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Posts com a Tag Milan

terça-feira, 2 de junho de 2009 Copa do Brasil, Futebol internacional | 17:18

NOITE DE DECISÕES

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Nesta noite de quarta, vamos conhecer os dois finalistas da Copa do Brasil, atalho mais suave para a Libertadores.

No Pacaembu, o Corinthians recebe o Vasco, precisando de uma vitória simples. Simples, não? Nem pensar, pois o Vasco está se encorpando nas mãos de Dorival Júnior, e, com esse Pimpão mais do que nunca pimpão e iluminado, ao lado de Elton, bom centroavante, com Carlos Alberto e Jefferson na armação, o Almirante chega com grandes chances de afundar o barco corintiano, já que o empate por mais de dois gols lhe assegura a ida às finais.

O Timão, porém, é mais time, mais escolado e justo. E terá Ronaldo Fenômeno lá na frente, o que representa o infinito.

Desconfio que, com o apoio da Fiel, dá Corinthians. Mas…

Já o Inter não terá sua vibrante torcida colorada a seu favor. Ao contrário: nesse quesito, o Coritiba dará de goleada.

Todavia, o Inter já pisa o gramado com uma vantagem significativa pela vitória categórica no jogo do Beira-Rio. Além do que, tem um elenco e um time bem mais afinado do que o Coxa.

KAKÁ MERENGUE

No exato instante em que Leonardo assume a direção técnica do Milan, anunciando que contará com Kaká e Ronaldinho para aplicar um futebol mais ofensivo na sua equipe, os jornais espanhóis dão como certa a transferência de Kaká para o Real, pela bagatela de 65 milhões de euros.

Acho pouco provável que o negócio mele, pois atende ao interesse duplo: do Milan, que está no vermelho, e de Kaká, que vê nessa negociação a possibilidade de multiplicar seu patrimônio e ainda por cima jogar num clube de ponta do mundo.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. A HORA DA RAPOSA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 26 de abril de 2009 Futebol internacional | 12:38

RONALDINHO E A AMBIÇÃO

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Um time que tem, do meio de campo pra frente, Pirlo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Schevchenko, Inzaghi, Seedorf, Pato, sei lá quem mais, não pode, sob pena de lesar o futebol, se acomodar como o Milan o fez diante de um Palermo entregue, ao fazer o placar de 3 a 0, dois gols de pênalti de Kaká e um, de cabeça, de Inzaghi.

Veja se Barça, Manchester United, Arsenal, Liverpool, Chelsea, até mesmo o Real, renunciam à ambição de golear se a situação se apresenta como a deste domingo? Nem mortos! Ainda mais que o Milan precisa, desesperadamente, recuperar a grandeza perdida há um ano, por baixo.

Sim, claro, melhorou muito em relação ao que estava sendo nesta temporada, mas é evidente a falta de tesão do time – joga na medida do necessário, o que é pouco pelos recursos que tem.

E, bem, nesse quesito, ninguém supera Ronaldinho Gaúcho, que entrou no segundo tempo e ficou ali tentando tocar a bola de ladinho e nem isso conseguiu produzir com efeito.

Não sei o que se passa com esse rapaz, que, nesta quadra de sua vida – coisa de 28/29 anos de idade – deveria estar no auge da produtividade. Jogar bola, ele sabe, todo mundo sabe. Mas, simplesmente, passa a sensação de que abdicou disso.~

Não sei se há algum problema físico que tolhe seus movimentos, ou se apenas perdeu qualquer interesse no jogo.

O fato é que há três anos, no Barça e agora no Milan, não revela a mínima intenção de tentar, ao menos, recuperar seu estágio anterior. Uma pena, em nome do futebol.

