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sábado, 28 de maio de 2011 Futebol internacional | 18:16

BARÇA!

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Que o Barça é o melhor time do mundo, na atualidade, não resta a menor dúvida. Aliás, um dos melhores times de futebol da história, diga-se.

Mas, às vésperas da decisão da Liga dos Campeões da Europa, infiltrou-se na alma dos observadores a desconfiança de que o Manchester United e seu futebol sólido e pragmático poderiam subjugar o refinado e envolvente toque de bola do Barça, em pleno Wembley, o Templo do Futebol.

E até que nos primeiros dez minutos, essa sensação criou asas, pois os Diabos Vermelhos, numa formação mais desabrida, com apenas Carrick como volante de ofício, pressionou o Barça, que não conseguiu impor seu tradicional toque de bola.

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Em charge de Milton Trajano, Messi levando a melhor sobre Rooney

Mas, aos poucos, Busquets, Xavi e Iniesta começaram a tomar conta do meio de campo, e, logo, o marcador da posse de bola saltou para 66 por cento a favor dos catalães, que, num passe magistral de Xavi para Pedro concluir com êxito e abrir o placar.

Num raro contragolpe, Rooney tabelou com Giggs e empatou, antes do apito final do primeiro tempo.

Mas, era apenas uma questão de tempo. Tanto, que Messi, num disparo de fora da área, desempatou e Villa ampliaria mais tarde para 3 a 1, placar que bem reflete a superioridade desse time incrível, que não se abala em nenhuma circunstância e que imprime seu ritmo onde for, com quem quer que seja.

NO APITO FINAL

O juiz já levava o apito final à boca, quando Lucas recolheu à entrada da meia-lua, limpou o beque e bateu de direita; a bola fez súbita curva, o suficiente para escapar um centímetro das mãos do goleiro Wilson e morrer nas redes do Figueira.

Não houve tempo nem para o reinício, pois o jogo encerrou-se em meio às celebrações dos jogadores tricolores, que conseguiam uma vitória apertadíssima, mesmo jogando no Morumbi, sua sacrossanta casa, como diria o Coronel Juju.
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Apertadíssima porque o São Paulo, embora tivesse a bola aos seus pés o tempo todo não soube levá-la devidamente à zona de perigo. Depois de um primeiro tempo insosso, melhorou no segundo. Nem tanto pela entrada de Rivaldo, clamada pela torcida, e muito mais por Marlos, de hábito tão criticado. E, sobretudo, pela substituição de Juan pelo estreante Henrique Miranda, menino da base de quem ninguém ouvira falar: veloz, hábil e desinibido, o garoto disparou pela lateral-esquerda até o fundo, várias vezes.

Rivaldo até que deu dois ou três bons passes, mas foi Marlos quem criou, ao lado de Lucas, as poucas boas oportunidades tricolores, inclusive um disparo de canhota no poste. Poste, aliás, que já havia sido beijado por um cabeceio de Casemiro.

Resumindo esse jogo curioso: o São Paulo jogou bem e mal, criou poucas chances, mas, poderia ter vencido com folga, e o Figueira, que passou o tempo escondido numa retranca atroz, quase saiu do Morumbi festejando mais um resultado positivo no Brasileirão.

GALO, BOTA E CEARÁ

Além do São Paulo, os outros vencedores da rodada foram Atlético Mineiro, Botafogo e Ceará. Só tenho dúvidas sobre qual destes foram os maiores vencedores: o Galo, que bateu o Avaí em plena Ressecada, por 3 a 1, ou o Ceará, que, com um gol de Iarley, herói da conquista mundial do Colorado, ganhou do Inter de Falcão no Beira-Rio.

Mesmo porque o Botafogo, no Engenhão, com gol de zagueiro, venceu o time reserva do Santos, o que está dentro da escrita. O legal nessa vitória do Glorioso foi a estreia do meia Elkeson, recém-contratado, que conferiu certa qualidade a um meio de campo carente de criatividade. Com Herrera e Loco Abreu lá na frente, e Maicossuel em plena recuperação, o Botafogo poderá fazer boa figura no torneio.

Quanto ao Santos, só o teremos nos campos do Brasileirão depois de resolvida sua situação na Libertadores.

Mas, desde já, quem ponteia a tabela é o Galo, que, em Floripa, também com gols de zagueiros (dois de Leonardo Silva e um de Rever), virou um jogo complicado diante do Avaí, que abrira a contagem Fábio Santos. Um ótimo começo do Atlético de Dorival Jr., que cultiva mesmo um futebol ofensivo.
Por fim, e o Inter de Falcão, hein? Time de excelente elenco, comandado por um ícone de sua gloriosa história, entrou no Brasileirão com o pé esquerdo diante dos reservas do Santos e tropeçou neste sábado diante do Ceará, que é bom time, diga-se, mas, nada excepcional.

