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Posts com a Tag Palmeiras

quinta-feira, 6 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 23:49

O EMPATE E AS GOLEADAS

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Foi um jogo lancinante, em pelo menos três quartos de seu desenrolar, em que o Palmeiras teve um desempenho exemplar nos primeiros trinta minutos, quando marcou seu gol, com Cleiton Xavier, de cabeça, e o Grêmio virou do avesso nos minutos seguintes, ao empatar com Maxi López e obrigar Marcos a praticar duas defesas difíceis.

E, logo no início do segundo tempo, o Grêmio seguiu pressionando, a ponto de Wendell salvar um gol sobre a risca fatal. Em meio ao vaivém das trocas de jogadores e de esquema, pelos dois técnicos, Rever sofreu grave lesão na cabeça, e os gaúchos refluíram no final, quando o Verdão partiu para o sufoco, em vão.

Assim, o Palmeiras soma um ponto mais de distãncia em relação ao vice, Goiás, e ao terceiro, Atlético Mineiro, que folgou na tabela e tem um jogo a menos, mas deixou uma certa apreensão na torcida, que já vinha se acostumando com vitórias mais ou menos folgadas, embora um clássico contra o Grêmio é sempre dureza, lá ou cá.

GOLEADAS REDENTORAS

Demorou, mas o Flu tirou a barriga da miséria, ao golear o Sport por 5 a 1, no Maracanã, com um primeiro tempo singular de Roni, autor de um gol e de duas assistências para o menino Kieza. há tempos que a nação tricolor esperava isso, algo que a anime a acreditar que o Flu sáirá dessa incólume.

Assim como o Barueri, depois de bela campanha, vinha numa fase descendente, até meter 4 a 0, na Arena, no Vitória, que passou a patinar, após digna performance nas dez/doze primeiras rodadas do Brasileirão.

Notas relacionadas:

  1. BASTA!
  2. E O SÃO PAULO CHEGOU
  3. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 4 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 17:34

RODADA DECISIVA, COMO TODAS

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Évem, como dizem as baianinhas de saia de roda e penduricalhos de muito axé, mais uma rodada decisiva do Brasileirão. Isso mesmo: decisiva, pois, em campeonatos por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, cujos pontos disputados serão saudados ou lamentados lá na frente, na reta final.

E o Vitória de Carpegiani, por quem elas suspiram com graça e fervor, precisa se reabilitar diante do Barueri, quinta, na Arena, da derrota recente para o São Paulo, o que não parece nada improvável, desde que o adversário anda capengando, depois de bela campanha até três rodadas atrás.

Mesmo porque periga o Vitória ter mais torcida na Arena do que o Barueri, pelo simples fato de a Grande São Paulo ser a maior cidade nordestina do país, sobretudo de baianos natos e seus descendentes diretos.

Já o São Paulo, que venceu o Vitória na rodada passada, enfrenta uma pedreira maior até, ao receber o  Botafogo, que enceta uma reação na tabela nas mãos de Ney Franco. Não só pela força da camisa do Glorioso, mas pela arrancada recente que o despregou da zona de rebaixamento para o limiar da Sul-Americana.

Mas, o Tricolor começa a se ajeitar nas mãos de Ricardo Gomes, ainda que no velho esquema dos três zagueiros. Passou a marcar mais à frente, e está conseguindo fazer a bola circular com ciência no meio-de-campo, graças a pequenas, porém, fundamentais mudanças: o recuo de Hernanes à posição de volante, onde o rapaz se sente muito mais à vontade do que atuando como meia, e o visível crescimento do futebol de Dagoberto, herói das duas últimas vitórias tricolores, entre outras coisas.

O São Paulo, porém, apesar dos bons sinais, ainda não chegou ao formato ideal – talvez, nem chegue -, mas caminha nessa direção.

TIMÃO NOS AFLITOS

Ainda sem Ronaldo, mas com Edu no time, o Corinthians vai aos Aflitos enfrentar o Timbu lanterna, que na rodada anterior arrancou heróico empate do Flamengo, em pleno Maracanã. Aliás, nem tão pleno assim, onde a nota destoando foi protagonizada por Léo Moura, xingando a torcida.

