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Posts com a Tag Palmeiras

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:36

TRIO DE FERRO E A SURPRESA

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O domingo do Brasileirão foi do Trio de Ferro, que saiu de campo vitorioso. E olhe que só o Palmeiras, dos três, jogou em casa. Quer dizer, mais ou menos, pois o Palestra está no chão e o Pacaembu ou a Arena de Barueri interditados para o Verdão que teve de receber o Botafogo em Rio Preto.

Dentro de suas limitações, o Palmeiras fez o que podia e um pouco mais. Isto é: defendeu-se bem, como de hábito, e ainda criou mais chances do que o Botafogo, culminando com um golaço de Kleber, o Gladiador.

Já no Olímpico, o jogo rolou em banho-maria durante todo o primeiro tempo, e bastou o Grêmio abrir o placar, na cobrança de pênalti de Castán no menino Leandro (o beque atirou seu corpo contra o do atacante) para o Corinthians despertar.

Três minutos depois, Ramires atira e Neuton salva sobre a risca. Em seguida, pênalti de Lúcio em Liedson, que Chicão converte. O Grêmio, como resposta, passa a trabalhar a bola melhor até que Liedson colhe aquele sensacional chicote na área: 2 a 1.

A partir daí, deu pane na defesa do Grêmio e o Corinthians, mesmo sem ser espetacular, poderia ter ampliado o placar.

Por fim, em São Januário, o São Paulo conquistou uma bela vitória sobre o atual campeão brasileiro, o Fluminense, por 2 a 0. E olhe que poderia ter sido de mais, pois, no segundo tempo, o Tricolor paulista foi um aço, com Casemiro apoiando aquela dupla de atacantes, lisos feito quiabo – Dagoberto e Lucas.

Vitória para aliviar a atmosfera pesada do Morumbi e para ainda mais acentuar o mal-estar nas Laranjeiras, onde já se começa a esperar Abel Braga como um verdadeiro messias.

De resto, a surpresa da derrota do Cruzeiro para o Figueirense, por 1 a 0, embora as oportunidades de gol desperdiçadas pela Raposa foram suficientes para não abalar as esperanças azuis.

E a suspeita plantada na Arena do Jacaré de que o Bahia não chegou para ficar, além da certeza de que o verdadeiro Coritiba ainda não estreou.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 17:34

PEIXE, ALÉM DAS ADVERSIDADES

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Diante de todas as adversidades que o Santos teve de enfrentar, a vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas, em Manizales valeu por uma goleada. Sobretudo, porque o Peixe, a maior parte do tempo, pôs a bola no chão, envolveu o adversário, correu poucos riscos, a não ser aquela pressãozinha de final de jogo, natural nessas circunstâncias, e até poderia ter ampliado o placar em dois lances, pelo menos.

Falo, claro, daquela chegada de Alan Patrick diante do goleiro e da cobrança de falta por Elano que se chocou com a trave.

Quanto ao gol marcado, mais uma vez nasceu da clarividência de Neymar, que percebeu a entrada pela esquerda de Alan Patrick e serviu-lhe de colher para o substituto de Ganso mandar a bola às redes colombianas.

O mesmo Neymar, que, apesar do evidente cansaço, protagonizou os lances mais inventivos, quando não hilariantes, da partida, além de ter dado a assistência para o gol e provocado a expulsão de Calle, o que, óbvio, facilitou as coisas para o Santos.

A propósito, aliás, vale dar os parabéns ao técnico Muricy, que, além de armar bem seu time, principalmente, o sistema defensivo, só foi apelar para o terceiro zagueiro já lá perto dos acréscimos, quando Elano arriara de vez.

Agora, resta reunir as tais forças extras para decidir o Paulistão na Vila com o Corinthians e pegar, em seguida, o Once Caldas, no jogo da volta, reavivando na memória a trágica noite de quarta do Cruzeiro, frente ao mesmo time.

Depois, se tudo der certo, aí, sim, celebrar, e juntar os cacos para o que der e vier..

