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29/08/2009 - 19:09

O CLÁSSICO ESCONDIDO

Como prever o que poderá ocorrer no clássico decisivo entre São Paulo e Palmeiras se os dois treinadores escondem os times que entrarão em campo? Técnicos, esquemas, tradições, camisas, retrospectos, campo, tudo isso pesa, sim, num clássico desses. Mas, quem resolve mesmo a parada são os jogadores. Um deles colocado em posição errada, outro que fique de fora, podem fazer a grande diferença, no fim das contas.

Pegue o exemplo de Cleiton Xavier: joga, não joga? Se não jogar, Muricy optará por um volante tipo Sandro Silva ou Jumar, ou preferirá Deyvid Sacconi, que até hoje não se frmou no time, mas que leva mais jeito do titular do que os demais? ou terá uma recaída e escalará um terceiro zagueiro, pra bater ficha com o esquema do adversário, que herdou esse time dele mesmo, Muricy?

Já Ricardo Gomes, embora esconda o jogo, não dá sinais de que está muito preocupado com esses detalhes, pois deve ir com o sistema de jogo e a escalação que deram certo até à última rodada. Mas, deveria. Se, com seus três zagueiros, der espaço para o Palmeiras dominar o meio de campo, a coisa pode ficar preta – ou melhor: verde.

PELAS OROPA

Que sábado, nas Oropa, parceiro!

A começar pelo clássico inglês vencido pelo Manchester United por 2 a 1 sobre o Arsenal. Jogo mais emperrado do que se esperava, mesmo porque ambos cuidaram de reforçar a marcação no meio de campo, extraindo o poder de criação dos dois.

O Arsenal, embora tivesse o domínio das ações a maior parte do tempo, jamais foi aquele time de toque de bola hipnótico, muito por causa da ausência de Fabregas – Song, Eboué e Diaby, que prencheram o setor ao lado de Denílson, preferem a condução de bola e o drible. Mesmo assim, abriu o placar com Arshavin, e poderia ter ampliado com um tiro na trave de Van Persie, em cobrança de falta, e outra, diante do gol, perdida.

O Manchester, sentindo muito a perda de Ronaldo Cristiano, virou, em pênalti, sofrido e cobrado por Rooney, e num gol contra absurdo de Diaby.

Por falar em Cristiano Ronaldo, o português foi muito discreto na estreia do Real no Campeonato Espanhol, vitória por 3 a 2 sobre o Deportivo La Coruña. Kaká já foi um tanto melhor, e marcou presença com um passe genial para Benzema disparar no poste e Raúl marcar, no rebote. Enfim, o Real foi muito melhor mas ainda está longe de ser aquele timaço que poderá vir a ser.

Quem deixou o galáctico Real para refazer sua fama foi o holandês Robben, que entrou no segundo tempo contra o Wolsfburg para se transformar na sensação do Bayern de Munique, que recuperopu também o francês Ribéry: fez dois gols (num deles, deixou o beque deitado na área, num corte esperto) e algumas jogadas de alta classe.

Por fim, no clássico de Milão, Dio Mio1: 4 a 0 para a Inter, num jogo fogoso, em que Ronaldinho Gaúcho correu muito mas produziu pouco. Pelo andar da carruagem, a Inter vai levar o penta no beiço.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
22/08/2009 - 17:35

INGLÊS PRA SE VER

Podem falar o que quiser. Mas, não é a toa que os times ingleses estão aí liderando, há quatro, cinco anos, a Liga dos Campeões da Europa, e oferecendo o mais belo espetáculo do mundo no seu campeonato nacional.

Seja por percepção, seja por comum acordo, o fato é que os times ingleses optaram, na contramão de sua história, há um par de anos, adotar um estilo de jogo ofensivo, embora não temerário, e o resultado está aí: estádios cheios e muitos gols, que é, enfim, o objetivo final de uma partida de futebol.

Neste sábado, o Arsenal, jogando em casa, naquele seu toque-toque tradicional, botou o Portsmouth na roda e enfiou-lhe 4 a 1, sem arfar, com direito a dois gols de Diaby, um mero volante, mas daqueles que chegam pra valer no ataque. Assim, o Arsenal soma dez gols nas duas partidas iniciais do Campeonato Inglês.

