30/09/2009 - 23:58
Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.
Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.
O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano
LIGA E MUNDIAL
Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.
A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.
Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Cristiano Ronaldo, Kaká, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-20, Náutico, Real Madrid, São Paulo
29/08/2009 - 19:09
Como prever o que poderá ocorrer no clássico decisivo entre São Paulo e Palmeiras se os dois treinadores escondem os times que entrarão em campo? Técnicos, esquemas, tradições, camisas, retrospectos, campo, tudo isso pesa, sim, num clássico desses. Mas, quem resolve mesmo a parada são os jogadores. Um deles colocado em posição errada, outro que fique de fora, podem fazer a grande diferença, no fim das contas.
Pegue o exemplo de Cleiton Xavier: joga, não joga? Se não jogar, Muricy optará por um volante tipo Sandro Silva ou Jumar, ou preferirá Deyvid Sacconi, que até hoje não se frmou no time, mas que leva mais jeito do titular do que os demais? ou terá uma recaída e escalará um terceiro zagueiro, pra bater ficha com o esquema do adversário, que herdou esse time dele mesmo, Muricy?
Já Ricardo Gomes, embora esconda o jogo, não dá sinais de que está muito preocupado com esses detalhes, pois deve ir com o sistema de jogo e a escalação que deram certo até à última rodada. Mas, deveria. Se, com seus três zagueiros, der espaço para o Palmeiras dominar o meio de campo, a coisa pode ficar preta – ou melhor: verde.
PELAS OROPA
Que sábado, nas Oropa, parceiro!
A começar pelo clássico inglês vencido pelo Manchester United por 2 a 1 sobre o Arsenal. Jogo mais emperrado do que se esperava, mesmo porque ambos cuidaram de reforçar a marcação no meio de campo, extraindo o poder de criação dos dois.
O Arsenal, embora tivesse o domínio das ações a maior parte do tempo, jamais foi aquele time de toque de bola hipnótico, muito por causa da ausência de Fabregas – Song, Eboué e Diaby, que prencheram o setor ao lado de Denílson, preferem a condução de bola e o drible. Mesmo assim, abriu o placar com Arshavin, e poderia ter ampliado com um tiro na trave de Van Persie, em cobrança de falta, e outra, diante do gol, perdida.
O Manchester, sentindo muito a perda de Ronaldo Cristiano, virou, em pênalti, sofrido e cobrado por Rooney, e num gol contra absurdo de Diaby.
Por falar em Cristiano Ronaldo, o português foi muito discreto na estreia do Real no Campeonato Espanhol, vitória por 3 a 2 sobre o Deportivo La Coruña. Kaká já foi um tanto melhor, e marcou presença com um passe genial para Benzema disparar no poste e Raúl marcar, no rebote. Enfim, o Real foi muito melhor mas ainda está longe de ser aquele timaço que poderá vir a ser.
Quem deixou o galáctico Real para refazer sua fama foi o holandês Robben, que entrou no segundo tempo contra o Wolsfburg para se transformar na sensação do Bayern de Munique, que recuperopu também o francês Ribéry: fez dois gols (num deles, deixou o beque deitado na área, num corte esperto) e algumas jogadas de alta classe.
Por fim, no clássico de Milão, Dio Mio1: 4 a 0 para a Inter, num jogo fogoso, em que Ronaldinho Gaúcho correu muito mas produziu pouco. Pelo andar da carruagem, a Inter vai levar o penta no beiço.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Arsenal, Internazionale, Manchester United, Milan, Muricy Ramalho, Palmeiras, Real Madrid, Ricardo Gomes, São Paulo
08/08/2009 - 21:43
Claro, o peixeiro amigo está aí maldizendo seu time, que vencia por 2 a 0, já segundo tempo avançando, e acabou cedendo o empate para o Avaí. Mesmo porque o Santos perdeu umas duas chances de ouro para ampliar o marcador, sobretudo com seu artilheiro Kleber Pereira.