A ausência de Ronaldo segue sendo uma lacuna impossível de ser preenchida, embora Souza, já no empate com o Avaí, tenha apresentado evolução significativa desde sua estréia no Corinthians.

E a presença de Edu implica num passe mais exato e em maior segurança para a defesa corintiana. Além de empurrar Elias mais à frente, onde o meia se dá tão bem como segundo volante. Acrescente aí a volta de Dentinho, e, tudo indica, teremos um Timão mais forte do que o do fim-de-semana. Com a cabeça fria, o Corinthians haverá de se moldar em novo time.

LÍDER IMPREVISÍVEL

Muricy, mal assumiu o comando do líder Palmeiras, e já imprimiu suas digitais no time. As digitais de um tricampeão brasileiro, o que vale ouro, sem dúvida. Mas, que descaracterizou o time até então em plena ascensão.

Se a justificativa de Muricy para impingir o esquema com três zagueiros contra o Sport, na pior exibição do time nas últimas sete/oito partidas anteriores, era porque o adversário usava o mesmo esquema, contra o Grêmio, nesta quinta, no Palestra Itália, isso cai por terra, já que o Tricolor gaúcho de Paulo Autuori mudou o braço da viola e joga com apenas dois zagueiros.

De qualquer forma, o Verdão tem todas as chances de acumular mais uma vitória, pois a recente goleada do Grêmio sobre o Cruzeiro, embora lídima, prejudica qualquer análise pelas expulsões de dois adversários.

Mas, se optar pelo sistema em que Muricy está aferrado, grandes são as possibilidades de o Grêmio, com seus Túlios, Adilsons, Tchecos e Souzas, dominar o meio de campo e ditar o ritmo do jogo.

Mais importante, porém, no caso, é celebrar os 36 anos de idade do goleiraço Marcos, na minha opinião, o maior da história gloriosa do Palmeiras, com todo o respeito a Oberdã, outro ícone, e a Leão, Valdir de Moraes, Primo e tantos que ali brilharam.

Idade de trinta e seis anos  para um goleiro do porte de Marcos é nada , quando sabemos que seus nobres parceiros de outras eras, no mundo todo, passaram dos quarenta jogando uma enormidade, como Carrizzo, Manga etc.

A propósito, pelo talento e pelo caráter de Marcos, se estiver nessa mesma forma às vésperas da Copa da África, teria um lugar na nossa Seleção, nem que seja para a reserva de Júlio César, que anda fechando o gol na Inter e na Seleção como poucos, diga-se.

TEMPO DO GOIÁS

O Goiás, em franca ascensão e celebrando a volta do filho pródigo, Fernandão, recebe no Serra Dourada um Flamengo machucado pelo empate com o Náutico no Maracanã, e cheio de dedos pela incompatibilidade entre Léo Moura, um dos seus principais jogadores, e a torcida, justamente no dia em que Andrade foi efetivado como treinador da equipe.

O Goiás, possivelmente, deverá ter de volta vários dos titulares que estiveram ausentes na heróica virada sobre o Santo André em São Caetano, o que aumenta em muito suas possibilidades.

O diabo é que o Goiás tem apresentado um resultado muito superior fora de casa do que no Serra Dourada: coisa de 78 por cento contra apenas 50.

É hora de virar esse jogo, se quiser seguir brigando pelo título.

RAPOSA, PEIXE, AVAÍ E FLU

O Peixe, por causa de seu jogo adiado com o Inter, teve um bom espaço para Luxemburgo prepará-lo com vistas ao jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, coisa rara nesse calendário opressivo do futebol brasileiro.

Luxa, que é errático e exaustivo nos seus discursos, sabe como nenhum outro armar seus times, treiná-los devidamente, motivá-los e tal e cousa e lousa e maripousa. Vale verificar se isso ainda funciona.

Quanto ao Coritiba, que, depois de uma arrancada prodigiosa para longe da zona do rebaixamento, refluiu, esse é um daqueles jogos em que não pode bobear. Confesso que não apostaria nem em um, nem em outro.

Já o Avaí, nessa virtuosa escalada desde a lanterna, jogando em casa, dificilmente deverá deixar escapar um belo resultado diante de um Santo André em crise. Basta evitar que Marcelinho Carioca tenha uma daquelas chances de cobrança de falta perto da área em que o veterano craque costuma transformar em pênalti.