Novamente, faltou ao Inter, segundo os relatos dos que lá estavam, agressividade, contundência, lá na frente. Justamente, a característica que Falcão gostaria de enfatizar nesse time.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. BARÇA, O MAIOR!
  3. O CAMINHÃO DO BARÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

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Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

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Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 14 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 15:17

DOMINGO DE DECISÕES

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É domingo de decisões por esse Brasil afora, Decisões imprevisíveis, sobretudo porque, em campo, estarão rivais históricos.

PEIXE E TIMÃO

O Santos recebe na Vila o Corinthians, na decisão do título paulista, com os músculos em frangalhos, mas, a alma em festa. Afinal, não só conseguiu vencer a dura jornada até Manizales, como bateu o Once Caldas, pela Libertadores, por 1 a 0. Placar, diga-se de passagem, modesto diante da exibição do Peixe, que perdeu mais umas três grandes chances para até mesmo folgar no jogo de volta.

E é isso o que mais anima o torcedor santista e o técnico Muricy: saber que seu time não só teve bola para envolver o traiçoeiro adversário no campo inimigo como, ainda por cima, resistiu com ciência ao assédio adversário, nos minutinhos finais do jogo, mesmo sem Ganso e Arouca, dois craques essenciais da equipe.

Assim como é ainda mais animador ver que Neymar, sempre sob os olhares suspeitos dos mais céticos, é guerreiro, sim senhor, em situações de extrema adversidade, sem perder, contudo, seus dons artísticos. Muito menos o humor, expresso naqueles tantos chapéus e dribles que espalhou pelo campo colombiano.

Um deles – aquele perpetrado no segundo tempo que resultou na cobrança de falta por Elano na trave -, tive a pachorra de rever, quadro por quadro, para tentar entender toda a sofisticada trama de movimentos do menino-craque: com o pé direito, faz um rolinho em cima da bola que culmina com uma leve batida sobre a bichinha para elevá-la alguns centímetros, permitindo-lhe tocar de esquerda além do alcance do zagueiro. Um primor de engenho e habilidade.

Sem contar que Neymar foi quem vislumbrou Alan Patrick entrando pela esquerda e serviu-lhe uma bola açucarada para o gol da vitória santista, além de provocar, com seus dribles e manhas, a expulsão de Calle, o que facilitou muito a tarefa de seu time em Manizales.

Isso tudo, porém, não quer dizer que o Timão já está fora de combate. Ao contrário: mais uma vez, ao longo dessa disputa em dois atos, o Corinthians passou a semana afiando-se para a decisão, estocando energias e aprimorando-se tática e tecnicamente.
Mesmo que a situação fosse outra – isto é: os dois no mesmo patamar físico -, o Corinthians tem poder de fogo suficiente para sair vitorioso, inclusive enfrentando o Alçapão da Vila.

Liedson, Bruno César, Jorge Henrique e Willian ou Dentinho formam um quarteto ofensivo capaz perfeitamente de fazer um ou dois gols em qualquer adversário e em qualquer praça.

E, quando coloco aqui a alternativa entre Dentinho e Willian é porque essa me parece ser a grande dúvida do técnico Tite. Na verdade, Dentinho, depois de sua última lesão de demorada recuperação, não voltou a jogar o que sabe. Dizem que é por causa de uma proposta do futebol do Leste Europeu, não sei. O fato é que, ao mesmo tempo, Willian tem sido mais efetivo, quando entra na equipe.

De qualquer forma, é jogo pra mais de metro, sobretudo se o Timão decidir usar esse poder de fogo pra valer, e não ficar ali mais preocupado em evitar o pior do que alcançar o melhor.

GRENAL DE FOGO

No Sul, tudo é mistério, claro.Os técnicos Renato e Falcão escondem os seus respectivos times, mas é de se supor que o Grêmio entre com seu meio campo titular – Adílson, Rochemback, Lúcio e Douglas, enquanto o Inter deverá atuar com Guiñazu, Bolatti, Andrezinho, D’Alessandro e Oscar. Quer dizer: cinco contra quatro para o Inter.

Isso pode indicar um domínio pelo Inter no meio de campo, setor nevrálgico de qualquer time. Mas, estamos falando de Grenal, e esses detalhes táticos costumam ter relevância relativa.

Além do mais, o jogo é no Olímpico, onde o Grêmio entra com vantagem da vitória no Beira-Rio. Num Grenal, essas coisas pesam muito.

EM MINAS

Cruzeiro e Atlético, em qualquer campo, sempre é um desafio sobre o fio da navalha. E o campo, nesse caso, é neutro, como o foi, afinal, no jogo de ida, vencido pelo Atlético, a não ser pela presença maciça dos azuis..

Mas, ao contrário daquele embate, o Cruzeiro vai a Sete Lagoas com seu ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, o que faz muita diferença.

