Libertadores | Blog do Alberto Helena Jr.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 14:42

O PRESENTE DE LÉO

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Na minha Seleção do Santos que vi jogar até hoje, ele ocupa a lateral-esquerdo, ao lado de Gilmar, Carlos Alberto, Mauro Ramos de Oliveira e Ramos Delgado.

Mas, aos 36 anos de idade, prestes a pendurar as chuteiras, Léo era o último nome a ser lembrado para salvar a pele do Peixe nesse jogo de vida ou morte na Libertadores contra o Velez.

Sucede que o zero a zero fatal para o Santos escorria monotonamente segundo tempo adiante, sem grandes emoções a não ser aquela mistura amarga de ansiedade e desesperança, quando, aos 27 minutos, Muricy resolveu colocá-lo em campo no lugar de Juan, que realmente não estava dando conta do recado.

Até então, o Velez havia feito o primeiro tempo passar sob sua guarda, eficientíssimo na marcação avançada, impedindo a saída lúcida do Santos de sua defesa e anulando, mais uma vez, Neymar, em outra participação impecável do menino Peruzzi.

Bem que Neymar atirava-se ao jogo, apresentava-se para iniciar as jogadas de ataque de seu time, enfim, participava, mas não conseguia jogar. A grande chance surgiu naquela escapada que resultou na falta e subsequente expulsão do goleiro Baraveno, cobrança desperdiçada por Elano.

Com um a menos, o Velez, na etapa final, trocou a marcação por pressão no campo adversário por uma retranca bem armada aqui atrás, à espera do contragolpe mortífero, que não veio, diga-se.

O Santos, todavia, não conseguia romper esse ferrolho, a não ser naquele único lance em que Kardec, cara a cara, chutou sobre o goleiro. Isso, porém, aconteceu já com Leo em campo, dois minutos antes do lance decisivo.

Lance que começou, aos 32 minutos, com Ganso para Leo, de Leo para Ganso, que, então, executou aquele passe milimétrico entre dois zagueiros argentinos, para Leo, na entrada da área rolar em direção a Kardec, que, de canhota, meteu no canto esquerdo.

Eis, então, que vamos para a tortura da cobrança de pênaltis. Os argentinos erram um e o outro Rafael pega. A bola da classificação para as semifinais caiu diante de Léo, que, com extrema categoria, resolveu a questão.

Foi o presente do veterano craque ao clube que o consagrou nas celebrações do seu Centenário.

E que presente, ufa!

NO APITO FINAL

Os dois jogos decisivos das quartas de final da Libertadores foram decididos no apito final, o que dá a medida da tensão que cercou o Engenhão e o Pacaembu nesta noite de quarta-feira.

No Engenhão, até que o Fluminense conseguiu controlar os nervos, pôr a bola no chão, anular o sistema de armação do Boca (leia-se Riquelme) e transformar em realidade o sonho do pai de Carleto, que previu o filho marcando um gol de falta. Não deu outra, aos 17 minutos de bola rolando.

Como o Boca melhorasse um tantinho no segundo tempo, sem, contudo, ameaçar seriamente a meta de Cavalieri, e o Flu refluísse outro tanto, o jogo caminhava para a decisão por pênaltis.

Isso sem falar em dois gols feitos perdidos por Rafael Moura.

Mas, aos 45 minutos, Riquelme surge na entrada da área para dar um tapa em direção a Rivero, que disparou, e, no rebote de Cavalieri, Santiago Silva rematou.

E assim o sonho se desfez em cruel realidade.

No Pacaembu, Corinthians e Vasco correram o tempo todo sobre o fio da navalha. Tamanho era o nervosismo das duas equipes que o jogo se resumia em esticões da defesa para o ataque, inócuos chuveirinhos nas áreas e um troca-troca de passes errados incessante, do início ao fim da partida.

Momentos realmente críticos, apenas dois: aquela escapada de Diego Souza, aproveitando-se de falha de Alessandro, sozinho, diante de Cássio, que salvou pra corner, e o disparo no poste de Emerson, também desviado por Fernando Prass, de ponta de dedos.

