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Posts com a Tag Liga dos CAmpeões

sábado, 28 de maio de 2011 Futebol internacional | 18:16

BARÇA!

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Que o Barça é o melhor time do mundo, na atualidade, não resta a menor dúvida. Aliás, um dos melhores times de futebol da história, diga-se.

Mas, às vésperas da decisão da Liga dos Campeões da Europa, infiltrou-se na alma dos observadores a desconfiança de que o Manchester United e seu futebol sólido e pragmático poderiam subjugar o refinado e envolvente toque de bola do Barça, em pleno Wembley, o Templo do Futebol.

E até que nos primeiros dez minutos, essa sensação criou asas, pois os Diabos Vermelhos, numa formação mais desabrida, com apenas Carrick como volante de ofício, pressionou o Barça, que não conseguiu impor seu tradicional toque de bola.

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Em charge de Milton Trajano, Messi levando a melhor sobre Rooney

Mas, aos poucos, Busquets, Xavi e Iniesta começaram a tomar conta do meio de campo, e, logo, o marcador da posse de bola saltou para 66 por cento a favor dos catalães, que, num passe magistral de Xavi para Pedro concluir com êxito e abrir o placar.

Num raro contragolpe, Rooney tabelou com Giggs e empatou, antes do apito final do primeiro tempo.

Mas, era apenas uma questão de tempo. Tanto, que Messi, num disparo de fora da área, desempatou e Villa ampliaria mais tarde para 3 a 1, placar que bem reflete a superioridade desse time incrível, que não se abala em nenhuma circunstância e que imprime seu ritmo onde for, com quem quer que seja.

NO APITO FINAL

O juiz já levava o apito final à boca, quando Lucas recolheu à entrada da meia-lua, limpou o beque e bateu de direita; a bola fez súbita curva, o suficiente para escapar um centímetro das mãos do goleiro Wilson e morrer nas redes do Figueira.

Não houve tempo nem para o reinício, pois o jogo encerrou-se em meio às celebrações dos jogadores tricolores, que conseguiam uma vitória apertadíssima, mesmo jogando no Morumbi, sua sacrossanta casa, como diria o Coronel Juju.
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Apertadíssima porque o São Paulo, embora tivesse a bola aos seus pés o tempo todo não soube levá-la devidamente à zona de perigo. Depois de um primeiro tempo insosso, melhorou no segundo. Nem tanto pela entrada de Rivaldo, clamada pela torcida, e muito mais por Marlos, de hábito tão criticado. E, sobretudo, pela substituição de Juan pelo estreante Henrique Miranda, menino da base de quem ninguém ouvira falar: veloz, hábil e desinibido, o garoto disparou pela lateral-esquerda até o fundo, várias vezes.

Rivaldo até que deu dois ou três bons passes, mas foi Marlos quem criou, ao lado de Lucas, as poucas boas oportunidades tricolores, inclusive um disparo de canhota no poste. Poste, aliás, que já havia sido beijado por um cabeceio de Casemiro.

Resumindo esse jogo curioso: o São Paulo jogou bem e mal, criou poucas chances, mas, poderia ter vencido com folga, e o Figueira, que passou o tempo escondido numa retranca atroz, quase saiu do Morumbi festejando mais um resultado positivo no Brasileirão.

GALO, BOTA E CEARÁ

Além do São Paulo, os outros vencedores da rodada foram Atlético Mineiro, Botafogo e Ceará. Só tenho dúvidas sobre qual destes foram os maiores vencedores: o Galo, que bateu o Avaí em plena Ressecada, por 3 a 1, ou o Ceará, que, com um gol de Iarley, herói da conquista mundial do Colorado, ganhou do Inter de Falcão no Beira-Rio.

Mesmo porque o Botafogo, no Engenhão, com gol de zagueiro, venceu o time reserva do Santos, o que está dentro da escrita. O legal nessa vitória do Glorioso foi a estreia do meia Elkeson, recém-contratado, que conferiu certa qualidade a um meio de campo carente de criatividade. Com Herrera e Loco Abreu lá na frente, e Maicossuel em plena recuperação, o Botafogo poderá fazer boa figura no torneio.

Quanto ao Santos, só o teremos nos campos do Brasileirão depois de resolvida sua situação na Libertadores.

Mas, desde já, quem ponteia a tabela é o Galo, que, em Floripa, também com gols de zagueiros (dois de Leonardo Silva e um de Rever), virou um jogo complicado diante do Avaí, que abrira a contagem Fábio Santos. Um ótimo começo do Atlético de Dorival Jr., que cultiva mesmo um futebol ofensivo.
Por fim, e o Inter de Falcão, hein? Time de excelente elenco, comandado por um ícone de sua gloriosa história, entrou no Brasileirão com o pé esquerdo diante dos reservas do Santos e tropeçou neste sábado diante do Ceará, que é bom time, diga-se, mas, nada excepcional.