É de se ver.

É ENCARNADO…

Confesso que, no velho Pernambuco, sou Timbu, em homenagem ao ministro Vilella, presidente da Academia Brasileira de Letras. Mas, gostaria de ver o Santa Cruz, a Cobra Coral, o Encarnado, Branco e Preto, clube histórico, capaz de arregimentar ainda a maior torcida de Pernambuco, apesar de tantos anos rebaixado à cena menor do futebol brasileiro, vestir a faixa de campeão.

Mesmo porque o Sport já está enjoado de tantos títulos conquistados nos últimos anos. Não lhe faria falta. Em contrapartida, esta decisão pode vir a ser a catapulta para o Santa dar a grande virada em sua história recente.

O futebol brasileiro precisa do Sport, mas não pode abrir mão do Santa Cruz.

MANCHESTER EM FESTA

A cidade de Manchester está em festa. Neste sábado, o United sagrou-se pela décima nona vez campeão inglês, transformando-se assim no maior vencedor dessa taça, um título a mais do que o Liverpool; e o City levantou a Copa da Inglaterra, o mais antigo troféu do mundo.

São feitos extraordinários, que merecem longas celebrações em todos os pubs ingleses.

Os Diabos Vermelhos empataram com o Blackburn por 1 a 1, gol de pênalti de Rooney, a maior estrela de Manchester, num jogo parelho e encardido, apesar do domínio dos campeões.

E os azuis do City bateram o Stoke, por 1 a 0, gol de Balotelli, ratificando sua volta à linha de frente do futebol britânico, graças à fortuna nebulosa do russo Abramovich.

Enfim, Manchester é definitivamente a capital do futebol inglês.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Futebol internacional | 18:31

O CAMINHÃO DO BARÇA

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O Barça, no seu velho estilo – domínio absoluto da bola e dos espaços, jogando o tempo todo no campo adversário –, sem maiores esforços, meteu 5 a 1 no Shakhtar, time composto por uma legião de jogadores brasileiros (bons jogadores, diga-se), e praticamente se garantiu para a próxima fase da Liga dos Campeões.

A não ser que uma tragédia ocorra em Donetsk, no jogo da volta, o Barça já está lá. E o Barça, vale lembrar, não é time de sofrer tragédias. No máximo, um pequeno drama.

Mesmo porque lá estão três dos maiores jogadores do mundo, segundo a Fifa – Messi, o escolhido de sempre, Iniesta e Xavi. Se um já é o bastante, tipo Cristiano Ronaldo, que dirá três? Três craques que custaram ao Barça um prato de tremoços, pois todos cevados nas suas categorias de base.

Quer dizer: o Barça é bilionário, mas não é perdulário. Sabe onde meter seu rico dinheirinho.

Não sai por aí contratando estrelas a preço de ouro, como, por exemplo, o Chelsea, que pagou 50 milhões de libras pelo centroavante espanhol El Niño Torres, que já não é nenhum niño, e até hoje não conseguiu confirmar sua fama, a não ser num início promissor no Atlético de Madri, anos atrás.

Mas, o dinheiro do Chelsea, todos sabemos, é fácil, vem de fonte borbulhante que nada tem a ver com o futebol.

O fato é que Torres não jogou nada,como de hábito, e ainda por cima ficou em campo até o fim, enquanto Drogba, que se desdobrava em campo, foi substituído por Anelka, que, a exemplo de Malouda não deveria ter sido preterido desde o início.

Já Iniesta, por exemplo, abriu a contagem num gesto de puro oportunismo e deu um passe magistral para Daniel fazer o segundo, e assim detonar a goleada.

DIABOS O LEVAM

Por falar em Torres, o celestial (na cor da camisa, claro) Chelsea, em casa, foi levado na manha pelos Diabos Vermelhos, que meteram 1 a 0, em gol de magnífica feitura, no primeiro tempo: Carrick cruza da direita para a esquerda, e o veteraníssimo Giggs, só na matada já deixou o português Bosingwa na saudade, a única palavra só luso-brasileira. O galês, então, passou na medida para Rooney tocar no canto esquerdo do goleiro.

O resto da partida foi um Chelsea tentando criar situações difíceis para Van der Saar, um dos maiores que vi jogar, em vão, e o Manchester United respondendo sempre com perigo.

Como? Se esse cenário sugere que Sir Ferguson adotou uma daquelas retrancas tão amadas por nossos treiandores? Nada disso. Ao contrário: escalou um time altamente ofensivo, pelas características de seus jogadores, com apenas um volante de ofício – Carrick.

A diferença é que não deu moleza ao adversário. Marcou como devia e atacou como devia. Se não obteve melhor resultado, vai por conta do jogo jogado contra um igualmente poderoso adversário.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. E DEU BARÇA, POR JUSTIÇA
  3. BARÇA, ÚNICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 3 de abril de 2011 Futebol internacional | 15:13

E QUE GOOOL!