Mas, há que admitir a espetacular arrancada do Avaí, que somou na Vila sua oitava partida consecutiva sem perder, largando a lanterna outro dia para vir aquecer-se ao sol de muitas esperanças já lá pra além do meio da tabela.
E muito deve o Avaí, nessa espetacular. reação ao seu meia Marquinhos, aquele Marquinhos Paraná que surgiu anos atrás como grande revelação do futebol paranaense, mas que passou obscuro por São Paulo, Flamengo, uma dezena de clubes, para ressurgir agora no Avaí de Silas.
Marquinhos é um daqueles meias serenos, que sabem fazer a bola circular, quando não a metem na medida para um companheiro em posição de concluir na cara do gol, tão raros no nosso atual futebol. Nao é nenhum craque excepcional, nada disso. Mas, sabe jogar. Ou mais do que isso: sabe fazer seu time jogar.
Quanto ao Santos… Bem, ou Luxa volta aos seus antigos conceitos, ou irá seguindo nesse passo: um pra frente, um pra trás.
KAKÁ E EUSÉBIO
Kaká estreou no Real, na goleada sobre o Toronto, em amistoso preparatório para temporada européia prestes a se iniciar. Jogou só o primeiro tempo, não marcou nenhum gol, mas teve boa movimentação, entrando em sincronia com seus ilustres parceiros de ataque: Cristiano Ronaldo, Raúl e Benzema.
A propósito, vale esperar pra ver se o técnico Pellegrini vai apostar mesmo nesse quarteto ofensivo para os jogos de verdade. Será uma ousadia inusitada até mesmo para o futebol europeu que avançou muito nesse sentido nos últimos anos.
Já o Milan, que Kaká deixou outro dia, que desastre… Empatou por 1 a 1 com o Benfica no Estádio da Luz, é verdade, e só perdeu nos pênatis. Mas, não jogou um tostão de bola. Foi envolvido inteiramente pelo Benfica de Ramires, Aimar e cia. bela ao longo de toda a partida, e só não levou um saco porque a dupla de zaga Nesta-Thaigo Silva salvou tudo no último momento.
Nos pênaltis, o Benfica saiu vencedor, graças, entre outros, a Ronadinho Gaúcho, que havia entrado no segundo tempo e que desperdiçou sua cobrança, e ficou com a Taça Eusébio.
Kaká e Eusébio… De súbito, a linha da memória atravessa quatro décadas unindo um ao outro, pelas semelhanças e diferenças. As semelhanças: ambos, meias-ofensivos, destros, donos de arrancadas incontroláveis e um irrepreensível senso de profissionalismo. A diferença: Eusébio foi gênio, goleador implacável, que aduzia às arrancadas impetuosas uma capacidade singular no cabeceio; Kaká é craque, grande estrela, mas ainda não pode ser chamado de gênio.
Na verdade, de todos os imensos craques que vi em campo, Eusébio foi o que mais se aproximou de Pelé, no estilo e eficiência, embora entre um e outro haja um abismo.
Outra diferença: Kaká, neste futebol tão carente de meias-armadores, tem que ser arco e flecha, ponto de partida e de chegada, enquanto Eusébio teve atrás de si, tanto no Benfica bicampeão mundial, quanto na Seleção Portuguesa terceira colocada na Copa da Inglaterra, a genialidade do passe mágico de Coluna.
De resto, é bola que segue, na esteira dos craques de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Avaí, Kaká, Manuel Pellegrini, Milan, Real Madrid, Santos, Vanderlei Luxemburgo
10/06/2009 - 16:21
Quando um chefe de Estado da importância de um Sílvio Berlusconi, o novo Duce da Itália e senhor absoluto do Milan, atribui a derrota nas eleições gerais de seu país aos escândalos matrimoniais e, sobretudo, à venda de Kaká para o Real, significa que uma das mais antigas civilizações do mundo está em crise séria.
