11/06/2009 - 00:34
Prova de que o Brasil está evoluindo está nesses 2 a 1, de virada, sobre o Paraguai, no Recife: é só comparar a atuação de Júlio César contra o Uruguai com a deste jogo.
Lá, foi um dos maiores destaques do nosso time, se não o melhor. Aqui, praticamente só bateu tiro de meta. E até o gol que sofreu – desvio de Elano, na cobrança de falta por Cabañas – serve de emblema, pois a Seleção não se descontrolou e foi buscar o resultado.
Primeiro, com Robinho. Depois, com Nilmar. E olhe que o Paraguai é um time bem mais equilibrado do que a Celeste.
No primeiro, a jogada nasce de um corte de Felipe Mello (cada vez, melhor), que serve a Robinho. Robinho abre para Kaká, que cruza para Robinho brigar com o beque, e a bola sobra para Kleber, que passa a Kaká. Kaká cruza, para Danie, na direita, recolher e devolver na área, onde Robinho, no segundo pau, toca de esquerda para as redes.
Conte o amigo paciente quantas vezes o nome de Robinho aparece nessa descrição, e depois me diga se Robinho é isso e aquilo que dizem por aí. (Ah, sim, perdeu aquele gol feito, chutando por cima, cara a cara com o goleiro, e deixou de dar dois passes para Kaká em momentos decisivos).
No segundo, já aos 5 minutos do segundo tempo, Felipe Mello enfia uma bola prodigiosa para Nilmar, na área, tentar o passe de peito para Robinho; mas a bola rebate no beque e sobra para o centroavante colorado dar o toque final.
Por falar nisso, como foi Nilmar, nome tão clamado por esse Brasil afora há algum tempo? Diria que foi bem, extremamente prejudicado pela marcação sólida dos paraguaios, que não se retrancaram lá atrás, mas também não perdiam o foco em nenhum momento do jogo.
Apesar disso, fez o gol da vitória, lutou muito e deu alguns toques de alta classe.
Todavia, os que mais chamaram a atenção foram, novamente, Felipe Mello e Daniel Alves.
Felipe foi, longe, o mais ativo e eficiente dos nossos volantes, marcando e armando as jogadas de frente, com estilo. E Daniel Alves cumpriu exemplarmente a dupla função do verdadeiro lateral – marcou atrás e se atirou ao ataque sempre que possível, com proficiência.
Por fim, Dunga, que fez as substituições corretas ao longo da partida, com as entradas de Pato, Ramires e Kleberson, nos lugares de Nilmar, Elano e Robinho.
Pato merecia mostrar seu jogo e Nilmar já estava dando sinais de cansaço. Elano era o mais apagado do trio de volantes e Ramires está tinindo. E Kleberson entrou para reforçar o meio-de-campo, no finalzinho, quando o Paraguai poderia surpreender.
Agora, é partir para a Mãe África, atrás da taça dos campeões continentais, uma pequena Copa do Mundo, laboratório para o autêntico Mundial.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: 2010, África do Sul, Brasil, Copa do Mundo, Dunga, Nilmar, Paraguai, Robinho
25/03/2009 - 18:52
O que deu para depreender do treino da Seleção em Teresópolis? Afora, a dúvida sobre Kaká, ainda em recuperação física, o time deverá ser basicamente o mesmo do confronto com a Itália, quando o Brasil teve seus melhor desempenho nos últimos tempos: Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e Marcelo; Gilberto Silva, Felipe Mello e Elano; Kaká ou Ronaldinho; Robinho e Luís Fabiano.
É bom? É. mas, poderia ser melhor. No papel, sem dúvida. Mas, com tão pouco tempo de treinamento (o disponível, mal aproveitado).
Por exemplo: Elano e Gilberto Silva, dois dos mais controversos jogadores da atual seleção, jogaram muito bem contra a Itália, assim como Felipe Mello produziu boa impressão naquele amistoso. Mas, na soma das participações, Anderson fez mais pontos, com a vantagem de ser canhoto e mais agressivo do que Felipe Mello.
A resposta, parcialmente definitiva, se me permite o amigo a dicotomia, já que nada é absolutamente definitivo em futebol, só será dada ao fim do jogo com o Equador.
PAIXÃO DO PAULO
O preparador físico da Seleção, Paulo Paixão, foi enfático nos microfones da Sportv: se Ronaldinho Gaúcho, a exemplo de Ronaldo Fenõmeno, depois das Olimpíadas, resolvesse ficar por aqui, em qualquer clube brasileiro, hoje estaria em muito melhor forma física do que está.
