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Posts com a Tag Milan

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Copa do Brasil, Libertadores, Treinadores | 00:37

PEIXE NO FIO DA NAVALHA

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O Santos segue na Libertadores caminhando sobre o fio da navalha. Se a formação do time na vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, com quatro volantes e apenas Neymar lá na frente, já que Zé Love segue à sombra do jogo, sugere maior segurança, ao mesmo tempo, a falta de criatividade no meio de campo e de agressividade no ataque é um convite para o adversário ousar mais.

Sorte que Neymar está à toda, e tem pernas e mente para segurar as pontas lá na frente. Dribla, passa, tenta a tabela, o chute a gol, e, quando nada disso resulta em rede, mete uma assistência como aquela no finalzinho do primeiro tempo para Edu Dracena conferir de cabeça.

O diabo é que, até Ganso se recuperar e Borges tiver condições de jogo, a coisa vai rolar assim mesmo, quem sabe até o Peixe levantar a taça.

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Os técnicos de Santos e Cerro após o jogo, em charge de Milton Trajano

VASCÃO E COXA

Era mais ou menos o que se esperava se a bola rolasse dentro da lógica, o que nem sempre ocorre nesses jogos fatais: Vasco e Coritiba passaram por Avaí e Ceará e vão decidir a Copa do Brasil.

O Coritiba, por seu retrospecto cintilante neste início de temporada. O Vasco, pela recente ascensão.

Agora, diante da grande decisão, tiro o time de campo.

SEEDORF, PLUFT!

Pluft! Desfez-se o sonho holandês acalentado por Corinthians, Botafogo e Flamengo nas últimas semanas: Seedorf acaba de assinar novo contrato com o Milan.

Aliás, era o que se esperava mesmo. Em primeiro lugar, porque Seedorf voltou a jogar bem, depois de um período de encolha, e foi decisivo na conquista do título italiano nesta temporada. Depois, porque o Milan adora espremer seus velhinhos até a última gota.

Uma pena, para o futebol brasileiro, que perde a chance de ver por aqui um holandês com alma e estilo bem brasileiro de jogar bola.

OLHOS DE FALCÃO

Falcão disse no Bem, Amigos que pretende, mais à frente, passar a assistir os jogos de seu Inter lá de cima, na tribuna. Dessa forma, ele fica livre da crítica dos apaixonados torcedores e da mídia, que medem o trabalho de um treinador pela encenação que o dito cujo faz à beira do gramado. E, sobretudo, analisa melhor o comportamento de seu time e do adversário, e pode passar instruções mais precisas para seu auxiliar, no rés do chão, de onde, na verdade, não se vê nada dos movimentos coletivos dos dois times.

Aliás, até hoje não entendi por que os treinadores não adotam essa postura, ainda mais com as facilidades oferecidas hoje pela alta tecnologia nas comunicações em geral.

Lembro Rubens Minelli obrigado a dirigir o seu São Paulo, na decisão do título brasileiro de 77 contra o Atlético, de uma cabine de rádio no Mineirão. Depois do jogo, encontrei-o entre surpreso e eufórico: “Rapaz, que delícia dirigir um time lá de cima!”

Pois, é. Só que Minelli seguiu sua brilhante carreira vendo o jogo do banco de reservas mesmo.

Espero que Falcão consiga mudar esse braço da viola, com sucesso.

Notas relacionadas:

  1. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 16:22

QUEDA TRICOLOR E RIVALDO

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O Vasco passou, mas o São Paulo ficou pelos descaminhos da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, portanto, mais valiosa do que os estaduais que pipocaram por aí neste primeiro semestre do ano.

O Vasco chegou às semifinais do torneio com dois empates diante do Furacão – 2 a 2, lá, e 1 a 1, em São Januário. Mas, que dois empates! Sobretudo o desta noite de quinta, quando a bola zuniu nas duas áreas com o som de alarme ligado a todo volume.

O Atlético saiu na frente, mas logo o Vasco empatou, com Elton, e segue em frente.

Já o São Paulo, que desembarcou em Florianópolis com o 1 a 0 do Morumbi sob o braço, levou uma virada histórica do Avaí, que dominou praticamente todo o primeiro tempo, quando tomou o gol de Casemiro, mas, reagiu com William e Bruno.

E, em 30 segundos da etapa final, Marquinhos Gabriel atingiu o placar que classificaria o Avaí.

Ao fim do jogo, enquanto a galera azul celebrava a conquista, Rivaldo metia a boca em Carpegiani, na rádio Globo, dizendo-se humilhado pela reserva tão completa que não teve vez nem nas três substituições promovidas pelo treinador tricolor.

Substituições, por sinal, confusas. Precisando de apenas um gol, no segundo tempo, voltou com Marlos no lugar de Fernandinho,  machucado, para tentar equilibrar a luta pelo meio de campo, vencida pelos avaianos na etapa primeira.

Marlos, porém, entrara no lugar de Fernandinho para fechar pelo meio. Assim, perdeu de vez qualquer profundidade pela esquerda, já que Juan raramente tem ido à linha de fundo.

Só depois Carpegiani sacou o inútil terceiro zagueiro, para a entrada do atacante Henrique. Por fim, retirou o mesmo Marlos e pôs em seu lugar outro atacante, o menino William José. Não sem antes ter levado Wellington à beira do campo, pronto para entrar em campo, abortando, de repente, essa substituição.

