Robinho | Blog do Alberto Helena Jr.

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Posts com a Tag Robinho

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 16:22

QUEDA TRICOLOR E RIVALDO

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O Vasco passou, mas o São Paulo ficou pelos descaminhos da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, portanto, mais valiosa do que os estaduais que pipocaram por aí neste primeiro semestre do ano.

O Vasco chegou às semifinais do torneio com dois empates diante do Furacão – 2 a 2, lá, e 1 a 1, em São Januário. Mas, que dois empates! Sobretudo o desta noite de quinta, quando a bola zuniu nas duas áreas com o som de alarme ligado a todo volume.

O Atlético saiu na frente, mas logo o Vasco empatou, com Elton, e segue em frente.

Já o São Paulo, que desembarcou em Florianópolis com o 1 a 0 do Morumbi sob o braço, levou uma virada histórica do Avaí, que dominou praticamente todo o primeiro tempo, quando tomou o gol de Casemiro, mas, reagiu com William e Bruno.

E, em 30 segundos da etapa final, Marquinhos Gabriel atingiu o placar que classificaria o Avaí.

Ao fim do jogo, enquanto a galera azul celebrava a conquista, Rivaldo metia a boca em Carpegiani, na rádio Globo, dizendo-se humilhado pela reserva tão completa que não teve vez nem nas três substituições promovidas pelo treinador tricolor.

Substituições, por sinal, confusas. Precisando de apenas um gol, no segundo tempo, voltou com Marlos no lugar de Fernandinho,  machucado, para tentar equilibrar a luta pelo meio de campo, vencida pelos avaianos na etapa primeira.

Marlos, porém, entrara no lugar de Fernandinho para fechar pelo meio. Assim, perdeu de vez qualquer profundidade pela esquerda, já que Juan raramente tem ido à linha de fundo.

Só depois Carpegiani sacou o inútil terceiro zagueiro, para a entrada do atacante Henrique. Por fim, retirou o mesmo Marlos e pôs em seu lugar outro atacante, o menino William José. Não sem antes ter levado Wellington à beira do campo, pronto para entrar em campo, abortando, de repente, essa substituição.

O sonho da Libertadores, agora, se limita a obter uma vaga no Brasileirão que aí vem.

Charge com técnicos de Avaí e São Paulo (Milton Trajano)

REFAZENDO O MENGO

O  Flamengo ganhou os dois turnos do Campeonato Carioca, manteve uma série invicta considerável nesta temporada, além de apresentar dois jogadores de alto nível, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Mas, perdeu para o Ceará ( excelente time, porém nada excepcional) a invencibilidade e a vaga às semifinais da Copa do Brasil, atalho para a Libertadores, sonho de consumo na Gávea, claro.

Thiago Neves tem respondido à expectativa que dele se fazia. Ronaldinho, não. Isso porque se esperava muito mais de Ronaldinho do que de Thiago, pela imensa diferença e potencial técnico de um em relação ao outro.

O Mengão, todavia, não pode ficar refém de expectativas. Precisa montar um time real, capaz de oferecer às suas duas mais cintilantes estrelas base para alcançar o nível adequado às exigências de sua camisa e da torcida.

Por exemplo: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um centroavante de alto porte, pelo menos, já que o entorno quebra um belo galho.

Fala-se, para a lateral-esquerda. em Júnior César, na reserva de Juan – que o Flamengo jamais deveria ter permitido sair da Gávea. Aliás, só é reserva porque andou muito tempo se recuperando de grave lesão e, quando voltou, esbarrou na presença de Juan, cria da casa e recém-contratado pelo São Paulo. Boa pedida

Lá mesmo no Morumbi, há uma solução para a zaga central: Alex Pirulito, que vive reclamando da inoperância da diretoria tricolor em resolver seu caso definitivamente.

Quanto ao atacante de escol… bem, aí, já não me arrisco, pois não vejo na praça nenhum que chegaria à Gávea, agora, com porte e técnica para assegurar uma perforrmance esperada.

Quem sabe, com o andamento dos jogos, Wanderlei venha a ser o cara. Mas, é preciso testá-lo até o seu limite. Não adianta o sujeito entrar e sair do time, jogo após jogo. É fundamental dar-lhe uma sequência de cinco ou seis partidas, pelo menos.

