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Posts com a Tag Muricy

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:43

DEPOIS, ELES RECLAMAM

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Não sei por que mapa se guiou a CBF para indicar o caminho do Bezerrão ao jogo decisivo entre Goiás e São Paulo. Até onde sei, o regulamento, em casos como esse (interdição do estádio), o mandante punido deve jogar a, no mínimo, 150 quilômetros de sua sede.

Mas, esse mesmo clube não perde o direito de mando. Isto é: segue sendo responsável pela segurança, recebe a maior cota, determina o valor do ingresso e tal e cousa e lousa e maripousa. E escolhe o estádio onde mandará seu jogo, dentro dos limites estabelecidos pelo regulamento.

Antes de seguir adiante, quero dizer ao amigo que há mais de trinta anos defendo a tese de que, nesses casos, a punição deveria ser automática: o clube perde o direito de mando do jogo seguinte à interdição, e a partida é transferida para o campo do adversário da hora. Entre outras coisas, porque este não pode ser punido, tendo de jogar, muitas vezes, em regiões ainda mais distantes de sua própria sede, arcando com todos os custos de traslado.

Ah, mas isso poderia prejudicar terceiros, interessados naquele jogo específico, como seria no caso presente: se o jogo fosse transferido para o Morumbi, o grande prejudicado seria o Grêmio, claro.

O fato é que não é assim. E o Goiás segue sendo o mandante, com direito a escolher o campo fora de sua sede. Falou-se o tempo todo em que o assunto rolou no tribunal, que o jogo seria em Itumbiara, do que se queixava o São Paulo, pensando, à época, na hipótese de ter de ganhar do Goiás num campinho acanhado.

Fosse hoje, nas atuais circunstâncias, em que o empate de zero a zero dá o título ao Tricolor paulista, tenho minhas dúvidas se Muricy não estaria esfregando as mãos de felicidade. Afinal, é sempre mais fácil defender o empate num campo pequeno do que num grande, óbvio. 

Mas, enfim, no vaivém dos escaninhos do tribunal, lavrada a sentença, da manga de alguém da CBF saiu um Bezerrão, no Distrito Federal. Não se sabe por instâncias de quem, embora seja sugestiva a presença, na longa reunião com os cartolas do Goiás para discutir o preço dos ingressos, do atual governador de Brasília, político prodigioso, capaz de trocar, em pouco tempo, a pecha de deputado cassado (não me lembro se renunciou antes da sentença, mas isso é irrelevante) por falta de decoro parlamentar pela láurea de supremo mandatário do Distrito Federal. Graças, diga-se, ao voto popular, o que só aumenta seu prodígio.

Agora, o Grêmio ameaça entrar no STJD com liminar, impedindo a realização desse jogo no Bezerrão, sob a alegação de que o São Paulo, por isto ou por aquilo, estaria sendo beneficiado indevidamente.

Desconfio que isso não irá muito adiante, mas é só um palpite.

De qualquer forma, mais uma vez, cartolas, políticos e o tribunal conseguem a proeza de manchar o momento mais decisivo do Brasileirão, principal competição do nosso futebol. Depois, ficam todos se lamentando que nossos craques, futuros craques, proto-craques, possíveis craques, craques ainda em cueiros, se mandam a cada dia, que os clubes vivem à míngua, que nosso campeonato é visto de relance no resto do mundo etc, etc.

Errata: Este texto foi corrigido, depois de sua publicação inicial, onde, inadvertidamente, eu culpava o tribunal pela escolha do Bezerrão como palco do jogo decisivo entre Goiás e São Paulo. Peço desculpas aos bloguistas e ao tribunal pelo erro.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. GRITO CORTADO NA GARGANTA
  3. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 16:36

DUNGA, CAI OU NÃO CAI?

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E, agora, Dunga não cai mais?

É possível. Não, definitivamente, até a Copa do Mundo. Mas, por mais um bom tempinho, provavelmente.

Nem tanto pela exibição do time e a subsequente goleada sobre Portugal. Isso não seria decisivo para alterar possível tendência da CBF em defenestrá-lo, caso a entidade fosse um colegiado racional, isento, capaz de computar em detalhes os prós e os contras sobre a manutenção ou substituição do treinador.

Mas, a CBF não é isso. A CBF é Ricardo Teixeira, que herdou de seu ex-sogro João Havelange não só o trono como a pose imperial. É ele, somente ele, quem decide o que fazer, de acordo com seu humor e todas as idiossincrasias que compôem a personalidade de cada um de nós.

E, como todo poderoso, gosta de contrariar o senso comum, pois isso o difere dos demais, mantendo a devida distância aos simples mortais que timbra ainda mais seu poder.

E, sobretudo, jubila-se ao negar a migalha da concordância aos que ele considera seus inimigos.

DUnga

O que eu quero dizer vai parecer tão bizarro como irrelevante para o amigo. Mas, relato a linha dos acontecimentos para tentar explicar-me.

Antes mesmo dos dois últimos jogos das Eliminatórias, recebi a confirmação, por parte de quem está nas entranhas da Seleção, de que Dunga já havia queimado seu filme na CBF. Não se trata de ilação, mas de informação. E que a comissão técnica não viraria o ano. Informação confirmada, mais tarde, por outra fonte muito ligada a Ricardo Teixeira, que me permito a preservar, na certeza de que estes anos todos de prática jornalista o sigilo nem de longe me leva à leviandade ou à ingenuidade.

Eis, porém, que meu chapinha Renato Maurício do Prado, em sua coluna n’O Globo, e, em seguida, no Bem, Amigos, revela detalhes da queda de Dunga e de seu sucessor, Muricy, com detalhes que escapam à pura imaginação, embora surpreendentes – Muricy seria anunciado na festa da entrega dos prêmios da CBF.

Tal revelação provoca um charivari do diabo nos meios de comunicação.

Na véspera do jogo com Portugal, Milton Neves, na Band, revela que, numa breve conversa telefônica com Ricardo Teixeira, recebeu do presidente da CBF enfática negativa: Dunga não sai!

Preste atenção: antes da bela exibição do Brasil e da goleada sobre Portugal.

Ora, quem conhece um tostão dos bastidores do futebol sabe muito bem que Renato Maurício do Prado não é dos jornalistas mais bem quistos por Ricardo Teixeira, como, de resto, este que aqui está, sem falar em Juca Kfouri, seu desafeto declarado e litigante.

Faço este relato um tanto longo para dizer que não me surpreenderia nem um pouco se a eventual prorrogação do mandato de Dunga no comando da Seleção se dê menos por convicção de Ricardo Teixeira sobre a excelência do trabalho do treinador do que para contrariar a informação adiantada por um seu inimigo.

Não, amigo, não sorria assim, com desdém. São tantos os exemplos em que as idiossincrasias do homem superam suas convicções, que nada disso é viagem de um outonal cronista em tarde primaveril.

Uma charge após Brasil 6 x 2 Portugal

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Notas relacionadas:

  1. DUNGA E A GARRA
  2. PRA FRENTE, DUNGA!
  3. ASSIM, SIM!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última