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Posts com a Tag Messi

terça-feira, 19 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 16:34

O LÍDER E A ESTREIA DE RENATO

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Ainda tentando pensar as feridas deixadas pela precoce desclassificação do Brasil na Copa América, voltemos ao nosso campeonato doméstico agora mais atraente com a volta de algumas estrelas da Argentina e a entrada em cena de novos reforços.

É o caso de Renato, volante-meia que se revelou no Guarani, projetou-se no Santos de Robinho e Diego, passou bom tempo na Espanha e estreia nesta quarta no Botafogo que recebe o líder invicto Corinthians em São Januário, já que o Enegenhão acolhe as Olimpíadas Militares.

Renato junta-se a Marcelo Matos, Maicosuel e Marcio Azevedo para acionar a dupla de ataque formada por Elkeson e Herrera. Pena que o Glorioso não possa ainda contar com seu ídolo maior, o uruguaio Loco Abreu, servindo sua seleção na Copa América.

Mas, já é um avanço em relação ao time que Caio Jr. pegou para dirigir há pouco tempo.

O diabo é que pega um Corinthians redondinho, equilibrado e cheio de moral, que, por isso mesmo, pode se dar ao luxo de deixar no banco suas mais recentes e estelares aquisições: Alex e Emerson.

Não, não é um timaço desses pra arrancar suspiros esse time do Corinthians atual. Mas, joga de acordo com a cartilha básica do futebol e tem elenco para levar esse barco até o fim, embora, claro, uma hora vá perder. Quem sabe nesta noite de quarta? Tudo é possível, mas também improvável.

VERDÃO E FLA

Ambos estão de olho na vice-liderança do Brasileirão, ocupada pelo São Paulo. E se pegam nesta quarta-feira num Pacaembu provavelmente lotado para se reencontrar com o Gladiador, depois da novela vai-não-vai justamente para o adversário de agora – o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e outras celebridades.

Mas o Verdão ainda não terá em campo Valdívia, que se apresentou, bateu continência para Felipão e se dispôs a jogar, depois de alguns bons momentos na Copa América pelo Chile. Felipão prefere vê-lo definitivamente recuperado das recorrentes lesões.

Mesmo porque esse time, do meio de campo pra frente, parece-me bem ajustado, com Márcio Araújo jogando o fino, Marcos Assunção e sua bola parada mágica, e o incansável Patrick armando as jogadas para um ataque de respeito: Maikon Leite, Kleber e Luan.

O Fla, porém, não fica nada atrás, com Airton, Willians, Renato Abreu e Thiago Neves metendo bolas lá na frente para Ronaldinho Gaúcho e Deivid, que voltou a marcar gols, seu ofício.

É de se ver.

FIGUEIRA E GRÊMIO

O Figueirense, de tão promissor início no campeonato, declinou, mas não o suficiente para ser presa fácil do Grêmio, no Orlando Scarpelli, onde segue invicto.

Já o Grêmio vem forte na marcação do meio de campo, com o veterano Gilberto Silva ao lado de Fábio Rochemback. O refinamento do setor se dá por conta da volta de Douglas, no lugar de Marquinhos.

Mas, o Grêmio ainda está se reformulando nas mãos de Julinho Camargo, o que não nos oferece nenhuma garantia de sucesso.

MESSI, FORA!

Dias antes da derrocada diante do Uruguai, vi na tv um expert argentino desenrolando longa tese de sociologia de botequim, cujo desfecho era o seguinte, em poucas palavras: “Fora, Messi”.

Isso porque o craque saiu menino da Argentina, o que lhe teria apagado a identidade e o desvinculado de sua pátria e seu povo. Preconceito rasteiro com fumos de alta sociologia.  O mesmo, aliás, que ocorreu com Di Stefano, o maior jogador do mundo na década de 50, e repudiado por esse sentimento paroquial e primário.

Justamente Messi, campeoníssimo no Barça, o melhor time do mundo, artilheiro e rei das assistências, além de nos presentear a cada domingo com uma série inacreditável de jogadas espetaculares, dribles, passes, arrancadas, cobranças de falta e tudo o mais que o vasto repertório do futebol pode oferecer.

Simplesmente, eleito por duas vezes seguidas, aos 23 anos de idade, o melhor jogador do mundo.

Trata-se de um menino de comportamento exemplar em campo e fora dele. Não bota banca, não se atira ao chão a cada encontrão, não reclama dos companheiros com gestos ostensivos, apenas joga seu futebol tecido por fios de ouro.

Ah, mas na Seleção Argentina nem de longe é aquele Messi do Barcelona.

Sim, pelo simples fato de que o futebol é como a nossa vida – um eterno descompasso entre o individual e o coletivo.

Não há dois seres humanos absolutamente iguais sobre a face da Terra. Nem gêmeos saídos do mesmo ventre materno. Cada um de nós, desde a formação da raça humana até sua extinção, carrega nas digitais e no seu DNA marcas inconfundíveis que nos diferem dos demais.