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Sem dúvida, o lance do domingo foi aquele gol do menino Lucas contra o Mirassol. Recolheu a bola na sua própria intermediária, pela direita, tocou para Jean e recebeu logo após a linha de meio de campo. Dali partiu em diagonal, passou por um, por dois, por três, livrou-se do goleiro e finalizou de esquerda para a meta aberta.

Sim, claro, já vimos muitos gols assim, feitos por vários jogadores, alguns craques, outros simplesmente comuns, que, num estalo, realizam tais proezas.

Mas, no caso de Lucas a história é bem outra. Esse menino, desde os juniores do São Paulo, tem esse tipo de jogada como marca registrada. No Sul-Americano Sub-20, realizou uma série dessas arrancadas. E até na Seleção de Mano, na estreia em Londres, em dez minutos que esteve em campo protagonizou dois lances desse mesmo jeitinho.

Nem sempre, porém, a jogada se configura em sua integralidade, com a bola dormindo na rede. Mas, de qualquer forma é sempre um recurso valioso, pois fruto da combinação exata entre velocidade, habilidade e ousadia, atributos cada vez mais raros no nosso futebol.

VASCÃO E VERDÃO

Vasco e Palmeiras iniciaram a temporada sob um enorme ponto de interrogação.

Mas, com o decorrer das rodadas dos estaduais, ambos passaram de zebras a destaques.

Em São Paulo, o Verdão acaba de bater o tão decantado Santos de Neymar, Ganso, Elano e cia., por 1 a 0, em jogo parelho e emocionante, gol de Kleber em passe magistral do menino Patrik. E segue líder da competição, a duas rodadas do final dessa fase classificação.

Já o Vasco, que foi um horror na Taça Guanabara, contratou o técnico Ricardo Gomes e mais uns dois ou três reforços e passou a golear, como nos 4 a 0 sobre o Bangu, em tarde inspirada de Felipe e com direito a gol do artilheiro Alecsandro, recém contratado ao Inter.

Assim, o Vasco saltou para a ponta da tabela de seu grupo na Taça Rio, o que não podia ser mais animador.

PRA INGLÊS VER

Não há campeonato mais charmoso do que esse da Inglaterra. Estádios sempre lotados, arejados, sem alambrados de nenhuma espécie, e, no campo, um jogo ofensivo, de lado a lado, do início ao fim.

E, com as reascensões recentes de Chelsea, Manchester City e Tottenham, são mais três disputantes de escol a se juntarem a Manchester United, Arsenal e Liverpool na disputa do título nacional.

Apesar disso, os Diabos Vermelhos, mesmo sem reprisar as grandes atuações das últimas três temporadas, mantêm a liderança com rédeas curtas.

Ainda neste sábado, contou com uma combinação de resultados mágica: o Arsenal, seu mais próximo perseguidor, empatou por zero a zero, enquanto o Manchester United virava de maneira sensacional sobre o West Ham: 4 a 2.

Foi um primeiro tempo deplorável do Manchester, quando chegou a levar de 2 a 0, dois gols de pênalti de Noble – um volante baixinho homônimo e clone do lendário Noble Stylles, o Carniceiro de Liverpool, da gloriosa conquista mundial de 66.

Mas, no segundo, depois das entradas do mexicano Chicharito Hernandez e do búlgaro Berbatov, o Manchester United virou um caminhão de melancia sobre o adversário. E o piloto foi Wayne Rooney, que, jogando na armação, marcou três gols., de enfiada.

Aproveitando-se dos tropeços de Liverpool, Arsenal e Chelsea, o outro Manchester, o City, dominou e goleou o Sunderland, por 5 a 0, com participação efetiva de Tevez, mas, sobretudo, de Yayá Tourré, um volante espetacular, que o Barça deixou escapar pelos dedos.

BARÇA, ALÉM

Por falar em Barça, o time catalão aumentou sua diferença em relação ao Real, seu eterno caçador, quando não é o inverso.

Os dois jogaram no sábado com suas equipes mistas. A diferença é que o Real jamais se encontrou diante do Sporting Gijón, e acabou perdendo por 1 a 0, enquanto o Barça, mesmo poupando vários titulares, manteve o mesmo padrão de domínio de bola e dos espaços.

E venceu o Villareal por 1 a 0, com um gol de Piqué como autêntico centroavante – matou no peito e bateu certeiro.

CIAO, CARO

No clássico de Milão, o líder Milan meteu 3 a 0 na Inter, eterno rival, graças ao oportunismo de Pato, autor de dois gols de puro oportunismo.

Assim, o Milan despediu da Inter, que cedeu a vice-liderança para o Napoli. Napoli, autor de uma virada espetacular sobre a Lazio: 4 a 3.

