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sábado, 1 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 22:04

JOGO DE CAMPEÕES

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Foi um jogo lancinante entre o campeão brasileiro e o da América, que terminou sobre o fio da navalha naquele gol redentor de Márcio Rosário, já nos descontos.

E, se o primeiro tempo foi lá e cá, com gols de Neymar para o Santos e de Marquinho para o Flu, o segundo seguia mais manso, até as mudanças feitas pelos dois treinadores e a expulsão de Digão.

No Flu, a entrada de Deco instilou uma dose de talento extra no meio de campo tricolor, e a de Sóbis, mais contundência ao ataque – não por acaso, o gol de desempate veio do pé direito de Sóbis, uma bomba no ângulo, de fora da área.

No Peixe, Renteria e Ibson dinamizaram a armação e o setor de finalização da equipe. Também não foi por acaso que Renteria acertou aquele tiro rasteiro no canto de Cavallieri, estabelecendo o empate que parecia ser o placar final.

Mas, aí, já nos descontos, veio a bola alçada em escanteio por Sóbis que Rosário subiu no meio de seis defensores santistas e cabeceou sem pressão no cantinho de Rafael.

Assim, o Flu se aproxima da zona da Libertadores, enquanto o Peixe cai naquela região cinzenta onde não habitam nem o perigo, nem a ambição.

REINO DA INTRIGA

O jogo em si e seu resultado opaco – 1 a 1 – não provocou emoções extremas, nem para o bem, nem para o mal. O Verdão, na volta de Valdívia, enquanto o chileno teve fôlego, até que praticou um futebol de razoável pra bom, e conseguiu seu gol da maneira habitual – cobrança de falta de Assunção que o zagueiro desviou das mãos do goleiro.

E o lanterninha América fez o que pôde e colheu um resultado aceitável, enfim, no Canindé.

O que, porém, tomou conta da cena pós-jogo foi, mais uma vez, esse ti-ti-ti todo em torno da lei do silêncio imposta pelo Palmeiras a seus jogadores.

Sou de um tempo em que não havia essas frescuras, com o perdão da palavra. Imprensa, jogadores, cartolas, técnicos, trocavam ideias livremente, quando não confidências. Estas, obviamente passavam pelo crivo da consciência do repórter, que buscava mais acumular informações para entender a realidade e transmiti-la à opinião pública na sua versão mais verdadeira, do que em espalhar fofocas, até mesmo deformando declarações destes ou daqueles para obter repercussão cada vez maior.

Ah, sim, também havia os fofoqueiros de plantão, os comentaristas do escândalo, que emitem opiniões bombásticas só para colher a repercussão, e tal e cousa e lousa e maripousa. Isso, sempre houve e haverá.

Hoje, com a interatividade oferecida pelas tais redes sociais, então…

Nessas circunstâncias, pode até se explicar essa lei do silêncio imposto na Academia Verde, que vive sob o reinado da intriga há muito tempo.

Inaceitável, porém. Ainda mais por se tratar, na verdade, de uma pegadinha, uma cilada armada para capturar e exterminar aquele jogador que, por acaso, não reze na cartilha do técnico.

Isso, Felipão deixou bem claro na entrevista depois do jogo, ao enfatizar que nenhum jogador está proibido de falar à imprensa fora dos portões da Academia. Melifluamente, incitou até os repórteres a apelarem para esse expediente. E acrescentou: de fato, quer é saber quem vai dizer algo que fuja ao que está estabelecido por ele e pela diretoria.

Isto é: o que seria água vira lenha jogada na fogueira da intriga que arde na Academia.

Uma pobreza de espírito que rasteja abaixo até do padrão técnico da equipe.

A VOLTA DO FABULOSO

Luís Fabuloso está confirmadíssimo para o clássico com o Flamengo, num Morumbi lotado, e o Imperador Adriano, depois de cogitado para jogar meia horinha, ao menos, foi vetado para a partida contra o Vasco, que vale a liderança e muito mais, dependendo de seu desdobramento.
Seriam duas atrações extras da rodada de fogo do Brasileirão que começa a entrar em sua reta final. Dois centroavantes de Copa do Mundo que vêm de longa recuperação de graves lesões.

Pelo que se sabe, Luís Fabiano está um passo adiante de Adriano nessa corrida pela plena reabilitação. Já vem treinando com bola há umas duas semanas e andou marcando gols em coletivo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, não estará nos trinques totais. Haverá de faltar-lhe ritmo de jogo, além de certa preocupação com possíveis lesões musculares decorrentes do longo tempo sem atividade regular, muito comum nesses casos.
Mas, o bicho é uma máquina de fazer gols, esteja ou não na plenitude de sua forma física e técnica.

Ademais, a sua simples presença em campo, por estilo e função, muda a face do Tricolor. Embora se movimente muito, Fabuloso é um centroavante genuíno, daqueles que estão sempre a postos para dar o golpe fatal na área, seja por baixo, seja pelo alto.