Não duvido, porque se houve áreas nas quais o futebol brasileiro desenvolveu-se brutalmente nos últimos tempos foram as que abrigam a medidicina esportiva, a fisioterapia e a preparação física. Onde houve estagnação e até retrocesso foi nos campos da cartolagem e dos esquemas e táticas.
Por sorte, continuamos, como sempre, a produzir craques de alto nível em quantidade absurda em relação ao resto do mundo e um pouco acima do futebol argentino.
FLA, UFA!
O Flamengo meteu 4 a 2 no Madureira, e respirou aliviado, finalmente.
Graças, sobretudo, à excelente exibição do menino Eric Flores, que, enfim, confirmou no campo dos grandes, a enorme expectativa que criou nas categorias de base.
Valeu.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira
Tags: Eric Flores, Felipe Mello, Flamengo, Gilberto Silva, Josiel, Kaká, Madureira, Paulo Paixão, Robinho, Ronaldinho
14/02/2009 - 14:24
Enquanto o celebrado Robinho, vital na vitória do Brasil sobre a Itália, no amistoso do meio de semana, naufragava tecnicamente diante do Portsmouth, no campeonato inglês, o anônimo Rafael brilhava com a camisa 10 do Hertha de Berlim, diante do Bayern de Munique, na vitória por 2 a 1 de seu time, em casa.
Confesso que tenho sido um tanto negligente em relação ao campeonato alemão, o que explica minha surpresa diante da atuação desse brasileiro revelado, segundo me informam, no Moleque Travesso da Mooca.
Joga fácil e com inteligência o nosso Rafael. Coloca-se bem em campo, passa com exatidão e tem aquela centelha brasileira da invenção, capaz de executar as melhores jogadas da partida. A principal: a arrancada seguida do passe medido para Voronin perpetrar o gol da vitória do Hertha.
Vale ficar de olho no moço.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Alemanha, Inglaterra, Robinho
10/02/2009 - 19:23
Para quem só valoriza a eficiência, como os pragmáticos de plantão, Robinho foi simplesmente decisivo: espie aquela enfiada para Elano, que lha tocara de calcanhar, antes de se infiltrar área adentro e encobrir o goleiro, no primeiro gol do Brasil sobre a Itália, em Londres.
E o segundo, então? Pirlo saía de sua entrada da área, tranquilo, quando Robinho deu o bote por trás, recuperou, invadiu a área, pedalou diante de três beques italianos, e bateu no canto cruzado.
Robinho à parte, porém, o Brasil jogou bem, sobretudo no primeiro tempo, quando vários dos nossos se destacaram: Elano, jogando mais adiantado; Gilberto Silva; a dupla de zaga, Lúcio-Juan; esse goleiraço Júlio César, que, na etapa final, pegou finalização impossível de Tony; Marcelo, que voltou muito bem à Seleção etc.
Assim como o estreante Felipe Mello, que tomou conta do meio-campo com elegância, classe e eficácia nos desarmes e nos passes, como se fosse velho frequentador da Seleção.
Quem perdeu a chance de timbrar seu nome ilustre foi Ronaldinho Gaúcho, que jogou muito abaixo do que é capaz, sem, porém, comprometer. E Maicon, que está voando na Inter, mas, na Seleção, esteve muito acanhado. De qualquer forma, uma vitória significativa. Ah, sim, houve aquele gol legítimo de Grosso, no início, que poderia ter dado outro rumo ao jogo.
Isso, porém, entra na equação imponderável do “se”, que, como todos nós sabemos, não joga.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Itália, Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Seleção Brasileira
03/02/2009 - 16:49
O Santos, que perdeu para o Ituano, num jogo inusitado de sete bolas nas traves (seis disparadas pelo Santos e uma pelo Ituano), enfrenta amanhã o São Caetano, na Vila, com direito a re-estreia de Léo, lateral canhoto destaque daquele timaço de Robinho, Diego, Elano, Renato e cia. bela.
Não sei como anda Léo, que passou esse tempo todo no Benfica, entre altos e baixos. Se ainda tiver a mesma flama, a mesma velocidade e técnica dos seus tempos da Vila, será, sem dúvida, a alternativa pela esquerda perdida com a queda de ímpeto de Kleber, que já se foi, e a chegada acanhada de Triguinho.
De resto, conta a volta de Fabiano Eller, que faz uma falta danada lá atrás e a esperança de maior entrosamento de Bolaños com Kleber Pereira, lá na frente.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros
Tags: Diego, Elano, Fabiano Eller, Kléber, Kléber Pereira, Léo, Renato, Robinho, Santos, Vila Belmiro
27/01/2009 - 17:09
O futebol de Robinho me encanta tanto quanto me causam indignação os eternos Catões de plantão, aqueles que vestem a toga do moralismo e passam a condenar o caráter deste ou daquele, por causa deste ou daquele gesto, misturando a obra à personalidade do autor.
