Real Madrid | Blog do Alberto Helena Jr. - Part 2

Publicidade

Posts com a Tag Real Madrid

sábado, 10 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 20:58

BOTA LÁ, COM CAIO

Compartilhe: Twitter

Heroica revirada do Botafogo, sob o comando desse capeta Joel Santana, o Rei do Rio, campeão da Taça Guanabara e, agora, a um passo do título carioca, caso levante também a Taça Rio.

O Glorioso abriu a contagem, mas não resistiu ao melhor futebol do Fluminense, que tomou conta do jogo e virou, com Fred, duas vezes – uma, de cabeça/ outra, naquele seu giro tradicional.

Mas, no segundo tempo, sobretudo pela entrada de Edno no meio de campo, o Botafogo não só controlou o jogo como foi mais incisivo. Em cobrança de falta de Edno, melê na área, do qual se aproveitou Fahel para empatar.

E aí entrou em cena o talismã Caio, o menino que tem sido a tábua de salvação do Botafogo: num disparo de fora da área, garantiu a vaga para a final, embora o lance tenha sido maculado pela participação em posição irregular de Herrera, que abriu as pernas para a bola passar e enganar o goleiro.

O Bota ainda teve uma chance incrível nos pés de Loco Abreu antes do apito final. Mas, todos sabemos que Loco Abreu é com a cabeça, não com os pés.

Fla e Vasco

O Vasco não deverá contar desde o início com Carlos Alberto, o artífice de suas jogadas de ataque. O Flamengo não deverá contar, mais uma vez, com Adriano, seu artilheiro.

Só isso já reduz em muito o nível emocional e técnico da luta por uma vaga para a final da Copa Rio, atalho para a disputa do título carioca.

Apesar da imensa rivalidade histórica entre os dois, nem Vasco, nem Flamengo, vêm produzindo um futebol à altura de suas tradições. Mas, uma decisão desse porte costuma levar a turma ao paroxismo. Espero.

O jogo do milênio

Para os espanhóis, esse seria o jogo do milênio. Afinal, Real e Barça dividiam o topo da tabela do campeonato espanhol. De um lado, Cristiano Ronaldo, o maior do mundo no ano restrasado, contra Messi, o maior do mundo no ano passado. Isso, sem falar em Kaká, o maior do mundo de 2008, que ficou de fora, mais uma vez, vítima de lesão muscular.

Bola rolando, porém, só deu Barça. Mesmo alterando seu esquema, com três zagueiros. Isso, claro, reduziu seu pleno domínio do meio de campo habitual, mas não o suficiente para perder nesse quesito totalmente. Mesmo porque o Real segue sofrendo de um meia-armador de escol e do jogo de conjunto que sobra no Barça com qualquer formação, mesmo com tantos desfalques.

A par disso, existe Messi, que recebeu passe magistral de Xavi na área, matou no peito, limpou o beque e concluiu de direito no canto de Casillas, logo no primeiro tempo. E há também Xavi, esse extraordinário armador, de passes exatos, centro nervoso de toda a equipe, que, no segundo tempo, colocou Pedrito na cara do gol: 2 a 0.

Placar definido, Messi ainda teve outra chance de ouro, e ficamos assim: Barcelona líder isolado do campeonato, senhor da Liga dos Campeões e sério candidato a melhor time do milênio. Ou, pelo menos, desta primeira década do Século 21.

Adriano na fita

Outro dia estive jogando conversa fora na Academia Brasileira de Letras. E pude, então, depreender das palavras de Dunga, que lá estava, a certeza de que o técnico brasileiro não se prenderá ao renome de Adriano, entre outras coisas porque ficou muito impressionado pela breve convivência com Grafite, no recente amistoso com a Irlanda.

Se Adriano não estiver, física e psicologicamente, nos trinques na época da convocação final, dança. Como qualquer outro dos mais frequentes convocados por Dunga.

Naútico, por D. Villaça

O casal real, Dona Maria do Carmo e Dom Marcos Vinicius Villaça, ministro do Tribunal de Contas da União e presidente da Academia Brasileira de Letras, me foram tão gentis e íntimos, que era como se nos conhecêssemos há, por baixo, duas gerações.

Como modesta retribuição, só posso me declarar a partir de agora torcedor incondicional do Náutico, o Timbu, time do coração do ministro.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO
  2. DUPLAS ARTILHEIRAS
  3. DEU BOTA, QUEM DIRIA?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

Compartilhe: Twitter

Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de março de 2010 Futebol internacional | 19:40

DIABOS, QUEM BATE ESSE TIME?

