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segunda-feira, 13 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:46

SÃO TANTOS NO PÁREO…

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Não há, meninos, no mundo, campeonato nacional como este. Não por suposta excelência técnica, pela organização, pela eventuial presença maciça de público nos estádios, pela força de seu poder econômico, nada disso. Ao contrário: nesses quesitos todos perdemos para vários países, não só da Europa, como também das Américas – no caso, o México.

O que temos e eles não é a participação no mesmo torneio de dez, doze clubes grandes o suficiente para serem considerados, de fato, candidatos ao título nacional. Lá fora, são dois, três, no máximo quatro grandes que se revezam na disputa real da faixa de campeão.

Por isso mesmo, se explica o cenário atual da competição brasileira: o Flu e o Corinthians chegaram a abrir uma vantagem sobre os demais que parecia inalcançável, até que dois, três tropeços de ambos, somados ao embalo de outros, configura um quadro absolutamente novo na tabela, com Botafogo e Cruzeiro chegando lá, e Inter e Santos ainda com possibilidades de apertarem a disputa.

Santos e Inter (assim como o Corinthians) têm um jogo a menos e, de certa forma, estão remontando suas equipes ainda nesta fase do campeonato. E, se tivessem vencido neste fim de semana, o que não seria nada improvável, já estariam no bolo do topo da tabela.

Então, conte aí comigo: Flu, Corinthians, Bota, Cruzeiro, Inter e Santos, meia dúzia de sérios pretendentes ao título, já no início do segundo turno.

De todos eles, o Botafogo é o que vem cumprindo a melhor performance, justamente aquele que, de início, era o menos badalado, embora ostentasse o título de campeão carioca, o que não é pouco.

Talvez por isso mesmo, Seo Natalino teve tranquilidade para ajustar ainda mais esse time, ao incorporar os novos reforços – Maicosuel, Jobson etc.

E o Cruzeiro de Cuca parece ter se revestido daquela carapaça que lhe faltou em temporadas anteriores, então, um time de alta técnica e pouca transpiração.

Contudo, da mesma forma que Fluminense, depois de uma arrancada fulminante no primeiro turno, naturalmente passou a oscilar, a exemplo do Corinthians, dificilmente Bota e Cruzeiro conseguirão manter o mesmo nível de resultados.

Isso é absolutamente normal, num campeonato em que até o lanterna é capaz de dar sufoco em muitos cancãs da parada.

Portanto, nada de euforia, tampouco de depressão. O jogo está na mesa e continuará tenso até a última cartada, creia.

O caso Neymar

A fuga patética para o vestiário daquele marginal travestido de polícia, na hora do bololô depois do jogo entre Ceará e Santos, é mais esclarecedora do que o resultado de qualquer inquérito policial sobre o caso.

Certa vez, perguntaram ao extraordinário escritor alagoano Graciliano Ramos se havia gostado de tal livro. Resposta: “Não li e não gostei”.

Pois bem, não vi a agressão em Marquinhos – pelo menos as imagens da tv não a mostraram claramente, Não vi, mas estou convencido de que ela aconteceu, até prova em contrário, claro.

Mas, esse foi o epílogo do episódio, que começou com Neymar discutindo com um adversário, um dos tantos que lhe desceram porradas ao longo da partida. Um dos tantos que lhe descem porradas por onde o menino vá exibindo sua bola redonda, inventiva e desconcertante por esse brasis afora.

Reveja aquele lance espetacular em que ele junta os calcanhares na bola e a faz dar uma pirueta por cima do marcador, e, quando tenta alcançá-la à frente é interceptado pelo braço do adversário em sua garganta. Falta, clara, insofismável. Está na regra: não se pode usar os braços para impedir que o jogador contrário passe ao largo.

Pela imagem da tv está nítido que o juiz vê o lance e ignora a infração olimpicamente, como se ele pudesse passar ao largo da lei do jogo por insondáveis motivos.

Ah, mas o Neymar é muito cai-cai, vive simulando faltas. Por isso, os juízes já estão de olho nele e preferem castigá-lo não marcando as faltas que ele sofreu realmente.

