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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 Sem categoria | 15:36

SÃO PAULO NO DIA DE SÃO PAULO

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Se o goleiro Richard fosse expulso em razão daquela falta fora da área sobre Renan Motta, o goleiro não estaria em campo para dar o título da Copinha ao Tricolorzinho, ao defender três pênaltis na decisão em cobranças de tiro da marca da cal, depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

Mas, isso terai sido uma obra cruel do destino, que tiraria a chance de o torcedor acrescentar mais um herói nessa brilhante campanha realizada pelo São Paulo no tradicional torneio de garotos, parte das comemorações do aniversário da Cidade de São Paulo: vinte e nove gols marcados em oito jogos, contra apenas três engolidos. Isso, só no plano da eficiência, dos números.

Essa garotada tricolor, porém, foi muito além, exibindo um futebol gostoso de se ver, ofensivo, fluente, bem tramado, enfim, de uma plasticidade que não se via há muito tempo na Copinha.

Na decisão contra o Santos, outro de desempenho louvável no certame, tudo poderia acontecer. E quase aconteceu, pois os peixinhos abriram o placar logo de início e os tricolorzinhos tiveram de se desdobrar para chegar ao empate só lá pelos 40 minutos do segundo tempo, com Ronieli, que já se destacara na edição anterior da competição, ainda que, na época, reserva.

O certo é que os meninos de Sérgio Baresi formam um elenco de grande futuro, mais numeroso do que de hábito nessas disputas. Por baixo, uns nove integrantes dessa equipe prometem um futuro radioso. Mas, até lá eles terão muitas esquinas para dobrar.

Ah, sim, e falando de São Paulo, o presidente do clube, em meio à festa dos meninos, anunciou que está acertando a vinda de Cleber Santana, ex-Santos, diretamente do Atlético de Madri.

No Santos, Santana jogou muita bola: volante de estilo, passe certo e chute potente, chegou mesmo a ser cogitado pela mídia para a Seleção Brasileira. Lá fora, porém, teve bons e maus momentos. Como será no Morumbi, nesta volta inesperada?

Não sei. Só sei que o São Paulo está colecionando uma galeria de volantes. Todos de boa técnica. Mas, todos volantes. A saber: Hernanes, Richarlyson, Léo Lima, Carlinhos Paraíba, Rodrigo Souto, Jean e agora Cleber Santana, sem falar no menino Wellington e na possível ascensão de Casemiro e Zé Vítor, de tão destacado desempenho na Copinha.

Some aí: dez jogadores para duas ou três posições, de acordo com o entender do técnico. E, com a chegada também de Alex Silva, o Pirolito, o que sugere um retorno ao 3-5-2, o espaço no meio de campo se reduz ainda mais.

Em contrapartida, nem um mísero lateral-direito, crônica carência tricolor, e raríssimos meias, outra crônica carência desse time.

Enfim…

Notas relacionadas:

  1. BELÊ, PEIXE!
  2. O PESO DA LIDERANÇA
  3. PALESTRA SOBREVOANDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 18:12

RODADA DE FOGO

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A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.

Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.

Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.

O MAJESTOSO

Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.

Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.

Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.

INTER E FLA

O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.

Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.

Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.

Jogo de chispas e barulhos.

GALO E PEIXE

Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.

Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.

NO SERRA DOURADA

Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.

O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.

PÊNALTIS E CIVILIDADE

Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.

Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.

A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.

Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.

Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.

Ponto final.

Notas relacionadas:

  1. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  2. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  3. RODADA DE FOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,