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quarta-feira, 29 de outubro de 2008 Futebol internacional | 16:01

KUBALA, MARADONA E RONALDINHO

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O post sobre a pesquisa que o Barça está fazendo para escalar seu time de todos os tempos provocou algumas perplexidades e muito mais adesões do que as pedradas que eu esperava pela força da história de Maradona em outros clubes e na Seleção Argentina.

As perplexidades foram em relação a Kubala, um nome estranho, exumado do baú do passado mais remoto para nossos bloguistas mais joveens, o que é justificável, num país que sequer se lembra de seus próprios mitos.

Resumindo: para se ter uma idéia da dimensão de Kubala, sua contratação quase provocou uma nova guerra civil na Espanha, pois que disputado a ferro e fogo por Real e Barça, num tempo em que o ditador Franco dominava a Península à base do garrote vil, e era declaradamente torcedor do Real.

Basta dizer que o, até hoje, magnífico Camp Nou foi construído especificamente para receber a multidão catalã que queria ver Kubala em ação com a camisa do Barcelona, numa época em que a televisão ainda engatinhava na Europa.

Mas, esqueçamos Kubala. Mais do que Maradona, jogou pelo Barça uma pá de craques extraordinários. Quais? Por exemplo: outro húngaro, Kocsis, artilheiro da Copa do Mundo de 54, que se suicidou jovem ainda; o búlgaro Stoichkovich, o português Figo e os nossos Evaristo de Macedo, Ronaldo Fenômeno e Rivaldo.

 Aliás, Ronaldinho Fenômeno viveu no Barça o melhor momento de sua carreira. Foi, simplesmente, espetacular, naqueles dias em que arrancava em direção ao gol e ninguém chegava perto. Foi mesmo um Fenômeno.

E é o próprio craque, no Bem, Amigos, quem revelou sua estupefação pela ausência de Kubala e a presença de Maradona na tal seleção do Barça. Enfim…

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO, NA ESPERA
  2. MARADONA E OS HÚNGAROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Futebol internacional | 15:27

MARADONA E OS HÚNGAROS

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Maradona foi escolhido pela AFA para dirigir a Seleção Argentina, no lugar do demissionário Alfio Basile. Claro que se trata de um jogo de cena, a exemplo do que foi aqui a escolha de Dunga, embora o argentino, ao contrário do brasileiro, já tentara exercer esse ofício por duas vezes, antes, sem êxito.

O presidente Grondona, por isso mesmo, escudou-se no experiente, equilibrado e bem instruído Carlos Billardo, escalando-o como diretor-técnico da Seleção. E avisou: quem manda é Maradona, mas Billardo será sempre ouvido.

O que sairá desse arranjo ninguém pode prever. Sobretudo, porque Maradona é sempre imprevisível. Tão imprevisível que é até capaz de dar certo.

Na verdade, o presidente da AFA pensava mesmo era em formar um colegiado de técnicos para tocar sua Seleção nas Eliminatórias, com Billardo, Bianchi e outros mais, inclusive Maradona.

Eis uma idéia que sempre me pareceu muiot simpática, mas duvido que o time resistisse às fagulhas da fogueira de vaidades que permanceria acesa feita tocha olímpica, dia e noite.

Algumas duplas, dois caras afinados por um longo período de convivência, deram certo, mundo afora, mas uma comissão de técnicos? No futuro, quem sabe, já que a tecnologia no futebol se desenvolve de tal maneira que bom seria (a exemplo do futebol americano, aquele com capacete) um técnico cuidando dos goleiros, outro da defesa, outro do meio-de-campo e outro do ataque, todos sob a visão global de um quinto, sei lá.

Ah, sim, já houve alg parecido no passado: a Maravilha Magiar, aquele deslumbrante time húngaro de Puskas, Kocsis, Hiddekgutti e cia. bela, campeão olímpico em 52 e vice-campeão mundial em 54.

Vários treinadores de elite, de renome internacional, como Bella Guttman e Giulya Mandi, participavam dessa comissão, presidida por Gustav Sebes, o vice-ministro de Esportes da Hungria. Mas, aquele foi um projeto único na história, que começou com a criação artificial de um clube de futebol, ligado às Forças Armadas, o Honved, onde se concentraria a maioria dos jogadores selecionáveis do país.

O Honved, com poucas exceções, era, na verdade uma Seleção Hùngara permanente, que participava do campeonato nacional e da Copa da Uefa. Não vale, pois, como exemplo. Ou será que vale?

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

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