Paulistão | Blog do Alberto Helena Jr. - Part 2

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Posts com a Tag Paulistão

sábado, 23 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 22:49

LOVE, LOVE

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Duas vezes Love, na estreia do artilheiro no Flamengo: na primeira, bola que sobra do rebote do goleiro, em disparo de Kleberson; na segunda, escapada do atacante, que dribla o goleiro e só não entra com a bichinha na rede porque essas coisas, hoje em dia, são tratadas como ofensa mortal. Ninguém mais entra com bola e tudo como antigamente. Que pena.

Mas, pelo que consegui ver desse Flamengo 2, Bangu 1, o Rubro-Negro não jogou nem um terço do que será capaz de fazer quando a turma estiver nos trinques. É natural, nestas alturas do campeonato, de lá, de cá, de que quadrante for.

FÁCIL, SÓ NO PLACAR

O São Paulo, ufa!, conseguiu vencer pela primeira vez no Paulistão: 3 a 0 no Rio Claro, em casa. Visto assim, o placar, pode parecer que o Tricolor deslizou diante do adversário, ganhando com certa folga.

Só no placar. No campo, bola rolando, o São Paulo foi vacilante na defesa, inepto na armação e reticente no ataque. Basta dizer que, no primeiro tempo, o nome do time foi Rogério Ceni, que pegou três bolas preciosas, por baixo.

Isso, porque, embora jogando atrás, o Rio Claro era contundente nos contragolpes, sobretudo porque, com quatro volantes de ofício, o Tricolor se embaralhava no meio de campo, o que obrigava Marcelinho Paraíba recuar para a armação, deixando Washington solitário lá entre os beques inimigos.

Essa formação do São Paulo acabou empurrando Hernanes lá para a ponta-direita, só para se ter uma ideia da encrenca. Pois, foi ali que Hernanes abriu a contagem e sofreu o pênalti que Rogério Ceni converteu, no fechamento do placar. Prova de que o futebol está aí para contrariar a lógica do próprio jogo. Tanto, que os melhores momentos do time aconteceram depois da expulsão de Adrián Gonzales.

Cosas del bandoneón
e do futebol.

SANSÃO NA COPINHA

Num jogo emocionante, de alto nível técnico, Santos e Palmeiras empataram por 3 a 3 e o Peixe, nos pênatis, deslizou em direção à disputa da Copinha, no dia de São Paulo, com o Tricolor, que na véspera batera o Juventude, por 2 a 0.

Podia tanto ter dado Verdão quanto Peixe, pois são dois times de se tirar o chapéu. É verdade que o Santos, ao fazer 2 a 0, estava bem melhor. Até que ficou com dez contra onze, e o Palmeiras reagiu, mas tomou o terceiro, para chegar ao empate nos minutinhos finais.
Já o São Paulo, diante do Juventude, na sexta, não sofreu susto algum.

Aliás, pode até perder o título para o Peixe, mas tem sido até aqui, disparado, aquele time que consegue conjugar o maior número de promessas individuais (a bequeira Fabiano e Uvi, o volante Casemiro, Zé Victor, Jefferson, Marcelinho, Lucas Gaúcho, artilheiro do campeonato, e Ronieli) com um jogo coletivo seguro na defesa e sedutor daí pra frente.

BARÇA E ROONEY

O Barcelona, ao bater o Valladolid por 3 a 0, em tarde inspirada de Daniel Alves, encerrou o primeiro turno do Campeonato Espanhol líder e invicto.

E olhe o amigo que foi de três, mas poderia ter sido de seis, pois, só Ibra perdeu três gols feitos, antes de conferir o seu.

Já em Old Trafford, o Manchester goleou o frágil Hull City por 4 a 0, quatro gols de Wayner Rooney, esse espetacular atacante que já deveria merecer uma reverência maior do mundo do futebol. Um gol de cada jeito, diga-se, só para demonstrar toda a sua versatilidade.

Notas relacionadas:

  1. PALESTRA SOBREVOANDO
  2. VERDÃO, INGLESES E MENGO
  3. LOVE E SANDRO
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sábado, 2 de maio de 2009 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 17:55

DOMINGO TENSO

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Bem, este é o domingo tenso, aquele em que se decidem alguns dos principais estaduais brasileiros.

