de preservar a liderança, nem que fosse ao lado do São Paulo. Para o Fluminense, era uma questão de sobrevivência na Série A do Brasileirão – vida ou morte.

E foi isso que pautou o emocionante, embora pontilhado de muitas faltas, jogo do Maracanã, na comovente vitória do Fluminense por 1 a 0, gol de Fred, de cabeça, aos 15 minutos do segundo tempo: o Tricolor, o tempo todo atrás da vitória; o Verdão, o tempo todo, evitando a derrota.

Sim, é verdade, houve aquele gol de Obina, absolutamente legal, que Simon, em fase deplorável, anulou sabe-se lá por que cargas d’água. Mas, isso foi tudo o que o Palmeiras fez ofensivamente. De resto, afundou-se em total falta de criatividade no seu meio campo, mesmo depois que Muricy trocou um dos supérfluos zagueiros (Marcão) pelo meia Deyvid Sacconi, tarde demais.

Em contrapartida, o Flu era flama que Conca elevava ou baixava de acordo com a necessidade do jogo  e pura aplicação.

Dessa forma, o Verdão perdeu a liderança e o Flu atingiu o limiar da fuga do rebaixamento, somando uma série de meia dúzia de jogos invictos no Brasileirão, um prodígio para quem já parecia destinado à queda irreversível.

O GRANDE VENCEDOR

Sem dúvida, o grande vencedor deste domingo foi o Flamengo, que meteu 3 a 1 no Galo em pleno Mineirão.

E aqui, mais uma vez, sou obrigado a abrir um espaço especial para falar de Petkovic, esse sérvio de fina cabeça e bola redonda, pedra de toque do Flamengo que, de time comum, deu esse salto prodigioso para a terceira colocação, com grandes chances de empalmar a taça, a partir do instante em que o gringo entrou na equipe, sem nenhuma expectativa, diga-se, à época.

Neste domingo, simplesmente, ele perpetrou seu segundo gol olímpico no campeonato, um atrás do outro. Ora, sabemos que gol olímpico é aquele lance esporádico, marcado de vinte em vinte em vinte anos. Pois, Pet fez dois, em poucos dias.

Além do mais, e o mais importante, é sua infinita capacidade de armar a equipe como só os grandes meias do passado o eram.

Enfim, deixaram, e o Mengão está aí, a dois passos da liderança.

O FENÔMENO

Falo de Pet e sou obrigado a apontar para Ronaldo, o Fenômeno, que decidiu o jogo com o Santo André, no Pacaembu, com um golaço de fora da área e uma assistência precisa para Dentinho definir o placar.

E aí é fácil entender  por  que o Corinthians viveu aquela fase de baixa ao longo do campeonato. Coincidentemente, a coisa se deu enquanto Ronaldo se recuperava de delicada lesão no punho.

Ao recuperar  um tiquinho de condições físicas e técnica, pronto! Já está fazendo a diferença!

VASCO DE VOLTA

Sou do tempo em que o Vasco era a maior potência técnica do futebol brasileiro, e dono do terceiro maior estádio do país, abaixo apenas do Maracanã e do Pacaembu, onde botava pra jogar um timaço que era a própria Seleção Brasileira – Barbosa; Augusto e Wilson Capão; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha ou Friaça, Maneca, Ademir de Menezes, Ipojucã e Chico.

Mais tarde, montou outro esquadrão, com Hernani; Paulinho e Bellini; Laerte ou Écio, Orlando e Coronel;  Sabará, Livinho (depois, Almir Pernambuquinho), Vavá, Walter (depois, dr. Rúbis) e Pinga.

Esse Vasco não podia cair. E, se caísse, por obra do destino e dos desmandos de seus dirigentes, teria de voltar rapidamente. Foi o que fez, para o bem do futebol brasileiro.

LÁ FORA

O clássico inglês, apesar da disposição ofensiva das duas equipes, foi tenso, corrido, mas pouco emocionante, pela ausência de chances de gol claras e bem definidas. Ganhou Chelsea, por 1 a 0, gol Terry, o zagueirão, de cabeça, em bola alçada por Lampard, jogada manjadíssima dos azuis.