É a quintessência do populismo de direita, que, em geral, costuma perdoar o chefão por seus pulinhos fora de casa, prova do machismo típico desses eleitores, afora os bolsões mais catolicamente conservadores. Mas, jamais perdoarão o ídolo caído.
Portanto, há de se concluir que a saída de Kaká do Milan teve importância maior no resultado das eleições italianas do que as estripulias de alcova do manda-chuva de plantão. Quer dizer: o pessoal vota como se participasse de um blog de futebol. Aliás, não foi por acaso que Berlusconi condicionou o negócio com o Real à divulgação oficial do fato para só depois das eleições. O bicho conhece seu eleitorado.
Traduzindo: a turma não vota no programa dos partidos, nos planos do governo, nada disso, mesmo porque isso não fez parte do repertório de Berlusconi e da fascistóide Lega Lombarda, que passou o tempo todo se defendendo de seus desvarios.
Quanto a Kaká, fustigado por críticas de Boban, ex-craque do Milan, e de grande parte da mídia, por ter declarado seu amor eterno ao Milan, antes de assinar com o Real, é bom lembrar que ele sempre condicionou sua permanência no rossonero ao desejo do clube em mantê-lo. Quem quis se desfazer de Kaká, em troco de uma grana sentida, foi o Milan, não Kaká.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Kaká, Milan, Real Madrid, Silvio Berlusconi
02/06/2009 - 17:18
Nesta noite de quarta, vamos conhecer os dois finalistas da Copa do Brasil, atalho mais suave para a Libertadores.
No Pacaembu, o Corinthians recebe o Vasco, precisando de uma vitória simples. Simples, não? Nem pensar, pois o Vasco está se encorpando nas mãos de Dorival Júnior, e, com esse Pimpão mais do que nunca pimpão e iluminado, ao lado de Elton, bom centroavante, com Carlos Alberto e Jefferson na armação, o Almirante chega com grandes chances de afundar o barco corintiano, já que o empate por mais de dois gols lhe assegura a ida às finais.
O Timão, porém, é mais time, mais escolado e justo. E terá Ronaldo Fenômeno lá na frente, o que representa o infinito.
Desconfio que, com o apoio da Fiel, dá Corinthians. Mas…
Já o Inter não terá sua vibrante torcida colorada a seu favor. Ao contrário: nesse quesito, o Coritiba dará de goleada.
Todavia, o Inter já pisa o gramado com uma vantagem significativa pela vitória categórica no jogo do Beira-Rio. Além do que, tem um elenco e um time bem mais afinado do que o Coxa.
KAKÁ MERENGUE
No exato instante em que Leonardo assume a direção técnica do Milan, anunciando que contará com Kaká e Ronaldinho para aplicar um futebol mais ofensivo na sua equipe, os jornais espanhóis dão como certa a transferência de Kaká para o Real, pela bagatela de 65 milhões de euros.
Acho pouco provável que o negócio mele, pois atende ao interesse duplo: do Milan, que está no vermelho, e de Kaká, que vê nessa negociação a possibilidade de multiplicar seu patrimônio e ainda por cima jogar num clube de ponta do mundo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Futebol internacional
Tags: Corinthians, Coritiba, INTER, Kaká, Milan, Real Madrid, Vasco
02/05/2009 - 17:55
Bem, este é o domingo tenso, aquele em que se decidem alguns dos principais estaduais brasileiros.
No Pacaembu, o Corinthians recebe o Santos com a vantagem de três gols, o maior entrosamento de sua equipe e… Ronaldo. Não é pouco, se a isso tudo acrescentarmos a Fiel flamante, disposta a celebrar um título paulista invicto.
Mas, o Timão não terá Chicão, seu melhor beque e artilheiro da equipe. E o Santos poderá contar com Rodrigo Souto, se não o melhor volante do campeonato, um deles.
Jogador por jogador, a superioridade corintiana nem é tanta quanto sugere as campanhas de ambos no torneio. Talvez, ganhe mais nas opções. Mas, está mais ajustado, pelo tempo, e isso sempre conta.
