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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; Parreira</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>CRUZEIRO, NOSSO GUIA</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 20:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Clubes brasileiros]]></category>
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		<description><![CDATA[O Cruzeiro é Brasil, sim senhor, neste confronto com o Estudiantes de La Plata pelo título da Libertadores, no Mineirão. Confesso que me causa náuseas essa mania mais recente de adversários domésticos torcerem contra o time brasileiro que está disputando uma competição internacional. Isso é de uma mesquinharia atroz.
É o nosso Cruzeiro do Sul, guia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Cruzeiro é Brasil, sim senhor, neste confronto com o Estudiantes de La Plata pelo título da Libertadores, no Mineirão. Confesso que me causa náuseas essa mania mais recente de adversários domésticos torcerem contra o time brasileiro que está disputando uma competição internacional. Isso é de uma mesquinharia atroz.</p>
<p>É o nosso Cruzeiro do Sul, guia dos timoneiros sem bússola, um rumo que deveria ser seguido por todos os demais times brasileiros, no sentido de que é um dos raros a preservarem em campo suas identidade histórica.</p>
<p>Basta dizer que, nestas seis décadas em que acompanho o futebol, seja como amante da arte, seja por dever de ofício, não me lembro de um Cruzeiro que não praticasse um jogo técnico, ofensivo, rigorosamente dentro dos ensinamentos da brilhante e vitoriosa escola brasileira.</p>
<p>Não receba, por favor, o amigo estas palavras como fruto de chauvinismo, patriotismo, ufanismo, ou qualquer outro desses ismos que não me tocam nem de longe. É apenas uma constatação.</p>
<p>Não sei se os azuis vão levar a taça, nesta noite de quarta, ninguém sabe na véspera o que esse jogo tão caprichoso nos reserva para o dia seguinte.</p>
<p>Afinal, o Estudiantes é um bom time, que sabe tocar a bola bem ao estilo argentino do toco y me voy, orquestrado por um maestro no meio-de-campo, o eterno Verón.</p>
<p>Mas, desconfio que dá Cruzeiro, com gol de Kléber, o Gladiador, e outro, de despedida de Ramires. Pelo menos, torço, confesso, que assim seja.</p>
<p><strong>DANÇA DO DIABO</strong></p>
<p>Quem acompanha o futebol por um bom tempo não mais se surpreende com essa Dança do Diabo, como intitulou seu antigo livro de memórias o ex-técnico Francisco Sarno.</p>
<p>A surpresa é que, apesar de tantas vagas abertas, treinadores do porte e fama de Luxemburgo, Parreira e Muricy estejam por aí à deriva, assim como o emergente Mancini, que caiu sob uma chuva de ovos, o que me remete à velha máxima lusitana repetida pelo saudoso Oto Glória: sem ovos, não se faz omelete. (Os ovos a que ele se referia eram aqueles que entram em campo, não os que a torcida fez explodir nas janelas do ônibus santista).</p>
<p>A explicação é mais simples do que parece: grana. Grana e um certo desfastio desses técnicos.</p>
<p>Sim, porque os clubes começam a desconfiar que, com o nosso calendário, com tão pouco espaço oferecido ao técnico para treinar adequadamente suas equipes, mais os cofres vazios por tantas razões, o melhor é transferir os vultosos investimentos nos chamados treinadores de ponta para reforçar o elenco, abrindo espaços para interinos ou emergentes que possam tocar o barco mais ou menos da mesma maneira a um custo infimamente menor.</p>
<p>Mas, enfim, isso tudo pode ser apenas circunstancial. Amanhã, o Muricy assume o Santos; Parreira, o Palmeiras; Luxa, o Inter, ou até se associe com um clube de menor expressão, essas coisas, e tudo volta ao normal.</p>