A CARROÇA E O BONDE

A Carroça sem Freio abalroou o Bonde sem Freio, acreditem!, e tirou o técnico Luxemburgo dos trilhos, que saiu atirando sobre o juiz e o chefe da arbitragem da CBF.

E olhe que o Flamengo teve a classificação às semifinais da Copa do Brasil a seus pés até a metade do primeiro tempo, quando disparou 2 a 0, ambos de Thiago Neves (o primeiro, um primor de técnica e reflexos).

Momentos em que Ronaldinho Gaúcho, o R-10, produziu seu melhor futebol desde que desembarcou na Gávea. Dentre eles, o passe pelo alto para Thiago Neves marcar o primeiro gol.

Mas, aos poucos, sobretudo depois da entrada de Osvaldo no lugar de Vicente, o Ceará reagiu, sob o comando do veteraníssimo Geraldo, o G-10 do Ceará – um canhoto prodigioso que até hoje não sei por que nunca foi contratado por um dos grandes do Rio, de Minas, do Rio Grande ou de São Paulo.

E, via Washington, aquele mesmo ex-Palmeiras e tantos outros clubes, empatou o jogo, placar suficiente para seguir adiante na Copa do Brasil.

A propósito das extremadas reclamações do técnico Luxemburgo e dos jogadores flamenguistas, quero dizer que não vi irregularidade nenhuma no segundo gol do Ceará, tampouco questiono a expulsão de Angelim, pelo segundo cartão amarelo que avermelhou o defensor rubro-negro.

Foi, de qualquer forma, um jogo disputado no fio da navalha, que poderia ter sido vencido por um dos dois sem causar espanto algum. Mas, o mais comovente foi realmente a participação da torcida do Ceará – um show de empolgação e alegria.

QUEDA DO ULTIMO INVICTO

Claro, não se podia esperar que o Palmeiras conseguisse, no mínimo, alcançar o mesmo placar bizarro obtido pelo Coritiba no Paraná. Mas, jogando no Pacaembu, ainda que pleno apenas de protestos das tais torcidas uniformizadas, bem que o Palmeiras poderia fazer o que fez – vencer o Coxa, por 2 a 0, quebrando a histórica sequência de vitórias dos paranaenses.

Foi na base de muito empenho e pouca técnica, mas foi. Não compensa, nem consola, mas, pelo menos, ameniza.

Pior para o Palmeiras não é a lembrança da goleada passada, mas do nebuloso futuro em relação ao sagrado Jardim Suspenso em ruínas.

Não é crível que cartolas de um clube que já foi exemplo de administração num passado remoto e empreiteiros de renome cheguem a esse extremo: derrubar um estádio, com o objetivo  de construir outro em seu lugar, e, por falta de entendimento entre as partes, o que deveria estar definido, tim-tim por tim-tim antes da primeira marretada, no papel e nas mentes dos dois contratantes, tudo estanca e o futuro fica pendurado no ar.

Um absurdo jamais visto em lugar nenhum.

BARÇA, TU É O MAIÓ!*

De nada valeu o Real golear o Getafe na véspera, a não ser impulsionar Cristiano Ronaldo para a liderança da tabela dos artilheiros, com seus quatro gols no jogo.

Pois, o Barça sacramentou o título espanhol, o terceiro em seguida, diga-se, com o empate por 1 a 1 contra o Levante. Empate, aliás, fruto de duas ciladas do destino: a falha de Piqué, o impecável Piqué, no gol de Caicedo, do Levante, e aquela bola no poste de Messi, que, depois de driblar quatro adversários, tocou no canto, por baixo do goleiro.

Seria o gol mais emblemático, a coroar a conquista do melhor time do mundo nos pés do melhor jogador do mundo, em jogada que ele reproduziu à exaustão ao longo de toda a temporada.

Como emblemático foi o gol do Barça, o passe pelo alto de Xavi, o centro nervoso dessa maravilhosa equipe, para o cabeceio de Keita. Esse Xavi que passa meses sem errar um passe, justamente o mais fundamental requisito de jogo da bola.