No Pacaembu, o Corinthians recebe o Santos com a vantagem de três gols, o maior entrosamento de sua equipe e… Ronaldo. Não é pouco, se a isso tudo acrescentarmos a Fiel flamante, disposta a celebrar um título paulista invicto.

Mas, o Timão não terá Chicão, seu melhor beque e artilheiro da equipe. E o Santos poderá contar com Rodrigo Souto, se não o melhor volante do campeonato, um deles.

Jogador por jogador, a superioridade corintiana nem é tanta quanto sugere as campanhas de ambos no torneio. Talvez, ganhe mais nas opções. Mas, está mais ajustado, pelo tempo, e isso sempre conta.

Contudo, o Santos é bem capaz de surpreender. Não sei se o suficiente para virar o jogo do campeonato, mas o suficiente para ganhar essa partida.

NO RIO

Tirei o domingo para descansar/ Mas, não descansei, que louco fui eu/ Regressei do futebol/ Todo queimado de sol/ o Flamengo perdeu pro Botafogo/ Meu patrão é vascaíno e de mIm vai gozar (…)/ Zizinho passa a Pirilo, Pirilo serve a Nandinho, que preparou pra chutar…/ Aí, o juiz apitou tempo regulamentar/ Que azar!

Esses versos são de um samba antológico, o rubro-negro Wilson Batista, gênio da raça, uma das raras gravações de Vassourinha, que morreu aos 21 anos de idade no início dos anos 40, e que forma com Luís Barbosa, Cyro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Roberto Silva (Moreira da Silva é outro departamento) o quarteto de ases do chamado samba liso ou sincopado, gênero extinto pela falta de bossa de seus eventuais sucessores.

Mas, nem de longe significam uma profecia para o que vai acontecer neste domingo no Maracanã. Afinal, o Flamengo segue sendo um time tão forte como o Botafogo, embora este tenha cumprido melhor campanha ao longo das duas taças cariocas.

Sucede que o Bota acaba de perder dois de seus jogadores essenciais de frente: Maicosuel e Reinaldo. É muito. Mas, como o Fla sofre de esterilidade crônica em seu ataque, tudo é possível. Quem sabe, um bocejante zero a zero, que levará a decisão aos pênaltis, no fim.

EM MINAS

Em Minas, a vantagem do Cruzeiro é avassaladora. Não apenas pelos 5 a 0 no primeiro jogo da decisão, mas, sobretudo, porque esse placar refletiu a superioridade da Raposa sobre o Galo.

Clássico é clássico. E esse é um dos históricos do futebol brasileiro. Portanto, o Galo, apesar de tudo, pode se superar. Mas, duvido que o suficiente para tirar essa vantagem.

QUE É ISSO, BARÇA!

Até que no início um dos maiores clássicos do planeta foi uma vertigem, lá e cá. Duas chances claras pra cada lado, até que o Real ousou abrir a contagem com Higuain, de cabeça, em cruzamento de Sérgio Ramos – que, no segundo tempo, marcaria o seu -, em troca de passe com Robben, o único a se salvar no Real, além do goleiro Casillas.

Foi o estopim para o Barça detonar o seu toque de bola hipnótico, e botar o Real na roda: em seis minutos, já havia virado a partida para 2 a 1, com Henry e Puyol.

A partir daí, foi um show de Messi sobre uma defesa merengue que se liquefazia a cada ataque catalão. E, depois uma série de gols perdidos, Messi ampliou para 3 a 1, prenúncio da goleada histórica por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu, campo do Real, com mais dois de Henry, outro de Messi e a pá de cal com o zagueiro Piqué.

Foi um baile silencioso como se os craques do Barça estivessem praticando a Sardana, aquela dança arcana que os catalães repete religiosamente todas as manhãs de domingo diante da Catedral Gótica de Barcelona, um ritual tão antigo quanto a origem de sua refinada civilização.