Mas, na verdade, o Manchester United foi ligeiramente superior na bola rolando. Isso, porém, não conta pontos e o Chelsea é o líder isolado, enquanto o Arsenal, que goleou mais uma vez, no sábado, vem comendo pelas beiradas.

Dois levantamentos de Ronaldinho Gaúcho, e o Milan venceu a Lazio por 2 a 1. No primeiro, Thiago Silva emendou de cabeça; no segundo, foi Pato. O Milan, assim, vai dando sinais de recuperação – já é o quarto ou quinto jogo invicto – depois de um início de temporada deplorável. Mas, é evidente a queda de produção do time no segundo tempo.

Talvez, por conta da idade do trio de meio-de-campo – Seedorf, Pirlo e Ambrosini -, talvez, por deficiência na preparação física, não sei.

No Campeonato Espanhol, segue a disputa paralela entre Barça e Real, com a vitória de ambos neste fim-de-semana: o Barça meteu 4 a 2, no Mallorca, e o Real bateu o rival madrilenho, o Atlético, por 3 a 2, com gols de Kaká e Marcelo.
Nenhum dos dois, porém, ainda está praticando aquele futebol dos sonhos que seus elencos sugerem, pelo menos, não, até o final do ano, com a sobreposição da Liga dos Campeões com o campeonato nacional.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , ,
01/11/2009 - 18:45

MAGRO, MAS COM POSE

O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.

E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.

Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.

No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.

Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.

O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.

Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.

Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.

Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
11/10/2009 - 00:06

PET E RONALDO, O SAL DO JOGO

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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Bem, se o São Paulo não parece estar tão a fim de brigar pelo título, a ponto de perder tantas chances para se aproximar do líder Palmeiras, o Flamengo está sedento por uma vaga na Libertadores, no mínimo.

E, no Maracanã, recuperou-se do empate com o Vitória no Barradão, no meio de semana, metendo 2 a 1 no São Paulo, de virada.

O placar em si está dentro da lei das probabilidades, já que se tratava de um clássico, disputado na casa do vencedor, por uma diferença mínima de gols. A diferença está na forma como ambos encararam a partida e como se comportaram em campo.

O Flamengo, com sua formação ofensiva, leve, insinuante, em que Petkovic é sempre o centro nervoso da equipe, jogou pra ganhar, mesmo quando perdia, vítima daquele gol de Hernanes no primeiro tempo.

Por isso mesmo, no segundo tempo, inverteu o placar, com pênalti cobrado em dobro por Pet, o mesmo Pet que, aos 35 enfiou bola surpreendente para Zé Roberto escapar pela esquerda e fuzilar Rogério, de canhota.
Portanto, mais do que merecida a vitória rubro-negra.

Já no Pacaembu, o Corinthians bateu o Grêmio, entre outras coisas, por causa de Ronaldo Fenômeno. Veterano, gordo, trilionário, emerso de sei lá quantas cirurgias nos joelhos que teriam encerrado a carreira de muita gente, Ronaldo, claro, participou pouco do jogo.

Só que essa reduzida participação resultou nos dois gols do seu time. No primeiro, recebeu nas cercanias da área, balançou diante de dois adversários e disparou de canhota bola que repicou no beque e enganou o goleiro. No segundo, partiu do meio de campo, tabelou com um companheiro recebeu na área, limpou e serviu Elias de bandeja.

Pet e Ronaldo, o sal da rodada até aqui

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
27/07/2009 - 15:34

O MILAGRE DE OBINA

Que milagre é esse, meu? Eis a questão recorrente: o cara que não fazia um golzinho sequer, nem de pênalti, havia quase um ano no Flamengo, de repente, desembarca de graça no Palestra Itália e desanda a marcar, coroando esse renascimento do artilheiro com três gols contra o arquirrival Corinthians.

Claro que estou falando de Obina. Mas, não há milagre algum, a não ser aquele quase imperceptível que ocorre todo dia com cada um de nós, em qualquer ofício.

No futebol, então, casos como esse são escrachados, evidentes, comuns e repetidos ao longo da história.

Há a estirpe dos artilheiros-craques, aqueles seres especiais que sabem jogar bola num alto nível técnico, donos de habilidades incomuns, que somam a isso tudo a vocação rara de enfiar as bolas nas redes com mais rpecisão do que os demais. Pelé, Zico, Careca, Romário, Ronaldo Fenômeno etc. E há os goleadores que só foram ungidos com o dom de fazer gols, de técnica e habilidade reduzidas.