Aliás, a troca de passe, um-dois, sincronizado, hipnótico, de uma constância inalterada, seja em casa ou no campo inimigo, em qualquer competição, é o atributo mágico desse campeão histórico, pois, inscreve-se já na galeria dos maiores times de todos os tempos.

Veja só o amigo. O Barça jogava por um empate para levantar a taça, contra o pequeno Levante, mas no campo adversário, acossado pela aproximação do maior rival, o Real. Contudo, em nenhum momento da partida, recuou suas linhas, para jogar pelo resultado. Nem quando abriu o placar, nem quando tomou o gol de empate.

Só no finalzinho do jogo, ficou ali na sua intermediária trocando passes, mesmo porque o Levante não esboçava o menor interesse em mudar o cenário já estabelecido, com medo de levar o gol de desempate.

De resto, postou-se, como sempre, lá na frente, naquele toque-toque proverbial, em busca da brecha perfeita para tentar a conclusão. Apelar? Jamais! Basta isto: já lá pelos 23 minutos do segundo tempo, jogo empatado, sabe quantas faltas o Barça havia cometido? Três. Isso mesmo, três faltas num jogo decisivo e no campo do oponente.

Ah, sim, e com Mascherano no time, meu!

Se vai exorcizar os Diabos Vermelhos, no sagrado templo de Wembley, não sei, pois o Manchester United é outro departamento. Mas, que merece, ah, disso não tenho a menor dúvida.

*Esse era o bordão do saudoso Brandão Filho no popularíssimo humorístico do rádio e da tv dos anos 50/60, Balança, Mas, nao Cai. No Rio, era Mngo, tu é o maió! Em São Paulo: Curintia, tu é o maió!

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  3. PEIXE, UFA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Clubes brasileiros | 12:18

RECEITA PARA ESTRESSE: RETRANCA

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O Santos chegou a Manizales esbodegado, com dois dos principais jogadores do time, Elano e Neymar, dando claros sinais de mal-estar, pois, além da longa viagem de avião e mais duas horas de ônibus numa estradinha de matar, há a questão da altitude. Some-se a isso, a minimaratona de decisões vividas pelo Peixe nas últimas semanas, e o amigo pode tirar suas conclusões.

A minha é óbvia: o Peixe, de DNA ofensivo e tal e cousa e lousa e maripousa, vai plantar-se na maior retranca nesse jogo de ida com o Once Caldas.

Resumindo: vai ser um sufoco maior do que a vivida em Querétaro, na semana passada.

TRUQUE RUBRO-NEGRO

Neymar deu sinais de cansaço no domingo: o quanto correrá na Colômbia? (AE)

O Ceará recebe o Flamengo em festa. Afinal, depois de quebrar a invencibilidade do Rubro-Negro em pleno Engenhão, pela Copa do Brasil, meteu uma goleada no Guarani e levantou a taça estadual.

Mas, o Mengo vai a Fortaleza cheio de truques. O principal deles é o de tentar um gol logo de cara, para reduzir a vantagem do adversário e desestabilizá-lo. Boa ideia, se a coisa for devidamente treinada.

A propósito, não entendo por que esse não seja um treinamento corriqueiro em todos os times. Refiro-me àquela trama vertiginosa na saída de bola no início da partida e do segundo tempo. Ou, mesmo, depois de gols tomados.

Lembro que o folclórico e saudoso técnico argentino Filpo Nuñes gostava de afiar a Academia do Palmeiras nesse expediente. E chegou a bater recorde na época, com gol de 9 segundos, marcado por Gildo em lançamento de Djalma Santos. Três toques, gol: Pim-Pam-Pum, como gostava de repetir o malandro de camisa de seda.

São coisas que não entendo no futebol. Por exemplo: por que não se treina a cobrança de lateral com medicine-ball ou sei lá que apetrecho mais moderno exista para fortalecer a musculatura dos braços do cobrador habitual? O lateral, tão desprezado, em geral, é um lance precioso, pois, ao ser cobrado com as mãos tem mais precisão, e está isento da lei do impedimento.