Por seu turno, o Manchester United, jogando na casa do inimigo, não deixou por menos: meteu 5 a 0 no Wigan, com direito a dois gols de Wayne Rooney, que, aos 22 anos de idade, completou o centésimo primeiro gol com a camisa dos Diabos Vermelhos.

Comparando-se os dois times, veremos que cada um escolheu um estilo de jogo, mas ambos dão prioridade ao ataque, ao contrário da maioria das equipes brasileirs: um, o Manchester, busca o jogo longo e incisivo; outro, o Arsenal, vai na base do toque e dos dribles, ambos, porém, oferecem um futebol de primeira.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , ,
30/07/2009 - 00:47

VERDÃO SOBE E FLU DESCE

Na estreia de Muricy, o Palmeiras manteve o embalo e passou pelo Fluminense, no Palestra Itáli, por 1 a 0, com gol de Diego Souza, em passe inspirado de Cleiton Xavier, os dois que dão o tom afinado do time que segue na ponta do campeonato.

E, se o Palmeiras dorme líder, o Flu passa outra noite em claro, assombrado pela linha do rebaixamento que, a um degrau de seus pés. Mas, ainda há muito tempo para a recuperação, mesmo porque Renato Gaúcho acaba de desembarcar nas Laranjeiras.

TEMPO DE DESMANCHE

Já o Corinthians, em pleno desmanche, sem meia dúzia dos que lhe deram títulos e fama nos últimos tempos, não conseguiu ir além de um empate com o Santo André, por 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca, de falta, e de Chicão, de pênalti.

É hora de mudança, hora de sofrimento.

INTER E CRUZEIRO, UFA!

Mais uma vez a sombra da decepção passou pelo Beira-Rio, pois, novamente, depois de fazer 2 a 0 sobre o Barueri, o Inter cedeu o empate, no fim. Mas, a sombra se afastou antes de o juiz apitar o final da partida: Andrezinho, de falta, no travessão e, no rebote, Sorondo provocou aquele ufa! geral na torcida colorada.

Situação parecida com a vivida pelo Cruzeiro, no Mineirão, contra o Sport, agravada pela expulsão do menino Renan. Mesmo assim, Kleber, o Gladiador, no finalzinho recebeu, deu um corte na zaga e bateu pra definir o placar e elevar o seu time acima da zona de perigo do rebaixamento.

SANTOS E GOIÁS

O Santos foi ao Aflitos e conseguiu sofrida recuperação, ao bater o Náutico, que não consegue largar a lanterna, por 2 a 1. E até que, no primeiro tempo, o Peixe se impôs e só não alcançou placar mais folgado porque o goleiro Gledson estava esperto.

Por seu lado, o Goiás, no Serra Dourada, folgou diante do Atlético-PR: 3 a 0, o que confirma sua história no Brasileirão: quando parece que vai mal, arranca e quase sempre termina em posição digna.

LÁ FORA

Esses torneios preparatórios que rolam na Europa, nesta pré-temporada, são muito mais sugestivos do que os campeonatos regionais que nossos cartolas impingem aos clubes brasileiros nas fórmulas esdrúxulas das disputas domésticas.

Ainda ontem estava vendo a Audi Cup, na Alemanha, em rodada dupla, que o Manchester United bateu o Boca, por 2 a 1, com direito a golaço de falta de Anderson, e o Bayern meteu um chocolate no Milan de Leonardo, por 4 a 1, fora o baile.

Claro, tudo isso quer dizer pouco em relação ao futuro mais próximo dessas equipes. É mais treino do que jogo. A não ser para o Boca, que jogou tudo, com Riquelme e tudo o mais, mas não resistiu ao Manchester com cerca de oito reservas, quando fez o placar. Depois, com vários titulares, já além da metade do segundo tempo, o Manchester tomou conta do jogo e ainda poderia ampliar.

Já o Milan, que desastre! O Bayern, mesmo desfalcado de Ribéry (vai ou não vai para o Barça?), Klose  etc, botou na roda o Milan, sob o comando de Van Bommel. O Milan, apesar da boa presença do nosso Thiago Silva, na zaga geriátrica do time milanês, não foi capaz de armar uma jogada sequer na base da inteligência e do talento (Ronaldinho Gaúcho foi simplesmente invisível).