Ambos estão sujeitos às marés de sorte e azar, períodos de fausto e de estiagem, que se alternam ao longo de suas carreiras. Quando a lua não lhes é propícia, suprem a ausência de gols com passes medidos, dribles inesperados, jogadas deslumbrantes, essas coisas, que, aos olhos da multidão, acabam compensando a ausência de gols.

Já os goleadores da linhagem de Obina, ou fazem gols o tempo todo, ou caem em depressão, pois não contribuem para o time e para o espetáculo com nada mais do que aquele toque final à redes. E, à medida em que perdem gols feitos, perdem também a auto-confiança, num ciclo vicioso que parece interminável.

Então, vem o coro das arquibancadas, amplificado pela mídia: Grosso!

E aí o cara desce aos infernos.

É muito comum o artilheiro desprezado por este clube renascer naquele outro.

Flávio, o Minuano, e Mirandinha foram execrados pela Fiel nos anos 60 e 70, para renascerem no Fluminense, no Inter e no São Paulo, com direito a vagas na Seleção. Citei dois exemplos antigos, mas poderia acrescentar casos de hoje, como Washington, que ficou aí umas rodadas a seco e já pediam a cabeça do rapaz. De repente, voltou a marcar.

Essa é a vida do artilheiro, de ontem, de hoje, de sempre.

A AUSÊNCIA DE RONALDO

Por falar em artilheiros, veja só o caso de Souza, no Corinthians.

Souza é, tecnicamente, irmão gêmeo de Obina. Fez gols por onde passou, desde o Vasco até o Flamengo, mas também passou longos períodos de estio.

Chegou ao Corinthians para segurar as pontas de um Ronaldo em recuperação, uma incógnita à época. previa-se, então, que ambos se alternariam no comando do ataque corintiano, reservando-se Ronaldo para os grandes momentos.

Mas, Ronaldo surpreendeu e Souza jamais conseguiu justificar sua contratação.

Agora, com Ronaldo baixando enfermaria porcinco semanas, seria a chance de Souza se afirmar. Mas, quem confia? Pior: se entrar no time agora, ficará inapto para ser transacionado com qualquer outro clube da Série A do Brasileirão.

O diabo é que, no atual elenco corintiano, não há nenhum substituto à vista.

Tanto pode entrar e resolver a questão, quanto afundar-se definitivamente, levando consigo um time que vinha tão bem, antes de começar a perder alguns de seus principais jogadores.

É uma faca de dois legumes, como diria o saudoso presidente corintiano, Vicente Matheus.

FLA À DERIVA

Fragmentado lá em cima, pelas desavenças políticas, o Flamengo sai à cata de um treinador para substituir Cuca, demitido outro dia.

Assim de nome feito e técnico de longo curso, caiu na praça Leão, depois de se desaver com a diretoria do Sport. Mas, sobretudo, pelos maus resultados que baixaram o Leão à zona do descenso. Mas, Leão é tão complicado… E o Flamengo, ainda mais.

Na verdade, ao que se saiba, o Fla iniciou conversações com Mancini, defenestrado há pouco pelo Santos, mas mantém um olho em Sérgio Guedes, dois emergentes de competência comprovada, mas estilos diferentes.

De qualquer forma, Andrade, o sucessor de Carlinhos como eterno interino, vai ficando. Quem sabe, não fique o tempo necessário para que o Fla ponha a cabeça no lugar?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Treinadores Tags: , , , , ,
09/07/2009 - 00:22

TRÊS VEZES RONALDO


Não foi apenas uma vitória num clássico nacional, pois o Corinthians não só bateu o Fluminense por 4 a 2, no Pacaembu em festa pela conquista da Copa Brasil e pela volta do volante Edu, cria da casa, como deu um salto prodigioso na tabela, passando a roçar o G-4.

E mais: com direito a três gols de Ronaldo Fenômeno, três lances distintos e belos e outro de Dentinho, fruto de vertiginosa troca de passes na zona de perigo.

