iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

17/10/2009 - 21:42

O GALO DE TARDELLI

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
29/09/2009 - 19:29

CHEIRO DE ARROZ QUEIMADO

Huuumm… Tem cheiro de arroz queimado nessa história do Morumbi e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Agora, foi a vez do presidente da Fifa, em visita ao Brasil, reforçar o lobby contra o estádio do São Paulo, como possível centro de abertura da Copa.

A tese é a de que o Morumbi não está, neste momento, preparado para receber jogos de excelência do Mundial.

Pergunto: qual dos atuais estádios brasileiros, neste momento, está? Nenhum. Rigorosamente, nenhum. Mas, isso não passa de um flagrante, um retrato de agora, o que nada tem a ver com a prospeção do futuro.

Mesmo porque, certamente, nenhum dos estádios candidatos, estará em 2014 como estão agora, óbvio.
Caso contrário, a Copa terá de ser transferido para outro país, claro.

O mais intrigante é que, das declarações de Sepp Blatter, flutuou uma peninha: diz ele que soube pelo prefeito de São Paulo que outro estádio será erguido pelo poder público na Capital, talvez uma profunda reforma do Pacaembu.

Bem, o Pacaembu está tombado pelo Patrimônio Histórico, o que implicará numa batalha extra para submetê-lo a qualquer reforma. Além do mais, é inaceitável que o poder público gaste um tostão sequer do nosso bolso para construir ou reformar estádios, desde que haja uma alternativa como o Morumbi, pertencente á iniciativa privada.

Todo e qualquer tostão a ser gasto pelo Município, Governo Estadual e União, deverá ser em benefício da população, obras de infra-estrutura, como metrô, avenidas, aeroportos, transporte coletivo etc.

Tem coisa aí, simpatia.

MASSACRES NA LIGA

Vi em tela dividida dois jogos da Liga dos Campeões Europeus. Pois, fora dois massacres técnicos e táticos, com resultados modestos pelo volume de ações ofensivas criadas tanto pelo Barça quanto pelo Barcelona: 2 a 0.

No Nou Camp, o Barça acuou o Dínamo de Kiev por quatro quintos da partida, e só não aplicou uma goleada histórica porque o goleiro ucraniano pegou tudo e mais alguma coisa, fora os gols desperdiçados.
Messi e Xavi deram as cartas.

Em Londres, o Arsenal, idem com batatas, contra o Olympiacos: plantou-se o tempo todo no campo adversário, meteu uma bola no travessão e fez o nome de Nikpolidis, o arqueiro grego, em tarde de Fabregas.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional Tags: , , , , ,
13/08/2009 - 13:40

PEDRAS NO RICHARLYSON

Costumo dizer que o futebol é uma moeda de duas faces: uma, solar, lúdica, democrática, tolerante, festiva; outra, escura, preconceituosa, racista, violenta, fascistóide, enfim.

É esta outra face, homofóbica, estúpida, que se expressa nas vaias com que parte da torcida do São Paulo vem perseguindo o jogador Richarlyson em campo, mesmo quando o rapaz joga bem, como, aliás, vem acontecendo nesta nova fase do time.

A história está repleta de episódios como aqueles protagonizados por bandos de machões que regaram o chão da Europa com o sangue de homossexuais, judeus e negros, e que, sob o manto da noite, vestiam-se de mulher e soltavam suas frangas em orgias inomináveis.

São as outras duas faces da alma humana, essa precária moeda de latão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
06/08/2009 - 01:00

SÃO PAULO, AVAÍ E GOIÁS

Por Miltojn Trajano

E o São Paulo já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao completar sua sexta partida invicta nas mãos de Ricardo Gomes, batendo o Botafogo, no Morumbi, de virada, por 3 a 1.

É verdade que, nesse jogo, o Tricolor demorou pra pegar no breu. Levou um golaço de Lúcio Flávio, e, só depois de responder com Jorge Wagner, de pênalti, e Washington, já no finzinho do primeiro tempo, é que a equipe se equilibrou em campo. No segundo, um belo gol de Dagoberto encerrou o placar, quando o São Paulo era melhor do que o Botafogo.

Outra vitória significativa foi a do Santos, em Cascavel, sobre o Coritiba, que, depois de súbita ascensão, despencou novamente para o bloco do adeus. Com um gol de Ganso e predominou da bola e dos espaços no segundo tempo, o Santos se reequilibra na tabela.

Já o Corinthians vai seguindo a sua sina, nesta fase de transição: perdeu por 1 a 0 do Náutico, nos Aflitos. Mas, atenção: não foi nenhum desastre técnico, pois o Timão jogou razoavelmente bem na medida de suas atuais possibilidades.

