BARÇA!
Que o Barça é o melhor time do mundo, na atualidade, não resta a menor dúvida. Aliás, um dos melhores times de futebol da história, diga-se.
Mas, às vésperas da decisão da Liga dos Campeões da Europa, infiltrou-se na alma dos observadores a desconfiança de que o Manchester United e seu futebol sólido e pragmático poderiam subjugar o refinado e envolvente toque de bola do Barça, em pleno Wembley, o Templo do Futebol.
E até que nos primeiros dez minutos, essa sensação criou asas, pois os Diabos Vermelhos, numa formação mais desabrida, com apenas Carrick como volante de ofício, pressionou o Barça, que não conseguiu impor seu tradicional toque de bola.
Mas, aos poucos, Busquets, Xavi e Iniesta começaram a tomar conta do meio de campo, e, logo, o marcador da posse de bola saltou para 66 por cento a favor dos catalães, que, num passe magistral de Xavi para Pedro concluir com êxito e abrir o placar.
Num raro contragolpe, Rooney tabelou com Giggs e empatou, antes do apito final do primeiro tempo.
Mas, era apenas uma questão de tempo. Tanto, que Messi, num disparo de fora da área, desempatou e Villa ampliaria mais tarde para 3 a 1, placar que bem reflete a superioridade desse time incrível, que não se abala em nenhuma circunstância e que imprime seu ritmo onde for, com quem quer que seja.
NO APITO FINAL
O juiz já levava o apito final à boca, quando Lucas recolheu à entrada da meia-lua, limpou o beque e bateu de direita; a bola fez súbita curva, o suficiente para escapar um centímetro das mãos do goleiro Wilson e morrer nas redes do Figueira.
Não houve tempo nem para o reinício, pois o jogo encerrou-se em meio às celebrações dos jogadores tricolores, que conseguiam uma vitória apertadíssima, mesmo jogando no Morumbi, sua sacrossanta casa, como diria o Coronel Juju.
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Apertadíssima porque o São Paulo, embora tivesse a bola aos seus pés o tempo todo não soube levá-la devidamente à zona de perigo. Depois de um primeiro tempo insosso, melhorou no segundo. Nem tanto pela entrada de Rivaldo, clamada pela torcida, e muito mais por Marlos, de hábito tão criticado. E, sobretudo, pela substituição de Juan pelo estreante Henrique Miranda, menino da base de quem ninguém ouvira falar: veloz, hábil e desinibido, o garoto disparou pela lateral-esquerda até o fundo, várias vezes.
Rivaldo até que deu dois ou três bons passes, mas foi Marlos quem criou, ao lado de Lucas, as poucas boas oportunidades tricolores, inclusive um disparo de canhota no poste. Poste, aliás, que já havia sido beijado por um cabeceio de Casemiro.
Resumindo esse jogo curioso: o São Paulo jogou bem e mal, criou poucas chances, mas, poderia ter vencido com folga, e o Figueira, que passou o tempo escondido numa retranca atroz, quase saiu do Morumbi festejando mais um resultado positivo no Brasileirão.
GALO, BOTA E CEARÁ
Além do São Paulo, os outros vencedores da rodada foram Atlético Mineiro, Botafogo e Ceará. Só tenho dúvidas sobre qual destes foram os maiores vencedores: o Galo, que bateu o Avaí em plena Ressecada, por 3 a 1, ou o Ceará, que, com um gol de Iarley, herói da conquista mundial do Colorado, ganhou do Inter de Falcão no Beira-Rio.
Mesmo porque o Botafogo, no Engenhão, com gol de zagueiro, venceu o time reserva do Santos, o que está dentro da escrita. O legal nessa vitória do Glorioso foi a estreia do meia Elkeson, recém-contratado, que conferiu certa qualidade a um meio de campo carente de criatividade. Com Herrera e Loco Abreu lá na frente, e Maicossuel em plena recuperação, o Botafogo poderá fazer boa figura no torneio.
Quanto ao Santos, só o teremos nos campos do Brasileirão depois de resolvida sua situação na Libertadores.
Mas, desde já, quem ponteia a tabela é o Galo, que, em Floripa, também com gols de zagueiros (dois de Leonardo Silva e um de Rever), virou um jogo complicado diante do Avaí, que abrira a contagem Fábio Santos. Um ótimo começo do Atlético de Dorival Jr., que cultiva mesmo um futebol ofensivo.
Por fim, e o Inter de Falcão, hein? Time de excelente elenco, comandado por um ícone de sua gloriosa história, entrou no Brasileirão com o pé esquerdo diante dos reservas do Santos e tropeçou neste sábado diante do Ceará, que é bom time, diga-se, mas, nada excepcional.
Novamente, faltou ao Inter, segundo os relatos dos que lá estavam, agressividade, contundência, lá na frente. Justamente, a característica que Falcão gostaria de enfatizar nesse time.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Barcelona, Liga dos CAmpeões, Manchester United