O técnico Adílson Batista esconde a nova formação do time que começará o jogo vital para as pretensões tricolores em relação ao título, mesmo porque poderá contar novamente com Dagoberto, o artilheiro da equipe até aqui. E, com Lucas, ainda mais animado pela bela participação na vitória do Brasil contra a Argentina, quando marcou um golaço.

Não creio, pois, que Adílson seja tão cauteloso a ponto de colocar no banco um desses dois, que, por certo, dariam suporte maior ainda a Luís Fabiano, lá na frente. Mesmo porque o Tricolor joga em casa, diante de uma torcida delirante, e precisando vencer para permanecer na cola dos líderes.

Denílson está disponível; Casemiro é essencial; Carlinhos Paraíba e Wellington dinamizam o meio de campo tricolor; Cícero é o que mais se assemelha a um meia-armador, carência crônica do São Paulo; e ainda temos aí Rivaldo, inflado pela torcida e pelos gols estratégicos marcados neste Brasileirão, que clama por jogar desde o início.

Some aí, amigo: seis para três vagas.

Êta dilema delicioso! Mas, igualmente, traiçoeiro, se o técnico errar na conta.

VALE LIDERANÇA

Quanto ao aproveitamento de Adriano em São Januário,  Tite preferiu adiar a estreia do Imperador, mesmo porque, se não terá o Xeique, vítima e réu daquela expulsão estúpida no último jogo, poderá contar com Liedson, liberado pelo tribunal do segundo jogo de suspensão. E isso conta muito.

Não sei, entretanto, se a simples presença do artilheiro bastará para inverter o favoritismo do Vasco, que ainda ontem pôde já contar com Felipe, Alecssandro e Eder Luís no seu treinamento. Três reforços de peso que se juntarão a Juninho Pernambucano, Diego Souza, em fase esplêndida, e cia. bela.

Não vai ser fácil a vida do time na Colina. Todavia, se conseguir vencer e recuperar a liderança.
Aí, então, com Adriano já mais readaptado ao time e à bola, a história do Brasileirão poderá muito bem ter outro desfecho.

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
  3. JOGO FATAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de março de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 15:26

O MELHOR BRASIL NA LIBERTADORES

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Cruzeiro e Inter, os dois melhores brasileiros até agora na Libertadores, voltam a campo para confirmar suas campanhas nesta quarta-feira.

O Cruzeiro, que até hoje nunca perdeu em Libertadores para times paraguaios (em nove, jogos, oito vitórias e um empate) vai a Assunção pegar o Guarani, lanterninha da chave. E vai embalado por uma artilharia prodigiosa que anda disparando gols pra todo lado – na Libertadores e no Mineirão, onde também caminha de fronte erguida.

Artilharia que tem como base a dupla de excelentes volantes que sabem também atacar – Marquinhos Paraná e Henrique -, passa pela refinada armação de Roger e Montillo até chegar aos pés implacáveis de Thiago Ribeiro e Wallyson, a nova sensação do time.

Já o Inter recebe em casa o Jorge Willsterman também disposto a atacar com o duo D’Alessandro- Oscar na armação e Zé Roberto fazendo a ligação com Leandro Damião, que voltou ainda mais animado depois da estreia na Seleção Brasileira, em Londres, diante da Escócia.

Não sinto cheiro de tropeço no ar. E olhe que meu cheirador é de respeito!

TRICOLOR EM FESTA

O São Paulo, em festa pela apresentação de Luís Fabuloso, um dos maiores ídolos recentes, pelos cem gols de Rogério Ceni e pela quebra do tabu contra o maior rival, Corinthians, no Paulistão, volta aos campos da Copa do Brasil contra o Tricolor pernambucano, o encarnado, preto e branco Santa Cruz.

O Santa, de tantas glórias no passado e infortúnios recentes, luta para recuperar sua posição histórica na cena brasileira. Mas, é o São Paulo quem pontua neste momento.

E, se ainda não terá Luís Fabiano em campo, apresentará seus dois grandes trunfos, dois craques separados pelo tempo, mas unidos pelo talento: o jovem Lucas, que volta coroado da Seleção, e o veterano Rivaldo, o mais ilustre representante do futebol pernambucano da história, ao lado de Ademir de Menezes e Almir Pernambuquinho, também chamado de o Pelé Branco, e que começou sua brilhante carreira justamente nesse mesmo Santa Cruz, adversário de agora.

Por tudo isso, um jogo que vale a pena ver.

A ESTREIA DE CAIO JR.

Na estreia de Caio Jr.,.como sucessor de Papai Joel, o Botafogo pega o Paraná, em Curitiba, sem Loco Abreu, que segue com a Celeste Olímpica pelo mundo dos amistosos.

Ainda bem que voltam Herrera, Jefferson, Everton etc. Mas, se o amigo espiar a escalação do Glorioso, de cara, verá o tamanho da tarefa que espera Caio Jr. nesse seu retorno ao futebol brasileiro.

A compensação é que o Paraná atravessa uma das piores fases de sua história. Mas…

A VEZ DE ALECSANDRO?

Por seu lado, o Almirante, sob o comando de Ricardo Gomes, anda todo garboso em direção ao resgate de seu prestígio abalado nos últimos tempos.

