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Posts com a Tag MOrumbi

domingo, 26 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:20

FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA

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E o Flu voltou ao topo da tabela, metendo 2 a 1 no Vitória, no barradão. E é aqui que reside a vantagem do Flu sobre o Corinthians, que perdeu para o Inter, no Beira-Rio, por 3 a 2: o Tricolor, fora de casa, é mais cancã.

Não, o Flu não brilhou, mas esmerou. E conseguiu, com gols de Conca, de pênalti, e de Rodriguinho, logo após o empate do Vitória, marcar 2 a 1 e recuperar a liderança do Brasileirão.

Já o Corinthians, num jogo muito disputado no Beira-Rio, acabou perdendo por 3 a 2 do Inter, já nos descontos, em gol de falta de Andrezinho.

Na verdade, o Inter foi senhor da partida durante todo o primeiro tempo, e o Corinthians só se reergueu no segundo, graças, sobretudo, à dinâmica de jogo imprimida por Jorge Henrique. Mas, o Inter estava aceso e conseguiu, no último alento, desempatar, derrubando o Corinthians da liderança, e, ele, Inter subindo um degrau na tabela.

Essa tem sido a diferença: o Flu é implacável, fora; o Corinthians, vacilante.

Santos, Verdão, Ih!, Tricolor

O Santos de Neymar goleou e deu show na Arena de Barueri diante de um Cruzeiro que vinha embalado a bordo de longa série invicta e já roçando os calcanhares do líder. Mais do que isso: o Cruzeiro vinha apresentando um futebol de primeira, que se encolheu diante da severa marcação do Peixe, que, no entanto, jamais deixou de fazer a bola rolar com fluência ao ataque, nem no seu estilo leve e agressivo desta temporada.

Não, Neymar não chegou a brilhar como de hábito. Mesmo porque foi, mais uma vez, vítima de sucessivas faltas dos adversários, no rodízio servido a preço de banana. Mas, fez uma assistência e deixou o seu nas redes de Fábio, na goleada por 4 a 1. E, o principal, caiu, levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima, sem chiar.

Mas, se não foi Neymar o herói do jogo, Roberto Brum e Arouca podem dividir os louros dessa vitória, obtida, aliás, com um jogador a menos, pois Zé Eduardo foi expulso. Os dois volantes conseguiram anular o gringo Montillo, o centro nervoso das ações da Raposa.

Contudo, o momento de brilho mais cintilante foi produzido por Alex Sandro, um lateral-esquerdo que anda atuando pela meia. Foi um golaço: o menino disparou,e, diante do goleiro deu um totó por cima, coisa de gente grande.

Palestra in rete!

Se o Palmeiras, por sua vez, não chegou a dar um espetáculo, com todos aqueles volantes de plantão, obteve uma vitória espetacular diante do Flamengo, na nova casa do atual campeão brasileiro – o Engenhão.

Aliás, dentre todas as lambanças deste ano cometidas na Gávea, uma das principais perdas do Rubro-Negro foi exatamente a do Maracanã, palco e agente principal, em várias ocasiões, dos grandes momentos do Fla. No Maracanã, o Fla é um; fora, é outro, mesmo jogando na sua maravilhosa cidade.

Já o Palestra está virando o rei dos visitantes. Ao bater o Flamengo por 3 a 1, em tarde-noite inspirada de Kleber Gladiador, autor de dois gols, somou cinco vitórias e quatro empates lá fora. É um prodígio, para as limitações técnicas desse time, que não é tamanha, como dizem, mas o suficiente para impedi-lo de crescer muito mais nessa temporada.

É verdade que a volta de Lincoln, autor de um dos gols palestrinos, e a progressiva evolução de Valdívia haverão de conferir ao Verdão um toque, mínimo que seja, de classe.

De qualquer forma, o Palmeiras conseguiu, pelo menos, um avanço sobre seu velho rival, o São Paulo, de humilhante desempenho diante do semilanterna Goiás, nessas tantas disputas paralelas do Brasileirão sem fim.

Morumbi humilhado

É isso mesmo: o Tricolor, em pleno Morumbi, quando se esperava que partiria para uma arrancada em direção a posições mais dignas na tabela, levou de 3 a 0 do Goiás, numa atuação desastrosa no primeiro tempo.

Raramente, aliás, vi um time errar tanto quanto errou o São Paulo nesse período da partida.

