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quinta-feira, 30 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

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Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de junho de 2009 Campeonato Brasileiro | 23:42

O AZAR DO PEIXE E A VAIA NO OLÍMPICO

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Ah, que pena aquela bola cabeceada por Kleber Pereira que se chocou com o poste esquerdo de Neneca, quando o juiz levava o apito final à boca. Sim, porque se aquela bola tivesse entrado, o Santos venceria o Santo André por 4 a 3, e agora estaria na vice-liderança do Brasileirão, posição mais digna para quem aposta nesse futebol leve, envolvente e ofensivo apresentado lá no ABC.

Sim, sei bem: no jogo dos ses, teríamos também de computar aquele pênalti escandaloso – melhor:criminoso – de Fábio Costa em Gustavo Nery, uma entrada tão intempestiva que atirou o adversário na maca, e, de lá, ao hospital, literalmente. Pois não é que o juiz, de frente pro crime, deu simplesmente bola fora?  

Mesmo porque o Santo André também encarou o Peixe de frente, pôs a bola no chão, e, sob o comando de Elvis e o arroubo de Cicinho, fez seus dois gols iniciais com Nunes, que acabou sendo expulso, tirando do seu time a chance de brigar pela vitória até o fim.

Mas, é que o melhor ataque do campeonato até aqui, com catorze gols, mereceria esse prêmio, não fosse a defesa ter vacilado tanto nas bolas altas e naquele pênalti de Luizinho, absolutamente desproposital.

Vale, contudo, a expectativa de que o Peixe siga singrando esses mares que são sua praia tradicional: um futebol gostoso de se ver e, ao mesmo tempo, eficiente.

A VAIA QUE CONSAGRA

O Grêmio, que dividido em duas frentes de batalha não vem bem no Brasileirão, estava vacilante no primeiro tempo do jogo com o Náutico, no Olímpico. Insatisfeita, a torcida gremista passou a vaiar Souza e Ruy, que tentavam as jogadas em profundidade, em vão.

Eis que Alex Mineiro enfia bela bola para Souza (impedido?) – gol, aquele gol que baixa a temperatura da galera e do time. No segundo, Maxi López amplia e Souza fecha o placar, em novo passe de Alex, tocando no canto do goleiro. Com frieza e destreza.

Que me perdoe o amigo tricolor, mas vaiar o Souza nesta quadra da vida do Grêmio?

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  3. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 16 de maio de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 16:24

O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES

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Pena que estas primeiras rodadas do Brasileirão sejam prejudicadas pela disputa concomitante das fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. Sim, porque os principais candidatos ao título estão envolvidos numa ou noutra, o que os força a jogar com seus times mistos ou mesmo reservas na disputa nacional.

Por exemplo, esse Inter e Palmeiras de amanhã. Se jogassem completos, seria um jogaço, por certo, o clássico da rodada. mas, nesse jogo de esconde-esconde em que os treinadores transformaram as vésperas dos jogos, ninguém sabe que Inter entrará em campo, muito menos que Verdão será escalado por Luxemburgo.

Nesse cenário fica muito difícil arriscar qualquer previsão, a não ser aquela óbvia: o Inter leva a vantagem de jogar no Beira-Rio, diante de sua torcida Outra: tudo indica que o Inter tem um elenco mais qualificado do que o do Palmeiras, o que deve, em princípio, amenizar as ausências mais nobres, tipo Nilmar, Taison e D’Alessandro.

Já o Palmeiras, se poupar seu trio equivalente de ataque – Diego Souza, Cleiton Xavier e K-9 -, encontrará mais dificuldade nas substituições. De qualquer forma, segue sendo o jogo mais expectante da rodada.

Outro que desperta expectativas, mas por outras razões, é São Paulo e Atlético PR. Nem tanto pelo eventual espetáculo, já que ambos praticam, de hábito, um jogo altamente competitivo, e só.

A questão é saber se o Tricolor soube ou não aproveitar mais este largo período de folga para aprumar sua equipe, embora se saiba que, nos treinamentos, o time perdeu para a enfermaria alguns de seus valiosos titulares.

Já Botafogo e Corinthians recai naquele item inicial: o Corinthians, provavelmente, jogará muito desfalcado, a exemplo do Fluminense, que irá a Barueri. Logo, é a grande chance de o Botafogo ganhar pontinhos essenciais em casa.

