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Posts com a Tag Ricardo Gomes

domingo, 10 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 03:55

VERDÃO E VASCÃO NO TOPO

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Verdão e Vascão mantiveram suas lideranças neste sábado, sem sobressaltos. .

Ambos venceram seus respectivos adversários – Prudente, que está no bico do corvo, e Cabofriense, que já foi devorado pela ave agourenta do descenso –  por 2 a 0 e 2 a 1, muito pouco para o que fizeram em campo.

O Palmeiras, classificadíssimo para as semifinais do Paulistão, mais uma vez demonstrou sua força de conjunto, em que o sistema defensivo como um todo se destaca. Mas, mesmo sem Kleber, o Gladiador, revelou algo mais: criatividade, com Lincoln e depois Valdívia, e agudeza no ataque.

Tanto, que criou e desperdiçou uma pá de oportunidades para ampliar o placar configurado por duas bolas paradas saídas dos pés de Lincoln e Valdívia para o cabeceio de Thiago Heleno e o gol contra de Douglas.

Pelo andar da carruagem verde, o Palmeiras vai levantar a taça virtual do turno de classificação. E, no mata-mata que se seguirá, tira da cartola seu maior trunfo – Felipão, mestre nessas artes.

Por falar em criatividade, esse tem sido o ponto de inflexão desse Vasco sob nova direção, a de Ricardo Gomes. Com o veterano Felipe, redivivo, e o garoto Bernardo, em pleno desabrochar, Eder Luís e Alecssandro têm se fartado de receber bolas açucaradas lá na frente.

O vasco está perdendo muitos gols? Sim, mas nisso há um sinal altamente positivo: está criando muito mais oportunidades do que os outros. Quanto mais, melhor. Uma hora a bichinha entra.

O importante é que o Vasco depende só dele para ir à disputa final da Taça Rio. Mas, se o Botafogo, neste domingo, quiser dar uma mãozinha, vencendo o Flamengo, o Almirante faz uma reverência com seu chapéu emplumado e agradece, comovido.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO E VERDÃO SENSACIONAL
  2. VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de março de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 15:26

O MELHOR BRASIL NA LIBERTADORES

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Cruzeiro e Inter, os dois melhores brasileiros até agora na Libertadores, voltam a campo para confirmar suas campanhas nesta quarta-feira.

O Cruzeiro, que até hoje nunca perdeu em Libertadores para times paraguaios (em nove, jogos, oito vitórias e um empate) vai a Assunção pegar o Guarani, lanterninha da chave. E vai embalado por uma artilharia prodigiosa que anda disparando gols pra todo lado – na Libertadores e no Mineirão, onde também caminha de fronte erguida.

Artilharia que tem como base a dupla de excelentes volantes que sabem também atacar – Marquinhos Paraná e Henrique -, passa pela refinada armação de Roger e Montillo até chegar aos pés implacáveis de Thiago Ribeiro e Wallyson, a nova sensação do time.

Já o Inter recebe em casa o Jorge Willsterman também disposto a atacar com o duo D’Alessandro- Oscar na armação e Zé Roberto fazendo a ligação com Leandro Damião, que voltou ainda mais animado depois da estreia na Seleção Brasileira, em Londres, diante da Escócia.

Não sinto cheiro de tropeço no ar. E olhe que meu cheirador é de respeito!

TRICOLOR EM FESTA

O São Paulo, em festa pela apresentação de Luís Fabuloso, um dos maiores ídolos recentes, pelos cem gols de Rogério Ceni e pela quebra do tabu contra o maior rival, Corinthians, no Paulistão, volta aos campos da Copa do Brasil contra o Tricolor pernambucano, o encarnado, preto e branco Santa Cruz.

O Santa, de tantas glórias no passado e infortúnios recentes, luta para recuperar sua posição histórica na cena brasileira. Mas, é o São Paulo quem pontua neste momento.

E, se ainda não terá Luís Fabiano em campo, apresentará seus dois grandes trunfos, dois craques separados pelo tempo, mas unidos pelo talento: o jovem Lucas, que volta coroado da Seleção, e o veterano Rivaldo, o mais ilustre representante do futebol pernambucano da história, ao lado de Ademir de Menezes e Almir Pernambuquinho, também chamado de o Pelé Branco, e que começou sua brilhante carreira justamente nesse mesmo Santa Cruz, adversário de agora.

Por tudo isso, um jogo que vale a pena ver.

A ESTREIA DE CAIO JR.

Na estreia de Caio Jr.,.como sucessor de Papai Joel, o Botafogo pega o Paraná, em Curitiba, sem Loco Abreu, que segue com a Celeste Olímpica pelo mundo dos amistosos.

Ainda bem que voltam Herrera, Jefferson, Everton etc. Mas, se o amigo espiar a escalação do Glorioso, de cara, verá o tamanho da tarefa que espera Caio Jr. nesse seu retorno ao futebol brasileiro.

A compensação é que o Paraná atravessa uma das piores fases de sua história. Mas…

A VEZ DE ALECSANDRO?

Por seu lado, o Almirante, sob o comando de Ricardo Gomes, anda todo garboso em direção ao resgate de seu prestígio abalado nos últimos tempos.

E vai a Natal, enfrentar o ABC, pela Copa do Brasil, de velas enfunadas pelos ventos propícios que trazem a boa-nova: Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do Vasco dos últimos tempos, está singrando os mares de volta a São Januário.

Mas, enquanto a travessia não se realiza, o negócio é desembarcar nas sedutoras praias de Natal com uma artilharia pesada: o menino Bernardo, nova sensação cruz-maltina,  Diego Souza, Eder Luís e…, quem sabe, Alecsandro, o goleador recém chegado do Sul, na ausência de Felipe, machucado.