Pelé, quando produzia aquelas magias incomparáveis em campo, referia-se a seu alter-ego, Edson, na terceira pessoa. Eram duas entidades distintas: o gênio Pelé e o simples mortal Edson.
Robinho pisou na bola, fora do campo, ao se ausentar do Manchester City sem nenhum aviso, nem causa evidente? Pois, o clube aplicou-lhe multa recorde de um milhão de reais. Crime e castigo. Robinho, pois, paga pelo que fez fora das quatro linhas. Ponto final.
Se Robinho agiu certo ou errado depende apenas da avaliação do clube que o mantém sob contrato. Não me cabe aqui julgar o gesto, a não ser pelo senso comum, ignorante do possível drama que eventualmente o homem Robson esteja vivendo neste momento.
Isso é pessoal, é coisa dele, ninguém tem o direito de se imiscuir. Muito menos julgá-lo, sobretudo desconhecendo os meandros da trama protagonizado pelo craque.
A celebridade é um ser comum no cotidiano, sujeito a todas as virtudes e defeitos inerentes a todos nós. Só é celebridade por sua obra – Robinho não foge a essa equação básica.
E a obra de Robinho, desde que iluminou o palco do futebol há quatro anos, tem merecido mais aplausos do que condenações, a não ser para os renitentes juizes da alma humana, esses hipócritas que não olham para o próprio rabo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Manchester City, Pelé, Robinho
23/11/2008 - 15:30
A rodada de sábado foi péssima para a Lusa, que tinha de vencer em casa o Goiás, já respirando os ares de férias que se aproximam. Péssima, sobretudo, porque a Lusa criou uma infinidade de chances para marcar e não marcou. Aliás, o que vem ocorrendo com certa freqüência. Só no primeiro tempo, foram três, cara-a-cara. E, no segundo, ai, Jesus!, aquela bola na trave de Edno. Uma pena, se a Lusa cair, pois o time é bom e tem jogado bem. Mas…
Quanto ao Santos, o que dizer? Sei lá. Quem sabe juntar todo o dinheiro disponível na Vila e adjacências e contratar o menino Keirrison, não só pelo seu futebol refinado e decisivo, mas, pelo menos, para evitar que ele volte a assar o Peixe em brasa viva. No primeiro turno Keirrison meteu três no Santos; sábado, mais quatro, na goleada por 5 a 1.
Mas, deixemos o Santos de lado, e reservemos uma palavra ao Coritiba, que já assegurou seu lugar na Sul-Americana e que mostrou alguns dos melhores momentos da Série A, com seus Carlinhos Paraíba, Keirrisons e Ricardinhos. É um time de futebol competitivo e também agradável de se ver, em suma.
Robinho matou a pau na goleada brasileira sobre Portugal, no meio-de-semana, e, no sábado, meteu um golaço na vitória do Manchester City sobre o bam-bam-bam Arsenal, em crise. Mais do que isso: correu o tempo todo, roubou bolas essenciais, serviu os companheiros, driblou, chutou, enfim, fez tudo o que se exige de um jogador de alto nível técnico e consciência coletiva.
Pois, ainda assim há quem despreze o craque. É sua sina.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Portuguesa e Goiás, Robinho
18/11/2008 - 23:22
No treino da véspera, Dunga revelou um desejo inusitado de botar o Brasil pra frente. Pra frente, é nosso destino, mesmo porque mais atrás impossível, histórica e tecnicamente.
Enfim, Dunga, na primeira parte do treino, escalou seu time, do meio-de-campo em diante com Gilberto Silva, Elano, Kaká, Anderson, Robinho e Luís Fabiano. Sim, sei bem que Gilberto Silva destoa. Mas, dos males o menor, já que essa formação, se Dunga instruir seus jogadores no sentido de que, quando de posse da bola, os de trás passem pela linha da bola para dar alternativas ofensivas ao distribuidor, será grande a possibilidade de nosso time ter fluência ofensiva.
E, na segunda parte do treino, melhor ainda: Anderson recuou para o lugar de Elano e Diego entrou ao lado de Kaká.
Pra frente, Dunga! Mesmo porque esta, pelo visto, é sua última chance. Se ganhar opacamente, nada acrescentará a seu currículo. Mas, se perder jogando bem, grandes são as chances de salvar a cabeça, os dedos e os anéis.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Anderson, Dunga, Elano, Gilberto Silva, Kaká, Luís Fabian, Robinho
03/11/2008 - 15:40
Dunga anunciou a lista dos convocados para o último jogo do Brasil no ano, um amistoso com Portugal. E lá estão, como novidades, a volta de Marcelo, do Real, à lateral-esquerda, e de Miranda, beque do São Paulo.
