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05/11/2009 - 16:17

A BOLA COM VERDÃO E GALO

O empate foi heróico, pelas circunstâncias, mas o Tricolor somou apenas um ponto e está passível de cair da liderança para um segundo lugar dividido, caso Verdão e Galo vençam seus jogos deste fim-de-semana.

O Atlético joga em casa, é verdade, enquanto o Palmeiras terá de ir ao Maracanã, num Fla-Flu insólito.

O Galo joga  sob o apoio maciço de uma nação em festa, mas pega o indigesto Flamengo, que, como ele, luta não apenas por uma vaga na Libertadores como também pelo título.

Já o Palmeiras enfrenta um dos lanternas do campeonato. Mas, um lanterna que vem de cinco rodadas invictas – a última, aquela virada emocionante sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, depois de ter vencido o Galo, em casa.

Como se vê, nem dá para cravar qual o jogo mais favorável, se o do Galo ou o do Verdão. Certo mesmo é que a possível volta de Cleiton Xavier ao meio-campo verde deve conferir a esse nobre setor uma dose extra de qualidade, o que, nesses casos, pode fazer toda a diferença.

É esperar pra ver.

TIMÃO E REFORÇOS

Fala-se em Iarley e Tcheco, além do volante Ralf, do Barueri, como novos reforços para o Corinthians montar seu novo time com vistas à próxima temporada (leia-se Libertadores).

Ralf é jovem ainda e bom de bola, pelo que se pôde ver no atual Brasileirão. Já Tcheco e Iarley entram naquela faixa dos jogadores experientes de que, pelo visto, carece o atual time do Corinthians. Acrescenta-se nessa linha de especulações um nome internacional, como Riquelme, Roberto Carlos e até mesmo Guti (?), do Real Madrid. Riquelme seria uma tacada extraordinária, mas o meia do Boca é um tipo meio arredio, que não parece mais disposto a deixar Buenos Aires, depois da experiência espanhola. E Guti tem raízes tão profundas no Real que duvido que alguém possa erradicá-las. Sequer tem uma marca suficiente para converter em receita corintiana sua eventual contratação. Quanto a Roberto Carlos, só depende da disposição do veterano lateral-esquerdo trocar seu sonho de pendurar as chuteiras na Vila para calçá-las no Parque.

 De qualquer forma, o Corinthians está se mexendo, que é o que importa, nestas alturas do campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
02/11/2009 - 16:05

NEM NA CALCULADORA, NEM NAS ESTRELAS

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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Os matemáticos fazem e refazem seus cálculos a cada rodada; os astrólogos buscam nos céus uma conjunção de estrelas que lhes aponte para o ungido, aquele destinado a ser campeão; os experts da mídia analisam a tabela, jogo por jogo, e, no fim, só se contradizem, porque os fatos subvertem a lógica mais elementar.

O psicólogo de plantão diria que esse Brasileirão tem os mais fortes traços esquizóides desde que os pontos corridos foram reinstalados nos nossos campos, alternando-se profundas depressões com luminosas euforias.

E o torcedor torce, enquanto exuma fantasmas nos gestos dos juizes contra seus respectivos times, enxergando verdadeiras conspirações por trás do ato individual e humano de cada um, em circunstâncias sempre diversas.

O certo é que o futebol, esse brinquedo dos deuses levado às últimas consequências pelos homens, apesar de toda tecnologia como suporte, teorias e cousa e lousa e maripousa, no fundo, muitas vezes, se resume num drible inesperado, numa cabeçada certeira, num chute fatal, numa defesa espetacular do goleiro, na falha deste ou daquele beque, no pênalti marcado ou não pelo juiz, na sinalização infeliz de um impedimento pelo bandeirinha, enfim, essa soma de detalhes aleatórios ou não que fazem o sal do jogo.

Claro que uma equipe composta por jogadores de técnica superior, bem preparada física, tática e psicologicamente, terá sempre mais possibilidade de vencer outra, inferior nesses quesitos.