Em outro torneio, a Copa da Paz, a Juve fez bonito, com um gol de alta classe de Diego, que merecia estar na Seleção Brasileira, no lugar de tantos volantes convocados por Dunga.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , ,
27/05/2009 - 18:44

BARÇA, O MAIOR!

Milton Trajano

Não foi um jogo espetacular, entre os dois melhores times do mundo na disputa da Liga dos Campeões da Europa, mas foi um jogo tenso e histórico, vencido pelo Barcelona por 2 a 0, com folga.

Espetaculares foram, sem dúvida, a abertura e a entrega dos troféus e medalhas, um show de bom gosto e nobreza, que deveria ser imitado por aqui, nas decisões de Copas do Brasil e Libertadores, pautadas, em geral, por aquela zorra absoluta.

Mas, bola rolando, maior interesse, o Manchester United começou mais agudo, deu três investidas perigosas, mas logo se submeteu ao toque de bola hipnótico do meio-de-campo do Barça, comandado por essa dupla excepcional de volantes-meias, Xavi e Iniesta.

E, logo aos 10 minutos, Iniesta meteu bola açucarada na direita para Eto’o, que invadiu e bateu no canto esquerdo de Van der Saar: 1 a 0.

Os Diabos Vermelhos, armados de forma estranha, com Giggs na armação e Rooney na ponta-direita e Cristiano Ronaldo no meio, sentiu o gol e não conseguiu reagir à altura, o que acentuou o domínio do Barça.

E, logo no início do segundo tempo, Xavi mete uma falta no poste, marcando território, mais espiritual que territorial.

De nada, pois, valeram as entradas de Tevez e de Berbatov, já que, aos 25 minutos, quando o Manchester dava alguns sinais de recuperação, Xavi levanta para Messi, de cabeça, completar o placar final: 2 a 0.

Assim, o Barça obtém sua tripla coroa, arrancando-a das mãos do Manchester, que também lutava por essa glória inexcedível.

Mas, o fato é que ambos dividem entre si campanhas sensacionais no futebol europeu, e qualquer um poderia ter chegado lá, por méritos técnicos e grandeza histórica.

Foi um desses raros jogos que se assite com um sorriso nos lábios e um champagne de safra rara gelando ao lado do caviar. Vença quem vencer, tudo é lucro. Para o futebol.

VERDÃO, AQUI E AGORA

É aqui e hoje que o Palmeiras deverá fazer o placar diante do Nacional de Montevidéu, pela Libertadores de América. Pois, no jogo de volta, a chapa esquenta, já que esse é o melhor Nacional dos últimos tempos – aguerrido e traiçoeiro.

Para tanto, Luxemburgo tem, definitivamente, de abrir mão dessa bobagem de três zagueiros, que, entre outras coisas, não é a sua. Mesmo porque, com essa formação teoricamente mais defensiva Marcos tem sido o salvador da pátria.
Quer dizer: se o goleiro é o melhor em campo, a defesa não cumpriu integralmente sua parte.

A VOLTA DE JUNINHO

Juninho Pernambucano, depois de conduzir o Lyon por sete vezes seguidas ao título francês, rescindiu seu contrato e promete não jogar mais na Europa. São Paulo, Vasco e Sport, além do futebol árabe, estãoo na sua cola.

Se falar o bolso, os árabes levam. Se falar o coração, Sport e Vasco saem na frente. Se falar o juízo, o São Paulo, que tanto carece de um jogador de seu estilo, estará muito bem servido.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , , , ,
16/05/2009 - 16:24

O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES

Pena que estas primeiras rodadas do Brasileirão sejam prejudicadas pela disputa concomitante das fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. Sim, porque os principais candidatos ao título estão envolvidos numa ou noutra, o que os força a jogar com seus times mistos ou mesmo reservas na disputa nacional.

Por exemplo, esse Inter e Palmeiras de amanhã. Se jogassem completos, seria um jogaço, por certo, o clássico da rodada. mas, nesse jogo de esconde-esconde em que os treinadores transformaram as vésperas dos jogos, ninguém sabe que Inter entrará em campo, muito menos que Verdão será escalado por Luxemburgo.

Nesse cenário fica muito difícil arriscar qualquer previsão, a não ser aquela óbvia: o Inter leva a vantagem de jogar no Beira-Rio, diante de sua torcida Outra: tudo indica que o Inter tem um elenco mais qualificado do que o do Palmeiras, o que deve, em princípio, amenizar as ausências mais nobres, tipo Nilmar, Taison e D’Alessandro.