Em primeiro lugar, é preciso levar em conta que Neymar é um jogador franzino, veloz e dono de uma habilidade incomum, além de ser um garoto ainda. A velocidade, por si só, já é um fator de desequilíbrio do corpo – qualquer esbarrão pode levar um Adriano, em plena carreira, ao chão, quanto mais um peso mosca como Neymar.

E sua notória habilidade já predispõe o adversário, pelo sim, ou pelo não, antevendo a possibilidade de levar um drible humilhante, partir direto para o corpo do craque, atalho mais garantido para matar a jogada.

Logo, muitas das tais simulações de Neymar não são simulações, nem necessariamente faltas cometidas por seus marcadores de plantão.

Portanto, é absolutamente injustificável o comportamento de juízes como esse do jogo com o Ceará.

Eu pago o pay-per-view pra ver futebol, jogadas deslumbrantes, gols espetaculares essas coisas, não pra ver trombadas, pontapés, cotoveladas, socos e encontrões. Pra isso, prefiro o boxe, o rúgbi, a luta livre, essas coisas.

Então, como consumidor me sinto lesado pelo juiz que não marcou a falta sobre Neymar, naquele lance de plástica e genialidade excepcionais. Já imaginou o amigo se, com medo da punição, o beque cearense não comete a falta e Neymar completa a jogada, quem sabe até mesmo fazendo a bola chegar ao gol?

Teria sido um momento mágico, único no álbum de recordações do futebol eterno.

Com que direito alguém me rouba esse prazer que talvez nunca mais se repita?

Estou prensando em processar por perdas e danos esse juiz incompetente, que acha o amigo?

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, CATEGÓRICO
  2. FLU, PERDENDO DE VISTA
  3. PEIXE E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 21:51

TIMÃO POSSÍVEL

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Não, não foi uma exibição de gala do Timão, longe disso. Foi apenas um desempenho acima do sofrível, capaz de levar o time a uma vitória necessária sobre o Cerro Porteño, no Pacaembu, por 2 a 1.

Mesmo porque não é de se esperar do atual Corinthians nada semelhante às perfomances dos tempos do Paulistão e da Copa do Brasil passados. Pois, a formação é outra e seu perfil distinto daquele.

Ganhará muito, sem dúvida, quando (e se) Ronaldo afinar um pouco o talhe e, consequentemente, acelerar seu jogo. Pouca coisa, mas o suficiente para integrar com maior fluência e constância o jogo coletivo do resto dos companheiros.

Fez o gol de abertura, é verdade, colhendo o fruto da boa jogada de Moacir pela direita, e só. O que, no jogo dos resultados não é pouco, diga-se.

Depois, Chicão, de falta, completou o placar alvinegro, e o Timão teve de se virar para evitar o empate no finzinho, em seguida ao tento de Julio dos Santos, quando tomou uma pressão descabida em partida que teve a seus pés durante toda a segunda etapa.

Recuo à frente

Quando vemos o técnico Dorival Júnior, à beira do campo, trocando beques e volantes por meias e atacantes, já com o Santos vencendo por quatro, cinco, a zero, resta-nos a impressão de que se trata de um insaciável, cruel algoz que só se compraz com a goleada sem limites.

Pois o nosso sóbrio e grave Dorival Júnior, outro dia, explicou que não é nada disso. Jogo definido no placar, ele se utiliza desse truque para obrigar seus meias – Ganso, Marquinhos etc. – a afiar sua participação mais efetiva na marcação.

E o que pode parecer à primeira vista um recuo tático, na verdade é um avanço. Com meias de habilidade e senso mais ligados na marcação, o time sempre será mais ofensivo quando tiver a bola a seus pés. Esse é o objetivo final, portanto, o mais louvável.

Há tempos, meu chapinha e parceiro de colunas no Diário de S. Paulo, Cleber Machado, além de narrador oficial da Globo, costuma lembrar a respeito observação feita por mim anos atrás: é mais fácil fazer Djalminha marcar do que Galeano a armar.

Resumindo: destruir é mais fácil do que construir como a vida nos ensina em qualquer atividade humana. Logo, para um craque de habilidade e estilo, cidadão que sabe controlar a pelota, o caprichoso objeto do jogo, tirá-la do adversário (ou, pelo menos, fechar seus espaços) é coisa de se tirar de letra.

Agora, o volantão duro de cintura e de gaguejante colóquio com a bola, criar, armar jogadas para os companheiros, ah, isso é tortura chinesa!