Compartilhe: Twitter

Foi um massacre do Manchester United do velho Ferguson sobre o Milan do jovem Leonardo: 4 a 0, no jogo desta quarta, no Old Trafford, mas 7 a 2 na soma dos dois jogos pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o mais ilustre de todos os torneios do planeta.

Não, os Diabos vermelhos não sufocaram os milanistas o tempo todo, nada disso. Até que o Milan deve ter dominado a posse de bola o maior tempo do jogo. Mas, o Manchester foi sempre mais equilibrado, na defesa, no meio de campo e no ataque, além de criar as melhores chances, tantas que poderia ter fechado o placar com uma goleada ainda mais elástica.

Graças à sua linha vertebral: esse goleiro extraordinário – o holandês Van der Sar, que, nos momentos críticos, não falha, nunca falha, diga-se –; a zaga impecável formada por Rio Ferdinand e Vidic; à dupla de meio de campo – Fletcher e Scholes -, um volante que sabe jogar e avança na hora certa (tanto, que fez o quarto gol de seu time), e um meia-armador típico, experiente e dono de passe exato; por fim, um artilheiro implacável – Wayne Rooney, autor de dois gols, na ida, mais dois, na volta.

E, sobretudo, à visão clara de seu treinador Ferguson, que, já com a vantagem obtida em San Siro, em nenhum momento, em casa, apelou para um sistema defensivo que eventualmente levasse ao risco. Basta dizer que armou seu time com quatro atacantes – Valencia, Park, Rooney e Nani: três pontas e um meia-atacante.

Claro, todos ajudam a marcação, mas sem nenhuma neura, apenas dentro do senso do jogo.

Já o Milan foi a incoerência de sempre: uma proposta ofensiva com jogadores incapazes de cumprir tal missão, pela absoluta falta de coordenação de seu meio de campo e a indigência de seus laterais.

Mas, mesmo com placar mais modesto, o grande vexame ficou por conta do Real, que empatou com o Lyon, em pleno Santiago Bernabéu, e caiu fora da competição com todos os seus galácticos. Quer dizer: Kaká e Cristiano Ronaldo. O luso, pelo menos, fez o gol dos merengues logo no início, mas o nosso Kaká, depois de duas ou três jogadas de efeito, declinou a ponto de ser substituído no segundo tempo, logo depois do gol de empate francês. Saiu balançando a cabeça e, novamente, sob vaias da torcida de sua equipe.

Bobagem do técnico Pellegrini, pois Kaká, mesmo em fase opaca, é daqueles craques que, num átimo, pode virar o cenário de ponta-cabeça. O que, certamente, tantos outros que ficaram em campo, nem daqui a cem anos.

Ficam, pois, todas as esperanças espanholas nos pés hábeis do Barcelona, que pega o frágil  Stuttgart no Camp Nou, e do Sevilla, que recebe o CSKA. Ambos empataram o jogo de ida por 1 a 1.

Já os ingleses, com a goleada do Arsenal, na véspera, sobre o Porto – 5 a 0 -, num verdadeiro show sobre o Porto, já classificaram dois para as quartas-de-final e periga avançar mais um para essa fase, o Chelsea, que joga na semana que vem.

Quanto aos alemães, o Bayern de Robben conseguiu passar para a próxima fase, mesmo perdendo em Florença para a Fiorentina. E digo Bayern de Robben porque esse holandês, com seus dribles, assistências e gols providenciais, carrega seu time nas costas. E assim foi contra a Fiorentina, quando, perdendo por 3 a 1, driblou três e disparou um petardo no ângulo que garantiu a vaga ao Bayern.

Bem, se os ingleses podem meter até três times nas quartas, se os alemães, os espanhóis dois e os franceses, dois,  resta aos italianos torcer apenas para um – a Inter, que enfrenta o Chelsea, lá.

Um só. Mas, que pode ser o campeão.

Notas relacionadas:

  1. E MEXERAM COM OS DIABOS…
  2. DIABOS, SÓ 1 A 0?
  3. QUE AVAÍ É ESSE, MEU?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 8 de março de 2010 Futebol internacional | 16:01

O QUE HÁ COM KAKÁ?