NA VELHA ALBIÓN

E, lá, na Velha Albión, Manchester e Arsenal livraram-se facilmente de seus respectivos adversários – Middelsbrough e Portsmouth: 2 a 0 e 3 a 0. Ambos, por sinal, muito desfalcados. O Manchester, poupando boa parte do time que enfrentará o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa. O Arsenal, porque tem uma legião de contundidos.

Assim, os Diabos Vermelhos seguem firmes em direção à Liga da Inglaterra, um dos seus tantos objetivos na temporada.

Notas relacionadas:

  1. O SAL DA TERRA
  2. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  3. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
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terça-feira, 28 de abril de 2009 Campeonato Brasileiro, Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 19:34

PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO

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O Palmeiras tenta salvar seu primeiro semestre, em Santiago, contra o Colo-Colo, onde e quando uma vitória basta para levar o time à próxima fase da Libertadores e, sobretudo, a uma reflexão mais profunda do que ocorreu com essa equipe que iniciou o ano em alta e acabou ficando de fora da decisão do Paulistão e enroscada num fio de esperança na Libertadores.

Desconfio, embora evitando apostar todas as minhas fichas nisso, que as duas escorregadas recentes do Palmeiras – na reta final do Brasileirão e na do Paulistão – estão ligadas à mudança de conceitos de Luxemburgo, que abraçou, nas duas ocasiões (com Martinez e Marcão), o conceito dos três zagueiros, que ele tanto refutou no passado.

Mas, podem ter sido outras as causas, ainda mais relevantes, não sei. Só sei que o Palmeiras terá de ser fluente e ofensivo lá em Santiago, onde apenas a vitória interessa, diante de um Colo-Colo, que, se já não é uma potência dos Andes, segue a escola argentina de tocar a bola até o adversário arriar de tédio.

E esse é o grande risco: se o Verdão não tiver um meio-campo ao mesmo sólido, hábil e numeroso o suficiente para impedir isso, corre o sério risco de voltar de lá lamentando todo esse tempo perdido.

AH BARÇA…
O Barcelona plantou a bandeira catalã no campo inglês, e passou o tempo todo assediando a área inimiga, protegida por sólida muralha, em vão. O Chelsea sequer arriscava sair em contragolpes, com duas exceções no primeiro tempo, quando o perigo rondou a meta de Valdés, mais por erros da defesa do que por acertos do ataque inglês.

Resultado: a classificação para a final ficou por um fio.

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. VITÓRIA NA HORA CERTA
  3. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
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segunda-feira, 6 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 15:49

PAULISTÃO, GIULITE E ROTH

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O Palmeiras praticou o melhor futebol, durante boa parte da fase de classificação do Campeonato Paulista. O São Paulo é aquele tradicional cavalo de chegada, de jogo pragmático e eficiente, tricampeão brasileiro e tal e cousa e lousa e maripousa. O Corinthians segue sendo o único invicto do certame, que se apóia emocionalmente na Fiel, e tecnicamente em Ronaldo, dois fenômenos do futebol. E o Santos, que vem se aprumando nas mãos do técnico Vágner Mancini, ganhou moral com a vitória de domingo, quando seu artilheiro Kleber Pereira voltou a acertar as redes, desta feita, por três vezes seguidas.

Mas, todas essas diferenças se diluem diante do mata-mata decisivo das semifinais que se avizinham. Todas, não. Uma, que não foi registrada lá em cima, ainda resta: aquela que dá a Palmeiras e São Paulo, nos confrontos com Santos e Corinthians, respectivamente, a vantagem de dois resultados iguais.

E isso pesa, claro, em embates como esses, onde eventuais e ligeiras superioridades técnicas acabam se submetendo ao estado emocional dos jogadores no momento da decisão, já que todos ostentam ilustres escudos no peito e se apoiam em solenes tradições.

E quando falo em eventuais e ligeiras superioridades, tomo como exemplo, o cotejo entre o líder e o qyarto colocado. É voz corrente que, tecnicamente, o Palmeiras ganha do Santos. Pois, vejamos, jogador por jogador. Entre Fábio Costa e Marcos, claro, o palestrino exibe um currículo muito superior. Mas, entre Fábio e Bruno, que vem jogando, a situação se inverte. Nas duas laterais, ambos se equiparam, por baixo, quaisquer que sejam os escolhidos. E, na zaga central, se Edmílson ganha destaque, Fabiano Eller tem quase a mesma dimensão do outro lado. Do meio de campo pra frente, façamos a seguinte combinação: Pierre, Rodrigo Souto. Cleiton Xavier e Diego Souza; Keirrison e Kleber Pereira.

