iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

21/11/2009 - 22:07

HERÓICO TIMBU

Se o Náutico conseguir escapar da queda, esta noite de sábado entrará para os anais do clube, pois, terá sido o ponto de inflexão para a fuga desejada.

A revirada alvirrubra, gente, no finzinho do jogo, quando o placar parecia já definido a favor do Corinthians, foi simplesmente uma comoção, coisa de arrepiar, uma Batalha dos Aflitos ao inverso. Com um jogador a menos, diante de um Corinthians que havia virado o jogo para 2 a 1 e acumulava chances de gols perdidos, na casa do adversário, o Náutico foi lá, e, em três pontadas, revirou o placar para 3 a 2.

Ah, mas não foi pênalti a falta decisiva da partida, de Escudero em Aílton, que começou a ser agarrado antes da risca da área, dirá o amigo alvinegro. Tenho minhas dúvidas, depois de várias repetições na tv, se a ação faltosa do zagueiro corintiano não se estendeu para além da risca. Na dúvida, pró-ataque, como reza a cartilha de i9nstruções da IB.

O fato é que o bandeirinha, o componente da arbitragem mais próximo do lance e com melhor visão, não teve dúvidas: cal!

Quanto ao Timão, que fez um primeiro tempo sem nenhuma inspiração, melhorou muito no segundo, sobretudo com as participações de Ronaldo, que fez um gol, deu o passe para o segundo e perdeu duas chances (uma, cara a cara com o goleiro) claras para ampliar.

Mano tem muito que manejar esse tipo até achar o ponto ideal para pegar a libertadores com possibilidades de levantar a taça intercontinental pela primeira vez na história do clube.

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
15/11/2009 - 19:42

ADRIANO, COMO DEVE SER

O campeonato pode ser imprevisível, cheio de altos e baixos, mas certo mesmo é que o Flamengo chegou, ao bater o Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, gols emblemáticos, pois de Petkovic, pegando a sobra de um bate-rebate, e de Adriano, aproveitando exato cruzamento de Zé Roberto.

E o Flamengo chega, nas asas de sua torcida, praticando um futebol ofensivo e aprazível, mas eficiente na defesa também.

Diante do Náutico, o Flamengo jogou na conta do chá para vencer, sem sustos, nem ressalvas. E, se Pet, apesar do gol, não reprisou as belas atuações anteriores, Adriano tratou de jogar pelos dois: fez gol, deu assistências, combateu aqui atrás, armou, enfim, deu um exemplo irretocável de como se deve jogar o futebol, como diriam os mais jovens. pois, digo: deu o exemplo de como se deve jogar bola sempre, ontem, hoje e amanhã.

A polarização entre São Paulo, o líder, e Flamengo, o vice, seria inevitável, não fosse este campeonato tão volúvel e inexplicável.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
01/10/2009 - 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
30/09/2009 - 23:58

VITÓRIA QUE VALE O DOBRO

Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.

Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.

O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

LIGA E MUNDIAL

Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.

A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.

Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
30/08/2009 - 20:47

MUITA TENSÃO E POUCA BOLA

Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.

O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.

Como, aliás, não aconteceu.

O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ

O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.

mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.

Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.

Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que

perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.

Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.

Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.

INTER DESBANCA GOIÁS

Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.

E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.

O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.

PEIXE E RAPOSA

Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.

Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
21/08/2009 - 01:20

ÊTA JOGO BOM DE SE VER

Uni, duni e tê… pronto, deu Náutico e Goiás, como poderia ter escolhido Galo e Avaí ou o clássico do Maracanã, Flamengo e Cruzeiro.

Então, acomodo-me na poltrona, e fico ali, ó, só me deliciando com um jogo rápido, envolvente, quase hipnótico. Os dois times se enfrentam de peito aberto, lá e cá, e a bola ronda as duas metas, até que os timbus começam a tomar conta das ações, e chegam ao seu gol, em cruzamento de Michel que o zagueiro goiano Leandro Eusébio empurra inadvertidamente para as próprias redes.

O mesmo Michel que mandara antes uma bola na trave de Harley.