BUSQUETS PISOU NA BOLA

Busquets talvez seja o mais elegante e eficiente volante do futebol do planeta. E, quando digo volante, é no estilo da formação do Barça – nada de dois, um só, como mandam as regras da arte.

Mas, Busquets é, reconhecidamente, um encrenqueiro em campo. Provoca os adversários, com chistes e ofensas, e alguns pontapés, nada além da conta, neste quesito.

O fato é que o Real enviou uma reclamação à Uefa, segundo a qual Busquets excedeu-se, ao chamar o nosso Marcelo de macaco, no último clássico espanhol. A punição pode chegar a cinco jogos de suspensão, o que tiraria Busquets da final da Liga dos Campeões contra o Manchester.

Justíssima pena, caso seja comprovada a denúncia, que é pra essa gringalhada tomar ciência dos tempos atuais, onde o racismo e o preconceito não têm lugar.

A VERDADE DE ROBINHO

Robinho não tem sido, ultimamente, aquele malabarista de outros tempos, o rei das pedaladas e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, pense o amigo comigo. O bicho foi fundamental nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, no primeiro semestre do ano passado, pelo Santos. Transferiu-se para o Milan no início da temporada europeia e acaba de levantar a taça italiana como um dos três artilheiros da equipe, ao lado de Pato e de Ibra,.

Resumindo, em um ano e meio. Robinho foi campeão paulista, ajudou o Santos a chegar na Libertadores e vestiu a faixa de campeão italiano. É pouco? Vasculhe por aí, atrás de quem tenha tenha conquistado tudo isso em tão pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Futebol internacional | 21:17

QUE JOGUINHO VAGABUNDO…

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Meu, amigo, não foi fácil manter os olhos abertos diante da tv,nesta tarde amena e silenciosa aqui na minha caverna de Ibiúna. Ô joguinho mequetrefe, sem vergonha…

E olhe que se tratava de clássico de um futebol secular em que estava em jogo o título nacional. Pois bem, a Roma não deu um passo, por mais tímido, no sentido de evitar que o Milan levantasse a taça com duas rodadas de antecedência.

Foi tamanho o descaso, a leniência da Roma, que, já no finzinho da partida, que se arrastava num tedioso zero a zero, Van Bommel e Thiago fizeram duas lambanças, entregando a bola aos atacantes romanistas. Estes, simplesmente, devolveram os presentes sem nem mesmo se dignarem a abrir o pacote.

De seu lado, o Milan, que lutava pelo título, teve o tempo todo a bola a seus pés, mas em nenhum momento soube o que fazer com ela. Retificando: em apenas um momento, aquele em que Robinho limpou bem e bateu a bola que se chocou com o poste de Doni, já vencido.

Mas, esse é o melhor reflexo do que foi o campeonato italiano deste ano, em que o Milan, apesar de praticando um futebol opaco diante das estrelas que lá estão, seguiu tranquilo de cabo a rabo, com esta ou aquela pequena perturbação criada ora pela Inter, ora pelo Nápoli ou Lazio.

REAL SOBERANO

Em contrapartida, Real Madrid e Sevilha nos ofereceram um belo espetáculo com muitos gols: 6 a 2 para os merengues, com direito a quatro gols de Cristiano Ronaldo, agora líder da artilharia espanhola, ultrapassando Messi, que joga amanhã.

Para nós, no entanto, valeu mesmo é ver que Kaká está em plena recuperação. Neste sábado jogou quase todo o tempo, fez boas jogadas e marcou um gol bem ao seu estilo, quando domina a bola na entrada da área e bate no canto.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. NOITE DE DECISÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 20:46

PERDEMOS, OUTRA VEZ

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A justíssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domínio de bola.

Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,

Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equívocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.

O primeiro equívoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,

O segundo equívoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.

Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.

Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.

De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez,  a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.

Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.

Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.

Digamos que, apenas, algo desagradável.

Quase lá

Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.

Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.

O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olímpico.

Ah, Flu…

Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.

Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.

Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.

Duas vezes Liedson

A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.

Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.

Notas relacionadas:

  1. RESERVA POR RESERVA…
  2. BRASIL PROTAGONISTA
  3. VALEU PELA RAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 15:50

DOIS TIMES EM RECONSTRUÇÃO

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São duas seleções em fase de reconstrução. A França, que vem de trágica participação na última Copa do Mundo, e o Brasil, de melancólica atuação na mesma competição.