Marcelo foi um dos poucos que se salvaram da campanha olímpica, e joga numa posição carente desde o fim do ciclo Roberto Carlos. Não tem sido titular do Real, nas últimas rodadas, substituído pelo argentino Heinze, mas é jovem, bom de bola e merece ser melhor observado na Seleção.
E Miranda já deveria ter sido chamado há muito tempo, pois, trata-se de um zagueiro sólido, bem dotado tecnicamente, que faz poucas faltas e joga como recomendava a Enciclopédia do Futebol, mestre Nilton Santos – de pé.
Mas, tudo isso – o acerto ou desacerto nas escolhas dos 22 selecionáveis – passa a ser de certa forma irrelevante, a partir do instante em que o técnico escala o time titular e dá-lhe este ou aquele formato, infundido-lhe este ou aquele espírito tático.
Ele pode até escalar um time desabrido no papel, com jogadores de vocação ofensiva e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, se determina que a zaga não deve adiantar sua marcação além de três metros da grande área, se orienta seu meio-campo a estar com, pelo menos três aquém da linha da bola etc., o jogo certamente não fluirá com a agressividade sugerida pelo talhe técnico dos jogadores que estão em campo.
Nos tempos de um Zizinho, um Didi, um Gérson, para citar apenas três grandes maestros do meio-de-campo que uniam à técnica exemplar um poder de liderança ímpar, eles mesmos tratavam de remediar em campo o malfeito, e técnico nenhum no mundo os peitaria por isso.
Traduzindo: a imensa maioria dos jogadores atuais passa a sensação de que não tem iniciativa para mudar o estilo e o ritmo de uma equipe. Entra em campo, com a receita embaixo do braço, e tenta cumprir à risca o que lhe foi determinado. Em suma, fiz a minha parte, como o professor mandou, o resto é com eles.
Perceba o amigo a incoerência disso. Em nome do espírito de equipe, do grupo, do tal futebol solidário de resultados, estimula-se, por vias indiretas, o mais alto grau de individualismo, justamente no seu sentido mais negativo, aquele que nega a criatividade e a capacidade de interatividade da equipe, sob um comando real em campo, não o virtual, fora do campo. Apenas defende seu pirão.
Como resultado, temos esse futebol burocrático, insosso, chato, inconseqüente, apresentado de hábito pela nossa Seleção, o que acaba provocando o desinteresse do torcedor pelo time.
Esse desinteresse, na verdade, não é porque os jogadores vivem lá fora, nadando em dinheiro, e por isso perderam o amor pela camisa, o hino pátrio, o prazer de jogar bola e tantas outras baboseiras do tipo tão recorrentes na mídia e na opinião pública hoje em dia.
Isso contribui, sim, para um certo individualismo, mas de outro porte. O jogador de futebol, hoje, é uma empresa, cercada de tantos aparatos (empresários, assessores de imprensa, advogados, acólitos etc.) que tende a se isolar numa bolha de proteção. Mas, quando entra em campo, é outra história. Quer ganhar, fazer jogadas deslumbrantes, marcar gols históricos, volta, enfim, a ser menino da periferia, pobre e sonhador.
Mas, aí, baixa a tal da responsabilidade. Não pode errar, não pode contrariar as instruções do professor, não pode isso, não pode aquilo. Simplesmente, não pode mais do que pode.
Há, sim, os que arriscam quebrar o script. Um Kaká, de repente, arranca com a bola nos pés; se sai o gol, é o maior, mas se perde a bola no último drible, é um individualista que só pensa em fazer seu nome. Robinho sai por aí pedalando. Se acerta a jogada final, é gênio; se erra, um firuleiro inócuo. Mas, são poucos, raríssimos, os desse time. A maioria prefere não errar. E a melhor maneira de não errar é não arriscar, como se futebol não fosse um jogo, portanto, intrinsicamente, um risco permanente.
Tudo para que o professor, na entrevista coletiva após o jogo, exiba a cartela de resultados. Olhaqui: ganhamos mais do que perdemos. Como se o futebol brasileiro, com uma só perna, não ganhasse mais do que perdesse, ao longo de mais de século de existência.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Didi, Dunga, Gerson, Heinze, Kaká, Marcelo, Miranda, Nilton Santos, Real Madrid, Roberto Carlos, Robinho, Zizinho
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