Novamente, faltou ao Inter, segundo os relatos dos que lá estavam, agressividade, contundência, lá na frente. Justamente, a característica que Falcão gostaria de enfatizar nesse time.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. BARÇA, O MAIOR!
  3. O CAMINHÃO DO BARÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 18:42

A LONGA JORNADA DO PEIXE

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O Santos, que sábado ganhou do São Paulo e foi às finais do Paulistão, viajou dezesseis horas para chegar a Querétaro, distante mais de duzentos quilômetros da Cidade do México, não sem antes levar um susto danado: o avião, ao tentar descer na capital mexicana, por causa de forte chuva, teve de arremeter e fazer uma parada técnica em Acapulco.

Somem-se a esses contratempos a ausência de Elano e o placar apertado do jogo na Vila (1 a 0) e já podemos dimensionar de antemão o tamanho da encrenca. Aliás, a lesão muscular de Elano já era mais ou menos esperada, assim como possíveis outras baixas provocadas pelo estresse a que está submetido o Peixe neste período em que luta pelo Paulistão e pela sequência na libertadores.

Por tudo isso, valendo-se do empate por qualquer placar, não me causaria nenhuma surpresa se Muricy entrasse em campo com seus já tradicionais três zagueiros. E, mais: não o recriminaria por isso, apesar da minha aversão por esse sistema, na esperança de que seja apenas uma alternativa diante das circunstâncias.

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Em cena, nesta terça-feira, mais um Real-Barça, o terceiro da série de quatro dos clássicos dos clássicos, porque a rivalidade, como todos sabemos, não se restringe ao campo do jogo. Mas, este é o que vale ouro: a vaga para as finais da Liga dos Campeões, o maior torneio do mundo.

José Mourinho, técnico do Real Madrid e um dos maiores personagens do clássico espanhol (EFE)

Se o Barça, que no Santiago Bernabeu meteu 2 a 0 no Real, simplesmente empatar ou perder por 1 a 0, estará lá. Fosse o Barça de Guardiola o Real de Mourinho dos jogos recentes, poderíamos imaginá-lo retrancado, cheio de volantes e zagueiros, pra cumprir o regulamento.

Mas, não é. O Barça segue à risca o dístico dos dois grandes de Espanha: “No hay que ganar, hay que desfrutar”, Ou seja: o importante não é ganhar, mas desfrutar de um belo futebol.

E o Barça, nas últimas temporadas, tem ganhado quase tudo produzindo belos espetáculos. Nem sabe fazer diferente, se quisesse. Pior: não tem, em seu elenco prodigioso, jogadores de defesa (volantes ou zagueiros) capazes de montar uma retranca feroz. Perdeu o francês Abidal, em fase esplêndida, numa maca de cirurgia, e seus dois laterais esquerdos, os brasileiros Maxwell e Adriano, machucados, o que obrigou o central Puyol a deixar a cama da enfermaria para quebrar um galho por ali.

Tanto, que o volante Mascherano tem se revezado na quara-zaga com outro volante, Busquets.

De seu lado, o Real, que tem um precioso elenco, nos últimos confrontos com o Barça, tem preferido jogar como um rato diante de um leão, no dizer de Di Stefano, o maior ícone da história merengue.

Bem, de qualquer jeito, Mourinho terá de mudar o braço da viola, pois o zagueiro Pepe, travestido de volante, não poderá jogar, expulso que foi no jogo anterior.

E, se resolver bater ficha, escalando um time compatível com a qualidade de seu elenco, bem que pode tirar a diferença, em pleno Camp Nou. Ou levar outra goleada de cinco, como no primeiro turno do Espanhol. Mas, no mínimo, não será execrado pelo torcida merengue.

JUIZADA

Paulo César Oliveira, o juiz que apitou o clássico entre Palmeiras e Corinthians, até prova em contrário, é um sujeito honestíssimo. Pode ser vítima das fraquezas humanas, como qualquer um de nós. Erro de avaliação, sopro de alguma paixão reprimida, enfim, toda a gama de sentimentos humanos.

A questão não é essa. Mesmo porque sua atuação no jogo foi impecável, com exceção daquela expulsão de Danilo, que achei excessiva, mas que se respalda na lei: carrinho, por frente, ou por trás, com força desproporcional, vermelho! Assim como cartão vermelho mereceria ser dado, no caso, para Liedson, que entrou com o pé por cima, certamente num gesto de defesa, mas, igualmente reprovável.

Contudo, o que quero dissertar é sobre a questão que vira-e-mexe, nessas ocasiões voltam à tona; a profissionalização dos árbitros.

Há muito tempo defendo isso. Mas, sempre que o faço, lembro o saudoso Álvaro Paes Leme, jornalistas e professor da Escola de Árbitros da FPF.