O Brasil não terá suas duas principais revelações dos últimos anos, dois fortes candidatos a estrelas da cia.: Neymar e Ganso. Já a França não terá o menino Nasri, que anda jogando o fino no Arsenal.

Mas, se o técnico Blanc pôde chamar todos os que ele considera os melhores, Mano restringiu a chamada aos jogadores que atuam na Europa, o que certamente enfraquece nosso time, pois vários dos que ficaram por aqui têm sido convocados por Mano desde sua ascensão ao comando do Brasil.

Fred, por exemplo, seria sério candidato a uma vaga nesse elenco.

Mas, lá estão Pato e Robinho, que vêm jogando bem pelo Milan, líder do Campeonato Italiano. Jogando bem e fazendo gols, o que é mais importante para uma dupla de atacantes.

Mas, é no meio de campo que surgem as duas novidades: Hernanes e Renato Augusto, cria do Flamengo, agora no Leverkusen.

Hernanes já merecera uma convocação por Mano, como volante. Aliás, Mano, enfatizou isso na entrevista coletiva, à época. Contudo, considerou que a saída de bola com Hernanes não tinha a mesma velocidade quando feita por Ramires ou Elias, e o ex-tricolor ficou no resguardo.

Mas, sua excelente campanha pela Lazio, onde passou a jogar mais à frente, como terceiro ou até mesmo segundo atacante, coroada de muitos gols, juntamente com a contusão de Ramires, abriu-lhe uma nova chance no time de Mano.

Já Renato Augusto, jogador de habilidade e bom passe, é quem está comandando o meio de campo do Leverkusen. Vale a experiência, claro.

Mas, a não ser que ambos cintilem no primeiro tempo, no segundo, certamente Mano recorrerá a Jadson, a grande surpresa nessa convocação, pois o treinador, que o conhece desde os juniores do Inter, quer ver se ele, com a camisa canarinho, é aquele mesmo meia insinuante e habilidoso dos breves tempos do Furacão.

De Kopa a Ribéry

A França é uma das mais antigas associadas da Fifa. Foi inscrita em 1904, mas só foi se destacar mesmo na Copa de 58, sob o comando do húngaro-romeno naturalizado francês, Raymond Kopa, extraordinário craque, que, na época formava no célebre ataque do Real Madrid: Kopa, Del Sol, Di Stefano, Puskas e Gento.

No Real, era ponta, mas na Seleção Francesa, o meia cerebral, organizador de todo o jogo de seu time, cujo epílogo sempre estava nos pés fulminantes de Just Fontaine, o artilheiro implacável da Copa de 58, com a marca inacreditável de 13 gols em 6 jogos.

Naquela competição, o time de Pelé, Didi, Garrincha e cia., cruzou com eles nas semifinais, e metemos 5 a 2. É verdade que a França sofreu pela precoce saída de Joncquet, seu volante de escol, machucado ainda no primeiro tempo (naquele tempo, não havia substituições). Foram três de Pelé, um de Vavá e aquela folha seca de quarenta metros de Didi que por muito tempo ficou perdida nos arquivos das Copas.

Kopa cedeu seu cetro a Platini, que chegou duas décadas depois para dar à França aquele toque de classe extra.

Lembro que, lá pelos findos dos anos 70, a França veio fazer um amistoso com o Brasil no Maracanã. Não havia, então, esse intercâmbio televisivo que nos permitia acompanhar de perto o futebol europeu.

Na véspera, como de hábito, fui jantar no tradicional Fiorentina, cujo dono era um jovem francês amável e divertido – o Allain. Pois, o Allain, me provocou a noite toda: “Você vai verrrr o Platini, chéri, crrrack, crrrack. Vai acabarrr com o Brrrasil.”

E não é que assim foi? O jogo acabou 2 a 2, com uma exibição primorosa do meia francês diante do time de Coutinho que acabaria invicto na Copa da Argentina, com Rivellino, Paulo César Caju, Luís Pereira e o diabo.

Nessa noite, por consolo, Allain não me cobrou o jantar, regado a um autêntico Cristal.

Na esteira de Platini, veio Zinedine Zidane, um dos mais completos jogadores que vi em ação nestes últimos sessenta anos acompanhando o vaivém da bola, seja como espectador, seja como comentarista de futebol.

Dele, não preciso falar muito, pois está ainda muito fresca na memória do brasileiro sua atuação naquela final da Copa de 98, e, depois, na nossa desclassificação em 2006.