<p>O problema todo é que, com o advento do Brasileirão por pontos corridos, mais o renascimento da Libertadores para nossos clubes (a Copa do Brasil se insere nesse cenário continental), os chamados clubes grandes brasileiros ainda não caíram na nova realidade, muito diferente daquela dos tempos em que os estaduais eram reis.</p>
<p>Naqueles tempos, eram de dois a quatro clubes disputando o título principal da temporada, em cada estado. No máximo, o jejum seria de três anos.</p>
<p>Hoje, são, por baixo, dez clubes dos grandes centros, sem contar as eventuais surpresas, competindo pelo cetro nacional. Pela lei das probabilidades, cada um poderia levar a taça de nove em nove anos. Uma eternidade para nossa cabecinha.</p>
<p>Acrescente aí o risco de rebaixamento, suprema vergonha para os bambambans do pedaço.</p>
<p>Cartola, mídia e torcida nem de longe enxergam as campanhas dos grandes sob essa perspectiva. Ao contrário, se tal clube, que investiu numa comissão técnica de nível e em alguns bons jogadores, não vestir a faixa de campeão, no mínimo, é um fracasso retumbante, mesmo que seja vice.</p>
<p>Só o tempo mudará essa ótica. Se mudar. Enquanto isso, todos continuaremos a seguir os passos da Dança do Diabo.</p>
<p><strong>E AÍ VEM MAIS</strong></p>
<p>Vem aí a décima primeira rodada do Brasileirão, com boas possibilidades de novas cabeças rolarem Ou, de algumas periclitantes se salvarem.</p>
<p>É o caso do interino Jorginho, no Palmeiras. Vai que o Verdão faça bela figura diante do Mengão, no Maracanã, cujo gramado foi destroçado pelo show do Roberto Carlos.</p>
<p>Se o presidente do Palmeiras já começa a acalentar a ideia de mantê-lo até onde der, terá de se render às evidências e soldar a permanência do atual treinador, que, cá entre nós, só precisa de um tempo para provar sua competência.</p>
<p>Afinal, o Flamengo vem muito bem, obrigado, e joga em casa, o que é sempre um grande negócio para os rubro-negros.</p>
<p>Outro que poderá se firmar um pouco mais, no conceito da mídia e da torcida, é Ricardo Gomes, cujo São Paulo vai ao Mineirão pegar nada menos do que o Galo forte, vingador e líder isolado do torneio.</p>
<p>Para tanto, muito contribuirá se o técnico tricolor olhar mais adiante e configurar seu time nos padrões mais modernos, com apenas dois zagueiros e um meio de campo mais ágil e hábil.</p>
<p>E Tite, desse Inter tão decantado no início da temporada e que, além das quedas na Copa do Brasil e na Recopa Sul-Americana, vem de derrota para o Furacão? Dizem que se u prazode validade vai até o Grenal. Mas, se fizer fiasco diante de um Fluminense acéfalo, na zona do rebaixamento e tal e cousa e lousa e maripousa, sei não se Tite chega até lá.</p>
<p>Por fim, quem não tem que provar nada é Mano Menezes (nem podia ser diferente), que recebe no Pacaembu o Sport, time de campanha mediana no campeonato.</p>
<p>Mas, atenção, pode perfeitamente enfrentar certa turbulência, pois o Corinthians jogará desfalcado de sete titulares, dentre eles, Elias, que o Fenômeno, outra noite, no Bem, Amigos, classificou como o melhor jogador brasileiro da atualidade.</p>
<p>Será a chance de Jucilei, de tantas expectativas, comprovar que está apto a assumir o lugar do titular, um dos cogitados, aliás, para pular pela janela européia de contratações.</p>
<p>Elias, embora tenha jogado muito pouco na derrota por 3 a 0 para o Grêmio, tem sido uma das âncoras do Corinthians, nesta gloriosa campanha do seu time. </p>
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		<title>A GRANDE VITÓRIA</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 00:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Treinadores]]></category>
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Sem dúvida, a grande vitória da rodada foi a do Grêmio sobre o Corinthians, que vinha embalado, cheio de lanteloujas, e se esboroou no Olímpico: 3 a 0, logo de cara, gols de Jonas, Alex Mineiro e Rafael Marques. 