E vai a Natal, enfrentar o ABC, pela Copa do Brasil, de velas enfunadas pelos ventos propícios que trazem a boa-nova: Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do Vasco dos últimos tempos, está singrando os mares de volta a São Januário.

Mas, enquanto a travessia não se realiza, o negócio é desembarcar nas sedutoras praias de Natal com uma artilharia pesada: o menino Bernardo, nova sensação cruz-maltina,  Diego Souza, Eder Luís e…, quem sabe, Alecsandro, o goleador recém chegado do Sul, na ausência de Felipe, machucado.

Bons ventos conduzem a nau restaurada do Almirante, pelo visto.

O VAIVÉM DE NEYMAR E GANSO

Neymar, depois da bela participação na vitória do Brasil sobre a Escócia, ficou mais um dia em Londres para conceder algumas entrevistas pontuais. Resultado: a imprensa londrina, além de chamá-lo de “o novo Garrincha”, o que, convenhamos, é uma impropriedade, pois, entre outras coisas, o estilo de um não combina com o do outro, assegura que o Chelsea estaria disposto a pagar 30 milhões de libras (cerca de 80 milhões de reais) pelo craque.

O presidente do Santos não se abala, porém. E garante que ele mesmo pediu à CBF a permanência de Neymar em Londres por mais um dia, a fim de conceder essa entrevista, que faria parte de um projeto para divulgar a imagem do jogado lá fora e recuperar o prestígio internacional do Santos, perdido desde os tempos de Pelé e cia.

Faz sentido.

Quanto à permanência de Ganso na Vila, já a coisa fica um pouco mais difusa. O craque, embora reafirme seu desejo de ir para a Europa, ratifica que deseja ficar na Vila até o tempo certo chegar. Que tempo é esse? Nem ele mesmo sabe.

O que se divulga por aí é que o representante do DIS, empresa que detém parte dos direitos do jogador, está neste momento em tratativas com Milan e Inter.
Digamos, num exercício de imaginação, que ambos estejam de partida para o Exterior. Agora, ou na janela do meio do ano.

Pois o ideal era que fossem juntos – já que um completa o outro desde os tempos de infância -, como já me disse o Neymar pai, certa vez. Nesse caso, qual grande da Europa teria grana para bancar tão milionária transferência? Ou melhor: qual deles teria mais necessidade e disponibilidade para isso?

Varro o cenário europeu e quem vejo em primeiro plano? O Manchester United, sem dúvida.

De todos os grandes de Europa, os Diabos Vermelhos foram os que menos investiram nos últimos dois anos., desde que perderam Cristiano Ronaldo e Tevez. E é o que mais envelheceu justamente nas posições ocupadas por Ganso e Neymar. O armador Scholes e o atacante pela esquerda Giggs, dois portentos da história do Manchester, estão beirando os 40 anos de idade, a um passo da aposentadoria.

Ganso e Neymar caberiam como uma luva nesse time. E, tampouco, sentiriam grandes mudanças na maneira de cada um jogar, pois Alex Ferguson é um desses raros cultores do futebol fino, inteligente e envolvente de que os brasileiros são exemplos bem acabados.

Seria uma boa pra todos – o Santos, que levantaria uma grana inconcebível para apostar em novos Neymares e Gansos; a Seleção Brasileira, que teria suas duas mais expressivas estrelas num palco ilustre do mundo; e os craques, que seguiriam aquela amizade de sempre, entre eles e a bola.

Mas, o ideal é que os dois permaneçam por um tempo maior na Vila, que é pra gente desfrutar desse regalo até a última gota.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  2. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
  3. OS BRASILEIROS NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de junho de 2010 Copa do Mundo | 17:30

VITÓRIA CATEGÓRICA

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Até que no comecinho do jogo, o Chile botou as manguinhas de fora, avançou suas linhas e tocou a bola no campo brasileiro por alguns minutos.

Mas, bastou Gilberto Silva dar aquele disparo de fora da área, obrigando o goleiro a jogar para escanteio, e nosso time tomou o controle da partida. Pelo menos, o controle do espírito do jogo, pois a bola seguiu dividida entre ambos.

Aos 27, porém, Lúcio sofre pênalti que o juiz não deu. Não deu? Pois tome esta: corner da direita, Juan alcança as nuvens e mete a jabulani nas redes, aos 34 minutos: 1 a 0.

E, três minutos depois, se tanto, Robinho recebe na esquerda, serve Kaká pelo meio, que, de primeira, coloca Luís Fabiano na cara do gol. Fabuloso limpa o goleiro e guarda: 2 a 0.

El Loco Bielsa só fazia abraçar uma virtual camisa de força, desesperado, enquanto Dunga vibrava do outro lado.

O fato é que Ramires e Daniel Alves, mais velozes e incisivos do que os titulares Felipe Melo e Elano, conferiam um apoio intensivo a Kaká, Robinho e Luís Fabiano, ao contrário de partidas anteriores.