Bons ventos conduzem a nau restaurada do Almirante, pelo visto.

O VAIVÉM DE NEYMAR E GANSO

Neymar, depois da bela participação na vitória do Brasil sobre a Escócia, ficou mais um dia em Londres para conceder algumas entrevistas pontuais. Resultado: a imprensa londrina, além de chamá-lo de “o novo Garrincha”, o que, convenhamos, é uma impropriedade, pois, entre outras coisas, o estilo de um não combina com o do outro, assegura que o Chelsea estaria disposto a pagar 30 milhões de libras (cerca de 80 milhões de reais) pelo craque.

O presidente do Santos não se abala, porém. E garante que ele mesmo pediu à CBF a permanência de Neymar em Londres por mais um dia, a fim de conceder essa entrevista, que faria parte de um projeto para divulgar a imagem do jogado lá fora e recuperar o prestígio internacional do Santos, perdido desde os tempos de Pelé e cia.

Faz sentido.

Quanto à permanência de Ganso na Vila, já a coisa fica um pouco mais difusa. O craque, embora reafirme seu desejo de ir para a Europa, ratifica que deseja ficar na Vila até o tempo certo chegar. Que tempo é esse? Nem ele mesmo sabe.

O que se divulga por aí é que o representante do DIS, empresa que detém parte dos direitos do jogador, está neste momento em tratativas com Milan e Inter.
Digamos, num exercício de imaginação, que ambos estejam de partida para o Exterior. Agora, ou na janela do meio do ano.

Pois o ideal era que fossem juntos – já que um completa o outro desde os tempos de infância -, como já me disse o Neymar pai, certa vez. Nesse caso, qual grande da Europa teria grana para bancar tão milionária transferência? Ou melhor: qual deles teria mais necessidade e disponibilidade para isso?

Varro o cenário europeu e quem vejo em primeiro plano? O Manchester United, sem dúvida.

De todos os grandes de Europa, os Diabos Vermelhos foram os que menos investiram nos últimos dois anos., desde que perderam Cristiano Ronaldo e Tevez. E é o que mais envelheceu justamente nas posições ocupadas por Ganso e Neymar. O armador Scholes e o atacante pela esquerda Giggs, dois portentos da história do Manchester, estão beirando os 40 anos de idade, a um passo da aposentadoria.

Ganso e Neymar caberiam como uma luva nesse time. E, tampouco, sentiriam grandes mudanças na maneira de cada um jogar, pois Alex Ferguson é um desses raros cultores do futebol fino, inteligente e envolvente de que os brasileiros são exemplos bem acabados.

Seria uma boa pra todos – o Santos, que levantaria uma grana inconcebível para apostar em novos Neymares e Gansos; a Seleção Brasileira, que teria suas duas mais expressivas estrelas num palco ilustre do mundo; e os craques, que seguiriam aquela amizade de sempre, entre eles e a bola.

Mas, o ideal é que os dois permaneçam por um tempo maior na Vila, que é pra gente desfrutar desse regalo até a última gota.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  2. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
  3. OS BRASILEIROS NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 16:01

O ENCONTRO DAS MULTIDÕES

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As luzes já se acendem sobre o encontro das multidões – esse inesperado Flamengo e Corinthians. Inesperado para esta fase, claro, pois poucos poderiam supor, no início da Libertadores que o campeão brasileiro chegaria ao final da fase de grupos em último lugar e que, de cara, no mata-mata das oitavas pegaria o Corinthians, primeirão.

Mas, aí está configurado esse quadro, e o que se percebe é um Corinthians mais cauteloso nas declarações de seus jogadores e cartolas do que o Flamengo, mergulhado em grave crise, com técnico interino, grupo rachado e outros babados.

É que a turma sabe das coisas: um Flamengo em turbulência, muitas vezes, é mais perigoso do que se navegasse em lagoa serena. Ainda mais jogando no Maracanã, sob o impulso de sua torcida apaixonada.

Time por time, no papel, os dois mais ou menos se equivalem. Talvez, o Timão tenha uma defesa e um meio de campo mais bem resolvidos, além de contar com o experiente Roberto Carlos – de tão potente canhota – em fase ascendente.

Mas, lá na frente, se Dentinho anda decidindo, o mesmo se pode dizer de Wagner Love. O nó está exatamente nos mais famosos das duas equipes – Ronaldo Fenômeno e Adriano. E, pelas mesmas razões: ambos não conseguiram nesta temporada, por várias razões, entrar em forma física e técnica adequada para uma competição desse porte.

Aquele que estiver em melhores condições atléticas e emocionais o jogo, é quase certo, decidirá essa questão.

Dúvida tricolor

Ricardo Gomes partiu para o Peru com um ponto de interrogação tirando-lhe o sono: Fernandinho ou Washington? São estilos diferentes, antagônicos mesmo, mas complementares, se colocados juntos no mesmo time.

Washington é aquele centroavante típico, alto, forte, lento e goleador por vocação e hábito. Fernandinho é aquele canhoto hábil, driblador, rápido, o pontinha ideal para cruzar bolas na cabeça de Washington lá na área.

Sucede que, como Ricardo Gomes, por temperamento e formação, não é de alçar grandes voos imaginativos. Nem cogita a hipótese de colocar os dois ao lado de Dagoberto, o outro atacante, formando um trio ofensivo como já virou rotina nos centros mais avançados da Europa e até aqui, com esse Santos espantoso.

Aliás, já o fez, sem êxito. Mas, com três volantes tentando em vão abastecer esses três lá na frente. Faltou a sintonia fina de dois meias como Jorge Wagner e Marlos, que acertaram o meio de campo tricolor nas últimas partidas.