Mas, voltando à vaca fria, o Flamengo terá de tirar muitos truques da cartola para se recuperar diante desse Ceará que de bobo não tem nada.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O Palmeiras vai a Curitiba atrás de uma miragem: meter sete a zero no Coritiba ou, no mínimo, seis, para ir aos pênaltis.

Na verdade, não seria uma impossibilidade se esse Palmeiras tivesse a força daquele dos tempos da Parmalat, que disputou com o Grêmio de Felipão uma decisão, não lembro de que torneio. No Olímpico, o Palmeiras levou de seis, se não engano, e, em São Paulo, também fez seis, mas tomou um e perdeu a vaga para o Grêmio.

Não é a situação atual, claro.

Contudo, não descarto uma vitória protocolar do Palmeiras, embora o Coxa tenha um objetivo extra nesse jogo já decidido: ampliar o recorde incrível de vitórias consecutivas – ou, na pior hipóteses, manter a singular invencibilidade nesta temporada.

FERNANDÃO PARTE

A questão, na verdade é saber se Fernandão, que parte hoje do Morumbi, realmente lá chegou. Desde que foi contratado, passou mais tempo na enfermaria do que no campo. E, nas poucas vezes em que jogou, teve desempenhos oscilantes.

Moço instruído, do bem, Fernandão foi um excelente jogador, seja como centroavante, no início de carreira no Goiás, seja como meia ofensivo. O problema é que, nos últimos anos, não conseguiu resgatar aquele futebol que até o levou para a Seleção, nem no Goiás, na sua última passagem, nem agora no São Paulo.

Além do mais, seu salário pesava um bocado na folha de pagamento do São Paulo.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  2. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
  3. GANSO E O ESTRESSE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Copa do Brasil | 22:14

COXA, ESPETACULAR!

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Ah, mas esse Coritiba só enfrenta pé de chinelo, campeonato paranaense, essas molezas; quero ver quando pegar os grandões do Brasil – diziam os céticos e soberbos dos grandes centros, enquanto o Coxa ia batendo recordes sobre recordes nesta temporada.

Pois, pegou o Palmeiras, pela Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras que liderou a maior parte da fase de classificação do Paulistão, tido e havido como o mais disputado do país O Palmeiras de Felipão, mestre em mata-mata, do Kleber Gladiador e tal e cousa e lousa e maripousa..

Pegou, torceu o pescoço do Periquito e fez uma canja do adversário, no Couto Pereira: 6 a 0. Ou, para os mais jovens, de gosto tão duvidoso, fez um porco assado com batatas coradas. Tá bom, ou querem mais?

É verdade que Rivaldo foi expulso, aos 17 minutos do segundo tempo, justamente, diga-se. Mas, aí, o placar já era de 4 a 0 para o Coxa, que dominava plenamente a partida.

A não ser que, no jogo da volta, o Palmeiras consiga um prodígio, algo que beire o sobrenatural, o Coritiba já está na próxima fase da Copa do Brasil. caso contrário, até o futuro de Felipão no Palestra estará ameaçado.

BONDE DESCARRILOU

E o bonde sem freio descarrilou ao bater de frente com o Ceará, que foi ao Engenhão carimbou a faixa de campeão do Flamengo e voltou para Fortaleza com grandes chances de seguir nos trilhos da Copa do Brasil que conduzem à Libertadores.

Afinal, fez 2 a 0, gol de falta de  Nicácio, no finzinho do primeiro tempo, e ampliou
em bela infiltração de Geraldo (a bola tocou no seu braço, involuntariamente), aos 20 minutos do segundo tempo. O mesmo Geraldo que perderia o gol mais feito do jogo, logo depois de o Flamengo reduzir o placar com Vanderlei, que entrara no lugar do inócuo Deivid.

Sim, claro, o Flamengo apertou, quase chegou ao empate, não fossem as boas intervenções do goleiro Fernando Henrique. Mas, foi pouco para o brilho de suas atrações internacionais, como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, que se mexeu o tempo todo, buscou o jogo, lutou, e acabou saindo de campo, no final, sob vaias.