Já o Palmeiras, se poupar seu trio equivalente de ataque – Diego Souza, Cleiton Xavier e K-9 -, encontrará mais dificuldade nas substituições. De qualquer forma, segue sendo o jogo mais expectante da rodada.

Outro que desperta expectativas, mas por outras razões, é São Paulo e Atlético PR. Nem tanto pelo eventual espetáculo, já que ambos praticam, de hábito, um jogo altamente competitivo, e só.

A questão é saber se o Tricolor soube ou não aproveitar mais este largo período de folga para aprumar sua equipe, embora se saiba que, nos treinamentos, o time perdeu para a enfermaria alguns de seus valiosos titulares.

Já Botafogo e Corinthians recai naquele item inicial: o Corinthians, provavelmente, jogará muito desfalcado, a exemplo do Fluminense, que irá a Barueri. Logo, é a grande chance de o Botafogo ganhar pontinhos essenciais em casa.

O mesmo vale para o Cruzeiro, que oferece ao Náutico, nos Aflitos, a oportunidade de ganhar aquela vantagem que contará muito na hora da definição dos lanternas do campeonato, lá na frente, se assim for.

O Santos, porém, recebe o Goiás na Vila sem restrições de nenhuma ordem. É, pois, a hora de se firmar de vez na competição, pois o Goiás está longe daqueles times que nos encantaram em passado recente.

Por fim, o clássico do Nordeste: Vitória e Sport, ambos feridos pelos recentes insucessos. O Vitória, pela goleada sofrida diante do Vasco pela Copa do Brasil; o Leão Encantado, lambendo ainda a ferida mortal da desclassificação na Libertadores. Vai ser fogo!

DIABOS, SEGUNDA COROA

Não, não foi aquele time mortífero das últimas temporadas, pois, após um início promissor, o Manchester United caiu na retranca diante de um Arsenal que toca-toca-toca, mas não agride. Era o que antigamente se chamava de tico-tico, o passarinho ciscando no terreiro sem um rumo final.

Sucede que o empate lhe daria a segunda coroa do reino. E, assim, com o zero a zero final, os Diabos Vermelhos levantaram seu segundo título expressivo deste ano (antes, levantara a taça da Liga dos Campeões), antes da hora, o que lhe dará tempo para se armar com vistas à decisão da Liga dos Campeões da Europa, contra o Barça, também, atrás da tríplice coroa, já que poderá se sagrar campeão espanhol amanhã, depois de ter levado a Copa do Rei.

É o tricampeonato nacional do Manchester United, o décimo oitavo, que o deixa na liderança de títulos ingleses, ao lado do Liverpool, e a trigésima primeira conquista de expressão de Sir Alex Ferguson, que desde 86 dirige a equipe.

E que técnico, esse! Aos 67 anos, segue sólido no comando do Manchester, e, sobretudo, lúcido, mais lúcido do que a maioria dos jovens treinadores que o perseguem. Lúcido porque vê o futebol com a clareza de quem já viu quase tudo na vida. E sabe que, no fim, as coisas, no campo e fora dela, são muito simples em toda a sua complexidade.

INTER, TETRA

Quem não vai gostar deste meu comentário é o consideradíssimo Gian Oddi, que percorre a Bota do cano ao salto, cheio de expectativas. Expectativas que não se realizam em campo, num período em que o futebol italiano experimenta seus piores momentos nos últimos tempos, apesar de ostentar o título de campeão do mundo pela Azzurra.

Mas, veja o amigo um exemplo rasteiro: Cannavaro, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, ícone daquela seleção de futebol opaco mas vitoriosa, está implorando para trocar o Real, onde jamais repetiu sua bola mais redonda, pela Juve, seu ex-time. E a Juve, huummm…, espia de esguelha.

Voltando à vaca fria: o Milan, neste sábado, entregou de bandeja o título nacional ao seu maior rival, com antecedência, ao perder pifiamente para o Udinese, em Udine, por 2 a 0. E perdeu sem jogar um tostão de bola, como se prevendo o imenso desmanche que se prenuncia.