Quando colocado diante dessa questão, Paes Leme, com sua voz tonitruante, rebatia que, para garantia da honestidade da arbitragem, sempre seria melhor o juiz ter uma atividade básica, que lhe permitisse resistir às tentações do momento. E citava, como exemplo, Arnaldo César Coelho, bem sucedido profissional na área do mercado financeiro.

Um cara como esse estaria mais blindado a quaisquer ofertas eventuais deste u daquele clube.

É a tese, por exemplo, que prevalece na Fifa, contra a profissionalização dos juízes de futebol.

E, cá entre nós, não é sem fundamento. A tese da profissionalização dos árbitros, baseia-se no fato de que o preparo físico dos jogadores atingiu níveis tão prodigiosos que exigiria dos árbitros algo próximo, só atingível se ele dedicasse sua vida a esse ofício.

O princípio tem sentido. Mas, comparar um juiz a um jogador começa a me parecer inadequado.  O jogador, em dez, quinze anos, de carreira tem uma infinidade de oportunidades para fazer seu pé de meia, Aqui e no exterior. E o juiz?

Imagine que um jovem tenha vocação e habilidade para ser juiz de futebol. E que ele consiga um espaço nobre aos 20/25 anos de idade. Terá, no máximo, mais vinte anos de carreira, antes de ser jubilado. Digamos que cinco desses profissionais tenham condições, por suas excelências técnicas e retidão de caráter, de acumular uma fortuna suficiente para uma aposentadoria decente, aos quarenta e poucos anos de idade.

E os demais? Aqueles tantos que atuam por esse Brasil afora?

Se não têm um ofício normal, que lhes dê a devida segurança no futuro, por certo, serão presas fáceis do suborno.

Jogador de futebol pode ir pra cá, pra lá, no Brasil, no Exterior, e fazer seu pé de meia. Juiz, não. No máximo pode rodar de um estado a outro, nem sempre por salários milionários.

Vale refletir a respeito.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  3. RAPOSA E PEIXE, SÓ ALEGRIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de abril de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 00:50

BELEZA AZUL

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O Cruzeiro não é só o melhor time da América, líder absoluto e inalcançável da Libertadores na sua fase de grupos, com um ataque arrasador e o futebol mais leve, solto e espetacular da temporada.

É, sobretudo, o time que está, mais uma vez, destruindo o mito de que Libertadores é um certame atípico, onde a força prevalece sobre a técnica. Um campo minado onde não há lugar para a arte e o espetáculo, pois os times devem se meter num verdadeiro bunker, à espera de que raios não o ceguem, nem trovões o ensurdeçam.

Bobagem repetida tantas vezes que virou verdade indiscutível.

Claro que, no mata-mata que aí vem, tudo pode acontecer. Mas essa imponderabilidade está presente em qualquer torneio desse tipo, continental, nacional ou estadual, aqui ou na China.

Assim como na emocionante vitória do Cruzeiro sobre o Estudiantes, em La Plata, por 3 a 0, nesta quarta-feira, os azuis não pintaram e bordaram como nas vezes anteriores. Afinal, naquele campo esburacado e sob intenso temporal, seria exigir o impossível de um time tão leve como o Cruzeiro. Além do mais, faltou Montillo, o regente desse time, embora seu substituto, Leandro Guereiro, cumprisse seu papel com louvor, mas em outras funções, mais defensivas, claro.

Mesmo assim, a Raposa fez suas graças, numa noite inspirada de Gilberto, autor de um dos golaços, o terceiro: o goleiro Fábio enviou com as mãos a bola para Everton, que fez um lançamento a La Gerson, de 30 metros, para a corrida de Gilberto, que limpou o beque, o goleiro e, de direita, guardou.

Limpar beques e goleiro já não era novidade nesse jogo, pois antes de Gilberto, o menino Wallyson havia protagonizado lance parecido, no segundo gol dos azuis.

Enfim, uma beleza em meio ao embrutecido monumento à Libertadores erguido pelo imaginário dos pragmáticos de plantão.

VERDÃO, VASCÃO E BOTA

A tarefa do Vasco, na Copa do Brasil, era mais ingrata do que a do Palmeiras e a do Botafogo.  Afinal, o Botafogo jogava em casa, diante do Avaí desfalcado de Marquinhos, seu maestro, e o Palmeiras, em Santo André, diante do rebaixado no Paulistão.

Pois, foi o Vasco que melhor se saiu, metendo 3 a 0 num Náutico impulonado por sua vibrante torcida. Prova de que a ascensão do Vasco é consistente, depois das mudanças feitas em São Januário recentemente.

Não só meteu 3 a 0, como dominou o o jogo e criou mais uma pá de chances, bolas nas traves e outros babados.