Já o Arsenal, que bateu o Middelsbrough por 2 a 0, pelo Campeonato Inglês, exibe uma enorme vontade de golear, mas não consegue. Toca a bola com um refinamento semelhante ao do Barça, mas, na hora da conclusão… huuumm…

Tanto, que os dois gols foram feitos pelo volante-meia Fabregas, ambos fruto de belas tramas e invenções pessoais. É verdade que o artilheiro Adebayor passou a maior parte do tempo no banco, poupado certamente para o confronto do meio de semana, pela Liga dos Campeões.

Contudo, se não goleia, diverte, com seu toque-toque lépido e inteligente.   

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO, NA ESPERA
  2. KUBALA, MARADONA E RONALDINHO
  3. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de março de 2009 Seleção Brasileira | 16:06

OS MONSTROS E A SELEÇÃO

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Sou de um tempo em que a Seleção Brasileira não ganhava nada – era um Sul-Americano aqui; outro ali, em meio século de futebol implantado em terras tapuias – se tanto. De resto, éramos fregueses contumazes de argentinos e uruguaios e carregávamos na alma o peso sombrio do Maracanazo, em 50.

E mesmo assim, o país se enrolava na bandeira da CBD (antiga CBF) a cada convocação do time nacional. E aguardava tenso pelo jogo que se aproximava, fosse um mero amistoso, fosse jogo de torneios continentais, fosse jogo de Copa do Mundo.

Vale observar que não era simplesmente por puro fanatismo nacionalista, essas fascistóides exibições de pretensas superioridades, não. Era, sobretudo, pelo prazer de ver reunidos num mesmo time os craques maiores que se espalhavam pelos clubes brasileiros, apesar de todas as desavenças geradas pelo regionalismo, o Rio-São Paulo eterno que dividia a opinião pública quanto à escolha desses jogadores. 

Hoje, às vésperas de duas partidas importantíssimas, pelas Eliminatórias da Copa, há uma forte corrente contrária à Seleção, passando de boa parte da mídia para o torcedor – e vice-versa -, que despreza nosso time porque a elite dos jogadores brasileiros está além de nossas fronteiras.

Dizem que, ao cruzar o grande mar, o sujeito perde a alma verde-amarela, sugada, provavelmente, por um daqueles mitológicos monstros marinhos que tanto atrasaram a chegada de Colombo ao Novo Mundo. É mesmo?

Então, podemos dizer que Ronaldo Fenômeno e Rivaldo devem ser elevados à categoria de heróis míticos, verdadeiros Ulisses do século 21, pois fizeram a fatídica travessia e mesmo assim nos deram um título mundial, o quinto de nossa história, em terras do Japão.

Há os que sugerem, como receita para combater o mal da desalma dos nossos craques exportados, que a Seleção só abrigue, doravante, os que aqui estão. Haja seleções… Sim, porque basta o jogador ser chamado hoje para a Seleção que, no dia seguinte, já estará arrumando suas malas, espiando o outro lado do mar grande. Mesmo porque as sereias cantam sua sedução é aqui mesmo, em terra firme, emitindo sons muito semelhantes ao do tilintar de moedas.

Claro que a Seleção Brasileira não tem sido, nos últimos tempos, um exemplo de brio e técnica, embora levante mais Copas Américas do que no passado distante, e vença mais do que perde, nos últimos cinquenta anos de sua história. Claro que o negócio futebol, em que o jogador é a grande moeda de troca, ganhou vulto inconcebível nesta era, o que semeia dúvidas no coração e nas mentes do torcedor e de boa parte da mídia quanto aos reais motivos de possíveis deserções e maus desempenhos dos mais célebres dentre os convocados.

Toda dúvida, aliás, é sempre bem-vinda, no futebol ou na vida. Mas, quando se transforma em verdade absoluta, clichê, lugar-comum para explicar o inexplicável, vira fanatismo, o pior de todos os males de que sofre a raça humana. E a Internet, esse maravilhoso instrumento de comunicação entre as pessoas de todos os recantos do mundo, tem contribuido muito para disseminar essas dúvidas, obras sinistras dos monstros virtuais que substituem aqueles dos mares antigos.