E a Raposa, a que veio? Bem, o Cruzeiro ainda carrega nos nervos os eflúvios da frustrante perda da Copa Libertadores da América. Tem time para se reerguer, embora já nem almejando o título. E esse é o momento de readquirir o equilíbrio, jogando no Mineirão contra um Furacão que não passa de brisa leve neste campeonato.

Por fim, o Fluminense, em plena reformulação administrativa, com a saída do gerente Alexandre Faria, a provável volta de Branco (fala-se, também, em Parreira para uma função dessas) e a chegada de Valdir Espinosa como apoio a Renato Gaúcho, que já começa a ter sua cabeça a prêmio.

Tudo lá em cima. E, no campo? No campo, o Flu é um time frágil, que transita pela zona do rebaixamento há muito tempo, e que recebe o Sport, outro desesperado. É jogo de vida ou morte, já que disputado entre dois que brigam para sair do bloco dos desesperados.

Notas relacionadas:

  1. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  2. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  3. TOQUE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:36

UNA FURTIVA LACRIMA

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Na Ilha do Retiro, sábado, que desolação… Eram duas legiões de beques e volantes torturante uma pobre bola angustiada e sem rumo, a não ser aquele que a levava para longe das duas metas.

Enquanto as cenas se repetiam na televisão, o amigo podia ir até a esquina, tomar um cafezinho no bar, voltar pra casa, esquentar o paõzinho, passar-lhe manteiga criteriosamente, e retornar à frente da telinha, que nada havia acontecido até então.

Isso, até lá pela metade do segundo tempo, quando um jogador do Sport foi expulso, e Muricy resolveu desfazer o malfeito, trocando um dos três zagueiros – Marcão – por um atacante – Willians, além da simples substituição de um volante por outro – Souza, no lugar de Edmílson.

A partir daí, o Palmeiras, obviamente, tomou conta do meio-de-campo, pôs a bola no chão, e passou a, pelo menos, dominar o jogo, chegando ao seu gol, numa investida de Obina pela esquerda, que cruzou para o beque Bruno Telles meter nas próprias redes.

A lógica de Muricy para mudar o jeito de o Palmeiras jogar é, no mínimo, questionável: como o Sport jogaria com três zagueiros, ele teria de se espelhar no adversário para evitar os avanços dos alas contrários. Ora, justamente pelo fato de o Sport jogar com três zagueiros – o que, em parte, explica sua péssima colocação no campeonato – é que o Palmeiras deveria manter o esquema que, nas mãos de Luxa e de Jorginho, elevou o Palmeiras à liderança isolada do Brasileirão, pois teria sempre um jogador a mais no meio-de-campo, cerne de qualquer jogo de futebol.

Mesmo porque esse Palmeiras, que no sistema com dois zagueiros de ofício, não só cumpriu campanha excepcional (em sete jogos, uma derrota e um empate, apenas), em termos de resultado, como apresentou um futebol fluente, agressivo, quando não arrasador.

Isso tudo, diante de adversários, no mínimo, tão credenciados como o Sport, em casa e fora, que também jogavam com três zagueiros, ou não.

O fato é que, evidentemente, Muricy gosta de jogar assim mesmo, embora propale que tanto faz. Portanto, o palestrino amigo que trata de se acostumar com esse novo formato da equipe. E aquele que quiser ver espetáculo, compre um ingresso do Sacala de Milão, onde sempre tem algum tenor vertendo no palco Una Furtiva Lacrima.

 

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  3. E DEU MURICY NO PALESTRA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 30 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

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Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Treinadores | 15:34

O MILAGRE DE OBINA

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Que milagre é esse, meu? Eis a questão recorrente: o cara que não fazia um golzinho sequer, nem de pênalti, havia quase um ano no Flamengo, de repente, desembarca de graça no Palestra Itália e desanda a marcar, coroando esse renascimento do artilheiro com três gols contra o arquirrival Corinthians.

Claro que estou falando de Obina. Mas, não há milagre algum, a não ser aquele quase imperceptível que ocorre todo dia com cada um de nós, em qualquer ofício.

No futebol, então, casos como esse são escrachados, evidentes, comuns e repetidos ao longo da história.

