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sábado, 15 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro | 15:49

RODADA DE FOGO? MORNA…

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O que poderia ser uma rodada de fogo do Brasileirão prenuncia-se uma série de jogos mornos, com os tradicionais candidatos ao título sem a sua força máxima.

Esse é o caso, por exemplo, de São Paulo, Inter e Cruzeiro, vivíssimos na Libertadores, assim como Santos e Grêmio, que se enfrentam pelas semifinais da Copa do Brasil no meio de semana.

De todos, o Santos é o que jogará menos desfalcado, contra o Ceará, na Vila: apenas Robinho e Léo, dentre os titulares absolutos, ficarão de fora, poupados pelo técnico Dorival Júnior para a grande decisão contra o Grêmio. Grêmio que, por sua vez, também entrará enfraquecido contra um Corinthians fragilizado pela recente desclassificação na Libertadores.

E o Inter, que vai a Goiânia pegar o Goiás, é o que entrará mais desfalcado, com praticamente todo o time reserva, com exceção de Walter, talvez.

O Cruzeiro, que recebe o Avaí líder no Mineirão, é ainda um mistério, mas, certamente, de olho no São Paulo, na quarta-feira, pela Libertadores, haverá de poupar alguns titulares estratégicos. De qualquer forma, é certo que não contará com o Gladiador Kleber, o que é sempre uma ausência sentida.

Quanto ao São Paulo, que joga no Morumbi com o Botafogo, campeão carioca, só terá Rogério Ceni e Alex Silva em campo; os demais, reservas.

Aliás, até mesmo alguns grandes do Brasil estarão enfraquecidos nesta rodada, como o Palmeiras, que não poderá contar com Lincoln, machucado de última hora, diante do Vasco, sem Dodô e Carlos Alberto, em São Januário.

Mas, se o amigo der uma espiada nas respectivas escalações desses times, verá que são formações sugestivas, com jogadores capazes de oferecer, sim, um bom espetáculo. A contraindicação de praxe, nesses casos, é a falta de entrosamento.

Poderá o amigo contradizer: mas esses caras não treinam juntos a semana inteira, titulares com titulares, reservas com reservas, então por que faltaria conjunto.

Simplesmente, meu caro, porque raros são os coletivos hoje em dia. Há muito exercício físico, treinos com bola parada, essas coisas. Coletivo, neca de pitibiribas.

E, como ensinava Mestre Telê, um coletivo vale mais do que todos os outros juntos.

O PREÇO DO ESPETÁCULO

Depois da suada vitória por 1 a 0 sobre o mistão do Atlético Goianiense no Maracanã, o atacante André Lima desabafou: “O público tem o direito de vaiar, pois paga ingresso. Mas, nós não estamos aqui pra dar espetáculo. Estamos aqui pra ganhar o jogo”.

É essa visão embaçada, distorcida, de jogadores, técnicos e cartolas, em geral, que faz do futebol jogado no Brasil essa coisa amorfa, chata, repetitiva, com as exceções de praxe, claro.

Ora, cara-pálida, o público paga ingresso pra quê? Pra vaiar? Não. Paga pra ver espetáculo, e, de preferência que o bom espetáculo de sua equipe seja premiado com a vitória. Pergunte ao torcedor santista se ele, que paga ingresso também, vaia seu time quando perde por 3 a 2 do Santo André, ou por 4 a 3 do Galo e do Grêmio?

Nada. O peixeiro, mesmo derrotado, deixa o estádio com um sorriso beato nos lábios, e não espera a hora de ver novamente em campo Ganso, Neymar, Robinho e Cia.

Mas, enfim, se tudo o que André Lima e seus companheiros queriam era uma vitória, aí está esse 1 a 0, gol de Marquinho, em bola que entrou chorando na meta goiana.

Espetáculo, com inesperada goleada de 4 a 0, quem deu na noite de sábado, foi o Grêmio Prudente, que trucidou o Galo no primeiro tempo.

Galo que entrou em campo pisando em ovos, com três zagueiros e outros bichos, e que só foi levantar a crista no segundo tempo, depois das entradas dos meias Ricardinho e Evandro, que deram um pouco de balanço naquele meio campo devastado da etapa inicial.

Já, no Barradão, o espetáculo foi roubado pela chuva, que transformou o gramado num lamaçal, onde Flamengo e Vitória mal conseguiam se equilibrar. Resultado: 1 a 1, gols de Wagner Love e de Elkson, em bela cobrança de falta que contou com o atraso de Bruno.