Ah, sim, nesse inter meio, a França teve Eric Cantona, um craque com a bola nos pés, mas um estouvado na relação com os adversários, os juízes, os adversários e até a torcida. Tanto, que, certa vez, saltou o gradeado do campo para encher de porrada um torcedor lá nas cadeiras. Digamos que fosse o Edmundo deles lá.

Por fim, temos Ribéry, o mais recente ídolo francês. Um meia-atacante de perfil esquisito, franzino, hábil, mas imprevisível, tanto para o bem quanto para o mal. É capaz de jogadas estonteantes intercaladas por outras, simplesmente bisonhas. Mas, sabe jogar.

Ao contrário dele, o menino Nasri, que, como já disse, está fora desse jogo por contusão, também originário da antiga África Francesa, é um exemplo de progressão e estabilidade. A cada rodada, pelo Arsenal, joga mais, seja organizando as jogadas de ataque de seu time, ao lado de Fabregas, seja infiltrando-se na área para marcar seus gols.

Sucede que nenhum dos dois foi convocado por Blanc, a tarefa de atacar a meta defendida, novamente, por Júlio César, caberá a Benzema e Malouda, que, por sinal acaba de declarar que seu sonho era jogar na Seleção Brasileira. Sonho desfeito, claro.

*Leia mais sobre França x Brasil e futebol francês no blog do iG

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. O PRIMEIRO PASSO
  3. PAPO COM MANO
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sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 14:18

UMA DECISÃO

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Já fomos fregueses de caderneta – como se dizia naqueles sombrios anos 30/40/50 – deles. Levávamos sovas monumentais, na bola e no pau. Fosse nos antigos Campeonatos Sul-Americanos, nas já extintas Copas Roca, em amistosos, o resultado era sempre o mesmo.

Mas, a partir da conquista da Suécia, em 58, começamos a virar a moeda. E, dos anos 70 pra cá, viemos somando longas séries invictas diante dos argentinos. Agora mesmo estamos aí, sei lá há quanto tempo, sem perder deles. Inclusive naquela decisão célebre da Copa América, quando eles jogaram muito melhor, mas o Imperador Adriano virou tudo de cabeça pra baixo no finalzinho da partida.

Contudo, é bom não reduzir o poder da atual Seleção Argentina, que enfrentamos num amistoso com cara de decisão, em Doha, no Qatar, nesta tarde de quarta-feira. Do meio de campo pra frente, mesmo sem a presença de Tevez, Aguero e Cambiasso, por exemplo, os argentinos têm um poder de fogo respeitável.

Messi continua esmerilhando no Barça, embora até hoje não tenha reproduzido com a camisa alvo celeste o mesmo desempenho. E Higuaín, mesmo não sendo um craque na acepção mais exigente do termo, está no Real fazendo um gol atrás do outro.

Não sei ainda qual será a formação argentina para o confronto com o Brasil, mas seis que isso passa a ser um tanto irrelevante diante das alternativas de que dispõe seu treinador, Sergio Batista.

O ponto fraco desse time, porém, é a defesa, desde o goleiro e passando pela linha de zaga. E é em cima disso que Mano Menezes deverá estabelecer sua tática de jogo.

Mesmo porque a nova Seleção Brasileira, nas mãos de Mano Menezes, tem revelado esse espírito mais ofensivo, leve e insinuante, com jogadores moldados para tal tarefa, tipo Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Robinho etc.

Justamente por conta dessa nova mentalidade adotada pelo time nacional, somada a longa série invicta diante deles, é que esse jogo ganha dimensões maiores para nós do que a de um simples amistoso.

Uma eventual derrota diante da Argentina – o que não é nada improvável, pelas circunstâncias – despertará o clamor embutido dos pragmáticos de plantão: ora, ora, o tal do futebolzinho faceiro do Mano esboroou logo que pegou um time forte!

Portanto, todo cuidado é pouco. Assim como pouca será qualquer ousadia.

O predestinado

Há caras que nasceram mesmo com a estrela na testa, predestinados a deixar sua marca no mundo, nos momentos mais críticos. Não só pelo que são capazes de fazer, fizeram ou fazem, mas, sobretudo, pelo que os outros imaginam possam eles fazer.

O amigo já percebeu que estou falando de Ronaldo Fenômeno, um desses escolhidos pelo destino.