Apesar desse estigma da individualidade, o ser humano carece de viver em sociedade, coletivamente, justamente para proteger sua individualidade.

Resumindo este papo furado: no futebol, a sociedade é o conjunto, o time. E a Argentina há muito tempo não consegue montar um time, onde Messi possa exercer sua individualidade compartilhada com os companheiros no seu verdadeiro nível.

Eis por que Messi foi pro espaço, assim como a própria Argentina e os sociólogos de plantão.

Inclusive este que vos fala.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, LÍDER
  2. AINDA LÍDER
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 9 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 16:46

JÁ SAÍA QUANDO CHEGOU

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A bem da verdade, quem acompanha os passos do futebol sabe que Celso Roth já estava demitido quando foi contratado. Era só uma questão de tempo, não de resultados, que, nesse quesito, Roth cumpriu sua parte, apesar do vexame no Mundial de Clubes.

Depois de tantas reviravoltas na vida de Celso Roth, já me convenci que seu problema pouco  tem a ver com a maneira como exerce seu ofício e muito mais com um traço básico de sua personalidade: a falta de carisma, atributo essencial para qualquer líder.

No futebol, o grande líder é sempre o treinador, aquele que, além de armar, treinar e escalar o time, infunde confiança não apenas no grupo de jogadores, mas, também,na torcida.

Roth é tão bom treinador de futebol quanto tantos outros que por aí estão, melhor até que muitos afamados. Mas, não dá liga com a torcida. Não só a torcida colorada, mas as de todos os times que dirige.

Seu jeitão de ser e de falar em público, a cada injustiça de que é vítima, se adensa ainda mais, o que piora progressivamente essa sutil relação com a mídia e a opinião pública.

Que fazer?

Quanto a Roth não sei. É seguir adiante, até que um estrondoso sucesso mude o curso de sua carreira.

Quanto ao Inter, deu um salto no escuro, na esperança de que seja amparado por Falcão, maior ídolo de sua história e que há alguns anos atua como comentarista da Globo.

Falcão, o mais completo volante da história do futebol brasileiro, tinha tudo para se transformar num treinador especial, capaz de sair da mesmice que tomou conta dos nossos campos a partir dos anos 90, sobretudo.

Mas, sei lá por que cargas d’água, não vingou, nem na Seleção Brasileira, onde iniciou a renovação que culminaria no time campeão de 94 com Parreira, nem no próprio Inter, em 93.

Virou o comentarista principal da mais poderosa emissora de tv do país, e parecia destinado a ficar nessa pelo resto da vida. Sucede que Falcão, um vencedor por natureza, até hoje não engoliu a breve experiência sem êxito como técnico.

Vejamos no que vai dar isso tudo. Só adianto uma coisa: torço muito para que saia o acerto entre Inter e Falcão, e que, nessa função renovada, o Bola-Bola marque sua trajetória futura com a classe e o sucesso que obteve como craque.

BUROCRACIA À INGLESA

Vivo exaltando o show de bola, cores e emoção em que se transformou o Campeonato Inglês nos últimos anos. Mas, confesso: este foi um sábado decepcionante.

Tanto o líder Manchester United quanto milionário Chelsea jogaram um futebol burocrático, no limite mínimo necessário para assegurar vitórias sobre Fulham e Wigan, por 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente.

O Chelsea com força total, apesar de dominar o jogo, ainda criou algumas chances, além do gol de Malouda, mas não encantou. E os Diabos Vermelhos, desfigurados por várias alterações, fez 2 a 0, com Berbatov e Valencia para cair na vala comum o resto da partida.

A diferença entre esses dois grandes do Reino Unido é que, enquanto o Chelsea luta por uma vaga na Liga dos Campeões, o Manchester se mantém como uma rocha inexpugnável na liderança que, ao cabo, poderá transformá-lo no maior vencedor do campeonato da ilha de todos os tempos, superando o Liverpool, com dezenove títulos.

REALINHO

Conheci Realinho lá pelos finais dos anos 50, durante uma greve dos estudantes secundários. Ele, filho do socialista Elpídio Reali, ex-delegado de polícia e político de integridade e coerência já então raras, era dirigente da UPES, União Paulista dos Estudantes Secundários. E parecia que o palanque seria seu destino.

Eis, porém, que Realinho reaparece na telinha como um dos primeiros repórteres de campo da tv brasileira. Esperto, boa pinta, simpático feito o demo, tricolor de fé, marcou sua passagem pelos campos de futebol com o 7 da Record às costas, antes de saltar para a reportagem política.

Durante anos, cruzamos pelas redações e botequins da vida, até que a sombra da ditadura militar passou a acompanhar seus passos. Antes que o alcançasse, Realinho, já casado e pai, juntou a trouxa, a família e se mandou para Paris.

Lembro que, no dia de sua partida, cruzei com Realinho na Praça D. José Gaspar, quando lhe dei carona até a casa de seu sogro, no Morumbi. À noite, o Canarinho voou para longe das trevas que se abateram sobre nós por mais uma década.

