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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; Lula</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>DEPOIS DA FESTA</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 20:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Olimpíada]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Arthur Nuzman]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rio está em festa, os políticos celebram o feito, enquanto vão computando de cabeça os votos a favor que cairão nas urnas nas próximas eleições, e todos os aproveitadores de plantão esfregam as mãos na expectativa dos fabulosos ganhos extras que se insinuam na mesa olímpica.
 
Mas, confessemos, o brasileiro de norte a sul, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11643" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-11643" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/10/foto-posada-ap.jpg" alt="Delegação brasileira presente em Copenhague festeja a escolha do Rio de Janeiro" width="550" height="352" /><p class="wp-caption-text">Delegação brasileira presente em Copenhague festeja a escolha do Rio de Janeiro</p></div>
<p>O Rio está em festa, os políticos celebram o feito, enquanto vão computando de cabeça os votos a favor que cairão nas urnas nas próximas eleições, e todos os aproveitadores de plantão esfregam as mãos na expectativa dos fabulosos ganhos extras que se insinuam na mesa olímpica.</p>
<p><strong><span style="font-weight: normal"> </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: normal">Mas, confessemos, o brasileiro de norte a sul, de leste a oeste, se sente &#8211; um tiquinho ao menos &#8211; mais orgulhoso. Afinal, rompemos uma barreira secular, acolhendo pela primeira na história da América do Sul, uma Olimpiada, o maior evento esportivo, ao lado da Copa do Mundo, que também patrocinaremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Talvez algumas mãos tenham sido devidamente molhadas, nesse escrutínio tão íntimo da escolha da sede da Olimpíada de 2016. Não sabemos, nem saberemos jamais, quem sabe. Mas, talvez, não, e tudo tenha corrido numa lisura impecável.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">O certo é que a escolha não recaiu sobre o Rio por causa de seus excelsos equipamentos esportivos, tampouco pela segurança absoluta que reina nas ruas da Cidade Maravilhosa, ou pela magnífica rede viária, aeroviária ou rodoviária que cobre a urbe carioca e tal e cousa e lousa e maripousa.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Dizem que o projeto apresentado ao COI está irreprimível, e que, até lá, todos os problemas atuais estarão resolvidos. Até acho possível, pois nossas mazelas (e não só do Rio) advêm, antes de mais nada, da incúria, da falta de empenho, do despreparo da imensa maioria dos nossos governantes. Isso, desde os tempos coloniais, todos sabemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Desconfio, porém, que o toque de convencimento do colégio eleitoral do COI, na verdade, foi um gesto intangível, algo que se dissemina pelo ar, criando uma imagem tão favorável ao Brasil no resto do mundo, antes de tudo pelos efeitos da política econômica tupiniquim em meio à crise que assolou (e ainda assola) o planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">O desprezado e desprezível Brasil, exportador contumaz de travestis e prostitutas, abrigo de marginais internacionais, país dominado pelo narcotráfico, berço de imensas favelas, epicentro da mais abjeta divisão de riquezas, composto por essa gente mulata irresponsável, que só se interessa por samba e futebol, reino de desenfreada corrupção policial, judiciária e dos políticos em geral (Executivo e Legislativo), por certo, não mereceria nem mesmo um sorriso de ironia dos jurados do COI diante de tantas promessas.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Nem mesmo o Brasil de César Lattes, Niemeyer, Drummond, Machado, Pixinguinha e Noel Rosa, Villa-Lobos, Pelé, Glauber, Portinari, Eder Jofre e outros tantos gênios da raça tocaria a sensibilidade daquela turma.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">O que conta, numa sociedade de resultados como a que se espalha pelo mundo todo, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim, é mesmo o resultado. E o Brasil, com todas as suas gingas e meneios, com todos os problemas estruturais e atávicos, consegui driblar a crise, na medida do possível e do inimaginável. A ponto de merecer encômios em quase todas as grandes publicações do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal"> </span></p>