Há a estirpe dos artilheiros-craques, aqueles seres especiais que sabem jogar bola num alto nível técnico, donos de habilidades incomuns, que somam a isso tudo a vocação rara de enfiar as bolas nas redes com mais rpecisão do que os demais. Pelé, Zico, Careca, Romário, Ronaldo Fenômeno etc. E há os goleadores que só foram ungidos com o dom de fazer gols, de técnica e habilidade reduzidas.

Ambos estão sujeitos às marés de sorte e azar, períodos de fausto e de estiagem, que se alternam ao longo de suas carreiras. Quando a lua não lhes é propícia, suprem a ausência de gols com passes medidos, dribles inesperados, jogadas deslumbrantes, essas coisas, que, aos olhos da multidão, acabam compensando a ausência de gols.

Já os goleadores da linhagem de Obina, ou fazem gols o tempo todo, ou caem em depressão, pois não contribuem para o time e para o espetáculo com nada mais do que aquele toque final à redes. E, à medida em que perdem gols feitos, perdem também a auto-confiança, num ciclo vicioso que parece interminável.

Então, vem o coro das arquibancadas, amplificado pela mídia: Grosso!

E aí o cara desce aos infernos.

É muito comum o artilheiro desprezado por este clube renascer naquele outro.

Flávio, o Minuano, e Mirandinha foram execrados pela Fiel nos anos 60 e 70, para renascerem no Fluminense, no Inter e no São Paulo, com direito a vagas na Seleção. Citei dois exemplos antigos, mas poderia acrescentar casos de hoje, como Washington, que ficou aí umas rodadas a seco e já pediam a cabeça do rapaz. De repente, voltou a marcar.

Essa é a vida do artilheiro, de ontem, de hoje, de sempre.

A AUSÊNCIA DE RONALDO

Por falar em artilheiros, veja só o caso de Souza, no Corinthians.

Souza é, tecnicamente, irmão gêmeo de Obina. Fez gols por onde passou, desde o Vasco até o Flamengo, mas também passou longos períodos de estio.

Chegou ao Corinthians para segurar as pontas de um Ronaldo em recuperação, uma incógnita à época. previa-se, então, que ambos se alternariam no comando do ataque corintiano, reservando-se Ronaldo para os grandes momentos.

Mas, Ronaldo surpreendeu e Souza jamais conseguiu justificar sua contratação.

Agora, com Ronaldo baixando enfermaria porcinco semanas, seria a chance de Souza se afirmar. Mas, quem confia? Pior: se entrar no time agora, ficará inapto para ser transacionado com qualquer outro clube da Série A do Brasileirão.

O diabo é que, no atual elenco corintiano, não há nenhum substituto à vista.

Tanto pode entrar e resolver a questão, quanto afundar-se definitivamente, levando consigo um time que vinha tão bem, antes de começar a perder alguns de seus principais jogadores.

É uma faca de dois legumes, como diria o saudoso presidente corintiano, Vicente Matheus.

FLA À DERIVA

Fragmentado lá em cima, pelas desavenças políticas, o Flamengo sai à cata de um treinador para substituir Cuca, demitido outro dia.

Assim de nome feito e técnico de longo curso, caiu na praça Leão, depois de se desaver com a diretoria do Sport. Mas, sobretudo, pelos maus resultados que baixaram o Leão à zona do descenso. Mas, Leão é tão complicado… E o Flamengo, ainda mais.

Na verdade, ao que se saiba, o Fla iniciou conversações com Mancini, defenestrado há pouco pelo Santos, mas mantém um olho em Sérgio Guedes, dois emergentes de competência comprovada, mas estilos diferentes.

De qualquer forma, Andrade, o sucessor de Carlinhos como eterno interino, vai ficando. Quem sabe, não fique o tempo necessário para que o Fla ponha a cabeça no lugar?

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. TRÊS VEZES OBINA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 26 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:33

TRÊS VEZES OBINA

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Três vezes Obina, na espetacular vitória do Palmeiras sobre o Corinthians, por 3 a 0, em Presidente Prudente. Espetacular porque o Corinthians jogou com a força máxima que lhe restou depois das saídas de Cristian e de André Santos, que, aliás, estreou no Fenerbaçh marcando um gol. E, sobretudo, porque foi sempre mais seguro e incisivo do que o Timão, que, diga-se, jogou de igual pra igual.

