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domingo, 24 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 21:24

COXA, INACREDITÁVEL

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O amigo pode considerar o campeonato paranaense uma disputa de nível inferior. Não acho. Acho mais ou menos equivalente a todos os demais estaduais dos centros avançados do futebol brasileiro. Menos do que uns, mais do que outros.

São dois, três, no máximo quatro, como no Rio e em São Paulo, eternos candidatos ao título. Os outros fazem figuras. Vez por outra, este ou aquele surpreende. Mas, é vez por outra.

De qualquer forma, a conquista do Coritiba é histórica, seja em qualquer circunstância. Ao meter 3 a 0 no Atlético, em plena Arena da Baixada, campo do inimigo eterno, levanta o segundo turno e a taça definitiva, invicto e jogando uma bola redondinha, só comparável ao do Cruzeiro, no Brasil atual.

E olhe que lá estão jogadores rodados, muitos reprovados em clubes mais afamados do país, mas nenhum cabeça de bagre, o que só eleva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, mineiro de boa cepa e cabeça.

MAIS FLA QUE FLU

Quer dizer: na bola rolando, o Flu até que teve melhores momentos do que o Fla. Nada, porém, que valesse uma vantagem significativa no placar, além daquele gol de Rafael Moura, em impedimento, diga-se.

Mas, o Fla conseguiu o empate, com um inusitado gol de cabeça de Thiago Neves, levou a decisão para os pênaltis da qual saiu com a vaga para as semifinais da Taça Guanabara, graças a Diego Maurício.

Ao Fluminense, pois, resta o consolo de se atirar de corpo e alma na Libertadores, onde já esteve em coma e reviveu em esplendor.

Charge de Milton Trajano com Felipe, do Fla, e Berna, do Flu

PRIMEIRA BICADA

O Galo deu sua primeira bicada nas semifinais do Mineirão, ao bater o América MG, que recentemente está recuperando seu status de grande: 3 a 1, de virada.

Sofreu no início, com o gol americano, mas, quando o jogo bateu ficha, lá e cá, disparou no placar, com aquele gol final de Neto Berola, tão aclamado pela galera carijó.

VERDÃO NA FITA

O Palmeiras até podia ter emplacado um placar mais folgado diante do excelente Mirassol, pois teve chances pra tanto, sobretudo nos pés de Luan. Mas, os 2 a 1 foram o suficiente para se ver agora diante do Corinthians, nas semifinais do Paulistão.

Graças a um golaço de Valdívia e um tiro certeiro de longe de Márcio Araújo, mais uma vez o melhor em campo.

TRICOLOR EM FRENTE

O São Paulo passou pelo único clássico das quartas de final num jogo sonolento de início. A tal ponto que Carpegiani logo aos 30 minutos do primeiro tempo resolveu trocar o volante Souto pelo atacante Henrique, o que conferiu ao seu time mais agudeza e dinâmica lá na frente.

Mas, quem decidiu a parada mesmo foi Ilsinho, que começara já no lugar de Lucas, poupado por dores musculares: abriu o placar de cabeça, em cruzamento de Jean, e deu a assistência medida para Dagoberto definir o placar.

Agora, vai bater ficha com o Santos. Jogaço, imagino.

A LAMBRETA DE DAMIÃO

Foi o lance mais espetacular do jogo e o decisivo: já no fim, jogo empatado, Leandro Damião escala pela direita, e, barrado pelo beque, dá-lhe uma lambreta e serve Tinga para marcar o gol da vitória do Inter sobre o Juventude.

Lance típico de meia ou ponta habilidoso, não de um centroavante genuíno, daqueles de resolver as coias lá dentro da área, sem muitos fricotes. O que é muito animador, diga-se.

Notas relacionadas:

  1. FÓRMULAS E EUFORIAS
  2. VIRADA INACREDITÁVEL
  3. AH, RONALDINHO…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 23 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 18:33

A RAPOSA QUE VIROU DRAGÃO

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Isso já deixou de ser uma raposa, virou dragão, daqueles que expelem fogo pelas narinas e devoram montanhas. Sim, é verdade, o América TO já dera sinais de fragilidade ao levar de 7 a 1 do Galo, na semana passada. Mas, ali, o time já estava classificado e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, agora, valia o direito de ir à final do Mineirão, algo que nem o mais fanático americano supunha ser possível ainda neste século. E o resultado foi esse: 8 a 1 para o Cruzeiro, o melhor time do Brasil e da América. E olhe que, segundo os relatos, o Cruzeiro jogou a meio vapor no primeiro tempo e só foi disparar a goleada histórica na etapa final.

Jogo da volta pra quê?

CORAÇÃO NA BOCA

Quando o juiz apitou o final do jogo, a Fiel estava com o coração na boca, pois nos minutos finais o Oeste resolveu fazer o que não havia feito o resto da partida – foi pra cima, até com seu goleiro de quase dois metros de altura.

Mas, cá entre nós, era para o Corinthians ter enfiado um saco no Oeste. Foi melhor de cabo a rabo, criou meia dúzia de oportunidades e só marcou dois gols, com Liedson e William, este, um golaço, por circunstâncias

O problema é que, num dos dois únicos chutes a gol do Oeste no primeiro tempo, em falha de Chicão e frango de Júlio César, surgiu o empate inesperado que poderia ter complicado a vida do Timão, caso perdesse o controle dos nervos, como costuma acontecer nesses momentos.

