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Posts com a Tag Miranda

quinta-feira, 12 de março de 2009 Seleção Brasileira | 16:31

A SELEÇÃO DE DUNGA

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Dunga

Dunga convocou a Seleção para os jogos com Equador e Peru. Única novidade, a presença de Miranda no lugar de Juan, machucado, além da volta de Kleber, na lateral-esquerda.

Miranda merecia uma chamada desde o ano passado, por baixo. Embora jovem ainda, é um desses raros zagueiros que não sujam o calção e cometem poucas faltas, pois tem um extraordinário senso de colocação e um bote quase cirúrgico sobre o adversário. Se vai dar certo na Seleção, é outro departamento, mas que merecia, ah, disso não resta a menor dúvida.

Quanto a Kleber, que já teve momentos mais prófícuos na carreira, entra mais com a experiência, creio, no banco de Marcelo, que, por sua vez, está em ascensão no Real, apesar da goleada diante do Liverpool, pela Liga dos Campeões, desastre em que ele foi um dos poucos a sair com poucas escoriações.

Quem inexplicavelmente segue de fora das convocações de Dunga é o volante Hernanes, do São Paulo, que há dois anos vem esmerilhando no meio-de-campo tricolor.

De resto, é esperar que Kaká esteja plenamente recuperado até lá, que Ronaldinho Gaúcho, na reserva do Milan, aproveite mais esta chance para se recuperar,  e que o Brasil repita a atuação contra a Itália. Isso basta. 

Ah, sim, ia me esquecendo na primeira edição do post o que os bloguistas me lembraram: além de Hernanes, Ramires e Keirrison. Nos lugares de quem? Ora, de Gilberto Silva, Elano, que jogaram muito bem contra a Itália, diga-se, e Adriano. Mas, enfim… 

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE MURICY
  2. PRA FRENTE, DUNGA!
  3. AS SURPRESAS DE DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:47

OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR

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Corinthians e São Paulo voltam aos campos do Paulistão com humores distintos: um, alegre; outro, irritado.

O Timão vem de vitória categórica sobre o Oeste, por 4 a 1, naquela que o técnico mano Menezes considerou, não sem razão, a melhor atuação do time neste ano, e pega o Paulista em Jundiaí, um dos quatro pequenos que brigam com os quatro grandes nas primeiras posições da tabela.

O diabo é que não poderá contar com Cristian, lesionado. Mas, tem lá Túlio e Fabinho, dois volantes de bom nível, para Mano escolher.

Já o Tricolor, que vem de derrota para o Santo André, na sua pior exibição do ano, quando perdeu invencibilidade 22 jogos no Morumbi não contará com Miranda, expulso, fato raro na carreira desse zagueiro exemplar, que, porém, parece ter entrado o ano com o pé esquerdo.

Seria uma boa chance para Muricy mudar o braço da viola e testar uma nova formação com apenas dois zagueiros  (André Dias e Rodrigo) e um meio-campista com um pouco mais de ginga e passe certo, tipo Arouca.

Não custa nada. Afinal, não é para isso mesmo que o Paulistão está servindo ao São Paulo?

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR PATINANDO
  2. AH, TIMÃO…
  3. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 20:47

TRICOLOR PATINANDO

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Em pleno Morumbi, o tricampeão brasileiro estreou com pálido empate, por 1 a 1, contra o Ituano.

É verdade que o o resultado foi injusto, pois o São Paulo teve a bola e os espaços sob seu domínio de cabo a rabo da partida. Além disso, criou as melhores (poucas) chances para ampliar o placar depois do gol de Hugo, logo aos 11 minutos do primeiro tempo.

E acabou tomando o empate num gol contra de Miranda, que, ao tentar interceptar finalização que ia às mãos de Rogério, meteu o peito na bola e desviou-a para o canto oposto ao do goleiro.

De positivo mesmo, apenas a entrada de Arouca, lá pela segunda metade da etapa final, que assentou o passe de seu time. Mas, nem é o começo ainda para o Tricolor.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 15:40

ESCALAR E ARRISCAR

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Dunga anunciou a lista dos convocados para o último jogo do Brasil no ano, um amistoso com Portugal. E lá estão, como novidades, a volta de Marcelo, do Real, à lateral-esquerda, e de Miranda, beque do São Paulo.