E o tom do partida já foi dada logo no começo, com aquele disparo de Cleiton Xavier que até agora está reverberando na trave de Felipe. E, com a baixa do Fenômeno, que sofreu logo de cara uma lesão no punho e teve de deixar o campo.

Com um jogo equilibrado entre defesa, meio de campo e ataque, o Palmeiras plantou-se em campo e chegou ao gol de abertura com o artilheiro Obina, desviando de peixinho cruzamento da direita de Pierre.

Correndo poucos riscos, recomeçou o segundo na mesma toada, até chegar aos 2 a 0, com Obina, de pênalti. E, quando parecia que o Timão iria encetar uma reação, lá veio o terceiro, num contragolpe fulminante em que Cleiton Xavier deixou Obina diante das redes vazias.

Logo em seguida, Alessandro foi expulso, e a coisa toda ficou definida assim: Verdão 3, Timão 0.

Dessa forma, Jorginho entrega a Muricy, que assistiu o jogo das tribunas, um Palmeiras líder, por pontos ganhos, ao lado do Galo, que leva a vantagem de um gol a mais, esquema definido, time formado e com o moral lá nas estrelas. É só tocar o barco.

AH, GALO…

Jogando em casa e defendendo a liderança isolada do campeonato, o Galo não podia ter perdido esse jogo para o Goiás, por 1 a 0, gol de Iarley. Mesmo porque, segundo os relatos que nos chegam de Belo Horizonte, o Atlético teve o controle do jogo, pressionou, pressionou e, num contragolpe, se estrepou.

Mas, nem tanto. Afinal, segue sendo líder do campeonato, o que lhe cai bem, diga-se.

FLA, DE VIRADA

Bem que o Santos deu pala de que iria estraçalhar, com um início fulminante, em exibição exemplar de Fanso, no primeiro tempo. Mas, aos poucos, foi refluindo, e o jogo caiu num marasmo atroz, quebrado apenas no segundo tempo pelo disparo certeiro de Robson.

O Flamengo, contudo, estava vivo na parada e Adriano, de fora da área, diminuiu, e Pará, contra, ao tentar cortar cruzamento da direita, marcou a virada que evitou crise maior na Gávea, mas que pantou uma interrogação ainda maior na Vila – será que nem Luxemburgo?

GAÚCHOS E AVAÍ

Sem dúvida, a mais sensacional recuperação deste campeonato é a do Avaí, que segurou a lanterna por várias rodas, e, de repente, alçou vôo para posições mais dignas. Foi a quarta vitória consecutiva, se não erro nos números, ao bater, sábado o Furacão, em plena Arena da Baixada, por 3 a 1.

Já os gaúchos, como de hábito, estiveram em polos opostos neste sábado: enquanto o Grêmio, com toda categoria, vencia o Santo André no Olímpico por 3 a 2 (que golaço do Souza!), o Inter somava mais um infortúnio seguido, ao levar de 3 a 2 do Botafogo, no Engenhão, em jogo emocionate.

Tanto, que Juninho meteu das bolas nas traves, num jogo em que o Bota chegou a disparar 2 a 0 no primeiro tempo, levou o empate no segundo e ainda conseguiu chegar lá.

Pra mal dos pecados dos colorados, Nilmar, a estrela da companhia, já bateu asas e
voou em direção ao Villareal. Sei, não…

VITÓRIAS E SUFOCOS

Por Milton Trajano

Muito boa a vitória do São Paulo sobre o Barueri, na Arena, por 2 a 1. Não apenas porque o time vai recuperando a confiança, mas, sobretudo, pelas excelentes atuações de Hernanes e Miranda, dois craques da equipe que não andavam bem nos últimos tempos.

No primeiro tempo, foi lá e cá, uma partida gostosa de se ver, quando o placar final foi estabelecido, com gols de Washington, Raf e André Dias. Mas, no segundo, depois da expulsão de Washiington, por reclamação, foi um sufoco só: o Barueri, sob o comando de Thiago Humberto e de Everton, acuou o Tricolor em sua grande área, e o empate só não saiu por aqueles outrossins do futebol.