Claro, o Palmeiras está mais ajustado do que o Santos, pelo tempo de arrumação. Mas, em dois jogos, dependendo dos desfalques da hora, a balança pode tanto pender para um quanto para outro.

ADEUS A GIULITE

Foi-se o nosso Giulite Coutinho, antes de tudo, um cavalheiro entre essa horda de bárbaros que, no geral, compõem o cenário da cartolagem nacional.

Empresário de sucesso, americano de terno coração, assumiu a presidência da CBD no instante em que esta se transformava em CBF, muito por conta de sua ação nesse sentido, na virada dos anos 70 para os 80. E sua primeira atitude foi reunir um grupo de de cronistas esportivos para ouvir de nossa boca quais medidas básicas deveria tomar.

Dissemo-lhe que, antes de mais nada, deveria reduzir o número de clubes no Campeonato Nacional, de quase cem – herança de Heleno Nunes, presidente da Arena fluminense, que se notabilizou pelo slogan célebre: Onde a Arena vai mal, mais um clube no Nacional.

Giulite reduziu para vinte.

Outra exigência da mídia: técnico exclusivo para a Seleção Brasileira, alguém escolhido por méritos, não por amizade ou regionalismo. E que este formasse uma comissão técnica pelos mesmos padrões, sem compadrio. Telê, que já havia sido campeão pelo Fluminense, pelo Atlético Mineiro, pelo Grêmio e, pelo Palmeiras, cumpria magnífica performance no Nacional daquele ano, foi o escolhido, o que resultou naquela maravilhosa e inesquecível Seleção de 82, que ficou na história, apesar da derrota para a Itália, no amaldiçoado estádio de Sarriá. 

Giulite queria mais: um contrato milionário de patrocínio da Seleção pelo Instituto do Açúcar e do Alcool, um acordo de duas mãos, pois não só a Seleção receberia dinheiro suficiente para manter-se num nível altíssimo, como o Brasil venderia para o exterior a imagem de sua grande invenção desde o 14-Bis – a energia produzida pelo alcool extraído da cana de açúcar. Parece ao amigo algo tão atual e familiar? 

Tudo que solicitava era a inserção de uma semente da planta mágica na camisa. O então presidente da Fifa, João Havelange, seu desafeto por razões que desconheço, simplesmente vetou, baixando determinação que restringia a utlização de logotipos comerciais nas camisas das seleções de todo o mundo a marcas esportivas – no caso, a Adidas, patrocinadora da entidade-mor e de quase todas as federações do planeta.

Outra iniciativa de Giulite: diante da desistência da Colômbia, trazer para o Brasil a Copa de 86. Novo veto de Havelange, que preferiu levá-la de volta para o México.

Desgostoso com a perda da Copa da Espanha, pelas pressões das federações estaduais, que exigiam smepre mais clubes no Nacional, aos poucos, Giulite foi se afastando de seus objetivos iniciais, até sair de cena, seis anos depois de ter assumido o comando do futebol brasileiro.

Assim é a vida que Giulite deixa agora para virar memória, embora já praticamente esquecido.

E ROTH CAIU

Na verdade, os dias de Celso Roth no Grêmio estavam contados desde quando assumiu. Há uma invencível aversão da maioria da torcida gremista pela figura do treinador. Não importa aqui se justa ou injusta, ou até mesmo quais as suas raízes.

E Roth só resistiu por causa dos resultados positivos que alcançava nos momentos em que o nó começava a se apertar em volta de seu pescoço.

Mas alma gaúcha se comove muito mais com um Grenal do que todos títulos regionais, nacionais ou até mesmo internacionais ou belas campanhas no Brasileirão, por exemplo. E, nos Grenais, Roth levou de goleada, comandando o Grêmio.