Justamente o oposto do que fez o Bota, que saiu de cara levando dois gols do Avaí, e chegou ao empate por conta de uma lambança do zagueiro e do goleiro catarinas. Isso tudo no primeiro tempo.

No segundo, o Glorioso atirou-se ao ataque, no finalzinho, mas sem um pingo de criatividade, nem agressividade mínima para mudar o triste cenário, tingido pelas vaias intermináveis da pequena torcida alvinegra presente ao Engenhão.

Já o Verdão teve o jogo sob controle durante todo o primeiro tempo e boa parte do segundo, e chegou a meter 2 a 0 no Santo André, em circunstâncias curiosas: Kleber errou os dois pênaltis que lhe coube bater; mas, na sequência, fez os dois gols. O primeiro, no rebote do goleiro. O segundo, na cobrança de escanteio que tocou o travessão antes de o Gladiador empurrar para as redes.

Quer dizer: de vilão a herói num átimo.

LIGA DOS CAMPEÕES

O resultado da rodada da Liga dos Campeoões nesta quarta já estava escrito desde os jogos de ida, quando Real e Schalke golearam seus respectivos adversários – o Tottenham e a Inter de Leonardo.

A bem da verdade, foram dois joguinhos disputados na zona cinzenta do razoável.

O Real venceu por 1 a 0, gol de Cristiano Ronaldo – um disparo de longe que as mãos do brasileiro Gomes esculpiram um peru jurássico.

E o Schalke venceu a inter por 2 a 1, graças a esse extraordinário veterano Raúl Madri, o maior artilheiro da história da competição. Fez o primeiro gol e deu um passe com açúcar para o zagueiro Howedes surgir de repente na cara de Júlio César.

Assim, o Schalke vai pela primeira na vida às semifinais da Liga dos Campeões. O diabo é que pegará pela frente nenhum outro se não o Manchester de Sir Ferguson.

Já o Real… bem, o Real vai se bater com o Barça. É preciso acrescentar algo mais?

Notas relacionadas:

  1. CÉU AZUL
  2. GOLEADA AZUL
  3. TUDO AZUL NA TOCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Futebol internacional | 18:31

O CAMINHÃO DO BARÇA

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O Barça, no seu velho estilo – domínio absoluto da bola e dos espaços, jogando o tempo todo no campo adversário –, sem maiores esforços, meteu 5 a 1 no Shakhtar, time composto por uma legião de jogadores brasileiros (bons jogadores, diga-se), e praticamente se garantiu para a próxima fase da Liga dos Campeões.

A não ser que uma tragédia ocorra em Donetsk, no jogo da volta, o Barça já está lá. E o Barça, vale lembrar, não é time de sofrer tragédias. No máximo, um pequeno drama.

Mesmo porque lá estão três dos maiores jogadores do mundo, segundo a Fifa – Messi, o escolhido de sempre, Iniesta e Xavi. Se um já é o bastante, tipo Cristiano Ronaldo, que dirá três? Três craques que custaram ao Barça um prato de tremoços, pois todos cevados nas suas categorias de base.

Quer dizer: o Barça é bilionário, mas não é perdulário. Sabe onde meter seu rico dinheirinho.

Não sai por aí contratando estrelas a preço de ouro, como, por exemplo, o Chelsea, que pagou 50 milhões de libras pelo centroavante espanhol El Niño Torres, que já não é nenhum niño, e até hoje não conseguiu confirmar sua fama, a não ser num início promissor no Atlético de Madri, anos atrás.

Mas, o dinheiro do Chelsea, todos sabemos, é fácil, vem de fonte borbulhante que nada tem a ver com o futebol.

O fato é que Torres não jogou nada,como de hábito, e ainda por cima ficou em campo até o fim, enquanto Drogba, que se desdobrava em campo, foi substituído por Anelka, que, a exemplo de Malouda não deveria ter sido preterido desde o início.

Já Iniesta, por exemplo, abriu a contagem num gesto de puro oportunismo e deu um passe magistral para Daniel fazer o segundo, e assim detonar a goleada.

DIABOS O LEVAM

Por falar em Torres, o celestial (na cor da camisa, claro) Chelsea, em casa, foi levado na manha pelos Diabos Vermelhos, que meteram 1 a 0, em gol de magnífica feitura, no primeiro tempo: Carrick cruza da direita para a esquerda, e o veteraníssimo Giggs, só na matada já deixou o português Bosingwa na saudade, a única palavra só luso-brasileira. O galês, então, passou na medida para Rooney tocar no canto esquerdo do goleiro.

O resto da partida foi um Chelsea tentando criar situações difíceis para Van der Saar, um dos maiores que vi jogar, em vão, e o Manchester United respondendo sempre com perigo.

Como? Se esse cenário sugere que Sir Ferguson adotou uma daquelas retrancas tão amadas por nossos treiandores? Nada disso. Ao contrário: escalou um time altamente ofensivo, pelas características de seus jogadores, com apenas um volante de ofício – Carrick.