Curioso que os dois primeiros gols gremistas foram marcados pela dupla de ataque reserva dos gringos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/07/gremio-corinthians-charge.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/07/gremio-corinthians-charge.jpg" alt="" width="480" height="346" class="aligncenter size-full wp-image-11437" /></a></p>
<p>Sem dúvida, a grande vitória da rodada foi a do Grêmio sobre o Corinthians, que vinha embalado, cheio de lanteloujas, e se esboroou no Olímpico: 3 a 0, logo de cara, gols de Jonas, Alex Mineiro e Rafael Marques. </p>
<p>Curioso que os dois primeiros gols gremistas foram marcados pela dupla de ataque reserva dos gringos Max Lopes e Herrera, que, depois de longa estiagem, haviam feito dois cada um no jogo anterior.</p>
<p>Sim, claro, o Timão se ressentiu da ausência de sua parelha de beques – William e Chicão -, dois esteios nessa série tão gloriosa deste semestre. Mas, não foi por aí, não. </p>
<p>A verdade é que o Grêmio foi melhor, mais consistente no meio de campo, e mereceu a vitória, embora o Corinthians melhorasse no segundo tempo, apesar da expulsão do zagueiro Jean.</p>
<p><strong>SEGURO E TRANSPARENTE</strong></p>
<p>Mas, antes, no sábado, houve outra vitória significativa: a goleada do Palmeiras sobre o Náutico, no Palestra Itália – 4 a 1, gols de Maurício, Willians, Márcio, Armero (golaço!) e Pierre. </p>
<p>Não só pela goleada, mas, sobretudo, pela forma como o Palmeiras a obteve, com extrema tranquilidade, segurança e superioridade indiscutível. Fez quatro e poderia ter feito uns seis, no mínimo, fruto das tantas chances criadas e perdidas. </p>
<p>Neste caso, uma vitória dessas pode representar algo mais. Pode representar o início da pavimentação do caminho que conduzirá á confirmação do técnico interino Jorginho como titular.  </p>
<p>Já disse e repito: tive poucas mas boas conversas com Jorginho sobre futebol. O suficiente para perceber que se trata de um cara com boas e lúcidas ideias sobre esse jogo manhoso. </p>
<p>Nada revolucionário, nada extremamente inovador, nada dessas jogadas marqueteiras em que se apoiam velhos e novos treinadores. Apenas uma visão clara sobre a simplicidade desse jogo, em toda a sua complexidade. </p>
<p>E foi isso o que se viu em campo: um time seguro, cada qual no seu lugar e um futebol transparente, jogado nas regras da arte, básico, belo e funcional.</p>
<p><strong>SÃO PAULO PARADO<br />
</strong><br />
Nesse andar vacilante – um passo à frente, outro, atrás -, o Tricolor não sai do lugar. Aliás, caiu alguns degraus na tabela, ao empatar por 2 a 2 com o Flamengo no Morumbi. Um Flamengo, diga-se, desfalcado de meio time, mas o suficiente para dominar o adversário durante o primeiro tempo, quando emplacou 2 a 1, gols de Fierro, Borges e Adriano, de pênalti. </p>
<p>No segundo tempo, refluiu e o Tricolor, mesmo com dez e depois das entradas de Eduardo Costa e Jorge Wagner, empatou de pênalti e ainda criou umas duas boas oportunidades para desempatar. </p>
<p>Pode ser que me engane, mas está na hora de o São Paulo rasgar a fantasia e partir para outra, remodelando de vez seu esquema de jogo e injetando sangue novo nesse time, com Oscar, Wellington e tal e cousa e lousa e maripousa.</p>
<p><strong>GALOOO!<br />
</strong><br />
Tudo bem; o Cruzeiro, de olho na decisão da Libertadores, entrou no Mineirão com um time misto.  Mas, espie o amigo a escalação e verá que é time para enfrentar de fronte erguida qualquer outro do Brasileirão. Pois, o Galo foi lá e meteu 3 a o no arquiniimigo, gols de Júnior, Alessandro e Eder Luís. É verdade que também contou com aquela expulsão recorde de Zé Carlos.</p>
<p>Assim, o Galo volta a ocupar a liderança do Brasileirão, e vai tomando gosto por isso, graças à derrota do Inter para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 3 a 2, resultado que coloca a cabeça no arco da guilhotina. Sobretudo, porque Muricy, eterno objeto de desejo do Inter, está por aí, entre Ibiúna e o Guarujá, livre e faceiro.</p>
