Estamos todos aqui pesarosos com esse desfecho dramático: Rogério Ceni, um dos maiores da história do futebol brasileiro – certamente, o maior da vida tricolor -, que vinha em inusitada fase de oscilações no arco são-paulino, caiu, vítima de um acidente, uma questão pessoal entre o craque e o destino.
Rogério foi operado do tornozelo com êxito, segundo os médicos, e levará muito tempo para voltar aos estádios.
Mas, voltará, não tenha dúvida. Pois, agora, ele tem um crédito extra com seu destino. E vai cobrá-lo, por certo.
Em seu lugar, contra o Indpendiente de Medelin, entra Bosco, que sempre se deu bem nessas situações, diga-se. Por sorte (e, claro, obra do time), o São Paulo pode se dar ao luxo de jogar de fronte baixa em homenagem ao seu ídolo e capitão eterno, pois já está classificado para a próxima fase.
Quem não pode bobear é o Palmeiras, que recebe o Sport, no Palestra Itália., depois da derrota para o Santos, pelo Paulistão. Ao contrário: tem de entrar em campo concentradíssimo e de cabeça erguida para manter-se vivo na Libertadores.
Já ao Leão Encantado basta arrancar um pontinho do Verdão para praticamente garantir sua passagem à próxima fase, o que, diga-se, é bem possível, sim senhor.
Por fim, o Grêmio terá de se virar, com seu técnico interino, para passar pelo Universidad do Chile, lá. Quer saber? Dá, sim, porque o Tricolor, na Libertadores, tem sido outro, como sempre.
LIGA MÁGICA
Isso, sim, é futebol de primeira, tão moderno, eficiente, ofensivo e de belos movimentos, individuais e coletivos, que nos remete aos tempos em que esse era o nosso futebol, não deles lá.
O Barça, que metera 4 a 0 em casa do Bayern, foi a Munique, e, depois de vacilar até o gol de Ribéry, que balançou ao som da Bossa-Nova diante do goleiro e guardou, engrenou.
Messi cumpriu outra exibição de gala e só não repetiu a goleada por acaso. Em compensação, plantou no Allianza Arena uma pequena obra-prima de sincronismo e criatividade coletiva, numa linha de passe executada dentro da área alemã, culminada pelo disparo certeiro de Keita. Um gol que valeu por uma goleada.
No mesmo instante, Chelsea e Liverpool produziam gols a granel na Old Albion, reino do futebol moderno e eterno: 4 a 4, uma sucessão de viradas e reviradas de fazer vibrar um daqueles guardas da Rainha impassíveis.
E, com direito a vários gols de brasileiros, como Fábio Aurélio e Lucas, de um lado, e de Alex (ex-Santos), de outro.
Assim, dá gosto de ver futebol.