Tudo isso, diante de um Fluminense que jogou muito bem, melhor até do que o Corinthians na maior parte do jogo, sobretudo no segundo tempo, quando, perdendo por 3 a 0, reagiu, fez 3 a 2, com golaço de Conca, e só não chegou ao empate por causa da expulsão de Fred, por reclamação.

Olhaí o Timão no páreo pela terceira coroa do ano.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
12/05/2009 - 16:34

LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO

Prepare-se, amigo, que aí vem uma quarta-feira de fogo, com as rodadas da Copa do Brasil e da Libertadores, em fase de funil.

Só o São Paulo está fora dessa, abençoado pela gripe suína, que acabou tirando o perigoso Chivas de seu caminho, conduzindo-o direto à fase seguinte, sem jogar.

Isso confere ao Tricolor mais uma semana de treinamentos, que, se somados às duas semanas anteriores à estréia no Brasileirão, valem mais do que uma pré-temporada.

Curioso que, apesar de tamanha folga só para treinamentos, algo que Muricy reclama tanto e com razão, o São Paulo foi pífio diante do Flu, no Maracanã, domingo, sobretudo no quesito em que ele tem sido rei – o combate acirrado e incessante ao adversário.

O diabo é que o São Paulo, quando de posse da bola, não sabe o que fazer com a bichinha, a não ser enviá-la pelo alto para o cabeceio de Washington, Borges ou o zagueiro que estiver na área trocada.

Muricy reclama também, com toda razão, de que seu rico e bem escolhido elenco não dispõe de meias e laterais. Nas duas últimas temporadas, porém, houve um desfile interminável de laterais que pouco foram aproveitados: Joílson, Jadílson, Eder, Jancarlos, Wagner Diniz, sei lá quantos mais, e, na direita, quem se deu melhor acabou sendo Zé Luís, um volante improvisado no setor.

Será que não há algo de errado no esquema, mais do que nos jogadores? Isso, sem falar em Souza, um meia deslocado para a lateral por duas temporadas seguidas na séria do tricampeonato conquistado pelo time.

Assim como a ausência de meias também pode ser fruto da maneira de jogar do São Paulo, com três zagueiros, dois alas, dois atacantes de área, o que reduz a três jogadores de meio e aumenta a distância da defesa ao ataque.

E, na hora de contratar, o São Paulo, em vez de buscar um Cleiton Xavier, um Elias, um Madson, para citar apenas três dos seis meias que possuem seus rivais domésticos, preferiu trazer Eduardo Costa, um volante de contenção. Esse é só um exemplo mais recente.

Mas, enfim, Muricy é competente, trabalhador, e o elenco segue sendo forte, apesar dessas carências, o que sugere uma volta por cima rapidamente.

Se, porém, o São Paulo saltou uma etapa da Libertadores, Grêmio, nesta quarta, e Cruzeiro, na quinta, por certo passarão sem grandes problemas por San Martin, no Olímpico, e pelo Universidad do Chile, no Mineirão. Pelo menos é o que sugerem as vitórias de ambos nos campos adversários, nos jogos de ida.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

Na Copa do Brasil, três clássicos nacionais: Corinthians x Fluminense; Flamengo x Internacional e Vasco x Vitória. O mando de campo, em jogos como esses, tem um peso significativo, claro.

Mas, são tantas as variáveis numa partida de futebol, sobretudo quando tomada do espírito de decisão, que é impossível dar a esse fator um valor maior.
Pegue-se o caso do Corinthians, que, com seu time titular, tem feito campanhas bem mais expressivas do que o Flu.

Que fazer, por exemplo, diante dessa epidemia de gripe que se abateu sobre o Parque São Jorge? Mesmo que meio time se restabeleça a tempo de entrar em campo, conseguirão esses jogadores atuar no seu mais alto nível?

Já Flamengo e Inter se enfrentam no Maracanã sem grandes problemas, a não ser as diferenças técnicas entre os dois: o que sobra para o Inter, falta ao Flamengo. Isto é: um ataque realizador. O Fla cria muito, mas não consegue transformar em gols essa trama coletiva, enquanto o Inter, lá na frente, com Nilmar, Taison (não sei se joga) e cia. bela é um aço.

Mas, o Fla, mesmo perdendo na estréia do Brasileirão para o Cruzeiro, time que se rivaliza com o Inter em qualidade técnica, jogou bem, o que sugere um jogaço no Maracanã.

