Publicidade

Posts com a Tag Manchester United

domingo, 21 de dezembro de 2008 Futebol internacional, História, Sem categoria | 15:00

A MAGIA DOS DIABOS VERMELHOS

Compartilhe: Twitter

O gol de Rooney, aos 27 minutos do segundo tempo sobre a LDU, campeã sul-americana, na decisão da Copa do Mundo de Clubes, exemplifica bem a posição singular dos Diabos Vermelhos neste cenário futebolístico da primeira década do século 21.

Rooney começou a trabalhar a bola lá na sua lateral-esquerda, aquém da risca do meio de campo. Serviu a Carrick, que passou para Anderson, que enviou a bola a Rooney, já na ponta-esquerda. De Rooney, para Carrick, que mandou para Cristiano Ronaldo na meia-esquerda, já à entrada da área. Cristiano, com o gênio que a Providência lhe concedeu, diante de dois marcadores, passou o pé direito sobre a bola duas vezes antes de tocar de canhota um passe leve e exato para Rooney, da esquerda, de pé direito, bater cruzado no canto oposto ao do goleiro. A propósito, mais uma espetacular apresentação de Rooney, que não entendo fora da lista dos cinco melhores da Fifa, na eleição do fim-de-ano.

Foi o gol do Mundial, o gol histórico, obtido quando o Manchester estava com um jogador a menos, fruto da expulsão de Vidic, jutsa, diga-se, logo no comecinho do segundo tempo.

Mas, apesar dessa desvantagem, o Manchester de Sir Ferguson, jamais abdicou daquela postura ofensiva que tem marcado o seu time nos últimos anos. E a troca de bola sucessiva, longa, embora rápida, que antecedeu a finalização, é a marca dos grandes times em todas as épocas.

Foi como se o destino quisesse limitar essa conquista histórica a um único gol, pois o Manchester poderia ter enfiado três ou quatro ainda no primeiro tempo, quando teve pleno domínio do jogo e criou, por baixo, meia dúzia de oportunidades claras.

Por fim, mesmo vencendo por 1 a 0, com um jogador a menos em campo, o Manchester jamais deixou de atacar um adversário que jogava o tal futebol pragmático, basicamente defensivo, do início ao fim, empatando ou perdendo. Tanto, que, quando o juiz apitou o fim do jogo, a bola rondava a área dos equatorianos, nos pés mágicos de Cristiano Ronaldo, campeão da Inglaterra, campeão da Liga dos Campeões da Europa, campeão do mundo, e o melhor jogador do planeta, certamente eleito pela Fifa nos próximos dias. 

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. EMOÇÃO NA ILHA
  3. E MEXERAM COM OS DIABOS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 Futebol internacional, Libertadores | 14:12

E MEXERAM COM OS DIABOS…

Compartilhe: Twitter

Bem que o Gamba Osaka se esforçou para fechar as portas aos Diabos Vermelhos. Começou marcando em cima, chegou até a criar boa chance, conjurada por Van der Saar, esse goleiraço de 38 anos de idade, um dos mais completos que vi jogar até hoje, com as mãos e os pés.

Mas, a distância técnica e física entre o Manchester e o Gamba é abissal. E, se o Manchester ão conseguia se impor na técnica, impôs-se pela maior estatura de seus jogadores e terminou o primeiro tempo com 2 a 0, dois gols de cabeça, de Vidic e de Cristiano Ronaldo.

Mas, bastou os japoneses instigarem a fera com um gol lá pela metade do segundo tempo, para que, em quatro minutos, a Legião Estrangeira dos ingleses encetasse uma bitz incontrolável que elevou o placar a 5 a 1, com dois gols de Rooney, que acabara de entrar no lugar de Tevez, e outro de Fletcher, que substituira Scholes.

Aí, houve aquele pênalti que não houve de fato, pois a bola claramente chocou-se com o cotovelo de Gary Neville, já de costas para o chutador, que Endo converteu, e, no finalzinho, o terceiro, quando o Manchester já celebrava sua ida para a final da Copa Mundial de Clubes, contra a LDU que eliminara na véspera o Pachuca.

Nada mais justo.

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. EMOÇÃO NA ILHA
  3. O BOLA DE OURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 Futebol internacional | 18:41

O BOLA DE OURO

Compartilhe: Twitter

Abre-se, com a chegada de fim-de-ano, a temporada de distribuição de prêmios aos melhores.

Cristiano Ronaldo já levou a Bola de Ouro, o tradicional prêmio europeu, patrocinado há mais de meio século pela revista France Football. Depois que se abriu para o mundo, passou a ser uma prévia do prêmio concedido pela Fifa ao melhor do planeta, uma espécie de Globo de Ouro em relação ao Oscar do cinema.

Prêmio merecido, sobretudo pelo que o português fez da metade do ano passado até o meio deste ano, como principal jogador do Manchester, campeão inglês e da Liga dos Campeões – além de homem-show, artilheiro do time, com gols de todos os feitios, de cabeça, com a canhota, com a destra, bola rolando ou em cobranças de falta.