De repente, um anônimo qualquer inventa uma conspiração aqui, uma desventura ali, e, pronto!, a patuléia engole e passa a expelir essa excrescência como a mais pura das verdades.

E o pior é que até mesmo prestigiosos membros da crônica esportiva embarcam nessa onda e são devorados por esses mesmos monstros.

A moda, agora, é dizer-se que Kaká é mais um desses zumbis sem alma, que vagam por entre o luxo e a riqueza, sem destino. Ou melhor: que se negam a cumprir seu destino patriótico, recusando-se a servir à Seleção.

Ora, o rapaz, que recusou outro dia proposta mirabolante do futebol inglês só para ficar no Milan, há um bom tempo não joga pelo seu clube, vítima de séria lesão. Voltou, semana passada, jogou vinte minutos e saiu mancando de campo, no exato momento em que o Milan precisa desesperadamente de seus préstimos.

O craque está machucado, gente! Por que é tão impossível acreditar nesse simples e trivial fato do futebol, inventando suposto desinteresse de Kaká em jogar pela Seleção Brasileira?

E veja o amigo que Kaká nem pediu dispensa, apenas tempo para ver se consegue se recuperar até os jogos pelas Eliminatórias. Por conta de tamanha pressão, nunca saberemos ao certo, caso Kaká jogue, se o estará fazendo no sacrifício ou numa boa.

Mesmo porque, se ele disser que foi no sacrifício, responderão que não passa de um fingido, que apenas está valorizando sua volta e desculpando-se de eventual mau desempenho. Se disser que havia se recuperado plenamente, a turma, então, plantará nos lábios aquele sorriso cínico e sentenciará: “Estão vendo? Não tinha nada, apenas queria tirar o corpo fora da Seleção”.

Pois é, e os monstros estão bem mansos e solidários lá no fundo do oceano primevo, onde o ser humano começou sua própria gestação. 

Notas relacionadas:

  1. ASSIM, SIM!
  2. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  3. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de março de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:15

O MENINO E A BOLA

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O menino corre atrás da bola. Quando a alcança, do outro lado da rua, já é um velho, que deixou na esteira apenas a poeira da memória, feita de grãos tão minúsculos que se torna invisível. Assim é a vida. Passa com o estalar de dedos, o piscar de olhos, zas!, e, pronto, se foi.

Não estou dizendo nenhuma novidade. Todos nós sabemos disso. E todos nós não o sentimos de fato. Só o percebemos quando já atravessamos a rua.

Assim é o futebol, esse simulacro do cotidiano de todos nós, fugaz centelha que tentamos inutilmente capturar e represar em verdades eternas. Nada. O que existe é só aquele momento, que pode ou não se reproduzir mais adiante, nunca exatamente igual.

Digo essas obviedades pensando no menino Neymar e em todos os dedos que o cercam. Sim, porque é recorrente na voz do povo e da mídia, sempre que surge um talento como esse, o clamor da grave advertência: cuidado, estão enchendo a bola do garoto; amanhã, cai do cavalo e como é que fica?

Ora, ora, fica como está: mais um que pintou bem e não deu certo.

Isso, porém, aconteceu, acontece e acontecerá também com muitos que seguiram à risca todos os preceitos da prudência e da temperança. Cada um é cada um, e quem está na chuva é pra se queimar, como dizia o sábio Matheus.

Ainda outro dia, uma dessas ondas de proteção ao futuro de um menino-craque levantou-se em torno de Alexandre Pato, lembram-se? Pois é: estávamos, aqueles que celebravam de pronto o aparecimento de um fora-de-série, perigosamente açodados com o advento do craque colorado, de 17 anos, a mesma idade de Neymar hoje.

Pois, taí Pato deslumbrando a Itália, no Milan.

O que eu quero dizer é o seguinte: o brasileiro, tão negligente nas coisas mais importantes de suas próprias existências, espia o futebol com os pudores e os cuidados de uma velha tia, que passou a vida espiando o mundo pela janela, sem se arriscar a pisar a calçada.

