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sábado, 14 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 15:17

DOMINGO DE DECISÕES

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É domingo de decisões por esse Brasil afora, Decisões imprevisíveis, sobretudo porque, em campo, estarão rivais históricos.

PEIXE E TIMÃO

O Santos recebe na Vila o Corinthians, na decisão do título paulista, com os músculos em frangalhos, mas, a alma em festa. Afinal, não só conseguiu vencer a dura jornada até Manizales, como bateu o Once Caldas, pela Libertadores, por 1 a 0. Placar, diga-se de passagem, modesto diante da exibição do Peixe, que perdeu mais umas três grandes chances para até mesmo folgar no jogo de volta.

E é isso o que mais anima o torcedor santista e o técnico Muricy: saber que seu time não só teve bola para envolver o traiçoeiro adversário no campo inimigo como, ainda por cima, resistiu com ciência ao assédio adversário, nos minutinhos finais do jogo, mesmo sem Ganso e Arouca, dois craques essenciais da equipe.

Assim como é ainda mais animador ver que Neymar, sempre sob os olhares suspeitos dos mais céticos, é guerreiro, sim senhor, em situações de extrema adversidade, sem perder, contudo, seus dons artísticos. Muito menos o humor, expresso naqueles tantos chapéus e dribles que espalhou pelo campo colombiano.

Um deles – aquele perpetrado no segundo tempo que resultou na cobrança de falta por Elano na trave -, tive a pachorra de rever, quadro por quadro, para tentar entender toda a sofisticada trama de movimentos do menino-craque: com o pé direito, faz um rolinho em cima da bola que culmina com uma leve batida sobre a bichinha para elevá-la alguns centímetros, permitindo-lhe tocar de esquerda além do alcance do zagueiro. Um primor de engenho e habilidade.

Sem contar que Neymar foi quem vislumbrou Alan Patrick entrando pela esquerda e serviu-lhe uma bola açucarada para o gol da vitória santista, além de provocar, com seus dribles e manhas, a expulsão de Calle, o que facilitou muito a tarefa de seu time em Manizales.

Isso tudo, porém, não quer dizer que o Timão já está fora de combate. Ao contrário: mais uma vez, ao longo dessa disputa em dois atos, o Corinthians passou a semana afiando-se para a decisão, estocando energias e aprimorando-se tática e tecnicamente.
Mesmo que a situação fosse outra – isto é: os dois no mesmo patamar físico -, o Corinthians tem poder de fogo suficiente para sair vitorioso, inclusive enfrentando o Alçapão da Vila.

Liedson, Bruno César, Jorge Henrique e Willian ou Dentinho formam um quarteto ofensivo capaz perfeitamente de fazer um ou dois gols em qualquer adversário e em qualquer praça.

E, quando coloco aqui a alternativa entre Dentinho e Willian é porque essa me parece ser a grande dúvida do técnico Tite. Na verdade, Dentinho, depois de sua última lesão de demorada recuperação, não voltou a jogar o que sabe. Dizem que é por causa de uma proposta do futebol do Leste Europeu, não sei. O fato é que, ao mesmo tempo, Willian tem sido mais efetivo, quando entra na equipe.

De qualquer forma, é jogo pra mais de metro, sobretudo se o Timão decidir usar esse poder de fogo pra valer, e não ficar ali mais preocupado em evitar o pior do que alcançar o melhor.

GRENAL DE FOGO

No Sul, tudo é mistério, claro.Os técnicos Renato e Falcão escondem os seus respectivos times, mas é de se supor que o Grêmio entre com seu meio campo titular – Adílson, Rochemback, Lúcio e Douglas, enquanto o Inter deverá atuar com Guiñazu, Bolatti, Andrezinho, D’Alessandro e Oscar. Quer dizer: cinco contra quatro para o Inter.

Isso pode indicar um domínio pelo Inter no meio de campo, setor nevrálgico de qualquer time. Mas, estamos falando de Grenal, e esses detalhes táticos costumam ter relevância relativa.