O técnico Ancellotti está de malas prontas em direção ao Chelsea. Schevchenko, Ronaldinho Gaúcho, Sendero e aquela zaga geriátrica do Milan devem ser defenestrado no final da temporada, se é que o Duce Berlusconi pretende cumprir melhor performance na próxima temporada.

O fato é que o futebol italiano, último bastião do chamado futebol de resultados nos grandes centros futebolísticos da Europa, precisa mudar rapidamente o braço da viola. Sair desse inhenhém defensivo que o tem caracterizado nas duas últimas décadas, em busca de um jogo mais arejado, divertido, ofensivo, para recuperar o prestígio e a audiência perdida desde muito.

Aliás, essa foi a proposta de Mourinho ao trocar o Chelsea pela Inter. Em, entrevista ao Sportv, meses atrás, disse que ia para Milão a fim de mudar a cara do futebol italiano. Não será fácil, mas vale a pena tentar.  

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
10/05/2009 - 20:34

PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA

No sábado, o Palmeiras foi um dos principais candidatos ao título brasileiro a estrear com vitória, ao bater o Coritiba, no Palestra Itália, por 2 a 1, de virada. Virada, aliás, que veio a partir da entrada, no segundo tempo, de seu trio de ouro: Keirrison, Diego Souza e Cleiton Xavier. Até ali, o Coritiba vencia por 1 a 0, gol de Marcelinho Paraíba, e resistia bem ao assédio um tanto descomposto do adversário.

Mas, depois dessas modificações, o Verdão tomou conta do jogo, e chegou lá, com gols de Willians, que, ao celebrar excessivamente seu feito machucou-se e é dúvida para o próximo jogo, e de Keirrison, em bela trama iniciada por Cleiton Xavier, passando por Jefferson.

A propósito, é de uma crueldade, para não dizer estupidez, imensurável o que andam fazendo com o menino Keirrison, artilheiro do time na temporada, jogador de qualidades raras num centroavante de ofício, só porque o rapaz ficou alguns jogos sem marcar gols. Coincidentemente, jogos decisivos do Paulistão.

Estigmatizar um jogador de carreira tão curta e tão jovem é, no mínimo, uma estultícia, e, no máximo, sacanagem.

O fato é que o Palmeiras já deu seu primeiro passo certo no Brasileirão, mesmo com formação incerta de sua equipe.

INTER CONFIRMA

Como se esperava o Inter, um dos mais favoritos ao títulos de véspera, confirmou sua força ao bater o Corinthians, no Pacaembu.

É verdade que o Timão entrou em campo com um time recheado de reservas, e, mesmo assim comportou-se dignamente, sobretudo no segundo tempo, quando dominou a bola e os espaços e poderia até empatar, o que revela possuir elenco suficiente para encarar os dois fronts de batalha – o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Valeu, porém, a alta técnica e a habilidade imensa de Nilmar, que, logo no início da partida, passou por cinco adversários antes de perpetrar o golaço da vitória colorada.

TRICOLORES, 1 A 0

Venceu o Tricolor carioca, com um gol, logo de cara, de Maurício – disparo bem colocado no ângulo esquerdo de Bosco de fora da área.

Mas, foi praticamente só isso, ao longo de toda a partida, em que o São Paulo surpreendeu pela falta de competitividade, sua principal, senão única, qualidade recente.

Sim, porque depois de dez, quinze dias, apenas treinando e descansando, desde a sua eliminação nas semifinais do Paulistão e do último confronto na Libertadores, era de se esperar um Tricolor paulista nos trinques.

Ao contrário, jogou como se estivesse exausto por duras e seguidas refregas.

Na verdade, ambos têm de melhorar muito para chegar onde pretendem.

QUEM TEM RAMIRES…

No Mineirão, dizem, o jogo estava renhido, embora o Cruzeiro vencesse o Fla por 1 a 0, quando Ramires escapou pela esquerda, cortou um e bateu rasteiro no canto.  E assim a Raposa, uma das mais cotadas do torneio, estréia vencendo outro favorito. O que não parece nada agora vai refletir – e muito – lá na frente.

Por fim, o Santos foi ao Olímpico e arrancou um empatezinho maneiro do Grêmio, outro em alta cotação no mercado da bola, com gol de falta de Molina, depois do de abertura de Rever.
Mesmo porque o Grêmio foi melhor quase o tempo todo.