Compartilhe: Twitter

Kaká deixou o campo, sábado, sob vaias dos torcedores merengues, na vitória de virada do Real sobre o Sevilha por 3 a 2. Errou passes, chutes a gol e ainda por cima cometeu a falta que resultou num dos gols sevilhanos.

Fosse por um dia daqueles em que nada dá certo, e não haveria vaias, provavelmente aplausos de incentivo a essa que é uma das duas grandes esperanças compradas a peso de ouro pelo Real – a outra, obviamente, é Cristiano Ronaldo.

As vaias, contudo, não surgem do nada, de um momento para o outro. São o transbordamento do copo cheio de veneno que se acumula rodada a rodada.

Na verdade, não é de hoje que se pode capturar no semblante de Kaká uma leve sombra, não sei se com certo toque de melancolia, se de temor ou de desencanto. Só sei que ela está ali, quase imperceptível, mas não invisível.

Em Milão, Kaká era o Príncipe, o senhor feudal do latifúndio de San Siro, Milaneto e demais domínio de um dos clubes mais poderosos do mundo. No Real, clube de igual porte, chegou dividindo espaço com Cristiano Ronaldo, além dos herdeiros de puro sangue madrilenho – Raúl e Guti.

Levou um tempinho para se adaptar, e, quando parecia que iria engrenar, foi abatido por uma lesão no púbis. Demorou para voltar, já sob suspeitas que essa lesão seria crônica, sem cura imediata, e, talvez, remota. Quer dizer: nosso craque deveria, segundo informações na mídia espanhola, passar o resto da sua carreira lambendo a ferida.

Logo ele, cujo futebol, se baseia, sobretudo, nas arrancadas fulminantes e nos dribles em velocidade, o que, claro, exige muito mais da musculatura do que um craque de estilo mais cerebral e técnico, daqueles que fazem a bola correr mais do que eles.

Kaká desmentiu veementemente essas insinuações, mas a pulga sempre fica atrás da orelha, ainda mais que o jogador não responde em campo todas as expectativas nele depositadas.

E a Copa vem aí, paramentada de todos os grandiosos símbolos que a representam. Talvez, a última chance de Kaká, em pleno vigor da idade, de timbrar sua carreira com um desempenho histórico, definitivo. Chance já perdida na Alemanha, diluída pela má performance de todos os brasileiros, inclusive ele.

Confesso que não sei o que está ocorrendo com Kaká. Mas, seja o que for, é bom Dunga debruçar-se sobre o assunto, já que, em seu elenco, não há nenhum outro meia de ofício para substituir Kaká numa eventualidade que começa a desenhar no ar, ainda que todos torçamos para que tudo isso não seja mais do que uma sombra passageira.

Mary Josephine e Tia Emília

Leio, neste dia reservado à mulher, que acaba de morrer Mary Josephine Ray, a mulher mais velha dos EUA, aos 114 anos de idade. Segundo os parentes, uma das razões de sua longevidade incrível era o amor que tinha pelas cartas e os esportes, sobretudo, a paixão que nutria pelo time de beisebol de Boston – o Red Sox.

Lembrei-me, então, de Tia Emília, que, se viva fosse, estaria por aí, passando dos cem anos.

Tia Emília era uma solteirona divertidíssima, faladeira, risonha, que morava com sua irmã Amélia num daqueles velhos casarões da rua Vergueiro, em cujo porão ela construiu um verdadeiro museu em homenagem ao São Paulo, seu clube de coração.

Lá estavam, devidamente distribuídos e rebrilhando em prateleiras, todos os objetos e artefatos referentes ao Tricolor que o amigo possa imaginar: pratos, canecas, espelhinhos, fitas, flâmulas, bandeiras, fotos, ingressos de jogos, bonés, camisas, o diabo!

Num canto, erguia-se singelo altar sobre o qual repousava uma foto colorizada de Leônidas da Silva, o Pelé dos anos 30/40, escoltado por duas velas permanentemente acesas, dia e noite.

Isso, numa época em que mulher se interessar por futebol era um anátema, uma heresia. Nem pensar! Lugar de mulher era em frente ao fogão, com os ouvidos ligados nas novelas da Rádio São Paulo, o Vale de Lágrimas da avenida Angélica.

Hoje, as mulheres, de todas as idades e classes sociais, não só embelezam os estádios, como correm atrás da bola com o empenho e a arte dos marmanjos mais famosas. Que o diga a nossa Marta, a melhor do mundo tantas vezes.