Além do mais, o jogo é no Olímpico, onde o Grêmio entra com vantagem da vitória no Beira-Rio. Num Grenal, essas coisas pesam muito.

EM MINAS

Cruzeiro e Atlético, em qualquer campo, sempre é um desafio sobre o fio da navalha. E o campo, nesse caso, é neutro, como o foi, afinal, no jogo de ida, vencido pelo Atlético, a não ser pela presença maciça dos azuis..

Mas, ao contrário daquele embate, o Cruzeiro vai a Sete Lagoas com seu ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, o que faz muita diferença.

É de se ver.

É ENCARNADO…

Confesso que, no velho Pernambuco, sou Timbu, em homenagem ao ministro Vilella, presidente da Academia Brasileira de Letras. Mas, gostaria de ver o Santa Cruz, a Cobra Coral, o Encarnado, Branco e Preto, clube histórico, capaz de arregimentar ainda a maior torcida de Pernambuco, apesar de tantos anos rebaixado à cena menor do futebol brasileiro, vestir a faixa de campeão.

Mesmo porque o Sport já está enjoado de tantos títulos conquistados nos últimos anos. Não lhe faria falta. Em contrapartida, esta decisão pode vir a ser a catapulta para o Santa dar a grande virada em sua história recente.

O futebol brasileiro precisa do Sport, mas não pode abrir mão do Santa Cruz.

MANCHESTER EM FESTA

A cidade de Manchester está em festa. Neste sábado, o United sagrou-se pela décima nona vez campeão inglês, transformando-se assim no maior vencedor dessa taça, um título a mais do que o Liverpool; e o City levantou a Copa da Inglaterra, o mais antigo troféu do mundo.

São feitos extraordinários, que merecem longas celebrações em todos os pubs ingleses.

Os Diabos Vermelhos empataram com o Blackburn por 1 a 1, gol de pênalti de Rooney, a maior estrela de Manchester, num jogo parelho e encardido, apesar do domínio dos campeões.

E os azuis do City bateram o Stoke, por 1 a 0, gol de Balotelli, ratificando sua volta à linha de frente do futebol britânico, graças à fortuna nebulosa do russo Abramovich.

Enfim, Manchester é definitivamente a capital do futebol inglês.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 19 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro | 15:22

PEQUENOS DETALHES DE UM LÍDER

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O Corinthians é líder isolado e único invicto ainda do Brasileirão, mas não perdeu de vista suas carências. A principal delas chama-se Ronaldo Fenômeno, que parece ter perdido o pique inicial e não consegue readquirir a forma física mínima para entrar em campo e resolver como o fez na temporada passada.

Se conseguir recuperar o ânimo e partir para a reabilitação, tudo joia. Mas, mesmo assim, o Timão precisará de um reserva à altura (não de Ronaldo, mas do time), já que Souza não supriu essa necessidade neste tempo todo em que está no Parque.

Eis por que o Corinthians foi atrás de Gilmar, aquele atacante goleador que surgiu outro dia no Náutico e logo foi negociado para o exterior.

Não sei o quanto lhe pesará a camisa alvinegra. Mas, pelo pouco que vi do rapaz no Brasileirão passado, tem jeito pra coisa e pode, em breve tempo, conferir aquele grau de agressividade na frente de que tanto carece o Timão.

Nunca se sabe. Pegue o amigo, por exemplo, esse garoto Bruno César, que despontou no Paulistão pelo Prudente. Não é um supercraque, nada disso. Mas, caiu como uma luva no time, pois, habilidoso e mais rápido do que Danilo, dinamizou o meio de campo corintiano, que andava meio capenga desde a saída de Douglas, jogador de estilo semelhante ao dele.

São pequenos detalhes que, no fim, atuam decisivamente no conjunto de uma equipe de futebol.

Notas relacionadas:

  1. FENÔMENO NO TIMÃO
  2. E SE RONALDO JOGAR?
  3. TRÊS VEZES RONALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 Sem categoria | 20:27

CLÁSSICOS, BRASIL AFORA

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Neste fim de semana, pipocam clássicos pelo Brasil inteiro.