Em Paris, Realinho comeu o pão que o diabo amassou até se estabelecer como correspondente da Jovem Pan e do Estadão, transformando sua casa no verdadeiro consulado brasileiro em terras de França.

Amante dos bons vinhos e da mais refinada culinária, sempre que aportávamos em Paris, ele nos conduzia pelos descaminhos do pecado da gula. Papo inteligente, rápido, riso generoso, testemunha divertida e perspicaz de seu tempo, um jantar com Realinho valia a viagem.

Foi-se o nosso Canarinho neste sábado, depois de longa enfermidade, aos 71 anos de idade.

Até logo mais, companheiro, que precisamos botar esse papo em dia.

A SOMBRA DE MESSI

O jogo já estava no ralo. Três minutos de acréscimo, com o Barça, de virada, vencendo o Almeria por 2 a 1, quando uma bola despachada lá de trás, pingou na frente do beque Marcelo Silva, de frente para seu gol. Ah, mas pra que o beque, na corrida, deu aquela espiada sobre o ombro direito?

E o que ele viu? Viu Messi chegando na corrida. Pronto! Bateu o desespero, e a bola, caprichosa, toca o chão e alça-se o suficiente para escapar ao domínio do zagueiro já em pânico. Mas, não de Messi, que a controla com aquela esquerdinha mágica, e, na saída do goleiro Diego Alves, toca pras redes, com a frieza de um relojoeiro suíço dando o seu último retoque numa obra-prima da marcação do tempo.

Fosse qualquer outro adversário, certamente o beque teria controlado o lance, sem maiores dificuldades. Era Messi, porém, E é aí que a sombra do craque se avoluma o suficiente para assustar qualquer mortal.

Outra coisa que encanta nesse garoto: sua disposição de jogar, em qualquer lugar, a qualquer hora, contra quem for, com o mesmo empenho, do início ao fim, e com aquela alegria de menino discreto, embora cheio de firulas no trato com a bola, com que contagia a torcida, não importa de que camisa.

Notas relacionadas:

  1. ALGO EM COMUM
  2. DE BARCELONA A SANTOS
  3. INTER EM SINTONIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 9 de março de 2011 Futebol internacional | 19:38

O MELHOR DO MUNDO?

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Perguntam-me se o Barça, que bateu o Arsenal por 3 a 1 na Liga dos Campeões, pode ser considerado o melhor do mundo de todos os tempos. Exagero. Mas, certamente, está entre os grandes da história. Não, talvez no nível de um Santos de Pelé ou um Real de Di Stefano, dois gênios incomparáveis do futebol.

Mas, muito perto, com Messi, esse extraordinário jogador que pode, ao encerrar sua carreira apresentar um  currículo comparável ao dos seus antecessores mitológicos.

Diria que esse Barcelona atual se equipara ou supera alguns dos grandes times que vi em ação ao longo das últimas seis décadas: o Ajax dos gêmeos De Boers, Kanu e Obermars, dos anos 90; do Milan dos holandeses Reyjkaard e Van Basteen, nos 80, mesma época em que tivemos o Fla de Zico; do Bayern de Munique, de Beckenbauer, Overath, Muller e Sepp Mayer, nos 70; do Benfica de Eusébio e Coluna, nos 60; do Honved, de Puskas e Kocsis, dos 50, e aqui vou parando, pois minha memória só estende até aí. O resto é literatura e histórias contadas pelos mais antigos.

Quer dizer: esse time atual do Braça, formado, na verdade há cinco anos, e esmerilhado quase à perfeição por Guardiola, é, sem dúvida, uma dos maiores times da história do futebol.

Se vai ser campeão da Espanha, da Europa, do Mundo, isso é outra história.

Milan, fora

E o Milan caiu fora ao empatar por 0 a 0 com o Tottenham, tradicional time inglês em fase de renascimento, num jogo interessante, em que os britânicos dominaram o jogo no início dos dois tempos, e o Milan não conseguiu marcar, apesar de seu trio de ataque – Robinho, Pato e Ibra – ter tentado ao infinito.

Mas, o Milan esbarrou na irreprimível exibição dos brasileiros Sandro e Gomes, e o resultado foi esse, enfim.

Brasileiros por brasileiros, na véspera, o Shaktar atingiu o auge de sua história, ao chegar às quartas de final da Liga dos Campeões, com uma legião de caboclinhos de primeira linha – William, ex-Corinthians; Jadson, ex-Furacão; Luís Adriano, ex-Inter; Douglas Costa, ex-Grêmio; Alex Teixeira e Eduardo Silva, ex-Arsenal, naturalizado croata. Sem falar em Marcelo Moreno, ex-Cruzeiro, meio brasileiro, meio boliviano.

William fez um golaço e Eduardo Silva encerrou o placar sobre a Roma, que não deu sinais de reação o jogo todo.