Quem resiste bravamente no grupo da Libertadores é o Vitória, que bateu o Coritiba em ascensão, e voltou a ocupar o lugar que lhe cabe por mérito e direito, em mais uma bela exibição de Leandro Dominguez.

Já o Cruzeiro, ao empatar com o Fluminense, na casa do inimigo, por 1 a 1, continua raiando a zona de rebaixamento, o que nem de longe faz jus à excelência de seu elenco e à gloriosa história de sua camisa.

Mas, há que se levar em conta que o Cruzeiro disputou praticamente todo o segundo tempo com um jogador a menos – Leonardo Silva, expulso. Abriu a contagem, recebeu o empate e perdeu boas chances na grande área do Flu, que, por sua vez, jogou desfalcado. De qualquer forma, o jogo foi, tecnicamente, lamentável.

*Veja mais charges de Milton trajano no blog do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. INTER E TUTTI QUANTI
  3. TRÊS VEZES RONALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 00:19

A GANGORRA DO BRASILEIRÃO

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Palmeiras e Inter perderam a grande chance de se isolarem na liderança, caso o Galo não passe pelo Flu nesta quinta. Ambos saíram na frente e permitiram a recuperação de seus respectivos adversários.

O Inter, em casa, vencia por 2 a 0, gols de Alecsandro (impedidos?), tendo pleno controle do jogo no primeiro tempo. Mas, no segundo, depois da entrada de Jorge Wagner no lugar de Marlos, o São Paulo virou o jogo de ponta cabeça e empatou, com direito a goleaço de Jean.

Pior foi o Verdão, que vencia por 1 a 0, gol de Diego Souza, e, mesmo jogando melhor do que o Goiás o tempo todo, levou a virada, com um gol de alta definição de Bruno Meneguel.

Já o Santos, na estréia de Luxa, passou na Vila pelo Furacão, gol de Neymar de alta classe, enquanto o Barueri conseguia o grande feito da noitada, ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo, em pleno Maracanã.

E o Cruzeiro se reabilitou diante do Santo André, naquele pasto do Ramalhão, e saiu do sufoco na tabela, ao contrário do Grêmio, que empacou diante do Avaí, em Florianópolis, este, sim, em plena ascensão.

É o sobe e desce do Brasileirão, que mal começou.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. TARDE DE VINGANÇAS
  3. GALO E LEÃO, NA CABEÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 22 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Treinadores | 15:36

E DEU MURICY NO PALESTRA

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Quando se pensava que esse assunto já estava encerrado, eis que Muricy assina com o Palmeiras e já assume na segunda-feira. É a chance do tetra brasileiro, feito absolutamente inédito até aqui na história do nosso futebol, mesmo porque Muricy pega um Palmeiras em posição privilegiada na tabela, bem armado por Luxa e Jorginho, com todas as condições, pois, de brigar pelo título.

Dependendo dos resultados da rodada que se inicia hoje à noite, pode receber das mãos de Jorginho um Verdão líder isolado do Brasileirão.

Mesmo porque, mais do que os resultados obtidos até aqui, o Palmeiras tem revelado um futebol leve, envolvente e agressivo, agradável de se ver. Dizem que em razão da afinidade do elenco com o técnico interino. Aliás, não faltaram declarações dos jogadores nesse sentido nos últimos dias.

Mas, Muricy tem talento e personalidade para manter vivo esse vínculo com seus comandados.

Basta tocar o barco com leme firme, sem grandes desvios, que pode chegar lá.

MAIS UM NA JANELA

Outro corintiano que está com um pé sobre o batente da janela escancarada para o mundo é Douglas, um desses raros meias canhotos de toque refinado, tão pródigos no passado e tão escassos no presente futebol brasileiro.

Douglas, por isso mesmo, tem sido um ícone do Corinthians de Mano de tantas conquistas recentes. Representa a aposta de um técnico que ousou ir na contramão do estabelecido no futebol brasileiro destes tempos sombrios, arejando seu esquema e iluminando seu meio-de-campo com jogadores que jogam bola, antes de tudo o mais, sem perder a consistência defensiva. Ao contrário, o Corinthians, mesmo jogando com uma formação muito mais ofensiva do que os demais, é dono de uma defesa forte, nada vulnerável, como preconizariam os pragmáticos de plantão.

Joga e não deixa jogar, o lema mais verdadeiro de tantos que o futebol cultiva há mais de século.