AH, BARÇA…

Ah, Barça… Estava com as duas mãos na taça espanhola, com 3 a 1 sobre o Villareal, fora o baile. Basta dizer que, só no primeiro tempo, já havia desperdiçado cinco chances de ouro para ampliar o placar. Sem falar no pênalti em Daniel Alves que o juiz não deu e no gol de Xavi injustamente anulado.

Pois, não é que, em duas lambanças da defesa do Barça, o Villareal chega ao empate, no finalzinho? Castigo imerecido.

DIABOS, QUASE LÁ

Na Inglaterra, onde rola a bola mais redondinha do mundo na atualidade, o Manchester United meteu 2 a 0 no City com direito a duas bolas extras nas traves projetadas por Tevez, autor de um dos dois gols (o outro, de Cristiano Ronaldo, de falta).

O mesmo Cristiano Ronaldo que produziu a nota dissonante da partida, ao sair de campo, substituído por Schoel, chutando o pau da barraca. Nem mesmo o desejo de consolidar sua posição de artilheiro do campeonato justificaria tal atitude intempestiva, neste momento tão delicado da equipe, às vésperas de levantar dois títulos vitais – o da Liga da Inglaterra e o da Liga dos Campeões da Europa.

Por fim, no clássico entre Arsenal e Chelsea, uma inesperada goleada dos azuis por 4 a 1. Inesperada porque o Arsenal, naquele seu toque-toque proverbial, era dono do campo até que o nosso becão Alex, de cabeça, abrisse o placar. Depois, só deu Chelsea. E a goleada foi apenas uma natural decorrência essa superioridade.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , , ,
05/05/2009 - 23:53

O PRIMEIRO PASSO DO VERDÃO

O Leão Encantado entrou na arena farejando o campo minado, e, em vez de atacar sua presa no Palestra Itália, preferiu proteger-se apenas, guardando energias para a ronda seguinte, a se travar no seu próprio covil, a Ilha do Recife, onde é rei.

Assim, coube ao Verdão atirar-se à luta. E, logo, Keirrison meteu uma bola na trave, meta aberta. O mesmo K-9 bate a média distância e a bola passa raspando. Por fim, sofre pênalti de César, que o juiz não deu.  A soma desses três lances emblemáticos do primeiro tempo, por certo. haveria de tocar os nervos do Palmeiras no segundo tempo. 

Afinal o Palmeiras foi dono da bola e dos espaços, mas não conseguira converter essa supremacia em gols. Mesmo processo que se densenvolveria na etapa final, quando os dois treinadores executaram várias trocas de jogadores. Dentre elas, as entradas de Ortigoza e de Mozart nos lugares de Marquinhos e Willians. E Ortigoza, de imediato, deu sinais de que estava ungido, ao penetrar por entre a bem sincronizada zaga do Sport, numa incursão perigosa, embora frustrada.

Mas, o jogo todo haveria de se resumir naquele lance, aos 30 minutos do tempo final, em que Hamilton derruba Ortigoza lá na intermediária, próxima à lateral direita do ataque palestrino, recebe o segundo amarelo e é expulso.

 Por Milton Trajano

Cleiton Xavier, o melhor em campo, bate forte, bola que Ortigoza desvia levemente de cabeça: 1 a 0. Pouco, para o volume de jogo do Palmeiras e, sobretudo, para o que o espera na Ilha do Retiro. mas, justo, pelo empenho e a eficácia do Sport na defesa, ainda que, antes do apito final, mais uma no poste, desta vez, em cruzamento de Mozart para Diego Souza, de cabeça, acertar o pé do poste esquerdo de Magrão.

Bom, para o Palmeiras, mas nada trágico para o Sport, pois este foi apenas o primeiro passo.    

DIABOS, FÁCIL

Em onze minutos, os Diabos Vermelhos, que já tinham a vantagem do 1 a 0 no jogo de Old Trafford, venciam o Arsenal, no Emirates, por 2 a 0, gols de Park e de Cristiano Ronaldo. No primeiro, passe de Anderson para Cristiano na esquerda que cruzou para o coreano aproveitar-se do escorregão de Gibbs na área. No segundo, Cristiano disparou falta recebida por ele mesmo, na intermediária, quase lateral-direita, que Almunia, o goleiraço espanhol do Arsenal aceitou, ao chegar tarde na bola.