Por fim, o Vasco, sem Jefferson, apesar da brilhante performance até aqui de Carlos Alberto, reza mais por São Januário do que pela equipe propriamente dita.
Quanto ao Vitória, que, confesso, não vi ainda em ação nesta temporada, além de campeão baiano, é sempre um time tinhoso que revela a cada ano pelo menos um bom jogador.

RONALDO NA SELEÇÃO?

Mano Menezes foi firme na resposta, durante o Bem, Amigos comandado por meu querido Luís Roberto: Ronaldo Fenômeno ainda não está no ponto para servir a Seleção, a não ser que queiram queimá-lo.

Ora, ninguém melhor do o técnico do Corinthians, calcado nos diagnósticos feitos por sua equipe de médicos, fisioterapeutas, preparadores-físicos etc para avaliar o atual estágio de recuperação atlética do Fenômeno. Logo, é uma palavra que pesa mais do que as eventuais expectativas do craque ou cogitações de Dunga.

Afinal, no plano técnico, Ronaldo dispensa qualquer avaliação – é craque consumado e de poucos pares no mundo mesmo aquém de sua melhor forma física. Mas, ainda não chegou lá, fisicamente. Portanto, melhor mesmo é esperar.

Enquanto isso, que tal chamar Nilmar para a vaga de Adriano? O moço merece, mais do que qualquer outro que eventualmente salte de uma cartola mágica de plantão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Libertadores Tags: , , , , , ,
07/05/2009 - 00:09

ELE ESTAVA EM CAMPO: 2 A 0

Pois é, ele estava por ali, vagando nas proximidades da área. Ora, recuava, ora, descaía para a direita, para a esquerda, e nada de a bola chegar aos seus pés. E, quando chegava, a marcação era implacável, o lance saía espremido, incerto, ou curto demais, ou longo demais.

Nesse ínterim, o Corinthians forçava o jogo sobre um Furacão bem sincronizado na defesa e perigoso no contragolpe, como naquela escapada de Wallyson, no primeiro tempo, que, cara a cara com Felipe, chutou pra Felipe tocar de leve e recuperar a bola no repique do poste.

Sim, o Corinthians havia criado duas boas chances, também, com Jorge Henrique e com André Santos, a mais clara de todas.

Eis, porém, que ele estava em campo, sim senhor. E, na primeira bola que Ronaldo Fenômeno pego de jeito na entrada da área, mesmo apertado por dois marcadores, dominou, girou e bateu: 1 a 0, aos 10 minutos do segundo tempo.

Um minuto depois de Wallyson desperdiçar outra oportunidade de ouro.

A partir do gol, o Atlético atirou-se á frente, com as substituições feitas por Geninho, mas ele estava ainda em campo.

E, aos 23, num contragolpe, Ronaldo recebeu na área bola vinda da esquerda. Ele, a bola e dois zagueiros atentos, vigilantes, firmes, quase uma barreira.

Ronaldo domou a bichinha, tocou-a e, ao tentar buscá-la à frente encontrou as pernas dos dois zagueiros fechando a passagem: pênalti, que o próprio Ronaldo bateu, com paradinha e tudo: 2 a 0.

E assim se conta mais um episódio com final feliz dessa longa e gloriosa história de Ronaldo e a bola.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil Tags: , ,
30/04/2009 - 00:37

EMOÇÃO TRANSBORDA NAS COPAS

Trajano
Veja mais charges no blog do Milton Trajano

Não poderia ter sido mais emocionante e justa a classificação do Palmeiras para a próxima fase da Libertadores. Ao bater o Colo-Colo em Santiago por 1 a 0, passou, pela fresta, quando a porta de passagem já estava se fechando.

E que passagem! Aos 42 minutos, uma bomba exata de Cleiton Xavier, do meio da intermediária chilena, no ângulo definiu tudo.

Dito assim, até parece que o Verdão segue avante impulsionado pelo sopro da sorte. Nada disso, jogou um primeiro tempo exemplar, quando meteu duas bolas na baliza adversária, sem falar no gol certo perdido por Cleiton Xavier na pequena área.