Tanto, que coube a Ramires, logo aos 14 minutos do segundo tempo cortar uma bola no meio de campo e partir com a bichinha colada aos pés até a entrada da área inimiga, quando rolou para Robinho finalizar: 3 a 0.

A partir daí, placar definido, Dunga tratou de ir tirando o pó de alguns reservas como Nilmar, Kleberson e Gilberto. Saíram os três – Luís Fabiano, Kaká e Robinho.

Ah, sim, antes que passe em branco: que partidaço da dupla Lúcio e Juan, o que não é novidade, mas vale sempre ressaltar.

Agora, é respirar fundo e partir pra cima da Holanda, que o bicho não é tão feio como parecia, não.

Notas relacionadas:

  1. BOA ESTREIA, UFA!
  2. BELA VITÓRIA
  3. UM ENORME ZERO PARA OS DOIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 25 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:44

UM ENORME ZERO PARA OS DOIS

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Um jogo de tanta expectativa acabou se transformando num tedioso e longo zero a zero.

Não foi pra menos. Portugal, morrendo de medo do Brasil, entrou em campo com uma linha de cinco zagueiros, já que os dois laterais mal alcançavam a risca do meio de campo, três volantes, um meia um pouquinho mais adiante e apenas Cristiano Ronaldo na frente.

Por seu lado, o Brasil, sem Kaká, suspenso, e Robinho, poupado, suas duas maiores estrelas e os mais hábeis do elenco todo, não sabia como vencer a retranca lusa, que me fez lembrar os tempos de Caetano De Domenico, técnico dos anos 50, autor da cerrada e da cerradinha, duas maneiras próximas de armar o tal Ferrolho Suiço.

Durante todo o primeiro tempo, a nossa Seleção ainda teve a posse de bola, que não se aprofundava, porém, pela falta daquele meia capaz de enfiar a jabulani em espaços inesperados, em meio àquela floresta de pernas lusitanas.

Tocava pra cá, tocava pra lá, até que, lá pelos 30 minutos, Daniel Alves cruza para Nilmar concluir de canhota; a bola bate no goleiro, choca-se com o poste direito e vida que segue. Seria a maior, se não a única chance clara de gol do Brasil no jogo todo.

Ah, sim, em seguida, houve aquele outro cruzamento de Maicon, que Luís Fabiano finalizou de cabeça por cima.

E, ainda pouco antes de findar o primeiro tempo, Dunga toma uma atitude precavida: substituiu Felipe Melo, de hábito, estopim curto, que acabara de receber cartão amarela por entrada violenta num adversário, por Josué. Precavida, mas não ousada no sentido de romper aquele impasse irritante, pois trocou seis por meia-dúzia.

Ao contrário de Carlos Queiroz, que, depois de investida perigosa de Cristiano Ronaldo, que Lúcio trava na hora H, resolveu, logo aos 10 minutos, botar seu time mais à frente, trocando o defensivo Duda pelo atacante Simão. O mesmo Simão que, em lance de Cristiano Ronaldo, chegou na cara do gol, salvo mais uma vez pela providencial saída de Júlio César.

Nessas alturas, Portugal era melhor do que o Brasil, que mal conseguia trabalhar a bola, pois Júlio Baptista, apagadíssimo, e Daniel Alves, tentando a toda hora disparar de fora da área, em vão, não contribuíam em nada para a armação da equipe, isolando Nilmar e Luís Fabiano lá na frente. Sobretudo porque o técnico luso trocara um dos tantos beques, o brasileiro Pepe, por Pedro Mendes, mais à frente.

A coisa melhorou um pouco, já nos minutos finais depois da entrada de Ramires no lugar de Júlio Baptista. E o próprio Ramires cria dificuldades para Eduardo, ao atira de fora da área bola que resvala no beque e obriga o goleiro a fazer uma defesa difícil.

Mas, a última imagem ficou sendo mesmo a falha de Juan que permitiu a Danny chocar-se com Júlio César, sempre um esteio.

Se esse jogo, por seus contornos particulares, revelou mais uma vez que o Brasil depende fundamentalmente de Robinho e Kaká em forma, também mostrou que, mesmo sem eles, e jogando apenas para o gasto, esse time não fica muito abaixo dos demais. O que, para o baixo nível técnico desta Copa, não chega a ser louvável.

Notas relacionadas:

  1. FESTA PARA O REI E O DELFIM
  2. BRASIL SÓ PERDE PARA SI MESMO
  3. MENSAGEM PARA DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 20 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 14:24

BELA VITÓRIA

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Logo ao primeiro minuto, Robinho escapa e dispara por cima, raspando o travessão. Parecia que esse seria o jogo: a Costa do Marfim, empurrada por Eboué e Yayá Touré no meio de campo, iria explorar o contragolpe rápido com Robinho, Kaká e Luís Fabiano, com o apoio de Maicon pela direita.

Mas, o tempo foi passando e os marfinenses mantiveram-se com o domínio da bola e dos espaços, embora não tivessem força nem habilidade para ultrapassar a firme defesa brasileira, onde Lúcio e Juan mantinham-se impecáveis, protegida com ciência, sobretudo, por Felipe Melo.