Mesmo assim, a Fiel não desanimou em momento algum, até explodir em alegria quando Paulinho, aos 43 minutos do segundo tempo, acertou aquela cabeçada impecável, dentro das mais rigorosas regras da arte. Um prêmio para o maior jogador do Corinthians ao longo das duas últimas temporadas e a chance para o Corinthians disputar o direito de lutar diretamente pelo título da América, o sonho de muito tempo.

COPA DO BRASIL

Palmeiras, São Paulo e Coritiba, como se esperava, seguiram na noite desta quarta-feira em direção às semifinais da Copa do Brasil.

O Verdão, depois de um primeiro tempo em que foi subjugado pelo Furacão na Arena de Barueri, ao receber os reforços de Luan e Maikon Leite, na etapa final, definiu o placar de 2 a 0, mais do que suficiente para atingir seu objetivo.

Quem, porém, extrapolou foi o Coxa, que meteu 4 a 1 no Vitória, no Couto Pereira, e de virada, creia. Agora, espera o São Paulo, pra ver qual dos dois irá para a decisão do título do torneio, com direito a vaga na Libertadores.

O mesmo São Paulo que, diante do Goiás, no Serra Dourada, confirmou sua passagem para as semifinais do certame ao empatar por 2 a 2, com direito a bonito gol de Jadson.

Espera-se que tal resultado sossegue o pito do presidente do São Paulo e deixe Leão tocar esse barco até o fim, sem maiores sobressaltos.

PEIXE EM ÁGUAS TURVAS

A situação do Santos nesta quinta-feira de Libertadores não é nada confortável, ao levar a campo o placar adverso na partida de ida com o Velez.

Lá, perdeu por 1 a 0. Mas, o pior é que perdeu jogando mal, muito mal.

Segundo o técnico Muricy, além da boa organização defensiva dos argentinos, a culpa foi do cansaço de um time que não sossega o pito desde o início do ano, caminhando pela traiçoeira trilha da Libertadores e desviando-se ao mesmo tempo para empalmar a taça do Paulistão, o tri tão inusitado.

Se assim for, é de se esperar outro Santos na noite desta quinta-feira, contra o Velez, na Vila. Afinal, a moçada passou a semana de papo por ar, o que acabou lhe custando um tropeço logo na estreia no Brasileirão.

Desconfio, porém, que há algo mais nessa encrenca. Algo que já havia detectado aqui em jogos anteriores, até mesmo naquela goleada acachapante contra o Bolívar por 8 a 0.

Explico: com a deslocação necessária de Henrique para a lateral-direita, somada à saída de Íbson, o meio de campo do Santos esgarçou-se, perdendo o toque de bola que Muricy vem tentando impor desde a lição aprendida na derrota para o Barça.

Adriano é um típico cabeça-de-área, aquele médio protetor da zaga, que não escapa dos limites entre a linha da sua área e o inicio de sua intermediária. Elano, com participação reduzida, joga muito aberto pela direita, de onde prefere disparar lançamentos à frente, em vez de enfatizar o toque de bola envolvente.

Resultado: sobra pra dupla Ganso-Arouca a tarefa de namorar a girafa – vir aqui atrás pra fechar o setor, armar e chegar lá na frente para se juntar a Neymar e Kardec ou Borges.

Como os argentinos em geral (este Velez, em especial), são muito atentos na marcação e na disciplina tática, o negócio se complica ainda mais, meu.

Mas, vai que Neymar esteja com a macaca e Ganso, inspirado, às vésperas de mais uma cirurgia na joelho. Aí, o figurino é bem outro.

FORMIGA, ADEUS

Mário Filho, que dá nome ao Maracanã, grande cronista carioca e irmão do dramaturgo Nélson Rodrigues, comparou-o certa vez a Danilo Alvim. Não podia ser maior o elogio, naqueles meados dos anos 50, quando o Príncipe entrava em declínio e Formiga ascendia à cena principal do futebol brasileiro.