De positivo mesmo foi se ver um Adriano dedicado e ativo no jogo, dando a sensação clara de que não naufragou nem no aguaceiro, nem na depressão do corte da Seleção.

Notas relacionadas:

  1. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  2. RODADA DE FOGO
  3. RODADA DE FOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 8 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:53

E COMEÇA O BRASILEIRÃO

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Começa o Brasileirão e, como sempre, ainda com alguns dos grandes candidatos ao título envolvidos nas disputas consideradas maiores – a Copa do Brasil e a Libertadores.

E, neste ano, há um fato novo: a Copa do Mundo, que suspenderá o Brasileirão por um bom período, além da janela de meio de ano, que poderá significar algumas perdas para os principais concorrentes ao título.

Portanto, o desfecho desse torneio, agora, se torna absolutamente imprevisível.

Mas, a grande novidade desse Brasileirão é, sem dúvida, a presença dos Meninos da Vila, esse bando de garotos abusados que vêm encantado o torcedor de todas as cores.

Falo desse estilo de jogo desabrido, moleque mesmo, de jogar bola. Será que se sustentará ao longo de um campeonato tão renhido e longo como o Brasileirão? É o que veremos.

Mas, a estreia, neste sábado, contra o campeão carioca, em –pleno Engenhão, acabou sendo sugestiva, embora o Santos deixasse escapar a vitória por 3 a 2 no último instante, numa daquelas jogadas mortíferas do Botafogo – bola alçada na área para o cabeceio fatal de Herrera (ou de Abreu).

O Peixe, porém, jogou desfalcado de meio time, jogadores fundamentais, como Edu Dracena, Léo, Pará, Arouca, Ganso e Robinho. E, mesmo assim, saiu perdendo, virou o jogo, sofreu o empate, retomou a vantagem para levar o gol de igualdade no finzinho.

Quer dizer: tem elenco para enfrentar um igual, na casa do adversário, e mesmo assim voltar com um empate, ao menos. Isso, sem falar nas emoções dos tantos gols que sua simples presença em campo produz.

O Grêmio é outra expectativa, apesar do empate por 0 a 0 contra o Atlético, em Goiânia, ambos desfalcados, com um olho no Brasileirão e outro na Copa do Brasil.

Aí, entra a turma da Libertadores: São Paulo, que vai ao Maracanã, com um mistão para enfrentar o mistão do Flamengo, assim como Inter e Cruzeiro, que cruzam no Beira-Rio.

Já o Galo e o Vasco, desclassificados da  Copa do Brasil, não têm perdão: é vencer ou vencer, pois este é o momento de acumular gordura para os tempos em que os demais já terão se livrado dos outros fronts de batalha.

Da mesma forma, o Corinthians, que receberá em casa o Furacão. É a hora de salvar o centenário, cujo chpe está aguado desde o início da temporada.

Já o Palmeiras estreou com Vitória. No Paestra, graças à pontaria de Lincoln, bateu o Vitória por 1 a 0. Mas, a Turma do Amendoim ainda segue muito desconfiada. Desconfiança que só será eliminada a partir de uma série de vitórias do Verdão, em casa e fora de casa. Mesmo assim…

Dona Maria Amélia

Morreu dormindo. Aos cem anos de idade. Quem de nós não gostaria de ter esse fim, já que o fim é inevitável? Pois, se alguém o mereceu foi dona Maria Amélia Buarque de Holanda, mulher do saudoso escritor e ensaísta Sérgio Buarque de Holanda, mãe do Chico e de mais seis filhos adoráveis, avó e bisavó, matriarca de um clã que continuará, por certo, a fazer história no Brasil.

Tive a honra e o privilégio de, por um breve tempo, conviver com esse povo, e estou convencido de que dona Maria Amélia sobreviverá enquanto todos que foram tocados por sua gentileza, inteligência, sabedoria e um senso de solidariedade incomum, ainda estiverem por aqui.

Choro o pranto de seus filhos. E louvo a figura de uma mulher invulgar, que esteve no centro de todas as grandes mudanças da história deste país no século passado, invadindo este minúsculo início do novo milênio.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  3. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sexta-feira, 30 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores, Treinadores | 00:21

BRILHANTE GRÊMIO

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Esse Grêmio do técnico Silas está conseguindo conjugar aos seus pés o traço heroico tradicional do clube e uma técnica refinada, pouco usual na história gloriosa do Tricolor gaúcho.