A gota fatal foi a derrota de domingo, que deixou seu time fora da fase decisiva do Gauchão. Imperdoável! Tanto, que a degola veio às vésperas de um jogo importantíssimo pela Libertadores, torneio muito mais significativo do que o estadual: o Grêmio, que parece confluir para o nome de Renato Gaúcho, ídolo eterno da torcida tricolor, prefere enfrentar o Aurora sem técnico do que prolongar esse martírio interminável.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. FIM DE SEMANA PAULISTA
  3. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:33

PEIXE E TRICOLOR

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Milton Trajano

E deu Peixe, no clássico decisivo com a Lusa, na disputa pela quarta vaga para as semifinais do Paulistão.

Tudo bem: o placar foi o mais reduzido possível: 1 a 0, gol de Kleber Pereira, em rebote do goleiro, depois de Madson, o mais ativo dos jogadores santistas nesta partida.

Mas, o fato é que o Santos teve o jogo sob controle a maior parte do tempo, embora a Lusa, no primeiro tempo, pudesse ter aberto o placar com aquele cabeceio de Edno que se chocou com o poste. Jogada gêmea de Athirson, no finalzinho da partida.

Mas, no geral, o Santos foi melhor, e justifica sua temporária ocupação da vaga em aberto.

Enquanto isso, o São Paulo, pela terceira vez consecutiva jogando sem três zagueiros de ofício, bateu o Guaratinguetá, no Morumbi, por 2 a 1, com gols de Dagoberto e Washington.

E, novamente, o Tricolor foi um time mais fluente na troca de passes, sobretudo no primeiro tempo, quando criou mais chances de gols do de que de hábito.

Nesse formato, a equipe fica mais equilibrada, embora siga carecendo de um meia de habilidade, daqueles que criam o inesperado… um cara como Muricy foi quando craque inquestionável. 

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR PATINANDO
  2. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  3. PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 31 de março de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:54

CLÁSSICO DECISIVO

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Há muito tempo um Santos x Lusa não chega tão revestido de um clima de decisão como este. Pois, é voz corrente que aqui se decidirá a quarta vaga para as semifinais do Paulistão, embora haja mais um par de esquinas a serem dobradas por ambos.

E mais: não dá para avançar um prognóstico quanto ao provável vencedor, já que os dois times se equivalem, neste momento.

O Santos me parece ter mais potencial para crescer, a partir do instante em que os meninos Ganso e Neymar, recém-promovidos, se ajustem de vez à equipe. Mas, a Lusa, nesta quadra do campeonato, está em franca ascensão, com seus Edno, Felipe Gabriel, Eric, Athirson jogando muito bem.

Qualquer que seja o resultado, porém, não será o caso de o perdedor ser execrado por duas das mais passionais torcidas do nosso futebol.

Mesmo porque tanto Santos quanto Lusa estão no caminho certo. Ganhar ou perder, num caso como este, faz parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. FIM DE SEMANA PAULISTA
  3. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 15 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 19:07

QUEM SE HABILITA?

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Com o futebol modesto apresentado por São Paulo e Corinthians no clássico do Morumbi, vale perguntar: quem se habilita, afinal, a vencer esse Palmeiras que acaba de, no sábado, somar nove jogos seguidos cem por cento. E, pela segunda vez, com seu time reserva, agora, contra o Paulista?

Claro, não foi um desempenho do nível dos titulares neste início de temporada. Mesmo porque o líder sofreu um sufoco no final. Mas, numa das raras oportunidades em que tramou uma jogada coletiva, foi lá e meteu o gol, com Evandro.

Bom demais, pelas circunstâncias. Pois, não é que Tricolor e Timão sejam ruins, nada disso. Ao contrário: têm elenco e bala para irem longe nesta temporada.

Só que estão cumprindo etapas naturais nesta fase de preparação.

Já o Palmeiras, não: o Palmeiras saltou etapas e está lá na frente, como revelam sua posição na tabela e suas apresentações em campo.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. SURPRESA, VERDÃO
  3. VERDÃO SALTA ETAPAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 16:35

CHICÃO E GRANÉ

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Uma das curiosidades deste início de Paulistão é a presença do beque Chicão lá no topo da tabela da artilharia do campeonato, um gol a menos do centroavante Pedrão e com os mesmos cinco gols do atacante Lenny.