A diferença é que não deu moleza ao adversário. Marcou como devia e atacou como devia. Se não obteve melhor resultado, vai por conta do jogo jogado contra um igualmente poderoso adversário.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. E DEU BARÇA, POR JUSTIÇA
  3. BARÇA, ÚNICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 8 de março de 2011 Futebol internacional | 19:00

TAPA NA CARA

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Foi de cabo a rabo o domínio do Barça, no Camp Nou, bola de pé em pé, em tomar conhecimento do fato de estar com sua dupla de zaga improvisada: o volante Busquet no lugar de Piqué e o laeral-esquerdo Abidal no de Puyol.

Essas coisas, tão significativas para os outros times, são irrelevantes para o Barça, que se dispõe em campo de forma a manter a bola a partir da intermediária adversária, e ciao e bênça.

Nem por isso, porém, criou tantas chances assim, pois o Arsenal é um belo time e saber defender-se como atacar. Mas fez o suficiente para marcar 1 a 0, com Messi, claro, em passe magistral de Iniesta, já no finzinho do primeiro tempo. Gol de Messsi, que recebeu livre diante do goleiro, deu-lhe um lenço e tocou para as redes.

Bem que no início do segundo tempo, num dos raríssimos ataques do Arsenal, pela esqeurda, córner, que, na sequência da cobrança, Busquets meteu de cabeça contra as próprias redes.

Nem isso abalou o Barça, que seguiu alugando meio campo e pressionando o adversário naquela base de toques de primeira, dribles curtos e enfiadas que são verdadeiras estocadas. Quase todas conjuradas por Almunia, que entrara com a bola rolando.

E, pra maior dos pecados do Arsenal, logo Van Persie é expulso, pelo segundo amarelo. A partir daí, o sufoco incrementou e o Barça, em dois minutos, entre os 23 e os 25, definiu o placar e a classificação para as quartas de final da Liga dos Campeões, com Xavi, em bela trama, e Messi, de pênalti indiscutível.

E olhe que foi de pouco, pois o Barça, mesmo vencendo com o placar necessário para a classificação, mas não o bastante para evitar o gol fatal, aquele que poderia abreviar sua vida no torneio, seguiu impávido no ataque. Mais do que isso: ao perder seu único volante, Mascherano, já no finalzinho da partida, Guardiola mandou entrar em seu lugar mais um meia – Keita.

É um tapa na cara dessa legião de treinadores covardes que lotam os campos de futebol do mundo todo.

Notas relacionadas:

  1. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
  2. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  3. E DEU ARSENAL, DE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 Futebol internacional | 20:27

E DEU ARSENAL, DE VIRADA

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Foi, como se esperava, um jogaço. Desses que servem de lição para o resto do mundo. Ganhou o Arsenal, por 2 a 1, mas se o Barça saísse do Emirates com a vitória não seria nenhuma surpresa.

Afinal, o Barça dominou a partida a maior parte do tempo, abriu a contagem, com Villa, em passe magistral de Messi, no primeiro tempo, e até os 33 minutos do segundo tempo jogava e dava de mão.

Quando, de repente, o Arsenal, num passe esperto de Arshavin para Van Persie, na esquerda, o cruzamento saiu direto entre o goleiro e o primeiro poste. Logo em seguida, o próprio Arshavin, pela esquerda, tocou no canto oposto e o Arsenal celebrou a virada sensacional sobre o melhor time do mundo.

Na verdade, era um jogo diante do espelho. Barça e Arsenal são clones, na forma de jogar, na maneira de encarar o jogo da bola, nos esquemas, nas táticas e nas escolhas técnicas de seus jogadores.

Vença quem vencer, vencerá sempre o futebol pautada pela técnica, habilidade e o senso ofensivo de ambos.

Não há um brucutu em campo, um cabeça de bagre, um desses execráveis botinudos que só enfeiam e retardam o processo de evolição do futebol.

Tanto Barça quanto Arsenal jogam com quatro zagueiros (dois laterais que avançam sempre), um volante apenas – volante antigo-moderno, que sai para o jogo com ciência e técnica -, dois meias e três atacantes.

Os dois buscam marcar a saída de bola adversária e manter a bola o máximo possível no campo adversário. E, seus zagueiros de área, sem temor do embate mano-a-mano, quando recuperam a bola sabem sair jogando. Mais ainda a dupla do Barça, formada nesse jogo por Piqué e Abidal.

A propósito, a Espn, no intervalo, exibiu o placar dos passes exatos do Barça. Como de hábito, Xavi, Iniesta e Busquets lideraram com coisa de oitenta por cento de passes certos. Secundando-os, Abidal e Piqué. Isto é, os caras não só defendem como saem jogando com calma e precisão.