E foi assim que o Grêmio, em pleno Maracanã, arrancou uma vitória brilhante diante do Fluminense, na estreia de Muricy nas Laranjeiras com um gol de Jonas e dois de Douglas. Mesmo com um jogador a menos ao longo de todo o segundo tempo, com a expulsão de Rodrigo.

Aliás, Douglas é bem o emblema desse time: um desses canhotos hábeis, de toques, passes, dribles e lançamentos sofisticados, tidos como vadios sem alma, que, na verdade, se desdobram em campo e definem uma partida.

Aquele terceiro gol, em que ele recebeu à entrada da área, limpou dois e tocou no canto, selando a vitória gaúcha, diz tudo.

Vitória amarga

Enquanto não houver um fato novo, essa relação entre torcida e time no Palestra Itália só tende a piorar a situação do Palmeiras quando joga em casa. E o fato novo seria a conquista de um título, feito quase impossível se o time não conseguir jogar tranquilo em casa.

O Verdão venceu o Atlético Goianiense, no Palestra, por 1 a 0, gol de pênalti cobrado por Cleiton Xavier, que voltou à equipe nesta noite de quarta. Mas, restou mais amargor no ar do que alegria.

Péssimo isso.

Três vezes Thiago

O Cruzeiro praticamente definiu sua passagem para aproxima fase da Libertadores, ao bater o Nacional de Montevidéu, no Mineirão, por 3 a 1, três gols de Thiago Ribeiro, esse artilheiro que se alinha com aquela estirpe dos que sabem fazer gol mas sabem também jogar bola.

E bastou um primeiro tempo lancinante da Raposa para definir o placar, maculado pelo gol uruguaio já no segundo tempo.

Pelo que demonstrou nesta noite de quinta-feira, o Cruzeiro vai tomando corpo na hora H.

Venha, Leo

E o Duce da Lombardia, Silvio Berlusconi, chamou Leonardo de teimoso e garantiu a demissão do técnico do Milan em público. Mais uma demonstração da fidalguia e refinamento que marcam a carreira desse cartola-politico italiano. O Flamengo, e a Comissão de Organização da Copa de 2014 esperam nosso Leo de braços abertos.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO NAS ALTURAS
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional | 18:29

QUANTA COISA EM COMUM…

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Ambos são alvinegros e têm muita história para contar. Mas, as semelhanças entre o Galo e o Peixe não param aí: os dois estão em plena decisão dos respectivos campeonatos estaduais e se enfrentam no jogo de ida, já no funil da Copa do Brasil, no Mineirão em chamas.

E mais: se o Santos é a grande sensação da temporada, provocando chuvas de gols por onde passa, o Atlético não fica muito atrás nesse quesito também. Já marcou dezesseis gols em cinco jogos pela Copa do Brasil e tem em Diego Tardelli e Muriqui, lá na frente, uma artilharia pesada.

O diabo é que o Galo não pode tomar gol em seu terreiro. E o Peixe faz gols em qualquer latitude, jogo após jogo, com Neymar ou sem Neymar. Logo, é de se esperar um clássico nacional daqueles.

Verdão no Parque

Já o Palmeiras, na estreia de Marcos Assunção, recebe nesta quinta o Atlético Goianiense, cuja bola, confesso, não me foi ainda apresentada. Mas, pelo retrospecto nesta Copa do Brasil, deve ser de boa circunferência. O Palestra Itália deverá estar lotado, excelente oportunidade, pois, para aferirmos o grau de recuperação emocional desse time verde, cuja escalação, com Cleiton Xavier de volta, ao lado de Lincoln e de Diego Souza, é bem sugestiva.

Vitória! Ou Vascão?

Quanto a Vitória e Vasco, os baianos jogam a primeira em casa, em meio à disputa do estadual com o eterno rival Bahia, de quem ganhou no jogo de ida. Isso, sem dúvida, é um estímulo. Mas, o Vasco, em contrapartida, ficou treinando e descansando para essa partida. E tem Carlos Alberto, P. Coutinho e outros bichos. Sei não…

Tricolores em ação

Na quinta, porém, o bicho vai pegar. Isso é clássico pra mais de metro – Fluminense e Grêmio, no Rio. Clássico que pega o Grêmio de calças curtas, pois o Flu vem num bem-bom, sem dividir fronts como o Grêmio, que está a um passo do Gaúchão, justamente contra o Inter.

Ah, sim, e será a estreia de Muricy no Fluminense, contra Silas, que foi seu fã quando começou como extraordinário meia de duas Copas no São Paulo.

A coisa pende mais para os cariocas, mas o Grêmio está um aço, gente.