É verdade que melhorou muito no segundo tempo e até poderia ter empatado o jogo, então, caso Harlei não fechasse o gol goiano, como costuma fazer de vez em quando. Mas…

PS: Desculpem o atraso na publicação deste post. É que, de súbito, minha caverna em Ibiúna foi invadida por demônios invisíveis que se infiltraram na minha rede de comunicações me deixando fora do ar por um bom tempo.

Notas relacionadas:

  1. EMPATES E O NOVO INTER
  2. NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA
  3. TIMÃO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa do Mundo | 16:37

POR QUE NÃO ITAQUERA?

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É evidente que o presidente Lula, como corintiano de carteirinha e a bordo da maior aprovação popular, segundo as pesquisas, de todos os tempos da República, tem interesse na construção do estádio de Itaquera e que ele venha a ser sede da abertura da Copa no Brasil.

É evidente que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, demoliu o Morumbi, pedra a pedra, por razões de foro íntimo e por politicalha.

Assim como é evidente que a falta de habilidade para conduzir o processo por parte do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, pavimentou esse caminho sem volta – a exclusão do estádio tricolor como candidato único da cidade de São Paulo à abertura da Copa do Mundo de 2014.

Aliás, durante esse processo, Juvenal abriu outra frente de batalha que acabaria, por fim, se fundindo à outra, ao tratar com soberba e até desprezo o presidente corintiano Andrés Sanchez, nas negociações sobre o uso do Morumbi pelo Corinthians, em jogos domésticos e nacionais.

Andrés prometeu o troco em alto estilo. É o que está fazendo, sem dúvida, ao anunciar o estádio de Itaquera como um projeto destinado apenas a atender as necessidades de seu clube, mas abrindo a perspectiva de ampliar suas instalações para poder atender às exigências da Fifa (leia-se, Ricardo Teixeira) para o jogo de abertura da Copa.

O governador interino Alberto Goldman e o prefeito Kassab, antes tão apegados ao projeto Morumbi, subitamente mudaram de rumo, ao sabor dos ventos eleitorais que sopram para as bandas da Zona Leste, e passaram a avalizar o Itaquerão. Entre outras coisas, porque no Morumbi vale muito mais preservar o Palácio do Governo que o estádio.

Bem, este é o cenário em que os agentes dessa trama atuam, às vezes, em parcerias, às vezes, em solos próprios, segundo minhas depreensões.

Outra coisa, bem diferente, é a construção do estádio de Itaquera em si mesmo.

Belas são as palavras do presidente corintiano quando diz que o Corinthians tem uma dívida com a Zona Leste da cidade, núcleo central e histórico da grande nação alvinegra. E, realmente, se há uma região desta megalópole que merece atenção especial do poder público é essa. Tudo que for feito de infraestrutura ao redor do futuro estádio será pouco e necessário.

Claro, essas coisas deveriam independer de eventos como a Copa. Mas, entre o ideal e o real vai uma distância de Itaquera a Wembley. E, se a imensa população daquela região tiver de ser beneficiada por descaminhos como esse, meno male.

Outras belas palavras do cartola corintiano são as que prometem não haver nenhuma perspectiva de uso de dinheiro público na obra em si, o que é fundamental. Estádio, sim, mas com grana particular. Dinheiro público só para obras públicas, que atendam as necessidades da população.

Ora, palavras somem com o vento, dirá o amigo mais cético. É verdade. Mas, o fato é que Andrés Sanchez prometeu, na campanha para presidente do Corinthians, acabar com as reeleições sucessivas, que construíram no clube verdadeiros impérios no passado. E cumpriu sua palavra. Logo que assumiu, mudou os estatutos do clube e já avisou que cumprirá estritamente o que lá ficou escrito.

Ao contrário, por exemplo, de Juvenal Juvêncio, que, acenando com a bandeira da reforma do Morumbi para a Copa do Mundo, quebrou a longa e proficiente tradição tricolor de não se permitir senão uma única reeleição, de dois em dois anos. Ampliou seu reinado até 2014, com todos os ônus que o clube teve de arcar nesse período insólito da vida tricolor.

Portanto, até prova em contrário, não há que se duvidar das palavras de Andrés Sanchez.

E, se assim for, por que não Itaquera em vez do Morumbi?

Notas relacionadas:

  1. FINAL MANCHADA
  2. CAMPEÃO, CAMPEONÍSSIMO SÃO PAULO
  3. CHEIRO DE ARROZ QUEIMADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:02

HONRA E JUSTIÇA NA DECISÃO

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Rogério Ceni falhou ao tentar devolver a bola com os pés na entrada de sua área, mas se recuperou no chute de Tinga.