A maior diferença desse jogo é que o genial Messi estava em dia infeliz. Perdeu um gol que ele, todo santo dia, converte como quem está chupando um picolé. De resto, ficou sempre na expectativa: quando parecia que iria executar a jogada fatal, errava.

Por fim, a virada do Arsenal apenas serviu para temperar ainda mais o jogo da volta de um desafio eu merecia ser a final da Liga dos Campeões.

Notas relacionadas:

  1. FUTEBOL BOM DE SE VER
  2. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
  3. A 18ª rodada do Brasileirão e o show do Arsenal
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 23:10

AS SURPRESAS DA RODADA

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O placar mais surpreendente, sem dúvida, foi esse do Palmeiras sobre o Grêmio: 4 a 2 para o Verdão. Surpreendente porque o Grêmio, apesar da desclassificação recente nas semifinais da Copa do Brasil e de um início hesitante no Brasileirão, vem de vento em popa ao longo da temporada, enquanto o Palmeiras não conseguia sair da depressão herdada do ano passado.

Mas, a jogada mais surpreendente da rodada deste sábado foi o entrevero entre o menino Caio e o veterano Herrera, dois atacantes do Botafogo, que resultou na expulsão de ambos. Surpreendente, sobretudo, porque o Botafogo metia 3 a 0 no Goiás, no Engenhão, assumindo a liderança provisória do Brasileirão.

Por falar em expulsões, na sessão final do Palestra Itália, que vai sofrer uma cirurgia plástica, o cartão vermelho mostrado para Marcos Assunção e Douglas, no finzinho do primeiro tempo, definiu o jogo.

Sim, porque o Gêmio, mesmo perdendo por 2 a 1 para o Verdão, dois gols de Ewerthon contra o de Jonas, foi melhor na primeira fase, sob o comando de Douglas, que organizava tudo em seu time. Com sua saída, o Grêmio perdeu a clarividência no meio de campo. Ou melhor: entregou-a a Cleiton Xavier, que conduziu o Palmeiras à vitória espetacular por 4 a 2, gols de Hugo (Grêmio), Maurício Ramos e o próprio Cleiton Xavier, em jogada inspirada do menino Vinicius, de 16 anos de idade.

Já o que poderia ser outra grande surpresa da rodada: a vitória do mistão do Santos sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. Isso, porque os meninos pisaram na bola, na véspera, e ficaram na Vila de castigo. Sem Neymar, Ganso, André e Madson, punidos por chegarem tarde à concentração, e Robinho, na Seleção, o Peixe vacilou um pouco no primeiro tempo, mas disparou no segundo, bem ao seu estilo: fez 2 a 0 com Wesley (a cada jogo, melhor e mais importante para sua equipe) e Zé Eduardo; deu o nome do jogo ao goleiro adversário, Márcio e só tomou um, de Boka, já no finalzinho.

Confesso que, para mim, neste caso, não houve nenhuma surpresa, pois o elenco do Santos é bom, embora pouco afamado. E o técnico Dorival Júnior adotou de vez o estilo ofensivo dos Meninos da Vila e o mantém, com eles ou sem eles.

INTER PAPA-TUDO

O técnico José Mourinho chegou a Milão prometendo mudar a cara do futebol italiano, dando-lhe o toque de graça e agressividade ofensiva de que tanto carece o jogo da Bota.

Pois, acaba de levantar a taça da Europa jogando mais à italiana do que Trappatoni, por exemplo. Diante de um Bayern mais versátil e ofensivo, fechou-se lá atrás, e, em dois contragolpes mortíferos do argentino Diego Milito fez o placar que deu a Mourinho o terceiro título do ano, feito memorável, diga-se.

De resto, contou com a presença impressionante do goleiro brasileiro Júlio César, como sempre, quando não com a sorte ou os erros de finalização de seu ataque, que se ressentiu da ausência do francês Ribéry.

De qualquer forma, a Inter tem, além dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, todos da Seleção, um elenco de elite, o que lhe confere equilíbrio, até mesmo quando exagera na defesa, e merece, claro, o título de campeão europeu desta temporada.

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. RODADA DE FOGO
  3. RODADA DE FOGO? MORNA…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de abril de 2010 Futebol internacional, Libertadores | 00:35

VITÓRIAS DISTINTAS

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Se o São Paulo garantiu sua passagem para a próxima fase da Libertadores, em primeiro lugar de seu grupo, o Flamengo ainda segue roendo as unhas e fazendo cálculos para ver se passa pelo buraco da agulha, apesar da vitória por 3 a 2 sobre o fragilíssimo Caracas, em pleno Maracanã.

O Tricolor ganhou por 1 a 0, em belo passe de Dagoberto e esperta jogada de Marlos para a finalização de Fernandinho, do Once Caldas, e, em muitos momentos da partida, passou sufoco, conjurado quase sempre por Rogério Ceni.