Passeio do Bayern

O Bayern foi a Lyon e devorou o time francês, como quem degusta uma daquelas séries de pratos irresistíveis da culinária da região, sabidamente, a mais saborosa do mundo: 3 a 0, todos do croata Olic, que chegou modestamente em Munique e vai se transformando em herói nacional.

Mesmo porque, desta vez, Robben, bem marcado, ficou à sombra dos acontecimentos e acabou sendo substituído no segundo tempo. E Ribéry, a outra estrela do time, ficou de fora.

Assim, o Bayern já está na final da Liga dos Campeões, feito inusitado nos últimos tempos, à espera de quem sairá da refrega entre Barça e Inter, cujo primeiro confronto foi vencido pelo Inter, em circunstâncias muito especiais (por causa do fechamento dos aeroportos, em razão da fumaça provocada pela erupção de vulcão na Islândia, o Barça teve de viajar mil quilômetros de ônibus, às vésperas do jogo).

Mas, no Camp Nou, a história é outra.

Notas relacionadas:

  1. ALGO EM COMUM
  2. AS ESTREIAS DE FLA E TIMÃO
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 19:21

CRISE NA LIBERTADORES

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O São Paulo entra em campo, pela Libertadores, carregando nos ombros uma crise que não costuma fazer parte de seu show. Washington chiou contra as decisões recentes do técnico, e o elenco replicou em cima do artilheiro: isso não é coisa se faça!

Bem, diante do desenrolar desse episódio, é de se supor que, na defesa de Ricardo Gomes, o time deve dar tudo nesta noite de quarta-feira contra o Once Caldas, embora não se saiba que time será esse.

Já o Corinthians, nesta quinta, pega o Independiente de Medellin em casa e toda questão gira em torno de Ronaldo Fenômeno, uma volta, convenhamos, enorme, em torno de sua circunferência.

Dispensável tal exercício porque o craque não estará em campo.

Desconfio que Ronaldo, ao perceber que não conseguiria convencer Dunga, meio que desistiu de recuperar a sua melhor forma possível nesta quadra de sua vida.

Apesar disso, o Corinthians tem bala para chegar lá.

Assim como o Inter deve despachar o Deportivo Quito no Beira-Rio, salvando a pele do uruguaio Jorge Fossati, que está na corda bamba, da mesma forma que Andrade, no Fla, que recebe o Caracas, no Maracana.

A propósito de Andrade, delineia-se na barra um novo cenário: Natalino, Primeiro e único Rei do Rei, vai para a Gávea, e Cuca, recém-despossuído do Flu, assume seu posto. E Andrade, como sempre, volta à função de auxiliar no Flamengo.

Para completar a dança das cadeiras de técnicos, Muricy passa a comandar o Tricolor. É um palpite baseado em rumores, claro.

Copa do Brasil

Palmeiras e Santos voltam a campo pela Copa do Brasil. O Santos, depois dos 8 a 1 no Guarani, no jogo de ida, passeia com seu time reserva no Brinco de Ouro da Princesa. Já o Palmeiras terá de suar sangue na Arena da Baixada diante do Furacão, mordido pela perda do título paranaense para o eterno rival Coritiba.

O Palmeiras promete supresas, depois do treino fechado desta quarta-feira. Que não seja algo como trocar o lateral Figueroa para o meio de campo, e o volante Máricio Sraújo como lateral, como ocorreu no jogo do Palestra Itália.

Na mesma competição, o Vasco recebe o Corinthians do Paraná com todas achances de seguir adiante, pois terá Carlos Alberto e, sobretudo, esse menino genial P. Coutinho. Isso basta.

Da mesma forma que o Grêmio de Jonas e Borges, diante do Avaí, no Olímpico.

mais complicada é a situação do Galo, que terá de se antepor ao Leão do Norte, na Ilha do Retiro – o Sport de Ramón, esse coroa que continua jogando muito.

Inter, impecável

A Inter conseguiu o prodígio, em casa, de quebrar aquele toque-toque hipnótico do Barcelona, e meteu 3 a 1, no jogo de ida no Giuseppe Meazza, o San Siro do Milan. Sobretudo, pelo impecável desempenho do brasileiro Thiago Motta na marcação de Messi. Thiago, simplesmente, anulou o craque argentino.

Mesmo assim, o Barça saiu na frente, com gol de Pedro, quando maior era o volume de jogo da Inter. Mas, logo, Sneijder empatou para Maicon e Milito (em posição de impedimento) ampliarem no segundo tempo. Nos minutos finais, o Barça exerceu pressão absoluta, com o beque Piqué atuando como verdadeiro centroavante, mas não conseguiu reduzir o prejuízo, que, cá entre nós, não é tão grande assim, embora expressivo.