O sonho da Libertadores, agora, se limita a obter uma vaga no Brasileirão que aí vem.

Charge com técnicos de Avaí e São Paulo (Milton Trajano)

REFAZENDO O MENGO

O  Flamengo ganhou os dois turnos do Campeonato Carioca, manteve uma série invicta considerável nesta temporada, além de apresentar dois jogadores de alto nível, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Mas, perdeu para o Ceará ( excelente time, porém nada excepcional) a invencibilidade e a vaga às semifinais da Copa do Brasil, atalho para a Libertadores, sonho de consumo na Gávea, claro.

Thiago Neves tem respondido à expectativa que dele se fazia. Ronaldinho, não. Isso porque se esperava muito mais de Ronaldinho do que de Thiago, pela imensa diferença e potencial técnico de um em relação ao outro.

O Mengão, todavia, não pode ficar refém de expectativas. Precisa montar um time real, capaz de oferecer às suas duas mais cintilantes estrelas base para alcançar o nível adequado às exigências de sua camisa e da torcida.

Por exemplo: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um centroavante de alto porte, pelo menos, já que o entorno quebra um belo galho.

Fala-se, para a lateral-esquerda. em Júnior César, na reserva de Juan – que o Flamengo jamais deveria ter permitido sair da Gávea. Aliás, só é reserva porque andou muito tempo se recuperando de grave lesão e, quando voltou, esbarrou na presença de Juan, cria da casa e recém-contratado pelo São Paulo. Boa pedida

Lá mesmo no Morumbi, há uma solução para a zaga central: Alex Pirulito, que vive reclamando da inoperância da diretoria tricolor em resolver seu caso definitivamente.

Quanto ao atacante de escol… bem, aí, já não me arrisco, pois não vejo na praça nenhum que chegaria à Gávea, agora, com porte e técnica para assegurar uma perforrmance esperada.

Quem sabe, com o andamento dos jogos, Wanderlei venha a ser o cara. Mas, é preciso testá-lo até o seu limite. Não adianta o sujeito entrar e sair do time, jogo após jogo. É fundamental dar-lhe uma sequência de cinco ou seis partidas, pelo menos.

BUSQUETS PISOU NA BOLA

Busquets talvez seja o mais elegante e eficiente volante do futebol do planeta. E, quando digo volante, é no estilo da formação do Barça – nada de dois, um só, como mandam as regras da arte.

Mas, Busquets é, reconhecidamente, um encrenqueiro em campo. Provoca os adversários, com chistes e ofensas, e alguns pontapés, nada além da conta, neste quesito.

O fato é que o Real enviou uma reclamação à Uefa, segundo a qual Busquets excedeu-se, ao chamar o nosso Marcelo de macaco, no último clássico espanhol. A punição pode chegar a cinco jogos de suspensão, o que tiraria Busquets da final da Liga dos Campeões contra o Manchester.

Justíssima pena, caso seja comprovada a denúncia, que é pra essa gringalhada tomar ciência dos tempos atuais, onde o racismo e o preconceito não têm lugar.

A VERDADE DE ROBINHO

Robinho não tem sido, ultimamente, aquele malabarista de outros tempos, o rei das pedaladas e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, pense o amigo comigo. O bicho foi fundamental nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, no primeiro semestre do ano passado, pelo Santos. Transferiu-se para o Milan no início da temporada europeia e acaba de levantar a taça italiana como um dos três artilheiros da equipe, ao lado de Pato e de Ibra,.

Resumindo, em um ano e meio. Robinho foi campeão paulista, ajudou o Santos a chegar na Libertadores e vestiu a faixa de campeão italiano. É pouco? Vasculhe por aí, atrás de quem tenha tenha conquistado tudo isso em tão pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Futebol internacional | 21:17

QUE JOGUINHO VAGABUNDO…

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Meu, amigo, não foi fácil manter os olhos abertos diante da tv,nesta tarde amena e silenciosa aqui na minha caverna de Ibiúna. Ô joguinho mequetrefe, sem vergonha…

E olhe que se tratava de clássico de um futebol secular em que estava em jogo o título nacional. Pois bem, a Roma não deu um passo, por mais tímido, no sentido de evitar que o Milan levantasse a taça com duas rodadas de antecedência.

Foi tamanho o descaso, a leniência da Roma, que, já no finzinho da partida, que se arrastava num tedioso zero a zero, Van Bommel e Thiago fizeram duas lambanças, entregando a bola aos atacantes romanistas. Estes, simplesmente, devolveram os presentes sem nem mesmo se dignarem a abrir o pacote.

De seu lado, o Milan, que lutava pelo título, teve o tempo todo a bola a seus pés, mas em nenhum momento soube o que fazer com ela. Retificando: em apenas um momento, aquele em que Robinho limpou bem e bateu a bola que se chocou com o poste de Doni, já vencido.

Mas, esse é o melhor reflexo do que foi o campeonato italiano deste ano, em que o Milan, apesar de praticando um futebol opaco diante das estrelas que lá estão, seguiu tranquilo de cabo a rabo, com esta ou aquela pequena perturbação criada ora pela Inter, ora pelo Nápoli ou Lazio.