Um jogo vibrante, uma campanha magnífica de um time, uma jogada criativa de um craque, tudo isso, segundo essa olhar solene, não merece mais do que um econômico destaque, já que, amanhã, o jogo poderá ser uma porcaria, o time desandar e perder o título nas rodadas finais, o craque tropeçar no lance seguinte e tal e cousa e lousa e maripousa.

Ora, o futebol, repito, é uma centelha, um brilho, um instante, que deve ser celebrado, sim, naquele momento. Depois, ninguém sabe. A não ser quem já esteja do outro lado da rua, olhando a poeira que ficou na esteira de sua corrida.

Notas relacionadas:

  1. POR ISSO, FENÔMENO
  2. ATÉ QUE ENFIM, SÃO PAULO
  3. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

Seleção Brasileira | 15:32

QUEM NO LUGAR DE KAKÁ

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Na hipótese de Kaká não se recuperar a tempo, o que parece ser a mais provável, quem Dunga deveria chamar?

Sempre lembrando que a escolha exclui os que estão lá fora, por questões de prazo, embora negociações sejam viáveis, por exemplo, para trazer Diego, do Werder, em grande fase lá na Alemanha e que já foi convocado várias vezes por Dunga justamente por ser um dos poucos que atuam na posição específica de Kaká – a de meia mais avançado. Ou mesmo Alex, ex-Inter, que começava a pavimentar seu caminho na Seleção antes de se transferir para o exterior.

Se a escolha, porém, se restringir apenas aos que jogam por aqui, vale fazer uma varredura em busca do nome ideal dentro dessas especificações – um meia-ofensivo, que joga no Brasil atualmente, levando em conta que não0 encontraremos nenhum outro com as mesmas características de Kaká, nem aqui, nem lá.

No Sul, temos dois nomes: o menino Andrezinho, do Inter, e o já escolado Souza, do Grêmio, dois que atuam mais ou menos na mesma posição de Kaká.

Em Minas, Wagner, do Cruzeiro, embora Ramires, ainda que volante de origem, seja até mais agressivo e incisivo do que Wagner.

No Rio, temos Thiago Neves, que já esteve a Seleção.

E, em São Paulo, Diego Souza, do Palmeiras, é único que preenche esses requisitos básicos.

O problema é que, nos grandes centros futebolísticos do Brasil perdura essa sucata do 3-5-2, abandonada pelos principais clubes e seleções da Europa há muito tempo, o que reduz o espaço para meias autênticos.

Tanto, que o São Paulo, por exemplo, traveste o volante Hernanes de meia tão bem que o próprio Dunga se convenceu desse equívoco: quando perguntado por que não convocava Hernanes, respondeu que era porque o volante tricolor, na verdade, jogava na posição de Kaká. Só isso bastaria para receber da CBF o bilhete azul por justa causa.

Mas, enfim, por coerência, então, o nome é Hernanes, que, a exemplo de Ramires merece demais uma chamada, mas para suas reais funções.

De qualquer forma, seja quem for chamado agora, apenas esquentará banco, pois a tendência natural é Dunga escalar Ronaldinho Gaúcho por ali, entre a linha de volantes (Elano, Gilberto Silva e Anderson) e a dupla de ataque (Robinho e Luís Fabiano).

Depois, seja o que Deus quiser.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, DUNGA!
  2. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  3. A SELEÇÃO DE DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 25 de janeiro de 2009 Futebol internacional | 13:52

BARÇA, MILAN E OS DIABOS

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Barcelona e Manchester United, os dois melhores times do mundo na atualidade, seguiram em frente neste fim-de-semana; um, pelo Campeonato Espanhol, outro, pela Copa da Inglaterra. E o Milan, de tão ilustre elenco, subiu um degrau na escalada em direção aos dois, ao golear o Bolonha, de virada, por 4 a 1, no jogo do Fico de Kaká.