À Tia Emília, Mary Josephine e todas as suas parceiras, ergo minha taça num brinde ao seu dia, que, na verdade, são todos e muitos mais – aqueles que sobrevivem na memória, mesmo depois que elas nos deixam.

Notas relacionadas:

  1. O SAL DA TERRA
  2. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  3. QUE AVAÍ É ESSE, MEU?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 31 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais | 19:44

TIMÃO DE JORGE HENRIQUE, 1 a 0

Compartilhe: Twitter

Claro, a expulsão de Roberto Carlos, logo aos 8 minutos do primeiro tempo, um minuto depois do gol de Jorge Henrique, cabeça, em falta levantada por Tcheco da direita, alterou inteiramente o cenário do clássico no Pacaembu.

A partir daí até o apito final, o Palmeiras teve pleno domínio da bola e dos espaços, somou quase 70 por cento de posse de bola, provocou quase vinte escanteios contra um ou dois do Corinthians, se tanto.

Mas, esse domínio foi sempre infrutífero, pois não havia sentido de profundidade nas jogadas do Verdão, embora Felipe, num certo momento do segundo tempo, tenha feito três providenciais defesas.

Assim, o resultado de 1 a 0 para o Corinthians, na verdade, não revela nada além do já sabido: o alvinegro tem um elenco mais variado e forte do que o alviverde, limitado aos seus onze titulares, neste domingo, desfalcado de Diego Souza, que fez uma falta danada.

Além do mais, o Corinthians conta com esse múltiplo Jorge Henrique, que começou como atacante, fez o gol, e depois foi jogar de lateral-esquerdo, para cobrir a ausência de Roberto Carlos, e dali partia para criar as jogadas mais agudas de seu time, em contragolpe.

Pensando bem, todos os astros cintilantes do Corinthians, no fundo, no fundo, giram em torno do modesto mas imprescindível Jorge Henrique.

Robinho e os meninos

Robinho assume, nesta segunda-feira, seu lugar no recreio dos meninos da Vila. Um recreio alegre e risonho, onde a garotada corre daqui pra lá, aos saltos e meneios, e, quando menos se espera, mete a bola nas redes.

Foi assim, mais uma vez, sábado, diante do Oeste, quando os meninos da Vila, se não conseguiram reproduzir as goleadas recentes, muito fizeram para obtê-la.
Wesly meteu uma na trave, no primeiro tempo, André completou bela trama no segundo e Neymar fechou o placar em passe exato de Madson: 2 a 0, só.

Mas, que delícia de futebol… Esses meninos transformam o futebol no que ele deve ser: um brinquedo. Sério, objetivo, funcional, como querem os adultos, que é pra ninguém ficar de castigo depois da aula. Aula em que eles estão se transformando em professores, sem perder, porém, o gosto pelas travessuras da bola enfiada sob as pernas do adversário e outros bichos.


Clássico inglês

Isso, sim, é clássico que se preza. Arsenal e Manchester United, na tarde de domingo, ofereceram um espetáculo de alto nível técnico, muito empenho e emoção de início ao fim.

Era bola lá e cá, até que os Diabos Vermelhos abriram o placar com um gol de placa de Nani. O português recebeu na direita, cercado por dois. Súbito, passou por entre eles, limpou o beque da sobra e, ao tentar cruzar para Park, sozinho na cara do gol, recebeu o involuntário toque do goleiro que mandou a bola para as próprias redes.

Logo depois, Rooney domina na sua intermediária, lança Nani, que dispara e cruza para Rooney materializar-se na área e guardar. Por fim, Park completou o placar já no segundo tempo, e o Arsenal arriou.

Milan, devagar

O Milan, que parecia ter encontrado seu jogo há algumas rodadas, tropeçou novamente.

Desta vez, diante do Livorno, em pleno San Siro: 1 a 1. Embora tivesse o controle da partida o tempo todo, e Ronaldinho, mais uma vez, inspirado, não conseguiu o golzinho da vitória, parte pela excelência da defesa adversária; parte maior, por sua incompetência.

Kaká, huummm…

Kaká é que parece estar ainda à sombra de seu melhor futebol no Real, onde quem voltou a brilhar foi o polêmico Guti, autor de jogada sensacional num dos gols de seu time sobre o La Coruña: de repente, surgiu na cara do goleiro, que fechava bem o ângulo; num átimo, Guti percebeu a chegada de seu companheiro Benzema por trás, e deu-lhe inesperado toque de calcanhar. Benzema só escolheu o canto.