Amanhã teremos Bayern e Lyon. Os alemães, a exemplo do Barça, têm um domínio de bola melhor, coisa de 52 por cento, em média. Isso conta, principalmente quando você tem no seu time jogadores decisivos como Robben e Ribéry.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 16 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 00:25

RAPOSA, LÁ

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Ah, minha Raposa, que vacilo… O galinheiro estava escancarado, era só entrar e papar o primeiro lugar no grupo, assim, ó: nhoc! Bem, mas valeu pela garantia da vaga à próxima fase da Libertadores.

No primeiro tempo, o Cruzeiro foi muito errático nos passes e na busca pelo gol, embora firme na defesa, a ponto de não sofrer nenhum assédio sério de um Colo-Colo que precisava marcar nada menos do que quatro gols de diferença.

No segundo, porém, com a entrada de Fabrício no lugar de Fabinho, o Cruzeiro passou a assentar o passe e chegou ao seu gol logo aos 12 minutos, num lance rápido e incisivo iniciado por Fabrício, passando pelo cruzamento exato de Gilberto e o bate-pronto espetacular de Thiago Ribeiro.

O diabo é que, em seguida, a defesa azul bobeou e o Colo-Colo chegou ao empate, que se arrastou até o apito final, mesmo depois de os brasileiros estarem em vantagem de um e até dois jogadores.

Enfim, o que importa é estar nas oitavas de final, onde o Cruzeiro deverá crescer, a exemplo do Corinthians, outro brasileiro já classificado.

Três pra cá, Três pra lá

Três zagueiros pra cá, três volantes pra lá, e o resultado foi esse jogo enfadonho, repetitivo, sem criatividade nem emoção, em que a bola pagou todos os seus pecados, sendo castigada de intermediária a intermediária.

Venceu o Palmeiras, com um gol de Robert, ainda no primeiro tempo, em passe de calcanhar de Edinho. Mas, não deu sinais de que terá força para passar novamente pelo Furacão, lá na Arena da Baixada, no jogo da volta pela Copa do Brasil.

A esperança verde, porém, se baseia no fato de que o Atlético Paranaense também não mostrou um pingo de imaginação e talento, quesitos que parecem se restringir apenas à técnica esmerada de Paulo Baier para bater na bola. Mas, por ter sido expulso, aos 39 minutos do segundo tempo, o veterano armador estará de fora nesse embate pouco promissor.

De qualquer forma, o Palmeiras acaba de contratar uma psicóloga para tentar reanimar sua combalida tropa. Não é assim que a coisa funciona: quando o time perde a autoestima, chama um psico, que, nuns passes de mágica, recobra o moral da turma. Esse é um departamento para estar funcionando full-time, assim como o médico, o fisioterapeuta etc.

Pato caro

O Milan de Berlusconi, enterrado em dívidas, segundo o Corriere dello Sport, já abriu as portas para a saída de Pato, por 55 milhões de euros. Interessados? Chelsea e Real Madrid. Pelo visto, o Milan está se acostumando a ser um time de segunda linha na Europa.

Notas relacionadas:

  1. A HORA DA RAPOSA
  2. RAPOSA, SUBINDO O MORRO
  3. RAPOSA E A COPA PELA METADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 8 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 00:46

FINAL ANTECIPADA

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Então, ficamos assim: Santos e São Paulo fazem a final na semifinal, enquanto Grêmio Prudente disputa com o Santo André a honra de ir para a decisão do campeopnato paulista deste ano.

É, claro, o anticlímax de um torneio mal engendrado, em que apenas um dos quatro grandes atingiu um nível superior de desempenho: o Santos, que até mesmo com seu time reserva encerrou a fase de classificação goleando seu o adversário – no caso, o Sertãozinho.

Dos quatro, aliás, o mais decepcionante foi o Palmeiras, que terminou em décimo primeiro lugar, terminando sua participação comsbria no certame levando de 3 a 1 do Paulista, em noite de Mazola, um garoto das bases do São Paulo emprestado ao clube de Jundiaí.

Pelo visto, o Verdão perdeu o rumo na reta final do Brasileirão passado e continua tateando no escuro, sem achar aquela luzinha no fim do túnel. É tempo, pois, de reflexão. Mas, sobretudo, de ação, já que o nó verde não se limita ao time dentro das quatro linhas.