Marcelo foi um dos poucos que se salvaram da campanha olímpica, e joga numa posição carente desde o fim do ciclo Roberto Carlos. Não tem sido titular do Real, nas últimas rodadas, substituído pelo argentino Heinze, mas é jovem, bom de bola e merece ser melhor observado na Seleção.

E Miranda já deveria ter sido chamado há muito tempo, pois, trata-se de um zagueiro sólido, bem dotado tecnicamente, que faz poucas faltas e joga como recomendava a Enciclopédia do Futebol, mestre Nilton Santos – de pé.

Mas, tudo isso – o acerto ou desacerto nas escolhas dos 22 selecionáveis – passa a ser de certa forma irrelevante, a partir do instante em que o técnico escala o time titular e dá-lhe este ou aquele formato, infundido-lhe este ou aquele espírito tático.

Ele pode até escalar um time desabrido no papel, com jogadores de vocação ofensiva e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, se determina que a zaga não deve adiantar sua marcação além de três metros da grande área, se orienta seu meio-campo a estar com, pelo menos três aquém da linha da bola etc., o jogo certamente não fluirá com a agressividade sugerida pelo talhe técnico dos jogadores que estão em campo.

Nos tempos de um Zizinho, um Didi, um Gérson, para citar apenas três grandes maestros do meio-de-campo que uniam à técnica exemplar um poder de liderança ímpar, eles mesmos tratavam de remediar em campo o malfeito, e técnico nenhum no mundo os peitaria por isso.

Traduzindo: a imensa maioria dos jogadores atuais passa a sensação de que não tem iniciativa para mudar o estilo e o ritmo de uma equipe. Entra em campo, com a receita embaixo do braço, e tenta cumprir à risca o que lhe foi determinado. Em suma, fiz a minha parte, como o professor mandou, o resto é com eles.

Perceba o amigo a incoerência disso. Em nome do espírito de equipe, do grupo, do tal futebol solidário de resultados, estimula-se, por vias indiretas, o mais alto grau de individualismo, justamente no seu sentido mais negativo, aquele que nega a criatividade e a capacidade de interatividade da equipe, sob um comando real em campo, não o virtual, fora do campo. Apenas defende seu pirão.

Como resultado, temos esse futebol burocrático, insosso, chato, inconseqüente, apresentado de hábito pela nossa Seleção, o que acaba provocando o desinteresse do torcedor pelo time.

Esse desinteresse, na verdade, não é porque os jogadores vivem lá fora, nadando em dinheiro, e por isso perderam o amor pela camisa, o hino pátrio, o prazer de jogar bola e tantas outras baboseiras do tipo tão recorrentes na mídia e na opinião pública hoje em dia.

Isso contribui, sim, para um certo individualismo, mas de outro porte. O jogador de futebol, hoje, é uma empresa, cercada de tantos aparatos (empresários, assessores de imprensa, advogados, acólitos etc.) que tende a se isolar numa bolha de proteção. Mas, quando entra em campo, é outra história. Quer ganhar, fazer jogadas deslumbrantes, marcar gols históricos, volta, enfim, a ser menino da periferia, pobre e sonhador.

Mas, aí, baixa a tal da responsabilidade. Não pode errar, não pode contrariar as instruções do professor, não pode isso, não pode aquilo. Simplesmente, não pode mais do que pode.

Há, sim, os que arriscam quebrar o script. Um Kaká, de repente, arranca com a bola nos pés; se sai o gol, é o maior, mas se perde a bola no último drible, é um individualista que só pensa em fazer seu nome. Robinho sai por aí pedalando. Se acerta a jogada final, é gênio; se erra, um firuleiro inócuo. Mas, são poucos, raríssimos, os desse time. A maioria prefere não errar. E a melhor maneira de não errar é não arriscar, como se futebol não fosse um jogo, portanto, intrinsicamente, um risco permanente.

Tudo para que o professor, na entrevista coletiva após o jogo, exiba a cartela de resultados. Olhaqui: ganhamos mais do que perdemos. Como se o futebol brasileiro, com uma só perna, não ganhasse mais do que perdesse, ao longo de mais de século de existência.

Notas relacionadas:

  1. ALHOS E BUGALHOS
  2. DUNGA E A GARRA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,