Não podia ser um fim de semana mais auspicioso para os milanistas.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. OS MELHORES, SOFRENDO
  3. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. LOVE, LOVE
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
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sábado, 16 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 11:15

A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR

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O líder Cruzeiro vai ao Olímpico pegar um osso duro de roer. Afinal, é o encontro dos dois melhores desempenhos do segundo turno do Brasileirão. E o Grêmio está a galope no pingo, com o facão girando no ar à espera do golpe fatal na Raposa.

Mesmo porque, depois de um primeiro turno deplorável, o Tricolor já vislumbra – em vencendo o Cruzeiro neste domingo – aproximar-se de tal forma dos líderes que a fuga ao descenso ameaça transformar-se numa corrida até pelo título, senão por uma vaga na Libertadores.

O diabo é que Jonas, que já não tem Borges há tempos como parceiro, também não será escoltado por André Lima, que se machucou ao tentar driblar uma garrafa de água, depois do treino de outro dia. Esqueceu, no empenho, que até garrafa de água gremista entra pra valer em qualquer dividida.

Jonas, porém, tem sido tão implacável neste Brasileirão, que, pode-se dizer, dispensa até as mais ilustres companhia, e, quem sabe Júnior Viçosa não surpreenda?

Aliás, por falar nisso, o técnico Renato Gaúcho driblou, como nos seus bons tempos de hábil atacante, a pergunta dos repórteres sobre se iria ou não providenciar marcação especial sobre Montillo, que joga mesmo recuperando-se de lesão.

Não sei. Aqui à distancia, desconfio que a presença de Vilson no meio de campo tricolor, no lugar de Adílson, possa ser um indício de que o maravilhoso gringo azul não terá vida fácil no Olímpico.

Mas, embora Montillo venha sendo o craque da equipe, o Cruzeiro não se resume só a ele. Não é líder por acaso, e sim porque tem uma equipe bem ajustada por Cuca, que pratica um futebol compatível com suas tradições – técnico e ofensivo.

Enfim, Tite

O Corinthians, que vive seu inferno astral, com todos os insucessos recentes, culminando com a tradicional e inócua cobrança dos manos gaviões antes do treino de sexta-feira, que acabou tirando o atacante Souza dos eixos, enfim, acertou com Tite para dirigir doravante sua equipe.

Mas, enquanto Tite não se desvencilha do seu clube nas arábias, o interino vai tocando o barco cheio de furos provocados pela perda de tantos titulares, em direção ao Brinco de Ouro da Princesa, contra o Guarani..

Mas, acena com a volta de Ronaldo Fenômeno, de talhe um pouco mais afilado do que o dos últimos tempos.

Bem, na pior das hipóteses, Ronaldo haverá de espantar a zaga adversária, só pelo nome e pela presença imperial em campo. Na melhor, Ronaldo fará os gols necessários para retirar o Timão do fundo do poço emocional em que se encontra nesta quadra do campeonato.

Basta uma vitória, se possível conjugada com derrotas do líder e do vice, pronto!, céu azul sobre o Parque São Jorge. E, convenhamos, ganhar do Guarani, mesmo em Campinas, embora não seja moleza, também não chega a ser tarefa tão impossível.

Clássico Vovô

No Engenhão, mais um capítulo da gloriosa história do clássico mais antigo do Rio: Flu x Bota.

O Flu não pode mais bobear, e, para recuperar seu porte de sério candidato à faixa de campeão, terá de volta três jogadores vitais para o esquema de Muricy: o lateral-direito Mariano, o volante Diguinho e o atacante Emerson, o Xeique.

Mariano tem sido o melhor de sua posição nesse campeonato, ao equilibrar com justeza as duas funções básicas de um verdadeiro lateral: defender bem e atacar com presteza e exatidão.

Diguinho é aquele volante lépido, que, de repente se enfia entre Conca e Marquinho para surpreender o sistema de marcação do adversário.

E Emerson, o atacante veloz e hábil, artilheiro nato, que certamente, por sua movimentação, haverá de colocar em campo Washington, tão apagado nas últimas partidas.

Se nas Laranjeiras as coisas começam a clarear, em General Severiano, reina o mistério. Papai Joel preferiu esconder da imprensa parte do treino, anunciando que falta ainda uma coisinha a ser resolvido no time, basicamente o mesmo dos últimos tempos.

Talvez, a volta de Marcelo Matos, que se recupera de lesão, ou, então, qualquer outra pegadinha que o matreiro treinador esteja cogitando.

Certo é que ambos precisam da vitória, cada um diante de seus respectivos objetivos. O Flu, de olho na liderança perdida; o Bota, na vaga da Libertadores, ainda ameaçada.

Teremos, pois, um Vovô irado neste domingo no Enegenhão.