<div id="attachment_11644" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-11644" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/10/Peleelula.Reuters-300x233.jpg" alt="Pelé e Lula festejam a vitória" width="300" height="233" /><p class="wp-caption-text">Pelé e Lula festejam a vitória</p></div>
<p>Acrescente-se aí o carisma indiscutível do presidente Lula, que, com todos os seus defeitos e limitações, encanta não só o eleitorado nacional mas, também, essa gente estrangeira, e teremos, imagino, uma explicação mais próxima do que aconteceu no interior da escolha.</p>
<p><span style="font-weight: normal">Resta, agora, ficar de olho no nosso bolso, que, inevitavelmente, será tungado, e tentar seguir passo a passo seu roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Sei bem que o brasileiro, em geral, não é ainda um cidadão com plena mobilidade como tal. Mesmo porque não basta a fiscalização rígida. É preciso que o Judiciário, na comprovação de maracutaias, seja menos lerdo e leniente na aplicação de duras penas aos eventuais infratores.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">E que os poderes públicos, as organizações civis, a sociedade como um todo, se empenham na tarefa de viabilizar esse evento, que escapa a uma simples competição esportiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">A Educação está no centro desse esforço. É preciso que haja neste país, como gosta de dizer o presidente, um imenso mutirão em favor da Educação e da Pesquisa. A Educação para formar atletas, mas, principalmente, cidadãos esclarecidos. Atletas, para que não passemos vergonha no campo esportivo; cidadãos, para que a vigilância sobre os gastos públicos seja eficaz.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Enfim, que o Brasil, como um todo, dê um salto no sentido de transformar-se num país respeitado, antes de mais nada, pelo seu valor intrínseco: o caráter de sua gente, povo, governantes, esportistas e empresários.</span></p>
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		<title>DE VOLTA AO BRASILEIRÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 19:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Andrés Sanchez]]></category>
		<category><![CDATA[Atlético-MG]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Roussef]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[De volta ao Brasileirão, entremeado pelas agonísticas disputas da vaga verde-amarela na decisão da Libertadores, obtida pelo Cruzeiro, e da conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians, apenas um clássico à vista. Mas, um clássico inusitado, pois o líder Atlético Mineiro recebe, em casa, o lanterna Botafogo.
A mesma camisa, em polos opostos. Quer dizer, então que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De volta ao Brasileirão, entremeado pelas agonísticas disputas da vaga verde-amarela na decisão da Libertadores, obtida pelo Cruzeiro, e da conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians, apenas um clássico à vista. Mas, um clássico inusitado, pois o líder Atlético Mineiro recebe, em casa, o lanterna Botafogo.</p>
<p>A mesma camisa, em polos opostos. Quer dizer, então que o Galo já levou? Não é bem assim, mas, quase, já que o Bota nada fez até agora para mudar o rumo de seu sombrio destino no campeonato. Mas, sacumé&#8230;</p>
<p>O outro líder por pontos ganhos &#8211; o Inter &#8211; vai ao Recife em busca de uma recuperação, depois da ressaca da perda da Copa do Brasil para o Timão, e da derrota para a LDU, no jogo do Beira-Rio, pela Recopa Sul-Americana.</p>
<p>Vai, porém, à meia-boca, pois espera ainda inverter o resultado, lá nas alturas de Quito, para salvar parte da fé abalada, já que, no início da temporada, era exaltado como o melhor elenco do país, não sem razão.</p>
<p>Assim como o Cruzeiro, de olho na decisão com o Estudiantes pela Libertadores, e ainda em festa pela classificação diante do Grêmio, não deverá colocar no Serra Dourada toda sua força contra o Goiás.</p>
<p>Já o Grêmio precisa mais do que nunca vencer vencer esse jogo no Olímpico, contra o Atlético PR. Para tanto, porém, carece de se reaprumar emocionalmente da batalha perdida para o Cruzeiro, além de encetar uma arrancada no Brasileirão para não entrar em séria crise.</p>