O Timão, porém, acelerou o jogo, mas não perdeu o tino. Chegou à vitória, apesar do breve sufoco final, e já está nas semifinais à espera de Palmeiras ou Mirassol. Palmeiras, né?

Charge de Milton Trajano sobre o que Tite diria depois da vitória corintiana

SUFOCO SINTÉTICO

O Grêmio não sofreu apenas com a grama sintética do campo do São José. Sofreu muito mais com o Cruzeiro, a grande surpresa deste campeonato gaúcho, que saiu na frente, tomou a virada, mas foi buscar o empate e só jogou a toalha no finzinho, com aquele gol de Rafael.

A par disso e das hesitações do Grêmio, valeu ver esse menino Leandro, ainda de fraldas, entrar num jogo decisivo como esse e fazer aquele gol de alta classe. Olho nele!

VASCÃO NA FINAL

Nem se pode dizer que o Vasco tenha sofrido um sufoco diante do Olaria. Só que não conseguiu jogar o que vinha jogando. Ou melhor: não revelou a mesma constância das últimas partidas.

Mas, fez um gol legal, com Eder Luís, bem ao seu estilo, na conclusão de veloz neyescapada pelo meio, e ainda se deu ao luxo de perder um pênalti, sofrido e batido por Bernardo.

De qualquer forma, aí está o Almirante, engalanado, na final da Taça Rio, o que não acontecia há muito tempo.

NEYMAR NELES!

- Meu pai sempre diz: “Escureceu, chuta forte”.

E foi o que fez o menino Neymar, seguindo os conselhos de Neymar pai – escureceu, chutou forte. Recebeu de Elano um rebote de escanteio, limpou um, de direita, e, de canhota, bateu no ângulo o gol que colocou o Santos nas semifinais do Paulistão.

Bem que a Ponte complicou o jogo, como se esperava. Marcou muito bem, enquanto o Peixe procurava ser mais cauteloso do que de hábito. Claro, num jogo só, qualquer vacilo pode ser fatal.

O Santos não vacilou, a não ser numa única bola, no segundo tempo, em que Gil antecipou-se a Durval e bateu no poste esquerdo.

De resto, não foi um show do Santástico da Vila, embora o Peixe fosse melhor o tempo todo, com exceção dos últimos minutos, quando, apesar de pressionado, criou uma chance incrível de ampliar o placar, em jogada de  Neymar mal finalizada por Keirrison. Sozinho, ele, a bola e a meta.

O Santos, além da fluência ofensiva natural, está ficando cada vez mais cascudo, bem ao gosto de Muricy.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. RAPOSA E A COPA PELA METADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 22 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 18:59

UM OUTRO FLA-FLU

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O Flamengo vem cumprindo campanha eficientíssima nesta temporada. Sagrou-se campeão da Taça Guanabara, o que lhe assegurou lugar de honra na decisão do campeonato, e é, ao lado do Coritiba, um dos dois únicos invictos do Brasil.

Mas, até agora, apesar dos números altamente favoráveis, o Fla não produziu um futebol à altura da imensa expectativa criada, sobretudo depois das chegadas de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves na Gávea.

E, pior: a urubuzada já começa a ensaiar as primeiras vaias a Ronaldinho, depois do chocho empate com o Horizonte do Ceará, pela Copa do Brasil, no meio de semana. Não é caso pra tanto, pois o gauchinho ainda renderá bem mais, mesmo não atingindo aquele patamar que fez dele o melhor do mundo, com a camisa do Barça.

Na verdade, estive aqui matutando a respeito, e começo a cristalizar uma desconfiança de muito tempo. Luxa, assim como Mano, quando convocou Ronaldinho para a Seleção, querem vê-lo ali solto pela intermediária adversária, criando e chegando para finalizar pelo meio, a exemplo de quando surgiu no Grêmio, menino-prodígio.

Mas, já no Paris-Saint Germain, Ronaldinho não conseguiu se fixar como titular nessas funções. E só foi ganhar asas de ouro quando, no Barça, passou a atuar ali pela esquerda, como ponta, onde suas jogadas de efeito, se não dessem certo, ao menos, não provocariam grandes prejuízos defensivos. Além do mais, ficava no mano a mano com o lateral, o que lhe facilitava inventar o diabo e sair livre.

Mesmo no Milan, quando teve aquele surto de recuperação, foi por ali.

Sei, não. Mas, acho que, se quisermos a plena reabilitação de Ronaldinho, será com ele jogando dessa forma, não na atual.

Mas, o craque, sacumé, de repente…

Já o Fluminense, que estava a ponto de virar pó de traque, alcançou aquela vitória memorável sobre o Argentino Juniors, na casa do inimigo, o que lhe deu sobrevida na Libertadores, e chega para enfrentar o Fla de fronte erguida. E com bola, sim, senhor, para sair vitorioso desse embate pelas semifinais da Taça Rio.

Pois, entre outras coisas, é bom não esquecer que, em mata-mata, o emocional conta muito mais do que numa disputa por pontos corridos.

Isso tudo reveste esse clássico de glamour eterno de uma capa feita com filamentos que são verdadeiros nervos expostos.

O mesmo vale para Vasco e Olaria. O Olaria é o Boa Vista do segundo turno. Mas, o Vasco está voltando a ser o Vasco. Tem mais time e está com o moral lá nas nuvens.

Portanto…

Ronaldinho não vem brilhando nos últimos jogos. Mas dele, tudo pode se esperar... (AE)

MINEIRÃO

Só se uma zebra homérica disparar sobre os gramados mineiros, Cruzeiro e Atlético deixam de ir à decisão do Campeonato Mineiro.