Renan falhou, ao tentar encaixar bola alçada na sua área por Hernanes, em cobrança de falta lá do meio da rua, mas não teve tempo de se recuperar: ágil, Alex Silva meteu de cabeça aquele gol tão almejado pelo Tricolor para zerar a decisão da semifinal da Libertadores com o Inter, na noite gelada do Morumbi. Isso, aos 30 minutos de bola rolando.

Gol, aliás, que, pelo andar do jogo, não sairia nesse primeiro tempo, pois o São Paulo não conseguia impor aquele volume de ações ofensivas necessário para tanto. Ao contrário: o Inter era quem trabalhava a bola com maior frequência no campo adversário, e, embora nenhum dos dois criasse chances claras, um tiro longo de Tinga havia incomodado Rogério Ceni, aos 21 minutos.

Mas, se o primeiro tempo foi mais tenso do que emocionante, o segundo correu sobre o fio da navalha, pois logo aos 7 minutos Alecsandro desvia cobrança de falta de D’Alessandro e empata o jogo. Não um empate qualquer, mas aquele que obrigaria o São Paulo a marcar pelo menos mais dois para levar a decisão ao pênalti.

Eis, então, que o Tricolor, dois minutos depois, faz 2 a 1 com Ricardo Oliveira.

E, para jogar mais lenha na fogueira, aos 19 minutos, Tinga é expulso, o que coloca o Colorado definitivamente na defesa.

Mas, só lá pelos 28 minutos, Ricardo Gomes começa a mexer no time, acrescentado-lhe o que faltava: drible, ginga, um toque de talento individual no meio de campo e ataque, com as entradas escalonadas de Marlos, Fernandinho e Marcelinho Paraíba.

Daí até o apito final foi aquele sufoco na área do Colorado, que resistiu o suficiente para garantir a vaga na final da Libertadores e no Mundial de Clubes em Dubai.

Com toda justiça, pelo que fez no Beira-Rio, quando jogou para decidir ali mesmo essa questão.

Quanto ao São Paulo, caiu com honra, pelo menos.

Notas relacionadas:

  1. SHOW É COM OS MENINOS
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 17 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:42

O GALO DE TARDELLI

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Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
  3. OLHO NO GOIÁS E NO GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 29 de setembro de 2009 Copa do Mundo, Futebol internacional | 19:29

CHEIRO DE ARROZ QUEIMADO

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Huuumm… Tem cheiro de arroz queimado nessa história do Morumbi e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Agora, foi a vez do presidente da Fifa, em visita ao Brasil, reforçar o lobby contra o estádio do São Paulo, como possível centro de abertura da Copa.

A tese é a de que o Morumbi não está, neste momento, preparado para receber jogos de excelência do Mundial.

Pergunto: qual dos atuais estádios brasileiros, neste momento, está? Nenhum. Rigorosamente, nenhum. Mas, isso não passa de um flagrante, um retrato de agora, o que nada tem a ver com a prospeção do futuro.

Mesmo porque, certamente, nenhum dos estádios candidatos, estará em 2014 como estão agora, óbvio.
Caso contrário, a Copa terá de ser transferido para outro país, claro.

O mais intrigante é que, das declarações de Sepp Blatter, flutuou uma peninha: diz ele que soube pelo prefeito de São Paulo que outro estádio será erguido pelo poder público na Capital, talvez uma profunda reforma do Pacaembu.

Bem, o Pacaembu está tombado pelo Patrimônio Histórico, o que implicará numa batalha extra para submetê-lo a qualquer reforma. Além do mais, é inaceitável que o poder público gaste um tostão sequer do nosso bolso para construir ou reformar estádios, desde que haja uma alternativa como o Morumbi, pertencente á iniciativa privada.

Todo e qualquer tostão a ser gasto pelo Município, Governo Estadual e União, deverá ser em benefício da população, obras de infra-estrutura, como metrô, avenidas, aeroportos, transporte coletivo etc.

Tem coisa aí, simpatia.

MASSACRES NA LIGA

Vi em tela dividida dois jogos da Liga dos Campeões Europeus. Pois, fora dois massacres técnicos e táticos, com resultados modestos pelo volume de ações ofensivas criadas tanto pelo Barça quanto pelo Barcelona: 2 a 0.