Notas relacionadas:

  1. HABEMUS TIME?
  2. RUBROS DE VERGONHA E INDIGNAÇÃO
  3. A GRANDE VITÓRIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 19 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 20:52

VERDÃO E O CANTO DO GALO

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O Palmeiras, no sábado, ao bater o Santo André por 1 a 0, foi dormir líder.

O Galo, porém,anunciou a alvorada do domingo com um canto frágil mas suficiente para recuperar a liderança diante do Vitória, no Barradão, com o empate por 0 a 0. Levando-se em conta que jogou desfalcado, sobretudo de Diego Tardelli, seu principal jogador, trata-se de um feito.

De qualquer forma, o Verdão já se assenta na segunda colocação e, pelo andar da carruagem, daqui pra frente vai disputar o título pra valer.

Principalmente, porque seu mais próximo concorrente – o Inter -, ao perder para o Grêmio, num daqueles jogos fatídicos, pela dimensão da rivalidade gaúcha, periga entrar em entropia.

TIMÃO CHEGANDO

Quem vem chegando é o Timão, que meteu 2 a 1 no Cruzeiro, em pleno Mineirão, com direito a várias chances desperdiçadas e um pênalti cobrado por Ronaldo Fenômeno que o goleiro Fábio defendeu magnificamente.

Sim, a propósito, Ronaldo falhou, pois falha toda cobrador de pênalti que não converte o tiro fatal. Mas, não se pode deixar de louvar a defesa de Fábio, que fingiu ir para a direita e voltou para pegar a bola na esquerda, depois da paradinha do artilheiro.

Contudo, estava escrito – Ronaldo haveria de fazer seu gol, nessa volta gloriosa ao Mineirão. E isso ocorreu aos 32 minutos do segundo tempo, quando recebeu bola açucarada de Jucilei, em bela arrancada, e só tocou para assegurar a vitória alvi-negra.

E não foi só isso. Espie só o passe que Ronaldo enfiou, a la Zizinho, para Jorge Henrique limpar o goleiro e concluir, aos 22 do primeiro tempo, abrindo a contagem. Coisa de craque.

Quanto ao Cruzeiro, embora tivesse a bola aos seus pés a maior parte do tempo, obviamente, ainda tenta exorcizar o fantasma da perda da Libertadores. Reduziu o placar com Kleber, de pênalti, mas carece de rápida recuperação, pelo menos, para escapar da incômoda situação que se encontra no Brasileirão.

SANSÃO MENOS FRACO

O clássico Sansão até que saiu melhor do que a encomenda. Não muito, mas, diante das baixas expectativas, tivemos um jogo disputado, em que o São Paulo foi ligeiramente melhor do que o Santos e acabou vencendo por 2 a 1, dois gols de Washington, de súbito, trazido à luz pelo técnico, e de Roni, para o Santos.

Ambos apostaram muito mais num futebol cauteloso, cheios de zagueiros e volantes, mas conseguiram, apesar disso, criar alguns lances de emoção. Nada que os credenciem desde já a campanhas extraordinárias neste campeonato. Mas, quem sabe, o bastante para recuperar a dignidade de cada um.

A esperança dos santistas tem um nome: Vanderlei Luxemburgo, que acaba de assumir o comando técnico da equipe, pela quarta vez. Luxa tem currículo invejável porque tem competência invejável, desde que volte a se dedicar exclusivamente a dirigir seus times, sem tergiversações. No campo de treinamento, não há outro igual, dentre os nossos. Fora, huummm…

Quanto a Ricardo Gomes, em plena celebração da vitória no clássico, é bom que nem se iluda, nem siga refém de tantas dúvidas. Embora uma das inconveniências de sua contratação era o fato de estar divorciado da realidade tricolor, já está por aqui tempo suficiente para definir um esquema, um time e apostar nos dois.

DE SUFOCO EM SUFOCO

Parecia que o Botafogo, ufa!, iria escapar da zona do rebaixamento justamente diante de seu eterno rival – o Flamengo. Que nada: deu a escrita, e, no finalzinho da partida, Emerson acerta um tiro venenoso no canto, depois de ter atropelado Lúcio Flávio, à entrada da área alvi-negra. Falta que entrou no balaio de erros do juiz, de lá pra cá, de cá pra lá.