Sucede que, no segundo tempo, o Goiás veio armado para virar esse jogo, embora Dacosta, logo aos 7 minutos, perde gol feito, ele, a bola e o goleiro. Por cima. A partir daí, o Goiás enreda o Náutico numa trama vertiginosa, mas inconsequente, ainda que metesse uma bola na trave, até que o técnico Geninho mexe aqui, mexe ali, e o Náutico reemerge para, no finzinho, selar o placar, com Anderson Lessa.

Ah, se todos os jogos fossem assim…

NO MINEIRÃO E NO MARACANÃ TAMBÉM

A propósito, o jogo do Mineirão foi mais ou menos isso, segundo os relatos dos que o viram e os excertos exibidos pela tv: um 2 a 2 de provocar síncopes, já que o Atlético vencia por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, meteu bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, o Avaí reincorporou aquele espírito de invencibilidade que o vem insuflando nas últimas dez rodadas, e chegou ao empate.

Assim como dizem que a virada do Cruzeiro sobre o Flamengo, no Maracanã, também provocou altas doses de emoção. Emerson abriu a contagem de cabeça, enquanto Diego Renan e Fabrício mantiveram o Galo ainda na bica de disputar o título com Inter, Goiás, São Paulo e Palmeiras, os degraus a serem percorridos pelos mineiros daqui pra frente.

AÔ, BELLÚ!

Lá no velho Brás dos italianos dizia-se, que quando um calabrês morde as juntas do indicador, é hora de correr pra debaixo da cama e acender uma vela, pois a vingança será malígna.

Então, fico imaginando a cena: o professor Belluzzo, amigo de velha data, mestre em economia e nas artes da política, refinado homem de letras, ex-ministro de Estado, de repente, dá uma mordida nas juntas do indicador, arregaça as mangas, mete o pé na porta do diretor de árbitros da CBF, invade o seu gabinete, agarra-o pelo cangote e, Dio Mio!, ataca sua carótida a dentadas mortíferas.

É sangue por todo lado.

Dirá o amigo leitor que estou variando, quem sabe vítima da gripe suína (sem nenhuma outra alusão, creia). Estou mesmo. Mas não à toa.

É que ouvi no rádio o presidente do Palmeiras declarar, com toda aquela calma que antecede a tempestade,  que tem tentado em vão reclamar civilizadamente das arbitrragens, que, segundo ele, andam prejudicando demais o Verdão. Mas, que, se não houver mudança de rumos, o sangue calabrês lhe subirá à veneta, e aí…

Bem, sugiro a nossos atilados repórteres que fiquem de olho no professor. Se, num dado momento, ele levar o indicador dobrado à boca… área, meu, área!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , , , , ,
18/08/2009 - 16:40

CINCO JOGOS BÁSICOS

Pinço cinco jogos da rodada deste meio de semana que podem dar o tom do que nos espera neste segundo turno do Brasileirão.

Inter e Corinthians, por exemplo, no Beira-Rio, é jogo crucial para ambos. Para o Inter, pode significar aquele arranque em direção ao topo da tabela. Para o Corinthians a comprovação de que o time já começa a se aprumar nesta fase de transição. Está mais para o Colorado, mas nunca se sabe.

Já o São Paulo, que vem comendo pelas beiradas, não pode deixar escapar a vitória em casa contra o Fluminense, que se arrasta na rabeira do campeonato, e que, portanto, tem de dar a vida nesse jogo.

Quanto ao Galo, carece de conter o declínio momentâneo diante de um Avaí em plena ascensão, se quiser recuperar o porte de sério candidato ao título. Uma eventual derrota em seu terreiro, por certo, será fatal para o moral da equipe.

E o Goiás, vice-líder, vai aos Aflitos atrás de uma vitória que não apenas ratifique sua força inesperada como o coloque em situação de ir ganhando status de autêntico postulante ao título.

Por fim, Flamengo e Cruzeiro, um clássico nacional, no Maracanã, num momento em que o Flamengo, apesar da goleada sofrida diante do Grêmio, em jogo atípico, tem forças para voltar a brigar, pelo menos, por uma vaga na Libertadores, enquanto o Cruzeiro, que patina numa zona perigosa, terá de se reerguer rapidamente.