Difícil será Chicão manter a mesma progressão ao longo de um torneio onde concorrem matadores do calibre de um Keirrison, um Kleber Pereira, um Washington, um Borges, sem falar na grata surpresa de Pedrão, todos especialistas na arte de meter a bola nas redes, com classe ou oportunismo, pouco importa.

Sucede que Chicão é exímio cobrador de faltas e pênaltis, o que lhe permitiu acumular um acervo de gols significativo para alguém de sua posição, essencialmente defensiva. E, se Chicão permanecer no Corinthians por tempo considerável, nessa toada, poderá ameaçar um recorde histórico no Parque, desbancando um dos maiores mitos da vida do Timão: ninguém menos do que Pedro Grané, o Grané do trio final (era como se denominava a formação básica de goleiro e dois beques naqueles tempos) – Tuffy, o Sanatnás, Grané e Del Debbio.

Grané jogou de 1924 a 1932 no Corinthians. E a simples menção de seu nome, fazia os goleiros de sua época e os meninos de uma década depois de ele ter pendurado as chuteiras tremerem de medo. Alto, forte, possuía, segundo os antigos, um petardo tão letal em seu pé direito, que logo foi apelidado de 420, o sinistro canhão do Kaiser utilizado na Primeira Grande Guerra.

Muitas lendas se criaram em torno de seu chute poderoso. A mais célebre foi a de que Grané, num jogo decisivo viu-se na marca do pênalti diante de seu irmão Lara, goleiro do Ypiranga. Bem que Grané implorou várias vezes para o irmão sair da frente. Não saiu. Fez mais: saltou e agarrou o míssil com as duas mãos. E não mais se levantou. Estava mortinho da silva.

 

Notas relacionadas:

  1. AH, TIMÃO…
  2. QUASE GALA
  3. PELO BURACO DA AGULHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 8 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais, Sem categoria | 16:08

PALESTRA SOBREVOANDO

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Por Milton Trajano 

O Palestra, durante os primeiros 35 minutos de jogo, exibiu um futebol exemplar: marcou o Santos em todos os cantos do campo, fez 2 a 0, com Edmílson, de bicicleta, e com Keirrison, de pênalti que ele mesmo sofreu, além de desperdiçar mais umas três chances claras.

Depois, recuou, e o Peixe bem que poderia reduzir o placar. Mas, logo aos 45 segundos da etapa final, Keirrison ampliou para 3 a 0, e, a partir daí, era só esperar o fim do jogo, quando o placar anunciaria a goleada de 4 a 1, gols suplementares de Kleber Pereira, para o Santos, e Lenny, para o Palmeiras.

Para um time que vem de viagem estafante, é um prodígio.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. TRICOLOR PATINANDO
  3. VERDÃO SALTA ETAPAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:47

OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR

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Corinthians e São Paulo voltam aos campos do Paulistão com humores distintos: um, alegre; outro, irritado.

O Timão vem de vitória categórica sobre o Oeste, por 4 a 1, naquela que o técnico mano Menezes considerou, não sem razão, a melhor atuação do time neste ano, e pega o Paulista em Jundiaí, um dos quatro pequenos que brigam com os quatro grandes nas primeiras posições da tabela.

O diabo é que não poderá contar com Cristian, lesionado. Mas, tem lá Túlio e Fabinho, dois volantes de bom nível, para Mano escolher.

Já o Tricolor, que vem de derrota para o Santo André, na sua pior exibição do ano, quando perdeu invencibilidade 22 jogos no Morumbi não contará com Miranda, expulso, fato raro na carreira desse zagueiro exemplar, que, porém, parece ter entrado o ano com o pé esquerdo.

Seria uma boa chance para Muricy mudar o braço da viola e testar uma nova formação com apenas dois zagueiros  (André Dias e Rodrigo) e um meio-campista com um pouco mais de ginga e passe certo, tipo Arouca.

Não custa nada. Afinal, não é para isso mesmo que o Paulistão está servindo ao São Paulo?

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR PATINANDO
  2. AH, TIMÃO…
  3. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última