Atenção, porém: o Flamengo, apesar do desastre, ainda tem bala para voltar aos trilhos da Copa do Brasil.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. COXA E VERDÃO NA FOTO
  3. INVICTOS EM CAMPO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copa do Brasil | 14:59

INVICTOS EM CAMPO

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Os dois únicos invictos do Brasil entram em campo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. O Coritiba, campeão do Paraná, mais do que invicto, recordista de número de vitórias consecutivas do país, até onde as estatísticas nos revelam, recebe o Palmeiras no Couto Pereira. E o Flamengo, campeão carioca, pega o Ceará, no Engenhão.

O Flamengo, que parece ter ajeitado de vez sua formação, com o recuo de Renato Abreu como segundo volante, ao lado de Botinelli, e Ronaldinho Gaúcho mais à frente, fazendo dupla de ataque com Deivid, sugere uma dinâmica mais ofensiva.

Embora favorito, é bom não desprezar o Ceará de Wagner Mancini, com seus bons veteranos Iarley, Washington, Geraldo, o regente da equipe, além dos mais jovens, tipo os canhotos Thiago Humberto e Sérgio Mota.

É jogo que se prenuncia, no papel, muito interessante de se ver.

Já o Coritiba, que só ganha há, sei lá, duas dúzias de partidas, terá de se haver com uma defesa sólida, a menos vazada do Brasil até outro dia, escudada no goleiraço Deola que não deixa saudade de São Marcos, pra se ter uma ideia do tamanho de seu desempenho.

Além de conter Kleber, o Gladiador, sempre fuçador, acionado por Lincoln, no lugar de Valdívia, novamente no estaleiro.

O Coxa, porém, vem de tantos êxitos sucessivos que é difícil pensar numa quebra de expectativa justamente agora. Mas, que ela está no ar, ah, isso está.

DIABOS, ÓBVIO

Mesmo sem meio time titular – o que é discutível, pois Anderson, Berbatov e Scholes, por acaso, podem ser considerados reservas? – o Manchester, em Old Trafford, disparou 2 a 0 logo de cara sobre o Schalke-04, com Valência e Gibson, autor, por sinal da bela assistência no primeiro gol.

Mas, num vacilo na saída de bola dos Diabos Vermelhos, cuja defesa, essa sim, estava muito desfalcada, Jurado empatou, num chute certeiro. Na recarga, porém, Valência dominou diante do goleiro Neuer, que falhara no segundo gol do Manchester, livrou-se dele e disparou para o beque salvar em cima da risca.

O Schalke animou-se um pouco, mas não o suficiente para ameaçar a supremacia do Manchester, que, no segundo tempo, com Anderson, disparou a goleada esperada: 4 a 1.

Como? Se o Manchester será presa fácil do Barça, no jogo decisivo pela Liga dos Campeões da Europa, me Wembley? Sei, não. O Barça é muito melhor, mais encantador e eficiente. Mas, os Diabos Vermelhos conhecem bem os atalhos da vitória.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  2. GUERRA EM MONTERREY
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 21:24

FLA, CAMPEÃO E INVICTO!

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Essa vai pra história: Flamengo, campeão da Taça Guanabara, da Taça Rio e do Campeonato Carioca, invicto, assim, de enfiada! Não é pouca coisa, meu.

Ah, mas não vem encantando. É verdade, não vem encantando, porém, não perde e levanta taça. Quantos mais conseguem esse feito por aí? Só o Coritiba, além do Fla, dois em dois mil. A imensa maioria não encanta, perde e não levanta taça alguma.

Neste domingo mesmo, o Flamengo conquistou o título carioca diante de um Vasco em ascensão, num empate por zero a zero, decidido nos pênaltis . Mas, diga-se, o Flamengo jogou mais, criou as melhores chances e só declinou no segundo tempo, depois da saída do argentino Bottineli.

Assim, pois, salve o campeão invicto. E vida nova para o Vasco.