O mais decisivo deles é, sem dúvida, Vasco e Botafogo, pois um dos dois haverá de empalmar a Taça Guanabara, garantindo sua presença na final do Campeonato Carioca.

Qual deles? Bem, o Botafogo já surpreendeu nas semifinais, ao bater o Flamengo por 2 a 1. E como tem sob seu comando o sempre vitorioso e esperto Joel Santana, não quero queimar a língua.

No entanto, é inegável que o Vasco é mais bem composto, como conjunto, e mais alternativo, individualmente, sobretudo com P. Coutinho, Carlos Alberto e Dodô, um trio atacante capaz de produzir e concluir jogadas ofensivas como poucos.

Quanto ao Botaogo, é aquilo: bola alçada para a dupla Mercosul na área, ou a súbita e mágica entrada do menino Caio, no segundo tempo.

Outro clássico brasileiro é Palmeiras e São Paulo, no Palestra Itália. Não vale nada, a não ser a extrema necessidade de remissão do Palmeiras, mergulhado em crise, depois da goleada sofrida para o São Caetano, no meio de semana. E vale pela estreia de Antônio Carlos, o técnico iniciante que assumiu o lugar do festejado Muricy.

Mas, vale, sobretudo, para aferir se Antônio Carlos, que chegou prometendo um Palmeiras ofensivo, leve e solto, coseguirá já, em dois dias, postar seu novo time dentro desse modelito.

Já o São Paulo, que passou bem pela última prova no Paulistão, não promete nada. Apenas seguir crescendo de acordo com as circunstâncias. Vejamos.

Enquanto isso, em Minas, Galo e Raposa se encontram no terreiro neutro do Mineirão, em situações bem diversas. O Cruzeiro, de olho na Libertadores, no entanto, chamou toda sua tropa para a batalha sempre histórica. Até Roger, recém-chegado, foi convocado para o banco, ao menos.

E o Galo, que não consegue bater asas sob o comando de Luxemburgo, só espera essa chance pra ver se sai daquele ciscar inócuo desde o começo do Mineirão.

Por fim, Sport e Náutico duelam na Ilha do Retiro, com favoritismo evidente do
Leão. Entre outras coisas, porque ai bem, obrigado, no campeonato, e estará completo para a partida.

Ao contrário do Timbu, mergulhado em crise, com a dispensa do treinador Magula, e sem seu principal atacante – Carlinhos Bala. Mas, sacumé…

GAÚCHOS

No Rio Grande, Inter e Grêmio correm paralelos em direção ao título do primeiro turno. Os tricolores pegam o Inter de Santa Maria no Olímpico, e os colorados receem o Novo Hamburgo no Beira-Rio.

O Inter, teoricamente já formado, seguirá poupando alguns de seus eventuais titulares. Já o Grêmio, em formação, pretende colocar sua força máxima.

Se prevalecer a tradição, os dois passam para a decisão.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. A PERPLEXIDADE DE MURICY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 21 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 22:07

HERÓICO TIMBU

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Se o Náutico conseguir escapar da queda, esta noite de sábado entrará para os anais do clube, pois, terá sido o ponto de inflexão para a fuga desejada.

A revirada alvirrubra, gente, no finzinho do jogo, quando o placar parecia já definido a favor do Corinthians, foi simplesmente uma comoção, coisa de arrepiar, uma Batalha dos Aflitos ao inverso. Com um jogador a menos, diante de um Corinthians que havia virado o jogo para 2 a 1 e acumulava chances de gols perdidos, na casa do adversário, o Náutico foi lá, e, em três pontadas, revirou o placar para 3 a 2.

Ah, mas não foi pênalti a falta decisiva da partida, de Escudero em Aílton, que começou a ser agarrado antes da risca da área, dirá o amigo alvinegro. Tenho minhas dúvidas, depois de várias repetições na tv, se a ação faltosa do zagueiro corintiano não se estendeu para além da risca. Na dúvida, pró-ataque, como reza a cartilha de i9nstruções da IB.