Reveja a cena decisiva do jogo decisivo contra o Cruzeiro no Pacaembu, o pênalti de Gil em Ronaldo que o craque corintiano converteu na vitória do seu time.

Fosse qualquer outro atacante alvinegro que estivesse matando aquela bola dentro da área, de costas pra meta azul, e Gil, até então impecável na defesa de sua área, simplesmente chegaria por trás do sujeito e ali esperaria uma definição prosaica, barrando a possibilidade da virada para o gol.

Mas, não era um atacante qualquer que estava matando aquela bola no peito. Era Ronaldo. Ao se dar conta disso, muito provavelmente, uma luzinha vermelha acendeu na mente de Gil, que, no ato, entrou em curto-circuito: partiu com tudo, cabeça encolhida, ombro direito à frente, e atirou-se sobre as costas de Ronaldo.

Pênalti, claro!

Afinal, entre Gil e a bola havia o corpanzil de Ronaldo. Não daria para o zagueiro alcançar a bola a não ser atropelando o atacante. Não há o que discutir.

Mas, o efeito do gol de Ronaldo não se extinguiu naquele instante, nem nos reflexos sobre a disputa do título. Foi além: desestruturou de vez o Cruzeiro, dos jogadores ao presidente, passando pelo técnico, que passaram a enxergar naquele lance uma conspiração global para favorecer o Corinthians.

Com isso, se Cuca não conseguir recuperar o moral da tropa em tempo, o Timão livrou-se de um concorrente poderoso na corrida pela faixa de campeão, antes mesmo das rodadas finais.

Já disse aqui e repito: se Ronaldo, aos 34 anos de idade, com aquele físico mais de lutador de sumo do que de jogador de futebol, com todas as cicatrizes de tantas e tão as graves lesões sofridas ao longo de gloriosa carreira, receber três bolas de jeito, uma ele guarda.

Pois, foi o que ocorreu nesse jogo com o Cruzeiro: a primeira, ele disparou, raspando o poste; na segunda, foi desarmado na hora do chute; na terceira, rede.

E olhe que não tem jogado metade do que jogou naquela campanha da Copa do Brasil, ano passado, o que significa nem dez por cento do que jogava nos bens tempos.

Mas, sua simples presença em campo, depois de longa ausência, já bastou para que o Corinthians retomasse o rumo do título.

É o poder da predestinação.

Notas relacionadas:

  1. E SE RONALDO JOGAR?
  2. TRÊS VEZES RONALDO
  3. E, CONTUDO, FOI PÊNALTI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 18:08

BRASIL PROTAGONISTA

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Há gaúcho burro e gaúcho inteligente. Como paulista, carioca, mineiro, pernambucano etc.  Só baiano burro nasce morto, no verso do saudosos Gordurinha imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro. Mas, mesmo isso é  uma licença poética. Afinal, burros e inteligentes se distribuem por todos os quadrantes e etnias. É da natureza humana.

Pois, Mano Menezes pertence à imensa categoria dos gaúchos inteligentes, lídimo herdeiro da percepção de um Ênio Andrade, dentre os tantos frutos da rica escola gaúcha de treinadores.

Se não basta o que diz, sobressai-se o que faz.

Ao assumir a Seleção Brasileira, Mano sentenciou que pretendia fazer o Brasil voltar a ser protagonista. Isto é: um time que se imponha diante de qualquer adversário, ao contrário do que ouro gaúcho, Dunga, propunha para o nosso time.

E é isso que está fazendo à frente do time nacional.

Reveja essa vitória sobre a Ucrânia, por 2 a o, em Derby, na Inglaterra.

O Brasil tomou a iniciativa do jogo do início ao fim. Os ucranianos, como acontecia no passado, preferiram fixar-se numa retranca atroz, com medo da bola brasileira. Tocou a bola no campo adversário, meteu 2 a 0, com gols de Daniel Alves, em belo lançamento de Robinho, e de Pato, em outra enfiada de Robinho.

Poderia ter ampliado o placar, assim, como poderia ter tomado um gol – aquela bola no poste de Victor. Isso é do jogo, um jogo, não uma equação matemática.

O fato é que, com exceção desse lance, o Brasil com essa formação mais ofensiva, não sofreu nenhum assédio da Ucrânia, time que, se não é de primeira, também não é de quinta,.