Sim, o América de Teófilo Otoni foi uma surpresa do Campeonato Mineiro. Mas, o Cruzeiro está jogando uma bola tão redondinha que não dá para esperar mais surpresas.

Já o América MG, que começa sua retomada de tradição, depois de longo período fora da cena mineira e brasileira, pode engrossar o caldo do Galo, que está novamente em processo de reestruturação, com as saídas de alguns jogadores, sobretudo, Tardelli.

A goleada, porém, sobre o outro América, estes dias, pode ter servido para sedimentar esse Galo em transição.

GAUCHÃO

Na teoria, as semifinais deste fim de semana no Rio Grande tendem mais ao Inter do que ao Grêmio. Em primeiro lugar, porque o Colorado pega o Juventude no Beira-Rio, enquanto o Grêmio sai para enfrentar o Cruzeiro no gramado sintético de Passo D’Aldeia, o que deixou a turma tricolor tiririca da vida.

E, embora o Juventude tenha mais tradição recente do que o Cruzeiro, é este quem vem causando admiração no campeonato.

Mas, no fim de tudo, desconfio que teremos mesmo um Gre-Nal decisivo.

PAULISTÃO

O Corinthians ficou ali na encolha a semana toda, só armazenando energias e treinando para enfrentar o Oeste, que, convenhamos, apesar da boa campanha, não é nada disso. E, mais: poderá contar com o múltiplo Jorge Henrique, que, mesmo aquém de sua melhor forma depois de longa ausência, é um reforço valioso. Assim como Dentinho.

Já Palmeiras, São Paulo e Santos tiveram de quebrar pedra no meio de semana. Dos três, o que melhor se saiu, sem dúvida, foi o Peixe, que jogou o fino diante do Táchira. Venceu bem, passou para a próxima fase da Libertadores, e estocou uma dose extra de moral para pegar a Ponte, pelas quartas de final do Paulistão.

Contudo, pega o mais categorizado, tecnicamente, adversário dos quatro grandes. Só será fácil se o Peixe conseguir deslizar em direção ao ataque na sua forma habitual. Caso contrário, a chapa esquenta. Principalmente, se o Peixe não lançar um olho gordo em cima desse garoto Renatinho, que está jogando muito.

Digo que a Ponte é o mais categorizado dentre os adversários dos quatro grandes porque a Lusa não chegou a cumprir campanha similar. Passou pela vão da porta, no último momento, mas é sempre a Lusa, que tem nesse menino Henrique uma referência de qualidade.

O São Paulo, entretanto, é hoje o melhor elenco do futebol paulista e tem tudo para seguir em frente no Paulistão.

Quanto ao Verdão, que ponteou o campeonato na maior parte da fase de classificação, é uma equipe sólida, própria para esse time de disputa, onde Felipão reina.

Mas, vem de dois jogos decepcionantes, mesmo vencendo o Santo André, pela Copa do Brasil, por 1 a 0, no meio de semana. Jogo em que só foi dar o primeiro chute aos 60 minutos de bola rolando, perdeu mais um pênalti, e dependeud a recorrente bola parada de Assunção para marcar o gol da vitória, em cabeçada de Danilo.

Vai ter de fazer muito mais para passar pelo Mirassol, time certinho, que chegou até a liderar o campeonato e que joga tudo diante do Palmeiras.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. O VEXAME E A LÓGICA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 15:47

OS ESTADUAIS E A FÓRMULA BURRA

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Cada um escolhe a fórmula de disputa do campeonato estadual que mais lhe convier. Só a do Paulistão, em todo esse mundão verde-amarelo, não convém à ninguém, sobretudo à lógica elementar do futebol.

É de longe o mais irracional e desprezível de todos. Mas, que fazer se nossos cartolas são mesmo uns eternos desmiolados?

O pior de tudo é que segue um roteiro já antigo por aqui, e o presidente da FPF, mesmo diante da crítica unânime a esse sistema, insiste em defendê-lo, sem, ao menos, acenar com uma possível reformulação para o próximo ano.

Se o seu desejo é bajular os votos dos pequenos para sua eterna reeleição, vou-lhe dar uma sugestão para que ele amplie esse carinho e bote as coisas nos eixos.

Para o próximo campeonato, acrescente mais quatro clubes da Segundona aos vinte de praxe. Ficam 24 participantes, dividido em quatro chaves de seis clubes, tendo Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos como cabeças de chave.

Serão disputados quatro turnos. Cada turno terá um campeão extraído das semifinais entre os líderes de chave. Os quatro campeões de turnos disputarão em semifinal e final o título paulista.

No primeiro turno, jogam todos na própria chave. No segundo, A contra B e C contra D. No terceiro, A contra C e D contra B. No terceiro, A contra D e B contra C.

A disputa será jogo a jogo, o tempo todo, turno por turno, com datas reduzidas e o campeonato ganhará em emoção nunca vista antes.

Sim, porque, no fim, todos jogarão contra todos, e o último da chave sempre estará em condições de lutar pelo título de seu grupo até a rodada final.

Essa fórmula aqui proposta não saiu da cartola de ninguém. É fruto de mais de sessenta anos observando as coisas do futebol, sobretudo o paulista.

PAULISTÃO

Bem, de qualquer forma, aí estão as quartas de final do Paulistão, em jogo único, sem que haja nenhuma vantagem palpável para os que melhor se classificaram na longa e enfadonha fase de qualificação, a não ser o mando de jogo.