Forte Sansão

Já o clássico paulista – São Paulo e Santos, o Sansão – tem outro viés.
O São Paulo não luta propriamente nem pelo título, nem pela vaga na Libertadores, embora esta seja possível no universo infinito dos números. Mas, sim, para readquirir parte de sua grandeza, com vistas a montar um time para a próxima temporada.

E a escolha do novo estilo tricolor pelo técnico Carpegiani, nesse sentido não poderia ser melhor, diante das circunstâncias: um jogo ofensivo, mais leve e técnico do que o habitual recente, protagonizado por um leque de garotos campeões da Taça São Paulo Jr.

Um estilo, digamos assim, mais próximo de… do… Do Santos, pronto, já disse, seu adversário deste domingo no Morumbi.

Sim, esse Santos que conseguiu o prodígio de varar tantas adversidades, depois do deslumbrante primeiro semestre – a perda de meio time, entre os negociados e os lesionados, a vai não vai de Neymar e suas atribulações em seguida, a queda do técnico Dorival Jr. etc. – e chegar nesta quadra do campeonato com chances até de disputar o título.

Neymar sossegou o pito e incrementou o desassossego nas defesas inimigas. E o Peixe vai somando vitórias expressivas sobre os mais expressivos inimigos, tipo Cruzeiro, Flu e Inter, por exemplo.

Se vai seguir nessa toada diante do Tricolor, não sei. Só sei que esse clássico se prenuncia emocionante e agradável de se ver.

Vitórias em vermelho e negro

Mais do que a exibição correta do Flamengo e a vitória expressiva por 3 a 0, o que me impressionou foi a inoperância ofensiva do Inter, que foi ao Engenhão com praticamente todas as suas estrelas – D’Alessandro, Tinga, Giuliano, Alecsandro etc.

Teve a bola nos pés, durante todo o primeiro tempo, mas não deu um chute a gol sequer. E, no segundo, idem, sem a posse de bola.

Já o Flamengo, que vai sendo moldado por Luxemburgo ao feitio de um clube grande que sempre foi, marcou bem, e contragolpeou sempre com perigo, numa jornada de redenção do atacante Deivid, autor de dois dos três gols rubro-negros: um, de pênalti contestado pelos colorados, e outro, de cabeça, em cobrança de corner. Renato fez o segundo gol de sua equipe de falta. Muitos acharam falha de Renan, mas me pareceu que a bola foi fugindo do braço do goleiro, entrando rente à trave.

Assim, o Flamengo vai saindo daquela zona de desconforto, Luxa começa a recuperar sua proverbial autoconfiança, que, às vezes, se confunde com soberba, e o rubro-negro amigo já pode descansar a cabeça no travesseiro em paz.

Quanto ao outro rubro-negro, lá do Paraná, este, meu amigo, está a mil: o Furacão, na Arena da Baixada, venceu o Goiás por 2 a 1 e segue rondando a área de classificação para a Libertadores.

A curiosidade desse jogo foi o seguindo gol do Atlético, em que restou no ar apenas a dúvida se a bola cabeceada por Gonzales passou inteira pela risca da meta, antes de ser despachada pelo beque goiano.

Pra mim, passou. Quer dizer: acho que passou. Mas, talvez não tenha passado, quem sabe?

Na Velha Albion

Grande mancada do Manchester United, que meteu 2 a 0 no West Brom, no primeiro tempo, desperdiçando mais umas quatro chances claras de ampliar, e acabou sofrendo o empate.

Pior para Sir Alex Frrguson, que manteve Rooney no banco de reservas e, no fim, teve de apelar para o cra1que da equipe, desta vez, em vão.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, envolveu o Birmingham, e, mesmo levando o primeiro gol, num dos raros avanços do adversário, virou para 2 a 1, com direito a um gol tramado com extrema exatidão, até o toque final de Charmakh, um centroavante de toques tão refinados que muita gente interpreta como firula excessiva. Às vezes, é.

Mas, esse o traço característico desse Arsenal de Wenger, desde sempre.

O Milan e Ronaldinho

Se Mano Menezes, que ficou na Europa para ver ao vivo algumas realidades, queria Ronaldinho Gaúcho mais solto pela meia, em vez dos grilhões que o prendem há anos na ponta-esquerda, a vitória milanista por 3 a 1 sobre o Chievo não poderia ter sido mais expressivo.

Pela primeira vez, Ronaldinho atuou como verdadeiro meia, flutuando pelo meio de campo e os dois lados do ataque, com velocidade e potência, coisa rara de se ver nos últimos tempos.

De quebra, se Mano estava lá, como prometeu, viu aquele golaço de chicote de Pato, em cruzamento da esquerda de Antonini, um dos dois do jovem brasileiro, e o terceiro, de Robinho, limpando o goleiro em passe magistral de Ronadinho.

Pelo comportamento ativo e versátil de Ronaldinho Gaúcho nesse jogo, é evidente que o cara está a fim de voltar à Seleção. Nós, meros espectadores, merecemos.