Sou de um tempo em que havia apenas um volante, dois meias e três atacantes. Exatamente como jogam há algum tempo os maiores times do mundo, hoje em dia, com pequenas variações: Barcelona, Arsenal, Manchester United, Bayern de Munique, para citar quatro dos favoritos ao título europeu.

Times que, nesse formato, vêm ganhando o diabo a quatro, embora possam perder a Liga dos Campeões, que isso é do jogo.

E por quê? Porque seus treinadores vêm treinando seus meias a marcar ou fechar espaços como o faziam no passado Didi e Zizinho. Gérson e Ademir da Guia, para ficar com uma quadra de ases do setor, por exemplo, por aqui.

Do mesmo jeitinho que Dorival Júnior pretende fazer com seus Gansos e Marquinhos.

E esse é o maior avanço que o futebol brasileiro poderia dar nos últimos anos. Que os deuses dos estádios o protejam.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. QUÉ PASA, COLORADO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 16:33

ESSES MENINOS…

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charge sfc

Não dá ainda para prever até onde pode ir esse encantador time do Santos, que, na quarta, perpetrou mais uma goleada neste início de campeonato: 5 a 0 no Barueri. E olhe que poderia ter sido o dobro, tantas foram as chances desperdiçadas, quase todas criadas por um toque de bola envolvente, veloz, de movimentos e jogadas graciosas, ainda que objetivas.

A tendência é que melhore ainda mais, na medida em que o jogo coletivo for ganhando sintonia fina e que os meninos aumentem o grau de autoconfiança e de experiência. Mas, dada à juventude do time, espera-se, naturalmente, por algumas oscilações. Se for esperta, a torcida não oscilará de humor na mesma proporção.

É preciso incentivar essa garotada boa de bola, sobretudo, nos momentos de hesitação. Pois, o Santos parece ter se reencontrado com sua vocação – a de montar times com a prata de casa, desde os remotos tempos dos irmãos Patusca até Robinho-Diego, passando por Pepe, Clodoaldo, os irmãos Valente, Pagão, Negreiros, Léo, entre tantos outros, entre os quais, ninguém menos do que Pelé.

Neymar, por exemplo, está em estado de graça. Não foi só na quarta que arrebentou com o adversário. Tem sido assim desde a primeira rodada. Haverá, porém, um dia em que as coisas não vão dar certo – é da vida. E aí, sim, é que precisará do carinho do torcedor.

Para o bem de todos, principalmente, do futebol brasileiro que tem nesse menino um raro exemplar da nossa verdadeira escola de jogar bola.

ONDE ENTRA ROBINHO?

Essa é a questão: como Dorival Júnior vai encaixar Robinho nesse time que, do meio de campo pra frente, funciona à beira da maravilha? E, mais: será que a simples presença de Robinho, uma celebridade, não quebrará a harmonia dessa garotada, fundada na sensação de igualdade entre eles?

Sempre há lugar para o craque, já dizia o Conselheiro Acácio que, de tão velho, morreu até mesmo na memória coletiva. E Robinho é craque, quer queiram ou não. Atravessa fase de baixa, é verdade. Algo parecido com o que ocorreu recentemente com Ronaldinho Gaúcho, outro craque contestado por boa parte da torcida brasileira, que, cada vez mais se distancia de nossos valores básicos, para empolgar-se com outros valores, tipo raça (expressão que pode nos remeter a vários preconceitos, embora queira dizer, na cabeça do torcedor, apenas dedicação).

Esse mesmo torcedor prefere lançar-lhe um olhar sombrio, timbrando o craque de presepeiro, pedaleiro, um enfeite oco que não presta nem para se pendurar na árvore de Natal. Baladeiro, irresponsável, o pior dos exemplos, enfim. Aliás, essa turma nem consegue imaginar por que Dunga insiste em convocá-lo sempre para a Seleção.

Digo por que. Porque Dunga, que se pauta, na vida como no futebol, pela seriedade (melhor: pela gravidade) e que exige disciplina acima de tudo, nestes quase quatro anos de convívio com Robinho não viu no jogador nenhum desses defeitos. Ao contrário: elegeu-o como jogador-símbolo da sua Seleção, publicamente.

