Publicidade

Posts com a Tag Marcos

sábado, 2 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 08:19

ATAQUE VERSUS DEFESA

Compartilhe: Twitter

É o confronto entre o melhor ataque do Paulistão e a melhor defesa do Brasil. Pelo menos, é o que dizem as estatísticas.

Mas, Santos e Palmeiras, o clássico deste domingo na Vila, podem nos oferecer algo mais do que dizem os números – um espetáculo de alto nível técnico, sobretudo se Valdívia for aprovado nos testes finais.

Então, poderíamos ter Valdívia, Lincoln e Kleber conferindo mais qualidade ao ataque da melhor defesa. E, do outro lado, Ganso e Neymar juntam-se a Zé Love e Keirrison na busca dos gols que ratificariam o poder de fogo santista.

O fato é que ambos, já classificados para o mata-mata que se seguirá a esta fase esdrúxula do campeonato, lutam por uma posição que neste momento transcende até mesmo à tradição do clássico. Ou seja: a liderança do torneio.

O Palmeiras, com um ponto de vantagem sobre o Santos defende o posto. E, defender, é o negócio de Felipão, que conseguiu a mágica de arrumar esse Palmeiras tão desacreditado no início da temporada.

Mas, o Santos também tem no seu DNA, como gosta de dizer seu presidente, a enzima do gol.

É jogo pra se ver em HD.

IMPERADORXFABULOSO

Corinthians e São Paulo também brigam pela liderança do Paulistão neste domingo, contra Botafogo e Mirassol, respectivamente.
Mas, no Parque e no Morumbi, só se fala na nova dupla de artilheiros do futebol paulista; Adriano, no Timão, e Luís Fabiano, no Tricolor, apresentados esta semana pelos dois clubes – no Morumbi, uma apoteose; no CT do Parque Ecológico, discreta cerimônia.

Fabuloso volta à casa como o filho pródigo, ídolo eterno da torcida tricolor; Adriano vai chegando de mansinho, ainda sob olhares desconfiados acerca de seu comportamento fora de campo, garantindo que está curado de seus males e que vai dar tudo pelo Alvinegro.

Mas, o que vai valer mesmo será quando entrarem em campo.

Ambos recuperam-se de lesões e nenhum deles poderá jogar neste Paulistão. Mas, Luís Fabiano, talvez, possa entrar ainda na Copa do Brasil. Isso, se o São Paulo não repetir no Morumbi o vexame que deu no Arrudão diante do Santa Cruz.

Já disse e repito, a propósito, quando o São Paulo achou sua melhor formação na temporada, com Casemiro e Carlinhos Paraíba como volantes, Lucas armando, e Dagoberto e Fernandinho concluindo mais à frente: sossega o pito, Carpegiani!

Porém, e quando Fabuloso puder jogar? Simples, basta sacar um dos três zagueiros e colocar o artilheiro lá na frente, no seu lugar de origem.

Quanto ao aproveitamento de Adriano no Corinthians, o cenário passa a ser mais rebuscado. Simplesmente substituir Liedson, impensável. Então, o goleador Liedson terá de buscar mais os lados do campo, o que o afastará da área onde tem reinado desde sua volta ao Corinthians. E Tite será obrigado a sacrificar ou Dentinho ou Jorge Henrique, o que reduzirá a velocidade do ataque corintianos, além da marcação na saída de bola do adversário.

Tudo isso, contudo, é mero exercício de futurologia.

O melhor é esperar pra ver.

CERCANDO O GANSO

O cerco sobre Ganso e Neymar aperta a cada dia. Inter de Milão, Barcelona, Milan e Chelsea já enviaram mensagens ao Sargento Garcia para a captura dos nossos dois Zorros.

Os corações dos meninos disparam, enquanto o de Luís Álvaro se confrange, na certeza de que, mais cedo ou mais tarde, terá de abrir mão desses dois craques fora de série.

Aliás, o presidente do Santos veio a público para revelar que os investidores detentores de parte dos direitos de Ganso estão colocando o jogador em leilão, oferecendo-o não apenas ao futebol europeu mas também a Corinthians,São Paulo e Palmeiras.