Kaká seguia perdendo passes e jogadas, enquanto Robinho longe estava daquele jogador cheio de truques a que estamos acostumados, o que deixava Luís Fabiano abandonado lá na frente, presa fácil da defesa adversária.

Sucede que justamente esses três definiriam o placar da primeira etapa, aos 24 minutos, quando Robinho, pela meia-direita serviu Luís Fabiano, que tabelou de calcanhar com Kaká para receber na frente e disparar um canhão no ângulo esquerdo de Barry: 1 a 0.


Fabuloso Luís
Quando parecia que o segundo tempo correria no mesmo leito do primeiro, entrou em cena, mais uma vez, Luís Fabiano, o nosso Luís Fabuloso: logo aos cinco minutos da etapa complementar, recebeu lá pelo bico direito da grande área inimiga, deu dois chapéus nos adversários que se atreveram a brecar-lhe os passos, ajeitou com o antebraço direito e bateu para as redes.

Golaço! O mais bonito até aqui na Copa. Tanto, que até o juiz, com um sorriso maroto, justificou o lance batendo no próprio peito, como se um lance desses não merecesse ser punido com toque: 2 a 0.

Bem, a partir daí, o Brasil se soltou, Kaká entrou finalmente no jogo, e, numa daquelas arrancadas pela esquerda que viviam nos últimos tempos apenas na nossa memória, cruzou para Elano ampliar o placar: 3 a 0.

Foi então que os marfinenses passaram a distribuir pancadas. E a primeira vítima foi Elano, que recebeu uma solada criminosa, cujo estalo ouviu-se em Pirituba – e não era o martelar do virtual estádio. Elano saiu de maca e em seu lugar entrou Daniel Alves.

Nessas alturas, o técnico Eriksson já havia desfeito o malfeito, botando em campo Gervinho, seu jogador mais hábil. E coube a Gervinho produzir o primeiro lance mais agudo de seu time. Arrancou do meio de campo e, quando se preparava, já na grande área para concluir, Juan corta espetacularmente. Mas, a bola ainda fica com Gervinho, que atrasa para um companheiro lançar na cabeça de Drogba: 3 a 1.

Aí, o tempo esquenta e, em poucos minutos, Kaká recebe dois cartões amarelos seguidos e vai para o chuveiro. Confesso que, pelo que vi e até segunda ordem, o segundo cartão não foi merecido.

De qualquer forma, era o momento, mais uma vez, de Júlio César dizer que veio, pois, em dois ataques sucessivos – um chute traiçoeiro de longe e um cruzamento fatal para Drogba – teve de livrar a cara da turma, com preciosas intervenções.

Há que se lastimar, claro, a perda de Kaká para o confronto com Portugal, justamente quando nosso craque dava sinais de que escapava daquele círculo de giz que o imobilizava há um bom tempo.

Mas, há, sobretudo, que saudar a bela vitória e a classificação inevitável para a próxima fase da Copa do Mundo.


ITALIA MIA!
Italia, Italia mia!, soltavam o dó de peito os antigos tenores italianos, em extensões inconcebíveis, há décadas substituídos pelos roufenhos declamadores atuais. Talvez, a Azzurra devesse recorrer aos velhos tenores pra ver se desperta nesta Copa em que caminha aos tropeços e se expressa num tom roufenho, quase inaudível.

Acaba de empatar por 1 a 1, creia, com a Nova Zelândia, seleção de quinta categoria, com todo o respeito. Jogou melhor, é verdade. Ou, pelo menos, teve mais posse de bola e criou duas boas possibilidades, além do gol de pênalti. Muito pouco, quase nada para um time com tantos galardões e história tão rica.

Sei bem que a Itália, em quase todas as Copas, é assim: tropica aqui, ali, mas acaba, no fim, celebrando uma campanha digna. Desta vez, porém, está exagerando. Mesmo porque sempre teve um ou dois craques que salvavam a pátria no momento decisivo, tipo Del Piero ou Totti, para citar os mais recentes. Mas, agora, nem isso.

Ao som da guarânia, o Paraguai vai fazendo bonito na Copa. Meteu 2 a 0 na Eslováquia, com a maior segurança. E, curioso, não foi aquele tradicional Paraguai retrancado, jogando no erro do adversário, nada disso. Jogou de peito aberto, criou suas chances e converteu as duas que lhe ofereceram de bandeja. Pelo visto, os sul-americanos, quebrando a tradição das Copas, caminham em bloco para a próxima fase.

Notas relacionadas:

  1. BELA VITÓRIA
  2. NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR
  3. E A COSTA DO MARFIM?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 30 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 15:06

GRAÇA E PREOCUPAÇÃO

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Direto de Johanesburgo – São Pedro acordou meio amuado aqui por estas bandas. Plantou algumas nuvens cinzentas sobre o até então céu azul e mandou jogar alguns pingos d’água, soprada por um vento frio, sobre a turma que chegava pouco depois do almoço para ouvir o que tinham a dizer Júlio Baptista e Luís Fabiano na entrevista coletiva de praxe.

