02/08/2009 - 21:10
Foi um jogaço, disputado sobre o fio da navalha, esse entre o Galo e o Coritiba, no Mineirão.
O Galo saiu na frente, com dois gols de vantagem, depois de uma blitz impressionante, em que outros dois ou três foram desperdiçados. Mas, aos poucos, o Coritiba foi se reequilibrando em campo e chegou ao empate, o que deixou no ar a expectativa de que o Atlético, depois daquela brilhante ascensão à liderança, entraria em colapso absoluto após as últimas três rodadas desafortunadas.
Mas o resultado mais significativo, em termos de classificação na tabela, foi a virada, no último instante, do Goiás sobre o Santo André, fora de casa: 2 a 1. É verdade que o goleiro Neneca contribuiu decisivamente para esse placar, mas é inegável que o Goiás, nas últimas rodadas acertou o pé e já ocupa a terceira colocação, para surpresas de muitos.
Mas, o Galo tinha o menino Renan Oliveira em campo. E o garoto recebeu na área, evitou um beque e, de virada, acertou uma bomba no alto do gol adversário, definindo os 3 a 2 que recolocam o Galo na briga direta com o Palmeiras pelo primeiro lugar do campeonato.
Já no Olímpico, o Cruzeiro, depois de abrir a contagem com Wellington Paulista, de pênalti, de repente, se viu privado de dois jogadores expulsos. A partir daí começou a contagem de tempo para se saber de quanto o Grêmio perpetraria a virada, que terminou em 4 a 1, sem sustos para os tricolores gaúchos, que avançam na tabela, enquanto o Cruzeiro segue patinando próximo à zona de rebaixamento.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Coritiba, Mineirão
26/05/2009 - 12:11
A noite desta quarta-feira é de gala e de angústia para três brasileiros na Libertadores: Cruzeiro e São Paulo, que se enfrentam no Mineirão, além do Grêmio, que pega o Caracas, lá na Venezuela.
O Grêmio tem tudo para seguir avante, embora o futebol venezuelano tenha evoluído muito nos últimos anos, mas nem tanto. Lá, talvez, complique a vida do Tricolor gaúcho, que, no Olímpico, é quase certo, garante a vaga.
Já no clássico brasileiro em 180 minutos, um deles cairá fora, nem que seja nos pênaltis.
Certo mesmo é que o Cruzeiro precisa aproveitar seu melhor momento e fazer o placar definitivo no Mineirão, pois o São Paulo, todos sabemos, mesmo jogando muito aquém do exigido, nessas situações costuma ser mais raposa do que a própria Raposa.
Mesmo porque o Cruzeiro ainda terá Ramires, seu principal jogador, nesta primeira rodada do duplo encontro, o que não deverá ocorrer no jogo do Morumbi.
Time por time, o Cruzeiro é melhor – e está melhor – do que o São Paulo. Mas, em decisões como essa é sempre bom deixar os prognósticos fechados numa caixinha dourada.
TIMÃO E INTER?
O Corinthians não terá Ronaldo Fenômeno diante do Vasco, no Rio, pelas semifinais da Copa do Brasil. E isso pesa muito, sem trocadilhos. Em contrapartida, o Vasco não terá Carlos Alberto, seu jogador essencial.
Mas, poderá ter Jefferson, liberado pelo seu departamento médico, reforço inestimável no setor de criação do time.
O Timão está mais escolado e encorpado do que o Almirante ainda em formação. Ganhar, lá, porém, é outro departamento.
Quem não pode, nem deve, perder é o Inter, em casa, para um Coritiba sempre tão oscilante. Tá certo: o Coxa tem os dois Paraíbas que dinamizam seu ataque. Mas, atrás, humm…
Contudo, o Inter tem muito mais. E precisa aproveitar a chance de contar nesse primeiro confronto com Nilmar, que não deverá estar presente na segunda partida.
OBINA NO VERDÃO
Obina já não tinha mais clima para sobreviver na Gávea. Boa parte da mídia e da torcida rubronegra já estava transformando Obina em chacota, e o artilheiro vivia atroz estiagem de gols. Simplesmente, nenhum neste ano, nem de pênalti, nem quando a bola se lhe rolava faceira na boca da meta, nada, um deserto sem oásis.
Sim, claro, Obina nunca foi, não é, nem será craque, desses que mantêm com a bola aquele diálogo silencioso e íntimo, quase esotérico, que faz o encanto do futebol. É tão-somente um cabra de fibra e vigor, daqueles que rompem na área sempre em busca do gol.
Pois esse tipo de jogador é assim mesmo: conforme a lua, dispara a fazer gols. De repente, bate a temporada de seca que se estende pelo tempo em que a perda da auto-confiança não seja quebrado por um, dois gols essenciais. O gol é o exorcismo do artilheiro, enfim.
Quem sabe no Palmeiras, sob nova orientação, novos ares, Obina inspire uma golfada de fé em si mesmo e chegue ao outro lado desse deserto árido e cruel. Quem sabe?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores
Tags: Caracas, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio, INTER, Mineirão, Obina, Palmeiras, São Paulo, Vasco
19/03/2009 - 00:08
Na conta do chá – belo passe de Jean, que Borges, sempre ele, aproveita de canhota no ângulo -, o São Paulo foi a Montevidéu e volta com uma preciosa vitória sobre o Defensor.