Não pelas pedaladas, pelos dribles, pelas firulas ou jogadas de enfeite, não. Ao contrário: Dunga elegeu Robinho por sua dedicação (leia-se raça no jargão da galera) como grande ladrão de bolas, como o cara que o tempo todo se apresenta para receber a bola enferrujada no pé do companheiro, que volta para ajudar na marcação e, no momento seguinte está lá na área para a assistência prodigiosa ou a finalização fatal.

Mas, enfim, que fazer? O povo vive de clichês, e, quando um deles é tatuado na imagem de alguém, não há soda cáustica capaz de tirá-la.

Robinho fez besteira imensurável ao trocar o Real pelo Manchester City, pois não há termo de comparação entre ambos, em qualquer sentido. E pagou caro por isso. Tão caro que terá de abrir mão de uma grana sentida para tentar a recuperação na volta ao ninho da Vila Belmiro.

Digamos que, mudando de ares, de companheiros, ele volte a jogar seu melhor futebol, ou algo próximo disso, que já mais do que costumamos ver por aqui. E que, na qualidade de ídolo desses mesmos garotos com os quais compartilhará a bola no campo e os vestiários, seja recebido com flores e não esgares de inveja. Como, aliás, sugere a homenagem que Neymar lhe prestou depois da goleada sobre o Barueri.

Restará sempre o problema tático.

Vejamos. O técnico dispõe neste momento de, abstraindo-se o volante de praxe (sim, porque o Santos joga com apenas um volante típico – Rodrigo Mancha -, já que Wesley tem todo o biótipo e a habilidade de um meia que também marca muito), Wesley, Neymar, Ganso, Marquinhos, André, Alan Patrick e até esse garoto Zé Eduardo, que entrou no time e logo meteu gol. Portanto, seis ou sete jogadores para cinco posições. Com Robinho, oito.

Bem, a gente sabe, por experiência, que, para enfrentar esse calendário brabo do futebol brasileiro, oito significam quatro. Logo, nunca é demais.

Mas, de imediato, me parece que Robinho acabará tomando o lugar de André, mesmo não sendo um centroavante típico. Mas, pergunto: André o é, por acaso? Não, e é isso que faz desse setor ofensivo do Santos basicamente uma dinâmica e não uma máquina com peças definidas em cada posição.

Robinho gosta de jogar pela esquerda, área hoje ocupada com maior frequência por Neymar. Mas, antes de significar uma sobreposição, pode levar a uma mobilidade ainda maior, capaz de ensandecer qualquer defesa, pois ambos tanto podem atacar pela esquerda quanto pela direita, sem falar pelo meio.

Assim, tudo vai depender de Dorival Júnior acertar esse mecanismo, perfeitamente viável pelas características dos jogadores em questão e pela forma como o Santos já está jogando, com êxito, diga-se. Então, ficaríamos assim: Rodrigo Mancha, Wesley, Marquinhos, Ganso, Neymar e Robinho.


TIMÃO E VERDÃO

O clássico de domingo, entre Corinthians e Palmeiras, ganhou um toque especial, depois do empate alvinegro com o Mirassol, e a vitória apertada dos verdes com o Monte Azul, pois, ambos dividem a liderança do campeonato por pontos ganhos.

Ronaldo Fenômeno, que fez um golaço no Mirassol, machucou-se e não deverá jogar, o que retira do Corinthians sua principal força ofensiva. Já o Palmeiras, que venceu com um time muito modificado, com gol de pênalti cobrado por Cleiton Xavier, já deverá estar mais reforçado, e conta com o entrosamento maior do que seu adversário, ainda em fase de especulações.

Dentre essas especulações, a nota da noite de quarta foi a estreia do meia Danilo, ex-Goiás e São Paulo. Ainda não está nos trinques, fisicamente. Aliás, Danilo, por seu porte físico, é daqueles que levam mais tempo para chegar no ponto ideal.

Mesmo assim, deu aquele toque de bola esperto típico de seu repertório de jogo. Com calma, chega lá, segundo o ensinamento do velho malandro – devagar também é pressa.

RAPOSA NA MOSCA

Pelas circunstâncias, mais do que isso seria uma bênção. O empate por 1 a 1 com o Real, lá nas alturas de Potosi, e ainda por cima com a expulsão de Gilberto, seu mais experiente jogador, foi na mosca, para deixar a Raposa mais alerta e fria de olho no jogo da volta no Mineirão, pela fase de classificação da Libertadores.