Nesse caso, não se trata de Zorro, mas de uma zorra total.

Que fazer, se a vida é essa, é um segundo que se esvai depressa; todos nós temos o nosso momento; depois dele, só o esquecimento, como dizia o poeta popular.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  3. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional | 15:35

A LA FELIPÃO

Compartilhe: Twitter

Foi mesmo uma vitória a la Felipão, arrancada do ventre do time verde, aos gritos, como um dó de peito de tenor napolitano, daqueles de quebrar cristais.

Felipão conclamou a torcida, que inundou de verde o Pacaembu e não parou um instante de incentivar o time, e fez um remelexo na equipe que, de início, parecia levá-lo ao caos. Durante os primeiros vinte minutos de bola rolando, só deu Vitória, que, para cair fora da Sul-Americana teria de perder por, no mínimo, 3 a 0, coisa praticamente impossível.

Pois, aos poucos, o Palmeiras foi se arrumando em campo, a partir do momento em que o terceiro zagueiro Fabrício, recém-chegado da Gávea, passou a atuar como lateral-esquerdo, o que permitiu ao seu time equilibrar as ações do meio de campo. E, já nos descontos do primeiro tempo, Tadeu recebeu em velocidade e matou o goleiro Vaiafara.

O mesmo Viafara que, no início do segundo tempo fez uma tremenda lambança lá na lateral, cujo desfecho foi outro gol de Tadeu, aquele que demoliria de vez o moral dos baianos, já afetado pelo clima todo que os envolvia.

Eis, porém, que quando já se esperava a decisão por pênaltis, Marcos Assunção acertou aquele petardo no ângulo de Viafara, aos 43 minutos da etapa final, e abriu as portas para seguir em frente na Sul-Americana.

Dito assim até parece pouca coisa. Mas, uma vitória dessas, às vésperas da reestreia de Valdívia, ídolo da torcida palestrina, tem o poder mágico de soldar o time à galera verde e dar uma nova feição a esse Palmeiras que há muito tempo carece, antes de mais nada, dessa força anímica exibida na noite encantada do Pacaembu.

Clássico dos quartetos

Já está no ar o clássico carioca de domingo, entre Vasco e Fluminense. Não apenas porque o Flu é o líder isolado do campeonato e o Vasco, nas mãos de PC Gusmão, vem em franca ascensão, mas, sobretudo, pelo duelo de alta classe que se prenuncia entre os dois quartetos de frente de ambos os times.

De um lado, a possibilidade de o Vasco contar com Felipe, Carlos Alberto, Zé Roberto e Éder Luís, todos juntos pela primeira vez nesta temporada. De outro, a esperança na estreia de Deco, seja começando a partida, seja entrando no seu decorrer, ao lado de Conca, Emerson e Washington.

PC e Muricy testaram essas formações nos treinamentos e se fecharam em copas.

No caso do Vasco, seu treinador não teria de fazer nenhuma alteração no sistema tático adotado, mas, certamente, teme uma fragilização na marcação de meio de campo, sobretudo porque Felipe ainda não está fisicamente nos trinques, o que o compromete no cumprimento das duas funções básicas – marcar e armar.

No caso do Flu, o aproveitamento de Deco, também ainda aquém de sua melhor forma física, claro, implicaria em abrir mão de um dos três zagueiros, expediente tão a gosto de Muricy.

O jeito é esperar pelas definições dos dois técnicos, na certeza de que teremos um belo jogo no Maracanã.

A Fifa e o espetáculo

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, revelou outro dia sua preocupação com o nível técnico dos jogos da Copa do Mundo, um futebol excessivamente defensivo para seu gosto e do público em geral.

Acha o presidente que a saída para esse impasse é eliminar o empate da competição – o jogo que terminasse em igualdade no placar teria uma definição em pênaltis ou morte súbita, o tal gol de ouro, já enterrado e sepultado.