Quem começa a dar sinais de preocupação é o Cruzeiro, que, no Mineirão, perdeu por 2 a 0 para um Atlético PR de campanha mínima neste campeonato, e assim continua cortejando a zona do rebaixamento. Na estreia do técnico Antonio Lopes, o Atlético soube explorar a evidente tensão desse Cruzeiro que soma expulsões tantas quantas nunca teve em sua história, jogo a jogo.

Em contrapartida, o Avaí segue escalando a jato a tabela de classificação, com mais uma vitória nessa série incrível de invencibilidade: 1 a 0 no Santo André, em casa.
Mas, todas as emoções da noite ficaram por conta de Goiás 3, Flamengo 2, no Serra Dourada.

O Goiás, que cumpre campanha exemplar, logo meteu 2 a 0, com Amaral e Léo Lima, mas tomou o empate, com os dois craques do Fla – Adriano e Petikovic. E, como já virou hábito, Iarley, no finzinho, desempatou, mantendo o Goiás lá no topo, na área de disputa do título.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
08/04/2009 - 18:26

SÓ PODE, TRICOLOR…

O São Paulo pega amanhã o Defensor, do Uruguai, pela Libertadores da América, e não há viv’alma que espere menos do que uma vitória., ainda que apertada, dependendo do time que Muricy colocar em campo e do esquema a ser adotado.

O Defensor, verdade, não chega a ser nenhum bicho papão, mas é desses timinhos encardidos, que exigem atenção.

Mas, se o Tricolor jogar um pouquinho mais do que o habitual, por certo, se colocará em posição privilegiada na tabela de seu grupo na Libertadores. Desde que não tenha medo de jogar o jogo, como reza a regra.

Grêmio e o cone

Os torcedores gremistas, contrários à permanência de Celso Roth na direção do seu time, nem se abalaram com a demissão do treinador às vésperas do jogo contra o Aurora, no Olímpico, pela Libertadores.

Diziam que bastava colocar um cone à beira do gramado que a vitória já estava em caixa.

Claro, não foi um cone, mas apenas um auxiliar técnico. E não deu outra: vitória fácil do Grêmio, por 3 a 0, só no embalo dos ecos das últimas lições do professor defenestrado.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores Tags: , , , , , ,
02/04/2009 - 18:33

PEIXE E TRICOLOR

Milton Trajano

E deu Peixe, no clássico decisivo com a Lusa, na disputa pela quarta vaga para as semifinais do Paulistão.

Tudo bem: o placar foi o mais reduzido possível: 1 a 0, gol de Kleber Pereira, em rebote do goleiro, depois de Madson, o mais ativo dos jogadores santistas nesta partida.

Mas, o fato é que o Santos teve o jogo sob controle a maior parte do tempo, embora a Lusa, no primeiro tempo, pudesse ter aberto o placar com aquele cabeceio de Edno que se chocou com o poste. Jogada gêmea de Athirson, no finalzinho da partida.

Mas, no geral, o Santos foi melhor, e justifica sua temporária ocupação da vaga em aberto.

Enquanto isso, o São Paulo, pela terceira vez consecutiva jogando sem três zagueiros de ofício, bateu o Guaratinguetá, no Morumbi, por 2 a 1, com gols de Dagoberto e Washington.

E, novamente, o Tricolor foi um time mais fluente na troca de passes, sobretudo no primeiro tempo, quando criou mais chances de gols do de que de hábito.

Nesse formato, a equipe fica mais equilibrada, embora siga carecendo de um meia de habilidade, daqueles que criam o inesperado… um cara como Muricy foi quando craque inquestionável. 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais Tags: , , , ,
15/02/2009 - 18:58

TANTO BARULHO POR NADA

Tanto barulho por nada.

Durante toda a semana, criou-se uma enorme expectativa em torno desse clássico, incrementada pela briga entre as diretorias por mais espaço nas arquibancadas, e o que se viu foi em boa parte uma grande frustração.

Os dois treinadores, diante das arquibancadas à meia-boca, resolveram enfiar um estilete na bola e murchar não apenas a dita cuja como também as esperanças do torcedor em relação à qualidade do jogo.

Muricy escalou um mistão do São Paulo, e Mano Menezes desfigurou o Corinthians, armando seu time com três zagueiros, um monte de meio-campistas e nenhum centroavante pra valer, num sistema em que o Timão nunca jogou, com o volante Túlio de lateral-direito.

E este foi a primeira vítima, ao ser expulso, por desferir um soco na barriga de André Dias, ainda no primeiro tempo, período em que o jogo se reduziu a dois ataques do São Paulo e um do Corinthians.