Mas, por mais paradoxal que possa parecer, o São Paulo jogou bem. Na verdade, uma das três melhores exibições desse time na temporada. Com uma formação mais leve e veloz, a partir do meio de campo, mais Cicinho e Richarlyson apoiando pelos flancos, a bola tricolor correu mais solta e envolvente do que hábito. E isso se deveu muito à presença de Marlos, o melhor em campo.

Já o Flamengo acendeu todas as luzes vermelhas na Gávea, nem tanto pelo resultado apertado, mas pelo comportamento errático e vacilante do time em campo, contra um adversário reconhecidamente de segunda linha.

E aquele gol de Gomez, o segundo do Caracas, resume bem esse comportamento do Rubro-Negro: o cara saiu lá da sua intermediária, pela esquerda, e foi, e foi, e foi, e acabou fondo, como já disse aquele luminar do futebol.

O fato é que, mesmo se o Flamengo passar pela combinação de resultados favoráveis nesta quinta-feira, a Gávea estará em chamas nos próximos dias. E. como sempre, o primeiro a ser incinerado nessa fogueira das paixões será Andrade. Ou alguém duvida?

ROBBEN, OUTRA VEZ

O Bayern sofreu para vencer o Lyon, pela Liga dos Campeões, por 1 a 0.

E, mais uma vez, graças ao talento do holandês Arijen Robben, esse canhoto de mil utilidades: dribla, passa, lança, e chuta a gol como poucos.

Basta dizer que essa canhota mágica cavou a sepultura do Manchester United na Liga dos Campeões, e, nesta quarta, colocou seu time em vantagem contra os franceses, ao disparar de fora da área bola que resvalou na cabeça de seu companheiro, Mueller, e morreu nas redes.

Joga muito o carequinha.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, LIBERTADORES E LIGA
  2. O ÚNICO DERROTADO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 00:46

FINAL ANTECIPADA

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Então, ficamos assim: Santos e São Paulo fazem a final na semifinal, enquanto Grêmio Prudente disputa com o Santo André a honra de ir para a decisão do campeopnato paulista deste ano.

É, claro, o anticlímax de um torneio mal engendrado, em que apenas um dos quatro grandes atingiu um nível superior de desempenho: o Santos, que até mesmo com seu time reserva encerrou a fase de classificação goleando seu o adversário – no caso, o Sertãozinho.

Dos quatro, aliás, o mais decepcionante foi o Palmeiras, que terminou em décimo primeiro lugar, terminando sua participação comsbria no certame levando de 3 a 1 do Paulista, em noite de Mazola, um garoto das bases do São Paulo emprestado ao clube de Jundiaí.

Pelo visto, o Verdão perdeu o rumo na reta final do Brasileirão passado e continua tateando no escuro, sem achar aquela luzinha no fim do túnel. É tempo, pois, de reflexão. Mas, sobretudo, de ação, já que o nó verde não se limita ao time dentro das quatro linhas.

Quanto ao Corinthians, ao golear o Rio Claro, por 5 a 1, em noite de Roberto Carlos, dá sinais de que começa a se ajustar. Pelo menos, para o que aí vem na Libertadores, desde que fora da fase decisiva do Paulistão.

Mas, para quem pretendia celebrar seus cem anos de vida com uma temporada de ouro, foi uma enorme decepção. Com tantos jogadores afamados e tamanho investimento, mesmo tendo de armar-se em pleno campeonato – a exemplo dos demais, diga-se -, era de se esperar mais do Timão.

É caso similar ao do São Paulo, que também contratou muitos jogadores de certa fama, passou o Paulistão todo à procura de um time e conseguiu ganhar a vaga nas semifinais no último instante, ao bater o Santo André, segunda melhor equipe do campeonato, por 3 a 1.

E olhe que o Santo André não deu moleza, não. Jogou com disposição, marcou firme, atacou, criou etc., mas não resistiu à bola mais redonda do Tricolor, que parece ter, finalmente, encontrado sua melhor formação com dois volantes que sabem jogar (Rodrigo Souto e Hernanes – mais ágeis do que Léo e Cleber Santana) e dois meias mais hábeis, que conferem maior velocidade ao conjunto.

Tanto que, a exemplo da goleada de domingo, o São Paulo fez três gols mas poderia ter dobrado a parada, não tivesse desperdiçado cerca de cinco chances claras para ampliar o marcador.

Mas, justamente quando parece que o Tricolor começa a engrenar, lá vem pela proa nada menos do que os Meninos da Vila, que andam abusando do direito de encantar com uma dose extra de eficiência. Ah, mas nesse caso, a parada é outra.

Nada dessa história de homens versus meninos, essas bobagens todas próprias do torcedor mais exaltado. É que, em quaisquer circunstâncias, sempre num clássico desse porte, o que entra em campo é algo mais do que a pura técnica ou a mera habilidade deste ou daquele, o amigo está cansado de saber disso.