Ora, esse desfecho, no meu modo de ver, teria efeito contrário, estimulando mais a retranca do que impulsionando os times para frente. Afinal, a imensa maioria dos competidores já entra em campo em inferioridade técnica, e sua única proposta é levar de barriga até onde der sua participação no evento. (Além do mais, seria contraproducente – nesse sentido – equiparar um empate de 4 a 4, por exemplo, com um mirrado e sonolento 0 a 0).

E é aqui que está o enrosco: o número excessivo de participantes da Copa, dobrado desde os bons tempos dos 16 disputantes de outrora. É muita seleção ruim em campo.

A fragmentação do Leste Europeu, depois da queda do Muro de Berlim, somada às vagas abertas para a Ásia, África, Américas do Norte e Central, mais Oceania são as responsáveis pela baixa de qualidade da competição.

O ideal seria reduzir-se o número de participantes da Copa, o que me parece inviável, por todas as razões políticas implícitas no processo.

Mas, se a Fifa quer melhorar o espetáculo, estimulando um futebol ofensivo com mais gols e emoções, que vá direto ao assunto: se o assunto é gol, então que se valorize esse que é o objetivo essencial do jogo.

Para tanto, há duas alternativas: 1) estabelecer um valor extra por cada gol marcado; 2) estabelecer um valor extra por gols assinalados acima de dois ou três.

A segunda alternativa, aliás, já foi usada aqui no Brasil com muito sucesso, até a Fifa proibir, coisa de um ponto extra quando o time marcava no mínimo três gols na partida.

E, se quiser, de quebra, pode incluir aquele sistema do excesso de faltas coletivas convertidas em pênalti ou cobrança sem barreira da meia-lua, como também já foi praticado por aqui, com pleno êxito.

Isso é andar pra frente, não pra trás.

Neymar fica

Ainda bem, para ele e para nós, que poderemos continuar nos encantando com seu futebol mágico duas vezes por semana, aqui, sua terra, sua gente.

Para ele, porque terá tempo suficiente para desenvolver seu físico, sua alma e seu futebol até chegar a hora da despedida. Para nós, porque teremos aí um longo tempo de degustação de seu jogo imprevisível, inventivo, absolutamente fora dos padrões convencionais, seja com a camisa do Santos, seja com a canarinho.

Neymar tem apenas 18 anos de idade, gente. É uma criança, embora maduro o suficiente para encarar qualquer parada. Até poderia dar certo no Chelsea logo de cara, Tem bola e personalidade pra isso. Mas, teria de vencer barreiras que, aqui, ele já transpôs com duas ou três pedaladas.

Em geral, o cara mais experiente e vivido leva um ano de adaptação no futebol europeu. Um ano de ostracismo. A grande exceção foi Kaká, que chegou no Milan e explodiu de cara. Mas, Kaká vinha de outra fornada e já tinha lá seus 21 anos de idade quando estreou no Milan.

Neymar iria para o Chelsea, comandado por um técnico italiano, Mancini, em geral forjado mais nos conceitos táticos do que na virtuosidade individual, que é o charme de Neymar.

Tenho, pois, minhas dúvidas de que o menino, lá, teria o espaço e o tempo que o Santos lhe oferece para desenvolver ao máximo seu potencial.

Já de cara, quando se deparasse com aquele caiçarinha mirrado, Mancini, por certo, o mandaria para o departamento de preparação física para ganhar corpo antes sequer de cogitar em aproveitá-lo no time principal.

Na Vila, não. Na Vila, Neymar vai se desenvolver como manda a natureza, com o apoio de todos, sobretudo de Ganso, seu parceiro de longa data e funda afeição.

E, nesse imbróglio todo, vale ressaltar a ação do presidente do Santos, Luís Álvaro, que conseguiu em breve tempo amarrar um pacote de vantagens para o craque capaz de desfazer o encanto da proposta milionária do Chelsea.

Coisa de quem é do ramo e não se submete passivamente aos ditames de um mercado de uma só mão.