REAL SOBERANO

Em contrapartida, Real Madrid e Sevilha nos ofereceram um belo espetáculo com muitos gols: 6 a 2 para os merengues, com direito a quatro gols de Cristiano Ronaldo, agora líder da artilharia espanhola, ultrapassando Messi, que joga amanhã.

Para nós, no entanto, valeu mesmo é ver que Kaká está em plena recuperação. Neste sábado jogou quase todo o tempo, fez boas jogadas e marcou um gol bem ao seu estilo, quando domina a bola na entrada da área e bate no canto.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. NOITE DE DECISÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 3 de abril de 2011 Futebol internacional | 15:13

E QUE GOOOL!

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Sem dúvida, o lance do domingo foi aquele gol do menino Lucas contra o Mirassol. Recolheu a bola na sua própria intermediária, pela direita, tocou para Jean e recebeu logo após a linha de meio de campo. Dali partiu em diagonal, passou por um, por dois, por três, livrou-se do goleiro e finalizou de esquerda para a meta aberta.

Sim, claro, já vimos muitos gols assim, feitos por vários jogadores, alguns craques, outros simplesmente comuns, que, num estalo, realizam tais proezas.

Mas, no caso de Lucas a história é bem outra. Esse menino, desde os juniores do São Paulo, tem esse tipo de jogada como marca registrada. No Sul-Americano Sub-20, realizou uma série dessas arrancadas. E até na Seleção de Mano, na estreia em Londres, em dez minutos que esteve em campo protagonizou dois lances desse mesmo jeitinho.

Nem sempre, porém, a jogada se configura em sua integralidade, com a bola dormindo na rede. Mas, de qualquer forma é sempre um recurso valioso, pois fruto da combinação exata entre velocidade, habilidade e ousadia, atributos cada vez mais raros no nosso futebol.

VASCÃO E VERDÃO

Vasco e Palmeiras iniciaram a temporada sob um enorme ponto de interrogação.

Mas, com o decorrer das rodadas dos estaduais, ambos passaram de zebras a destaques.

Em São Paulo, o Verdão acaba de bater o tão decantado Santos de Neymar, Ganso, Elano e cia., por 1 a 0, em jogo parelho e emocionante, gol de Kleber em passe magistral do menino Patrik. E segue líder da competição, a duas rodadas do final dessa fase classificação.

Já o Vasco, que foi um horror na Taça Guanabara, contratou o técnico Ricardo Gomes e mais uns dois ou três reforços e passou a golear, como nos 4 a 0 sobre o Bangu, em tarde inspirada de Felipe e com direito a gol do artilheiro Alecsandro, recém contratado ao Inter.

Assim, o Vasco saltou para a ponta da tabela de seu grupo na Taça Rio, o que não podia ser mais animador.

PRA INGLÊS VER

Não há campeonato mais charmoso do que esse da Inglaterra. Estádios sempre lotados, arejados, sem alambrados de nenhuma espécie, e, no campo, um jogo ofensivo, de lado a lado, do início ao fim.

E, com as reascensões recentes de Chelsea, Manchester City e Tottenham, são mais três disputantes de escol a se juntarem a Manchester United, Arsenal e Liverpool na disputa do título nacional.

Apesar disso, os Diabos Vermelhos, mesmo sem reprisar as grandes atuações das últimas três temporadas, mantêm a liderança com rédeas curtas.

Ainda neste sábado, contou com uma combinação de resultados mágica: o Arsenal, seu mais próximo perseguidor, empatou por zero a zero, enquanto o Manchester United virava de maneira sensacional sobre o West Ham: 4 a 2.

Foi um primeiro tempo deplorável do Manchester, quando chegou a levar de 2 a 0, dois gols de pênalti de Noble – um volante baixinho homônimo e clone do lendário Noble Stylles, o Carniceiro de Liverpool, da gloriosa conquista mundial de 66.

Mas, no segundo, depois das entradas do mexicano Chicharito Hernandez e do búlgaro Berbatov, o Manchester United virou um caminhão de melancia sobre o adversário. E o piloto foi Wayne Rooney, que, jogando na armação, marcou três gols., de enfiada.

Aproveitando-se dos tropeços de Liverpool, Arsenal e Chelsea, o outro Manchester, o City, dominou e goleou o Sunderland, por 5 a 0, com participação efetiva de Tevez, mas, sobretudo, de Yayá Tourré, um volante espetacular, que o Barça deixou escapar pelos dedos.

BARÇA, ALÉM

Por falar em Barça, o time catalão aumentou sua diferença em relação ao Real, seu eterno caçador, quando não é o inverso.

Os dois jogaram no sábado com suas equipes mistas. A diferença é que o Real jamais se encontrou diante do Sporting Gijón, e acabou perdendo por 1 a 0, enquanto o Barça, mesmo poupando vários titulares, manteve o mesmo padrão de domínio de bola e dos espaços.

E venceu o Villareal por 1 a 0, com um gol de Piqué como autêntico centroavante – matou no peito e bateu certeiro.

CIAO, CARO

No clássico de Milão, o líder Milan meteu 3 a 0 na Inter, eterno rival, graças ao oportunismo de Pato, autor de dois gols de puro oportunismo.

Assim, o Milan despediu da Inter, que cedeu a vice-liderança para o Napoli. Napoli, autor de uma virada espetacular sobre a Lazio: 4 a 3.