De resto, foi aquele tédio de sempre: o Tricolor lá atrás, defendendo-se de um time de qualidade discutível, mal conseguindo trocar dois passes além da sua própria intermediária, Rogério Ceni pegando bolas vesgas, e seja lá o que Deus quiser.
E Deus quer, pelo visto.
Já o Cruzeiro, mesmo sem exibir aquela bola redondinha de hábito, bateu o Sucre por 2 a 0, dois gols de Wellington Paulista. Mas, ali tem, e o Cruzeiro tem muito mais a apresentar.
Enquanto isso, na Copa do Brasil, o Santos, de Neymar e Kléber Pereira pela primeira vez juntos, goleou, mesmo sem exibir um futebol de gala. Mas, o bastante, ao menos, para que o torcedor peixeiro bote fé nesse ataque que ainda dará muito o que falar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores
Tags: Borges, Cruzeiro, Defensor, Jean, Kléber Pereira, Mineirão, Neymar, Santos, São Paulo, Vila Belmiro, Wellington Paulista
25/11/2008 - 15:50
Pena que aquele erro grosseiro do Simon, ao não marcar pênalti claro de leo Fortunato sobre Diego Tardelli, tenha se sobreposto ao próprio espetáculo. De tal maneira, que poucos se referem à emocionante e bem jogada partida entre Cruzeiro e Flamengo, jogo de cinco gols e muitas chances perdidas de parte a parte (mais do Cruzeiro, no primeiro tempo).
Aliás, é de se lastimar que, cada vez mais, mídia e público se concentrem na questão da arbitragem, muito além do valor do futebol jogado. Estamos virando uma nação de Arnaldos, Godoys, Marsilhas, citando alguns dos meus queridos juizes dos juizes da tv e do rádio.
Desconfio que essa tendência tenha origem em dois fatores básicos, além de tantos outros, claro: a baixa qualidade técnica em geral do nosso futebol, que leva à valorização absoluta do resultado em si, desprezando os demais componentes de um jogo de bola; e a olho revelador das câmeras de tv, que capta e exibe detalhes impossíveis de o olho humano perceber num lapso de tempo ínfimo.
Assim, os erros dos árbitros assumem dimensões tais que eliminam da alma do torcedor e do olhar da mídia o resto (praticamente tudo).
Até mesmo o simples e racional fato de que, em campeonato por pontos corridos, turno e returno, os erros de arbitragem se diluem entre todos os concorrentes, e, no fim, acaba levando a taça, quase sempre, o melhor.
Uma pena.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Cruzeiro, Flamengo, Mineirão, Simon
13/11/2008 - 15:57
Quer dizer, então, que o Vasco soçobrou no Mineirão, diante do Galo?
Peraí! O Vasco realmente jogou muito mal, mas não vale a bela apresentação do Atlético Mineiro, sobretudo no primeiro tempo?
Claro que vale. E vale observar que a recuperação do Galo neste campeonato se deve a um reencontro com sua própria identidade, perdida há tempos. A começar pela ascensão de Marcelo Oliveira a técnico titular.
Marcelo, pra quem não se lembra, foi uma das tantas crias do Atlético nos fulgurantes anos 70. Meia hábil e de intensa participação ofensiva, Marcelo perfilou-se ao lado de Cerezo, Rei Reinaldo, Paulo Isidoro e cia. bela, em campanhas memoráveis do Galo Garnizé à época.
E é esse perfil que o time está redesenhando, com a presença de garotos de futuro promissor, como, por exemplo, esse Renan Oliveira, que acabou com o Vasco no Mineirão.
E esse é o caminho do Galo daqui pra frente.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Cerezo, Marcelo Oliveira, Mineirão, Paulo Isidoro, Reinaldo, Renan Oliveira, Vasco
11/11/2008 - 14:40
A rodada desta noite de quarta confunde duas competições: o Brasileirão, com Galo e Vasco, e a Sul-Americana, com o Inter, em Gualajara, enfrentando o Chivas.
No confronto doméstico, o Vasco vai ao Mineirão com uma dose extra de esperança em meio ao temor pelo descenso que ainda ronda São Januário, apesar da escalada cruzmaltina nas últimas rodadas, sem Alex Teixeira, cujo estilo, segundo o técnico Renato Gaúcho, não tem correspondência no elenco. No seu lugar, joga Edmundo, que anda muito susceptível ultimamente.
Já o Galo, praticamente fora da órbita da morte, quer firmar posição, com seu jovem time, afora as exceções Pet e César Prates. É jogo pra se ver.
Quanto ao Colorado, se não terá D’Alessandro, abatido por rango vesgo, conta com a má campanha do Chivas em casa nesta temporada. Como o Inter está de olho firme nessa disputa, a vitória cresce na expectativa geral.
É torcer e esperar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana
Tags: Alex, Alex Teixeira, Atlético-MG, Chivas, Internacional, Mineirão, Renato Gaúcho, Vasco
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