Dos quatro grandes – um deles, o destinado a ser campeão, a não ser que dê uma zebra do tamanho da incompetência dos nossos cartolas -, apenas o Corinthians não está competindo em torneio paralelo, tipo Libertadores ou Copa do Brsil.

E, se levarmos em conta a hierarquia da tradição, é aquele que mais foi beneficiado no jogo do emparelhamento desta fase, pois pega o Oeste, que acaba de empatar com o time reserva do São Paulo.

O problema é que o Cotrinthians, dos quatro grandes, é o que vem jogando um futebol mais opaco. Mas, é o Corinthians, gente!

Já o Palmeiras de Felipão, que enfrenta o Mirassol, outro clube sem tradição, embora tenha praticado um bom futebol nesta temporada, é o time mais talhado para o jogo de mata-mata. Sobretudo, por conta de Felipão, especialista nessas artes.

Quanto ao São Paulo, time de melhor elenco dentre os paulistas, tem oscilado muito, de acordo com o vaivém dos impulsos de seu treinador. Foi o que mais perdeu. Em compensação, terminou primeirão, ainda que muito próximo dos demais.

Enfrenta, porém, a Lusa, que passou pelo funil no último instante, no único clássico das quartas de final. Num jogo só, é sempre uma pedreira maior.

E o Santos tem pela proa jogo decisivo com o Táchira para seguir vivo na Libertadores, e pegará de frente a Ponte Preta, time de tradição e força técnica. Mas, como Muricy parece estar conseguindo vestir o Peixe com uma carapaça mais dura do que a habitual, sem perder a leveza ofensiva, será a hora de abrir o Alçapão da Vila.

É esperar pra ver.

CARIOCÃO

Simplesmente Fla-Flu numa perna das semifinais da Taça Rio. E que Fla-Flu! De um lado, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves; de outro, Fred, Emerson, Conca e cia. bela.

É clássico pra mais de metro. E a chance de o Flu salvar parte da temporada tão frustrante até agora, já que o Flamengo estará de qualquer jeito na final do campeonato, a não ser que pape também este segundo turno.

Na outra perna, Vasco e Olaria, que empataram por 2 a 2 na rodada final da fase classificatória. Um Olaria surpreendente, é verdade, Mas um Vasco em ascensão vertiginosa nesta Taça Rio, depois do vexame na Taça Guanabara.

Desconfio que o Almirante toca esse barco em frente.

GAUCHÃO

Nas semifinais, o Grêmio pega o Cruzeiro, na casa do adversário, ou em qualquer outro local que a federação escolha, diante do impasse atual (o Grêmio se recusa a jogar num campo de grama sintética como o do inimigo).

Não está, nesta temporada, reproduzindo o mesmo futebol do ano passado, mas o Tricolor tem bala para pular à final.

Assim como o Inter de Falcão que enfrentará o Juventude.

Depois, é o de sempre – Gre-Nal pra matar a gente do coração.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. LOVE, LOVE
  3. DUPLAS ARTILHEIRAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 16 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 22:33

AH, RONALDINHO…

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Que novidade é essa? O Flamengo precisando vencer para escapar do confronto com o Fluminense nas semifinais da Taça Rio, tem um pênalti no último segundo antes do apito final.

Lá vai Ronaldinho para a cobrança. Caixa, claro. Ledo engano, amigo, Ronaldinho aproxima-se da bola e desfere um tiro de meta, quilômetros sobre o travessão.

Bem, vai ter de se desdobrar no Fla-Flu decisivo, o que não é fácil, nunca.

LIDERANÇA INESPERADA

E não é que, na rodada final, o Palmeiras perdeu a liderança para o São Paulo, na fase de classificação do Paulistâo?

Pois é: uma virada inesperada, já que o São Paulo enfrentou o Oeste com um time reserva, com exceção de Rogério Ceni e Lucas, e o Verdão não foi tão desfalcado a Campinas como anunciava Felipão na véspera, e acabou perdendo para a Ponte, por 2 a 1, em bela exibição de Renatinho.

Eis, porém, um resultado que suscita mais dúvidas do que certezas. Isto é: será que foi bom negócio para o São Paulo terminar na liderança, já que terá de enfrentar a Lusa, penetra de última hora no clube dos 8? E, será que não é o caso de o Palmeiras celebrar a vice-liderança final, desde que o destino lhe reservou o Mirassol para a fase decisiva?

De qualquer forma, o São Paulo, que saiu perdendo para o Oeste, só conseguiu erguer a fronte no fim do jogo, depois das entradas de Ilsinho, Marlos e Henrique, autor do gol de empate.

Até então, com Cleber Santana, Rivaldo e Willian, todos jogadores lentos demais, o time não andava. Depois, foi da água para o vinho.

SINAIS DE FALCÃO

O placar foi modestíssimo: 1 a 0 para o Inter sobre o Santa cruz, na reestreia de Falcão como técnico colorado.

Mas, muitas foram as chances criadas, como fruto evidente do novo posicionamento da equipe adotado por Falcão. O principal truque foi o de aproximar sua linha de zaga ao meio campo, por sua vez, colado ao ataque. Com isso, Falcão compactou o Inter mais à  frente, o que sempre facilita a criação de jogadas de perigo para o adversário.

Isso, porém, foi apenas um sinal, um início do que pode vir por aí, se tudo der certo.