O fato é que o bandeirinha, o componente da arbitragem mais próximo do lance e com melhor visão, não teve dúvidas: cal!

Quanto ao Timão, que fez um primeiro tempo sem nenhuma inspiração, melhorou muito no segundo, sobretudo com as participações de Ronaldo, que fez um gol, deu o passe para o segundo e perdeu duas chances (uma, cara a cara com o goleiro) claras para ampliar.

Mano tem muito que manejar esse tipo até achar o ponto ideal para pegar a libertadores com possibilidades de levantar a taça intercontinental pela primeira vez na história do clube.

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Notas relacionadas:

  1. VITÓRIA QUE VALE O DOBRO
  2. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  3. PET, DEEEZZZ!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

domingo, 15 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 19:42

ADRIANO, COMO DEVE SER

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O campeonato pode ser imprevisível, cheio de altos e baixos, mas certo mesmo é que o Flamengo chegou, ao bater o Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, gols emblemáticos, pois de Petkovic, pegando a sobra de um bate-rebate, e de Adriano, aproveitando exato cruzamento de Zé Roberto.

E o Flamengo chega, nas asas de sua torcida, praticando um futebol ofensivo e aprazível, mas eficiente na defesa também.

Diante do Náutico, o Flamengo jogou na conta do chá para vencer, sem sustos, nem ressalvas. E, se Pet, apesar do gol, não reprisou as belas atuações anteriores, Adriano tratou de jogar pelos dois: fez gol, deu assistências, combateu aqui atrás, armou, enfim, deu um exemplo irretocável de como se deve jogar o futebol, como diriam os mais jovens. pois, digo: deu o exemplo de como se deve jogar bola sempre, ontem, hoje e amanhã.

A polarização entre São Paulo, o líder, e Flamengo, o vice, seria inevitável, não fosse este campeonato tão volúvel e inexplicável.

Notas relacionadas:

  1. ADRIANO, GANSO E MARLOS
  2. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  3. VERDÃO, CELEBRANDO, ATÉ…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes | 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

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Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. INTER E TUTTI QUANTI
  3. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:58

VITÓRIA QUE VALE O DOBRO

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Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.

Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.

O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

LIGA E MUNDIAL

Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.

A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.

Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.

Notas relacionadas:

  1. EMOÇÃO EM DOBRO
  2. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  3. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 30 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 20:47

MUITA TENSÃO E POUCA BOLA

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Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.

O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.

Como, aliás, não aconteceu.

O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ

O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.

mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.

Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.

Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que

perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.

Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.

Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.

INTER DESBANCA GOIÁS

Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.

E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.

O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.

PEIXE E RAPOSA

Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.

Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:20

ÊTA JOGO BOM DE SE VER

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Uni, duni e tê… pronto, deu Náutico e Goiás, como poderia ter escolhido Galo e Avaí ou o clássico do Maracanã, Flamengo e Cruzeiro.

Então, acomodo-me na poltrona, e fico ali, ó, só me deliciando com um jogo rápido, envolvente, quase hipnótico. Os dois times se enfrentam de peito aberto, lá e cá, e a bola ronda as duas metas, até que os timbus começam a tomar conta das ações, e chegam ao seu gol, em cruzamento de Michel que o zagueiro goiano Leandro Eusébio empurra inadvertidamente para as próprias redes.

O mesmo Michel que mandara antes uma bola na trave de Harley.

Sucede que, no segundo tempo, o Goiás veio armado para virar esse jogo, embora Dacosta, logo aos 7 minutos, perde gol feito, ele, a bola e o goleiro. Por cima. A partir daí, o Goiás enreda o Náutico numa trama vertiginosa, mas inconsequente, ainda que metesse uma bola na trave, até que o técnico Geninho mexe aqui, mexe ali, e o Náutico reemerge para, no finzinho, selar o placar, com Anderson Lessa.