Se o vencedor for o São Paulo, uma coisa é certa: os Meninos da Vila já terão cumprido sua parte, com louvor, oferecendo-nos, em dezenove rodadas, o que de melhor há no futebol, esse jogo que combina arte com ciência como nenhum outro.

E DEU BAYERN

Essa briga vem de longe, briga de família, pois alemães e ingleses foram reinados pela mesma família durante séculos, o que não os impediu de entrarem em guerra várias vezes.

E é aquela guerra que só termina com o último combatente em terra. Pois, não foi diferente em Old Trafford, onde o Manchester United logo de cara meteu 3 a 0 no Bayern de Munique, com direito a gol de letra de Nani e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, para o Bayner, que havia vencido o primeiro jogo em casa, por 2 a 1, de virada, bastava fazer dois gols lá e estaria classificado para as semifinais da Liga dos Campeões. E o primeiro veio antes do fim do tempo inicial, com Olic.

A tragédia shaksperiana deu-se logo no início do etapa final, quando o brasileiro Rafael tomou o cartão vermelho. O técnico Sir Ferguson, então, com 3 a 1 no placar, resolveu agir como todo treinador convencional, contrariando seus instintos, e simplesmente trocou Rooney, que jogava à meia-boca, embora decisivo em dois gols de seu time, por um beque – O’Seha.

Resultado: o Bayern, que já voltara mais incisivo, tomou conta da bola e dos espaços, pressionou, pressionou e pressionou até que Robben – o Rooney alemão -, na sequ~encia de cobrança de córner, metesse de primeira, de canhota, n cantinho de Vander Sar, que já havia salvado o seu time em várias outras oportunidades.

E, assim, o Bayern segue na Liga dos Campeões, e o Manchester cai fora, ainda sentindo o calor da classificação nas mãos. Com uma vantagem extra: enfrenta o Lyon, que, mesmo perdendo para o Bordeaux, por 1 a 0, segue em frente pelo placar agregado.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  2. CHEGA DE RODÍZIO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 31 de março de 2010 Sem categoria | 18:34

SHOW DO BARÇA: 2 A 2

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Foi um show de bola do Barça. Resultado: 2 a 2. Futebol é assim mesmo. Não seria nenhum exagero dizer que o Barcelona poderia ter metido 4 a 0 no Arsenal, em pleno Emirates Stadium, antes mesmo dos 20 minutos de bola rolando. Gols perdidos por definidores por excelência – Ibrahimovic, Messi, Xavi e parceiros.

Falo de chances cara a cara, em que o goleiro espanhol Almunia foi um portento, embora a maioria das finalizações tenha sido disparada em sua direção.

Basta dizer que, aos 16 minutos do primeiro tempo, o Barcelona já havia desferido quinze chutes ao gol de Almunia, enquanto o Arsenal só chegaria na meta adversária aos 23 minutos.

Percebendo o domínio absoluto do Barça, o técnico Arséne Wenger, aproveitou a contusão do atacante Arshavin para colocar um volantye a mais em campo, Eboué. E, depois, o nosso Denílson. Mas, nem deu tempo para que essas substituições surtissem efeito, pois, aos 20 segundos da etapa final, Ibrahimovic, aproveitando passe magistral de Piqué, lá de trás, encobriu o goleiro e abriu a contagem.

E, aos 13, o mesmo Ibrahimovic ampliaria, em cavadinha genial de Xavi, que jogou muito, como de hábito. E olhe que o Barça não reduziu a marcha por causa dos 2 a 0. Ao contrário: continuou criando e perdendo chances, até que Walcott, um pontinha esperto e driblador entrasse para fazer o primeiro gol dos ingleses, em bela escapada pela direita.

Por fim, numa bola alçada para a área catalã, Puyol comete pênalti em Fabregas, à meia-boca, que a própria vítima converte num chute reto, no meio do gol, já aos 38 minutos.

Como se vê, pelo andar do placar, jogo emocionante, como só poderiam oferecer esses
Dois exemplos bem acabados do futebol ofensivo e de bola tocada.

Placar injusto para o Barça, é verdade, mas solidário ao futebol praticado pelo Arsenal. E, no fim das contas, promissor para o Barcelona, que faz a segunda em casa com a vantagem de ter marcado dois gols no campo inimigo.

Quanto ao Inter, teve maior domínio da bola e dos espaços sobre o CSKA, mas terá de decidir a vaga em Moscou, neste início de primavera que ainda é gelado por lá. E a vitória foi modesta – 1 a 0, gol de Milito, em passe do holandês Snejider, o cérebro da equipe de Mourinho.

Notas relacionadas:

  1. GOSTO DE MEL INGLÊS
  2. DIABOS, SÓ 1 A 0?
  3. SURPRISES!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última