<p>Pelo que vem jogando, me parece, basta a dupla argentina de ataque começar a enfiar nas redes as bolas que Tcheco e Souza lhes servem, até agora em vão.</p>
<p>Quem também precisa da vitória é o São Paulo, diante do Coritiba, no Couto Pereira. Afinal, o tricampeão brasileiro há três meses não vence uma partida fora de casa. Além do que, seria um tijolo a mais na reconstrução desse time, agora sob o comando de Ricardo Gomes, que estreou bem, diga-se.</p>
<p>Reconstrução que se inicia com o restabelecimento do sistema de jogo com dois zagueiros apenas e dois meias, na formação em quatro do meio-de-campo. Poderia avançar mais o treinador tricolor, se ousasse uma formação ainda mais dinâmica, com dois volantes que sabem jogar (tipo, Hernanes e Arouca), três meias (Jorge Wagner, o menino Oscar e Marlos), com Borges, que, pelo estilo se encaixa aos demais no toque de bola.</p>
<p>Não perderia um tostão de combatividade no setor, e ganharia em velocidade e habilidade, os dois quesitos básicos do dito futeol moderno (eterno).</p>
<p>Mas, são apenas os primeiros passos de Ricardo Gomes na direção certa. E, nesses casos, prdência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.</p>
<p>Por fim, o Palmeiras, ainda com seu técnico interino Jorginho, enquanto Seu Muricy não vem, vai a Florianópolis pegar o Avaí de Silas. Jogo complicado, pois o Avaí precisa desesperadamente sair da situação em que está, e o Palmeiras não pode mais vacilar na busca, ao menos, de um lugar na Libertadores.</p>
<p>E aqui quero fazer um parentêse para falar de Jorginho, ex-meia de talento e lucidez da Portuguesa, do Palmeiras, do Santos, do Galo, entre outros, que não teve, ao longo de sua carreira a projeção devida, há um bom tempo técnico do Palmeiras B.</p>
<p>Já tive com ele longas conversas sobre futebol, e pude captar, então, o seu alto nível de conhecimento sobre futebol, maior até do que muito treinador badalado por aí. Isso, claro, não basta para conferir-lhe <em>status </em>de grande técnico, capaz de assumir o Palmeiras agora. Aliás, ele mesmo declara isso, que ainda é um técnico de futebol em formação. Mas, se a turma bobear, sei não&#8230;</p>
<p><strong>POLÍTICA E FUTEBOL</strong></p>
<p>Leio que o presidente do Corinthians, ao visitar o alvinegro ferrenho Lula, em Brasília, no dia seguinte à conquista da Copa do Brasil, ofereceu-lhe apoio do seu clube à candidatura de Dilma Roussef à presidência da República, em troca de apoio do governo federal para a construção de um estádio próprio.</p>
<p>Bem, política e esporte sempre se confundiram, pontualmente, em todos os tempos e quadrantes. Há exemplos clássicos, como aquela imagem do técnico Vittorio Pozzo erguendo o braço, na saudação fascista, depois das conquistas da Itália de Mussolini das Copas de 34 e de 38.</p>
<p>E quem se esquece de Hitler retirando-se emburrado, como se lhe tivessem roubado o brinquedo da hora, da tribuna de honra do estádio Olímpico de Munique, depois de uma das brilhantes vitórias do negro americano Jesse Owens?</p>
<p>A Seleção Húngara, bicampeã olímpica e vice do Mundial de 54, um dos times mais espetaculares da história, era bancada pelo governo húngaro, assim como o Honved, time que lhe servia de base. Da União Soviética, em todos os esportes, assim como Cuba, nem há o que falar.</p>
<p>E a relação incestuosa do ditador Franco com o Real Madri? Em reação, o Barça e a Catalunha são uma só bandeira.</p>
<p>Os mais vividos não haverão de se esquecer da presença do então governador do Estado, Laudo Natel, sentado no banco de reservas a cada jogo do São Paulo nos anos 70, quando seu time renasceu, depois de treze anos de estio durante a construção do Morumbi, em boa parte erguido sobre terrenos cedidos por Adhemar de Barros, ex-governador.</p>
<p>Pra ficarmos com exemplo mais recente, o Botafogo recebeu quase de presente o Engenhão do governo carioca.</p>
<p>No caso atual, não sei como Lula poderá ajudar na construção do estádio-Corinthians, um sonho de décadas. Mas, sei que o atual presidente do Corinthians, representante de uma verddeira nação, não pode, nem deve, empenhar o clube num projeto desses sem antes consultar seus correligionários. Ou seja, a imensa massa de torcedores espalhados por esse Brail sem fundos.</p>
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