Curioso foi ver um time da Ucrânia, cheio de brasileiros, jogar o tempo todo, lá e cá, com uma formação tão ofensiva.

Por fim, o Schalke virou sobre o Valência, por 2 a 1, e conseguiu sua vaga para seguri adiante na Liga dos Campeões. Não é um time que encanta, mas joga certo pelo resultado.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. KAKÁ E O DUCE
  3. BARÇA, O MELHOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 8 de março de 2011 Futebol internacional | 19:00

TAPA NA CARA

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Foi de cabo a rabo o domínio do Barça, no Camp Nou, bola de pé em pé, em tomar conhecimento do fato de estar com sua dupla de zaga improvisada: o volante Busquet no lugar de Piqué e o laeral-esquerdo Abidal no de Puyol.

Essas coisas, tão significativas para os outros times, são irrelevantes para o Barça, que se dispõe em campo de forma a manter a bola a partir da intermediária adversária, e ciao e bênça.

Nem por isso, porém, criou tantas chances assim, pois o Arsenal é um belo time e saber defender-se como atacar. Mas fez o suficiente para marcar 1 a 0, com Messi, claro, em passe magistral de Iniesta, já no finzinho do primeiro tempo. Gol de Messsi, que recebeu livre diante do goleiro, deu-lhe um lenço e tocou para as redes.

Bem que no início do segundo tempo, num dos raríssimos ataques do Arsenal, pela esqeurda, córner, que, na sequência da cobrança, Busquets meteu de cabeça contra as próprias redes.

Nem isso abalou o Barça, que seguiu alugando meio campo e pressionando o adversário naquela base de toques de primeira, dribles curtos e enfiadas que são verdadeiras estocadas. Quase todas conjuradas por Almunia, que entrara com a bola rolando.

E, pra maior dos pecados do Arsenal, logo Van Persie é expulso, pelo segundo amarelo. A partir daí, o sufoco incrementou e o Barça, em dois minutos, entre os 23 e os 25, definiu o placar e a classificação para as quartas de final da Liga dos Campeões, com Xavi, em bela trama, e Messi, de pênalti indiscutível.

E olhe que foi de pouco, pois o Barça, mesmo vencendo com o placar necessário para a classificação, mas não o bastante para evitar o gol fatal, aquele que poderia abreviar sua vida no torneio, seguiu impávido no ataque. Mais do que isso: ao perder seu único volante, Mascherano, já no finalzinho da partida, Guardiola mandou entrar em seu lugar mais um meia – Keita.

É um tapa na cara dessa legião de treinadores covardes que lotam os campos de futebol do mundo todo.

Notas relacionadas:

  1. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
  2. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  3. E DEU ARSENAL, DE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 Futebol internacional | 18:57

BI MESSI

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E Messi foi o escolhido, quebrando a tradição de que a Copa do Mundo é o evento chave nessas escolhas. Não que Messi tivesse falhado no Mundial da África, como Kaká, Rooney e outros craques internacionais tão decantados. Nada disso. Fez, digamos, uma boa Copa, dentro das possibilidades da sua Seleção conduzida de forma errática por Maradona.

Nesse quesito, Iniesta e Xavi se saíram melhor. Sobretudo, Iniesta, com aquele gol que definiu o título para a Espanha diante da Holanda.

Mas, o futebol de Messi é tão mágico, tamanho é seu carisma, que o colégio eleitoral se rendeu à sua magnitude e o coroou pela segunda vez consecutiva o melhor do mundo no ano de 2010.

Coroação que, pelo visto, se repetirá muitas e muitas vezes no futuro sem limites que se estende á frente do inigualável pibe argentino.

Entre outras coisas, porque Messi, com toda aquela discrição pessoal, aquele sorriso de moleque um tanto travesso, um tanto inocente, porém extremamente autêntico, nos transmite uma sensação de bem-estar muito próxima ao que se pode chamar de felicidade.

Eis, pois, o nosso rei mago, aquele que traça os caminhos das estrelas com uma bola nos pés e nos presenteia, a cada rodada, com a mirra, o incenso e o ouro do futebol.

Marta, Marta

Esta, sim, é a única pentacamepã do mundo no país do penta. Ser eleita a melhor jogadora de futebol do mundo por cinco vezes seguidas, sem que a sua Seleção tenha vencido nem o Mundial, nem as Olimpíadas, emora batesse na trave várias vezes, é um prodígio histórico.

Na verdade, seu jogo desenhado com aquela canhota encantada transcende os limites do futebol feminino. Vai além, num plano que, suponho, nenhuma outra jogadora alcançou no passado, tampouco alcançará no futuro.

Marta, meu amigo, não é penta. É única.

Notas relacionadas:

  1. MARTA, MARTA, MARTA
  2. O SIGNIFICADO DE MESSI
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 9 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 22:47

OS TRÊS REIS MAGOS

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A simples presença dos três jogadores do Barcelona no pódio da Bola de Ouro da Fifa já resume tudo: é um dos raros times da história que consegue praticar um jogo coletivo preciso, eficiente, vencedor, sem apagar o brilho de suas individualidades.