Ainda mais se incorporar a esses valores tradição, torcida imensa, gerenciamento administrativo adequado, grana etc.

Apesar disso, a zebrinha sempre estará espiando uma brecha, atrás da meta, para partir em desabalada carreira campo adentro.

A vantagem do sistema de disputa por pontos corridos é a de que, raramente, esse bicho entra em cena na hora de um time levantar a taça. Quase sempre, o melhor, na média do campeonato, vence.

O diabo, na atual competição nacional, é que a diferença técnica entre os primeiros e os últimos é muito pequena, quase insignificante. Dá-se, então, que qualquer previsão está, de saída, prejudicada pela imponderabilidade presente em qualquer confronto, independentemente se seja a disputa entre os candidatos ao título, ou destes contra os ameaçados de rebaixamento, em casa ou fora.

Tivéssemos por aí um Santos de Pelé, um Cruzeiro de Tostão, um Inter de Falcão, um  Flamengo de Zico, um Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos, um Palmeiras de Ademir da Guia, enfim, um desses timaços da história, não há dúvida de que dispararia na ponta.

Mas, não temos. São todos mais ou menos do mesmo nível.

Logo, o negócio é continuar esquentando as calculadoras e perscrutando as estrelas para tentarmos achar um sinal do escolhido.

Feliz ou infelizmente, essa é a lógica deste Brasileirão, tão pobre tecnicamente, mas tão intenso em expectativas.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
01/11/2009 - 18:45

MAGRO, MAS COM POSE

O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.

E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.

Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.

No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.

Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.

O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.

Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.

Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.

Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
30/10/2009 - 14:00

VERDÃO E TRANSPARÊNCIA

“Poeirá/ Ô, ô/ Poeirá/ Eu caí, sacudi/ Poeirá”. Esse é um dos arquétipos do samba de roda, matriz de nossa maior e mais lídima expressão musical – o samba.

Pois, foi o que fez o Palmeiras, ao golear o Goiás e resgatar a liderança do Brasileirão: depois de uma sequência de insucessos, quando apertado sob o último nó, o Palestra ressurgiu.

Mas, não tentem jogar poeira nos nossos olhos, para conferir outros valores à vitória espetacular, que ninguém nasceu ontem, nem acreditamos no poder mágico da heroína dos quadrinhos, Jane, clone da clássica Alice do País das Maravilhas, que rezava a quadrinha da infância – “Areia da grossa/ Areia da fina/ Areia me faça ficar pequenina” – para adentrar um mundo de fantasia.

Refiro-me a esse discurso canhestro do técnico Muricy e de alguns jogadores palestrinos, segundo o qual, o Palmeiras vinha praticando um futebol “romântico”, “bonito”, e só perdia. Quando mudou o braço da viola, goleou.

Que conversa é essa? O Palmeiras só jogou bonito e venceu naquele breve período em que o modesto, mas inteligente, Jorginho assumiu interinamente o comando do time, entre Luxa e Muricy, dois autênticos astros do ofício. Foi a série de sete jogos invictos (seis vitórias e um empate) que não só levou o Palmeiras à liderança como abriu vantagem para o seu sucessor tocar o barco sem maiores esforços.

Depois disso, o Verdão passou a jogar o tal futebol pragmático, feio, mais preocupado em se defender do que em atacar, com os becões esticando a bola ao ataque, e começou, progressivamente, a perder a gordura acumulada, até chegar quase no mano-a-mano com os demais pretendentes ao título. E, quando ganhou, ganhou jogando mal. Isto é fato, não papo de artista.

Muricy, por quem tenho uma admiração especial, seja como ex-jogador – excepcional -, seja como técnico – um vencedor como poucos – , seja como pessoa – parceiro e gente fina -, melhor faria se assumisse  claramente sua vocação irrefreável para a retranca do que tentar jogar poeira em nossos olhos. Não porque isso possa afetar sua brilhante carreira, cujos resultados são incontestáveis: um vice e três – quem sabe, quatro –  títulos nacionais, afora todos os estaduais. Mas, porque ele é um paradigma na atual fase do futebol brasileiro, que tanto carece de sair dessa mesmice e almejar algo superior.