O fato é que, depois de um primeiro tempo confuso, ambos fizeram um excelente segundo tempo, com direito a um final eletrizante.

Os 2 a 2 tão recorrentes nesse confronto, contudo, não aliviou a vida de nenhum dos dois, pois o Flamengo segue numa posição intermediária, enquanto o Botafogo recebe o bafo dos ínferos.

Quem, porém, escapou desses miasmas aterrorizantes foi o Avaí, já tido e havido como rebaixado de antemão. Ao bater o Sport, jogou o Leão no fogo e ascendeu uns dois degraus acima da zona do sufoco.

Mas, falta muito, gente.

Notas relacionadas:

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  2. E O GALO TÁ LÁ!
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 18 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:27

NORMAL E ESTAPAFÚRDIO

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A rodada deste fim-de-semana do Brasileirão começou com um resultado normal e outro estapafúrdio.

Normal foi o Palmeiras, sob o comando sereno de Jorginho, vencer o Santo André por 1 a 0, gol de Diego Souza, em melê na área adversária, bola que sobrou.

Não, não foi brilhante o Verdão, como nos dois últimos jogos. nem poderia ser, diante de um adversário bem organizado, sobretudo no seu sistema de marcação, e que possui nos disparos de Marcelinho Carioca e nos cabeceios de Nunes armas mortíferas, capazes de serem acionadas a qualuqer momento, independendo do andamento do jogo.

Mas, foi compacto, seguro, equilibrado emocionalmente, o bastante para ter o controle do jogo e do placar.

Assim, saltou para a liderança temporária do campeonato, que até poderá ser estendida, caso o Galo e o Inter vacilem neste domingo, o que não é nada impossível.

Afinal, o líder Atlético Mineiro vai ao Barradão enfrentar nada menos do que o Vitória, time que vem se mantendo ali no topo da tabela há muito tempo, e, que, em casa, é sempre osso duro de roer. E o Inter simplesmente tromba com seu eterno rival, Grêmio, no Olímpico, em jogo que, dizem, definrá o destino de Tite à frente do Colorado.

Já o resultado estapafúrdio foi essa goleada do Goiás, por 4 a 1 e de virada, sobre o Flu, no Maracanã.

Não que o Goiás fizesse menos por merecê-la. Mas, que diabo!, o Flu é o Flu, nem tanto Flu como alguns de seus torcedores e dirigentes imaginam, mas ainda assim…

SANSÃO E LUXA  

São Paulo e Santos, até outro dia, seria um clássico merecedor de manchetes e grande expectativa. Neste domingo, huummm… Pode ser, não duvido, que tenhamos um jogo emocionante, de alto desempenho e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, ambos estão tão cheios de dedos que não me parece haver campo para pés mais adestrados.

Ricardo Gomes segue em busca de qualificar seu time, enquanto Serginho só aguardo o momento de passar o bastão temporário para Luxemburgo, que está de volta à Vila pela quarta vez.

Aí, o Peixe vai de vez? Quem sabe? Luxa é do ramo e o atual time do Santos tem lá suas vantagens e muitas desvantagens, que Mancini não soube superar. De qualquer forma, Luxa tem uma afinada especial com o presidente, o que já lhe dá um bom respaldo para remontar um time que estava ainda em fase de transição.

TUDO AZUL?

Nananina! Eis um jogo tenebroso para o Cruzeiro, embora seja disputado no Mineirão, o que lhe confere certa vantagem. E nada tem a ver com a capacidade técnica do vice-campeão da América, e tudo a ver com sua alma ferida pela perda da Libertadores em pleno Mineirão ainda outro dia.

Pois o Cruzeiro não só terá de vencer a funda decepção com a derrota para o Estudiantes como também o temor de cair na zona de rebaixamento, suprema humilhação para quem sonhava com o título mundial de clubes, na véspera.

Por seu lado, o Corinthians precisa desde já fincar pé para dar aquele salto em direção à tríplice coroa, e nenhum trampolim melhor do que esse: bater o poderoso Cruzeiro na casa do inimigo.

Vai ser de lascar.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. CHAMAS E CINZAS
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 18
  4. 19
  5. 20
  6. 21
  7. 22
  8. Última