Contudo, o Santos é bem capaz de surpreender. Não sei se o suficiente para virar o jogo do campeonato, mas o suficiente para ganhar essa partida.
NO RIO
Tirei o domingo para descansar/ Mas, não descansei, que louco fui eu/ Regressei do futebol/ Todo queimado de sol/ o Flamengo perdeu pro Botafogo/ Meu patrão é vascaíno e de mIm vai gozar (…)/ Zizinho passa a Pirilo, Pirilo serve a Nandinho, que preparou pra chutar…/ Aí, o juiz apitou tempo regulamentar/ Que azar!
Esses versos são de um samba antológico, o rubro-negro Wilson Batista, gênio da raça, uma das raras gravações de Vassourinha, que morreu aos 21 anos de idade no início dos anos 40, e que forma com Luís Barbosa, Cyro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Roberto Silva (Moreira da Silva é outro departamento) o quarteto de ases do chamado samba liso ou sincopado, gênero extinto pela falta de bossa de seus eventuais sucessores.
Mas, nem de longe significam uma profecia para o que vai acontecer neste domingo no Maracanã. Afinal, o Flamengo segue sendo um time tão forte como o Botafogo, embora este tenha cumprido melhor campanha ao longo das duas taças cariocas.
Sucede que o Bota acaba de perder dois de seus jogadores essenciais de frente: Maicosuel e Reinaldo. É muito. Mas, como o Fla sofre de esterilidade crônica em seu ataque, tudo é possível. Quem sabe, um bocejante zero a zero, que levará a decisão aos pênaltis, no fim.
EM MINAS
Em Minas, a vantagem do Cruzeiro é avassaladora. Não apenas pelos 5 a 0 no primeiro jogo da decisão, mas, sobretudo, porque esse placar refletiu a superioridade da Raposa sobre o Galo.
Clássico é clássico. E esse é um dos históricos do futebol brasileiro. Portanto, o Galo, apesar de tudo, pode se superar. Mas, duvido que o suficiente para tirar essa vantagem.
QUE É ISSO, BARÇA!
Até que no início um dos maiores clássicos do planeta foi uma vertigem, lá e cá. Duas chances claras pra cada lado, até que o Real ousou abrir a contagem com Higuain, de cabeça, em cruzamento de Sérgio Ramos – que, no segundo tempo, marcaria o seu -, em troca de passe com Robben, o único a se salvar no Real, além do goleiro Casillas.
Foi o estopim para o Barça detonar o seu toque de bola hipnótico, e botar o Real na roda: em seis minutos, já havia virado a partida para 2 a 1, com Henry e Puyol.
A partir daí, foi um show de Messi sobre uma defesa merengue que se liquefazia a cada ataque catalão. E, depois uma série de gols perdidos, Messi ampliou para 3 a 1, prenúncio da goleada histórica por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu, campo do Real, com mais dois de Henry, outro de Messi e a pá de cal com o zagueiro Piqué.
Foi um baile silencioso como se os craques do Barça estivessem praticando a Sardana, aquela dança arcana que os catalães repete religiosamente todas as manhãs de domingo diante da Catedral Gótica de Barcelona, um ritual tão antigo quanto a origem de sua refinada civilização.
NA VELHA ALBIÓN
E, lá, na Velha Albión, Manchester e Arsenal livraram-se facilmente de seus respectivos adversários – Middelsbrough e Portsmouth: 2 a 0 e 3 a 0. Ambos, por sinal, muito desfalcados. O Manchester, poupando boa parte do time que enfrentará o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa. O Arsenal, porque tem uma legião de contundidos.
Assim, os Diabos Vermelhos seguem firmes em direção à Liga da Inglaterra, um dos seus tantos objetivos na temporada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
Tags: Arsenal, Atlético-MG, Barcelona, Botafogo, Chicão, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Manchester United, Paulistão, Real Madrid, Santos
26/04/2009 - 12:38
Um time que tem, do meio de campo pra frente, Pirlo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Schevchenko, Inzaghi, Seedorf, Pato, sei lá quem mais, não pode, sob pena de lesar o futebol, se acomodar como o Milan o fez diante de um Palermo entregue, ao fazer o placar de 3 a 0, dois gols de pênalti de Kaká e um, de cabeça, de Inzaghi.
