01/11/2009 - 18:45
O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.
E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.
Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.
Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.
No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.
Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.
O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.
Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.
Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.
Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Corinthians, Danilo, Figueroa, Jorge Henrique, Marcos, Maurício, Palmeiras, Ronaldo
13/08/2009 - 00:08
Foi um jogo de líderes, cujo placar foi definido aos 13 minutos do segundo tempo, quando Marcos espalmou o pênalti cobrado por Renan Oliveira. Até então a partida era conduzida com extremos cuidados de ambas as partes. Poucas chances de gol, mas muita movimentação e disputa acirrada pela posse da bola.
No primeiro tempo, o Palmeiras levou ligeira vantagem nesse tópico, mas coube ao Galo abrir a contagem com um tiro cruzado de Eder Luís em que Marcos falhou.
O Verdão, porém, num rápido contragolpe, avançou com Diego Souza pela esquerda, que cruzou pra Ortigoza, de cabeça, no segundo pau, concluir.
Na fase final, o Galo voltou mais enérgico e logo aos 13 minutos aconteceu o lance decisivo da partida: Wendell derrubou Feltri na entrada da grande área. O menino Renan Oliveira deu a paradinha, bateu, e Marcos, que havia se adiantado, defendeu.
A partir daí, o Galo oscilou, e Cleiton Xavier teve nos pés o gol da vitória – ele, a bola e as redes. Por cima. E nada mais.
Motivo para celebração do Palmeiras, que retém a liderança isolada e caminha solidamente para se sagrar campeão do primeiro turno, o que não é nada, não é nada, mas, de acordo com a tradição do Brasileirão, costuma indicar o líder final.

Marcos revelou, após o jogo, como descobriu a paradinha de Renan Oliveira
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Cleiton Xavier, Eder Luís, Marcos, Palmeiras, Renan Oliveira
13/05/2009 - 01:42

O Palmeiras passou para a fase seguinte da Libertadores, mas todos os louros ficaram com o Sport, que, depois de brilhante campanha ao longo do torneio, caiu nos pênaltis, num jogo em que massacrou o adversário, criou um caminhão de chances incríveis e poliu a auréola de Marcos, o São Marcos de tantas glórias.
Sim, porque o jogo foi disputado num só tom: o Leão acuando o Verdão, de cabo a rabo. E São Marcos, lá, pegando por baixo, por baixo meia dúzia de bolas impossíveis. Basta dizer que duas delas nos pés de Paulo Baier, artilheiro implacável, cara-a-cara. E a que entrou, de Wilson, em bela jogada de Luciano Henrique pela esquerda, era mesmo indefensável, até para um milagreiro do porte de Marcos.
Não bastasse isso, na cobrança de penalidades, Marcos pegou mais três, pode?
Como disse o técnico Nelsinho, o Sport entrou e saiu pela porta da frente da Libertadores. E o Verdão que passou pela fresta, segue em frente com um arsenal moral capaz de arrombar todas as demais portas.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores
Tags: Libertadores, Marcos, Palmeiras
28/10/2008 - 16:35
Essa é a história recente do jornalismo esportivo: um disse-que-disse interminável. Um jogador dá uma declaração, que logo é levada aos outros, estabelece-se a polêmica e o gol está marcado.
Não vou entrar no mérito do que Marcos disse e Diego Souza respondeu. Tampouco se isso pode representar uma divisão do grupo palmeirense ou apenas expressões isoladas de dois jogadores questionados pela mídia.
Por Milton Trajano