Assim como o Corinthians fez com Ronaldo Fenômeno – guardadas as proporções e as características das respectivas negociações -, o Santos abre um novo caminho para o futebol brasileiro se livrar dos grilhões do mercado, que, até agora, só mostrava uma saída: exportar craques, a qualquer preço, em qualquer idade, por qualquer circunstância.

O que, aliás, prova haver neste país condições para elevar-se o nível do espetáculo a um ponto em que nossa dependência ao euro e ao dólar se reduzam a níveis aceitáveis num mundo globalizado. Basta arregaçar as mangas e botar a cabeça pra funcionar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

Compartilhe: Twitter

 

Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de março de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 00:45

ÀS PORTAS DO INFERNO

Compartilhe: Twitter

sep1x3sandre-oeste0x0sp

Quando até São Marcos comete um pecado mortal como aquele do segundo gol do Santo André, é porque as portas do inferno abriram-se de par a par diante desse Palmeiras que amargou nesta quarta-feira mais uma derrota no Paulistão: 3 a 1.

É bem verdade que o Santo André cumpre campanha excepcional no campeonato, onde ocupa a vice-liderança, longe do terceiro colocado. E Rodriguinho, artilheiro do torneio, está mesmo encapetado. Fez dois contra o Palmeiras, o terceiro, de letra, capaz de causar inveja em Robinho.

Mas, o Palmeiras, de sua parte, contribuiu decisivamente para sua própria desgraça. Não que o time tenha se furtado do jogo, que faltasse garra, essas coisas que a galera repete em todos os estádios, a todo instante. Ao contrário: bem que os jogadores se empenharam, criaram algumas boas chances de marcar e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, é presa fácil dos nervos e da desorganização tática que daí sobrevém.

Além de tudo, perdeu Cleiton Xavier, seu principal articulador, logo no primeiro tempo, machucado, e teve de manter em campo, no segundo, um Marquinhos lesionado, pois Antônio Carlos já havia gastado todos os seus recursos extras, que, convenhamos, não são muitos.

Mais crise, mais ansiedade, mais desastres à vista.

CRIAÇÃO, ZERO

Já o São Paulo foi a Araquara e não saiu de frustrante empate por zero a zero com o modesto Oeste de Itápolis. Jogou mais, é verdade. Teve, por baixo, meia dúzia de claras oportunidades para ao menos abrir o placar, a maioria delas desperdiçadas pelo artilheiro Washington.

Isso, sem falar que, durante boa parte do jogo, esteve com um jogador a mais em campo (terminou com um a menos). E até que o técnico interino, Milton Cruz, foi rápido no gatilho: imediatamente após a expulsão do jogador do Oeste, sacou Richarlyson e colocou o atacante Fernandinho, autor de quatro gols em sua estreia.

Nada. Pois a bola não chegava de jeito lá na frente. E não chegava porque o São Paulo padece do mal crônico da ausência de um armador de escol. Tem uma legião de bons zagueiros, outra, de bons volantes, mas nenhum meia de verdade. Sem falar na lateral-direita, que, com a ausência de Cicinho, foi ocupada pelo zagueirão Alex Silva, capaz de fazer uma ou duas boas jogadas lá na frente, mas não com a frequência necessária.

Enfim..

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. TRICOLOR PATINANDO
  3. LOVE, LOVE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 1 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 18:45

MAGRO, MAS COM POSE

Compartilhe: Twitter

O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.

E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.

Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.

No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.

Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.

O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.

Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.

Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.

Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO E O CANTO DO GALO
  2. O MILAGRE DE OBINA
  3. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 00:08

EMBATE DE LÍDERES

Compartilhe: Twitter

Foi um jogo de líderes, cujo placar foi definido aos 13 minutos do segundo tempo, quando Marcos espalmou o pênalti cobrado por Renan Oliveira. Até então a partida era conduzida com extremos cuidados de ambas as partes. Poucas chances de gol, mas muita movimentação e disputa acirrada pela posse da bola.

No primeiro tempo, o Palmeiras levou ligeira vantagem nesse tópico, mas coube ao Galo abrir a contagem com um tiro cruzado de Eder Luís em que Marcos falhou.