Isso, porém, exigiria a audácia de jogar com apenas um volante – ou Souto ou Hernanes. Um plano temerário a estas alturas do campeonato, concordo. Essa fórmula era para ter sido testada, com a devida insistência, lá no início da temporada.

Nas atuais circunstâncias, me parece que a manutenção de Fernandinho desde o começo da partida seria mais conveniente para dar velocidade aos contragolpes tricolores, predisposto a sofrer pressão naqueles minutos iniciais de praxe.

Depois, com o adversário mais cansado, aí, sim, poderia colocar Washington em campo, de acordo com o andar da carruagem.

E Thiago Humberto?

Pois é: só agora, lendo seu nome na Internet, foi que me dei conta de que o rapaz, revelação do Paulistão do ano passado, canhoto cheio de manhas, que tanto joga na armação quanto na zona de definição, estava lá no Beira-Rio, à sombra de um período longo de adaptação aos ares do Guaíba.

E, que, acaba de ser relacionado para a Libertadores, com possibilidades até de ir para o banco no jogo contra o Banfield, lá na Argentina.

Mesmo porque o Inter se queixa, com razão, da baixa produtividade de seu ataque, embora Walter e Alecsandro venham marcando seus golzinhos, jogo sim, jogo não. Alecsandro, do tipo oportunista, sobretudo no cabeceio, e Walter, um animal batendo de fora da área.

O problema parece estar um pouco mais atrás, onde D’Alessandro, Giuliano e Andrezinho se revezam em altos e baixos. É onde Thiago Humberto espera cavar sua primeira chance real no Colorado.

Leão e Muricy, de volta

Leão vai para o Goiás, região que lhe é familiar e clube que mantém uma infraestrutura invejável no futebol. Não deverá, pois, ter problemas, a não ser com seu próprio temperamento.

E temperamento parece ser a pedra no sapato de Muricy nos últimos tempos, depois de ter atingido o ápice da carreira com aquele tricampeonato brasileiro histórico pelo São Paulo.

Embora gente fina na intimidade, Muricy ganhou, por seu próprio gestual e discursos arrevesados, fama de malcriado e tal e cousa e lousa e maripousa. E o que de início era divertido virou antipático.

O Fluminense, que já foi padrão de excelência em organização e gestão, hoje é uma balbúrdia, fruto da administração dividida entre os cartolas do clube e o patrocinador, que mete o dinheiro e o bedelho em tudo.
E pior: não tem sequer um centro de treinamento adequado, como os dos clubes dos quais veio Muricy – Inter, São Paulo e Palmeiras.

Ora, Muricy não é do lero, como o nosso querido Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio. Muricy é um operário da Vila Sônia. Seu negócio é muito trabalho, muita disciplina tática, essas coisas graves da vida.

E, cá entre nós, gravidade não parece ser lei que impere nesse insólito Fluminense de hoje.

Notas relacionadas:

  1. INGLESES E CATALÃO
  2. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 4 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais | 21:14

FINALMENTE, TRICOLOR!

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Finalmente, o São Paulo despertou da letargia em que se encontrava desde o início do ano, e apresentou um futebol digno de suas tradições, ao golear o Botafogo – um dos melhores times do campeonato – por 5 a 0, placar que poderia ter sido ampliado se Rogério Ceni, com paradinha e tudo, não desperdiçasse um pênalti e outros dois não tivessem sido desprezados pelo juiz.

Mas, mais do que a goleada em si, o importante foi a maneira como o Tricolor a construiu no Morumbi: com exceção do gol de Rodrigo Souto, fruto de cobrança de corner por Jorge Wagner, todos os demais foram trabalhados em trocas de passe cientes e hábeis.

Afora, isso, o São Paulo teve, de cabo a rabo, domínio absoluto do jogo, graças, tudo isso, à formação adotada pelo técnico Ricardo Gomes, pela primeira vez nesta série de tantas experimentações: com dois volantes de alto nível técnico e força ofensiva – Rodrigo Souto e Hernanes, não por acaso autores de três dos cinco gols tricolores -, dois meias de ofício – Jorge Wagner e Marlos – e dois atacantes fluidos e incisivos – Fernandinho e Dagoberto -, o São Paulo pôs a bola no chão e sofreu um pouco, no primeiro tempo, para acertar o passe, por clara falta de entrosamento.

Mas, no segundo, estraçalhou. É isso aí: depois de tantas tentativas e erros, Ricardo Gomes acertou a mão. Resta, agora, deixar esse time ganhar harmonia, jogo após jogo.

TIMÃO NO DOMÍNIO

Já o Corinthians, em São José do Rio Preto, teve pleno domínio da bola e dos espaços diante do Ituano, até marcar seu primeiro gol, com Jucilei, de cabeça. Depois, sofreu uma certa pressão do Ituano, até que Tcheco vencesse o goleiro e rolasse para Ronaldo concluir o segundo e definitivo gol da partida, em que Roberto Carlos foi o grande destaque com seus avanços e chutes potentes de canhota.

PEIXE, SOBRANDO

Por fim, o Peixe, já líder seguro do campeonato, mesmo sem maiores objetivos, meteu 3 a 1 no São Cateano, no campo do adversário, sem show, mas com autoridade, praticando o mesmo futebol veloz e ofensivo que tem marcado sua passagem pelo campeonato até aqui, com gols de Marquinhos, de falta com desvio do zagueiro, Neymar, de peixinho, e Robinho, em fulminante contragolpe. O Santos segue sobrando.

VASCO, LÁ

Enfim, o Vasco, depois de tantos tropeços que o levaram à agonia de ficar de fora da decisão da Taça Rio, cavou sua vaga nas semifinais, com categoria: 4 a 3 no Duque de Caxias, em jogo renhido e cheio de emoções, como traduz o placar.