O Manchester, diante do Tottenham, foi o que obteve placar mais modesto: 2 a 1, também de virada. Mas, esse é um placar enganoso, pois, após um início vacilante, os Diabos Vermelhos tomaram conta da bola, do campo e do espírito do jogo, aplicando um sufoco no adversário até o fim.

Mais ou menos o que aconteceu com o Barça, frente ao Numancia, que foi ao Camp Nou com dez linhas de quatro, todas lá atrás, e, numa cobrança de falta cobrada com categoria por Barkero, abriu o placar. Pra quê? Logo o Barça acertou seu toque-toque, tique-taque, botou o Numancia na roda e despejou-lhe quatro gols – dois de Messi -, numa exibição fascinante de Iniesta. E olhe que o placar poderia ter sido o dobro, tantas as oportunidades criadas pelo Barça.

Assim como o Milan, em Bolonha: tomou um gol de pênalti logo aos 7 minutos, mas, dez minutos depois já havia virada o escore, com gols de Seedorf e Kaká, também de pênalti. O mesmo Kaká ampliaria para 3 a 1 ainda no primeiro tempo, e Beckham, no segundo, marcaria seu primeiro gol com a camisa do Milan. Mas, quem jogou muito foi o nosso menino Pato.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, O MAIÓ!
  2. E MEXERAM COM OS DIABOS…
  3. A MAGIA DOS DIABOS VERMELHOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 20 de janeiro de 2009 Futebol internacional | 16:29

O FICO DE KAKÁ

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Quando parecia que Kaká já estava fazendo as malas e reservando passagens para Manchester, o craque assumiu o terraço e anunciou que fica.

No fundo, no fundo, era esse mesmo seu desejo: permanecer no Milan, um clube de imensas tradições, fincar ali sua bandeira e o pedestal de ídolo imorredouro, e, certamente, ao pendurar as chuteiras, milionário amado, assumir um cargo de direção, a exemplo de Leonardo.

Desejo reforçado pela comovente reação da torcida milanista, no jogo contra a Fiorentina.

Nem só de pão vive o homem, rezam, em uma de suas sábias passagens, as Escrituras. E Kaká já possui uma reserva de pães para alimentar até a sua terceira geração.

Além do mais, não se tratava de uma transferência milionária para um dos outros grandes da Europa, sustentados mais pela tradição do que pela fortuna recente e imprecisa. Seria um salto no escuro, uma aposta num projeto mais passional do que racional.

Sim, porque se o príncipe árabe estivesse realmente a fim de montar um esquadrão de ouro, capaz de elevar o Manchester City, clube centenário, como de resto quase todos os clubes ingleses, antes de investir nas mais cintilantes estrelas do mundo, trataria de criar uma infra capaz de acolher essa constelação.

Em primeiro lugar, chamaria um técnico de escol (mannanger, segundo os hábitos recentes na Inglaterra). E, a partir daí, começaria a construir um timaço: um grande goleiro, beques de reconhecida competência, laterais ágeis, meio-campo sólido, e só então partiria para a contratação de um Kaká, um Messi, um Cristiano Ronaldo, atacantes desse nível.

Assim, de repente, traz Robinho, traz Kaká e tal e cousa e lousa e maripousa, soa como uma aventura movida mais pela paixão do que pela razão. Mais em função da imagem do que da realidade. E isso não é projeto capaz de seduzir um cara com a cabeça no lugar e coração em Milão, como Kaká.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO, NA ESPERA
  2. BARÇA, O MAIÓ!
  3. SE NE VA KAKÁ?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 Futebol internacional | 19:18

SE NE VA KAKÁ?

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Desconfio que, se Kaká e seus representantes praticam aquele velho joguinho de arrancar do Milan um reajuste à altura da importância do craque para o clube, Berlusconi, o Duce lombardo, que, apesar da notória intimidade com a fortuna, sente uma coceirinha no bolso.

