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17/11/2009 - 15:26

MASCATE BRASIL

Quem esperava um massacre brasileiro em Mascate, cujo nome ilustra bem a presença da nossa Seleção naquela cidade, quebrou a cara. Foram modestos 2 a 0, gols de Nilmar, que vai se firmando no grupo para a Copa, e do zagueiro árabe, contra, ao ser apertado na área por Hulk, a grande novidade da equipe, no segundo tempo.

Parte, porque a Seleção de Omã não é tão cega de bola como se imaginava por aqui. Parte, porque nosso time não revelou interesse suficiente para emplacar uma goleada, embora tenha perdido várias chances, assim como os árabes, diga-se. Ambos esbarraram, sobretudo, no bom desempenho dos dois goleiros.

Basta dizer que Kaká, a estrela da Cia. Amarela, só entrou em cena nos últimos minutos do primeiro tempo, para deixar definitivamente o campo no intervalo.

E é aqui que a porca torce o rabo: no seu lugar entrou Júlio Baptista, a antítese de Kaká: a força no lugar do talento.

Aliás, várias foram as substituições feitas por Dunga no segundo tempo, mas nenhuma incluiu o nome de Alex, ex-Inter, o mais indicado para conferir um tantinho de criatividade no nosso meio de campo tão carente desse atributo essencial.

Mas, enfim, como o que vale, nestes tempos bicudos, é o resultado, nosso time soma mais uma vitória num ano pródigo em bons resultados.

Cuco e ferrolho

No clássico de Carol Reed, O Terceiro Homem, o genial Orson Welles, no papel do nefando Lime, imortalizou a frase: “Em quinhentos anos de democracia, a única contribuição da Suiça à humanidade foi inventar o cuco”.

Acrescento: inventou também o ferrolho – essa retranca que subsiste até hoje no nosso futebol sob vários disfarces.

Finalmente, só agora, os suíços conseguiram romper essa barreira ganhando o Mundial de 17, de cabo a rabo, eliminando Brasil e outros mais cotados. Belê!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , ,
05/11/2009 - 00:15

BOM PARA A ALMA TRICOLOR

Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.

Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.

Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.

AMARELINHA QUE AMARELA

Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.

Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.

Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.

ALÁ, MEU BOM ALÁ!

O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.

O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.

Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
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