E, o mais importante: parece ter recuperado de vez o artilheiro Dodô, ao lado de Elton, o que, se confirmado, confere ao Vasco uma força ofensiva respeitável para essa fase decisiva do campeonato.

TRÊS VEZES FABIANO

Fabiano vagava pelas sombras do futebol, esquecido, quase um ex-jogador, quando o sogrão Luxemburgo levou-o para o Galo. Lá, Fabiano renasceu, como um volante que, a cada jogo, surgia duas, três vezes, na área inimiga para definir. Neste domingo, foram três os gols de Fabiano no empate por 3 a 3 com o América. Um feito, sem dúvida.

VENTOS DO SUL

Do Sul, chegam relatos infromando que o Grêmio acaba de cumprir 10o por cento dos pontos disputados no Gaúchão, nesta fase, o que lhe garante a liderança absoluta do torneio. Isso, sem falar na quebra de recorde histórico em número de vitórias consecutivas. Tudo isso, sem que o técnico Silas ainda possa contar com alguns de seus titulares emblemáticos, como Leandro e Borges, por exemplo.

Mas, contando sempre com Jonas, que neste domingo meteu mais dois gols contra o Juventude, na guerra da Serra. Jonas e Silas, duas figuras execradas pela torcida gremista ainda outro dia. Esse é o futebol. Já o Inter goleou o Universidade por 4 a 0. Mas, dizem, jogou muito pouco. Pode ser. Contudo, uma goleada dessas sempre segura as pontas de qualquer treinador, ainda mais vindo de vitória na Libertadores.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  3. PEIXE E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Libertadores | 15:26

PLANIFICAÇÃO E DESTINO

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Nem os médicos são capazes de assegurar que o leve problema vascular sofrido pelo técnico Ricardo Gomes seja fruto direto dos ossos de seu ofício. Pode ser, pode não ser,  mas é evidente que Ricardo está sob pressão, como, aliás, todo treinador de futebol, sobretudo os dos grandes clubes.

A verdade é que, mesmo dirigindo o time que mais reforços recebeu neste início de ano – ou, talvez, por conta disso -, Ricardo Gomes ainda não conseguiu fazer esse São Paulo se entrosar, quanto mais decolar.

Com o foco aumentado sobre a Libertadores, e, pela falta de tempo adequado para cumprir pré-temporada decente (a exemplo de todos os seu demais colegas), planificou suas ações nesse sentido: promover um rodízio de jogadores de tal forma que, mesmo sacrificando um pouco a campanha no Paulistão, a equipe esteja nos trinques nos jogos da Libertadores.

Resultado: nem uma coisa, nem outra. No Paulistão, o São Paulo perdeu os três clássicos disputados até agora (Lusa, Santos e Palmeiras) e ocupa posição subalterna na tabela. E, na Libertadores, apesar da vitória na estreia, vai para Manizares pegar uma dureza – o Once Caldas -, talvez, com apenas dezesseis jogadores, sem alguns titulares e sem o próprio Ricardo Gomes, que guarda leito no hospital por uns dez, quinze dias mais.

Ainda bem que seu estado de saúde é estável e a recuperação deverá ser total, segundo os médicos. E isso é o que mais importa por ora.

Quer dizer, então, que a planificação feita pelo São Paulo estava errada? Não, necessariamente. Apenas revela que, no futebol, como na vida, por mais ajuizada que seja, jamais contará com todas as variáveis do destino.

Há coisas que não acontecem só com o Botafogo, mas com qualquer outro clube ou qualquer um de nós.

A ESTRÉIA DE ROGER

Não poderia ter sido mais auspiciosa a estreia de Roger no Cruzeiro. Não só pela vitória por 3 a 1 sobre o eterno rival Atlético, como pelo golaço de Roger, que encerrou o placar do Mineirão: um tiro à distância, no ângulo.

O fato é que Roger é daqueles jogadores talhados para jogar no Cruzeiro: altamente técnico, habilidoso, se estilo se insere naturalmente nas tradições da Raposa, desde os tempos de Tostão, Dirceu Lopes, Zé Carlos e cia. bela.

Era  o armador pela esquerda, canhoto, que faltava ao elenco do Cruzeiro. Se vai dar certo, quem sabe? Mas, tudo indica que sim.

E O COLORADO, HEIN?

É um caso, em certa medida, semelhante ao do São Paulo, com o agravante de ter sido sabotado pela Federação Gaúcha, que marcou seu jogo pelas semifinais do Gaúchão, contra o Hamburgo, para dois antes de seu jogo pela Libertadores.

O técnico Fossati, então, foi obrigado a escalar um time misto que acabou perdendo para o Novo Hamburgo o direito de ir à final da Taça Fernando Carvalho com o Grêmio.

Grêmio, que, apesar do fígado virado da sua torcida em relação ao técnico Silas, se classificou com mais uma goleada: 4 a 1 sobre o Inter de Santa Maria, com direito a mais um gol de Borges, esse artilheiro que, além de implacável, sabe jogar bola.

E goleia porque joga mais leve e solto do que a torcida e a mídia gaúchas, em geral, gostariam. Mas, o fato é que o Grêmio está lá, o Inter, não.

Mas, atenção, isso não quer dizer que a taça em homenagem ao cartola colorado já esteja na galeria de troféus do Olímpico. Longe disso. Vai ter de jogar muito para levar a bichinha para casa.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES NA FITA
  2. CHEGA DE RODÍZIO
  3. CARIOCAS, LOGO LÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 12 de janeiro de 2010 Clubes brasileiros | 12:51

O 3-5-2 EM CHEQUE

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Palmeiras e São Paulo começam a se armar para a temporada, e, logo nos primeiros movimentos dos dois, percebe-se a tentativa de Muricy e Ricardo Gomes em montar suas equipes sob um sistema mais compatível com os tempos atuais.

