MASCATE BRASIL
Quem esperava um massacre brasileiro em Mascate, cujo nome ilustra bem a presença da nossa Seleção naquela cidade, quebrou a cara. Foram modestos 2 a 0, gols de Nilmar, que vai se firmando no grupo para a Copa, e do zagueiro árabe, contra, ao ser apertado na área por Hulk, a grande novidade da equipe, no segundo tempo.
Parte, porque a Seleção de Omã não é tão cega de bola como se imaginava por aqui. Parte, porque nosso time não revelou interesse suficiente para emplacar uma goleada, embora tenha perdido várias chances, assim como os árabes, diga-se. Ambos esbarraram, sobretudo, no bom desempenho dos dois goleiros.
Basta dizer que Kaká, a estrela da Cia. Amarela, só entrou em cena nos últimos minutos do primeiro tempo, para deixar definitivamente o campo no intervalo.
E é aqui que a porca torce o rabo: no seu lugar entrou Júlio Baptista, a antítese de Kaká: a força no lugar do talento.
Aliás, várias foram as substituições feitas por Dunga no segundo tempo, mas nenhuma incluiu o nome de Alex, ex-Inter, o mais indicado para conferir um tantinho de criatividade no nosso meio de campo tão carente desse atributo essencial.
Mas, enfim, como o que vale, nestes tempos bicudos, é o resultado, nosso time soma mais uma vitória num ano pródigo em bons resultados.
Cuco e ferrolho
No clássico de Carol Reed, O Terceiro Homem, o genial Orson Welles, no papel do nefando Lime, imortalizou a frase: “Em quinhentos anos de democracia, a única contribuição da Suiça à humanidade foi inventar o cuco”.
Acrescento: inventou também o ferrolho – essa retranca que subsiste até hoje no nosso futebol sob vários disfarces.
Finalmente, só agora, os suíços conseguiram romper essa barreira ganhando o Mundial de 17, de cabo a rabo, eliminando Brasil e outros mais cotados. Belê!
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: amistoso, Mundial Sub-17, Nilmar, Seleção Brasileira, Suíça