<p><strong>MAUS LENÇÓIS</strong></p>
<p>Que biaba! O Vitória de Carpeggiani, de tão bela campanha, recebeu o Santos no Barradão, e logo enfiou um saco: 6 a 2. Basta dizer que já vencia por quatro gols antes mesmo da primeira meia hora de jogo. </p>
<p>Claro que por todos os méritos dos baianos, que voltaram ao G-4. Mas, também, pela evidente incapacidade do Santos em se defender, o que faz desse time uma das piores, se não a pior, do campeonato. Pelo que se conhece da Vila, o técnico Mancini está em maus lençóis.</p>
<p>Quem também está em maus lençóis é Carlos Alberto Parreira, nas Laranjeiras. O Fluminense, no Engenhão, perdeu por 1 a 0, e caiu para a zona de descenso, um degrau abaixo do Botafogo, que, no sábado, obteve boa vitória. Parreira, porém, não ficaria ao desabrigo por muito tempo: dizem que o Palmeiras está de olho nele.</p>
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		<title>O FLAMENGO, CAIO E PARREIRA</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 18:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Treinadores]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Parreira]]></category>

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		<description><![CDATA[Como são as coisas no futebol, nada muito diferente da vida comum. Aliás, se o futebol tem esse efeito magnético sobre a alma das pessoas é porque, no fundo, no fundo, ele representa, dramatiza, o cotidiano de todos nós.
Quando o Flamengo pairava acima de todos nos céus do Cruzeiro do Sul, o técnico Caio Jr. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como são as coisas no futebol, nada muito diferente da vida comum. Aliás, se o futebol tem esse efeito magnético sobre a alma das pessoas é porque, no fundo, no fundo, ele representa, dramatiza, o cotidiano de todos nós.</p>
<p>Quando o Flamengo pairava acima de todos nos céus do Cruzeiro do Sul, o técnico Caio Jr. recebeu proposta mirabolante das Arábias. O jovem treinador balançou, mediu todas as probalidades, e acabou decidindo ficar no Flamengo, sob a promessa de que teria vida longa na Gávea.</p>
<p>Mas, quem que viva nesse mundo acreditaria em tais promessas? Sempre, isso é da boca pra fora. Técnico e jogador de futebol, justamente aqueles que fazem o espetáculo, sempre foram descartáveis na cabeça oca dos cartolas, de acordo com as conveniências e humores da situação presente.</p>
<p>Quando o Fla estava lá em cima, de súbito, o Flamengo negociou dois ou três básicos. Ora, num futebol tão parelho como o nosso, dois ou três jogadores estratégicos fazem uma diferença brutal. Resultado: o Fla caiu, numa espiral.</p>
<p>Ao perceber a besteira cometida, o Flamengo foi buscar alguns reforços discutíveis, e conseguiu evitar a queda vertiginosa. Mais do que isso, voltou à cena da disputa pelo título e pela vaga na Libertadores. Mas, o encanto havia se quebrado, e, no fim, ficou fora de tudo.</p>
<p>Claro que Caio Jr. teve sua parcela de culpa no desfecho da campanha rubro-negra. Mas, também deu sinais de que é um técnico, apesar de jovem, capaz de organizar bem uma equipe, como, aliás, já havia provado no Paraná e no Palmeiras, anteriormente.</p>
<p>Bem, mas de qualquer jeito, Caio parte para o Japão e Carlos Alberto Parreira chega à Gávea.</p>
<p>Não se pode dizer que seja uma troca ruim. Ao contrário: Parreira é campeão do mundo, realizou belos trabalhos em vários clubes &#8211; noutros, nem tanto -, trata-se de um tipo bem formado e informado, é sensato, metódico e pode contribuir muito para o Flamengo alcançar aquele salto de qualidade nacional e internacional que o Rubro-Negro busca desde os tempos de Zico e cia.</p>
<p>Mas, será que Parreira, com todo o seu currículo cintilante, terá saco para agüentar tanta aporrinhação, desde o Campeonato Carioca e o Brasileirão, passando pela Copa do Brasil e da Sul-Americana?</p>
<p>É de se ver. E torcer pra que sim.</p>
<p> </p>
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