NENÊ? E POR QUE NÃO?
Parece até transmimento de pensação, como dizia o caipira. Pois, outro dia, estava vendo um jogo do PSG, em que o grande destaque foi o meia Nenê, e me veio à cabeça a possibilidade de o ex-craque do Palmeiras e do Santos merecer uma chamada de Mano.
Claro que não há nada de esotérico nisso. Afinal, creio haver uma sintonia fina entre a minha maneira de ver o futebol e a do técnico brasileiro, que tenta resgatar nosso estilo verdadeiro de jogar bola na Seleção, tão vilipendiado nos últimos tempos.
Eis, pois, que leio na Internet declaração do treinador, segundo a qual está de olho em Nenê, abrindo até a perspectiva de chamá-lo dias desses. Canhoto, hábil, solidário, e agora até goleador, Nenê não é nenhum super craque, mas pode, sim, vir a ser útil, sobretudo com sua experiência internacional, nessa fase de transição da equipe brasileira.
Cariocão
O Fluminense, que acaba de apresentar mais dois reforços – o volante-zagueiro Edinho e o atacante Araújo, revelado pelo Goiás anos atrás -, estreia no Cariocão ainda sem Conca e Emerson, mas com Souza e Deco armando as jogadas para Tartá e Fred.
Sugestiva formação, diga-se, para pegar o Bangu no Engenhão.
Claro que o campeão brasileiro não estará cintilando desde já, assim como todos os outros grandes do Brasil, que tiveram sua pré-temporada capada pela imediata disputa dos estaduais.
Mas, é de se esperar coisa de meia hora de bom futebol do Flu, pelo menos.
Já o Botafogo, que recebe o Duque de Caxias, na rodada dupla do Engenhão, ainda não poderá contar com seus novos reforços – Rodrigo Mancha, volante, ex-Santos; o meia-atacante Everton e o uruguaio Arévalo “Cacha” Rios, contratado para substituir Leandro Guerreiro.
O esquema é praticamente o mesmo do Brasileirão, com três zagueiros de ofício, e as estrelas solitárias do Botafogo continuam sendo o técnico Joel e o centroavante Loco Abreu.
Vejamos no que vai dar.
Paulistão
O campeão paulista, ainda desfalcado de uma batelada de titulares, recebe o Mirassol, no Pacaembu, com duas novidades de escol: Jonathan, ex-Cruzeiro, e Elano, na sua reestreia no clube da Vila.
Na sua estreia no Paulistão, o Santos não brilhou, mas goleou, e a manutenção da base vitoriosa sempre dá um novo estímulo.
Já São Paulo e Corinthians não golearam na rodada de abertura, mas venceram seus jogos, o que também serve para animar a tropa.
O Tricolor tem a vantagem de reincorporar dois titulares contra o caçula São Bernardo, que entrou com o pé direito na competição, no fim de semana: Dagoberto e Marlos. Ao contrário do Corinthians, que vai a Bragança sem Ronaldo Fenômeno, aquele que faz diferença, mesmo longe de sua melhor forma física.
Por fim, o Palmeiras, único grande paulista a tropeçar na estreia do Brasileirão, empatando por 0 a 0 com o Botafogo. Ainda sem Valdívia (até quando?) e com Lincoln contundido, Felipão terá de tirar da manga do colete um armador para dar uma pitada de sal no seu meio-campo. Ora, colmo colete não tem manga…
Seleção Europeia
Por falar em estrela solitária, o lateral-direito Maicon é o único brasileiro escalado na Seleção da Uefa de 2010. Em contrapartida, o Barça cede nada menos que meia dúzia de craques: a dupla de zaga Piqué e Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e David Villa, ratificando mais uma vez – o Barça é o melhor do mundo, tanto coletivamente quanto individualmente.
E olhe que, no ano findo, Danel Alves, também do Barça, jogou mais do que Maicon, sobretudo no segundo semestre quando tomou a posição do interista na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Seriam, portanto sete.
Completam a equipe o goleiro Iker Castillas e Cristiano Ronaldo, do Real, o meia Sneijder, da Inter, e o inglês Ashley Cole, do Chelsea, formando um time dos sonhos que, infelizmente, nunca entrará em campo de verdade: Casillas; Maicon, Piqué, Puyol e
Cole; Xavi, Iniesta e Sneijder; Messi, David Villa e Crstiano Ronaldo.
Renato x Grêmio
A lua-de-mel do técnico Ronaldo Gaúcho e a direção do Grêmio chegou a um impasse, digamos, a primeira briga do casal, consequência da vitória da oposição nas urnas tricolores.
Renato, dizendo-se cansado de tanta trabalheira e de olho exclusivo na pré-Libertadores, anunciou publicamente que não irá aos jogos de seu time no interior gaúcho e que, talvez, nem participe em campo do Gre-Nal, o que, lá nos pagos, significa mais do que uma heresia.
E, mais: contrariando os desejos da nova diretoria, espalha aos quatro ventos o andamento de sua renovação de contrato, as buscas por novos reforços e tal e cousa e lousa e maripousa.
Pelo visto, isso não vai dar certo.
Tudo bem: Renato é uma legenda na história do Grêmio, como jogador, e, como treinador, conseguiu a proeza de elevar o time da zona do rebaixamento à vaga na Libertadores, no Brasileirão passado.
Mas, sacumé, nessa fogueira de vaidades que arde sem cessar no mundo do futebol, se o cara não souber evitar as fagulhas, acaba sendo mesmo é fritado.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Bangu, Botafogo, Carioca, Conca, Corinthians, Deco, Elano, Emerson, Fluminense, futebol francês, Jonathan, Loco Abreu, Maicon, Mano Menezes, Nenê, Palmeiras, Paulista, PSG, Ronaldinho, Santos, São Paulo, Souza, Uefa
