COXA, INACREDITÁVEL
O amigo pode considerar o campeonato paranaense uma disputa de nível inferior. Não acho. Acho mais ou menos equivalente a todos os demais estaduais dos centros avançados do futebol brasileiro. Menos do que uns, mais do que outros.
São dois, três, no máximo quatro, como no Rio e em São Paulo, eternos candidatos ao título. Os outros fazem figuras. Vez por outra, este ou aquele surpreende. Mas, é vez por outra.
De qualquer forma, a conquista do Coritiba é histórica, seja em qualquer circunstância. Ao meter 3 a 0 no Atlético, em plena Arena da Baixada, campo do inimigo eterno, levanta o segundo turno e a taça definitiva, invicto e jogando uma bola redondinha, só comparável ao do Cruzeiro, no Brasil atual.
E olhe que lá estão jogadores rodados, muitos reprovados em clubes mais afamados do país, mas nenhum cabeça de bagre, o que só eleva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, mineiro de boa cepa e cabeça.
MAIS FLA QUE FLU
Quer dizer: na bola rolando, o Flu até que teve melhores momentos do que o Fla. Nada, porém, que valesse uma vantagem significativa no placar, além daquele gol de Rafael Moura, em impedimento, diga-se.
Mas, o Fla conseguiu o empate, com um inusitado gol de cabeça de Thiago Neves, levou a decisão para os pênaltis da qual saiu com a vaga para as semifinais da Taça Guanabara, graças a Diego Maurício.
Ao Fluminense, pois, resta o consolo de se atirar de corpo e alma na Libertadores, onde já esteve em coma e reviveu em esplendor.
PRIMEIRA BICADA
O Galo deu sua primeira bicada nas semifinais do Mineirão, ao bater o América MG, que recentemente está recuperando seu status de grande: 3 a 1, de virada.
Sofreu no início, com o gol americano, mas, quando o jogo bateu ficha, lá e cá, disparou no placar, com aquele gol final de Neto Berola, tão aclamado pela galera carijó.
VERDÃO NA FITA
O Palmeiras até podia ter emplacado um placar mais folgado diante do excelente Mirassol, pois teve chances pra tanto, sobretudo nos pés de Luan. Mas, os 2 a 1 foram o suficiente para se ver agora diante do Corinthians, nas semifinais do Paulistão.
Graças a um golaço de Valdívia e um tiro certeiro de longe de Márcio Araújo, mais uma vez o melhor em campo.
TRICOLOR EM FRENTE
O São Paulo passou pelo único clássico das quartas de final num jogo sonolento de início. A tal ponto que Carpegiani logo aos 30 minutos do primeiro tempo resolveu trocar o volante Souto pelo atacante Henrique, o que conferiu ao seu time mais agudeza e dinâmica lá na frente.
Mas, quem decidiu a parada mesmo foi Ilsinho, que começara já no lugar de Lucas, poupado por dores musculares: abriu o placar de cabeça, em cruzamento de Jean, e deu a assistência medida para Dagoberto definir o placar.
Agora, vai bater ficha com o Santos. Jogaço, imagino.
A LAMBRETA DE DAMIÃO
Foi o lance mais espetacular do jogo e o decisivo: já no fim, jogo empatado, Leandro Damião escala pela direita, e, barrado pelo beque, dá-lhe uma lambreta e serve Tinga para marcar o gol da vitória do Inter sobre o Juventude.
Lance típico de meia ou ponta habilidoso, não de um centroavante genuíno, daqueles de resolver as coias lá dentro da área, sem muitos fricotes. O que é muito animador, diga-se.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-MG, Campeonato Paranaense, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Ilsinho, Internacional, Leandro Damião, Márcio Araújo, Mirassol, Palmeiras, São Paulo, Valdívia