REAL E BARÇA

No jogo dos pênaltis, o Barça venceu por 2 a 0, pois o juiz deixou de marcar um, de Casillas em Villa, no primeiro tempo, e marcou outro que não aconteceu, de Daniel Alves em Marcelo, no finzinho da partida.

Placar, aliás, que faria jus ao andamento de um jogo em que o Barça chegou a alcançar a marca inconcebível, num clássico, de 83 por cento de posse de bola.

Sim, é verdade que essa posse de bola não foi convertida em chances de gols na mesma proporção. Isso, porque o Real, mesmo jogando em casa, mesmo precisando da vitória para, ao menos, se aproximar do líder Barça, mesmo com um elenco estelar e poderoso, preferiu plantar-se atrás de deslavada retranca.

Basta dizer que o becão luso-brasileiro Pepe foi escalado como cabeça-de-área, ao lado de dois volantes – Xabi Alonso e Khedira. O lateral-direito Sérgio Ramos, zagueiro de origem, diga-se, estava claramente proibido de avançar além de sua linha de defesa, e assim por diante.

Diante disso, coube ao Barça trocar bola atrás, e, ir, aos poucos, empurrando seu típico toque-toque até a intermediária adversária, na esperança de uma escapada como aquela de Messi que, por pouco, não encobre Casillas.

Sim, claro, vez por outra o Real arriscava um contragolpe. Ou aproveitava uma cobrança de corner para Cristiano Ronaldo, de cabeça, enviar a bola na direção da meta catalã, salva pela intervenção providencial de Adriano.

Mas, logo aos 5 minutos do segundo tempo, Messi converte pênalti claro de Albiol em Villa e fica com um jogador a mais de vantagem.

O que se esperava seria um passeio do Barcelona transformou-se num longo bocejo, como se as duas equipes estivessem satisfeitas com o resultado de 1 a 0 para o Barça. Até que o técnico Mourinho decidiu colocar o alemão Ozil em campo, no lugar de Benzema.

A partir daí, o Real ganhou a coordenação que lhe faltava, e os merengues passaram a pressionar um pouco, o suficiente para cavar aquele pênalti, numa inédita saída errada da defesa catalã. Cristiano Ronaldo, então, empatou, incendiando a partida, que ficou lá e cá até o apito final.

O curioso nessa história toda é que o Real, embora tenha jogado a toalha do campeonato em seu próprio campo, atuando três quartos da partida como um pequeno, o empate parece ter-lhe infundido uma dose de ânimo extra para a sequência desse clássico na Copa do Rei e na Liga dos Campeões.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
  2. RONALDINHO E A FESTA
  3. RONALDINHO E LIEDSON, OS NOMES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de abril de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 00:50

BELEZA AZUL

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O Cruzeiro não é só o melhor time da América, líder absoluto e inalcançável da Libertadores na sua fase de grupos, com um ataque arrasador e o futebol mais leve, solto e espetacular da temporada.

É, sobretudo, o time que está, mais uma vez, destruindo o mito de que Libertadores é um certame atípico, onde a força prevalece sobre a técnica. Um campo minado onde não há lugar para a arte e o espetáculo, pois os times devem se meter num verdadeiro bunker, à espera de que raios não o ceguem, nem trovões o ensurdeçam.

Bobagem repetida tantas vezes que virou verdade indiscutível.

Claro que, no mata-mata que aí vem, tudo pode acontecer. Mas essa imponderabilidade está presente em qualquer torneio desse tipo, continental, nacional ou estadual, aqui ou na China.

Assim como na emocionante vitória do Cruzeiro sobre o Estudiantes, em La Plata, por 3 a 0, nesta quarta-feira, os azuis não pintaram e bordaram como nas vezes anteriores. Afinal, naquele campo esburacado e sob intenso temporal, seria exigir o impossível de um time tão leve como o Cruzeiro. Além do mais, faltou Montillo, o regente desse time, embora seu substituto, Leandro Guereiro, cumprisse seu papel com louvor, mas em outras funções, mais defensivas, claro.

Mesmo assim, a Raposa fez suas graças, numa noite inspirada de Gilberto, autor de um dos golaços, o terceiro: o goleiro Fábio enviou com as mãos a bola para Everton, que fez um lançamento a La Gerson, de 30 metros, para a corrida de Gilberto, que limpou o beque, o goleiro e, de direita, guardou.

Limpar beques e goleiro já não era novidade nesse jogo, pois antes de Gilberto, o menino Wallyson havia protagonizado lance parecido, no segundo gol dos azuis.

Enfim, uma beleza em meio ao embrutecido monumento à Libertadores erguido pelo imaginário dos pragmáticos de plantão.

VERDÃO, VASCÃO E BOTA

A tarefa do Vasco, na Copa do Brasil, era mais ingrata do que a do Palmeiras e a do Botafogo.  Afinal, o Botafogo jogava em casa, diante do Avaí desfalcado de Marquinhos, seu maestro, e o Palmeiras, em Santo André, diante do rebaixado no Paulistão.

Pois, foi o Vasco que melhor se saiu, metendo 3 a 0 num Náutico impulonado por sua vibrante torcida. Prova de que a ascensão do Vasco é consistente, depois das mudanças feitas em São Januário recentemente.

Não só meteu 3 a 0, como dominou o o jogo e criou mais uma pá de chances, bolas nas traves e outros babados.

Justamente o oposto do que fez o Bota, que saiu de cara levando dois gols do Avaí, e chegou ao empate por conta de uma lambança do zagueiro e do goleiro catarinas. Isso tudo no primeiro tempo.