Ah, se todos os jogos fossem assim…

NO MINEIRÃO E NO MARACANÃ TAMBÉM

A propósito, o jogo do Mineirão foi mais ou menos isso, segundo os relatos dos que o viram e os excertos exibidos pela tv: um 2 a 2 de provocar síncopes, já que o Atlético vencia por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, meteu bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, o Avaí reincorporou aquele espírito de invencibilidade que o vem insuflando nas últimas dez rodadas, e chegou ao empate.

Assim como dizem que a virada do Cruzeiro sobre o Flamengo, no Maracanã, também provocou altas doses de emoção. Emerson abriu a contagem de cabeça, enquanto Diego Renan e Fabrício mantiveram o Galo ainda na bica de disputar o título com Inter, Goiás, São Paulo e Palmeiras, os degraus a serem percorridos pelos mineiros daqui pra frente.

AÔ, BELLÚ!

Lá no velho Brás dos italianos dizia-se, que quando um calabrês morde as juntas do indicador, é hora de correr pra debaixo da cama e acender uma vela, pois a vingança será malígna.

Então, fico imaginando a cena: o professor Belluzzo, amigo de velha data, mestre em economia e nas artes da política, refinado homem de letras, ex-ministro de Estado, de repente, dá uma mordida nas juntas do indicador, arregaça as mangas, mete o pé na porta do diretor de árbitros da CBF, invade o seu gabinete, agarra-o pelo cangote e, Dio Mio!, ataca sua carótida a dentadas mortíferas.

É sangue por todo lado.

Dirá o amigo leitor que estou variando, quem sabe vítima da gripe suína (sem nenhuma outra alusão, creia). Estou mesmo. Mas não à toa.

É que ouvi no rádio o presidente do Palmeiras declarar, com toda aquela calma que antecede a tempestade,  que tem tentado em vão reclamar civilizadamente das arbitrragens, que, segundo ele, andam prejudicando demais o Verdão. Mas, que, se não houver mudança de rumos, o sangue calabrês lhe subirá à veneta, e aí…

Bem, sugiro a nossos atilados repórteres que fiquem de olho no professor. Se, num dado momento, ele levar o indicador dobrado à boca… área, meu, área!

Notas relacionadas:

  1. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
  2. VAI SER DURO
  3. CINCO JOGOS BÁSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 18 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 16:40

CINCO JOGOS BÁSICOS

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Pinço cinco jogos da rodada deste meio de semana que podem dar o tom do que nos espera neste segundo turno do Brasileirão.

Inter e Corinthians, por exemplo, no Beira-Rio, é jogo crucial para ambos. Para o Inter, pode significar aquele arranque em direção ao topo da tabela. Para o Corinthians a comprovação de que o time já começa a se aprumar nesta fase de transição. Está mais para o Colorado, mas nunca se sabe.

Já o São Paulo, que vem comendo pelas beiradas, não pode deixar escapar a vitória em casa contra o Fluminense, que se arrasta na rabeira do campeonato, e que, portanto, tem de dar a vida nesse jogo.

Quanto ao Galo, carece de conter o declínio momentâneo diante de um Avaí em plena ascensão, se quiser recuperar o porte de sério candidato ao título. Uma eventual derrota em seu terreiro, por certo, será fatal para o moral da equipe.

E o Goiás, vice-líder, vai aos Aflitos atrás de uma vitória que não apenas ratifique sua força inesperada como o coloque em situação de ir ganhando status de autêntico postulante ao título.

Por fim, Flamengo e Cruzeiro, um clássico nacional, no Maracanã, num momento em que o Flamengo, apesar da goleada sofrida diante do Grêmio, em jogo atípico, tem forças para voltar a brigar, pelo menos, por uma vaga na Libertadores, enquanto o Cruzeiro, que patina numa zona perigosa, terá de se reerguer rapidamente.

Pelo andar da carruagem, o Mengão está mais próximo da vitória, caso seus atacantes não desperdicem todas aquelas chances perdidas na derrota para o Grêmio.

Notas relacionadas:

  1. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última