No intervalo, Mano diminuiu o prejuízo, já que o São Paulo, mesmo sem criar nada, dominava a bola e os espaços do campo, colocando o centroavante Souza no lugar de Morais. Eis que o Timão ergueu um pouco a crista, até que, aos 10 minutos, Muricy replicou com Borges e Hernanes nos lugares de André Lima (inútil) e o zagueiro Rodrigo.

Mas, mesmo com a vantagem de um jogador a mais, o Tricolor não conseguia executar uma troca de passes decente, o que ocorreu apenas aos 30 minutos, quando, aí, sim, a bola veio tocada desde seu campo e foi acelerada na trama entre Dagoberto-Hernanes-Dagoberto e o passe final para Borges concluir. E olhe que nesse instante já havia sido expulso Wagner Diniz, que, por sinal, pouco fizera até então.

Contudo, aos 35, Boquita, que entrara na vaga de Douglas, inexistente ao longo do jogo, enfiou bola medida por entre as pernas de Renato Silva para André Santos surgir na cara de Bosco e finalizar com precisão.

Foi o que bastou para tudo permanecer como antes, como se esse clássico nem tivesse existido: Corinthians, em segundo, e São Paulo, em terceiro.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais Tags: , , , , , , ,
07/12/2008 - 18:45

CAMPEÃO, CAMPEONÍSSIMO SÃO PAULO

É campeão! Campeoníssimo, diga-se, porque seis vezes campeão brasileiro, alternadamente, o que vários podem vir a ser no passar dos anos. Mas, tri, assim, um atrás do outro, quero ver, num campeonato com tantos candidatos naturais ao título.

O fato é que o São Paulo, no Bezerrão, meteu 1 a 0 no Goiás, gol de Borges, em posição de impedimento, e levou o título. Como teria levado sem o gol de Borges, sem gol nenhum, já que o empate lhe bastava, apesar da vitória do Grêmio, seu mais próximo rival, por 2 a 0 sobre o Galo, no Olímpico encantado.

O São Paulo, ganhando ou empatando sem o gol discutido, jogou melhor do que o Goiás o tempo todo. Nada excepcional, mas dentro do padrão do Tricolor atual – marcação cerrada, e investidas rápidas, a partir de uma tarde inspirada de Jorge Wagner, que fez de tudo em campo.

E foi campeoníssimo por várias razões.

A primeira delas, a presença de Muricy, um técnico trabalhador, inteligente, sensível, vencedor pela própria natureza.

A segunda, o elenco, que, apesar de falhas na sua estrutura (a ausência de meias de qualidade), tem uma defesa muito firme e um ataque envolvente e eficaz.

E a terceira, a marca na testa de um clube, certamente o mais jovem de todos os grandes do Brasil, destinado desde de seus renascimentos a estar sempre ali, disputando os títulos, ganhando ou perdendo, mas ali.

O São Paulo não é apenas o clube mais vezes campeão brasileiro, o primeiro a ganhar o tri em seqüência. Não é apenas o grande campeão paulista, desde sua fundação. Não é apenas o clube brasileiro mais vezes campeão da Libertadores e do mundo. É também aquele que mais vezes bateu na trave nas mais significativas decisões.

E olhe que é preciso descontar-se os treze anos da construção do Morumbi, quando teve de abrir mão de um time altamente competitivo para erguer o, então, maior estádio particular do mundo.

Não é fácil, não, meu.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
03/12/2008 - 16:43

DEPOIS, ELES RECLAMAM

Não sei por que mapa se guiou a CBF para indicar o caminho do Bezerrão ao jogo decisivo entre Goiás e São Paulo. Até onde sei, o regulamento, em casos como esse (interdição do estádio), o mandante punido deve jogar a, no mínimo, 150 quilômetros de sua sede.

Mas, esse mesmo clube não perde o direito de mando. Isto é: segue sendo responsável pela segurança, recebe a maior cota, determina o valor do ingresso e tal e cousa e lousa e maripousa. E escolhe o estádio onde mandará seu jogo, dentro dos limites estabelecidos pelo regulamento.

Antes de seguir adiante, quero dizer ao amigo que há mais de trinta anos defendo a tese de que, nesses casos, a punição deveria ser automática: o clube perde o direito de mando do jogo seguinte à interdição, e a partida é transferida para o campo do adversário da hora. Entre outras coisas, porque este não pode ser punido, tendo de jogar, muitas vezes, em regiões ainda mais distantes de sua própria sede, arcando com todos os custos de traslado.

Ah, mas isso poderia prejudicar terceiros, interessados naquele jogo específico, como seria no caso presente: se o jogo fosse transferido para o Morumbi, o grande prejudicado seria o Grêmio, claro.