O mesmo vale para o Cruzeiro, que oferece ao Náutico, nos Aflitos, a oportunidade de ganhar aquela vantagem que contará muito na hora da definição dos lanternas do campeonato, lá na frente, se assim for.

O Santos, porém, recebe o Goiás na Vila sem restrições de nenhuma ordem. É, pois, a hora de se firmar de vez na competição, pois o Goiás está longe daqueles times que nos encantaram em passado recente.

Por fim, o clássico do Nordeste: Vitória e Sport, ambos feridos pelos recentes insucessos. O Vitória, pela goleada sofrida diante do Vasco pela Copa do Brasil; o Leão Encantado, lambendo ainda a ferida mortal da desclassificação na Libertadores. Vai ser fogo!

DIABOS, SEGUNDA COROA

Não, não foi aquele time mortífero das últimas temporadas, pois, após um início promissor, o Manchester United caiu na retranca diante de um Arsenal que toca-toca-toca, mas não agride. Era o que antigamente se chamava de tico-tico, o passarinho ciscando no terreiro sem um rumo final.

Sucede que o empate lhe daria a segunda coroa do reino. E, assim, com o zero a zero final, os Diabos Vermelhos levantaram seu segundo título expressivo deste ano (antes, levantara a taça da Liga dos Campeões), antes da hora, o que lhe dará tempo para se armar com vistas à decisão da Liga dos Campeões da Europa, contra o Barça, também, atrás da tríplice coroa, já que poderá se sagrar campeão espanhol amanhã, depois de ter levado a Copa do Rei.

É o tricampeonato nacional do Manchester United, o décimo oitavo, que o deixa na liderança de títulos ingleses, ao lado do Liverpool, e a trigésima primeira conquista de expressão de Sir Alex Ferguson, que desde 86 dirige a equipe.

E que técnico, esse! Aos 67 anos, segue sólido no comando do Manchester, e, sobretudo, lúcido, mais lúcido do que a maioria dos jovens treinadores que o perseguem. Lúcido porque vê o futebol com a clareza de quem já viu quase tudo na vida. E sabe que, no fim, as coisas, no campo e fora dela, são muito simples em toda a sua complexidade.

INTER, TETRA

Quem não vai gostar deste meu comentário é o consideradíssimo Gian Oddi, que percorre a Bota do cano ao salto, cheio de expectativas. Expectativas que não se realizam em campo, num período em que o futebol italiano experimenta seus piores momentos nos últimos tempos, apesar de ostentar o título de campeão do mundo pela Azzurra.

Mas, veja o amigo um exemplo rasteiro: Cannavaro, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, ícone daquela seleção de futebol opaco mas vitoriosa, está implorando para trocar o Real, onde jamais repetiu sua bola mais redonda, pela Juve, seu ex-time. E a Juve, huummm…, espia de esguelha.

Voltando à vaca fria: o Milan, neste sábado, entregou de bandeja o título nacional ao seu maior rival, com antecedência, ao perder pifiamente para o Udinese, em Udine, por 2 a 0. E perdeu sem jogar um tostão de bola, como se prevendo o imenso desmanche que se prenuncia.

O técnico Ancellotti está de malas prontas em direção ao Chelsea. Schevchenko, Ronaldinho Gaúcho, Sendero e aquela zaga geriátrica do Milan devem ser defenestrado no final da temporada, se é que o Duce Berlusconi pretende cumprir melhor performance na próxima temporada.

O fato é que o futebol italiano, último bastião do chamado futebol de resultados nos grandes centros futebolísticos da Europa, precisa mudar rapidamente o braço da viola. Sair desse inhenhém defensivo que o tem caracterizado nas duas últimas décadas, em busca de um jogo mais arejado, divertido, ofensivo, para recuperar o prestígio e a audiência perdida desde muito.

Aliás, essa foi a proposta de Mourinho ao trocar o Chelsea pela Inter. Em, entrevista ao Sportv, meses atrás, disse que ia para Milão a fim de mudar a cara do futebol italiano. Não será fácil, mas vale a pena tentar.  