Pelo andar da carruagem, o Mengão está mais próximo da vitória, caso seus atacantes não desperdicem todas aquelas chances perdidas na derrota para o Grêmio.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
30/07/2009 - 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , ,
04/06/2009 - 23:42

O AZAR DO PEIXE E A VAIA NO OLÍMPICO

Ah, que pena aquela bola cabeceada por Kleber Pereira que se chocou com o poste esquerdo de Neneca, quando o juiz levava o apito final à boca. Sim, porque se aquela bola tivesse entrado, o Santos venceria o Santo André por 4 a 3, e agora estaria na vice-liderança do Brasileirão, posição mais digna para quem aposta nesse futebol leve, envolvente e ofensivo apresentado lá no ABC.

Sim, sei bem: no jogo dos ses, teríamos também de computar aquele pênalti escandaloso – melhor:criminoso – de Fábio Costa em Gustavo Nery, uma entrada tão intempestiva que atirou o adversário na maca, e, de lá, ao hospital, literalmente. Pois não é que o juiz, de frente pro crime, deu simplesmente bola fora?  

Mesmo porque o Santo André também encarou o Peixe de frente, pôs a bola no chão, e, sob o comando de Elvis e o arroubo de Cicinho, fez seus dois gols iniciais com Nunes, que acabou sendo expulso, tirando do seu time a chance de brigar pela vitória até o fim.

Mas, é que o melhor ataque do campeonato até aqui, com catorze gols, mereceria esse prêmio, não fosse a defesa ter vacilado tanto nas bolas altas e naquele pênalti de Luizinho, absolutamente desproposital.

Vale, contudo, a expectativa de que o Peixe siga singrando esses mares que são sua praia tradicional: um futebol gostoso de se ver e, ao mesmo tempo, eficiente.

A VAIA QUE CONSAGRA

O Grêmio, que dividido em duas frentes de batalha não vem bem no Brasileirão, estava vacilante no primeiro tempo do jogo com o Náutico, no Olímpico. Insatisfeita, a torcida gremista passou a vaiar Souza e Ruy, que tentavam as jogadas em profundidade, em vão.

Eis que Alex Mineiro enfia bela bola para Souza (impedido?) – gol, aquele gol que baixa a temperatura da galera e do time. No segundo, Maxi López amplia e Souza fecha o placar, em novo passe de Alex, tocando no canto do goleiro. Com frieza e destreza.

Que me perdoe o amigo tricolor, mas vaiar o Souza nesta quadra da vida do Grêmio?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
16/05/2009 - 16:24

O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES

Pena que estas primeiras rodadas do Brasileirão sejam prejudicadas pela disputa concomitante das fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. Sim, porque os principais candidatos ao título estão envolvidos numa ou noutra, o que os força a jogar com seus times mistos ou mesmo reservas na disputa nacional.

Por exemplo, esse Inter e Palmeiras de amanhã. Se jogassem completos, seria um jogaço, por certo, o clássico da rodada. mas, nesse jogo de esconde-esconde em que os treinadores transformaram as vésperas dos jogos, ninguém sabe que Inter entrará em campo, muito menos que Verdão será escalado por Luxemburgo.

Nesse cenário fica muito difícil arriscar qualquer previsão, a não ser aquela óbvia: o Inter leva a vantagem de jogar no Beira-Rio, diante de sua torcida Outra: tudo indica que o Inter tem um elenco mais qualificado do que o do Palmeiras, o que deve, em princípio, amenizar as ausências mais nobres, tipo Nilmar, Taison e D’Alessandro.

Já o Palmeiras, se poupar seu trio equivalente de ataque – Diego Souza, Cleiton Xavier e K-9 -, encontrará mais dificuldade nas substituições. De qualquer forma, segue sendo o jogo mais expectante da rodada.

Outro que desperta expectativas, mas por outras razões, é São Paulo e Atlético PR. Nem tanto pelo eventual espetáculo, já que ambos praticam, de hábito, um jogo altamente competitivo, e só.

A questão é saber se o Tricolor soube ou não aproveitar mais este largo período de folga para aprumar sua equipe, embora se saiba que, nos treinamentos, o time perdeu para a enfermaria alguns de seus valiosos titulares.