No segundo, o Glorioso atirou-se ao ataque, no finalzinho, mas sem um pingo de criatividade, nem agressividade mínima para mudar o triste cenário, tingido pelas vaias intermináveis da pequena torcida alvinegra presente ao Engenhão.

Já o Verdão teve o jogo sob controle durante todo o primeiro tempo e boa parte do segundo, e chegou a meter 2 a 0 no Santo André, em circunstâncias curiosas: Kleber errou os dois pênaltis que lhe coube bater; mas, na sequência, fez os dois gols. O primeiro, no rebote do goleiro. O segundo, na cobrança de escanteio que tocou o travessão antes de o Gladiador empurrar para as redes.

Quer dizer: de vilão a herói num átimo.

LIGA DOS CAMPEÕES

O resultado da rodada da Liga dos Campeoões nesta quarta já estava escrito desde os jogos de ida, quando Real e Schalke golearam seus respectivos adversários – o Tottenham e a Inter de Leonardo.

A bem da verdade, foram dois joguinhos disputados na zona cinzenta do razoável.

O Real venceu por 1 a 0, gol de Cristiano Ronaldo – um disparo de longe que as mãos do brasileiro Gomes esculpiram um peru jurássico.

E o Schalke venceu a inter por 2 a 1, graças a esse extraordinário veterano Raúl Madri, o maior artilheiro da história da competição. Fez o primeiro gol e deu um passe com açúcar para o zagueiro Howedes surgir de repente na cara de Júlio César.

Assim, o Schalke vai pela primeira na vida às semifinais da Liga dos Campeões. O diabo é que pegará pela frente nenhum outro se não o Manchester de Sir Ferguson.

Já o Real… bem, o Real vai se bater com o Barça. É preciso acrescentar algo mais?

Notas relacionadas:

  1. CÉU AZUL
  2. GOLEADA AZUL
  3. TUDO AZUL NA TOCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 11 de abril de 2011 Copa do Brasil | 14:07

COXA E VERDÃO NA FOTO

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Todos sabem que os campeonatos estaduais não são indicativos confiáveis sobre como os times se comportarão no Brasileirão. São competições distintas, tanto no formato quanto na equivalência de forças dos disputantes.

Além do mais, há a janela de meio de ano, que pode transfigurar, para o bem ou para o mal, as principais equipes brasileiras. Mas, neste exato momento, se tirarmos uma foto do futebol brasileiro, dois times aparecerão em primeiro plano: Palmeiras e Coritiba, os únicos invictos e líderes de seus respectivos campeonatos, com todas as chances de levantarem os títulos em seus estados.

E o curioso é que nenhum dos dois é uma equipe estrelada, como, por exemplo, Flamengo, Fluminense, Santos, Inter ou Cruzeiro.

Mais curioso ainda é o conflito de perfis dos dois treinadores dessas equipes.

De um lado, o gaúcho e bufante Felipão, de pavio curto e boca solta, adepto de um jogo baseado, sobretudo, na marcação implacável ao adversário, ex-becão das serras gaúchas.

De outro, o mineiro Marcelo Oliveira, econômico nas palavras e nas reações emocionais, ex-meia habilidoso do Galo, exemplo bem acabado dos filhos das Alterosas.

Confesso que não tenho visto o Coritiba jogar, mas, dizem que, além de eficiente, está praticando um futebol mais refinado  ofensivo do que de hábito.

Já o Verdão está a toda hora na minha telinha e é fácil constatar que Felipão conseguiu arrumar de tal jeito esse time que, além da proverbial defesa sólida, com as voltas de Lincoln e Valdívia, alternando-se ao lado do menino Patrik, o Palmeiras ganhou uma dose extra de criatividade, também.

Dê no que der, porém, que coxas e palestrinos não esfreguem demais as mãos com vistas ao Brasileirão. Podem criar calo. Ou erguê-las aos céus, num gesto de agradecimento, quem sabe?

MASSACRE DE REALENGO

Um leitor condena meu silêncio sobre o horrendo massacre de Realengo como sinal de insensibilidade.

Poderia responder-lhe que, nesta quadra da vida, já deixei de me surpreender com a estupidez humana e os aterrorizantes monstros que habitam a alma desse sempre incompreensível ser que a maioria imagina ter sido criado por uma divindade feita de paz e amor, à sua imagem e semelhança.

Mas, não o farei, pois, mesmo sem me surpreender, estou, como todo sujeito normal, horrorizado e compungido pela tragédia que ceifou a vida de tantas crianças inocentes.

Sem ter cabedal para tanto, diria que os gatilhos do terror foram acionados por uma estranha combinação de fatores, uma equação terrível, composta pela seguinte fórmula: loucura+mimetismo.

A loucura tanto pode ser uma herança genética maldita, ou uma disfunção adquirida, seja por desequilíbrios bioquímicos ou por trauma, basicamente, sem considerar outros fatores que nem a psiquiatria – esse ramo do conhecimento humano tão recente – ainda possa ter detectado.

Mas, o mimetismo está na cara, mesmo pelo pouco que sabe da vida pregressa do assassino em massa – sujeito recluso, colado ao computador e navegando pelos caminhos mais escuros dessa Internet sem fim nem balizas.

Até então, agradecia à Mães Natureza ter nos poupado de terremotos, furacões, tsunamis, erupções vulcânicas e demais catástrofes que devastam outras partes do mundo. Assim como agradecia a meus conterrâneos, tão frágeis reféns da colonização cultural vinda do Norte, que, pelo menos, não importaram esse e sangrento desatino da execução em massa de inocentes, tão recorrente nos EUA, por exemplo.