E aqui vale ressaltar, mais uma vez, da dupla de zaga, formada por Thiago Silva e David Luiz, uma grande revelação na Seleção, aquele quarto-zagueiro à antiga, que marca e sabe sair jogando. Lembra, aliás, por estilo e talhe o grande Dani Blind, daquele Ajax imbatível dos anos 90, campeão europeu e do mundo.

E, lá na frente, a nova postura de Pato, que muitos julgavam ser apenas um segundo atacante, aquele que cai de um lado e de outro, nunca a tal referência, como a turma gosta de cunhar.

Pois, Pato, nesse jogo atuou como autêntico centroavante. Fez a tal parede, enfrentou os beques de cara, e, como tem recursos técnicos extras, soube sair e jogar. Fez um gol na exata posição e desperdiçou mais dois, como é de lei para qualquer artilheiro.

Outro detalhe: mesmo jogando com apenas dois zagueiros, os laterais cumpriram na medida exata suas funções: marcaram e atacaram sem parar. Pelo menos, enquanto André Santos esteve em campo, pois Adriano, que entrou no segundo tempo, não manteve a mesma dinâmica.

Por fim, novamente, Giuliano, ao entrar no lugar de Carlos Eduardo, deu outro dinamismo ao meio-campo brasileiro.

Mas, é tudo, por enquanto, experiência, com promissores resultados até agora.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NAS ALTURAS
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de agosto de 2010 Seleção Brasileira | 23:17

O MILAGRE DO BOM SENSO

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Saiu melhor do que a encomenda: dois gols, um terceiro anulado injustamente pelo árbitro, mais cinco chances claras para ampliar o marcador e um baile em alto estilo do Brasil sobre os EUA, lá na casa deles.

Isso, por parte de um time que sequer fez um coletivo nas regras da arte contra outro, formadinho e em alto astral pela excelente campanha cumprida na Copa do Mundo.

Qual o milagre? O milagre do bom senso. Aquele que reza o óbvio abandonado há muito tempo pelo futebol brasileiro: basta colocar em campo um grupo de jogadores de habilidade, inteligência, técnica refinada e fome de gols que a coisa rola redondinha.

E, como se previa antes mesmo da Copa do Mundo, Neymar, Ganso e cia. desfilaram com a camisa da Seleção Brasileira como se estivessem atuando na Vila ou brincando na praia de  jogar bola, que é nosso desígnio e maior trunfo desde sempre.

Notas relacionadas:

  1. A VEZ DE AMAURI
  2. A VEZ DE AMAURI
  3. SINTONIA FINA
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010 Seleção Brasileira | 16:04

O PRIMEIRO PASSO

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É apenas o primeiro passo, incerto ainda, vacilante, claro, como quem desembarca de uma longa e incômoda viagem num lugar novo e desconhecido. Portanto, não se pode esperar na estreia de Mano Menezes na Seleção, nesta terça, em Nova Jersey, nada mais do que a possibilidade de enxergar-se algo que ainda poderá vir a ser, mas não é por enquanto.

O grupo escolhido por Mano para este amistoso contra os EUA não é, obviamente, o definitivo. Tampouco, aquele que ele escolheria se tivesse à mão vários jogadores de nomeada em perfeita forma física (e técnica), dentre os que atuam na Europa, por exemplo. Ou mesmo daqui, que não estivessem envolvidos em disputas importantes, como o Inter em plena decisão da Libertadores.

E não é definitivo, embora o tempo possa vir a ratificá-lo como tal, porque o novo técnico já avisou, sabiamente, que o retrospecto dos craques conta, mas conta mais o momento, o que sugere maior rotatividade dos selecionados a cada nova convocação.

Aliás, tem de ser assim mesmo, sobretudo nestes quatro anos que nos separam da Copa do Mundo, período em que não disputaremos as Eliminatórias. Pois, a Copa é jogada em sete rodadas apenas e quem lá estiver com a camisa canarinho deverá estar absolutamente nos trinques. Não adianta ficar montando grupo agora para daqui quatro anos.

Sim, boa parte dos jogadores que vierem a ser convocados doravante deverá, ao cabo da filtragem feita pelo treinador, formar a base do time da Copa. Mas, até lá, quem sabe quantos Gansos e Neymares surgirão de súbito?