Veja se Barça, Manchester United, Arsenal, Liverpool, Chelsea, até mesmo o Real, renunciam à ambição de golear se a situação se apresenta como a deste domingo? Nem mortos! Ainda mais que o Milan precisa, desesperadamente, recuperar a grandeza perdida há um ano, por baixo.
Sim, claro, melhorou muito em relação ao que estava sendo nesta temporada, mas é evidente a falta de tesão do time – joga na medida do necessário, o que é pouco pelos recursos que tem.
E, bem, nesse quesito, ninguém supera Ronaldinho Gaúcho, que entrou no segundo tempo e ficou ali tentando tocar a bola de ladinho e nem isso conseguiu produzir com efeito.
Não sei o que se passa com esse rapaz, que, nesta quadra de sua vida – coisa de 28/29 anos de idade – deveria estar no auge da produtividade. Jogar bola, ele sabe, todo mundo sabe. Mas, simplesmente, passa a sensação de que abdicou disso.~
Não sei se há algum problema físico que tolhe seus movimentos, ou se apenas perdeu qualquer interesse no jogo.
O fato é que há três anos, no Barça e agora no Milan, não revela a mínima intenção de tentar, ao menos, recuperar seu estágio anterior. Uma pena, em nome do futebol.
Já o Arsenal, que bateu o Middelsbrough por 2 a 0, pelo Campeonato Inglês, exibe uma enorme vontade de golear, mas não consegue. Toca a bola com um refinamento semelhante ao do Barça, mas, na hora da conclusão… huuumm…
Tanto, que os dois gols foram feitos pelo volante-meia Fabregas, ambos fruto de belas tramas e invenções pessoais. É verdade que o artilheiro Adebayor passou a maior parte do tempo no banco, poupado certamente para o confronto do meio de semana, pela Liga dos Campeões.
Contudo, se não goleia, diverte, com seu toque-toque lépido e inteligente.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Arsenal, Chelsea, Inzaghi, Kaká, Liverpool, Manchester United, Milan, Pato, Pirlo, Real Madrid, Ronaldinho Gaúcho, Schevchenko, Seedorf
10/03/2009 - 18:59

Quando o presidente da Fifa, Sepp Blatter, diz que o futebol inglês está muito além dos demais grandes centros europeus, em tudo – grana, organização e força técnica de seus principais times - só está declarando o óbvio. Só não vê quem não quer ou não acompanha os campeonatos do Velho Mundo.
Ainda nesta terça-feira, dois britânicos já saltaram para as quartas-de-final da Liga dos Campeões, passando por dois gigantes do continente: o Chlesea, ao empatar por 2 a 2 com a Juventus, em Turim, e o Liverpool pulverizando o Real em casa – 4 a 0.
Juve e Chelsea, é verdade, protagonizaram um espetáculo mais equilibrado. Por isso mesmo, mais emocionante. Mas, o Chelsea, sob o comando do holandês Hiddink, o substituto de Felipão, foi sempre mais orgânico do que a Juve, que abriu o placar com Iaquinta e sofreu o empate com Essien, de volta, finalmente.
Del Piero colocou, na cobrança de pênalti cometido por Belletti, ao meter as duas mãos na bola em falta batida, mas Drogba, recebendo preciso passe de Belletti, empatou e levou seu time adiante, deixando a Juve na beira do caminho.
Já o Liverpool meteu um chocolate no Real, com dois gols de Gerrard. Placar que revela a imensa superioridade dos vermelhos sobre os merengues, ao longo de toda a partida, com exceção de um hiato no segundo tempo, quando os espanhóis por pouco não diminuiram a desvantagem.