O Palmeiras, no seu primeiro jogo-treino, bateu o Taubaté por 4 a 0, com uma formação altamente sugestiva, sobretudo do meio de campo pra frente, com Pierre, Márcio Araújo, Sacconi, Cleiton Xavier, Diego Souza e Robert.

Se bem sincronizado, pode dar samba tipo exportação, pois são todos bons no toque de bola, com exceção de Robert, claro.

Mas, atenção! Aí vem o terceiro zagueiro, disfarçado de volante, na figura de Edinho, ex-Inter. É preciso ficar esperto porque a coisa, então, pode mudar de figura.

Já o técnico Ricardo Gomes, do outro lado do muro na Barra Funda, começa a testar seu novo plano de jogo, sem o tradicional terceiro zagueiro. Afinal, na última leva de contratações, veio uma legião de meio-campistas e atacantes, e é preciso abrir espaços para essa turma, que diabo!

Mas, atenção: vem aí Cicinho, um ala que não vingou como lateral na Europa. E ala como Cicinho carece sempre de uma cobertura defensiva maior, em geral, exercida por um terceiro zagueiro, o que pode obrigar Ricardo Gomes, mais uma vez, refluir em seus desejos.

O MENINO OSCAR

Tô gostando de ver nossa garotada em ação no Sul-Americano Sub-20. É um time com idade até 18 anos, leve, criativa, ofensiva, que passou muito bem pelo Chile e envolvia o Uruguai, dono da casa, vencendo por 1 a 0 mas com uma pá de chances para ampliar o placar, quando o técnico Rogério resolveu sacar Oscar, lá pelo 25 do segundo tempo.

Pois, quase a casa verde e amarela cai em seguida. O Brasil desintegrou-se em campo, e os uruguaios que mal haviam ousado além do meio de campo, passaram a dominar o jogo e a pressionar, chegando ao empate e quase virando tudo de ponta-cabeça.

É que Oscar, menino em litígio com o São Paulo, simplesmente organizava tudo em campo: dominava, driblava, lançava, passava, tocava de letra, de calcanhar, e fez um golaço ainda no primeiro tempo. Mas, de qualquer jeito, estamos lá na final com o México.

DE OLHO NELES

Fiquei de olho nesse time da Costa do Marfim, que enfrentaremos na primeira fase do mundial da África do Sul, na sua estreia contra Burkina Fasio pela Copa Africana de Nações.

E, confesso que tive de fazer um grande esforço para mantê-los abertos e não sucumbir ao embalo do cochilo diante daquele futebol lento, arrastado, chato mesmo praticado pelos dois times.

Sim, é verdade que no primeiro tempo os marfinenses criaram meia dúzia de boas chances para marcar. Mas, muito mais em função de erros primários do adversário do que por inspiração própria. De qualquer forma, foi apenas um jogo. Continuemos, pois de olho neles.

O NOVO GRÊMIO

Um bloguista amigo me pede pra falar do novo Grêmio que se reconstrói sob o comando de Silas. Para ele, esse time parece ser melhor do que o do ano passado. Concordo, embora essas coisas só se comprovam depois de cinco ou seis rodadas de jogos oficiais – no caso, o próximo Gauchão.

Na verdade, o Grêmio, além de perder seu comandante em campo, Tcheco, para o Corinthians,  Léo, revelação na zaga, para o Palmeiras, e Max Lopes, para os tribunais, não fez nenhuma contratação de impacto. Mas, levou para se juntar a Souza três de seus ex-parceiros de São Paulo na campanha do tri brasileiro: Hugo, que já teve bela passagem pelo Grêmio, Borges e Leandro, repatriado do exterior.

Esses quatro citados jamais tiveram por parte da mídia e do torcedor em geral o reconhecimento que seu futebol mereceria.

Cá entre nós, por exemplo, considero Borges um artilheiro mais completo do que Max Lopes, ídolo da torcida gremista, pois, além de ser goleador nato, sabe tratar a bola com mais intimidade do que o argentino.

Hugo é aquele meia ofensivo, mas que já jogou até de lateral no Corinthians, canhoto, de drible fácil e excelente conclusão, sobretudo de cabeça.

E Leandro, que deixou o São Paulo juntamente com Souza, só revelou sua vital importância na conquista de todos aqueles títulos pela ausência irreparável. Não é craque, na concepção mais elevada do termo, como não o são Borges, Souza e Hugo. Mas, é de uma eficiência de pasmar.

Projetado pelo Botafogo de RP, no final da década de 90, Leandro foi considerado a revelação do Paulistão daquele ano, graças a seus dribles estonteantes e chutes certeiros. Transferiu-se para o Corinthians em 2001 e logo passou a ser um dos esteios daquele time campeão sob a regência de Carlos Alberto Parreira, ao lado de Ricardinho, Deivid, Gil, Kleber, Dida, Fábio Luciano etc.

Saiu do país e voltou para o Fluminense, onde teve uma fase muito boa antes de se machucar. E, mais tarde, no São Paulo revelou toda a versatilidade de seu jogo, atuando pelos lados do campo, no meio e até na lateral-direita.

Se o técnico Silas, cujo perfil como jogador de duas Copas do Mundo se assemelhava muito ao de Souza e Leandro, conseguir harmonizar esse quarteto, não tenho dúvidas, vai dar um fandango trilegal, chê!