O Verdão, porém, num rápido contragolpe, avançou com Diego Souza pela esquerda, que cruzou pra Ortigoza, de cabeça, no segundo pau, concluir.

Na fase final, o Galo voltou mais enérgico e logo aos 13 minutos aconteceu o lance decisivo da partida: Wendell derrubou Feltri na entrada da grande área. O menino Renan Oliveira deu a paradinha, bateu, e Marcos, que havia se adiantado, defendeu.

A partir daí, o Galo oscilou, e Cleiton Xavier teve nos pés o gol da vitória – ele, a bola e as redes. Por cima. E nada mais.

Motivo para celebração do Palmeiras, que retém a liderança isolada e caminha solidamente para se sagrar campeão do primeiro turno, o que não é nada, não é nada, mas, de acordo com a tradição do Brasileirão, costuma indicar o líder final.

Marcos revelou como descobriu a paradinha de Renan

Marcos revelou, após o jogo, como descobriu a paradinha de Renan Oliveira 

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. GALOOOO!
  3. GALO OU PERIQUITO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 13 de maio de 2009 Libertadores | 01:42

E DEU SÃO MARCOS

Compartilhe: Twitter

O Palmeiras passou para a fase seguinte da Libertadores, mas todos os louros ficaram com o Sport, que, depois de brilhante campanha ao longo do torneio, caiu nos pênaltis, num jogo em que massacrou o adversário, criou um caminhão de chances incríveis e poliu a auréola de Marcos, o São Marcos de tantas glórias.

Sim, porque o jogo foi disputado num só tom: o Leão acuando o Verdão, de cabo a rabo. E São Marcos, lá, pegando por baixo, por baixo meia dúzia de bolas impossíveis. Basta dizer que duas delas nos pés de Paulo Baier, artilheiro implacável, cara-a-cara. E a que entrou, de Wilson, em bela jogada de Luciano Henrique pela esquerda, era mesmo indefensável, até para um milagreiro do porte de Marcos.

Não bastasse isso, na cobrança de penalidades, Marcos pegou mais três, pode?

Como disse o técnico Nelsinho, o Sport entrou e saiu pela porta da frente da Libertadores. E o Verdão que passou pela fresta, segue em frente com um arsenal moral capaz de arrombar todas as demais portas.

Notas relacionadas:

  1. VITÓRIA REDENTORA
  2. O PRIMEIRO PASSO DO VERDÃO
  3. VERDÃO E LEÃO, NA ILHA ENCANTADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 28 de outubro de 2008 Futebol internacional | 16:35

O MUNDO DA DONA CANDINHA

Compartilhe: Twitter

Essa é a história recente do jornalismo esportivo: um disse-que-disse interminável. Um jogador dá uma declaração, que logo é levada aos outros, estabelece-se a polêmica e o gol está marcado.

Não vou entrar no mérito do que Marcos disse e Diego Souza respondeu. Tampouco se isso pode representar uma divisão do grupo palmeirense ou apenas expressões isoladas de dois jogadores questionados pela mídia.

Por Milton Trajano
Milton Trajano

Mesmo porque já dizia o saudoso Telê Santana que essa história de união do grupo é uma falácia: só há união de grupo na vitória; na derrota, é um racha total, pois cada um tenta salvar o seu.

Aliás, isso vale não só no futebol. É da natureza humana.

Quero apenas lamentar essa forte tendência da mídia em geral no sentido de valorizar acima de um nível suportável o tal jornalismo de celebridades. Um “reality show” permanente, quase exclusivo, em que se coloca no centro do palco dos acontecimentos a figura desta ou aquela personalidade pública.

Não, isso não é novidade. O jornalismo, desde antes de Guttemberg, ja recorria a esse expediente. Mas, o objetivo era desmascar, ou manchar, de acordo com as conveniências políticas da hora, esta ou aquela autoridade, gente cujos atos poderiam beneficiar alguns e prejudicar outros. Era, segundo a ótica de cada um, um ato de profilaxia social.