Assim, logo de cara o jogo já estava decidido, e o Manchester United nem teve de sair lá de trás, contrariando sua vocação, para manter a classificação à final da Liga dos Campeões da Europa.

E, mais: num contragolpe rápido, Cristiano aumentou para 3 a 0, placar reduzido no fim por Van Persie em cobrança de pênalti.

Agora, é esperar pelo vencedor de Barça e Chelsea para disputar em Roma a taça.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Libertadores Tags: , , , , ,
02/05/2009 - 17:55

DOMINGO TENSO

Bem, este é o domingo tenso, aquele em que se decidem alguns dos principais estaduais brasileiros.

No Pacaembu, o Corinthians recebe o Santos com a vantagem de três gols, o maior entrosamento de sua equipe e… Ronaldo. Não é pouco, se a isso tudo acrescentarmos a Fiel flamante, disposta a celebrar um título paulista invicto.

Mas, o Timão não terá Chicão, seu melhor beque e artilheiro da equipe. E o Santos poderá contar com Rodrigo Souto, se não o melhor volante do campeonato, um deles.

Jogador por jogador, a superioridade corintiana nem é tanta quanto sugere as campanhas de ambos no torneio. Talvez, ganhe mais nas opções. Mas, está mais ajustado, pelo tempo, e isso sempre conta.

Contudo, o Santos é bem capaz de surpreender. Não sei se o suficiente para virar o jogo do campeonato, mas o suficiente para ganhar essa partida.

NO RIO

Tirei o domingo para descansar/ Mas, não descansei, que louco fui eu/ Regressei do futebol/ Todo queimado de sol/ o Flamengo perdeu pro Botafogo/ Meu patrão é vascaíno e de mIm vai gozar (…)/ Zizinho passa a Pirilo, Pirilo serve a Nandinho, que preparou pra chutar…/ Aí, o juiz apitou tempo regulamentar/ Que azar!

Esses versos são de um samba antológico, o rubro-negro Wilson Batista, gênio da raça, uma das raras gravações de Vassourinha, que morreu aos 21 anos de idade no início dos anos 40, e que forma com Luís Barbosa, Cyro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Roberto Silva (Moreira da Silva é outro departamento) o quarteto de ases do chamado samba liso ou sincopado, gênero extinto pela falta de bossa de seus eventuais sucessores.

Mas, nem de longe significam uma profecia para o que vai acontecer neste domingo no Maracanã. Afinal, o Flamengo segue sendo um time tão forte como o Botafogo, embora este tenha cumprido melhor campanha ao longo das duas taças cariocas.

Sucede que o Bota acaba de perder dois de seus jogadores essenciais de frente: Maicosuel e Reinaldo. É muito. Mas, como o Fla sofre de esterilidade crônica em seu ataque, tudo é possível. Quem sabe, um bocejante zero a zero, que levará a decisão aos pênaltis, no fim.

EM MINAS

Em Minas, a vantagem do Cruzeiro é avassaladora. Não apenas pelos 5 a 0 no primeiro jogo da decisão, mas, sobretudo, porque esse placar refletiu a superioridade da Raposa sobre o Galo.

Clássico é clássico. E esse é um dos históricos do futebol brasileiro. Portanto, o Galo, apesar de tudo, pode se superar. Mas, duvido que o suficiente para tirar essa vantagem.

QUE É ISSO, BARÇA!

Até que no início um dos maiores clássicos do planeta foi uma vertigem, lá e cá. Duas chances claras pra cada lado, até que o Real ousou abrir a contagem com Higuain, de cabeça, em cruzamento de Sérgio Ramos – que, no segundo tempo, marcaria o seu -, em troca de passe com Robben, o único a se salvar no Real, além do goleiro Casillas.

Foi o estopim para o Barça detonar o seu toque de bola hipnótico, e botar o Real na roda: em seis minutos, já havia virado a partida para 2 a 1, com Henry e Puyol.

A partir daí, foi um show de Messi sobre uma defesa merengue que se liquefazia a cada ataque catalão. E, depois uma série de gols perdidos, Messi ampliou para 3 a 1, prenúncio da goleada histórica por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu, campo do Real, com mais dois de Henry, outro de Messi e a pá de cal com o zagueiro Piqué.