Notas relacionadas:

  1. A MANCADA DE LUXA
  2. SOUZA E O ANONIMATO
  3. NOVOS RUMOS DO TIMÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sábado, 29 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 19:09

O CLÁSSICO ESCONDIDO

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Como prever o que poderá ocorrer no clássico decisivo entre São Paulo e Palmeiras se os dois treinadores escondem os times que entrarão em campo? Técnicos, esquemas, tradições, camisas, retrospectos, campo, tudo isso pesa, sim, num clássico desses. Mas, quem resolve mesmo a parada são os jogadores. Um deles colocado em posição errada, outro que fique de fora, podem fazer a grande diferença, no fim das contas.

Pegue o exemplo de Cleiton Xavier: joga, não joga? Se não jogar, Muricy optará por um volante tipo Sandro Silva ou Jumar, ou preferirá Deyvid Sacconi, que até hoje não se frmou no time, mas que leva mais jeito do titular do que os demais? ou terá uma recaída e escalará um terceiro zagueiro, pra bater ficha com o esquema do adversário, que herdou esse time dele mesmo, Muricy?

Já Ricardo Gomes, embora esconda o jogo, não dá sinais de que está muito preocupado com esses detalhes, pois deve ir com o sistema de jogo e a escalação que deram certo até à última rodada. Mas, deveria. Se, com seus três zagueiros, der espaço para o Palmeiras dominar o meio de campo, a coisa pode ficar preta – ou melhor: verde.

PELAS OROPA

Que sábado, nas Oropa, parceiro!

A começar pelo clássico inglês vencido pelo Manchester United por 2 a 1 sobre o Arsenal. Jogo mais emperrado do que se esperava, mesmo porque ambos cuidaram de reforçar a marcação no meio de campo, extraindo o poder de criação dos dois.

O Arsenal, embora tivesse o domínio das ações a maior parte do tempo, jamais foi aquele time de toque de bola hipnótico, muito por causa da ausência de Fabregas – Song, Eboué e Diaby, que prencheram o setor ao lado de Denílson, preferem a condução de bola e o drible. Mesmo assim, abriu o placar com Arshavin, e poderia ter ampliado com um tiro na trave de Van Persie, em cobrança de falta, e outra, diante do gol, perdida.

O Manchester, sentindo muito a perda de Ronaldo Cristiano, virou, em pênalti, sofrido e cobrado por Rooney, e num gol contra absurdo de Diaby.

Por falar em Cristiano Ronaldo, o português foi muito discreto na estreia do Real no Campeonato Espanhol, vitória por 3 a 2 sobre o Deportivo La Coruña. Kaká já foi um tanto melhor, e marcou presença com um passe genial para Benzema disparar no poste e Raúl marcar, no rebote. Enfim, o Real foi muito melhor mas ainda está longe de ser aquele timaço que poderá vir a ser.

Quem deixou o galáctico Real para refazer sua fama foi o holandês Robben, que entrou no segundo tempo contra o Wolsfburg para se transformar na sensação do Bayern de Munique, que recuperopu também o francês Ribéry: fez dois gols (num deles, deixou o beque deitado na área, num corte esperto) e algumas jogadas de alta classe.

Por fim, no clássico de Milão, Dio Mio1: 4 a 0 para a Inter, num jogo fogoso, em que Ronaldinho Gaúcho correu muito mas produziu pouco. Pelo andar da carruagem, a Inter vai levar o penta no beiço.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. VAI SER DURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 27 de junho de 2009 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira, Treinadores | 15:46

VAI SER DURO

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Quer saber, meu amigo? Preferia que o nosso adversário na decisão da Copa das Confederações fosse Espanha ou Itália, menos esses EUA que aí estão.

Isso mesmo: um time com muito mais tradição do que os americanos, que jogasse o jogo, o que sempre nos dá a vantagem das individualidades mais refinadas e decisivas.

Esse time americano, porém, parece uma máquina desenvolvida em Detroit, destinada a não deixar o adversário jogar, mesmo porque carece de jogadores de alta qualidade. Tirando-se aí Dempsey e Donovan, descole o amigo um outro que tenha algo mais a oferecer.

Ah, mas passamos por ele, na fase de grupos, com facilidade, no placar e no jogo jogado: 3 a 0. É verdade, mas, agora, eles vêm ainda mais determinados, aplicados, envoltos na bandeira americana e inspirados nas palavras de Obama – aquele patriotismo único que fazem os americanos hastearem a bandeira nacional em cada casa dos subúrbios, de norte a sul do país.

Além do mais, parecem estar mais descansados do que os nossos, quase todos em fim de temporada, o que nos torna presa mais fácil à marcação cerrada e dobrada que certamente exercerão. Vide o jogo com a África do Sul, quando não conseguimos escapar ao pertinaz combate dos adversários. 

Sim, porque, nesses casos, para fazermos prevalecer nossas técnica e habilidade superioras, é preciso que a turma da frente, sobretudo, se movimente muito, mesmo sem a bola. Haja gás para isso.

Apesar de tudo, mesmo se for um jogo chato, cansativo, emprenhado, sou muito mais Brasil.

A QUEDA DE LUXA

Claro que a demissão de Luxemburgo, na madrugada de sábado, não se deveu apenas à suposta quebra de hierarquia nas palavras explodidas pelo técnico em entrevista em que a negociação de Keirrison com o Barça era o foco, embora o discurso de Luxa tivesse excedido ao tom natural nessas circunstâncias.

A verdade, desconfio e posso estar equivocado, é que o desgaste de Luxemburgo no Palmeiras já havia atingido um ponto de saturação.

Em primeiro lugar, porque os resultados obtidos, comparados ao volume do investimento no técnico e sua comissão de auxiliares, e mesmo ao currículo excepcional do treinador, vinha sendo muito inferior à expectativa.