Mesmo porque o maior patrimônio de Muricy é a honestidade, além da capacidade de armar seu time de acordo com as suas reais convicções.

Só o que peço é transparência. Não aquela poeira que esconde a realidade.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
29/10/2009 - 23:08

TRÊS VEZES OBINA

Parodiando o grito da galera tricolor, o líder está de volta, em grande estilo, garota.

Mais do que os 4 a 0 sobre o Goiás, no Palestra Itália, e a recuperação da liderança do Brasileirão, o Palmeiras resgatou a confiança ao jogar bem. Isto é: jogou com autoridade, cuidando da defesa, que é de lei, mas buscando o resultado com fé e capacidade.

E, no centro de tudo, a figura, às vezes cômica, às vezes trágica, de Obina, autor dos três gols e de um passe genial de calcanhar para o gol de Sacconi.

Era tudo o que o Verdão precisava nesta reta final do campeonato, sobretudo porque o Galo perdeu para o Flu, que se superou e foi melhor a maior parte do jogo.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
26/10/2009 - 15:39

O LÍDER VERDÃO

Não, meu chapa, de jeito maneira o Verdão já está fora do páreo, pelo simples fato de a turma mais próxima ter se aproximado tanto assim. Afinal, o Palmeiras ainda encabeça a lista, e é, juntamente com o Galo, um dos únicos dois candidatos ao título que só depende de seus próprios desempenhos.

E, em relação ao cardápio que o espera até o apito final do campeonato, na teoria, é o que deve encontrar pratos mais palatáveis do que os que estarão à mesa do Galo.

Ah, mas e o retrospecto recente? É verdade: enquanto o Palmeiras patina a cada rodada, o Galo vem em prodigiosa escalada na tabela. Assim como Flamengo, que completou dez jogos invictos ao bater o Botafogo no domingo, e o Cruzeiro, que cumpre a melhor campanha do segundo turno.

Isso pode representar uma tendência, que, se confirmada nos próximos sete jogos restantes, pode até recuar o Verdão para fora da zona da libertadores.

Tendências e fatos

Mas, será mesmo uma tendência irrefreável, ou apenas o registro de um determinado momento do campeonato, esse caleidoscópio que ora nos apresenta um conjunto de figuras geométricas, ora, outro muito distinto?

Ao longo do Brasileirão, quantos cenários diferentes foram construídos e desconstruídos lá na ponta da tabela?

No futebol, a única verdade eterna, como costumava dizer Nelson Rodrigues, é que não há time imbatível. E isso vale pra todos, inclusive o líder Palmeiras, claro.

Quer dizer: essa meia dúzia de postulantes ao título está sujeita, doravante, a levar uma biaba aqui ou ali. Dependendo da hora e do adversário em questão, uma única derrota pode vir a ser fatal. Mas, também, pode ser fatal, digamos, uma sucessão de empates.

Séries invictas

Além do mais, o que pudemos observar ao longo deste torneio tão cheio de alternâncias, é o seguinte: quase todos esses candidatos ao título – e aqui, pode-se acrescentar Goiás e Avaí – alternaram longas séries de invencibilidade com tropeços consecutivos. Em geral, as séries invictas se esgotam entre os números sete e dez.

Se isso representar uma tendência, então, o Flamengo, por exemplo, estaria na beirada da quebra. E o Palmeiras, quem sabe?, na mira de um renascimento no campeonato, o que, somado ao ponto de vantagem precioso, o levaria à conquista da taça.

Na verdade, prefiro deixar as tendências para os economistas e matemáticos, assim como os cardápios para o gourmet de plantão, estendendo o olhar para a alma e o talento dos jogadores que, em última análise, decidirão essa questão.

No aspecto emocional, sem dúvida, o Palmeiras é o que se encontra em situação mais crítica. O medo de entregar o ouro na reta final do campeonato é algo palpável tanto no olhar do torcedor quanto no comportamento dos jogadores e comissão técnica. E o medo costuma paralisar ou, no mínimo, baratinar a turma. Mas, também pode infundir um desejo de reação tão profundo, que o cara vira imortal por alguns segundos, aqueles que podem ser decisivos, no caso.