Elegante nos movimentos, tenaz no combate ao adversário, meticuloso no passe, Formiga fora capitão e figura central do Santos bicampeão paulista de 55/56, imortalizando uma das últimas linhas médias da nossa história: Ramiro, Formiga e Zito OU Urubatão.

Sim, porque Formiga foi um dos primeiros médios apoiadores ou centromédios a recuar para a linha de defesa, criando a figura do quarto-zagueiro – isto é, o quarto jogador a compor a zaga até então, no WM travestido de Diagonal, formada por apenas três: o beque central e os dois laterais.

Foi Peixe do início ao fim, com uma breve e infausta passagem pelo Palmeiras, vitimado por uma grave lesão no joelho. E, depois de pendurar as chuteiras, transformou-se em técnico vitorioso por vários clubes brasileiros, onde era chamado pelos jogadores por Seu Chico, tendo sido um dos pioneiros a explorar o árido futebol das Arábias.

Vai-se Formiga no ano do Centenário do seu Santos de sempre. A nota triste em meio às vivas celebrações na Vila.

Notas relacionadas:

  1. BEM E MAL NA LIBERTADORES
  2. AS ESTREIAS DE FLA E TIMÃO
  3. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:15

VALEU PELA VITÓRIA, SÓ

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Só não foi um desastre total porque o Fluminense deixou o Engenhão com 1 a 0 no placar, gol de Fred, conquistado logo no início da partida, quando o Tricolor encetou uma blitz sobre o Arsenal de Sarandi, desenhando no ar a expectativa da goleada que não veio.

Ao contrário: aos poucos, o Flu refluiu, perdeu o compasso e acabou sendo até pressionado pelo frágil time argentino no final.

Não sei se os brasileiros ficaram nervosos porque passaram a errar muitos passes, ou se passaram a errar os passes porque ficaram nervosos. o que seria um contrassenso para um time que jogava em casa e vencia.

Só sei que a turma perdeu o controle da bola, dos espaços e dos nervos, a ponto de ter dois jogadores expulsos, com toda razão: Wagner, que chutou um adversário pelas costas numa bola parada, e Eusébio, que desferiu um coice no argentino no chão.

Wagner, que deveria dividir o trabalho de criação com Deco, foi ausente a maior parte do jogo em que o seu parceiro de meio de campo, enquanto teve pernas, foi o único a jogar bola de verdade. E Eusébio, além de perder todas de cabeça na sua própria área, quando tinha a bola aos pés, despachava-a de qualquer jeito pra frente.

E, nem mesmo a entrada de Thiago Neves, aos 17 do segundo tempo, no lugar de Sóbis, foi suficiente para conferir ao Flu o mínimo de organização em campo.

Placar magro, exibição pobre, descontrole emocional… O Flu vai ter de melhorar muito para justificar tanta expectativa criada em torno da qualidade de seu elenco.

FALCÃO NO BAHIA

Falcão, o maior volante da história do futebol brasileiro (o amigo pode sentir o tamanho dessa escolha para quem cultuou a vida toda nessa posição o nome sagrado de José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã), acaba de assumir o lugar de Joel Santana no Bahia.

Antes de tudo, admiro a persistência desse amigo. Aos 58 anos, idade em que a imensa maioria das pessoas quer mesmo é se aposentar, rico, famoso, um ícone do futebol mundial, largou ofício confortável e posição invejável na Rede Globo para perseguir um sonho que mais se assemelha a pesadelo: o de vencer definitivamente também na carreira de técnico de futebol, talvez, a mais ingrata de todas as profissões, como ele próprio já sentiu na pele, ainda outro dia, ao ser demitido pelo seu Inter, mesmo sagrando-se campeão gaúcho.

Gaúcho por adoção, o que inclui a absorção de todos os valores do povo da fronteira, dentre eles, o gosto pelos desenhos táticos e estratégicos de um time de futebol, Falcão, na Itália, onde esses mesmos valores são reverenciados ao extremo, ganhou a coroa de Rei de Roma e o epíteto de o Médio Tático.