No segundo tempo, caiu de produção, sobretudo depois da expulsão de Marcão, por um breve momento, mas logo se reanimou e partiu pra cima do Colo-Colo até arrancar a vitória com esse primor de chute de Cleiton Xavier.

Já o Sport também sofreu lá em cima do morro, em Quito com uma LDU desclassificada, mas defendendo a própria honra: 3 a 2 para os brasileiros.

Termina assim em primeiro lugar de seu grupo, carregando para a próxima fase a vantagem de mando de campo, o que não é pouco para a Ilha do Retiro, o covil do Leão Encantado.
Nada mais justo, pela campanha brilhante que vem cumprindo neste torneio continental.

COPA DO BRASIL

O Corinthians, na Arena da Baixada, perdeu a longa invencibilidade para o Atlético, e passou um susto com a suspeita, mais tarde desfeita, de Ronaldo ter deixado o campo no intervalo com fratura na costela.

Mas, não perdeu o moral, pois no segundo tempo debruçou-se sobre a área inimiga até reduzir a diferença para um gol apenas, placar muito possível de ser superado no jogo da volta. Sem falar naquela cobrança de pênalti de Chicão, em que a bola chocou-se com os dois postes e saiu.

Moral inflado mesmo é o do Inter, que meteu 3 a 0 nos Aflitos, com direito a gol de craque de Nilmar.

O contrário do que ocorre com o Galo, que, depois da goleada para o Cruzeiro, no estadual, acaba de perder para o Vitória por 3 a 0.

No meio do caminho, digamos, um tanto constrangido, ficou o Flamengo que não conseguiu ir além de zero a zero com o Fortaleza, que se defendeu à altura de seu nome.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Libertadores Tags: , , , ,
27/04/2009 - 15:49

ENTÃO, FICAMOS ASSIM…

Quer dizer, então, que depois dos jogos iniciais das decisões em São Paulo e Minas, está tudo resolvido?

Quase, pelo menos, em São Paulo, onde o resultado de 3 a 1 para o Corinthians oferece, obviamente, mais chances de ser recuperado pelo Santos do que a goleada de 5 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo.

Goleada, aliás, que revelou uma superioridade da Raposa sobre o Galo ainda maior do que se supunha. Que o Cruzeiro era melhor, nunca restou dúvida. Mas, a sensação, ao longo do Campeonato Mineiro, era a de que essa diferença havia diminuído, oferecendo campo para o Atlético até surpreender.

E não é que o Galo tenha eivado o Mineirão de erros primários, nada disso. Até tomar o segundo gol, encarou o Cruzeiro. Fez, enfim, o que estava ao seu alcance, naquelas circunstâncias. Mas, o Cruzeiro é que se impôs, com o refino dos seus jogadores e objetividade ímpar. Diria, grosso modo, que a Raposa converteu coisa de 80 por cento das chances criadas, o que é um índice de se tirar o chapéu, convenhamos.

Já o Campeonato Paulista parece estar mais decidido no aspecto anímico do que no plano dos números. Os peixeiros estão de crista baixa, depois da derrota em casa, sobretudo pela montanha de gols desperdiçados por ninguém menos que o seu artilheiro Kléber Pereira. Em contrapartida, o Timão flutua nas nuvens, com as asas de Ronaldo, o Fenômeno, na expectativa de confirmar no Pacaembu uma campanha histórica – campeão invicto, o que já foi, mas num passado remoto.

Baixando a bola para o duro chão da realidade, porém, há um ponto de interrogação plantado ali no meio da zaga corintiana, com a ausência de Chicão. Sim, porque o beque Chicão não é apenas seu principal defensor, mas é também o artilheiro do time. 

E, se o amigo fizer um cotejo desapaixonado entre os dois times, jogador por jogador, verá que, com exceção da exceção chamada Ronaldo, ambos se equilibram. Digo: não há assim uma supremacia absoluta de um sobre o outro, embora, nem de longe se possa comparar as campanhas de ambos ao longo do campeonato.

Mas, equilíbrio mesmo, pra valer, se verifica no Rio, onde Flamengo e Botafogo deixaram em aberto a decisão, com o empate de 2 a 2 no jogo inicial. Não apenas pelo placar igual, mas, sobretudo, pela equivalência dos dois times, ainda que o Botafogo tenha sido melhor na soma dos dois turnos.