Messi, Xavi e Iniesta, cada um no seu estilo, cada um portando sua própria identidade, jogam para o time mas também para si – na verdade, para nós, felizes espectadores dos espetáculos que o Barça nos proporciona rodada.após rodada.

Neste fim de semana, por exemplo, meteu 4 a 0 no Deportivo, em La Coruña, assim como quem passeia num fim de tarde á beira-mar. E, sem Xavi, diga-se, que ficou descansando no banco, enquanto Messi e Iniesta faziam a festa em campo.

Xavi é o maestro; Messi, o protagonista, um misto de prestidigitador e primeiro violinista; e Iniesta transita entre a precisão de um e a magia do outro.

Messi é o melhor do mundo, e, desde já, tem um nicho seguro entre os grandes craques da história do futebol. Mas, somando-se os desempenhos no Barça e na Seleção Espanhola campeã do mundo, Iniesta e Xavi se equiparam a ele na disputa pelo título deste ano.

O circo

Grêmio e Palmeiras anunciaram sua retirada do picadeiro armado por Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis. Mas, nem por isso está garantido que Ronaldinho acabará desembarcando na Gáveia, como sugere o andamento da carruagem.

Afinal, há quem diga que o Flamengo não era a opção preferencial de Assis. E, diante de tantas idas e voltas do procurador do jogador, nesse Triângulo das Bermudas, é até capaz de Ronaldinho desaparecer de cena para ressurgir em algum clube da Oropa, Ásia ou Bahia, como dizia o poeta.

O Flamengo lhe oferece uma camisa gloriosa, o aplauso de uma nação, as frenéticas Noites Cariocas, já não mais sob os amenos acordes do bandolim do Jacob, a indulgência antecipada de eventuais atrasos aos treinos, essas coisas todas que sabemos de cor e salteado.

Em contrapartida, o craque terá de carregar o time nas costas, pois o elenco a que se integrará não inspira suspiros a ninguém. Para tanto, terá de abrir mão de todas aquelas tentações conhecidas, acordar cedo, fazer muita ginástica, entrar em plena forma e fazer em campo todas aquelas mágicas de que é capaz mas que não tem executado há um bom tempo.

Notas relacionadas:

  1. E DEU BARÇA, POR JUSTIÇA
  2. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 12 de junho de 2010 Copa do Brasil | 13:39

O CARTÃO DE VISITAS DE MESSI

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Direto de Johanesburgo – Era tudo o que Dunga queria: um incidente banal entre Júlio Baptista e Daniel Alves, no treino de sexta-feira – desses que ocorrem corriqueiramente em qualquer clube ou seleção do mundo -, foi tratado com certo estardalhaço por parte da mídia; consequentemente, de imediato, o técnico fechou a única fresta que nos restava para espiar como vai se preparando o Brasil para a estreia contra a Coréia do Norte.

Se o amigo quer saber, até agradeço, por me dar o pretexto de poder ver o que me interessa de fato – futebol.

Plantei-me, pois, diante da TV, e vi os pequeninos sul-coreanos passarem por cima daqueles Colossos de Rodes, gigantescas estátuas de mármore gregas erigidas diante da área inimiga, sem função alguma – Karathea e Cia. Ltda.

Sim, porque a Coréia do Sul, veloz e versátil, sob o comando de Park, aquele do Manchester United, fez 2 a 0 e poderia ter dobrado a parada.

O chuá, porém, estava por vir: Argentina versus Nigéria. Como se comportaria, afinal, o time de Maradona, na estreia da Copa? Na véspera ouvira de um repórter argentino, que lós hermanos viriam com um time fechadinho: quatro zagueiros de área, mais dois volantes e apenas três jogadores mais ofensivos.

Mas, a Argentina que entrou em campo era exatamente a antítese dessa: com apenas dois zagueiros típicos de área, o volante Gutierrez deslocado para a lateral-direita e Heinze, que faz a dupla função (mal, por sinal) pela esquerda; apenas Mascherano de volante-volante; Verón  e Di Maria, na armação; e três atacantes – Messi, Higuain e Tevez -, na frente.

Não chegou a ser um show dos argentinos, que venceram pelo placar mínimo, gol conquistado logo no início do jogo por Heinze, de cabeça, embora me ficasse a impressão de desvio de outro argentino na pequena área.

Mas teria sido um placar bizarro em Copa do Mundo, pois os argentinos poderiam ter saído de campo com uma goleada de 7 ou 8, e Messi, sobre o andor de artilheiro disparado da Copa, com, por baixo, cinco gols. Cinco chances dessas que ele cria e finaliza certo no Barça, chupando picolé, a cada cinco minutos.