Como um craque com tal formação aliada à lucidez e a experiência vivida nos dois hemisférios do mundo, líder como jogador e de fácil poder de comunicação, não conseguiu decolar na carreira de treinador? Um desses tantos mistérios da vida.

Quando Falcão ainda comandava dentro do campo aquele Inter espetacular do bicampeonato brasileiro de 75/76, escrevi que ele, ao pendurar as chuteiras, viria a ser o maior técnico do futebol brasileiro desde Zezé Moreira.

A chance recomeça, depois da punhalada vermelha, agora, no Bahia, um dos grandes do Brasil, de imensa e festiva torcida, que está em terceiro lugar no Campeonato Baiano, cinco pontos atrás de seu homônimo de Feira e apenas um acima do eterno rival Vitória, dirigido justamente por Cerezo, seu parceiro na Copa do Mundo de 82 e na Roma.

Torço pela realização do sonho de Falcão, como amigo e por sabê-lo capaz de imprimir novos rumos ao futebol brasileiro, e para que o Bahia, com ele, inicie uma nova era de grandes conquistas.

Notas relacionadas:

  1. VALEU, MANO!
  2. VALEU PELA RAÇA
  3. EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 14:56

A AMÉRICA PARA OS BRASILEIROS

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A Libertadores da América, em sua fase de grupos, começa hoje para os times brasileiros, com o Fluminense recebendo no Engenhão o Arsenal Sarandi, clube que despontou na cena principal do futebol argentino há pouco tempo, mas já devidamente rodado no torneio continental.

O Tricolor, que já esteve a pique de levantar essa taça ainda recentemente, no papel, tem time não apenas para vencer o Arsenal, mas, para ser um dos mais sérios candidatos ao título.

No papel, até agora, pois nas raras chances que tivemos neste início de ano de ver todos os titulares em campo ficou no ar um ponto de interrogação.

Claro, é início de temporada, os jogadores ainda não estão nos trinques, essas coisas todas tão sabidas. Mas, o fato é que o jogo é hoje.

Vejamos, vejamos, com atenção e muitas esperanças, pois um time que tem Deco, Wagner, Fred, Sóbis, Fred, em campo, e Thiago Neves no banco, pode num piscar de olhos pegar no breu. E aí, é só alegria.

VASCÃO

Diego Souza, Dedé e Alecsandro, do Vasco

Se futebol é momento, como ensinava mestre Rubens Minelli, o momento do Vasco é, sem dúvida, o melhor dentre todos os brasileiros da Libertadores. A tal ponto que foi eleito favorito para a conquista do título pelo chileno Valdívia, no Bem, Amigos de ontem.

Não chego a tanto, porque a disputa é longa e acirrada, com outros brasileiros também na fita. Mas, é que o Vasco vem de gloriosa campanha a partir do segundo semestre do ano passado, manteve seu time intacto e está mais bem preparado do que os demais, ao disputar o Cariocão com sua equipe titular, sem muitas mexidas.

Para sua estreia na Libertadores amanhã, contra o Nacional de Montevidéu, em casa, o único problema do técnico Cristóvão Borges está na lateral-direita, com as ausências de Fagner, uma das principais válvulas de escape do Vasco, e de seu reserva imediato, Alan.

E o doce dilema é se poderá ou não contar com Felipe e Juninho Pernambucano juntos na mesma equipe, desde o início, por razões físicas, nunca técnicas ou táticas.

Com Diego Souza esmerilhando lá na frente, ao lado do sempre oportunista Alecssandro, acionados por essa dupla de magníficos veteranos, por mais sólida que seja a retranca tradicional dos uruguaios, o Almirante tem tudo para sair de campo de fronte erguida e um sorriso nos lábios.

COLORADO

Na quinta-feira, será a vez do Inter, que já passou pelos campos da pré-Libertadores. Desta vez, pega o Juan Aurich, campeão peruano pela primeira vez em 89 anos de existência.

O Inter, a exemplo do Flu, é um dos mais bem equipados para essa disputa. Não só pela camisa que ostenta a estrela de campeão do mundo, mas, sobretudo, pela excelência de seu time.