Notas relacionadas:

  1. CHICÃO E GRANÉ
  2. VERDÃO, TIMÃO E A DIFERENÇA
  3. E DEU A LÓGICA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 Futebol internacional | 22:51

BOM, BONITO E BARATO

Compartilhe: Twitter

O Barça é um clube riquíssimo. Visitar as dependências desse clube é uma viagem à Disneylândia do futebol. E sua sala de troféus, um museu.

E é tudo isso sem captar um tostão na venda dos espaços do seu uniforme. Ao contrário: paga para ostentar o logotipo da Unesco, organismo de apoio social.

Vive apenas da receita que lhe oferecem os torcedores (seja, como associados do clube; seja, lotando o Camp Nou a cada jogo, estando o time bem ou mal) e a cota da TV. Investe quase nada, comparando aos outros grandes da Europa – Real, Chelsea, Manchester, Bayern de Munique, Milan, Inter etc. – na contratação de jogadores, preferindo revelar seus próprios craques, como Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi, Pedro Rodrigues, Bojan, inclusive Messi, eleito o melhor do mundo pela Fifa, argentino que lá desembarcou aos 13 anos de idade.

Sua última grande contratação foi Ibrahimovic, que, na verdade, veio na troca com Eto’o, artilheiro desprezado pelo Real, que o Barça recolheu num clube modesto da Espanha – o Getafe, se não me falha a memória – para transformá-lo numa estrela mundial.

Quando traz um Ronaldinho Gaúcho ou um Henry, é a preço de banana, no mercado europeu, ou porque o cara não está dando certo no clube anterior (caso de Ronaldinho no PSG) ou porque já cumpriu seu ciclo (caso de Henry no Arsenal).

É só uma questão de boa gestão, que começa pela ideia básica segundo a qual o time deve sempre praticar um futebol bonito (e, para tanto, os jogadores adequados são garimpados no mercado ou forjados nas bases com esse objetivo). O resto é consequência.

A FUGA DE OSCAR

No fundo, no fundo, seja por incitação de terceiros ou não, o menino Oscar, que o São Paulo tratava como joia rara de suas categorias de base, aprontou essa quizumba jurídica porque queria jogar bola, só isso.

Jogador quer jogar, essa é a lei básica do futebol. E jogador jovem, ainda por cima, é mais afoito. Sobretudo, quando percebe que sua bola está à altura do time, se não, acima.

Confesso que ainda não tenho uma ideia formada sobre o futebol de Oscar, pois o vi por alguns poucos minutos neste tempo todo desde que ele foi alçado à equipe titular.

Mas, o que vi me sugere que tem condições de jogar mais.

De qualquer jeito, mesmo que fique, o encanto foi quebrado.

O DESTINO DE LOVE

Para continuar no Palmeiras, Wagner Love quer garantias do Palmeiras de que ele e sua família serão devidamente protegidos da sanha desses marginais que vestem a camisa da torcida uniformizada e que já o agrediram no meio da rua.

Eis algo que o clube não pode assegurar por completo, e o craque sabe disso, assim como seu representante. Numa cidade em que não há segurança para o cidadão comum na avenida Paulista, ao meio-dia, como garantir a integridade de uma figura notória como ele?

Na verdade, por falta de um bode expiatório, o palestrino resolveu transformar Love, assim como Diego Souza, nessa figura tradicional da fábula humana.

Ora, como o Flamengo está atrás de um atacante desse nível para reforçar-se ainda mais com vistas à Copa Libertadores, caiu a sopa no mel.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. NOITE DE DECISÕES
  3. MUNDIAL DE CLUBES?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:58

VITÓRIA QUE VALE O DOBRO

Compartilhe: Twitter

Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.

Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.

O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

LIGA E MUNDIAL

Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.

A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.

Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.

Notas relacionadas:

  1. EMOÇÃO EM DOBRO
  2. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  3. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 29 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 19:09

O CLÁSSICO ESCONDIDO

Compartilhe: Twitter

Como prever o que poderá ocorrer no clássico decisivo entre São Paulo e Palmeiras se os dois treinadores escondem os times que entrarão em campo? Técnicos, esquemas, tradições, camisas, retrospectos, campo, tudo isso pesa, sim, num clássico desses. Mas, quem resolve mesmo a parada são os jogadores. Um deles colocado em posição errada, outro que fique de fora, podem fazer a grande diferença, no fim das contas.

