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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:01

DOIS CLÁSSICOS DE MORTE

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Antes de tudo, peço desculpas por não ter conseguido postar meus comentários aqui ontem. É que demônios cibernéticos invadiram minha caverna de Ibiúna, deixando-me isolado do mundo.

Só agora pouco consegui exorcizá-los. Então, vamos ao que interessa: os dois clássicos nacionais que agitam esta noite de quarta-feira – no Olímpico, o jogo atrasado entre Grêmio e Santos, e, em Sete Lagoas, o Cruzeiro a perigo versus um São Paulo que segue sonhando com o título.

O Tricolor costuma se sair bem melhor fora e casa do que no Morumbi, outrora sua fortaleza inexpugnável. Mas, irá desfalcado de alguns titulares, como Lucas, Wellington e o paraguaio Piris. Desfalques, porém, para os quais há boas soluções entre as tantas de que pode se socorrer o treinador Adílson Batista.

Na lateral-direita, Jean, que antes da chegada de Piris vinha se virando muito bem por ali, apesar de algumas restrições, é a solução óbvia.

Já para os lugar de Lucas, o leque de opções se abre em várias direções e estilos: Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Marlos, por exemplo.

Desconfio, porém, que bastará ao técnico escalar Carlinhos Paraíba, ao lado de Casemiro, Denílson e Cícero, no meio de campo, com a dupla de ataque formada por Dagoberto e Luís Fabiano.

Haveria a alternativa da passagem de Carlinhos Paraíba para a lateral-esquerda, onde Juan não vem correspondendo à altura e a inclusão de Rivaldo ou Marlos na ligação ao ataque. Mas, essa é outra história, mudança possível de ocorrer no transcurso da partida.

Quanto ao Cruzeiro, que vive o pior momento de sua gloriosa história no Brasileirão, precisa desesperadamente da vitória para que a situação não fique ainda mais preta. E, se o amigo espiar a escalação de Vagner Mancini, verá que o time não é para estar em posição tão delicada, apesar de todas as perdas sofridas desde os tempos em que era considerado o melhor da América, no começo da temporada.

Logo, desconfio que o problema todo está mais na cuca do que nos pés dos jogadores. E que uma vitória esta noite teria um efeito terapêutico maior do que a ida da turma toda ao divã do Gikovate.

GRÊMIO E SANTOS

Grêmio e Santos contam com uma vitória esta noite para alcançar posições mais adequadas às suas tradições. Ambos vagam ali pela metade da tabela, com um ponto de diferença a favor dos tricolores do Sul, embora ao Santos ainda reste resgatar um jogo a mais adiado, contra o Botafogo.

O cenário é mais propício ao Grêmio, claro, não apenas porque joga em casa, mas, sobretudo, porque vem de vitórias, ao contrário do Santos. E, mais, pega um Peixe sem Neymar, que é o cara, aquele que faz a diferença, como dizem por aí.

O Santos, contudo, responde com Borges, o artilheiro do campeonato, que certamente gostaria de brindar seu aniversário com um cálice cheio de vingança contra o time que o desprezou outro dia.

Muricy não adiantou se vai com três atacantes ou quatro volantes. Neste caso, confesso, isso é um tanto irrelevante.

E Celso Roth vacila entre André Lima e Brandão, que vem merecendo muitas críticas e vaias até da torcida gremista. No fundo, no fundo, ambos se equiparam – são dois centroavantes à moda antiga tão em voga recentemente, fortes, bons no cabeceio e rompedores, mas reticentes com a bola nos pés.

Justamente o oposto de Borges.

FELIPÃO NO MORUMBI?

A doce, bela e sempre bem informada Sonia Racy, em sua coluna no Estadão, revela que Felipão., quem diria?, poderá acabar no Morumbi no ano que vem. Pelo que sei da esplêndida jornalista, certamente alguém de dentro do São Paulo lhe soprou a novidade.

Quem? Não sei. Tampouco de que escalão na hierarquia tricolor.