Quanto ao Corinthians, ao golear o Rio Claro, por 5 a 1, em noite de Roberto Carlos, dá sinais de que começa a se ajustar. Pelo menos, para o que aí vem na Libertadores, desde que fora da fase decisiva do Paulistão.

Mas, para quem pretendia celebrar seus cem anos de vida com uma temporada de ouro, foi uma enorme decepção. Com tantos jogadores afamados e tamanho investimento, mesmo tendo de armar-se em pleno campeonato – a exemplo dos demais, diga-se -, era de se esperar mais do Timão.

É caso similar ao do São Paulo, que também contratou muitos jogadores de certa fama, passou o Paulistão todo à procura de um time e conseguiu ganhar a vaga nas semifinais no último instante, ao bater o Santo André, segunda melhor equipe do campeonato, por 3 a 1.

E olhe que o Santo André não deu moleza, não. Jogou com disposição, marcou firme, atacou, criou etc., mas não resistiu à bola mais redonda do Tricolor, que parece ter, finalmente, encontrado sua melhor formação com dois volantes que sabem jogar (Rodrigo Souto e Hernanes – mais ágeis do que Léo e Cleber Santana) e dois meias mais hábeis, que conferem maior velocidade ao conjunto.

Tanto que, a exemplo da goleada de domingo, o São Paulo fez três gols mas poderia ter dobrado a parada, não tivesse desperdiçado cerca de cinco chances claras para ampliar o marcador.

Mas, justamente quando parece que o Tricolor começa a engrenar, lá vem pela proa nada menos do que os Meninos da Vila, que andam abusando do direito de encantar com uma dose extra de eficiência. Ah, mas nesse caso, a parada é outra.

Nada dessa história de homens versus meninos, essas bobagens todas próprias do torcedor mais exaltado. É que, em quaisquer circunstâncias, sempre num clássico desse porte, o que entra em campo é algo mais do que a pura técnica ou a mera habilidade deste ou daquele, o amigo está cansado de saber disso.

Se o vencedor for o São Paulo, uma coisa é certa: os Meninos da Vila já terão cumprido sua parte, com louvor, oferecendo-nos, em dezenove rodadas, o que de melhor há no futebol, esse jogo que combina arte com ciência como nenhum outro.

E DEU BAYERN

Essa briga vem de longe, briga de família, pois alemães e ingleses foram reinados pela mesma família durante séculos, o que não os impediu de entrarem em guerra várias vezes.

E é aquela guerra que só termina com o último combatente em terra. Pois, não foi diferente em Old Trafford, onde o Manchester United logo de cara meteu 3 a 0 no Bayern de Munique, com direito a gol de letra de Nani e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, para o Bayner, que havia vencido o primeiro jogo em casa, por 2 a 1, de virada, bastava fazer dois gols lá e estaria classificado para as semifinais da Liga dos Campeões. E o primeiro veio antes do fim do tempo inicial, com Olic.

A tragédia shaksperiana deu-se logo no início do etapa final, quando o brasileiro Rafael tomou o cartão vermelho. O técnico Sir Ferguson, então, com 3 a 1 no placar, resolveu agir como todo treinador convencional, contrariando seus instintos, e simplesmente trocou Rooney, que jogava à meia-boca, embora decisivo em dois gols de seu time, por um beque – O’Seha.

Resultado: o Bayern, que já voltara mais incisivo, tomou conta da bola e dos espaços, pressionou, pressionou e pressionou até que Robben – o Rooney alemão -, na sequ~encia de cobrança de córner, metesse de primeira, de canhota, n cantinho de Vander Sar, que já havia salvado o seu time em várias outras oportunidades.

E, assim, o Bayern segue na Liga dos Campeões, e o Manchester cai fora, ainda sentindo o calor da classificação nas mãos. Com uma vantagem extra: enfrenta o Lyon, que, mesmo perdendo para o Bordeaux, por 1 a 0, segue em frente pelo placar agregado.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  2. CHEGA DE RODÍZIO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 3 de abril de 2010 Sem categoria | 19:02

GANHOU A POÇA D’ÁGUA

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Foi um jogo a três: Palmeiras x Oeste de Itápolis x Poças D’Áagua. As poças d’água, sem dúvida, venceram o cotejo que terminou em pálido 0 a 0.

A propósito, é inconcebível que o Palestra Itália esteja nesse estágio. Choveu muito, é verdade, ms não foi nenhum desses temporais capaz de inundar a cidade, embora São Paulo esteja á mercê das águas há muito tempo.