Apesar das oportunidades perdidas, ou conjuradas espetacularmente pelo goleiro nigeriano, Messi, nesse jogo, exorcizou todos os fantasmas que o perseguiam na Seleção Argentina. Armou, driblou, passou, fez umas quatro assistências primorosas para Tevez e Higuain, enfim, botou pra quebrar, insinuando que esta será sua Copa.

Sim, sei, a jabulani mal começou a rolar e é muito cedo para qualquer julgamento definitivo. Mas, o cartão de visita…

Notas relacionadas:

  1. DE BARCELONA A SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 10 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 15:33

A VEZ DO MALANDRO

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Direto de Joanesburgo - Como versava o velho samba, agora é que eu quero ver/ quem é malandro não pode correr.

Na verdade, malandragem, nessa Seleção do Dunga, está fora. Nem a saudável malandragem do passado, que se confundia com inventividade, habilidade e ousadia. Muito menos a deletéria, aquela feita de furtivas escapadas noturnas, de indisciplinas geradas pela vaidade ou pela indolência deste ou daquele.

A turma é disciplinada, coesa e come na mão do técnico, que rosna para toda sombra que passar à porta da concentração, amiga ou inimiga. Esquema, táticas, escalação, até mesmo as possíveis alterações estão devidamente delineados na prancheta do professor, que os jogadores seguem à risca.

Obviamente, muito melhor do que a bagunça. Mas, não tão edificante como alternativas mais transparentes e criativas sugerem.

A entrevista de Elano, nesta quinta-feira revela bem esse espírito. Justamente ele, que deveria dividir o setor de criação de jogadas do time, prefere se autodefinir como um eterno coadjuvante.

De fato, são todos coadjuvantes, talvez com exceção de Kaká e Robinho, que quebrou a lei do silêncio imposta pelo treinador para dar uma entrevista à Rede Globo, no dia de folga dos jogadores.

Mas, enfim, como em todas as Copas que entramos, desde 38, o Brasil é um dos favoritos à conquista. E isso é bem possível.

Raciocine comigo, companheiro: o jogador médio brasileiro é, em regra, superior, tecnicamente, ao jogador médio estrangeiro. A maioria das seleções é composta de jogadores médios.

Logo, se, por acidente qualquer, um Cristiano Ronaldo, um Messi, um Rooney, um Drogba, um desses poucos craques que desequilibram em seus times, estiver de fora na hora do confronto com o Brasil, nossas chances de vitória triplicam.

Portanto, como dizia o sambista maior, Cyro Monteiro, sempre que adentrava um recinto, quem é de bênção, bênção! Quem é de saravá, saravá!

charge daniel alves messi

Charge com Daniel Alves e Lionel Messi, por Milton Trajano

Treino secreto

O céu de Joanesburgo amanheceu com algumas nuvens brancas e esparsas, anunciando o frio que invadiria o dia e a noite. De manhã, nossos craques participaram de um treino secreto, que, segundo consegui apurar, na verdade, foi um coletivo.

Detalhes? Só consultando um oráculo.

À tarde, um treino alemão, em que o campo foi reduzido à metade e cinco equipes de quatro ou cinco jogadores, se revezavam, cada um vestindo uma cor diferente: branco, azul, verde, vermelho e verde.

O frio, já então, era de rachar, mas a moçada mexeu-se pra valer.

O mais importante da história toda é que Júlio César treinou com tudo, sem revelar nenhuma restrição aos seus movimentos.

Ao contrário, houve um lance em que ele foi simplesmente espetacular, defendendo três bolas atiradas cara a cara, em sequência. Coisa de cinema!

Melhor boa nova não poderia haver, pois nossa defesa é excelente, sem dúvida. Mas, muito da sua proficiência se deve ao goleiraço Júlio César, um paredão, como gostava de dizer o saudoso e até hoje insuperável Mário Moraes.

Bafanas em alta

África do Sul e México abrem a Copa nesta sexta-feira. Não se trata, claro, de um espetáculo inesquecível, a não ser pelo ritual próprio do maior torneio de futebol do mundo.

Os bafana-bafana estão entusiasmados com sua seleção, que é, tecnicamente, fraca. Mas, que, sob o comando de Parreira e incentivada pela galera pode surpreender um México que outro dia vi enfrentando a Inglaterra e me decepcionou. Os mexicanos, porém, são guerreiros e jogo de Copa é outro departamento.

França em baixa

Em seguida, o Uruguai pega uma França desacreditada. Ambos campeões do mundo, feitos, porém, distantes no tempo. A  França, mesmo sem ter um Zidane, um Platini ou um Kopa, que a conduziram a um patamar superior na história, tem alguns jogadores que merecem respeito.

Henry, sua maior estrela, está em plena decadência. É reserva no Barça, pra não dizer mais. Benzema, a jovem promessa, não conseguiu se firmar no Real. Restarão, pois, Ribéry, astro do Bayern, Malouda e Anelka, que ressurgiram no Chelsea para que a França tente, nesta Copa, apagar a má campanha na Eurocopa.