O que assusta General Severiano, porém, é a iminente ausência de Maicosuel, jogador-chave no esquema de Ney Franco e aquele meia-atacante que cumpre desempenho excepcional nesta temporada carioca.

Mas, é sempre jogo pra mais de metro.

GRÊMIO DANDO A VOLTA

O Grêmio, que tem amargado sucessivas derrotas para o eterno rival Inter, em fase de esplendor, está a um passo de fechar esta fase da Libertadores como líder geral da competição: basta vencer o Chicó, em pleno Olímpico desvairado, o que passa do provável.

Com isso, o Tricolor teria a vantagem de mando de campo pelo resto do torneio, quesito sempre valioso numa disputa difícil como essa.

E só a eventual conquista da Libertadores é que tirará do gremista esse gosto de fel na boca. Daqui pra frente, no Olímpico, é tudo ou nada.

A LIGA DOS SONHOS

Começam nesta terça-feira as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, com Barcelona e Chelsea, numa perna, e, noutra, Manchester United e Arsenal, jogo lá e cá.

O Barça recebe o Chelsea, no Camp Nou, com uma campanha absurdamente exemplar até aqui: foi o líder dos quatro finalistas na fase de classificação, com dez gols de saldo, e aquele time que apresentou a melhor defesa e o futebol mais deslumbrante de todos, um toque hipnótico a partir do meio de campo em direção ao trio atacante mais implacável do futebol mundial no momento: Messi, Eto’o e Henry.

Mas, quando se trata de enfrentar um dos quatro grandes da Inglaterra é sempre bom fazer o placar em casa, mesmo porque o Chelsea, depois dos vacilos dos tempos de Felipão, sob o comando do holandês Hiddink vem em plena ascensão.

Quanto ao Manchester, que declinou neste final de temporada, parece ter retomado aquela auto-confiança letal, ao virar de forma espetacular o último jogo do Campeonato inglês.

Pega o Arsenal, de belas tramas mas pouca conclusão, em Old Trafford, e, apesar de ser um clássico britânico, não deve deixar escapar essa chance.

Confesso que não sou de torcer por times, mas, sim, pelo futebol superior deste ou daquele, neste ou naquele tempo, mas gostaria muito que a final se desse entre Barça e Manchester, como prêmio pela campanha excepcional de ambos na temporada toda, seja na Liga, seja em seus respectivos campeonatos nacionais.

Aí, sim, que vença o melhor entre os melhores.

De qualquer forma, a simples conjunção desses quatro times na fase decisiva da Liga já representa uma vitória sensacional do futebol na sua mais viva expressão, aquele jogado pra frente, sob o signo da técnica e da habilidade, em que cada um, com suas próprias característica, é digno exemplo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
26/04/2009 - 18:52

INVOCANDO O GÊNIO

Eram vinte e um jogadores de futebol, nenhum cabeça-de-bagre, bons jogadores na maioria, alguns acima da média, e um gênio.O gênio é aquela entidade que passa dormitando séculos no fundo da garrafa, e, quando invocado, sai pelo gargalo como uma fumaça, toma corpo, espreguiça e, num gesto, produz um prodígio. 

Foi exatamente o que fez Ronaldo Fenômeno, o gênio em questão. Passou o jogo todo dormitando lá na frente, enquanto o Santos se desdobrava do outro lado, pressionando o Corinthians, de cabo a rabo. Mas, quando foi invocado, por duas vezes, produziu dois lances antológicos que definiram a partida.

No primeiro, quando o Corinthians vencia por 1 a 0, gol de falta de Chicão, e sofria o assédio permanente do Peixe, Chicão deu um balão que subiu, subiu, e, na descida, caiu no pé direito de Ronaldo como se aninhasse numa almofada de penas e seda. Foi dominar e bater de canhota, no canto.

No segundo, recebeu pela direita, deu um corte em Triguinho, e, lá de fora da área, percebeu o goleiro Fábio Costa adiantado. Meteu uma colher longa que levou a bola à rede, encobrindo o goleiro.

O resto foi figuração.

Claro que o Santos pode inverter essa situação no jogo do Pacaembu. Afinal, jogou melhor na Vila. Mas, e o gênio?

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria Tags: , , , ,
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