Afinal, lá pelos anos 70, o Palmeiras providenciou uma reforma báwsica de seu gramado, elevando-o acima do nível normal. Por isso mesmo foi batizado de O Jardim Suspenso. Justamente, para eleiminar o problema com a drenagem, crônico, na época, em todos os estádios paulistanos.

Durante décadas, o gramado resistiu bravamente ás intempéries, até que resolveram reformulá-lo no ano passado. Foram duas reformas consecutivas, e o resultado aí está.

Claro que não foi apenas o péssimo estado do gramado que fez o Palmeiras empacar mais uma vez.

O maior responsável por esse empate frustrante foi o fato de o técnico Zago ter poupado vários titulares, além dos que estão na enfermaria. E. mais: a boa marcação do Oeste, que chegou a criar duas ou três boas chances até de abrir a contagem.

De qualquer jeito, ficou claro, na própria escalação que o Palmeiras jogou definitivamente a toalha no Paulistão e mira a Copa do Brasil como objetivo final para salvar o semestre tão perturbado.

LÁ FORA

Na Inglaterra, a disputa continua acirrada entre Chelsea, Manchester United e Arsenal. O Arsenal, por exemplo, estava a um fio de cair fora da luta direta pelo título, diante do Wolverhampton, quando Bentdner, tão execrado pela míd a e a torcida dos Gunners, de cabeça, aos 49 minutos do segundo tempo, salvou a pátria.

Antes, o Chelsea havia assumido a liderança isolada ao bater o Manchester United, por 2 a 1, embora o segundo gol azul tivesse sido irregular.

Mas, na verdade, os Diabos Vermelhos sentiram muito a falta de seu artilheiro e principal jogador, Wayner Rooney.

Tipo de problema que parece não afetar o Barça, vencedor do Bilbao por 4 a 1, sem mais de meio titular. E é isso que impressiona nesse Barça, a capcidade de manter o mesmo padrão de jogo – marcação por pressão no campo adversário, toque de bola religioso – sejam quais forem os jogadores que estejam em campo. Volantes que atacam, meias que organizam, laterais que se projetam o tempo todo, veteranos experimentados ou jovens garimpados nas canteras, as divisões de base do clube.

Na Itália, o Inter manteve a pose, ao bater o Bolonha por 3 a 0, enquanto a Roma penava diante do Bari, para vencer por 1 a 0. Mas, o Milan, que desperdiçou duas chances seguidas de chegar ao topo da tabela, finalmente ganhou do Cagliari, por 3 a 2 e se mantém ali na faixa da disputa pelo título.

Nada excepcional, mas, pelo menos, emocionante.

Notas relacionadas:

  1. GARFO NA INCOMPETÊNCIA
  2. RONALDO, BRANDÃO E O CLÁSSICO
  3. PEIXE, NO MERGULHO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

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Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 30 de março de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 19:16

GUERRA EM MONTERREY

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O São Paulo enfrenta uma verdadeira guerra em Monterrey. Nem tanto no campo da Libertadores, mas, sim, nas ruas da cidade conflagrada pela disputa armada entre os cartéis do narcotráfico e tomada pelo Exército mexicano.

Mas, quem sabe, esse futebol narcotizante praticado pelo Tricolor nos últimos tempos, com uma singular exceção contra o Corinthians, não sirva para desarmar os espíritos e o jogo como Monterrey vire água com açúcar?

Já o Corinthians pega o Cerro Porteño, nesta quinta, embalado pela vitória no clássico doméstico de domingo. E aposta, sobretudo, no fôlego e na versatilidade de Elias, que anda suprindo todas as deficiências do time, do meio de campo ao ataque.
Haja fôlego!

E o Cruzeiro, nesta quarta, recebe o Velez, seu pior adversário, em casa, talvez sem Roger, mas com Kleber, o Gladiador, e Gilberto, recuperados. É a chance para a Raposa disparar um placar que lhe garanta não apenas os três pontos essenciais como, principalmente, ganhar moral para alcançar um patamar superior na competição.

Quanto ao Inter, que enfrenta o Cerro uruguaio no Beira-Rio, carrega para o campo uma crise inusitada: há seis jogos não ganha. E o treinador uruguaio, Jorge Fossati, está na marca do pênalti, pendurado por um fio de esperança estendido pelo todo-poderoso senhor do Inter, Fernando Carvalho.