Mesmo porque já dizia o saudoso Telê Santana que essa história de união do grupo é uma falácia: só há união de grupo na vitória; na derrota, é um racha total, pois cada um tenta salvar o seu.
Aliás, isso vale não só no futebol. É da natureza humana.
Quero apenas lamentar essa forte tendência da mídia em geral no sentido de valorizar acima de um nível suportável o tal jornalismo de celebridades. Um “reality show” permanente, quase exclusivo, em que se coloca no centro do palco dos acontecimentos a figura desta ou aquela personalidade pública.
Não, isso não é novidade. O jornalismo, desde antes de Guttemberg, ja recorria a esse expediente. Mas, o objetivo era desmascar, ou manchar, de acordo com as conveniências políticas da hora, esta ou aquela autoridade, gente cujos atos poderiam beneficiar alguns e prejudicar outros. Era, segundo a ótica de cada um, um ato de profilaxia social.
Hoje, porém, nesta sociedade de imagens, o que importa é que nada importa, a não ser investir sobre as celebridades – sejam elas míticas ou passageiras -, e desnudá-las publicamente, a qualquer preço.
Bem, se assim é, então, vamos em frente, pois o mundo virou um cortiço e quem manda é a Dona Candinha.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Diego Souza, Marcos, Palmeiras
24/10/2008 - 16:17
O goleiro é tão desgraçado que até onde pisa não nasce grama. A frase é do saudoso humorista Don Rosé Cavaca, dos tempos em que a zona da pequena área, onde o goleiro circula, era uma segunda meia-lua desértica.
A frase, por sinal, é equivocadamente atribuída a outro, no Museu do Futebol, assim como aquela que justifica o chutão pro alto – Se a bola está lá em cima, não há perigo aqui embaixo -, proferida pelo becão Ditão, ex-Corinthians, e nunca Gentil Cardoso, para quem a bola era feita de couro, o couro vinha da vaca, e, já que a vaca gosta de pastar, o negócio é manter a bichinha na grama.
Mas, voltando à vaca fria. Num tópico ou suelto, como se diria nos tempos de Bilac, falei da escolha pelo IHHFSYXZ, aquele fajuto instituto de estatísticas alemão, sobre os jogadores mais populares do mundo. E lá estavam os nomes de Marcos e Rogério Ceni, dois goleiraços e ídolos imortais de seus respectivos clubes – Palmeiras e São Paulo.
Houve tal afluência de bloguistas, que resolvi responder aqui, em geral, e não lá, em particular.
Sim, é fato que Marcos, por sua personalidade, é mais querido pelas demais torcidas do que Rogério. E, sim, respondendo especificamente a um leitor, Marcos pode ocupar o mesmo nicho de Ademir da Guia, ao lado de Junqueira, Waldemar Fiúme, a linha média Sissi, Gasosa e Guaraná (Pepe, Gogliardo e Serafini). Lima, o Garoto de Ouro, Oberdã Catani, Heitor e poucos outros mais.
Assim como Rogério está para o São Paulo no mesmo patamar de Leônidas da Silva, Sastre, Zizinho, Canhoteiro, Poy, Roberto Dias, a linha média Bauer, Rui e Noronha, Gérson, Pedro Rocha, Careca, Raí etc.
Cada qual em sua época. E, em cada época, cada década, digamos, o amigo pode extrair desses dois clubes gloriosos um time inteiro de ídolos imorredouros. Portanto, fica muito difícil, quase impossível, determinar, hoje, no calor das efusões deste ou daquele, o mais querido de todos os tempos. A paixão de hoje está aí vivíssima, rubra, pulsante; a de ontem esameceu, e, em muitos casos, fugiu até da memória coletiva.
O mais importante é saber, no caso de Marcos e Rogério, que, afinal, o goleiro não é tão desgraçado assim. E que onde ele pisa não só hoje em dia a grama resiste como frutifica também o amor da torcida pelo craque.
Cada qual, em sua época, foi ídolo incontestável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Marcos
21/10/2008 - 15:43
Que não me perca pelo trocadilho, pois Amado foi um grande e atormentado goleiro do passado.
Mas, o fato é que aquele instituto de numerologia (e cartomância?) alemão elegeu entre os cem jogadores mais queridos no mundo alguns brasileiros. Dentre eles, os goleiraços Marcos e Rogério Ceni.
Esses dois, pelo menos, não merecem um pingo de restrição. Rogério Ceni se não chega a ser o maior ídolo da história do São Paulo, certamente está entre os maiores. E Marcos, idem, com batatas, em relação ao Palmeiras.
Não só pela competência inegável de ambos, mas, sobretudo pela fidelidade ás camisas que vestem há mais de década.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: IFHHS, Marcos, Rogério Ceni
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