LOVE, LOVE
Duas vezes Love, na estreia do artilheiro no Flamengo: na primeira, bola que sobra do rebote do goleiro, em disparo de Kleberson; na segunda, escapada do atacante, que dribla o goleiro e só não entra com a bichinha na rede porque essas coisas, hoje em dia, são tratadas como ofensa mortal. Ninguém mais entra com bola e tudo como antigamente. Que pena.
Mas, pelo que consegui ver desse Flamengo 2, Bangu 1, o Rubro-Negro não jogou nem um terço do que será capaz de fazer quando a turma estiver nos trinques. É natural, nestas alturas do campeonato, de lá, de cá, de que quadrante for.
FÁCIL, SÓ NO PLACAR
O São Paulo, ufa!, conseguiu vencer pela primeira vez no Paulistão: 3 a 0 no Rio Claro, em casa. Visto assim, o placar, pode parecer que o Tricolor deslizou diante do adversário, ganhando com certa folga.
Só no placar. No campo, bola rolando, o São Paulo foi vacilante na defesa, inepto na armação e reticente no ataque. Basta dizer que, no primeiro tempo, o nome do time foi Rogério Ceni, que pegou três bolas preciosas, por baixo.
Isso, porque, embora jogando atrás, o Rio Claro era contundente nos contragolpes, sobretudo porque, com quatro volantes de ofício, o Tricolor se embaralhava no meio de campo, o que obrigava Marcelinho Paraíba recuar para a armação, deixando Washington solitário lá entre os beques inimigos.
Essa formação do São Paulo acabou empurrando Hernanes lá para a ponta-direita, só para se ter uma ideia da encrenca. Pois, foi ali que Hernanes abriu a contagem e sofreu o pênalti que Rogério Ceni converteu, no fechamento do placar. Prova de que o futebol está aí para contrariar a lógica do próprio jogo. Tanto, que os melhores momentos do time aconteceram depois da expulsão de Adrián Gonzales.
Cosas del bandoneón e do futebol.
SANSÃO NA COPINHA
Num jogo emocionante, de alto nível técnico, Santos e Palmeiras empataram por 3 a 3 e o Peixe, nos pênatis, deslizou em direção à disputa da Copinha, no dia de São Paulo, com o Tricolor, que na véspera batera o Juventude, por 2 a 0.
Podia tanto ter dado Verdão quanto Peixe, pois são dois times de se tirar o chapéu. É verdade que o Santos, ao fazer 2 a 0, estava bem melhor. Até que ficou com dez contra onze, e o Palmeiras reagiu, mas tomou o terceiro, para chegar ao empate nos minutinhos finais.
Já o São Paulo, diante do Juventude, na sexta, não sofreu susto algum.
Aliás, pode até perder o título para o Peixe, mas tem sido até aqui, disparado, aquele time que consegue conjugar o maior número de promessas individuais (a bequeira Fabiano e Uvi, o volante Casemiro, Zé Victor, Jefferson, Marcelinho, Lucas Gaúcho, artilheiro do campeonato, e Ronieli) com um jogo coletivo seguro na defesa e sedutor daí pra frente.
BARÇA E ROONEY
O Barcelona, ao bater o Valladolid por 3 a 0, em tarde inspirada de Daniel Alves, encerrou o primeiro turno do Campeonato Espanhol líder e invicto.
E olhe o amigo que foi de três, mas poderia ter sido de seis, pois, só Ibra perdeu três gols feitos, antes de conferir o seu.
Já em Old Trafford, o Manchester goleou o frágil Hull City por 4 a 0, quatro gols de Wayner Rooney, esse espetacular atacante que já deveria merecer uma reverência maior do mundo do futebol. Um gol de cada jeito, diga-se, só para demonstrar toda a sua versatilidade.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Adrián Gonzales, Bangu, Barça, Barcelona, Campeonato Carioca, Copa São Paulo, Copinha, Flamengo, Hernanes, Juventude, Manchester United, Marcelinho Paraíba, Old Trafford, Palmeiras, Paulistão, Rio Claro, Rogério Ceni, Rooney, Santos, São Paulo, Vágner Love