Sussurra-me o gaúcho e colorado histórico Telmo Zanini, amigo de tão longa data, que o Inter sofre de castillanismo – mania fronteiriça de achar que mais ao sul se escondem os segredos do êxito. Por isso, a presença estratégica de tantos argentinos e uruguaios no Inter, do técnico aos jogadores.

Fossati, cuja única glória foi ter sido campeão da Libertadores pela LDU, num desses abortos típicos de competição mata-mata, desembarcou em Porto Alegre despertando o maior alvoroço na mídia que costuma elevar às nuvens o trabalho dos treinadores. E, lá já estavam os castelhanos Sorondo (péssimo zagueiro, diga-se). Guiñazu, D’Alessandro, Orozco (ainda está por lá?), sei lá quantos mais. E, depois, chegou Abaondanzieri, um goleiro em pleno declínio, que, aliás, simbolizava, em plena forma e juventude, o declínio de uma escola inigualável de arqueiros, de Carrizzo a Fillol, passando pro Roma e tantos outros ícones da meta argentina.

Não, nada, absolutamente nada, contra os gringos, que já nos enviaram verdadeiros gênios do futebol que nem vale listar aqui, se quisermos evitar que isto se transforme numa lista telefônica.

Mas, tudo contra esse vezo de achar que eles são melhores do que nós. Que, para ganhar Libertadores, é preciso ter um caudilho argentino ou uruguaio, a comandar a equipe e a peitar o juiz. Pura bobagem, quando não abjeta subserviência.

Mas, enfim, o Inter, gringado ou não, tem bola para bater o Velez em casa. Ficará mais difícil, claro, se Fossati insistir em casa com três zagueiros e dois volantes.

Verdão torturado

O Palmeiras, mergulhado em crise, precisa desesperadamente de uma vitória sobre o Paysandu para seguir na Copa do Brasil, em busca de um título que salvaria o semestre e a cara de todos no Palestra Itália – direção, comissão técnica e jogadores.

Além da alma torturada pelos recentes insucessos, num círculo de fogo que se alimenta das próprias chamas, e o bolso vazio pelo atraso na folha de pagamentos, o time alviverde terá de superar o até agora insuperável: a ausência de Cleiton Xavier, organizador de todas as ações ofensivas e, em muitos casos, o definidor por excelência. Não vai ser mole. Mas, ainda assim, dá.

Liga dos Campeões

Não fosse Van der Sar, e o Manchester United poderia ter levado uma goleada do Bayern, no Alianza Arena, que o desqualificaria desde já da fase seguinte da Liga dos Campeões.

A propósito, permita-me o amigo enviar ao ar um louvor a esse goleiraço, um dos maiores que vi em ação: pega tudo (aliás, encaixa, a maioria das bolas que vão à sua meta), e sabe jogar com os pés como poucos. Mantém, aos 40 anos de idade o mesmo talhe físico, esbelto, e os mesmos reflexos que o projetaram no Ajax, campeão mundial há quase vinte anos.

Mas, voltando ao jogo: o Manchester United abriu a contagem logo ao primeiro minuto de jogo, numa cobrança de falta, quase escanteio, de Nani, que Rooney bateu de chapa canhota sem pulo.

A partir daí, só deu Bayern, mesmo sem Robben, seu jogador básico, conduzido pelo holandês Van Bommel, em tarde eespetacular – marcou, armou e investiu sobre a área inglesa com frequência e talentos inusitados.

Como resultado natural desse volume de jogo, o Bayern virou para 2 a 1, com Ribéry, de falta desviada na barreira, e Olic, em falha de Evra, na cara do gol.

Mas, isso não quer dizer que os Diabos Vermelhos foram enviados aos bastidores da Liga, nada disso. Em casa, o Teatro dos Sonhos, o segundo ato poderá ter outro
desfecho.

Arsenal e Barcelona, se jogarem tudo o que sabem, podem proporcionar nesta quarta o espetáculo do ano, pois são os dois times da Europa, quiçá do mundo, que melhor trabalham a bola da defesa ao ataque. E que jogam sempre no sentido longitudinal do campo, como gosta de enfatizar meu chapinha Tostão.

O Barça é mais time, jogador por jogador, e mais contundente no ataque. E tem Messi em forma esplendorosa. Já o Arsenal deverá ter um Fabregas, sua maior estrela, a meia-boca, ressentindo-se de uma lesão que o tirou do jogo pelo campeonato inglês no último fim de semana. Nada, porém, está decidido na véspera, como o amigo bem sabe. Mesmo porque time inglês, ainda que recheado de estrangeiros, só esmorece depois do apito final. Inglês e alemão, como se viu ainda nesta terça.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

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