E, quando Luís Fabiano começou a falar, o clima se desanuviou, quer São Pedro quisesse ou não.

Naquele seu simpático sotaque caipira, nosso artilheiro não refutou nenhuma pergunta e traçou um painel de sua presença na Seleção e na Copa.

Disse sem meias palavras que seu maior objetivo não é nem ser artilheiro da Copa, sequer o título de melhor jogador do torneio, coisas do tipo. Quer mesmo é levantar o caneco e desfilar em carro aberto no Brasil.

Para tanto, aceita a reserva, se for desejo do técnico Dunga, ou de participar mais da marcação ao adversário, caso o técnico resolva colocá-lo ao lado de mais dois atacantes, o que é improvável, mas não impossível no desenrolar deste ou daquele jogo.

Elogiou Grafite, com quem fez par no São Paulo, anos atrás, e garantiu que já está maduro o suficiente para evitar explosões de nervos como as que o levaram, no passado, a colecionar um bom número de cartões vermelhos.

Bateu na bola da Copa, dizendo que a bichinha é sobrenatural: quando você pensa que ela vai pra cá, vai pra lá; parece que alguém, em local desconhecido, a está guiando de sacanagem.

Quer dizer: que bola é essa que desagrada tanto goleiro, no caso, Júlio César, quanto o artilheiro?

Mas, enfim, se o amigo achar que o desejo de Luís Fabiano desfilar em carro aberto com a taça na mão é um arroubo de arrogância ou vaidade, estará cometendo um sacrilégio.

O craque só quer pagar uma promessa ao seu falecido avô. Ou melhor, pai-avô. Melhor ainda: ídolo e fã de Luís Fabiano, que carregava na carteira, a vida toda, a primeira foto do artilheiro como jogador de futebol.

Nem todos são os mercenários que o imaginário popular supõe, por inveja, despeito ou ignorância sobre os mistérios da vida de cada um.

Kaká, huuumm…

No primeiro coletivo da Seleção Brasileira aqui, duas dúvidas foram desfeitas: Elano ou Ramires, para compor o meio de campo ao lado de Gilberto Silva, Felipe Melo e Kaká; e Michel Bastos ou Gilberto, na lateral-esquerda?

Dunga escolheu Elano e Michel Bastos, a princípio. Mas, esse deve ser mesmo o time inicial na Copa: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

O treino durou quase 50 minutos, intercalado por uma série de bolas alçadas à área, da esquerda e da direita.  Na primeira fase, os titulares mostraram boa coordenação, um jogo dinâmico e envolvente, embora sem muita profundidade. Na segunda fase, recuou e o domínio foi dos reservas, com destaque para a atuação de Nilmar.

O problema foi o desencontro total de Kaká com a bola. Sem reflexos, sem tempo de bola, sem ritmo e demonstrando extremo cuidado nas divididas, Kaká não criou nada e ainda por errou quase todos os passes. Mas, isso vai melhorar. Afinal, o craque vem de longa recuperação de graves lesões.

Destaques e observações

Houve duas jogadas de ataque no treino da Seleção que merecem destaque. Na primeira, Maicon fez a ultrapassagem pela direita e cruzou para Robinho se antecipar, perdendo o domínio da bola na pequena área. A segunda, um toque de Robinho por cima da zaga para Luís Fabiano, que chutou pra fora.

Outro destaque: três passes errados de Gilberto Silva em momentos críticos, quando os titulares estavam saindo para o ataque. Tem que caprichar, meu. E uma observação: Elano, quando seu time tem a bola, joga bem aberto à direita, praticamente um ponta, a partir da intermediária adversária. Quando a bola cai no adversário, fecha como um autêntico volante. Nenhuma novidade, pois era assim que Elano jogava no Santos e tem jogado na Seleção de Dunga.

Candinho assume a gerência de futebol do Palmeiras, colho na Internet. Não sei que bicho vai dar, pois o Palmeiras caminha com aquela nuvenzinha escura, gerando raios, do personagem das histórias em quadrinho da Família Buscapé. Mas, como ele mesmo sempre diz: quem é da Mooca não dorme de botina.

Leio que a Inglaterra penou diante do Japão, que vem de dois tropeços preocupantes. Ganhou por 2 a 1, mas Lampard perdeu pênalti e os dois gols dos ingleses foram marcados contra pelos japas. Apesar disso, ainda acho que a Inglaterra, sob o comando de Fabio Capello, que é do ramo e vencedor, e com jogadores do nível de Lampard, Ashley Cole, Gerrard e, sobretudo, de Wayner Rooney, ainda em recuperação de lesão, é uma das candidatas ao título.



Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. VITÓRIA HISTÓRICA
  3. CONQUISTA HISTÓRICA DO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 6 de setembro de 2009 Seleção Brasileira, Sem categoria | 00:27

SANTA RETRANCA!

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Congelei na tela da tv o close de Maradona: os traços e a expressão lembravam uma daquelas máscaras mortuárias dos nativos andinos feitas para rituais mágicos e de sacrifício.