O fato é que não é assim. E o Goiás segue sendo o mandante, com direito a escolher o campo fora de sua sede. Falou-se o tempo todo em que o assunto rolou no tribunal, que o jogo seria em Itumbiara, do que se queixava o São Paulo, pensando, à época, na hipótese de ter de ganhar do Goiás num campinho acanhado.

Fosse hoje, nas atuais circunstâncias, em que o empate de zero a zero dá o título ao Tricolor paulista, tenho minhas dúvidas se Muricy não estaria esfregando as mãos de felicidade. Afinal, é sempre mais fácil defender o empate num campo pequeno do que num grande, óbvio. 

Mas, enfim, no vaivém dos escaninhos do tribunal, lavrada a sentença, da manga de alguém da CBF saiu um Bezerrão, no Distrito Federal. Não se sabe por instâncias de quem, embora seja sugestiva a presença, na longa reunião com os cartolas do Goiás para discutir o preço dos ingressos, do atual governador de Brasília, político prodigioso, capaz de trocar, em pouco tempo, a pecha de deputado cassado (não me lembro se renunciou antes da sentença, mas isso é irrelevante) por falta de decoro parlamentar pela láurea de supremo mandatário do Distrito Federal. Graças, diga-se, ao voto popular, o que só aumenta seu prodígio.

Agora, o Grêmio ameaça entrar no STJD com liminar, impedindo a realização desse jogo no Bezerrão, sob a alegação de que o São Paulo, por isto ou por aquilo, estaria sendo beneficiado indevidamente.

Desconfio que isso não irá muito adiante, mas é só um palpite.

De qualquer forma, mais uma vez, cartolas, políticos e o tribunal conseguem a proeza de manchar o momento mais decisivo do Brasileirão, principal competição do nosso futebol. Depois, ficam todos se lamentando que nossos craques, futuros craques, proto-craques, possíveis craques, craques ainda em cueiros, se mandam a cada dia, que os clubes vivem à míngua, que nosso campeonato é visto de relance no resto do mundo etc, etc.

Errata: Este texto foi corrigido, depois de sua publicação inicial, onde, inadvertidamente, eu culpava o tribunal pela escolha do Bezerrão como palco do jogo decisivo entre Goiás e São Paulo. Peço desculpas aos bloguistas e ao tribunal pelo erro.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
01/12/2008 - 14:05

EMOÇÃO EM DOBRO

Há tempos venho repetindo o bordão de que, pelo equilíbrio técnico entre os concorrentes ao Brasileirão, o emocional passa a ter uma influência ainda maior do que a habitual.

E, mais uma vez, isso se confirmou no Morumbi lotado, domingo. O São Paulo deu claros sinais de ansiedade, que alguns confundem com dispersão ou falta de empenho extra. Já o Flu, ao contrário: foi de uma energia ímpar, centrado o tempo todo na retomada da bola a partir de seu meio-campo, livre do peso da responsabilidade de decidir um título ali mesmo, naquela hora.

Isso não quer dizer que o São Paulo jogou mal, não. Jogou mais ou menos o que vem jogando neste segundo turno, período em que acumulou expressiva série invicta e chegou ao topo da tabela, de onde não sairá mais, mesmo que perca o título.

Curiosa essa situação: na combinação de resultados do próximo domingo (derrota do São Paulo e vitória do Grêmio), os dois Tricolores terminam o campeonato em primeiro lugar, empatados em pontos conquistados. Mas, a taça vai para o Olímpico, pelo critério de desempate – uma vitória a mais.

Isso só reforçaria a justeza do sistema por pontos corridos em dois turnos.

O Grêmio foi o melhor no primeiro turno; o São Paulo, no segundo.

Não caberia, então, uma decisão em dois jogos, lá e cá, como apregoam os defensores de uma grande final? Por hipótese, até que sim, mas especificamente em casos como este, em que ambos cheguem empatados em primeiro lugar ao cabo de toda a disputa. Obviamente, não me refiro à decisão deste ano, em que as regras devem e serão cumpridas. Mas, para o futuro.

Sucede que, embora seja uma saída atraente para a mídia e torcidas eventualmente envolvidas nessa história, ainda assim será um golpe no espírito do sistema por pontos corridos. Ou seja: quem ganha mais, ao longo de todo o campeonato, leva.

Mas, voltando à vaca fria da importância do emocional nesses momentos decisivos, não resta dúvida de que o São Paulo saiu do cenário de festa abatido, apesar de um resultado rigorosamente dentro das normas do jogo entre dois grandes, enquanto o Grêmio, goleando o Ipatinga em casa, veste de novo seu manto de imortal.

E assim teremos não uma grane final, mas duas, no próximo domingo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
Voltar ao topo