De repente, um maluco sobe numa torre de igreja e passa a fuzilar os passantes na praça. Outro, invade uma escola e metralha dezenas de pessoas, alunos, funcionários e professores.

A propósito, certa vez, o grande dramaturgo e cronista Nélson Rodrigues disse que, graças a Deus, nossos loucos eram mansos, todos Napoleões de hospício sem espadas nem pistolas.

Esse tempo já era, meu. E esse é o mais aterrorizante legado do sangue inocente derramado em Realengo. Não apenas o que aconteceu, mas o que ainda pode vir, depois de o encanto ter se quebrado.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

domingo, 10 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 03:55

VERDÃO E VASCÃO NO TOPO

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Verdão e Vascão mantiveram suas lideranças neste sábado, sem sobressaltos. .

Ambos venceram seus respectivos adversários – Prudente, que está no bico do corvo, e Cabofriense, que já foi devorado pela ave agourenta do descenso –  por 2 a 0 e 2 a 1, muito pouco para o que fizeram em campo.

O Palmeiras, classificadíssimo para as semifinais do Paulistão, mais uma vez demonstrou sua força de conjunto, em que o sistema defensivo como um todo se destaca. Mas, mesmo sem Kleber, o Gladiador, revelou algo mais: criatividade, com Lincoln e depois Valdívia, e agudeza no ataque.

Tanto, que criou e desperdiçou uma pá de oportunidades para ampliar o placar configurado por duas bolas paradas saídas dos pés de Lincoln e Valdívia para o cabeceio de Thiago Heleno e o gol contra de Douglas.

Pelo andar da carruagem verde, o Palmeiras vai levantar a taça virtual do turno de classificação. E, no mata-mata que se seguirá, tira da cartola seu maior trunfo – Felipão, mestre nessas artes.

Por falar em criatividade, esse tem sido o ponto de inflexão desse Vasco sob nova direção, a de Ricardo Gomes. Com o veterano Felipe, redivivo, e o garoto Bernardo, em pleno desabrochar, Eder Luís e Alecssandro têm se fartado de receber bolas açucaradas lá na frente.

O vasco está perdendo muitos gols? Sim, mas nisso há um sinal altamente positivo: está criando muito mais oportunidades do que os outros. Quanto mais, melhor. Uma hora a bichinha entra.

O importante é que o Vasco depende só dele para ir à disputa final da Taça Rio. Mas, se o Botafogo, neste domingo, quiser dar uma mãozinha, vencendo o Flamengo, o Almirante faz uma reverência com seu chapéu emplumado e agradece, comovido.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 2 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 08:19

ATAQUE VERSUS DEFESA

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É o confronto entre o melhor ataque do Paulistão e a melhor defesa do Brasil. Pelo menos, é o que dizem as estatísticas.

Mas, Santos e Palmeiras, o clássico deste domingo na Vila, podem nos oferecer algo mais do que dizem os números – um espetáculo de alto nível técnico, sobretudo se Valdívia for aprovado nos testes finais.

Então, poderíamos ter Valdívia, Lincoln e Kleber conferindo mais qualidade ao ataque da melhor defesa. E, do outro lado, Ganso e Neymar juntam-se a Zé Love e Keirrison na busca dos gols que ratificariam o poder de fogo santista.

O fato é que ambos, já classificados para o mata-mata que se seguirá a esta fase esdrúxula do campeonato, lutam por uma posição que neste momento transcende até mesmo à tradição do clássico. Ou seja: a liderança do torneio.

O Palmeiras, com um ponto de vantagem sobre o Santos defende o posto. E, defender, é o negócio de Felipão, que conseguiu a mágica de arrumar esse Palmeiras tão desacreditado no início da temporada.

Mas, o Santos também tem no seu DNA, como gosta de dizer seu presidente, a enzima do gol.

É jogo pra se ver em HD.

IMPERADORXFABULOSO

Corinthians e São Paulo também brigam pela liderança do Paulistão neste domingo, contra Botafogo e Mirassol, respectivamente.
Mas, no Parque e no Morumbi, só se fala na nova dupla de artilheiros do futebol paulista; Adriano, no Timão, e Luís Fabiano, no Tricolor, apresentados esta semana pelos dois clubes – no Morumbi, uma apoteose; no CT do Parque Ecológico, discreta cerimônia.

Fabuloso volta à casa como o filho pródigo, ídolo eterno da torcida tricolor; Adriano vai chegando de mansinho, ainda sob olhares desconfiados acerca de seu comportamento fora de campo, garantindo que está curado de seus males e que vai dar tudo pelo Alvinegro.

Mas, o que vai valer mesmo será quando entrarem em campo.

Ambos recuperam-se de lesões e nenhum deles poderá jogar neste Paulistão. Mas, Luís Fabiano, talvez, possa entrar ainda na Copa do Brasil. Isso, se o São Paulo não repetir no Morumbi o vexame que deu no Arrudão diante do Santa Cruz.

Já disse e repito, a propósito, quando o São Paulo achou sua melhor formação na temporada, com Casemiro e Carlinhos Paraíba como volantes, Lucas armando, e Dagoberto e Fernandinho concluindo mais à frente: sossega o pito, Carpegiani!

Porém, e quando Fabuloso puder jogar? Simples, basta sacar um dos três zagueiros e colocar o artilheiro lá na frente, no seu lugar de origem.