No Nou Camp, o Barça acuou o Dínamo de Kiev por quatro quintos da partida, e só não aplicou uma goleada histórica porque o goleiro ucraniano pegou tudo e mais alguma coisa, fora os gols desperdiçados.
Messi e Xavi deram as cartas.

Em Londres, o Arsenal, idem com batatas, contra o Olympiacos: plantou-se o tempo todo no campo adversário, meteu uma bola no travessão e fez o nome de Nikpolidis, o arqueiro grego, em tarde de Fabregas.

Notas relacionadas:

  1. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
  2. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  3. HABEMUS TIME?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 13:40

PEDRAS NO RICHARLYSON

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Costumo dizer que o futebol é uma moeda de duas faces: uma, solar, lúdica, democrática, tolerante, festiva; outra, escura, preconceituosa, racista, violenta, fascistóide, enfim.

É esta outra face, homofóbica, estúpida, que se expressa nas vaias com que parte da torcida do São Paulo vem perseguindo o jogador Richarlyson em campo, mesmo quando o rapaz joga bem, como, aliás, vem acontecendo nesta nova fase do time.

A história está repleta de episódios como aqueles protagonizados por bandos de machões que regaram o chão da Europa com o sangue de homossexuais, judeus e negros, e que, sob o manto da noite, vestiam-se de mulher e soltavam suas frangas em orgias inomináveis.

São as outras duas faces da alma humana, essa precária moeda de latão.

Notas relacionadas:

  1. PLANO DE VÔO DO GRÊMIO
  2. O INCÊNDIO DE NERO
  3. TARDE DE VINGANÇAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 6 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 01:00

SÃO PAULO, AVAÍ E GOIÁS

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Por Miltojn Trajano

E o São Paulo já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao completar sua sexta partida invicta nas mãos de Ricardo Gomes, batendo o Botafogo, no Morumbi, de virada, por 3 a 1.

É verdade que, nesse jogo, o Tricolor demorou pra pegar no breu. Levou um golaço de Lúcio Flávio, e, só depois de responder com Jorge Wagner, de pênalti, e Washington, já no finzinho do primeiro tempo, é que a equipe se equilibrou em campo. No segundo, um belo gol de Dagoberto encerrou o placar, quando o São Paulo era melhor do que o Botafogo.

Outra vitória significativa foi a do Santos, em Cascavel, sobre o Coritiba, que, depois de súbita ascensão, despencou novamente para o bloco do adeus. Com um gol de Ganso e predominou da bola e dos espaços no segundo tempo, o Santos se reequilibra na tabela.

Já o Corinthians vai seguindo a sua sina, nesta fase de transição: perdeu por 1 a 0 do Náutico, nos Aflitos. Mas, atenção: não foi nenhum desastre técnico, pois o Timão jogou razoavelmente bem na medida de suas atuais possibilidades.

Quem começa a dar sinais de preocupação é o Cruzeiro, que, no Mineirão, perdeu por 2 a 0 para um Atlético PR de campanha mínima neste campeonato, e assim continua cortejando a zona do rebaixamento. Na estreia do técnico Antonio Lopes, o Atlético soube explorar a evidente tensão desse Cruzeiro que soma expulsões tantas quantas nunca teve em sua história, jogo a jogo.

Em contrapartida, o Avaí segue escalando a jato a tabela de classificação, com mais uma vitória nessa série incrível de invencibilidade: 1 a 0 no Santo André, em casa.
Mas, todas as emoções da noite ficaram por conta de Goiás 3, Flamengo 2, no Serra Dourada.

O Goiás, que cumpre campanha exemplar, logo meteu 2 a 0, com Amaral e Léo Lima, mas tomou o empate, com os dois craques do Fla – Adriano e Petikovic. E, como já virou hábito, Iarley, no finzinho, desempatou, mantendo o Goiás lá no topo, na área de disputa do título.

Notas relacionadas:

  1. E O SÃO PAULO CHEGOU
  2. CAMPEÃO, CAMPEONÍSSIMO SÃO PAULO
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de abril de 2009 Libertadores | 18:26

SÓ PODE, TRICOLOR…

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O São Paulo pega amanhã o Defensor, do Uruguai, pela Libertadores da América, e não há viv’alma que espere menos do que uma vitória., ainda que apertada, dependendo do time que Muricy colocar em campo e do esquema a ser adotado.

O Defensor, verdade, não chega a ser nenhum bicho papão, mas é desses timinhos encardidos, que exigem atenção.

