BOTA LÁ, COM CAIO
Heroica revirada do Botafogo, sob o comando desse capeta Joel Santana, o Rei do Rio, campeão da Taça Guanabara e, agora, a um passo do título carioca, caso levante também a Taça Rio.
O Glorioso abriu a contagem, mas não resistiu ao melhor futebol do Fluminense, que tomou conta do jogo e virou, com Fred, duas vezes – uma, de cabeça/ outra, naquele seu giro tradicional.
Mas, no segundo tempo, sobretudo pela entrada de Edno no meio de campo, o Botafogo não só controlou o jogo como foi mais incisivo. Em cobrança de falta de Edno, melê na área, do qual se aproveitou Fahel para empatar.
E aí entrou em cena o talismã Caio, o menino que tem sido a tábua de salvação do Botafogo: num disparo de fora da área, garantiu a vaga para a final, embora o lance tenha sido maculado pela participação em posição irregular de Herrera, que abriu as pernas para a bola passar e enganar o goleiro.
O Bota ainda teve uma chance incrível nos pés de Loco Abreu antes do apito final. Mas, todos sabemos que Loco Abreu é com a cabeça, não com os pés.
Fla e Vasco
O Vasco não deverá contar desde o início com Carlos Alberto, o artífice de suas jogadas de ataque. O Flamengo não deverá contar, mais uma vez, com Adriano, seu artilheiro.
Só isso já reduz em muito o nível emocional e técnico da luta por uma vaga para a final da Copa Rio, atalho para a disputa do título carioca.
Apesar da imensa rivalidade histórica entre os dois, nem Vasco, nem Flamengo, vêm produzindo um futebol à altura de suas tradições. Mas, uma decisão desse porte costuma levar a turma ao paroxismo. Espero.
O jogo do milênio
Para os espanhóis, esse seria o jogo do milênio. Afinal, Real e Barça dividiam o topo da tabela do campeonato espanhol. De um lado, Cristiano Ronaldo, o maior do mundo no ano restrasado, contra Messi, o maior do mundo no ano passado. Isso, sem falar em Kaká, o maior do mundo de 2008, que ficou de fora, mais uma vez, vítima de lesão muscular.
Bola rolando, porém, só deu Barça. Mesmo alterando seu esquema, com três zagueiros. Isso, claro, reduziu seu pleno domínio do meio de campo habitual, mas não o suficiente para perder nesse quesito totalmente. Mesmo porque o Real segue sofrendo de um meia-armador de escol e do jogo de conjunto que sobra no Barça com qualquer formação, mesmo com tantos desfalques.
A par disso, existe Messi, que recebeu passe magistral de Xavi na área, matou no peito, limpou o beque e concluiu de direito no canto de Casillas, logo no primeiro tempo. E há também Xavi, esse extraordinário armador, de passes exatos, centro nervoso de toda a equipe, que, no segundo tempo, colocou Pedrito na cara do gol: 2 a 0.
Placar definido, Messi ainda teve outra chance de ouro, e ficamos assim: Barcelona líder isolado do campeonato, senhor da Liga dos Campeões e sério candidato a melhor time do milênio. Ou, pelo menos, desta primeira década do Século 21.
Adriano na fita
Outro dia estive jogando conversa fora na Academia Brasileira de Letras. E pude, então, depreender das palavras de Dunga, que lá estava, a certeza de que o técnico brasileiro não se prenderá ao renome de Adriano, entre outras coisas porque ficou muito impressionado pela breve convivência com Grafite, no recente amistoso com a Irlanda.
Se Adriano não estiver, física e psicologicamente, nos trinques na época da convocação final, dança. Como qualquer outro dos mais frequentes convocados por Dunga.
Naútico, por D. Villaça
O casal real, Dona Maria do Carmo e Dom Marcos Vinicius Villaça, ministro do Tribunal de Contas da União e presidente da Academia Brasileira de Letras, me foram tão gentis e íntimos, que era como se nos conhecêssemos há, por baixo, duas gerações.
Como modesta retribuição, só posso me declarar a partir de agora torcedor incondicional do Náutico, o Timbu, time do coração do ministro.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Barcelona, Botafogo, Caio, Campeonato Carioca, Loco Abreu, Messi, Real Madrid