Não podia ser um fim de semana mais auspicioso para os milanistas.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. OS MELHORES, SOFRENDO
  3. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 7 de março de 2011 Futebol internacional | 15:36

OS CAMINHOS DE KAKÁ

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O Milan anuncia que receberia Kaká com toda a pompa que merece o Príncipe de Milão, mas não na mesma circunstância, pois teria de baixar seu vertiginoso salário, no máximo, ao nível do que recebe Ibrahimovic, o mais caro do clube.

Kaká deixou uma legenda em Milão, com uma série de partidas memoráveis, desde sua surpreendentemente rápida adaptação ao futebol italiano. Chegou e abafou, e acabou sendo negociado por valor inconcebível com o Real, onde foi abatido pela séria lesão que carregava desde o início do ano passado, se não muito antes.

Levou meio ano se recuperando, e, a volta tem sido assim um tanto frustrante, intermitente: entrou em algumas partidas; numas, teve bons momentos; noutras, passou em branco.

Jornais espanhóis insinuam que Kaká e o técnico Mourinho já não se bicam. O craque, em seu twitter, desmente. Mas, o fato é que, por exemplo, o jogo do fim de domingo contra o Racing estava na medida para Kaká. O Real vencia fácil e dominava o jogo, sem correr maiores riscos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mourinho fez as três substituições de praxe. E, nada de Kaká.

Segundo a assessoria do Real, há um acordo entre o jogador e o técnico para que ele estenda seu período de recondicionamento atlético antes de voltar definitivamente à equipe.

Bem, pelo sim, pelo não, do jeito que está jogando o Real, mesmo em forma, não será fácil Kaká reconquistar uma vaga, por exemplo, no lugar do alemão Özil, que vem esmerilhando com aquela canhotinha hábil e inteligente.

Benzema voltou a ter a confiança dos seus tempos de ídolo francês, e passou a marcar gols após gols. Di Maria luta, articula, dá assistências essenciais e também faz seus gols. E Cristiano Ronaldo, obviamente, é intocável.

Mas, não pense o amigo que Kaká, numa eventual volta ao Milan, atual líder do Campeonato Italiano, teria vida mais fácil.

Lá, Robinho, Pato e Ibra dão as cartas e jogam de mão. São os artilheiros e aqueles que dão o toque de classe à equipe, num futebol onde abrir mão de três volantes é simplesmente um anátema.

Aliás, se varrermos com o olhar os grandes da Europa, veremos que não há lugar garantido para o estilo e a função de Kaká em nenhum deles.

Remeto-me, então, a uma conversa que tive com Kaká antes da Copa de 2006, em Teresópolis, quando, prevendo a trajetória que o destino lhe reservava, perguntei-lhe se não estava na hora de o craque ir pensando em se adaptar a uma nova função, a de meia-armador, aquele meia que joga um tanto mais atrás, descortinando o jogo para os companheiros. Posição de que o futebol brasileiro, sobretudo, carecia e muito.

Afinal, ele tem técnica e inteligência para tanto. E, carregando a bola em rushes vertiginosos estaria mais exposto a sérias contusões.

A resposta de Kaká foi enfática: de jeito nenhum!

Quem sabe não esteja na hora dele repensar a respeito, hein?

Ataque a Felipão

Leio que há, nas entranhas do Palmeiras, uma frente unida contra Felipão e todos os altos custos assumidos pelo clube em vários departamentos. Mas, só vejo o nome de Gilto Avallone sendo citado a respeito.

Ora, conheço Gilto de outros carnavais. Durante um par de anos dividimos a mesma mesa do restaurante Giovanni Bruno, ali na rua Martinho Prado, ao lado do Rayola, do Primo e tutti quanti. Buona gente, mas um corneteiro irreprimível, atávico, genético, da velha banda de cornetas do Parque Antárctica.

Sempre está na oposição, seja qual for a situação. E, embora estridente, sua corneta não soa como a flauta de Hamlin. Não congrega, não agrega. Mas, agita (quase escrevi agilta).

E agita porque o Palmeiras está realmente nessa encruzilhada: afundado em dívidas, ou consegue obter um aporte imensurável de grana com possíveis investidores, ou terá de reduzir drasticamente seus custos.

E essa decisão cabe ao recém empossado presidente, Arnaldo Tirone Filho, que está como aquele menino holand~es, com o dedo enfiado no buraco do dique fatal.

Barça e Arsenal

Já disse e repito que o destino foi ingrato ao escolher por sorteio que Barcelona e Arsenal se cruzariam nesta fase da Liga dos Campeões. Ambos, que praticam o futebol mais agradável de se ver, deveriam decidir o título, isso, sim.

Mas, que fazer?
No Emirates, no jogo de ida, o Barça ganhava por 1 a 0 e tinha o controle do jogo, até tomar a virada, no fim, bem ao estilo inglês que, desde os tempos da Rainha Virgem, até o minuto final, não se curva à Esquadra Invencível.

O Barça, porém, não é de entregar o ouro espanhol antes da hora. Joga em casa, e, embora não venha praticando o futebol dos sonhos nas últimas rodadas de seu certame, tem bola para revirar a situação, nesta terça-feira.

São dois times jogando diante do espelho. Ambos, valorizam a posse de bola, o envolvimento como tom maior, a marcação a partir do campo adversário e um futebol ofensivo por essência.

Desconfio que o Barça se safa dessa. Mas, é apenas uma desconfiança, baseada no fato de que o Arsenal, na hora H, mia. Pelo menos, tem sido assim. Não sei seguramente se será. Mas, que vença o melhor. Qualquer um deles será uma celebração ao melhor futebol.

Notas relacionadas:

  1. KAKÁ E O DUCE
  2. O QUE HÁ COM KAKÁ?
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 11 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 16:30

RONALDINHO E A FESTA

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E Ronaldinho, finalmente, botou o preto no branco com o Rubro-Negro. Já não era sem hora. Mesmo porque nesse vai e vem e volta e tal e cousa e lousa e maripousa, o craque consumiu um bom par de dias para se dedicar aos treinamentos da já tão curta pré-temporada.

É verdade que ele vem da Itália, onde o campeonato já rolava a toda. Mas, lá, ele vinha mais esquentando banco do que jogando. Depois, vieram as Festas de Natal e Ano Novo, os exageros naturais desse período, enfim, hay que entrenar, muchacho, hay que entrenar.

A propósito, tempos atrás, quando o futebol de Ronaldinho começou a declinar ainda no Barça, conversando a respeito com o técnico Muricy, colhi dele uma observação interessante: “Não é a cabeça, as noitadas, nada disso: são os músculos (bateu nas próprias coxas)”.

E explicou: toda aquela magia de dribles, assistências e gols antológicos que fizeram Ronaldinho Gaúcho duas vezes o melhor do mundo, sem discussões, advêm da força muscular para arrancar, brecar, arrancar de novo, rodar, mudar de curso subitamente, essas coisas.

Saber driblar, servir o companheiro, bater na bola com manha e destreza, tudo isso Ronaldinho sabe de cor e salteado e jamais desaprenderá. Mas, para executar com êxito todos esses movimentos e invenções, carece de que os músculos da coxa, sobretudo, respondam no ato, sem vacilar.

Muricy, pra quem não sabe, foi um meia desses. Certamente, sem todo o prodígio de Ronaldinho, mas quase. Portanto, sabe bem o que fala, mesmo à distância.

Bem, de qualquer forma, o que está feito não se desfaz. Cabe, agora, a Ronaldinho correr atrás de sua melhor forma física para atender aos enormes anseios da nação rubro-negra. E entrar nessa festa sem par entre os torneios estaduais do Brasil, que é o Campeonato Carioca, com todos os seus dribles, passes, assistências e gols com que nos deslumbrou em tempos recentes.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. RONALDINHO, O MELHOR DA DÉCADA
  3. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 00:55

AS GOLEADAS INICIAIS

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Essas goleadas como as impostas por Corinthians, Grêmio, São Paulo etc. têm sido recorrentes na fase de abertura da Copinha, desde que o torneio juvenil (abaixo de 18 anos já nem é categoria júnior) inchou a ponto de conter todo o alfabeto na divisão dos grupos iniciais, de A a Z.

É que nesse corte da competição, o desnível entre os clubes dos grandes centros do país e aqueles que vêm de zonas mais distantes, sem recursos equivalentes, é muito maior do que o habitual.

Além do mais, essa estoica rapaziada que atravessa o Brasil de ônibus chegam aqui estourados, claro, o que acentua ainda mais a diferença atlética entre tais contendores. Isso, sem falar na parte técnica e até mesmo tática, embora a imensa maioria dos treinadores que tenho ouvido por aí revelem uma inconsistência alarmante.

E, aqui incluo os que dirigem também os chamados grandes dos centros mais avançados do país.

A propósito, fico pensando como podem os dirigentes desses clubes, que estão cansados de saber da importância cada vez maior da revelação de novos valores num futebol desprovido de recursos para contratar craques já feitos e consagrados, entregar essas minas de ouro aos cuidados de profissionais tão despreparados, embora esforçados e (alguns) com o dom nato de descobrir novos veios.

Bem, de qualquer forma, alguns meninos dão seus primeiros acenos para o futuro, mas prefiro dar um tempo para destacá-los aqui.

Afinal, foi apenas o primeiro passo.

Pra que isso?

Eis que o vice de futebol do Milan, Galliani, convoca uma coletiva de imprensa no vetusto Copacabana Palace para falar da novela Ronaldinho Gaúcho, atrasa uma hora, deixando a imprensa carioca ali plantada em vão, para depois… não dizer nada, além do já sabido – que Ronaldinho está livre para negociar com o clube que quiser, desde que não seja um italiano.

E, de quebra, revela sua preferência pelo Flamengo, rossonero como o seu Milan. Ora, pra quem ele iria torcer no Brasil? O Grêmio, de camisa preta e azul como a da Inter de Milão?

Por falar na Itália…

Leonardo, que surgiu no Flamengo de Galliani e teve boa parte de sua vida ligada ao Milan de Galliani, como jogador, dirigente e técnico, estreou no comando do feroz inimigo, a Inter. Uma estreia de gala, diga-se: 3 a 1 no Napoli, que cumpre excelente campanha no campeonato italiano, com direito a dois gols do brasileiro Thiago Mota, que recomeça em alta sua acidentada carreira na Inter.

Ao contrário de Felipe Melo, sua contrapartida da Juventus, que levou um chocolate do Parma – 4 a 1 -, em casa. É que, quando parecia que Felipe Melo, tão criticado por seus destemperos em campo, estava em plena recuperação, eis que o rapaz, ao sofrer uma falta, revida no ato com um pontapé no rosto do adversário.

É a história do escorpião. Que pecado…

Já o Milan de Galliani manteve a liderança, ao bater o Cagliari, fora de casa, por 1 a 0, gol de Strasser, no finzinho. Ganhou, é líder, mas não jogou bem,não.

Falemos da Inglaterra também

Pois não é que percebo a presença de um quinta coluna infiltrado no animado e solto campeonato inglês? Já vou dedurando: trata-se do técnico italiano do Manchester City, craque no seu tempo de jogador, mas retranqueiro de marca.

Reveja o amigo o empate sem gols com o Arsenal, que dominou o jogo de cabo a rabo, naquele seu toque-toque importado de Barcelona, E o City, só lá atrás, rebatendo bolas a esmo. E assim, lá está o time de Mancini em segundo lugar na tabela e o Arsenal em terceiro.

Ainda bem que o Manchester United, mesmo quando joga desfalcado de Rooney, vai passando, bem ou mal, por todos os demais, somando uma invencibilidade recorde dos Diabos Vermelhos em campeonatos caseiros.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, O MAIÓ!
  2. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:03

RONALDINHO NA ENCRUZILHADA

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Ronaldinho, literalmente, está na encruzilhada de sua vida, talvez, a última em sua brilhante carreira. Aos 30 anos de idade, marca fatal para um craque que atingiu o ápice há quatro ou cinco anos, eleito o melhor do mundo por duas vezes, campeão mundial pelo Brasil, sem falar nos tantos títulos nacionais e continentais conquistados em seus tempos gloriosos de Barcelona, antes de tudo, o craque terá que conversar consigo mesmo para definir se quer mesmo tentar um salto derradeiro em sua carreira, ou deixar o barco vogar ao sabor dos ventos afortunados do passado.

Resolvida essa questão existencial, então, caberá escolher um dos três caminhos que se abrem à sua frente: o que o levará de volta ao calor do berço do Olímpico; o que o conduzirá aos braços de uma nação em vermelho e preto, na Gávea; ou aquele que lhe permitirá acrescentar mais uma pequena fortuna à sua já recheadíssima conta bancária, com possibilidade de se transformar num dos maiores ídolos do Palestra Itália de todos os tempos.

Até onde se sabe, a proposta do Palmeiras, financeiramente, é a mais tentadora, tanto para o Milan quanto para o agente do craque, seu irmão Assis.

Mas, o Flamengo, gente, é o Flamengo! Aquele abraço! Aquele embalo sem fim. As noites cariocas, sol, mar, o barquinho vai, a tardinha cai…

Contudo, nenhum dos dois participará da Libertadores, a grande vitrine continental, título que falta ao rico acervo de troféus de Ronaldinho. Além do mais, dos três que oferecem a mão ao craque, é justamente ao qual Ronaldinho tem uma dívida de gratidão, por sua traumática saída do time que forjou sua vida de craque e que ficou a ver navios na sua ríspida partida para o PSG.

Por fim, é o Grêmio aquele time mais ajustado tecnicamente e animado pela súbita e exitosa reação no Brasileirão, em que Ronaldinho cairia como a cereja no bolo, sem tanta responsabilidade de ser o salvador da pátria, papel que parece não se encaixar em seu perfil, diga-se.

Essa, pois, é a hora da verdade para Ronaldinho. Só espero que faça a escolha certa, para ele e os amantes de seu futebol inigualável, do qual todos sentimos saudade.

A volta de Kaká

Ele entrou aos 30 minutos do segundo tempo, quando o Real batia o Getafe por 3 a 1. E entrou, para minha surpresa, com tudo, dando aqueles piques pelo meio e pela esquerda que lhe fizeram fama e fortuna, além do título de melhor do mundo, nos tempos do Milan.

E por pouco não deixou sua marca nas redes do Getafe, numa bola que lhe enfiou de jeito o português Cristiano Ronaldo.

Kaká é um desses jogadores por quem a gente torce de graça, seja por seu talento indiscutível, seja por seu temperamento do qual a sensatez só se evadiu em dois lances: a associação já desfeita com aquela dupla suspeita do templo que frequentava e pela investida contra Juquinha, o Traquinas, na Copa da África, negando o que depois se confirmou: a lesão no joelho que o afastou por mais de meio ano dos gramados.

Mas, isso são águas passadas. Agora, é hora de celebrar a expectativa de que, com o novo ano, vida nova. Ou melhor: renovada, verdadeiramente.

Campeão reforçado

O campeão brasileiro, Fluminense, salta na frente dos demais candidatos brasileiros à Copa Libertadores, ao levar para as Laranjeiras dois jogadores preciosos: o goleiro Diego Cavalieri, que não sei até hoje por que cargas d’água não deu certo na Itália, onde arqueiros, como Doni, por exemplo, de menor talento conseguiram êxitos inesperados, e o múltiplo Souza, meia, volante, lateral, o que queiram que seja.

Ah, sim, e ainda estão engatilhados mais dois; Edinho, de extrema utilidade por poder jogar tanto de zagueiro quanto de volante de contenção, bem ao gosto de Muricy, e Araújo, aquele atacante driblador, incisivo, goleador, revelado pelo Goiás, anos atrás.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 16:03

MAIS UM FORA DA VILA

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Cometi o imperdoável equívoco de não checar antes de falar sobre o noticiário publicado e dito em vários portais e rádios, segundo o qual Jamelli teria sido demitido do Santos depois de se altercar com dirgentes sobre as recentes contratações do Peixe.  Pelo que peço desculpas gerais.

Jamelli garante que não discutiu com ninguém, sai numa boa da Vila, e até onde ele mesmo sabe sua demissão teve como motivo incompatibilidade de perfil desejado pela diretoria santista.

De qualquer forma, é mais um daquele grupo que participou da construção do mais encantador e vitorioso time do ano, o Santos do primeiro semestre, de Ganso, Neymar, Robinho e cia. bela.

Não seria capaz de medir a importância de Jamelli naquela maravilhosa história dos Meninos da Vila, Parte III. Mas, olho com certa desconfiança as contratações do goleiro Aranha e do volante Charles, motes da discórdia.

Aranha, que se projetou na Ponte e teve um início auspicioso no Galo, antes de descair à sombra do garoto Renan Ribeiro e até de Fábio Costa, vai ter de recomeçar praticamente sua carreira na Vila. Futr incerto, pois: tanto pode amargar a reserva do menino Rafael, que vinha bem ali na meta peixeira, como fechar o gol na Libertadores e se consagrar definitivamente.

Quanto a Charles, bom volante revelado pelo Cruzeiro, terá ainda de enfrentar longa recuperação física, o que torna seu aproveitamento para a primeira fase da próxima temporada uma incógnita. E, nem sei se, tecnicamente, tem bala para suprir a ausência desoladora de Wesley, perda até agora irreparável no time que tinha a mais fluente transição da defesa ao ataque, com ele e Arouca.

Por fim, Jonathan, um excelente lateral-direito, esse, sim, um reforço significativo, embora Pará tenha sido um leão naquele setor, apesar de sua técnica mais limitada. Isso, sem falar na alternativa de Danilo, um garoto que, se não for aproveitado na lateral, passará a disputar com Charles uma posição no meio de campo.

Enfim, é ver no que isso tudo vai dar. Sobretudo, se o cartola que tocou essas negociações todas assumir definitivamente o cargo de gerente de futebol, até então ocupado por Jamelli, um profissional do ramo. Nesse caso, seria um retrocesso da administração Luís Álvaro, que já me mereceu todos os elogios, no episódio da retenção de Neymar.

Felipe na Gávea

O goleiro Felipe, que teve altos e baixos no futebol luso – mais baixos do que altos, diga-se – acaba de desembarcar na Gávea.

O Flamengo, aliás, desde Bruno, de tão triste memória, busca um arqueiro de escol, daqueles sobre os quais não resta a menor dúvida, como diria a rubro-negra Aracy de Almeida, se viva ainda estivesse. Em vão.

Felipe, que se destacou no Corinthians, é um goleiro de ótimos reflexos e muita elasticidade, do tipo milagreiro, aquele cara que, num ou noutro jogo, produz verdadeiros milagres, salvando seu time na hora H. Mas, o que se discute é sua constância.

Na verdade, o grande problema dos jogadores de sua posição em todas as épocas: a constância, a regularidade.

O histórico goleiro argentino do São Paulo e, mais tarde, técnico, José Poy, costumava dizer que goleiro ou era louco ou bicha. E arrematava em alto som:

- Pero, yo soy loco, hã!

Assim, de improviso, lembro Valdir Joaquim de Moraes, gaúcho revelado pelo Renner e que passou uma década defendendo a meta palmeirense sem provocar sustos, como um exemplo bem acabado de serena regularidade, em meio a tantos milagreiros de brilhos fugazes.

Felipe, por seu lado, enquanto goleiro do Corinthians, foi mais eficaz do que inconstante, apesar de seu temperamento conflitante, que resultou na sua saída do Parque.

Desconfio, porém, que, no Flamengo, terá vida longa. Para o bem de todos.

O preço de Ronaldinho

Parecia que tudo estava engendrado entre Grêmio e Ronaldinho Gaúcho quando o milan anunciou o preço da transferência: 17 milhões de reais. Uma mixaria no mercado internacional, mesmo na crise em que os mais bem aquinhoados clubes europeus estão submersos.

Mas, uma fortuna incalculável para os nossos, de tão parcos recursos e tantas dívidas.

Essa decisão do Milan, se não for irrevogável, inviabiliza a volta do craque ao nosso futebol, pois, imagino, não há plano de marketing que resolva a questão sem que tudo não passe de mera aventura com desfecho trágico.

Não é a mesma situação, por exemplo, de Ronaldo Fenômeno, que veio de graça para o Corinthians, e toda a engenharia marqueteira se construiu em torno de seus salários.

Pelo visto, o destino de Ronaldinho é ou reconquistar sua posição de titular do Milan, com muito empenho, ou partir para os EUA, quem sabe as arábias.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 16:05

A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO

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Pelo andar da carruagem, Ronaldinho Gaúcho, desejado por tantos clubes brasileiros, deverá desembarcar no estádio Olímpico na próxima temporada.

Seria um reencontro emocionante, do tipo o filho pródigo à casa torna. Sim, porque a partida de Ronaldinho para o PSG da França, abriu a mais profunda ferida no coração tricolor. A tal ponto de o craque cevado nas categorias de base do Grêmio passar a ser considerado figura não grata à história do clube.

