RODADA DE FOGO
A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.
Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.
Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.
O MAJESTOSO
Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.
Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.
Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.
INTER E FLA
O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.
Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.
Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.
Jogo de chispas e barulhos.
GALO E PEIXE
Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.
Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.
NO SERRA DOURADA
Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.
O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.
PÊNALTIS E CIVILIDADE
Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.
Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.
A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.
Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.
Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.
Ponto final.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Goiás, Internacional, Majestoso, Palmeiras, pênaltis, Rodada, São Paulo