O mais importante, porém, na Seleção que entra em campo em Hobboken, terra de Sinatra, é que ela já dá o tom da grande virada promovida por Mano Menezes em relação ao caminho percorrido por Dunga, nos últimos anos: trata-se de um time formado por jogadores mais leves e habilidosos, com ênfase no jogo ofensivo e sem muitas amarras táticas, a não ser o indispensável para manter o equilíbrio entre defesa e ataque.

Equilíbrio conferido, principalmente, pela escolha dos homens de meio de campo, o elo entre os dois setores extremos. Lá estão quatro volantes, nenhum cabeça-de-área fixo, leão-de-chácara de zagueiro, feroz no combate e covarde no passe.

Lucas, Hernanes, Jucilei e Ramires são bons no combate pela bola, mas, quando a têm nos pés, sabem jogar. Com exceção de Hernanes, mais cadenciado no estilo, todos são velozes e gostam de sair para o jogo, o que, certamente, reduz os espaços entre defesa e ataque.

Mas, o mais significativo é que logo à frente deles, Mano reincorporou a figura do meia, fundamental para dar fluência e descortino às ações ofensivas: o destro Ederson e os canhotos Ganso e Carlos Eduardo, que pode ser empurrado para a ponta-esquerda, conforme as circunstâncias do jogo.

E, no ataque, cinco jogadores de muita movimentação, juventude e habilidade: Robinho, Neymar, André, Pato e Diego Tardelli.

Esse elenco, sem dúvida, oferece uma infinidade de variações durante uma disputa. Isso, claro, na teoria, mesmo porque se trata de um jogo apenas, em que essa turma nem teve tempo de se entrosar em campo, a não ser o quarteto santista que leva a alegre harmonia da Vila para a Seleção.

E, pior: vai pegar uma casca de ferida – os EUA que tem sido um adversário ranheta do Brasil e que já vem prontinho da Copa da África, onde, aliás, cumpriu boa campanha para as suas limitações.

Vai ser uma experiência interessante, ainda que o resultado possa até vir a ser desastroso, nunca se sabe. Mas, é apenas o primeiro passo.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010 Seleção Brasileira | 17:31

OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO

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A lista de convocados por Mano Menezes para a Seleção Brasileira com vistas ao amistoso contra os EUA precisa ser dividida em três critérios: 1) jogadores com idade olímpica, já visando os Jogos de Londres; 2) jogadores já mais rodados, mas com idade para chegar em plena forma à Copa de 2014; 3) jogadores cujas características permitirão ao treinador mudar a cara do time nacional, tanto quanto ao plano tático quanto ao esquemático.

Além disso, Mano explicou que há jogadores integrantes da lista da Copa da África que ficaram de resguardo, à espera de uma outra chamada, quando já tiverem exorcizado os fantasmas do fracasso e recuperado seu melhor preparo físico e técnico, depois da pré-temporada europeia.

Bem, o que nos interessa mais de perto é justamente o terceiro item, pois está sinaliza para o caminho que o novo técnico quer traçar para a Seleção. E, nesta convocação, ficou clara a preocupação de Mano em estabelecer um equilíbrio maior no meio de campo, e abrir uma perspectiva mais nítida para o ataque, brindado com maior número de escolhidos dentre todos os setores da equipe: cinco, contra três goleiros, quatro laterais, quatro zagueiros de área, quatro volantes (Sandro ou Hernanes, um dos dois, será dispensado pra disputar por seu clube as finais da Libertadores) e três meias típicos.

Já revela uma clara tendência para termos um time mais equilibrado no setor de criação e, sobretudo, mais agressivo no ataque, com a possibilidade de uma formação em três, como Mano usou no Corinthians, com Jorge Henrique, Ronaldo Fenômeno e Dentinho, por exemplo.

Talvez, a única surpresa desta convocação seja a de Ederson, meia do Lyon, pouco conhecido por aqui. Mas, as vezes em que vi esse rapaz em ação pela TV fiquei muito bem impressionado: hábil, inteligente e ousado como devem ser os autênticos meias.

Diante disso tudo, vale um exercício de imaginação para armarmos o time que eventualmente Mano tem na cabeça: Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, Rever e André Santos; Hernanes ou Sandro e Lucas ou Ramires; Ganso e Ederson ou Carlos Eduardo; Robinho e Pato. Essa formação lhe dará condições para aplicar o sistema de sua preferência – 4-3-2-1, com a flutuação natural de Robinho, às vezes meia, às vezes atacante.

De resto, é esperar pra ver como tudo isso se desenrolará em campo.

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