Hoje, porém, nesta sociedade de imagens, o que importa é que nada importa, a não ser investir sobre as celebridades – sejam elas míticas ou passageiras -, e desnudá-las publicamente, a qualquer preço.

Bem, se assim é, então, vamos em frente, pois o mundo virou um cortiço e quem manda é a Dona Candinha.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 Sem categoria | 16:17

GOLEIROS AMADOS – 2

Compartilhe: Twitter

O goleiro é tão desgraçado que até onde pisa não nasce grama. A frase é do saudoso humorista Don Rosé Cavaca, dos tempos em que a zona da pequena área, onde o goleiro circula, era uma segunda meia-lua desértica.

A frase, por sinal, é equivocadamente atribuída a outro, no Museu do Futebol, assim como aquela que justifica o chutão pro alto – Se a bola está lá em cima, não há perigo aqui embaixo -, proferida pelo becão Ditão, ex-Corinthians, e nunca Gentil Cardoso, para quem a bola era feita de couro, o couro vinha da vaca, e, já que a vaca gosta de pastar, o negócio é manter a bichinha na grama.

Mas, voltando à vaca fria. Num tópico ou suelto, como se diria nos tempos de Bilac, falei da escolha pelo IHHFSYXZ, aquele fajuto instituto de estatísticas alemão, sobre os jogadores mais populares do mundo. E lá estavam os nomes de Marcos e Rogério Ceni, dois goleiraços e ídolos imortais de seus respectivos clubes – Palmeiras e São Paulo.

Houve tal afluência de bloguistas, que resolvi responder aqui, em geral, e não lá, em particular.

Sim, é fato que Marcos, por sua personalidade, é mais querido pelas demais torcidas do que Rogério. E, sim, respondendo especificamente a um leitor, Marcos pode ocupar o mesmo nicho de Ademir da Guia, ao lado de Junqueira, Waldemar Fiúme, a linha média Sissi, Gasosa e Guaraná (Pepe, Gogliardo e Serafini). Lima, o Garoto de Ouro, Oberdã Catani, Heitor e poucos outros mais.

Assim como Rogério está para o São Paulo no mesmo patamar de Leônidas da Silva, Sastre, Zizinho, Canhoteiro, Poy, Roberto Dias, a linha média Bauer, Rui e Noronha, Gérson, Pedro Rocha, Careca, Raí etc.

Cada qual em sua época. E, em cada época, cada década, digamos, o amigo pode extrair desses dois clubes gloriosos um time inteiro de ídolos imorredouros. Portanto, fica muito difícil, quase impossível, determinar, hoje, no calor das efusões deste ou daquele, o mais querido de todos os tempos. A paixão de hoje está aí vivíssima, rubra, pulsante; a de ontem esameceu, e, em muitos casos, fugiu até da memória coletiva.

O mais importante é saber, no caso de  Marcos e Rogério, que, afinal, o goleiro não é tão desgraçado assim. E que onde ele pisa não só hoje em dia a grama resiste como frutifica também o amor da torcida pelo craque.

Cada qual, em sua época, foi ídolo incontestável.

 

 

Notas relacionadas:

  1. GOLEIROS AMADOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 21 de outubro de 2008 Sem categoria | 15:43

GOLEIROS AMADOS

Compartilhe: Twitter

Que não me perca pelo trocadilho, pois Amado foi um grande e atormentado goleiro do passado. 
Mas, o fato é que aquele instituto de numerologia (e cartomância?) alemão elegeu entre os cem jogadores mais queridos no mundo alguns brasileiros. Dentre eles, os goleiraços Marcos e Rogério Ceni.

Esses dois, pelo menos, não merecem um pingo de restrição. Rogério Ceni se não chega a ser o maior ídolo da história do São Paulo, certamente está entre os maiores. E Marcos, idem, com batatas, em relação ao Palmeiras.

Não só pela competência inegável de ambos, mas, sobretudo pela fidelidade ás camisas que vestem há mais de década.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,