Ronaldinho Gaúcho e demais flamenguistas na festa com a taça (Gazeta Press)

A PRIMEIRA DE FALCÃO

Essa foi a primeira taça empalmada por Falcão, na sua volta ao Inter – a Farroupilha, que lhe dá o direito de disputar o título gaúcho com o Grêmio, em duas rodadas.

A conquista veio nos pênaltis, depois do empate por 1 a1. Mas, no jogo da bola rolando, o Inter foi superior, por conta do confronto de estilos: o Grêmio entupiu seu meio campo de volantes, enquanto o Inter entrou com apenas um – Guiñazu, que acabou sendo expulso – e quatro meias (Tinga, Oscar, Andrezinho e D’Alessandro).

Isso deu mais molejo, agressividade e inventiva ao Colorado, que sofreu, porém com a perda de Guiñazu no seu melhor momento na partida.

TIMÃO NA FINAL

E deu Corinthians, também nos pênaltis, embora o Palmeiras tivesse sido melhor em campo, mesmo depois da expulsão de Danilo, a meu ver, excessivamente rigorosa. Um amarelinho ia bem naquelas circunstâncias.

Mas, isso só serviu para municiar ainda mais Felipão, que saiu de campo disparando pra todo lado, especialmente sobre a cartolagem que lhe subtraiu o direito de fazer esse jogo no Morumbi. Sobretudo, porque o juiz Paulo César Oliveira já entrou em campo sem o manto de vestal, desvelado pelo companheiro Prosperi, do JT, na véspera, ao antecipar o “sorteio” para a escolha do juiz dessa partida.

Com todo respeito, a culpa da discriminação do Morumbi cabe tão somente ao presidente do São Paulo, que, com sua soberba e desastrada diplomacia, abriu frentes de batalha em todas as linhas, do Corinthians à Federação, incluindo a CBF. E quem paga o pato é o São Paulo, que não lhe pertence, embora pareça.

Mas, não foi o Pacaembu, tampouco Paulo César, que derrubou o Palmeiras. Foi, isso sim, a má pontaria de João Vitor, na cobrança de pênaltis, acertados por todos os que o precederam. Uma fatalidade, é certo.

ALGUMA DÚVIDA?

Mineiro, reza a lenda, é sempre muito precavido. Mas, nem o mais precavido mineiro deixaria de cravar Cruzeiro no jogo que veio na esteira daqueles 8 a 1 de outro dia.

E não deu outra: a Raposa acrescentou mais 5 a 1 no balaio geral das semifinais diante do América TO.

E Cuca, que não é mineiro, mas é um sujeito precavido, decidiu botar em campo um time reserva, de olho no confronto final com o Galo. Assim, nos permitiu dar uma espiada a mais no futebol desse menino Dudu, autor de um gol de bela trama, e de uma assistência primorosa para Farias.

Isso, sem falar no inesperado gol de voleio do zagueiro Edcarlos.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 17:01

CLÁSSICOS DECISIVOS

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Dos quatro semifinalistas do Paulistão, Palmeiras e Corinthians, que se enfrentam domingo, são os mais folgados nesta semana decisiva do calendário brasileiro.

O Timão, posto fora de combate na Libertadores logo de saída, pelo Tolima de trágica lembrança para a Fiel, é o que vem se aproveitando disso nessa disputa de único front. Os demais se dividem entre o Paulistão e Copa do Brasil ou Libertadores.

Não é nada, não é nada, mas pode fazer a grande diferença, no fim das contas, num futebol onde o vigor físico se equivale, quando não supera, o poder técnico das equipes.

Sucede que a Copa do Brasil reservou ao Palmeiras um refresco, justamente nesta semana. Portanto, é de se esperar que ambos entrem em campo tinindo.

Nesse aspecto, São Paulo e Santos, que se pegam no sábado, são os que dão sinais de desgaste maior.

O menino Lucas, joia da coroa tricolor, já ficou de fora do embate com a Lusa, e, muito provavelmente deve ser poupado também no jogo do meio de semana pela Copa do Brasil, contra o Goiás. E um certo friozinho percorre a espinha do CT da Barra Funda, aquele temor de que, com Lucas, se inicie um ciclo de lesões e estresses.