Sim, é verdade: neste segundo semestre caiu muito, mas ainda assim manteve um padrão de alto nível, se visto como um rosto na multidão. Parte, por uma séria lesão de recuperação demorada; parte, por força dessa expectativa de abocanhar o título máximo para qualquer jogador do mundo.

Afinal, trata-se ainda de um rapaz, com 23/24 anos, se tanto, com um longo caminho pela frente, até a plenitude de sua forma física, emocional e técnica, o que geralmente ocorre entre os 28 e os 30 anos de idade.

Nada mais justo, pois, que já a partir de agora ele toque sua bola de ouro com encanto, mas, com o devido cuidado para que ela não se liqüefaça e suba definitivamente à cabeça do craque. Aí, vira veneno mortal.  

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. EMOÇÃO NA ILHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 30 de novembro de 2008 Futebol internacional | 15:45

EMOÇÃO NA ILHA

Compartilhe: Twitter
A rodada do campeonato inglês foi simplesmente lancinante.

No clássico de Manchester, o United dominou o City a maior parte do tempo, fez 1 a 0, com Rooney, até que lá pela metade do segundo tempo Cristiano Ronaldo foi expulso.

A partir daí, e, sobretudo, pela entrada de Elano, o City cresceu, o United encolheu, e o jogo terminou num sufoco para os Diabos Vermelhos, que ainda produziram, antes do apito final, lance de tirar o fôlego: com o goleiro do City lá no meio campo, Rooney tentou o chute direto, que o goleiro, em desabalada carreira, ainda salvou em cima da risca.

Nesse jogo, mais uma vez, o garoto brasileiro Rafael, lateral-direito cria de Xerém, jogou muito, enquanto Robinho não saiu do óbvio.

Ainda mais emocionante, porém, foi o clássico entre Chelsea, que saiu na frente, com um gol contra, e tomou a virada do Arsenal, graças a Van Persie, autor dos dois gols (um deles, o primeiro, em claro impedimento).

Aqui, o brasileiro Denílson, volante revelado pelo São Paulo, teve participação especial, mesmo jogando mais adiantado do que lhe é de hábito e natureza.

Ambos – Denílson e Rafael – já merecem uma atenção especial da comissão técnica da Seleção Brasileira. Rafael, é verdade, não chega a ser titular de sua equipe, mas Denílson o é. Tanto, que o técnico Arséne Wenger preferiu liberar Gilberto Silva pra efetivar o garoto.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sábado, 8 de novembro de 2008 Futebol internacional | 16:00

UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE

Compartilhe: Twitter

Foi um clássico para honrar as recentes tradições dos súditos da Rainha: poucas faltas – quase todas como último recurso, nas zonas de perigo, o que transforma o tédio das tais faltinhas necessárias, sucessivas, de meio-de-campo, tão ao nosso gosto, em expectativa de emoção -, técnica além da força e um futebol ofensivo, de parte a parte, do início ao apito final.

Ganhou o Arsenal, por 2 a 1, dois gols de Nasri (no primeiro, foi decisivo o desvio do lateral Gary Neville), dois disparos da entrada da área, e um do nosso menino Rafael, que entrou no segundo tempo e dinamizou o lado direito do Manchester.

Rafael, pra quem não sabe, nasceu, ao lado de seu irmão gêmeo Fábio, lateral-esquerdo, em Xerém, e ainda adolescente foi cooptado, junto com o irmão, pelos Diabos vermelhos de Sir Ferguson. Começou a entrar no time titular nesta temporada, e só fez bonito até agora. É lateral-direito e marcou um golaço de canhota no clássico.

Clássico timbrado pela diferença de estilos, embora ambos os times, como virou praxe na Inglaterra, busquem sempre a vitória, com um espírito ofensivo invulgar e muita velocidade.

O Arsenal, naquele tico-tico, toque-toque, marca registrada do técnico Wenger, vai conduzindo a bola, entre Denílson (olhai, Dunga!), cria do São Paulo, garoto ainda que defenestrou o veterano Gilberto Silva do Arsenal, diga-se, Fabregas, Diaby, Walcott e Nasri, com apoio freqüente do lateral canhoto Clichy, até achar a brecha. O Manchester, já prefere as bolas esticadas para as investidas de Cristiano Ronaldo e Rooney.

Mas, quando entra na troca de bolas inspirado, sai de baixo!

Desta vez, porém, foram raras essas iluminações, embora o Manchester tivesse criado chances suficientes para revirar esse placar, com Rooney, Cristiano Ronaldo e Berbatov. Esbarrou, porém, nas más finalizações e, sobretudo, na Linha Maginot mais conhecida por Gallas, um zagueiro camisa 10, literalmente. É 10 na bola e 10 na camisa, fato raríssimo. Que me lembre, só o genial alemão Lothar Matthaus, um dos mais completos jogadores da história, passou seus últimos dias como craque jogando de líbero com a camisa 10 que ostentou desde os tempos em que era meia-armador.

Resumindo: já ganhei o fim-de-semana, venha lá o que vier.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última