Olé, Madrid!

O Barça penou para virar sobre o Valencia, por 2 a 1. Fez um mau primeiro tempo e só melhorou um pouco no segundo, o suficiente para desalojar o Valencia da liderança do campeonato, colocando, porém, no trono o Real, seu maior rival.

Já o Real deu olé no Málaga, em show particular de Cristiano Ronaldo, na goleada por 4 a 1. Aliás, fazia tempo que o craque lusitano não nos oferecia um espetáculo desses feitos de dribles, passes, assistência e gols. Deu dois para Higuain e fez os outros dois.  Já era hora.

Notas relacionadas:

  1. VAI SER DURO
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
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domingo, 9 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 19:26

SÓ PODIA VENCER

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Bem, ao Corinthians não restava nada menos do que a vitória, depois da pífia campanha no Paulistão e da desclassificação na Libertadores. Afinal, jogava em casa e o adversário, de tradicional camisa, o Furacão, não nada lá bem das pernas.

E não é que o Atlético saiu na frente? Uma bola alçada à área por Wagner Diniz passou por todo mudo e morreu nas redes alvinegras.

E olhe que o Timão demorou para reagir. Reagiu, porém, no segundo tempo, quando o Atlético já estava sem um jogador, simplesmente o craque da equipe – Paulo Baier. Mas, só chegou ao empate depois da entrada de Souza no lugar do lateral Alessandro. Souza empatou e sofreu o pênalti que Ronaldo converteu no gol da vitória.

Isso, claro, depois de forte pressão exercida pelo Corinthians, sobretudo depois da segunda expulsão do goleiro atleticano.

Mas, cá entre nós, vai ter de melhorar muito esse time para transformar o centenário numa celebração.

Empate misto

No Maracanã, Flamengo e São Paulo, de olho ainda na Libertadores, entraram em campo com times mistos – parte reserva, parte titular. E não deu outra: 1 a 1, gols de Washington, em bela trama do ataque tricolor, e Denis Marques, em lançamento primoroso lá de trás de Michael.

O São Paulo foi melhor no primeiro tempo e o Fla, no segundo.

Resultado, porém, mais favorável ao São Paulo. Não apenas porque arrancou um empate do campeão brasileiro no Maracanã, mas, principalmente, porque revelou equilíbrio para trabalhar dignamente com tantos reservas.

Vitória mista

Misto por misto, deu Cruzeiro no Beira-Rio, graças ao títular indiscutível, Kleber, o Gladiador, que marcou os dois de seu time, nos 2 a 1 sobre o Inter.

E assim esses dois grandões do Brasil vão seguindo caminhos opostos na temporada: enquanto o Cruzeiro ascende, o Inter regride, quando não empaca. E olhe que ambos têm elencos de excelência comparável.

Galo não perdoa

Enquanto isso, o Galo não perdoa: recuperou-se rapidamente da queda diante do Santos, na Copa do Brasil, para bicar o Almirante no Mineirão: 2 a 1, sem gols de Tardelli, imagine!

Quer dizer: aquele de Muriqui deveria ser creditado a Tardelli, cujo disparo tinha endereço certo; Muriqui apenas empurrou já sobre a linha do gol.

Mas, o Galo, escreva, vai ainda dar o que falar neste Brasileirão.

LÁ FORA

O Bayern, sob o comando desse magnífico canhoto holandês, Arjien Robben, autor de dois gols, ao bater o Hertha, em Berlim, por 3 a , sagrou-se campeão alemão já, o que lhe dá moral e folga para esperar o embate com a Inter de Milao, pelo título europeu.

Inter que, apesar de meter 4 a 3 no Chievo, terá de buscar a faixa de campeão italiano na rodada final, pois a Roma, que venceu o Cagliari por 2 a 1, continua na sua cola.

Pau a pau também continua o Campeonato Espanhol, com o Barça um passo à frente do Real. Ambos venceram bem no sábado. O Barça, depois de disparar 3 a 0 sobre o Sevilha, na Andaluzia, relaxou e tomou dois gols no fim, um deles, de Luís Fabiano, mas teve pleno domínio da partida. E o Real goleou o Bilbao em casa, por 5 a 1, em mais uma exibição de gala de Cristiano Ronaldo, que voltou a jogar aquela bola dos tempos de melhor do mundo. Essa encrenca só se decide na rodada final.

Já o mais espetacular campeonato nacional do mundo acabou, espetacularmente: o Chelsea simplesmente massacrou em casa o Wigan – 8 a 0. Isso mesmo: 8 a 0! O que não chega a ser grande surpresa, já que o Chelsea, neste torneio somou duas goleadas por sete gols e alcançou, no final, a marca de 103 gols na campanha inglesa. Um prodígio! E, que diria, sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, tido e havido, na época em que dirigia o Milan, como emérito retranqueiro, o que sugere a paródia do velho ditado: em Roma, como os romanos; em Londres, como os londrinos.