Sim, porque, às vezes, uma simples vitória é capaz de romper esse círculo de giz onde o sujeito está enfiado.

Quanto à questão técnica da equipe, o Palmeiras haverá de se ressentir – e muito – da ausência um tanto prolongada de Cleiton Xavier, um de seus três principais artífices (os outros, são Marcos e Diego Souza, já que Love ainda não chegou a explodir na Academia, embora tenha jogdo bem).

A escolha de Muricy

E, no tocante à parte tática, cabe a Muricy escolher um destes dois caminhos: ou partir para o tudo ou nada, escalando uma equipe ofensiva, capaz de trocar passes com maior frequência, antes de dar o bote final, ou, então, fechar tudo lá atrás e tentar preservar esse pontinho de vantagem até o final.

Ambas as escolhas são imprevisíveis. Tanto podem levar à glória quanto à derrocada fatal. Aliás, como quase tudo na vida.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
25/10/2009 - 21:54

ZEROU TUDO

31ª rodada do Brasileirão

Pode-se dizer que o Brasileirão zerou a sete rodadas do final. Basta lembrar que agora apenas três pontos – uma simples vitória – separam o líder Palmeiras do quinto colocado, o Flamengo, que bateu o Botafogo por 1 a 0, no Engenhão. Golaço de Adriano, que arrancou pela meia-direita, passou pelo meio de dois beques, já na área, e tocou no canto, de canhota.

Mas, novamente, ficou provado que o Flamengo com Petkovic é um e outro, muito diferente sem o gringo genial. Pois, bastou Pet ser substituído, no segundo tempo, e o Fla passou a sofrer sufoco de um Botafogo tão tenso e errático que até pênalti (inexistente) perdeu, com Lúcio Flávio.

Pouco antes, o São Paulo, na Vila, protagonizava embate heróico contra o Santos, pois esteve atrás no placar por duas vezes, virou, sofreu o empate e foi buscar o gol da vitória com seu craque mais emblemático – Rogério Ceni, cobrando falta magistral, pouco antes de ser expulso, ao tentar cortar um contragolpe mortífero do adversário.

Não, o Tricolor não fez uma partida brilhante, tecnicamente, nada disso. Apenas soube se aproveitar da fragilidade do adversário, embora tenha lhe oferecido três gols, o que é demais para uma defesa com três zagueiros, mais um paredão chamado Rogério Ceni.
Mas, valeu pelo esforço, o que lhe infunde um novo ânimo para seguir na busca do título, depois de tantos tropeços.

O mesmo se aplica ao Inter, que passou pela prova de fogo histórica, mais um Grenal.

Assim como lá vem o Cruzeiro, que conquistou sua quarta vitória consecutiva, ao bater um Corinthians ainda indefenido, em pleno Pacaembu, com gol de Gilberto, o craque que voltou a se destacar nesta sua vinda para a Raposa.

O Cruzeiro, mesmo dando um salto prodigioso nas últimas rodadas, ainda terá de pedir licença a Flamengo, São Paulo, Inter, Galo e Palmeiras, todos à sua frente, na ordem crescente.

De qualquer forma, para quem gosta do mata-mata, o campeonato por pontos corridos oferece ainda mais emoção, entre outras coisas, porque a atuação do acaso fica muito mais restrita.

TRIVIAL VARIADO

Depois de o Real, com Kaká, mas ainda sem Cristiano Ronaldo, não passou de um pífio 0 a 0 com o pequeno Gijón, o Barça esmagou o Zaragoza: 6 a 1. Aliás, em menos de meia hora de jogo, já vencia por 3 a 0.

No clássico inglês, deu Liverpool – 2 a 0 no Manchester United. Resultado que, somado à goleada do Chelsea sobre o Blackburn, na véspera, rebaixou os Diabos Vermelhos á vice-liderança do campeonato.  Mas, vale ressaltar que o Manchester na maior parte do jogo foi melhor do que o Liverpool, mesmo atuando no campo do adversário, o que lá conta muito. 