Ingleses e argentinos

No sábado, entram em campo mais dois dos sérios candidatos ao título. A Argentina, imprevisível, por conta de seu treinador maluquete, Maradona, enfrenta a Nigéria, e a Inglaterra pega os EUA, uma pedreira, não pela qualidade do time norte-americano, mas, principalmente, por sua determinação. Contudo, se Messi e Rooney acertarem o pé, fatura resolvida.

Notas relacionadas:

  1. NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR
  2. COMEÇO ANIMADOR
  3. O VALOR DA TANZÂNIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 6 de junho de 2010 Boxe, Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:16

O VALOR DA TANZÂNIA

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Direto de Joanesburgo – O Brasil pega a Tanzânia, nesta segunda-feira, no seu segundo e último jogo-treino na África, antes de a bola rolar no Mundial. E tudo que se espera é que ninguém saia lesionado da partida, pois sistema de jogo, time titular, estilo e tal e cousa lousa e maripousa, estão devidamente delineados pelo técnico Dunga.

A maioria das outras seleções está realizando confrontos mais duros, com equipes mais qualificadas das que couberam ao Brasil nesta fase de preparação. Mas, confesso que não sei se isso é melhor ou pior do que a estratégia adotada pela nossa Seleção.

Em princípio, fazendo um joguinho de festa por aqui contra um time de baixo rendimento, o risco de contusões é sempre menor. E o resultado a favor é, de hábito, mais provável, o que evita traumas desnecessários às vésperas do maior torneio de futebol do planeta.

Contudo, mesmo as seleções do grupo de elite têm jogado em boa parte com seus times recheados de reservas. A própria Holanda, que obteve o resultado mais significativo, ao bater a Hungria por 6 a 1, poupou sua estrela maior – Robben -, no primeiro tempo. E, mesmo assim, teve de viajar pra cá sem o craque, baleado nesse jogo.

O amigo pode responder com Júlio César, que sentiu dores lombares e teve de se retirar ainda no primeiro tempo, na partida contra Zimbábue, outro dia, e ainda está em recuperação.

Parece que a coisa não é nada grave. Ainda bem, pois não consigo imaginar o Brasil sem seu goleiraço, um dos dois ou três melhores do mundo no momento. Mesmo porque, confesso, seus dois reservas – Gomes e Doni – não me inspiram muita confiança.

Zagallo e Pepe em 1958 em charge de Milton Trajano

Zagallo e Pepe em 1958 em charge de Milton Trajano

Bem, tudo pode acontecer nesse caprichoso universo do futebol. Ainda ontem, papeando com a rapaziada por aqui, lembrava o caso de Pepe, às vésperas do Mundial de 58, na Suécia. Titular absoluto, depois da dispensa de Canhoteiro, que chegara à concentração de madrugada, Pepe entrou debaixo do chuveiro calçando tamancos; torceu o tornozelo, e viu do banco Zagallo jogar duas Copas campeãs no seu lugar.

O jeito, pois, é torcer pra quem ninguém torça nada, nem antes, nem durante a Copa.

SHOW AMEAÇADO

Bem, o Brasil de Dunga, Kaká e demais palestrantes nas entrevistas coletivas aqui em Joanesburgo, já deixou bem claro que show é levantar a taça. O resto, aquele negócio de jogar bonito, ao estilo bem brasileiro de fazer da bola um objeto de arte, é coisa de cronista poeta que não tem o que fazer a não ser dar palpite infeliz no trabalho dos outros.

Talvez seja esse também os desejos dos deuses da bola, que lá do Olimpo do Futebol, estão atirando suas setas invisíveis sobre os possíveis astros do imenso e luminoso show da Copa.

Kaká, o maior do mundo, há três anos, está em fase de recuperação, cuja extensão nem ele mesmo sabe qual será. O mesmo se dá com Wayne Rooney, outro candidato ao título de melhor da Copa e do mundo, por consequência.

Robben, que vinha matando a pau no Bayern e na Seleção Holandesa, acaba de baixar enfermaria, assim como Drogba. Restam, em plena forma, apenas Cristiano Ronaldo e Messi, os dois últimos eleitos melhores do mundo pela Fifa. Olho neles.

APARTHEID SOCIAL

O abominável apartheid político foi abolido há um par de décadas. Mas, o social está presente aqui em todos os cantos. Ainda no sábado, era evidente a separação entre brancos e negros no hotel da Seleção, que é também um clube de golfe: todos os servidores, negros; os fregueses, brancos. Sem uma única exceção.

Nas ruas, tente flagrar um casal misto. Quase impossível. Mas, na escolinha onde o Brasil treina, já se vê adolescentes de ambas as cores confraternizando-se, o que é um bom sinal.

BOXE NA MADRUGADA

Acordei neste domingo, às cinco da matina, só pra ver a noite de gala do boxe, no Madison Square Garden, lotado (75 mil pessoas), que reabriu seus ilustres portões para o embate entre o portorriquenho Miguel Cotto, campeão mundial, e a nova estrela de Davi, Yuri Foreman, judeu do Brooklin, que luta sob a bandeira de Israel, fato inusitado na história dos ringues americanos.