 

Notas relacionadas:

  1. DUAS GERAÇÕES DE CAMPEÕES
  2. OS NOSSOS CAMPEÕES
  3. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 29 de novembro de 2008 Treinadores | 19:36

NÃO SABE O QUE FALA

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Outro dia, vi e ouvi no Arena Sportv do meu querido Cleber Machado um excerto de palestra realizada pelo atual técnico do Náutico, Roberto Fernandes, para um grupo de aspirantes a treinador.

E lá estava o professor, de batuta em riste, tendo ao fundo um quadro-negro, desvendando os segredos do futebol aos seus discípulos atentos. Não sei, claro, tudo o que disse o mestre, apenas o que foi revelado pelo vídeo. E o qual foi a valiosa lição do jovem orientador, fruto certamente de muitas e profundas reflexões? Se seu time perder a bola no meio-de-campo, falta. Sim, aquela faltinha indigente, sem trancos nem barrancos, apenas o que ele chamou de falta inteligente.

Certamente, o professor não tem a mais remota noção da distinção entre inteligência e esperteza. O que ele está apregoando, com toda a cara limpa, com ares de modernidade, é o mais antigo e deplorável expediente do jogo de futebol. Aquele que vem assolando o nosso jogo há muito tempo. Um crime cometido às barbas dos juizes complacentes e de uma mídia irresponsável, antes mesmo de o professor da hora ter nascido.

Matar a jogada no seu nascedouro, com a tal falta necessária, é um infanticídio, É matar o feto do gol, essência do jogo. Não há crime lesa futebol maior. A porretada, a rasteira, o pontapé, o chute no peito, na cabeça do adversário, enfim, as faltas mais violentas, são esporádicas, e quase sempre punidas severamente.

Essas faltas não alteram o ritmo do jogo, necessariamente. Mas, aquela faltinha chamada necessária, que se reproduz o tempo todo, intermitentemente, no meio-de-campo, no instante inicial da criação da jogada, essa fere de morte o futebol.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 19:50

RAPOSA BAIXOU A GUARDA

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Que sova, sô! De onde vieram todos esses gols que soterraram as últimas esperanças de o Cruzeiro disputar o título brasileiro? Pelo menos é o que se infere das declarações de seus jogadores logo depois da derrota por 5 a 2 para o Náutico, no estádio dos Aflitos: o negócio, agora, é cuidar da vaga para a Libertadores, para que sobrem ao menos os dedos, já que os anéis se foram.

Bem, esses gols todos vieram da insinuante presença do ataque do Naútico, sempre veloz e agressivo, ao longo de todo o jogo, e na ineficiência quase bucólica da Raposa na sua defesa.

Mesmo porque nem se pode dizer que tenha sido uma partida horrorosa do Cruzeiro, não. Jogou dentro dos limites de um time que não se caracteriza pela voluntariedade e sim pela técnica, num campo muito ruim contra um adversário que lutava pela vida na Série A.

Além do mais, o Cruzeiro tem pautado sua campanha neste Brasileirão por baixar muito a guarda quando joga fora.

O resto se insere nos mistérios do futebol. 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. E O SÃO PAULO CHEGOU
  3. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 13:58

BASTA!

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Nem se fosse a primeira vez, seria aceitável. Mas, com os antecedentes públicos e notórios, não dá para aceitar a atitude da Polícia Militar de Pernambucano em mais esse episódio constrangedor.

Se há um cara sério e equilibrado no universo do futebol, esse é o técnico Wagner Mancini. Portanto, se ele denunciou que o vestiário do Vitória, no intervalo do jogo com o Náutico, foi invadido por sete policiais que pressionaram o goleiro Viáfara, não tenho por que duvidar.

Aliás, o capitão da corporação, segundo o que leio e ouço, não negou a invasão. Apenas reduziu para três os protagonistas uniformizados, que simplesmente foram pedir calma para o jogador, revoltado pelo fato de o juiz mandar voltar o pênalti que deu a vitória ao Náutico.

Nem assim, se assim fosse. É um absurdo sem precedentes na história do Brasileirão recente. E, se o governador de Pernambuco não tomar nenhuma medida para coibir esses recorrentes abusos, cabe à CBF e ao STJD tomar medidas punitivas contra o Náutico, definitivas.

Afinal, é algo vergonhoso para um Estado como o de Pernambucano, de tão civilizados exemplos ao longo da história, cair nessa vala comum do autoritarismo policialesco.  

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última