Em segundo lugar, porque é insuportável para a cartolagem ouvir e ler todos os dias que Luxemburgo mandava prender e mandava soltar no Parque, a seu bel prazer. Por mais equilibrado e comedido que seja o dirigente, chega uma hora que isso fere muito mais do que qualquer coisa.

Mas, o diabo era se livrar de um vencedor nato como Luxemburgo numa hora dessas. Pois, deu-se a conjunção, quando Muricy levou um pé nos fundilhos do São Paulo.

Muricy passou a ser o objeto de desejo de vários grandes do Brasil, dentre eles o Internacional, em crise técnica, o Flamengo, com quem Cuca mantém um relacionamento atado a um fio muito tênue etc. A hora, então, era essa, antes de Muricy subir num barco do qual, todos sabem por sua biografia, que só desembarcará ao final do contrato, ou se for demitido, fato raro em sua carreira.

O problema é que Muricy passa a sensação de estar um tanto abalado ainda – menos pela demissão em si, e mais pelo fato de o São Paulo, nas suas mãos, neste primeiro semestre, não ter dado sinais claros de recuperação.

Aliás, saiu do Morumbi dizendo que queria mesmo era descansar por uns tempos, o que é muito compreensível, para quem vem numa balada de conquistas, desde o Sport, São Caetano, Inter e São Paulo.

Resta, pois, à direção do Palmeiras convencê-lo, acenando-lhe com algo que realmente o comova, a ponto de voltar imediatamente à ativa. Seria muito bom para ambos.

Quanto a Luxemburgo, se o Inter fizer aquele sinalzinho do dedo indicador voltado pra dentro, indo e vindo, também seria uma boa solução, imagino. Somaria um elenco de escol a um técnico de alta competência, coisa bem a gosto de Luxa.

Por fim, a saída de Keirrison para o Barça era inevitável, já que essa possibilidade estava tramada antes mesmo de o craque se transferir do Coritiba para o Palmeiras. Tanto, que constava do contrato de K-9 com o Verdão como uma cláusula específica.

Acho que é cedo para um salto desses. Mas, quem sabe?

ESTRÉIA DE RICARDO GOMES

Na estréia de Ricardo Gomes no lugar de Muricy, o São Paulo foi outro, diante do Náutico. Não apenas por ter vencido com o placar de 2 a 0, gols do zagueiro Rolt, de cabeça, em cobrança de falta de Hernanes, que marcou o segundo, também de falta, com desvio do zagueiro do Timbu.

É que, jogando com apenas dois zagueiros, e três volantes, o time ficou um pouco mais equilibrado, e, embora tenha sofrido contragolpes perigosos do Náutico, manteve melhor fluência na saída para o jogo e criou maior número de chances para abrir a contagem.

Melhorou ainda mais depois das entradas dos meias Jorge Wagner e Oscar, o que provocou a volta de Hernanes a seu lugar ideal – segundo volante.

Sim, levou duas bolas nas traves e meteu uma, mas, pelo menos, mudou o braço da viola.

SURPRESA

A grande surpresa desta rodada de sábado, sem dúvida, foi a derrota do líder Atlético Mineiro para o Barueri, na casa do inimigo: 4 a 2, quem diria?

E olhe que o Galo, depois de sofrer dois gols no início – um deles, em falha do goleiro Aranha, ao tentar devolver com os pés bola pressionada pelo atacante do Barueri -, chegou ao empate, com dois pênaltis convertidos por Diego Tardelli. Mas, a expulsão do beque Wesley e a determinação dos jogadores do Barueri acabaram por decretar a goleada no finalzinho da partida.

Assim, o Galo perdeu a invencibilidade, mas não perdeu a liderança.

Já a derrota do Corinthians para o Furacão, na Arena da Baixada, não chega a surpreender ninguém.

Afinal, Mano Menezes escalou todo o time reserva, além do banco, poupando seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil diante do Inter.

Com magnífica cobrança de falta de Paulo Baier, o Atlético PR livrou-se da lanterna. Por enquanto. E o Timão segue ali rondando o G-4, o que não é mau negócio.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLORES, LOS HERMANOS ETC.
  2. GALO E LEÃO, NA CABEÇA
  3. BRASIL, GALOOO! E A PRUDÊNCIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 22 de junho de 2009 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 16:38

BRASIL, GALOOO! E A PRUDÊNCIA

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O Brasil vem se ajustando desde aquela vitória de placar irreal sobre o Uruguai, em Montevidéu, isso é evidente. Aliás, depois da vítória seguinte, sobre o Paraguai, disse no Arena Sportv - e fui acompanhado pela ilustre opinião do Marco Antonio Rodrigues, o Bodão – que um jogador só poderia dar aquele toque final para que a equipe ganhasse mais equilíbrio entre os três setores, tornando mais fluente a passagem de bola da defesa para o ataque: Ramires, volante de múltpla funcionalidade, veloz, hábil e com forte vocação para atacar quando as brechas se abrem à sua frente.

Não, não se trata de um craque acabado, desses que encantam crítica e torcida e que deixam seu nome gravado na história, embora até possa vir a sê-lo.

Mas, oferece ao time brasileiro uma alternativa que não havia, com a linha de três volantes de estilos mais ou menos equivalentes, lentos e de passe incerto.

Acho mesmo que ainda não está sendo aproveitado em todo o seu potencial por Dunga, que prefere mantê-lo muito à frente, pela direita, quase como um ala adiante de Maicon, ou um ponta-direita recuado. Isso, sem dúvida, favorece o nosso lateral Maicon, que passou a ter um companheiro por ali para tabelar e avançar com mais constância, por saber que terá uma rápida cobertura atrás, graças à velocidade de Ramires.