Quanto ao aproveitamento de Adriano no Corinthians, o cenário passa a ser mais rebuscado. Simplesmente substituir Liedson, impensável. Então, o goleador Liedson terá de buscar mais os lados do campo, o que o afastará da área onde tem reinado desde sua volta ao Corinthians. E Tite será obrigado a sacrificar ou Dentinho ou Jorge Henrique, o que reduzirá a velocidade do ataque corintianos, além da marcação na saída de bola do adversário.

Tudo isso, contudo, é mero exercício de futurologia.

O melhor é esperar pra ver.

CERCANDO O GANSO

O cerco sobre Ganso e Neymar aperta a cada dia. Inter de Milão, Barcelona, Milan e Chelsea já enviaram mensagens ao Sargento Garcia para a captura dos nossos dois Zorros.

Os corações dos meninos disparam, enquanto o de Luís Álvaro se confrange, na certeza de que, mais cedo ou mais tarde, terá de abrir mão desses dois craques fora de série.

Aliás, o presidente do Santos veio a público para revelar que os investidores detentores de parte dos direitos de Ganso estão colocando o jogador em leilão, oferecendo-o não apenas ao futebol europeu mas também a Corinthians,São Paulo e Palmeiras.

Nesse caso, não se trata de Zorro, mas de uma zorra total.

Que fazer, se a vida é essa, é um segundo que se esvai depressa; todos nós temos o nosso momento; depois dele, só o esquecimento, como dizia o poeta popular.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 24 de março de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 16:52

OS CAMINHOS DE MANO

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O Brasil pega a Escócia, num amistoso em Londres, ainda à procura de uma opção para Ganso, como meia-armador, essa entidade expurgada do nosso futebol há duas décadas desde a instituição dos dois ou três volantes, que faz a cabeça dos nossos treinadores até hoje.

Infelizmente, não há outro com todos os atributos de Ganso para essa função. Antigamente, e aqui estendo esse tempo dos anos 30 aos 80, sobravam craques nessa posição, de Romeu e Tim a Zizinho e Jair Rosa Pinto, passando por Didi, Rubens – o Dr. Rúbis do Flamengo -, Gérson e o diabo a quatro.

Qualquer time pequeno ou médio tinha lá seu armador de escol. Hoje, o que temos por aqui são três gringos que sequer atuam pela seleção de seu país: Montillo, D’Alessandro e Conca. Palmas para eles, e vergonha para nós.

Mas, voltando à vaca fria. Nesse jogo contra a Escócia, Mano Menezes deverá testar Renato Augusto nessa função. O rapaz tem talento para tanto, mas não sei se tem estofo Vai ter de provar.

De qualquer forma, espero que mano não escale ao seu lado mais um volante, além de Lucas e Ramires, tipo Elano ou Elias, pois vai enfrentar uma retranca histórica, que exige habilidade e velocidade para rompê-la. Alguém como Lucas, o menino do São Paulo.

Justamente porque esse é o período de experiências em que Mano deve tentar o máximo do potencial do elenco convocado.

O FLU E ABEL

Tive boa impressão do atual presidente do Flu, no contato que mantivemos durante o programa Arena Sportv, na quarta. Mas, veja o amigo em que camisa de força se meteu o cartola em, ao vivo, no ar, se comprometer com Abel Braga, que falava pelo telefone das arábias.

E se o interino Endesron Moreira, que atuou com esmero na heroica virada do Flu diante do América do México, seguir reproduzindo tal desempenho?

O rapaz foi firme e providencial nas substituições dos jogadores certos naquele jogo, o que é essencial para qualquer treinador. Ao colocar Deco e Araújo em campo, no segundo tempo, projetou, com ciência, seu time ao ataque e chegou ao resultado que parecia improvável, pelo andar da carruagem até então.

Vai que o bicho pegue no breu, ponha seu time para jogar ofensivamente, como queremos todos, dê a volta por cima na Taça Rio e ainda consiga avançar na Libertadores nesses dois meses que antecedem à chegada de Abel?

Abel está muito fora do nosso futebol, e já anunciou de lá que, por exemplo, Edinho é seu titular, sem dúvidas. Ora, Edinho é bom jogador, como volante ou zagueiro, mas nada excepcional.

Digamos que dê na telha de Enderson escalar o meio de campo do Flu com Diguinho, um volante que sai pro jogo, Souza, Deco e Conca, mais Emerson ou Araújo e Fred. E que esse time desembeste, como na teoria o sugere, a meter gols mais gols nos adversários. Onde Abel encaixará Edinho? Só se for de zagueiro.

Aí, tudo bem.

A VOLTA DE LINCOLN

Felipão continua reticente quanto ao aproveitamento de Lincoln ao lado de Valdívia, Patrik e Kleber. Posso ainda acrescentar mais um: Luan.

“Os quatro, não, pois teremos problemas com a marcação”. Só porque quer. Ou melhor: porque não quer compactar o time, com os zagueiros mais avançados, próximos dos dois volantes – Marcos Assunção e Márcio Araújo.

Esse é o vezo dos treinadores brasileiros: só conhecem uma fórmula de jogar, de preferência, a mais segura no seu modo de ver, e dela não arredam pé, nem que o destino lhe ofereça algo maior.

Lincoln estava há  dois meses afastado do time. Voltou e esmerilhou num setor em que o Palmeiras é mais carente do que o do centroavante por que Felipão tanto clama.

Já passou da hora de a turma avançar, em todos os sentidos.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. VALEU, MANO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

  1. Primeira
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  10. Última