Mas, se o Tricolor jogar um pouquinho mais do que o habitual, por certo, se colocará em posição privilegiada na tabela de seu grupo na Libertadores. Desde que não tenha medo de jogar o jogo, como reza a regra.

Grêmio e o cone

Os torcedores gremistas, contrários à permanência de Celso Roth na direção do seu time, nem se abalaram com a demissão do treinador às vésperas do jogo contra o Aurora, no Olímpico, pela Libertadores.

Diziam que bastava colocar um cone à beira do gramado que a vitória já estava em caixa.

Claro, não foi um cone, mas apenas um auxiliar técnico. E não deu outra: vitória fácil do Grêmio, por 3 a 0, só no embalo dos ecos das últimas lições do professor defenestrado.

Notas relacionadas:

  1. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
  2. A VITÓRIA TRICOLOR
  3. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:33

PEIXE E TRICOLOR

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Milton Trajano

E deu Peixe, no clássico decisivo com a Lusa, na disputa pela quarta vaga para as semifinais do Paulistão.

Tudo bem: o placar foi o mais reduzido possível: 1 a 0, gol de Kleber Pereira, em rebote do goleiro, depois de Madson, o mais ativo dos jogadores santistas nesta partida.

Mas, o fato é que o Santos teve o jogo sob controle a maior parte do tempo, embora a Lusa, no primeiro tempo, pudesse ter aberto o placar com aquele cabeceio de Edno que se chocou com o poste. Jogada gêmea de Athirson, no finalzinho da partida.

Mas, no geral, o Santos foi melhor, e justifica sua temporária ocupação da vaga em aberto.

Enquanto isso, o São Paulo, pela terceira vez consecutiva jogando sem três zagueiros de ofício, bateu o Guaratinguetá, no Morumbi, por 2 a 1, com gols de Dagoberto e Washington.

E, novamente, o Tricolor foi um time mais fluente na troca de passes, sobretudo no primeiro tempo, quando criou mais chances de gols do de que de hábito.

Nesse formato, a equipe fica mais equilibrada, embora siga carecendo de um meia de habilidade, daqueles que criam o inesperado… um cara como Muricy foi quando craque inquestionável. 

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR PATINANDO
  2. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  3. PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 15 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:58

TANTO BARULHO POR NADA

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Tanto barulho por nada.

Durante toda a semana, criou-se uma enorme expectativa em torno desse clássico, incrementada pela briga entre as diretorias por mais espaço nas arquibancadas, e o que se viu foi em boa parte uma grande frustração.

Os dois treinadores, diante das arquibancadas à meia-boca, resolveram enfiar um estilete na bola e murchar não apenas a dita cuja como também as esperanças do torcedor em relação à qualidade do jogo.

Muricy escalou um mistão do São Paulo, e Mano Menezes desfigurou o Corinthians, armando seu time com três zagueiros, um monte de meio-campistas e nenhum centroavante pra valer, num sistema em que o Timão nunca jogou, com o volante Túlio de lateral-direito.

E este foi a primeira vítima, ao ser expulso, por desferir um soco na barriga de André Dias, ainda no primeiro tempo, período em que o jogo se reduziu a dois ataques do São Paulo e um do Corinthians.

No intervalo, Mano diminuiu o prejuízo, já que o São Paulo, mesmo sem criar nada, dominava a bola e os espaços do campo, colocando o centroavante Souza no lugar de Morais. Eis que o Timão ergueu um pouco a crista, até que, aos 10 minutos, Muricy replicou com Borges e Hernanes nos lugares de André Lima (inútil) e o zagueiro Rodrigo.

Mas, mesmo com a vantagem de um jogador a mais, o Tricolor não conseguia executar uma troca de passes decente, o que ocorreu apenas aos 30 minutos, quando, aí, sim, a bola veio tocada desde seu campo e foi acelerada na trama entre Dagoberto-Hernanes-Dagoberto e o passe final para Borges concluir. E olhe que nesse instante já havia sido expulso Wagner Diniz, que, por sinal, pouco fizera até então.

Contudo, aos 35, Boquita, que entrara na vaga de Douglas, inexistente ao longo do jogo, enfiou bola medida por entre as pernas de Renato Silva para André Santos surgir na cara de Bosco e finalizar com precisão.

Foi o que bastou para tudo permanecer como antes, como se esse clássico nem tivesse existido: Corinthians, em segundo, e São Paulo, em terceiro.

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DO PAULISTÃO
  2. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  3. PELO BURACO DA AGULHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última