Exangue, pois toda sua energia se voltara para as vésperas do grande jogo, fatal para os argentinos: promoveu uma guerra psicológica contra os brasileiros, reuniu sua tropa, infundiu-lhes vigor pátrio, desafiou-os a entregar seus corações nessa partida, levou-os à igreja, fê-los ajoelhar-se aos pés da Cruz, acendeu uma vela a San Gená, conduziu Brasil e Argentina para o campo de Rorsário, onde a pressão seria maior do que no estádio de Nuñes, dançou um tango e jogou uma flor à estrela da manhã, nas suas primeiras cintilações.

Só não cuidou de dar um mínimo de segurança à sua defesa, que geme ao mais leve toque do adversário.

Resultado: 3 a 1 para o Brasil, que nada fez para tanto, a não ser defender-se com precisão quase cirúrgica, enquanto os argentinos tomavam conta da bola de cabo a rabo da partida, sem, contudo, conseguirem levá-la à meta adversária. E, nas raras vezes em que o conseguiram, lá estava Júlio César, um paredão.

Sim, houve uma pálida oportunidade que deu certo – um disparo longo e certeiro de Datolo, no ângulo esquerdo de Júlio César. Mas, aí, la vaquita já se embrenhara no brejo até o pescoço.

Pois, o Brasil, ainda no primeiro tempo, em duas pontadas obtivera seus dois gols, em jogadas nascidas de cobranças de faltas por Elano. Na primeira, Luisão surge só e lampeiro para meter de cabeça. Na segunda, a bola espirra na barreira, cai nos pés de Kaká, na esquerda, que centra rasteiro, e, pebolim!, Luís Fabiano, livre e solto, empurra para as redes vazias.

E, para maiores pecados de Maradona e cia., os argentinos sequer tiveram tempo de celebrar aquele gol de Datolo, que prenunciava a virada épica, pois Kaká recebe na meia-direita, pela intermediária gringa, uma daquelas bolas solitárias que escapavam da nossas defesa, domina, mira e executa passe milimétrico para Luís Fabuloso tocar por cima do goleiro.

O amigo sabe que tenho a maior aversão por retrancas que enfeiam o jogo e enfumaçam o brilho de uma vitória. Mas, para tudo, há exceção. E a exceção foi essa retranca brasileira deste sábado luminoso. Afinal, não se tratava de um jogo qualquer, nem mesmo apenas um dos tantos clássicos com nosso mais feroz adversário. Resumia em si toda a campanha de quase quatro anos de Dunga à frente da Seleção e a conquista, com antecipação inédita, da vaga à próxima Copa do Mundo.

Ali, naquela hora, diante de um adversário cuja potência ofensiva é notável, não havia espaço para nenhum outro pensamento a não ser fechar todos os espaços. Sobretudo, depois de ter aberto dois gols de vantagem.

Ora, somos o único futebol do planeta que nunca ficou fora de uma Copa do Mundo. E não seria agora que poríamos em risco mais essa láurea do brasileiro.

OS HERÓIS DO JOGO

Sem dúvida, Júlio César encabeça a lista dos heróis de Rosário, pelas três defesas sensacionais que praticou, duas, cara-a-cara.

Mas, ao seu lado, sem dúvida, Luisão, absolutamente imbatível, por baixo ou por cima. Além do mais, autor do gol que abriu caminho para a vitória. Pensando bem, passo Luisão para o topo da lista.

Seu parceiro, Lúcio, foi outro esteio, enquanto André Santos portou-se de forma tão magnífica, tanto defendendo como apoiando (muito menos do que habitualmente o faz, por força das circunstâncias), que dificilmente perderá a camisa titular para outro qualquer na Copa.

Por fim, Kaká, por ter estado na origem de dois gols e por ter sido o mais lúcido de nossos jogadores, embora longe de suas melhores atuações, o que é natural numa hora dessas. E Luís Fabiano, que, mesmo isolado pelo esquema e pela ausência de Robinho, cumpriu com louvor sua principal função. Ou seja, marcar gols, não um, que já seria de bom tamanho, mas, dois.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. QUE VERGONHA…
  3. SHOW? QUASE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 21 de junho de 2009 Seleção Brasileira | 18:17

SHOW? QUASE

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Não foi um show, mas, quase. Tivesse o Brasil mantido no segundo tempo o mesmo ritmo do primeiro, e a goleada seria inevitável. Mas, que diabo!, com 3 a 0 no placar, depois de uma primeira etapa exemplar, em que a Itália sequer chegou a ameaçar a meta de Júlio César.

E os gols vieram naturalmente, como consequência do maior volume de jogo do Brasil, da imensa superioridade técnica da maioria dos nossos, e da proverbial precaução italiana: Luís Fabiano – alguém ainda duvida do nosso artilheiro? – duas vezes e Dossena, contra, em cruzamento de Robinho, montaram o placar definitivo do jogo. Todos os gols de bola rolando, lances trabalhados a partir do meio-de-campo, o que revela claramente o avanço desse time brasileiro em relação ao que é o verdadeiro jogo da bola.