Já, no Santos, o veterano Elano, há alguns jogos não vem reproduzindo aquele futebol excelente que o colocou no topo da tabela de artilheiros do campeonato, embora todos saibamos que essa não é exatamente sua praia. Mas, vinha jogando tanto, que se esparramou até nesse pedaço.

E o Peixe terá uma pedreira pela Libertadores: o América do México, um dos mais fortes concorrentes ao título continental. Menos mal que este jogo será disputado no Pacaembu. Mas, em Libertadores, jogo em casa, é de lei, tem de ser vencido. Portanto, o Santos será obrigado a gastar todas as energias nessa partida, a três dias da decisão com o Tricolor.

Quanto à questão técnica, é inegável que, dos quatro, o São Paulo tem as melhores alternativas de banco para enfrentar situações como essa. E o Palmeiras é o que mais pena nesse aspecto, embora, com todos os titulares, seja o mais coeso de todos.

O Corinthians, com as voltas de Dentinho e Jorge Henrique, mais a ascensão anímica de William, autor do golaço da vitória sobre o Oeste, oferecem a Tite opções interessantes, sem falar no pé de anjo de Liedson.

Quanto ao Santos, a volta de Felipe Anderson da seleção de base a que servia foi saudada por Muricy, pois o menino, mesmo na reserva, sabe jogar e pode vir a ser uma boa alternativa.

Mas, na Vila, o que prevalece mesmo – e distingue o Peixe dos demais – é a categoria extra de Neymar e de Ganso, que, mesmo em fase de recuperação da longa ausência dos gramados, sabe das coisas como poucos.

É esperar pra ver no que tudo isso vai dar, pois num jogo só, sob o peso da tradição de dois clássicos, o Conselheiro Acácio sempre terá razão.

FLA-VASCO

É a mais feroz rivalidade do futebol carioca, embora pouco estimulada nos últimos tempos de vacas magras do Almirante. Mas, que ressurge agora com a ascensão do Vascão diante do invicto Flamengo de Thiago Neves, Ronaldinho… Ops, Ronaldinho, não sei, pois o craque rubro-negro, que já não participou do último jogo, com dores no joelho, pode ficar de fora também desse confronto vital.

De qualquer forma, com Ronaldinho ou sem Ronaldinho, o Flamengo vem acumulando uma série expressiva de jogos invictos, já levantou a Taça Guanabara – portanto, se passar pelo Vasco, celebra mais um título estadual -, e tem camisa e torcida, claro, para se impor mais uma vez.

Mas, não vem jogando bem, essa é a verdade. Ou melhor: não vem jogando aquele futebol que se esperava desse elenco estrelado. Tem sido, contudo, eficiente.

Já o Vasco cresceu com a chegada de Ricardo Gomes, as contratações de Bernardo, Alecassandro etc., além da recuperação de Felipe, hoje, esmerilhando na armação de jogadas do seu time.

Vasco e Fla têm cada um seu obstáculo na Copa do Brasil antes do confronto direto pelas semifinais da Taça Rio. Obstáculo mais difícil para o Flamengo, que irá ao Ceará enfrentar o Horizonte, aquele mesmo time que lhe deu calor no jogo do Engenhão.

Uma eventual desclassificação na Copa do Brasil agora poderia se refletir negativamente no clássico do domingo.

Já o Vasco recebe o Náutico em São Januário, no meio de semana, pela Copa do Brasil, time que o Almirante bateu por 3 a 0, no Recife, no jogo de ida. Embora tradicionalíssimo clube brasileiro, campeão da Taça Brasil em tempos remotos, convenhamos, o Náutico não deverá se opor ao Vasco com tanta resistência.

Contudo, o que vale pra Chico vale pra Francisco: caso o Vasco seja surpreendido pelo Timbu, o reflexo poderá ser ainda mais dramático na semifinal da Taça Guanabara.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  2. CLÁSSICOS DE ARREPIAR
  3. INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

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