Foi um baile silencioso como se os craques do Barça estivessem praticando a Sardana, aquela dança arcana que os catalães repete religiosamente todas as manhãs de domingo diante da Catedral Gótica de Barcelona, um ritual tão antigo quanto a origem de sua refinada civilização.

NA VELHA ALBIÓN

E, lá, na Velha Albión, Manchester e Arsenal livraram-se facilmente de seus respectivos adversários – Middelsbrough e Portsmouth: 2 a 0 e 3 a 0. Ambos, por sinal, muito desfalcados. O Manchester, poupando boa parte do time que enfrentará o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa. O Arsenal, porque tem uma legião de contundidos.

Assim, os Diabos Vermelhos seguem firmes em direção à Liga da Inglaterra, um dos seus tantos objetivos na temporada.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 19:26

DIABOS, SÓ 1 A 0?

O Manchester teve pleno domínio da partida, mas não foi além de um placar tímido de 1 a 0, gol de O’Shea, creia, o mais opaco de seu jogadores. Pouco para o jogo de volta, pela Liga dos Campeões. Mas, pelo volume de jogo, pelo cotejo de jogador por jogador, só se os deuses estiverem de mau humor, os Diabos Vermelhos deverão deixar de ir à final do torneio.

Manchester United x Arsenal

No primeiro tempo, o Manchester poderia ter disparado três, quatro a zero, pelas chances criadas. Mas, o goleiro espanhol Almunia conjurou todas. Aliás, inexplicável sua ausência na Seleção da espanha, embora Cassilas e Reyna estejam em grande forma. Mas, Almunia tem feito milagres no arco do Arsenal e não é de hoje.

Do outro lado, o grande destaque, em meio a tantos craques, foi o volante Carrick, que, além de cortar todos os contragolpes do Arsenal, que mal chegou à meta de Van Der Saar, ainda por cima fez a jogada, pela ponta-esquerda que resultou no único gol da partida, convertido por O’Shea.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Sem categoria Tags: , , , , , ,
26/04/2009 - 12:38

RONALDINHO E A AMBIÇÃO

Um time que tem, do meio de campo pra frente, Pirlo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Schevchenko, Inzaghi, Seedorf, Pato, sei lá quem mais, não pode, sob pena de lesar o futebol, se acomodar como o Milan o fez diante de um Palermo entregue, ao fazer o placar de 3 a 0, dois gols de pênalti de Kaká e um, de cabeça, de Inzaghi.

Veja se Barça, Manchester United, Arsenal, Liverpool, Chelsea, até mesmo o Real, renunciam à ambição de golear se a situação se apresenta como a deste domingo? Nem mortos! Ainda mais que o Milan precisa, desesperadamente, recuperar a grandeza perdida há um ano, por baixo.

Sim, claro, melhorou muito em relação ao que estava sendo nesta temporada, mas é evidente a falta de tesão do time – joga na medida do necessário, o que é pouco pelos recursos que tem.

E, bem, nesse quesito, ninguém supera Ronaldinho Gaúcho, que entrou no segundo tempo e ficou ali tentando tocar a bola de ladinho e nem isso conseguiu produzir com efeito.

Não sei o que se passa com esse rapaz, que, nesta quadra de sua vida – coisa de 28/29 anos de idade – deveria estar no auge da produtividade. Jogar bola, ele sabe, todo mundo sabe. Mas, simplesmente, passa a sensação de que abdicou disso.~

Não sei se há algum problema físico que tolhe seus movimentos, ou se apenas perdeu qualquer interesse no jogo.

O fato é que há três anos, no Barça e agora no Milan, não revela a mínima intenção de tentar, ao menos, recuperar seu estágio anterior. Uma pena, em nome do futebol.

Já o Arsenal, que bateu o Middelsbrough por 2 a 0, pelo Campeonato Inglês, exibe uma enorme vontade de golear, mas não consegue. Toca a bola com um refinamento semelhante ao do Barça, mas, na hora da conclusão… huuumm…

Tanto, que os dois gols foram feitos pelo volante-meia Fabregas, ambos fruto de belas tramas e invenções pessoais. É verdade que o artilheiro Adebayor passou a maior parte do tempo no banco, poupado certamente para o confronto do meio de semana, pela Liga dos Campeões.

Contudo, se não goleia, diverte, com seu toque-toque lépido e inteligente.   

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , , , , , , , , , , ,
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