Já Botafogo e Corinthians recai naquele item inicial: o Corinthians, provavelmente, jogará muito desfalcado, a exemplo do Fluminense, que irá a Barueri. Logo, é a grande chance de o Botafogo ganhar pontinhos essenciais em casa.

O mesmo vale para o Cruzeiro, que oferece ao Náutico, nos Aflitos, a oportunidade de ganhar aquela vantagem que contará muito na hora da definição dos lanternas do campeonato, lá na frente, se assim for.

O Santos, porém, recebe o Goiás na Vila sem restrições de nenhuma ordem. É, pois, a hora de se firmar de vez na competição, pois o Goiás está longe daqueles times que nos encantaram em passado recente.

Por fim, o clássico do Nordeste: Vitória e Sport, ambos feridos pelos recentes insucessos. O Vitória, pela goleada sofrida diante do Vasco pela Copa do Brasil; o Leão Encantado, lambendo ainda a ferida mortal da desclassificação na Libertadores. Vai ser fogo!

DIABOS, SEGUNDA COROA

Não, não foi aquele time mortífero das últimas temporadas, pois, após um início promissor, o Manchester United caiu na retranca diante de um Arsenal que toca-toca-toca, mas não agride. Era o que antigamente se chamava de tico-tico, o passarinho ciscando no terreiro sem um rumo final.

Sucede que o empate lhe daria a segunda coroa do reino. E, assim, com o zero a zero final, os Diabos Vermelhos levantaram seu segundo título expressivo deste ano (antes, levantara a taça da Liga dos Campeões), antes da hora, o que lhe dará tempo para se armar com vistas à decisão da Liga dos Campeões da Europa, contra o Barça, também, atrás da tríplice coroa, já que poderá se sagrar campeão espanhol amanhã, depois de ter levado a Copa do Rei.

É o tricampeonato nacional do Manchester United, o décimo oitavo, que o deixa na liderança de títulos ingleses, ao lado do Liverpool, e a trigésima primeira conquista de expressão de Sir Alex Ferguson, que desde 86 dirige a equipe.

E que técnico, esse! Aos 67 anos, segue sólido no comando do Manchester, e, sobretudo, lúcido, mais lúcido do que a maioria dos jovens treinadores que o perseguem. Lúcido porque vê o futebol com a clareza de quem já viu quase tudo na vida. E sabe que, no fim, as coisas, no campo e fora dela, são muito simples em toda a sua complexidade.

INTER, TETRA

Quem não vai gostar deste meu comentário é o consideradíssimo Gian Oddi, que percorre a Bota do cano ao salto, cheio de expectativas. Expectativas que não se realizam em campo, num período em que o futebol italiano experimenta seus piores momentos nos últimos tempos, apesar de ostentar o título de campeão do mundo pela Azzurra.

Mas, veja o amigo um exemplo rasteiro: Cannavaro, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, ícone daquela seleção de futebol opaco mas vitoriosa, está implorando para trocar o Real, onde jamais repetiu sua bola mais redonda, pela Juve, seu ex-time. E a Juve, huummm…, espia de esguelha.

Voltando à vaca fria: o Milan, neste sábado, entregou de bandeja o título nacional ao seu maior rival, com antecedência, ao perder pifiamente para o Udinese, em Udine, por 2 a 0. E perdeu sem jogar um tostão de bola, como se prevendo o imenso desmanche que se prenuncia.

O técnico Ancellotti está de malas prontas em direção ao Chelsea. Schevchenko, Ronaldinho Gaúcho, Sendero e aquela zaga geriátrica do Milan devem ser defenestrado no final da temporada, se é que o Duce Berlusconi pretende cumprir melhor performance na próxima temporada.

O fato é que o futebol italiano, último bastião do chamado futebol de resultados nos grandes centros futebolísticos da Europa, precisa mudar rapidamente o braço da viola. Sair desse inhenhém defensivo que o tem caracterizado nas duas últimas décadas, em busca de um jogo mais arejado, divertido, ofensivo, para recuperar o prestígio e a audiência perdida desde muito.

Aliás, essa foi a proposta de Mourinho ao trocar o Chelsea pela Inter. Em, entrevista ao Sportv, meses atrás, disse que ia para Milão a fim de mudar a cara do futebol italiano. Não será fácil, mas vale a pena tentar.  

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo