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23/09/2009 - 14:52

OBRIGADO, BARÇA

Ah, Barça, colírio para estes olhos tão embaçados pela poluição de gestos toscos e primários que sufocam o futebol por quase todos os campos desse mundão afora.

Que belo espetáculo esse proporcionado pelos catalães ao meterm 4 a 1 no Racing, em Santander, depois da goleada imposta no domingo sobre o Atlético de Madri. Por 5 a 2, no fim de semana. Não apenas pela profusão de gols, que isso conta muito mas não é tudo. E, sim, pelo brilho individual com que seus craques revestem o conjunto sincronizado e objetivo, sempre em busca do ataque.

Os dribles inesperados de Messi, autor de dois gols, que sempre culminam em disparos à meta ou em medidas assistências, os passes magistrais e consecutivos de Xavi, aquele toque de calcanhar mágico de Ibrahimovic para o gol do zagueiro Piqué, são tantas, enfim, as firulas e volteios com que esse timaço nos brinda… Prova vivíssima, atual, de que, si, se puede. Pode-se, sim senhor, fazer-se o resultado com classe e inventiva.

Ah, mas o Barça é um clube riquíssimo, capaz de contratar a estrela que quiser, ao contrário dos nossos clubes, meros exportadores de craques. Pode, mas não costuma fazê-lo. Ao contrário: prefere produzir em casa seus craques, como o argentino Messi, que foi levado pra lá aos doze anos de idade, Puyol, Busquets, Bojan etc. E, quando vai á compra, leva uns trocados no bolso, com esta ou aquela exceção.

Mas, seja quem for o recém-chegado, terá de exibir o perfil técnico de um esquema imutável (mais do que isso: o espírito), aquele que privilegia o futebol gracioso e eficiente de sempre.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , ,
03/09/2009 - 17:14

NERVOS NO BICO DA CHUTEIRA

Essa é a grande chance de a bola rolar catita nas pés dos argentinos, já cansados de correr atrás dos brasileiros nas últimas décadas, em vão.

A inchada estará maciça apoiando seu time no campinho de Rosário, e, viva!, lá estarão Messi, Aguero, Tevez, Mascherano, o maestro Verón e tal e cousa e lousa e maripousa.

Depois dos disparos verbais contra nosso time, Maradona recolheu-se com sua turma ao silêncio do templo, aos pés da Cruz, na esperança de que os céus também colaborem para a vitória redentora.

Afinal, para os argentinos, esse é um jogo que pode levá-los ao paraíso ou ao inferno.

Já os brasileiros estão numa boa, praticamente classificados para a Copa, time escalado – o mesmo que se tem saído bem nas últimas exibições -, nenhuma dúvida atroz (apenas Juan parece não estar nos trinques), e nenhum problema maior à vista, a não ser o circo formado em torno do campo de treinamento em Teresópolis e a acidez habitual de Dunga em relação à mídia.

No plano emocional, portanto, o Brasil dá claros sinais de que está mais bem preparado do que a Argentina, que, pelas circunstâncias, se atirará ao jogo com os nervos na ponta das chuteiras, o que sempre se assemelha a uma faca de dois gumes: tanto pode levar o time a uma conquista épica, quanto afundá-lo no desespero, a partir do primeiro percalço, para usar uma expressão bem portenha.

E isso se reflete também no plano tático, o que sugere uma Argentina, desde o início, bem mais ofensiva do que o Brasil, sobretudo se Maradona escalar os três avantes – Messi, Aguero e Tevez -, como parece ser sua inclinação, com Verón armando por trás, ao lado de Mascherano.

Do meio de campo pra frente, uma potência!

Mas, atrás, Dios, que lástima…

E aqui entramos no plano técnico. Há muitos anos os argentinos deixaram de ser uma escola de goleiros de fazer inveja ao mundo. Basta dizer que o Carrizzo de hoje nem limparia as luvas do Carrizzo de ontem, o grande Amedeo.

A zaga, então, qualquer que seja a opção de Maradona, é de dar dó. Ainda mais se o técnico cumprir a ameaça de escalar Sebá, aquele mesmo que afundou o Corinthians algumas vezes nos
tempos de Kia e cia.

E, nós? Bem, nada de excepcional, claro, a não ser a presença ameaçadora de Adriano no banco, fantasma que os argentinos tentam exorcizar com todas as magias possíveis.

Pelo gosto e tradição de Dunga temos um time habituado ao contragolpe, com a velocidade de Kaká e de Robinho e a agudeza de Luís Fabiano. Se jogar Ramires, acrescente mais um a esse grupo seleto de contragolpistas.

Logo, grandes são nossas chances de voltarmos de Rosário com um sorriso iluminado no rosto.
Um sorriso em que haverá de cintilar uma centelha de malícia, como aquele que se expressava nos lábios argentinos em décadas passadas, quando éramos freguês de caderneta deles.

INTER, TIMÃO ETC.

O Inter, ao bater, com olé e tudo, o Galo, por 3 a 0, e o Timão, que virou na raça o clássico com o Santos, estão na fita. O Inter, campeão virtual do primeiro turno, a um ponto do Palmeiras, e o Corinthians, roçando o G-4.

Juntam-se, pois ao líder Palmeiras, ao Goiás e ao São Paulo na luta direta pelo título. Mais o Inter, claro, do que o Timão, que precisará de uma arrancada prodigiosa para chegar lá em cima, o que parece improvável mas não impossível.

Possível, porque o Corinthians tem alguns trunfos na manga: a volta de Ronaldo Fenômeno e de vários outros titulares, mais as inserções de Marcelo Matos e de Defederico, recém contratados.

Mas, se espiarmos a tabela, veremos que o Palmeiras, provavelmente já com Love no ataque, periga disparar na liderança, já que recebe em casa o Barueri, Jogo duro, mas palatável.

Em contrapartida, o São Paulo pega o Cruzeiro no Mineirão, e o Inter terá de ir a Florianópolis enfrentar o Avaí, sequioso de recuperar a pose perdida outro dia.

Enquanto isso, o Corinthians ficará treinando até a próxima quarta, quando terá de encarar o Coritiba, de Marcelinho Paraíba, na casa do inimigo.

É uma vantagem significativa, convenhamos, num torneio tão parelho, e de calendário tão avaro no tempo de treinamentos.

De qualquer forma, no quadro atual, Palmeiras, Inter e São Paulo, principalmente pela tradição, seguem sendo os maiores favoritos. Quanto ao Goiás, resta recuperar aquele jogo envolvente e agudo que lhe deu tão honrosa classificação até agora.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
02/09/2009 - 18:05

KAKÁ OU MESSI?

O Brasil terá Kaká, a Argentina, Messi, dois jogadores considerados os que podem desequilibrar uma partida de futebol. Mas, quem é melhor?

Ambos, responderia sem nenhuma inclinação para subir no muro. Ambos, porque os dois podem jogar juntos num mesmo time sem que a função de um se sobreponha à do outro.

Kaká é um tipo é um tipo esguio, destro, meia-ofensivo, que opera mais naquela zona difusa entre a armação e a conclusão, a partir do meio-de-campo, que, embora caia pelos lados de seu ataque, tem como principal arma a arrancada com a bola colada aos pés.

Messi, baixinho, canhoto, é senhor de uma habilidade invulgar, e uma capacidade inventiva rara. Mas, prefere mesmo atuar pelo lado direito de seu ataque, ainda que circule bem pelo campo, a partir da intermediária adversária.

Os dois finalizam bem e marcam muitos gols, de hábito, sem contudo, se caracterizarem por esse quesito.

Messi, na Seleção, não tem sido o mesmo do Barça. Ao contrário de Kaká, que, em geral, atua bem com a camisa canarinho. Mas, quem vai decidir esse jogo só os deuses da bola podem responder.

ÊTA, DIEGO!

Vejo o treino da Seleção em Teresópolis, coisa leve, e busco um meia que possa se alternar com Kaká, numa eventualidade dessas corriqueiras no futebol.

Lembro, então, da atuação de Diego, ex-Santos, pela Juventus contra a Roma, no estádio Olímpico. Esqueça os dois gols de Diego – um deles, súmula perfeita da escola brasileira de jogar bola: balançou duas vezes diante do beque, que esteve prestes a quebrar a coluna, antes de bater firme. E fixe-se apenas na atuação do craque ao longo da partida: soberba!

Sim, sei bem, que Diego, nas tantas vezes convocado, não chegou a brilhar. Mas, nas últimas apresentações também não decepcionou. Aliás, é preciso levar em conta que Diego é muito jovem – revelou-se naquele Santos campeão brasileiro, ao lado de Robinho, aos 17 anos. E isso foi outro dia.

O tempo passa, como dizia o saudoso Edson Leite, e o sujeito vai incorporando novos conhecimentos, novos conceitos, novas atitudes. Aos 24 anos, Diego é um jogador mais ativo; movimenta-se pelo campo com maior desenvoltura; fecha espaços, dribla e passa com maior segurança. Foi eleito por dois anos consecutivos o melhor estrangeiro da Alemanha, e, agora, na Juve, já virou ídolo.

Falo de dois centros muito caros ao técnico Dunga – a Alemanha e a Itália, onde o técnico brasileiro fez longa carreira -, tidos como os mais duros na marcação do planeta. De resto, a relação de Diego com a bola excede em muito à da imensa maioria da legião de volantes convocados.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , ,
27/05/2009 - 18:44

BARÇA, O MAIOR!

Milton Trajano

Não foi um jogo espetacular, entre os dois melhores times do mundo na disputa da Liga dos Campeões da Europa, mas foi um jogo tenso e histórico, vencido pelo Barcelona por 2 a 0, com folga.

Espetaculares foram, sem dúvida, a abertura e a entrega dos troféus e medalhas, um show de bom gosto e nobreza, que deveria ser imitado por aqui, nas decisões de Copas do Brasil e Libertadores, pautadas, em geral, por aquela zorra absoluta.

Mas, bola rolando, maior interesse, o Manchester United começou mais agudo, deu três investidas perigosas, mas logo se submeteu ao toque de bola hipnótico do meio-de-campo do Barça, comandado por essa dupla excepcional de volantes-meias, Xavi e Iniesta.

E, logo aos 10 minutos, Iniesta meteu bola açucarada na direita para Eto’o, que invadiu e bateu no canto esquerdo de Van der Saar: 1 a 0.

Os Diabos Vermelhos, armados de forma estranha, com Giggs na armação e Rooney na ponta-direita e Cristiano Ronaldo no meio, sentiu o gol e não conseguiu reagir à altura, o que acentuou o domínio do Barça.

E, logo no início do segundo tempo, Xavi mete uma falta no poste, marcando território, mais espiritual que territorial.

De nada, pois, valeram as entradas de Tevez e de Berbatov, já que, aos 25 minutos, quando o Manchester dava alguns sinais de recuperação, Xavi levanta para Messi, de cabeça, completar o placar final: 2 a 0.

Assim, o Barça obtém sua tripla coroa, arrancando-a das mãos do Manchester, que também lutava por essa glória inexcedível.

Mas, o fato é que ambos dividem entre si campanhas sensacionais no futebol europeu, e qualquer um poderia ter chegado lá, por méritos técnicos e grandeza histórica.

Foi um desses raros jogos que se assite com um sorriso nos lábios e um champagne de safra rara gelando ao lado do caviar. Vença quem vencer, tudo é lucro. Para o futebol.

VERDÃO, AQUI E AGORA

É aqui e hoje que o Palmeiras deverá fazer o placar diante do Nacional de Montevidéu, pela Libertadores de América. Pois, no jogo de volta, a chapa esquenta, já que esse é o melhor Nacional dos últimos tempos – aguerrido e traiçoeiro.

Para tanto, Luxemburgo tem, definitivamente, de abrir mão dessa bobagem de três zagueiros, que, entre outras coisas, não é a sua. Mesmo porque, com essa formação teoricamente mais defensiva Marcos tem sido o salvador da pátria.
Quer dizer: se o goleiro é o melhor em campo, a defesa não cumpriu integralmente sua parte.

A VOLTA DE JUNINHO

Juninho Pernambucano, depois de conduzir o Lyon por sete vezes seguidas ao título francês, rescindiu seu contrato e promete não jogar mais na Europa. São Paulo, Vasco e Sport, além do futebol árabe, estãoo na sua cola.

Se falar o bolso, os árabes levam. Se falar o coração, Sport e Vasco saem na frente. Se falar o juízo, o São Paulo, que tanto carece de um jogador de seu estilo, estará muito bem servido.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , , , ,
01/04/2009 - 19:03

HERMANOS, UI!

Que biaba, meu Deus! Coisa de derrubar Maradona e Messi do mesmo altar, num piparote: 6 a 1 para a Bolívia, placar que um historiador futuro, distraído, trocará de mão, por certo.

Claro, a altitude deve ter influenciado e muito. Digamos que a altitude marcou três gols. Mas, o resto foi obra exlcusiva dos bolivianos e da frágil defesa argentina, calcanhar de Aquiles desse time há muito tempo.

Intrigante, pois os argentinos foram, durante décadas e décadas, mestres na produção de grandes goleiros (Vacca, Amedeo Carrizzo – não confundir com o seu homônimo atual -, Roma, Cejas, Fillol, o nosso Poy etc.) e zagueiros de altíssimo nível, como Salomón, Delacha, Ramos Delgado, Perfumo, Passarella e tantos outros.

Mas, de uns tempos pra cá, têm sido um fracasso absoluto nessa grande área.

De qualquer forma, nada justifica um placar tão amplo, a não ser o prosaico fato de que o deus Maradona não foi capaz de dar o devido conjunto à equipe alvi-celeste. Nem mesmo quando a Argentina goleou a frágil Venezuela em Buenos Aires, outro dia. Ganhou aquela, sim, com folga, mas em nenhum momento seu jogo coletivo convenceu.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , ,
22/03/2009 - 19:28

DENTINHO, IBRA, BARÇA, OS REDS…

Nem Ronaldo, nem Neymar. O nome do clássico foi mesmo Dentinho, autor do gol da vitória do Corinthians sobre o Santos, num Pacaembu eletrizado. E não apenas porque fez o gol, de cabeça, logo aos 15 minutos de partida, em magistral cruzamento de Douglas da esquerda. Mas, sobretudo, por sua movimentação, seus dribles, suas investidas.

Mesmo porque tanto Neymar quanto Ronaldo passaram discretamente pelo gramado, embora cada um tivesse desperdiçado duas grandes chances de se consagrar, em raras participações dos goleiros Felipe e Fábio Costa.

Curioso isso, pois os dois times entraram em campo com formações teoricamente mais ofensivas do que habitualmente se vê no futebol brasileiro mais recente.

O Corinthians, com apenas um volante de ofício (Cristian) e o Santos, com três atacantes por vocação – Neymar, Kleber Pereira e Roni, com Lúcio Flávio na armação.

Contudo, o jogo se concentrou no meio-de-campo, até o gol de Dentinho, dividido entre os dois times; depois, com claro predomínio santista. E aqui me parece que tenha sido o equívoco do técnico Mancini, ao escalar o menino Neymar mais como articulador de jogadas do que verdadeiramente um atacante. Não me parece ser a dele.

Equívoco que se pronunciou quando, no segundo tempo, tirou o garoto para a entrada de Madson. Melhor, imagino, seria trocar Roni por Madson, que dinamizou um pouco mais a armação. Mais, talvez, por conta do recuo corintiano.

Quanto a Ronaldo, é assim mesmo, não se pode esperar mais, por enquanto do craque: dois ou três lances de categoria, e duas investidas na área perigosas. Acabou sendo substituído lá pelos 36 do segundo tempo, quando o Timão precisava mais de velocidade no contragolpe do que de técnica e precisão nos remates.

O que, porém, mais valeu nesse clássico foi a nítida recuperação técnica de Douglas, pelo lado corintiano, e a suspeita de que o Santos, mesmo sendo derrotado e caindo fora do G-4, tem bala para chegar lá.

MENO MALE

O líder Palmeiras, no sábado, não foi além de um empate por 1 a 1 com o Guaratinguetá. Levando-se em conta que o o mandante era o Guará e que o Palmeiras jogou desfalcado de sua dupla de ataque titular – Keirrison e Willians -, melhor um empatezinho assim do que uma derrota.

Sobretudo, porque o Guará marcou bem, e promoveu um jogo muito equilibrado com o Palmeiras, que segue ainda na liderança, mas já sentindo a aproximação do Corinthians.

MENOS MAL

E o São Paulo, que sem André Dias e Júnior César, foi a Jundiaí e não conseguiu também mais do que esse empate por 1 a 1?

Se o resultado pode ser considerado frustrante, valeu saber que o Tricolor foi melhor do que o Paulista e mereceria um resultado mais compatível com essa superioridade.
É mais animador, né?

LÁ FORA

Só vi o primeiro tempo. Mas, bastou para me empanturrar de Barcelona: 4 a 0, com mais dois gols na etapa final, sobre o frágil Málaga. Tudo bem: o Málaga é fraquinho, mas, que diabo!, é isso que se espera de um timaço como o Barça – quando pega uma moleza, massacra logo. E, como está jogando esse Xavi, meu Deus!

Por falar em massacre, o Liverpool pegou no breu, e, depois de ensacar o Real, pela Liga dos Campeões, goleou o poderoso Manchester, e agora enfia 5 a 0 no Aston Villa, com três gols de Gerrard, um craque à beira da perfeição: marca, arma, passa, lança e bate na bola como poucos.

Assim, o Liverpool deu uma mãozinha a mais ao Arsenal, na luta por uma vaga na próxima Liga dos Campeões, que, no sábado, deu um show de bola no New castle, na casa do adversário: 3 a 1, naquele seu proverbial toque-toque.

Enquanto Liverpool e Arsenal ascendem, Manchester e Chelsea sucumbem. O Manchester somou sua segunda derrota seguida, o que não ocorria há muito tempo, e o Chelsea perdeu para o Tottenham, por 1 a 0, depois de longa série invicta desde a saída de Felipão.

Já na Itália, a Inter, ao bater a Reggina por 3 a 0, com direito a golaço de Ibrahimovic, que driblou três e meteu por cobertura, surfa lá no topo da tabela. Não tem pra ninguém.   

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 14:51

ENCONTRO EM MARSELHA

Duas surpresas e dois resultados altivos, na rodada de amistosos internacionais.
As surpresas, a derrota da Alemanha, em casa, para a Noruega, e o empate da Holanda com a Tunísia, em Túnis.

Os resultados altivos: as vitórias por 2 a 0 de Argentina e Espanha sobre França e Inglaterra, respectivamente.

A Espanha continua sendo um aço e botou a Inglaterra, sem Rooney e Gerrard, na roda.

E a Argentina, embora não praticasse um futebol brilhante, viveu um instante de deslumbramento em Marselha com o primeiro encontro entre Maradona, agora como técnico, e Messi: o deus do passado e seu sucessor do presente.

Para coroar o evento, golaço de Messi.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , ,
02/02/2009 - 15:11

BECKHAM, MESSI E ROBBEN

Numa rápida excursão virual pelos campos eruopeus no último fim-de-semana, trago na bagagem três nomes de ouro: Messi, Robben e Beckham.

Beckham não é tão craque quanto pop star. Mesmo porque, para nós, brasileiros, craque implica em habilidade, aquela capacidade intuitiva de trabalhar a bola como se ela fosse uma extensão da inventiva do jogador. Beckham não é desses, não tem a habilidade de um Messi ou de um Robben, por exemplo. Mas, sabe jogar. Domina os fundamentos do jogo como poucos e possui uma técnica quase irretocável: passa, lança, cruza e chuta com extrema precisão, além de ser combativo e de possuir excelnete senso de colocação em campo.

Pois, Beckham, ao se transferir do Real para o Galaxie dos EUA parecia estar encerrando a carreira na base da pirâmide do futebol mundial. De repente, surgiu no Milan mais como garoto-propaganda do que como craque. Entrou no time e, agora, já volta a ser festejado como craque.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Lazio, no estádio Olímpico de Roma, Beckham foi fundamental: deu duas assistências e conferiu equilíbrio ao meio-campo milanista.

Outro que ressurge depois de longa temporada na enfermaria, é o holandês Robben, canhoto de extrema habilidade e muita contundência. Desde que voltou definitivamente ao time, o Real embalou nas costas das vertiginosas escapadas de Robben, que, na vitória sobre o Numância, marcou um golaço: driblou meio mundo e tocou no canto.

Por fim, Messi, que dispensa maiores comentários. O gringo ficou no banco durante todo o primeiro tempo em que o Barça, perdendo por 1 a 0, se debatia em vão para superar o Racing, em Santander. Messi entrou no segundo tempo e virou o jogo, com dois gols de pé direito, o cego.

Aqui e ali ainda há salvação para o futebol na sua mágica combinação de arte e eficiência, inseparáveis. 

Na vitória sobre

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , ,
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