Afinal, fala-se em coisa de 140 milhões de euros oferecidos pelo Manchester City para os cofres do rossonero, que, nestes tempos de crise mundial, ganham alturas imensuráveis.

É desses bondes de ouro cravejado de diamantes que passam uma única vez na vida dos mais afortunados. Tanto para o Milan quanto para Kaká, que passaria a faturar, dizem, 1,6 milhão de reais por semana. Repito, por extenso: um milhão e seiscentos mil  reais por semana, nos próximos, digamos cinco anos. Equivale a, sei lá, uma mega-sena acumulada por mês, vezes cinco. Faça a conta.

Mas, onde a coisa empaca?

Em primeiro lugar, no cotejo entre um clube de tradição sólida, milionário desde antes Berlusconi dar o primeiro vagido, e um velho cavaleiro britânico que passou o século tentando escapar da Segunda Divisão, não é preciso dizer quem leva maior vantagem.

Aliás, a maior tradição do Milan, além de estar sempre no proscênio do futebol mundial, é a de cultivar seus ídolos até a morte. E Kaká é um dos mais caros ídolos desse time na história, embora curta seja sua presença em San Siro. Se quiser, fica no Milan para o resto da vida, mesmo depois de pendurar as chuteiras, num cargo nobre e bem remunerado, ele que já deve ter amealhado grana suficiente para não se preocupar com o futuro de seus netos.

Aí, meu, o cara fica nessa situação:  jovem de fina estampa, amado e reverenciado como um rei na sua aldeia, estará disposto a trocar os prazeres de Milão pela aridez de Manchester?

Mais do que isso: o que é o Manchester City, hoje em dia? É um clube sem nenhuma expressão, a não ser pela longa vida, que pretende ser o maior do mundo, graças aos caprichos de um príncipe árabe movido a petrodólares, que tem aquele mesmo Kia da MSI-Corinthians, de tão malfadada lembrança, como interlocutor.

Dá pra se atirar de cabeça numa aventura dessas?

E, se amanhã, o príncipe cansa do brinquedinho e tira seu time de campo?

Já me referi aqui ao livro do jornalista americano Steve Coll Os Bin Laden, que conta a saga de uma das famílias mais ricas do Oriente Médio e do mundo. São tão intrincados os negócios dessa gente, tão variados e oscilantes seus investimentos, que eles passam décadas no limiar entre o nirvana financeiro e a bancarrota. Perdem bilhões, ganham bilhões, e ninguém é capaz de capturar com certeza a fonte e o escoadouro desse manancial de grana que corre daqui pra lá, de lá pra cá.

Imagino que Kaká e seus conselheiros estão pesando tudo isso.

E o que vier será o que teria de vir. Digamos, o kismeth.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO, NA ESPERA
  2. EMOÇÃO NA ILHA
  3. BARÇA, O MAIÓ!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 7 de dezembro de 2008 Futebol internacional | 13:11

BARÇA, O MAIÓ!

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O Manchester penou para vencer o Sunderland por 1 a 0, gol no finalzinho do zagueiro Vidic; o Arsenal, idem, diante do Wigan, enquanto o líder Liverpool só obteve seu resultado no segundo tempo, frente ao Blackburn. E o Chelsea, do nosso Felipão? Apesar do belíssimo gol de Deco, na vitória por 2 a 0 sobre o Bolton, jogou mal. Assim como o Milan, o mais estrelado dos italianos, escapou de mais um vexame, diante do Catânia, em pleno San Siro, graças a um cabeceio de Kaká desviado no beque, embora nos dez minutos seguintes pudesse até ter goleado. Mas jogou pouco.

Quem está na crista da onda é o Barcelona, dentre os grandes da Europa. Sábado meteu 4 a 0 no Valência, três gols de Henry e um do nosso Daniel Alves. A cada jogo, um show de bola e uma goleada.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
  3. BONS VENTOS FUTUROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última