Isso, sem falar nas várias chances criadas e desperdiçadas ou conjuradas por Buffon, que poderiam ter elevado o placar, o que seria inconcebível numa disputa entre os dois maiores campeões do mundo.

Assim, o Brasil passa sem sustos e com louvor para a semifinal da Copa das Confederações, enquanto a Itália amarga a desclassificação antecipada, já que os EUA bateram, com folga, o Egito, e levaram a vaga dos italianos.

Como? Os destaques da Seleção Brasileira neste jogo histórico? Maicon, mais uma vez, Felipe Melo, novamente impecável no meio-de-campo, Luís Fabiano, implacável na frente, e Robinho e Kaká, pela multiplicidade de ações do meio à frente. Ah, sim, e Lúcio, uma barreira lá atrás.

Notas relacionadas:

  1. ASSIM, SIM!
  2. BELA VITÓRIA
  3. RAMIRES, UM PASSO À FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 Seleção Brasileira | 00:19

NEM CHIII…, NEM TCHAN!

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Foi mais ou menos o que se esperava: adversário fraco, abatido pela pífia campanha que cumpre nas Eliminatórias, num cenário decorado em verde e amarelo, e um Brasil contido nos limites de uma vitória segura.

E assim, tocando a bola de cá pra lá, sem arriscar um tostão, a Seleção foi cozinhando o Peru em água morna, até que, num lançamento de Daniel Alves, Kaká é derrubado na área. Pênalti, que Luís Fabiano converte. O mesmo Luís Fabiano recebeu outro bom passe de Daniel Alves e guardou: 2 a 0.

O terceiro viria só no segundo tempo, numa jogada de força de Felipe Mello: em dois pés-de-ferro, surgiu diante do goleiro, quando deu aquela cavadinha esperta: 3 a 0.

Como? E Kaká? Não fez diferença alguma. Mas, aguentou até o fim, o que já foi um grande negócio.

Assim como as entradas de Pato e Ronaldinho Gaúcho, tão solicitadas, não chegaram a alterar o quadro geral do Beira-Rio. Mas, ambos tiveram muito pouco tempo para mostrar algo mais do que uma ou duas jogadas de categoria.

Resumindo: nem se pode execrar, tampouco exaltar, esse desempenho brasileiro, embora a vitória seja louvada, pois nos mantém em situação privilegiada na tabela das Eliminatórias.

 

Notas relacionadas:

  1. ASSIM, SIM!
  2. JOGANDO COM A ESPERANÇA
  3. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 14:44

JOGANDO COM A ESPERANÇA

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Faz de conta, amigo, que o juiz apitou o final do jogo antes da cabeçada fatal de Adriano. E que aqueles dois tiros magníficos de Maicon e Elano não tivessem beijado as redes – o goleiro espalmou e o outro chocou-se com o poste. Por fim, aquela virada de Luís Fabiano espremeu no pé do beque e foi recolhido com folga pelo goleiro. E aquele, outro, sob a trave, foi por cima.

Pronto! Aí temos no placar, 2 a 1 pra Portugal. E daí?

Supõe o companheiro que eu estaria aqui atirando pedras em Dunga, em Luís Fabiano, no Maicon, no Elano?

E tudo que escrevi até agora, nesta longa e incompreendida viagem pelo mundo do futebol como fica? Mando apagar como sugeriu o ex-presidente sobre seus escritos como sociólogo?

Não, meu caro. Estaria aqui aplaudindo na derrota como aplaudo na vitória o comportamento desse time, que reatou seus tênues laços com o verdadeiro futebol brasileiro, ofensivo, criativo, alegre, que lhe permitiu construir tantas chances e converter meia dúzia delas em gols.

Não cobro tanto o resultado quanto o desempenho da equipe. Entre outras coisas, porque aquele é consequência natural deste.

Jogando bem, dificilmente o Brasil deixa de vencer. E, se perder, nessas condições, a derrota será muito mais facilmente assimilável, porque sempre restará no ar a esperança de que, na próxima, virá o troco.

Jogando mal, mesmo que vença, acaba por matar a esperança, o sêmen da torcida.

É isso que não entra na cabeça dos chamados pragmáticos de plantão, dentre eles o nosso Dunga, sobretudo quando eles exumam a Seleção de 82 como um exemplo de fracasso a ser evitado como o diabo foge da cruz.

Pois, foi exatamente o inverso: mesmo derrotada, aquela Seleção recebeu um nicho na história de glórias do futebol brasileiro no mesmo nível que as do Penta (em certos casos, acima).

E por quê? Porque jogou como o brasileiro gosta que o futebol seja jogado desde quando Charles Miller desembarcou no Gasômetro com duas bolas de capotão e um par de chuteiras.

Porque a esperança talvez seja o traço mais inequívoco do brasileiro, da qual carece como um retirante faminto. E esse jeito de jogar – não o resultado propriamente dito – irradia esperança, só isso, que é quase tudo.

Notas relacionadas:

  1. ALHOS E BUGALHOS
  2. FESTA PARA O REI E O DELFIM
  3. ASSIM, SIM!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última