A não ser que sobrevenha uma catástrofe, o Cruzeiro já está lá, na fita que conta.

TRICOLOR, 3 A 0

Tricolor, 3 a 0

O São Paulo meteu 3 a 0 no Paulista, na Arena de Barueri, e poderia ter acrescentado a esse placar mais uns dois ou três. Porém, mesmo que o fizesse não teria justificado, com a goleada, uma atuação soberba.

Não foi, embora tivesse o pleno domínio dos espaços e da bola, antes e, sobretudo, depois das duas expulsões dos jogadores do Paulista – ambas amplamente justificáveis. Numa, Rai atingiu Dagoberto por cima e por baixo, em lance de meio de campo; na outra, o beque Dema tomou o segundo amarelo, por conta de uma rasteira no mesmo Dagoberto, quando o avante tricolor invadia a área pela esquerda.

Então, ficamos aqui com Dagoberto, que provocou a expulsão de dois adversários e ainda por cima marcou dois gols, o primeiro, em alto estilo, partindo da intermediária, da esquerda, em diagonal, passou por todo mundo e bateu cruzado no canto, já na meia-direita.

Foi, sem dúvida, o nome do jogo. Jogo em que Marcelinho Paraíba e Washington estiveram bem aquém de suas potencialidades, e que, talvez, marque a despedida de Hernanes, outro destaque do time.

Assim como merece destaque a decisão de Ricardo Gomes em abrir espaço para Sérgio Mota, um meia canhoto criado no São Paulo mas que passou os últimos dois anos sem chance de mostrar sua bola redonda no time titular. Ou vai ou racha, meu!

P. COUTINHO E OUTROS

Dói na alma saber que um menino de tanto talento como esse P. Coutinho, do Vasco, que acaba de esmerilhar na goleada do Vasco sobre o Macaé,  já está de malas prontas para atravessar o oceano, e sabe-se lá quando poderemos vê-lo ao vivo de novo.

Sim, alguns batem e voltam em seguida; outros, porém, vão ficando por lá, ainda que sem grande sucesso, e nós não chegamos a ver nem sua ascensão, nem seu auge. Na maioria das vezes, ultimamente, assistimos ao seu declínio, doce declínio, acrescentaria.

Já passou da hora de nossos cartolas criarem juízo, partindo para um calendário que privilegie o espetáculo do futebol, em seus mínimos detalhes.

Não dá mais, por obra e graça de um desses presidentes de federações de mente curta e braço longo, a seu bel prazer, capar a pré-temporada de clubes que gastam os tubos com os olhos voltados para as grandes disputas da temporada, só para atender seus mesquinhos interesses políticos paroquiais.

Já passou da hora de pensar grande. Se é que isso um dia será possível no futebol brasileiro.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  3. QUE MASSACRE, MEU!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de outubro de 2009 Sem categoria | 23:55

NO QUARTEL DE ABRANTES

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Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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E, no fim das contas, o que parecia uma tragédia para o São Paulo acabou sendo apenas uma decepção por não ter aproveitado a chance de se aproximar do Palmeiras, que tropeçou no Palestra diante do Avaí, assim como o Galo levava um sapeca inesperado do Botafogo, no Engenhão, e o Goiás levou de 3 a 0 do Cruzeiro, no Mineirão.

E olhe que o Verdão esteve a pique de perder de um Avaí arrumadinho, leve e incisivo, que chegou a abrir 2 a 0, sob o comando de Marquinhos, um desses veteranos que, ao lado de Marcelinho Paraíba, Ramón e Petkovic, vêm botando tempero especial neste Brasileirão.

Mas, o Palmeiras não é líder por acaso, e foi buscar força lá no seu interior para chegar ao empate e manter-se a uma distância ainda folgada do vice. Mas, não tanto que eventual revirolta esteja fora de questão.

O fato é que, no fim de tudo, apenas o Inter avançou, retomando seu lugar na zona da Libertadores. De resto, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.

Notas relacionadas:

  1. GARFO NA INCOMPETÊNCIA
  2. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  3. O PESO DA LIDERANÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,