E o Arsenal, hein? Vencia o West Ham por 2 a 0, na maior tranquilidade. Tanta, que, confesso, cochilei na poltrona, e, quando reabri os olhos, o jogo estava empatado. O Arsenal joga muito pra dedéu, mas não consegue avançar na vida.

Quem também não avança mais é o Goiás, que viveu um momento mágico no Brasileirão, para cair num lugar-comum deprimente. Nesta rodada mesmo, vencia o lanterninha Fluminense por 2 a 0 e acabou cedendo o empate em casa. Por outro lado, o Fluminense, nas últimas rodadas, vem dando sinais de resistência. Do tipo, cai, mas cai de pé. Se tivesse adotado essa postura bem antes, já estaria respirando melhor no campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
22/10/2009 - 17:16

E AGORA?

Bem, agora, resta ao Palmeiras torcer para que o ritual das últimas rodadas se repita neste fim-de-semana, com os tropeços concomitantes dos seus mais próximos caçadores. Se isso ocorrer, o que não é nada improvável, continuará à frente, com certa folga.

Mas, se o jogo descambou para o campo da autoconfiança, o que parece ter acontecido, o Galo, apesar de pegar em casa um adversário traiçoeiro – o Vitória -, tem tudo para reduzir essa desvantagem para um ponto, o que, na ordem das coisas, não vale nada. Sobretudo, porque o moral do Verde está abaladíssimo, claro.

Assim como é de se prever um salto ainda mais prodigioso do Flamengo, que, embora enfrente um clássico doméstico contra o Botafogo, outrora sua asa negra, vem tão embalado que basta a massa rubro-negra nas arquibancadas para lhe dar uma imensa vantagem inicial.

Um pouco diferente da situação de Inter e São Paulo, que também enfrentam clássicos estaduais, mas sem a mesma euforia, pois vêm patinando na hora de arrancar.

Quanto ao líder, a impressão que me dá é a de que, menos por razões táticas ou técnicas, sua queda de rendimento se dá, sobretudo, pela perda de confiança dos seus jogadores.

É um tal de rifar a bola e errar passes, uma incapacidade de trocar bolas, impressionantes, em jogadores que têm, naturalmente, competência para tanto.

Como reverter essa situação, não sei. Só sei que alguém tem que meter a mão na massa nesse sentido, seja o técnico, a diretoria, os líderes do time, quem tiver mais autoridade sobre o time, enfim.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
21/10/2009 - 23:53

VERDÃO, CHIIII…

Esse era aquele jogo que o Palmeiras não podia deixar de ganhar, em hipótese alguma. Não só porque o adversário é dos mais frágeis do torneio – tanto, que está na zona do rebaixamento, enquanto o Verdão é líder, isolado -, mas, sobretudo, porque o que estava em jogo era algo mais do que apenas três pontos.

Ali, o Palmeiras jogava o seu futuro, quem sabe até o título brasileiro, que, há quatro rodadas estava praticamente em suas mãos.

Mas, a soma sucessiva de insucessos – um empate e três derrotas – pode ferir de morte a alma verde, ceifando a possibilidade de o time reagir nesta reta final.

Nada, porém, é definitivo, mesmo porque o Palmeiras, embora perdendo a gordura, segue líder.

O fato, porém, é que novamente foi um time de futebol burocrático, mais preocupado em evitar o pior do que buscar o melhor, e acabou perdendo por 2 a 0, dois gols de Nunes, que obviamente se ressentiu da perda de Cleiton Xavier ainda no primeiro tempo.

A bola ainda está com o Palmeiras, resta saber se ele vai conseguir mantê-la sob controle.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
19/10/2009 - 17:01

A PERPLEXIDADE DE MURICY

Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.

Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.

Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.

Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.

Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.

Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.

Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.

Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…

Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.

Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.

VELHINHOS PIMPÕES

Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.

Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.

Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.

Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.

Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.

Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.

Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
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