Só sei que os maiorais do departamento de futebol do clube desmentem a mais remota intenção, neste momento, de que esse tema sequer seja tratado no Morumbi. Assim como, por meio de seu assessor de imprensa, Acaz Fellenger, Felipão segue o mesmo roteiro da negativa.

A possibilidade, todos sabemos, sempre existe, mesmo porque nesta longa caminhada pelos campos do futebol, aprendi a não confiar cegamente na palavra de cartola ou de treinador.

O improvável, nessa história toda, é o São Paulo romper todos os tetos de sua tradição para pagar a Felipão o que nunca pagou nem a Telê Santana. A não ser que a obsessão pela Libertadores se transforme em esquizofrenia.

VASCOOO!

O Almirante volta a campo, desta vez, pela Copa Sul-Americana, levando o barco devagar, como aconselha o velho vascaíno Paulinho da Viola no samba antológico. Vai a Cochabamba, carregando o barco nas costas, pois por lá o mar não lambe, com um time praticamente reserva.

Reserva, mas, nem por isso, uma baba. Lá estão, por exemplo, além dos titulares Fernando Prass, goleiro que está merecendo mais atenção do que a habitual, e o lateral-direito Fagner.

Mas, espie o amigo o resto da equipe. Lá estão os meninos Diego Rosa, um volante de estirpe, Alan, frequentador de seleções de base, Felipe Bastos e Bernardo, que sempre quando chamados para o time principal respondem à altura. E, lá na frente, o veterano Leandro e Elton, que tem feito seus golzinhos providenciais.

Quer dizer: diante do Aurora, o Vasco bem que pode levar adiante sua esperança dissimulada de conquistar nesta temporada singular a tríplice coroa – a Copa do Brasil, já na gaveta, o Brasileirão que lidera e a Sul-Americana, projetando-se para A Libertadores do ano que vem.

Feito inédito, salvo engano, na história do Vasco da Gama, incluindo seus momentos mais gloriosos, que não foram poucos.

VELHICE E REALIDADE

Vira e mexe, algum jovem posta aqui um comentário me acusando de ser velho, superado, gagá mesmo. E, por causa disso, as ideias que aqui exponho são inválidas.

Pois, quero declarar, publicamente, que sou um velho, sim, senhor. Não porque esteja celebrando o mês que vem meus 70 anos de vida. Mas, porque nasci velho.

Isso mesmo; velho como Matusalém, de barbas brancas e cabelos encanecidos, ou como aquele Benjamim Button do cinema, que desperta ancião e começa a regredir até virar um bebê.

Basta dizer que lá pelos cinco, seis anos, curtia no rádio as canções e sambas dos anos 20, 30, duas ou uma década antes de ter vindo à luz. E jamais, no tempo da minha adolescência e juventude, o rock, por exemplo, me seduziu. Até hoje.

Quando aprendi a ler, comecei com a saga de Arséne Lupin, de Maurice Le Blanc, e logo fui para Machado, Aluísio de Azevedo, Eça, passando aos onze anos pelos Diálogos de Plantão, etc.

Na pintura, nunca trocaria um Cézanne por um Picasso.

São coisas intrínsecas, que fazer?

Mas, nada disso me fez perder o juízo, creio, Imagino-me olhando o presente com um olho no passado e um terceiro, aquele que muitas culturas supõem com poderes precogniscíveis no futuro.

O que isso tudo quer dizer? Rigorosamente, nada. Pois, a memória embaça quando se busca o passado, a visão falha ao ver o presente, e o futuro a Deus pertence.

Mas, é o que sou, como sou, e, parodiando a célebre frase de Zagalo, me engula quem quiser. Quem não quiser mude de canal.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 18:12

RODADA DE FOGO

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A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.

Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.

Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.

O MAJESTOSO

Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.

Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.

Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.

INTER E FLA

O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.

Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.

Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.

Jogo de chispas e barulhos.

GALO E PEIXE

Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.

Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.

NO SERRA DOURADA

Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.

O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.

PÊNALTIS E CIVILIDADE

Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.

Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.

A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.

Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.

Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.

Ponto final.

Notas relacionadas:

  1. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  2. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  3. RODADA DE FOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,