Pegue o exemplo de Cleiton Xavier: joga, não joga? Se não jogar, Muricy optará por um volante tipo Sandro Silva ou Jumar, ou preferirá Deyvid Sacconi, que até hoje não se frmou no time, mas que leva mais jeito do titular do que os demais? ou terá uma recaída e escalará um terceiro zagueiro, pra bater ficha com o esquema do adversário, que herdou esse time dele mesmo, Muricy?

Já Ricardo Gomes, embora esconda o jogo, não dá sinais de que está muito preocupado com esses detalhes, pois deve ir com o sistema de jogo e a escalação que deram certo até à última rodada. Mas, deveria. Se, com seus três zagueiros, der espaço para o Palmeiras dominar o meio de campo, a coisa pode ficar preta – ou melhor: verde.

PELAS OROPA

Que sábado, nas Oropa, parceiro!

A começar pelo clássico inglês vencido pelo Manchester United por 2 a 1 sobre o Arsenal. Jogo mais emperrado do que se esperava, mesmo porque ambos cuidaram de reforçar a marcação no meio de campo, extraindo o poder de criação dos dois.

O Arsenal, embora tivesse o domínio das ações a maior parte do tempo, jamais foi aquele time de toque de bola hipnótico, muito por causa da ausência de Fabregas – Song, Eboué e Diaby, que prencheram o setor ao lado de Denílson, preferem a condução de bola e o drible. Mesmo assim, abriu o placar com Arshavin, e poderia ter ampliado com um tiro na trave de Van Persie, em cobrança de falta, e outra, diante do gol, perdida.

O Manchester, sentindo muito a perda de Ronaldo Cristiano, virou, em pênalti, sofrido e cobrado por Rooney, e num gol contra absurdo de Diaby.

Por falar em Cristiano Ronaldo, o português foi muito discreto na estreia do Real no Campeonato Espanhol, vitória por 3 a 2 sobre o Deportivo La Coruña. Kaká já foi um tanto melhor, e marcou presença com um passe genial para Benzema disparar no poste e Raúl marcar, no rebote. Enfim, o Real foi muito melhor mas ainda está longe de ser aquele timaço que poderá vir a ser.

Quem deixou o galáctico Real para refazer sua fama foi o holandês Robben, que entrou no segundo tempo contra o Wolsfburg para se transformar na sensação do Bayern de Munique, que recuperopu também o francês Ribéry: fez dois gols (num deles, deixou o beque deitado na área, num corte esperto) e algumas jogadas de alta classe.

Por fim, no clássico de Milão, Dio Mio1: 4 a 0 para a Inter, num jogo fogoso, em que Ronaldinho Gaúcho correu muito mas produziu pouco. Pelo andar da carruagem, a Inter vai levar o penta no beiço.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. VAI SER DURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 8 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 21:43

QUE AVAÍ É ESSE, MEU?

Compartilhe: Twitter

Claro, o peixeiro amigo está aí maldizendo seu time, que vencia por 2 a 0, já segundo tempo avançando, e acabou cedendo o empate para o Avaí. Mesmo porque o Santos perdeu umas duas chances de ouro para ampliar o marcador, sobretudo com seu artilheiro Kleber Pereira.

Mas, há que admitir a espetacular arrancada do Avaí, que somou na Vila sua oitava partida consecutiva sem perder, largando a lanterna outro dia para vir aquecer-se ao sol de muitas esperanças já lá pra além do meio da tabela.

E muito deve o Avaí, nessa espetacular. reação ao seu meia Marquinhos, aquele Marquinhos Paraná que surgiu anos atrás como grande revelação do futebol paranaense, mas que passou obscuro por São Paulo, Flamengo, uma dezena de clubes, para ressurgir agora no Avaí de Silas.

Marquinhos é um daqueles meias serenos, que sabem fazer a bola circular, quando não a metem na medida para um companheiro em posição de concluir na cara do gol, tão raros no nosso atual futebol. Nao é nenhum craque excepcional, nada disso. Mas, sabe jogar. Ou mais do que isso: sabe fazer seu time jogar.