Sim, porque o vice-campeão, que tentava o tetra inédito no futebol inglês, o Manchester United, despediu-se com uma goleada por 4ª 0 sobre o Stokes, no Teatro dos Sonhos, Lá ganha quem faz mais gols, claro.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:41

DECISÃO PRA FRENTE

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Beleza que essa final do Paulistão seja disputada por Santos e Santo André, os dois que obtiveram o maior número de pontos na fase classificatória, com os ataques mais positivos.

Futebol é gol, na sua mais estrita essência. E, para obtê-los, é preciso ter audácia, velocidade, técnica e habilidade. Santos e Santo André revelaram, ao longo do torneio, esses atributos, o que é ótimo para a própria preservação do futebol como tal.

A antítese, a retranca, aquele jogo defensivo, chamado de pragmático, que imperou nas últimas duas décadas, está se esvaindo no mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos redutos, preservados pela covardia e falta de imaginação da maioria dos nossos treinadores, para não falar da mídia em geral.

Claro, o Santos, com sua média de gols superior a três por partida, e, sobretudo, pela campanha brilhante que cumpriu até aqui nesta temporada, é franco favorito.

Mas, todos sabemos, em mata-mata, tudo pode acontecer. Mas, o que acontecer será sempre a superposição do futebol ofensivo sobre o defensivo.

GRENAL

O Inter tem elenco mais ilustre do que o Grêmio. Mas, o Grêmio, que tem excelente time, cumpre campanha muito mais equilibrada e eficiente do que seu eterno rival.

O Inter deu sinais de melhora no último confronto pela Libertadores, assim como o Grêmio, na Copa do Brasil.

É daqueles clássicos em que qualquer previsão é mero chute. Mas, para meu gosto, o Grêmio parece ser mais consistente.

MINAS, SÔ!

Por mais incrível que pareça, o título mineiro não será disputado entre Cruzeiro e Atlético. O Ipatinga tomou o lugar do Cruzeiro e vai para as finais com o Galo, que o próprio Luxemburgo já avisou só estará nos trinques para o Brasileirão.

Apesar da advertência, quem tem Tardelli no ataque tem meio gol.

LÁ FORA

O Manchester United, mesmo sem Wayne Rooney, sua principal estrela, meteu 3 a 1 no Tottenham, e garantiu a liderança, no que poderá ser alcançado neste domingo pelo Chelsea, acerbando a disputa nesta reta final do campeonato inglês.

Apertada segue, também a disputa pelo título alemão, com a vitória do Schalke, no finzinho, sobre o Herta Berlim, e o empate do Bayern com o Borússia Monchengladebach, por 1 a 1, embora o time de Munique merecesse a vitória por conta da pressão exercida no segundo tempo, sobretudo depois do gol de Klose, de cabeça, claro.

Já o Barça, poupando vários jogadores, alguns dos quais entraram no segundo tempo para definir a questão, penou a maior parte do tempo diante do lanterna Jerez. Abriu a contagem com Jeffren, ampliou com Henry, mas tomou o gol de Bermejon, e só foi tirar a diferença quando Piqué e Messi entraram em campo, no segundo tempo, com Ibrahimovic, quando maior era o volume de jogo do adversário.

Mas, o Real segue na cola, ao bater por 2 a 1 o Zaragoza, com a volta triunfal de Kaká, depois de 45 dias sem jogar por conta de uma pubalgia. Entrou aos 33 minutos, quase marca na primeira bola, e, na segunda, deu o gol da vitória, em passe de Cristiano Ronaldo. Boas novas.

NATALINO DISSE NÃO

Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio, depois de muito pensar e papear, disse não ao Flamengo, preferindo ficar mesmo em General Severiano, onde acaricia seus três títulos conquistados neste primeiro semestre: a Taça Guanabara, a Taça Rio, e, por consequência, a faixa de campeão carioca do ano.

Assim, a diretoria do Flamengo fica com o mico nas mãos, às vésperas do mata-mata com o Corinthians pela Libertadores. Afinal, demitiu Andrade sem ter um técnico de peso como garantia para substituí-lo.

Mais uma demonstração de que o clube está à deriva, agindo mais por impulso do que pela razão.

Sonha com Leonardo, cujo Milan acaba de sofrer humilhante derrota para o Palermo, por 3 a , numa das piores exibições do rossonero em campeonatos italianos, depois de ter chegado atrasado em Muricy, que está fechando com o Fluminense, e de receber a negativa de Zico, que não quer manchar seu pedestal na Gávea sendo chamado de burro à beira do campo na primeira derrota da equipe.

Quem se habilita?

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  3. FÓRMULAS E EUFORIAS
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última