É verdade que os dois primeiros gols do Liverpool merecem restrições: no primeiro, Torres puxa o beque brasileiro Pepe antes de finalizar; no segundo, pênalti inexistente do argentino Heinze – o rapaz cortou de ombro, e o bandeirinha considerou como toque de braço.
De qualquer forma, o Liverpool teve tal domínio sobre o espírito do jogo, a bola e os espaços que nem dá para atribuir a esses erros vitais da arbitragem o resultado final.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Chelsea, Copa 2014, Del Piero, Inglaterra, Juventus, Liga dos CAmpeões, Liverpool, Real Madrid
15/02/2009 - 18:50
Quem fez uma bela partida, neste domingo, foi o lateral-esquerdo Marcelo, na goleada do Real sobre o Gijón.
Entre outras coisas, marcou um golaço, que veio coroar a semana brilhante do garoto, um dos destaques na vitória brasileira sobre a Itália, em Londres, na terça-feira.
E outro que veio se juntar às nossas esperanças foi o menino Rodrigo Possebon, que entrou para assentar o meio-de-campo do Manchester na goleada por 4 a 1 sobre o Derby Count, pela Copa da Inglaterra, num momento em que os Diabos Vermelhos começaram a vacilar naquele setor.
Esses meninos, que aparecem por todos os cantos, é que são o sal de nossa terra.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Derby County, Manchester United, Marcelo, Real Madrid, Sporting Gijón
05/11/2008 - 19:29
Seguramente, não foi uma rodada para inglês ver, nem lembrar. No máximo, para sofrer, pois nenhum de seus fortes candidatos ao título da Liga dos Campeões passou ileso neste meio de semana.
Na terça, o Chelsea de Felipão levou uma biaba da Roma, no estádio Olímpico, por 3 a 1, em partida exemplar do veteraníssimo Panucci – lateral, beque, volante e goleador.
E, na quarta, o Arsenal, embora alugasse meio-campo não saiu do empate por 0 a 0 com o Fenerbahçe, enquanto o Manchester empatava por 1 a 1 com o Celtic, na Escócia de Sir Ferguson.
Fotos: AP

Wenger, Felipão, Ferguson e Benítez: nenhum deles saiu feliz da rodada da Liga dos Campeões
Não vi esse jogo, mas apenas os gols, além de colher algumas informações superficiais, o bastante para saber que os Diabos Vermelhos não enfrentarem o Celtic com a devida determinação, pois Rooney passou todo o primeiro tempo no banco.
Já o Arsenal, vi. Naquele toque-toque, tico-tico hipnótico, envolveu completamente o Fenerbahçe, que não fez nada a não ser se defender. Van Persie perdeu dois gols feitos e, no fim, a frustração.
Sucede que a frustração não baixou apenas sobre os ingleses. Os catalães saíram do Camp Nou, mãos no bolso, chutando chapinhas na rua, pelo empate por 1 a 1 com o fragilíssimo Basel. E a poderosa Inter de Mourinho, que dizer?: 3 a 3 com o Anorthosis, em Nicósia, Chipre, creiam.
Uma pancada nas cabeças coroadas dos técnicos Felipão, Wenger, Ferguson, Guardiola etc. E, mais uma vez, no Santiago Bernabéu, a velha lição: pode montar o esquema que quiser, elaborar os mais comoventes discursos motivadores, fazer isto ou aquilo, que, quem, na verdade, decide é o craque.
E Del Piero, o velho Del Piero, o tantas vezes desprezado pela Azzurra Del Piero, em dois disparos definiu a vitória de sua Juve sobre o Real.
Em meio a tantos mistérios, o futebol não tem segredo, quer queiram ou não.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Alex Ferguson, Anorthosis Famagusta, Arsenal, Arsene Wenger, Basel, Camp Nou, Celtic, Chelsea, Del Piero, Felipão, Fenerbahçe, Guardiola, Juventus, Olímpico, Panucci, Real Madrid, Santiago Bernabéu
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