Quanto ao Santos… Bem, ou Luxa volta aos seus antigos conceitos, ou irá seguindo nesse passo: um pra frente, um pra trás.

KAKÁ E EUSÉBIO

Kaká estreou no Real, na goleada sobre o Toronto, em amistoso preparatório para temporada européia prestes a se iniciar. Jogou só o primeiro tempo, não marcou nenhum gol, mas teve boa movimentação, entrando em sincronia com seus ilustres parceiros de ataque: Cristiano Ronaldo, Raúl e Benzema.

A propósito, vale esperar pra ver se o técnico Pellegrini vai apostar mesmo nesse quarteto ofensivo para os jogos de verdade. Será uma ousadia inusitada até mesmo para o futebol europeu que avançou muito nesse sentido nos últimos anos.

Já o Milan, que Kaká deixou outro dia, que desastre… Empatou por 1 a 1 com o Benfica no Estádio da Luz, é verdade, e só perdeu nos pênatis. Mas, não jogou um tostão de bola. Foi envolvido inteiramente pelo Benfica de Ramires, Aimar e cia. bela ao longo de toda a partida, e só não levou um saco porque a dupla de zaga Nesta-Thaigo Silva salvou tudo no último momento.

Nos pênaltis, o Benfica saiu vencedor, graças, entre outros, a Ronadinho Gaúcho, que havia entrado no segundo tempo e que desperdiçou sua cobrança, e ficou com a Taça Eusébio.

Kaká e Eusébio… De súbito, a linha da memória atravessa quatro décadas unindo um ao outro, pelas semelhanças e diferenças. As semelhanças: ambos, meias-ofensivos, destros, donos de arrancadas incontroláveis e um irrepreensível senso de profissionalismo. A diferença: Eusébio foi gênio, goleador implacável, que aduzia às arrancadas impetuosas uma capacidade singular no cabeceio; Kaká é craque, grande estrela, mas ainda não pode ser chamado de gênio.

Na verdade, de todos os imensos craques que vi em campo, Eusébio foi o que mais se aproximou de Pelé, no estilo e eficiência, embora entre um e outro haja um abismo.

Outra diferença: Kaká, neste futebol tão carente de meias-armadores, tem que ser arco e flecha, ponto de partida e de chegada, enquanto Eusébio teve atrás de si, tanto no Benfica bicampeão mundial, quanto na Seleção Portuguesa terceira colocada na Copa da Inglaterra, a genialidade do passe mágico de Coluna.

De resto, é bola que segue, na esteira dos craques de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. KAKÁ E O DUCE
  3. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 10 de junho de 2009 Futebol internacional | 16:21

KAKÁ E O DUCE

Compartilhe: Twitter

Quando um chefe de Estado da importância de um Sílvio Berlusconi, o novo Duce da Itália e senhor absoluto do Milan, atribui a derrota nas eleições gerais de seu país aos escândalos matrimoniais e, sobretudo, à venda de Kaká para o Real, significa que uma das mais antigas civilizações do mundo está em crise séria.

É a quintessência do populismo de direita, que, em geral, costuma perdoar o chefão por seus pulinhos fora de casa, prova do machismo típico desses eleitores, afora os bolsões mais catolicamente conservadores. Mas, jamais perdoarão o ídolo caído.

Portanto, há de se concluir que a saída de Kaká do Milan teve importância maior no resultado das eleições italianas do que as estripulias de alcova do manda-chuva de plantão. Quer dizer: o pessoal vota como se participasse de um blog de futebol. Aliás, não foi por acaso que Berlusconi condicionou o negócio com o Real à divulgação oficial do fato para só depois das eleições. O bicho conhece seu eleitorado.

Traduzindo: a turma não vota no programa dos partidos, nos planos do governo, nada disso, mesmo porque isso não fez parte do repertório de Berlusconi e da fascistóide Lega Lombarda, que passou o tempo todo se defendendo de seus desvarios.

Quanto a Kaká, fustigado por críticas de Boban, ex-craque do Milan, e de grande parte da mídia, por ter declarado seu amor eterno ao Milan, antes de assinar com o Real, é bom lembrar que ele sempre condicionou sua permanência no rossonero ao desejo do clube em mantê-lo. Quem quis se desfazer de Kaká, em troco de uma grana sentida, foi o Milan, não Kaká.

Notas relacionadas:

  1. SE NE VA KAKÁ?
  2. O FICO DE KAKÁ
  3. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última