Mas, gostaria de ver Ramires na sua, como segundo volante, vindo de trás, da mesma forma que atuava no Cruzeiro, pegando a turma de surpresa. Enfim, tá melhor assim do que antes.

Mesmo porque algo me diz que Ramires poderá ser a chave para o jogo decisivo contra a Espanha, suponho, ainda que os deuses do futebol se divirtam em contariar o óbvio. E explico: os espanhóis baseiam seu jogo no avanço de sua marcação de meio-de-campo, onde a bola circula com ciência e arte o tempo todo, até a espatada final. Pois, Ramires, às costas desse meio-campo espanhol, passa a ser o aríete mortífero pela direita, como Robinho deverá sê-lo pela esquerda.

Mas, lá vou eu me antecipando ao futuro que só a Deus pertence. Antes, teremos de passar pela África do Sul, que tanto pode vir a ser uma moleza quanto uma sinistra surpresa, se não for encarado com a devida seriedade. Assim como a Espanha terá de se desvencilhar dos EUA, ô, timinho ranheta.

GALOOOO!

Confesso que estou feliz pelo Galo ostentar a liderança do Brasileirão, ainda que o pódium esteja à distância da Lua (não sei se o Galo tem elenco para tão longa jornada).

Não só porque um clube das tradições do Atlético Mineiro estava tempo demais à sombra dos verdadeiros protagonistas da cena nacional, como porque salta ao proscênio agora praicando um futebol muito gostoso de se ver: firme atrás, mas leve e hábil a partir do meio-campo, com seus Márcios Araújos, Tardellis e Eder Luíses.

Pois é assim que um time grande deve se portar de hábito. Talvez, por isso mesmo, é que o Galo voltou a ser grande não só na história, mas aqui e agora, no campo de jogo do Brasileirão.

CHEGANDO DE MANSINHO

Ricardo Gomes chega ao Morumbi pisando de mansinho e de boca fechada, o que revela sábia prudência. Afinal, o novo técnico mal conhece o elenco que comandará a partir de agora. Ele mesmo declarou que o primeiro jogo que viu do São Paulo nos últimos tempos foi aquele contra o Cruzeiro.

Só temo que não tenha excessiva prudência ao remontar esse São Paulo mergulhado em profunda crise técnica, tática e emocional. E esse temor não é assim aleatório, pois é voz corrente na imprensa francesa que uma das razões de o Monaco não se interessar pela renovação de contrato com o treinador é a de que ele apostou num futebol defensivo, incompatível com os novos tempos, até mesmo na França.

Sim, sei bem que passarinho na muda não pia. Traduzindo: em meio a uma crise como a vivida pelo São Paulo neste momento, é mais ajuizado o técnico fechar-se em copas e fechar sua defesa, para estancar a hemorragia.

Mas, que não seja esse um plano definitivo, como acabou sendo o de Muricy que caiu mesmo amparado nos três pilares dos Brasileirões em série.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, NILMAR E RAMIRES
  2. BRASIL E ESPANHA
  3. BRASIL E ITÁLIA, UMA VELHA PINIMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 20 de junho de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Treinadores | 12:52

MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA

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Fico só imaginando a cena: ao clarim da alvorada seguinte à queda de Muricy, Coronel Juju reúne a tropa, digo, a imprensa, saca do bolso do colete virtual um cartãozinho azul com bordas douradas, no mais rebuscado estilo rococó, onde se lê o nome do ungido a técnico do São Paulo - Ricardo Gomes -, e dispara, cabeleira branca esvoaçante ao vento da manhã gelada desta província altaneira e garbosa:

- Postura! – e repete, elevando o tom como se, fronte erguida, aumentasse alguns centímetros de altura, sobre um imaginário salto Luís XV – Postura!

É isso. Está desvendado o mistério da queda de Muricy, tricampeão brasileiro, feito inédito na história gloriosa do clube: postura, eis a palavra-chave.

Todos conhecem, se divertem ou se irritam, com a postura de Muricy, craque de refinadas criações com a bola, técnico vitorioso por onde tenha passado, mas tipo povão, desbocado, espontâneo, transparente, um tanto brega, que se expressa com as palavras que, ao longo da vida, colheu nas ruas, nos bares, nas intermináveis concentrações. Oh, como isso incomoda certa cartolagem de novos-ricos – alguns com diploma na parede -, que tanto aspiram a uma anacrônica aristocracia de botequim.

Agora, espie o amigo seu sucessor: cavalheiro de fina estampa, que fala francês e um português correto, veste-se na moda, e homem de caráter sem jaça, como diria Coronel Juju. Como figura humana, exemplar, sem a menor dúvida. E foi, é verdade, um excelente quarto-zagueiro, de nível de Seleção Brasileira.

Mas, e como técnico. Bem, é aí que a porca torce o rabo: dirigiu uma pá de times brasileiros, dentre os quais, Fluminense e Flamengo, além dos franceses PSG, Bordeaux e Mônaco. Em nenhum deu-se bem, sem falar naquele rotundo fracasso com a Seleção Brasileira Pré-Olímpica da qual tanto se esperava.

Sim, claro, todos devem ter outra ou mais chances. Muricy não teve: ao primeiro percalço, rua! Ricardo Gomes terá sua enésima chance, quem sabe, aquela que lhe dará impulso definitivo no ofício de treinador de futebol. Espero que sim, pela pessoa que é.

Mas, no fundo, no fundo, é tudo visage, que o malandro brasileiro traduziu para visagem, um truque de imagem destinada a enganar o otário de plantão.

Muita pose e pouca substância.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR E O CINZA
  2. DUAS GERAÇÕES DE CAMPEÕES
  3. A QUEDA DE MURICY
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