Isso porque o Grêmio, depois de investir desde menino em Ronaldinho, ficou com as mãos no bolso, nu, em noite de tempestade, à beira do Guaíba, ao fim da negociação.

Sua eventual volta ao ninho antigo é a chance de Ronaldinho compensar esse prejuízo. E a única maneira é voltando a jogar aquele seu futebol mágico que lhe deu dois títulos seguidos de melhor jogador do mundo.

E la nave va

Corinthians, Palmeiras e tutti quanti ficaram a ver navios, acenando com lenços desolados.  E la nave va, carregando a bordo o Inperador Adriano, com a coroa de louro meio despencada no topo do coco.

É que o craque e seu agente sabem muito bem que, depois das peripécias todas de Adriano no Adriático e outros mares tempestuosos que lambem a Bota eterna, ele não tinha outra saída: era permanecer na Roma, ou queimar definitivamente qualquer possibilidade de voltar a atuar na Europa, em geral e particularmente na Itália.

Juan chega?

É o que dizem: o lateral-esquerdo Juan já se desvinculou do Flamengo e arruma as malas para voltar ao São Paulo, onde tudo começou.

Juan, ao lado de Leo Moura, de cujos préstimos a diretoria do Flamengo jura que não abrirá mão, apesar do interesse do Inter, foi peça decisiva durante várias temporadas. Mas, ultimamente, caiu de produção, passou a cometer alguns desvarios em campo, sinais de que seu ciclo na Gávea estava findando.

Ano novo, vida nova para Juan, e, quem sabe para o São Paulo, que lastima a perda de Ricardo Oliveira e não consegue contratar aquele meia armador de que tanto carece há anos.

De vento em popa

Quem vai de vento em popa é o Fluminense, campeão brasileiro. Além de celebrar o título de 70, que a CBF acaba de lhe conceder com todos os méritos (o Robertão já era, de fato, um campeonato nacional, ao contrário da Taça do Brasil), está mirando dois reforços: Edinho, volante e zagueiro do Palmeiras, por quem Muricy devota especial gosto, e Araújo, aquele canhoto hábil e incisivo revelado pelo Goiás anos atrás.

Edinho tem lá suas virtudes na marcação, além de excelente senso de colocação em campo. E Araújo, se voltar das arábias jogando metade do que jogava no Goiás, será de inestimável utilidade na disputa pela Libertadores, onde o Flu entrará em grande vantagem sobre os demais brasileiros.

Esperança vã

Ainda ontem de manhã, quando fui calibrar os pneus de meu carro, Toninho, o frentista palestrino, roxo, mas bem-humorado, me perguntou a que horas seria disputada a final do sub-20, em que o Palmeiras lutaria pelo título desse torneio.

(Confesso que embatuquei, nesta minha semi férias, em que o menos que me interessa é o futebol.)

Há duas leituras para isso. Uma, que o palmeirense anda tão por baixo a ponto de a simples possibilidade de ganhar um campeonato de garotos passou a ser um, sonho. Outra, de que, diante de tantos problemas financeiros, só resta ao Palmeiras apostar nos seus meninos pra ver se dá, afinal, uma volta por cima.

O fato é que o Palmeiras jamais se notabilizou pela revelação de craques. Ao contrário: sempre apostou na contratação de craques consagrados ou em vias de se consagrar. Santos, São Paulo, Corinthians, Lusa, ao longo da história, sempre marcaram sua presença com jovens revelados por suas categorias de base. O Palmeiras, nunca.

Sim, há num passado mais remoto alguns ícones da história palmeirense que, não necessariamente fossem criados no Parque Antártica. Apenas lá desembarcaram ainda meninos e forjaram uma legenda alviverde.

É o caso, por exemplo, de  Oberdã, de mãos de espátula e reflexos de águia, que veio garoto de Sorocaba para se transformar, nos anos 40, num dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro. Ou, de Lima, o Garoto de Ouro, um tipo atarracado, de calva precoce escondida por eterno gorrinho alviverde listrado, tão versátil e hábil que atuava com a mesma desenvoltura nas duas pontas e nas duas meias.

Ah, sim, como se esquecer de Waldemar Fiúme, o Pai da Bola, o Porfessor, mei,a volante, lateral e quarto-zagueiro de elegância sem par?

Mazzola, o Altafini dos italianos, veio com 15 anos do Atlético de Sorocaba, mas Mazzola era um desses fenômenos de menino prodígio.

O fato é que, se espremermos tudo que o Palmeiras tentou produzir nas categorias de base, pingará um único nome de peso: Wagner Love.

Assim, por causa da crise econômica e técnica do Palmeiras nos últimos anos, essa garotada sub-20 pode significar tanto quanto pressente meu caro amigo frentista, Toninho, que nada sabe sobre economia e outros bichos, mas sente na alma os anseios de seu time.

Mas, jogo findo, mais uma desilusão verde: a garotada do Palmeiras, depois do empate por 0 a 0 diante do Cruzeiro, perdeu o título nos pênaltis. E o que demonstraram os meninos do Parque Verde não sugere, não, uma safra redentora para o próximo ano. A rapaziada baixou o sarrafo sobre os cruzeirenses, teve dois jogadores expulsos, e tomou um sufoco danado dos azuis.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

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