Foreman, mais alto, excelente postura, bom jogo de pernas, passou os seis primeiros rounds mantendo Cotto à distância. Assim mesmo, o campeão, mais sólido, compacto, fechadinho, quando acertava seus poderosos golpes fazia um estrago no adversário. Luta equilibrada que literalmente se desequilibrou quando Foreman torceu o joelho direito e mal conseguia manter-se em pé.

Aí, no oitavo assalto, ocorreu algo jamais visto: o manager de Foreman jogou a toalha no ringue, sinal de abandono. Mas, o juiz, simplesmente, se negou a encerrar o combate. Devolveu a toalha e mandou seguir a luta, que se encerrou definitivamente no nono round, quando Foreman foi abatido por um hook de esquerda no fígado. Tá loco, seu!

BOXE NA MADRUGADA

Acordei neste domingo, às cinco da matina, só pra ver a noite de gala do boxe, no Madison Square Garden, lotado (75 mil pessoas), que reabriu seus ilustres portões para o embate entre o portorriquenho Miguel Cotto, campeão mundial, e a nova estrela de Davi, Yuri Foreman, judeu do Brooklin, que luta sob a bandeira de Israel, fato inusitado na história dos ringues americanos.

Foreman, mais alto, excelente postura, bom jogo de pernas, passou os seis primeiros rounds mantendo Cotto à distância. Assim mesmo, o campeão, mais sólido, compacto, fechadinho, quando acertava seus poderosos golpes fazia um estrago no adversário. Luta equilibrada que literalmente se desequilibrou quando Foreman torceu o joelho direito e mal conseguia manter-se em pé.

Aí, no oitavo assalto, ocorreu algo jamais visto: o manager de Foreman jogou a toalha no ringue, sinal de abandono. Mas, o juiz, simplesmente, se negou a encerrar o combate. Devolveu a toalha e mandou seguir a luta, que se encerrou definitivamente no nono round, quando Foreman foi abatido por um hook de esquerda no fígado. Tá loco, seu!

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 17 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 14:19

GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…

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Ronaldinho Gaúcho e Ganso brilharam neste fim de semana. Neymar, nem tanto, sobretudo porque perdeu aquele pênalti que daria a vitória a seu time na Vila contra o Ceará.

Ronaldinho fez dois golaços na vitória do Milan sobre a Juventus, sem falar das jogadas de alta classe que protagonizou ali naquele lado esquerdo onde se acostumou a jogar desde os tempos gloriosos do Barça.

E Ganso desfilou no gramado da Vila toda aquela gama de recursos raros nos meias de hoje em dia: a clarividência no passe, a facilidade em se livrar da marcação com um toque sutil e a capacidade singular de coordenar todas as jogadas de seu time.

Ambos, porém, estão inseridos naquele grupo clandestino de reservas que Dunga nem quis enunciar durante a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo na África do Sul. O que é lastimável, pois o amigo espia um por um dos jogadores chamados para as posições de Ganso e de Ronaldinho e não haverá de encontrar um que se lhes equipare em técnica, visão de jogo e habilidade, a não ser Kaká, claro, que é de outro departamento.

E, por falar em Kaká, foi, no mínimo, estranho vê-lo de terno e gravata nas tribunas do estádio de Málaga, assistindo seus companheiros de Real Madrid penarem em campo em jogo tão decisivo, na rodada final que deu o título espanhol, mais uma vez, ao Barcelona.

Pelo semblante grave do craque brasileiro captado pelas câmeras, as coisas não correm leves e soltas para seu lado em Madri. Talvez, sequelas ainda da lesão que o deixou afastado dos gramados por muito tempo nesta temporada. Talvez, porque, apesar de todas as expectativas criadas em torno de sua milionária contratação, Kaká ainda não conseguiu reproduzir lá seu imenso futebol.

O fato é que, às vésperas de sua apresentação à Seleção Brasileira, Kaká ainda é uma incógnita. Que Kaká teremos com a canarinho na Copa – o craque que desequilibra com suas arrancadas fulminantes, seus passes inesperados e seus disparos fatais, ou aquele que vimos nos seus mais recentes jogos pelo Real, comedido e opaco?

Enquanto isso, los hermanos esfregam as mãos revendo na TV as jogadas deslumbrantes e eficientes de Messi, com a camisa do Barça, seus gols espetaculares, suas assistências vertiginosas, os dribles em sucessão, sempre na direção da meta inimiga, tudo isso coroado pela expressão de júbilo juvenil que ilumina o rosto do garoto prodígio, o melhor do mundo, sem sombra de dúvida.

Ah, mas não é esse Messi que temos visto em campo com a camisa azul e branca da Argentina. É verdade. Mas, é sempre bom se precaver com craques desse quilate. De repente…

Notas relacionadas:

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

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