É verdade, ainda está longe do ponto ideal. Mas, já deu pra ver na fase de classificação que está imbuído do espírito da Libertadores, o que, somado à qualidade de jogadores como D’Alessandro, Oscar, Leandro Damião e Dagoberto, confere ao Colorado uma força especial para ir longe nessa dura caminhada.

PEIXE, FLA E TIMÃO

Santos, Flamengo e Corinthians só estreiam na Libertadores dia 15.

Mas, valem algumas pinceladas sobre as possibilidades de cada um.

Dos três, a maior incógnita é o Flamengo, agora sob nova direção. Como o Rubro-Negro reagirá ao comando conciliador de Papai Joel? A tendência é que, espiritualmente, o time se sinta mais leve em campo. Mas, taticamente, sei, não. Joel é daqueles pragmáticos de plantão que botam seu time em campo, antes de mais nada, para não perder.

Às vezes dá certo, às vezes, não. No caso, se fizer isso, mais do que nunca o Flamengo dependerá de um Ronaldinho mais ativo e participativo do que vem sendo. Isso, enquanto Seu Love não possa entrar em campo.

Joel Santana vai comandar o Flamengo daqui em diante

Já o Santos, atual campeão da América, me preocupa mais do que o Corinthians, por exemplo.

Sem dois laterais de bom nível técnico, já que Léo está no estaleiro e Danilo e Alex Sandro escafederam-se, e com um trio de volantes que até agora não funcionou, mais do que nunca o Peixe depende quase que exclusivamente de Ganso e Neymar.

Ganso, embora bem melhor do que na temporada passada, ainda não alcançou o estágio ideal, fisicamente, e Neymar é cracaço, mas, não um deus para produzir milagres a cada jogo.

Bobeou o Santos ao não buscar de imediato um substituto para Alex Sandro e outro para Danilo. Aliás, bobeada maior foi deixá-los partir, já que se trata de dois jovens promissores e que resolveram esses problemas na Vila, desde o início.

Quanto ao Corinthians, naquele jeitão sereno de encarar os adversários, com Douglas armando o jogo ao lado de Alex para Emerson e Liedson, tem tudo para ir comendo pelas beiradas e chegar lá.

Como? Se Tite deve incluir o nome de Adriano na lista dos vinte e cinco inscritos para esta fase da Libertadores? Claro que sim. Inclui e acende uma vela na vaga esperança de que um dia desses Adriano entre em forma pelo menos para jogar alguns minutos.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. O MODERNO E O ANTIGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

OLHA O FIGUEIRA AÍ!

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Bem, se o Figueira lutava por uma eventual e improvável vaga na Libertadores, saiu de campo neste sábado sonhando até com a possibilidade de chegar ao título, quem diria?

Venceu em casa, de virada, o Galo – que vinha escapando honrosamente da zona do descenso -, e dorme em quarto lugar a dois pontos dos líderes.

Trata-se de uma arrancada espetacular num instante crítico do campeonato, o que o coloca ao lado do Fluminense, cuja escalada foi obstada pelo América MG, num Engenhão lotado de tricolores entusiasmados.

Surpresa? Convenhamos, essa palavrinha está fora de moda neste Brasileirão doidinho, doidinho. Mesmo porque o Flu estava sem Deco, aquele craque que conferiu brilho e serenidade ao seu meio-campo, fator decisivo para a ascensão do time neste segundo turno.

Sem Deco, portanto, sem um pingo de criatividade, o Tricolor, pra falar em bom brasileirês, levou um baile do América no primeiro tempo, quando os mineiros marcaram um, perderam um pênalti e desperdiçaram mais três chances claras para ampliar o placar.

E, no segundo, sem a mesma facilidade, o América seguiu melhor, fez o seu segundo gol com Alessandro, e só no finzinho submeteu-se ao tradicional sufoco aproveitado apenas por Rafael Moura num lance. E nada mais.

Já no Morumbi, o outro Tricolor, se não levou um baile do Avaí no primeiro tempo, foi um horror ao longo desse período. E só tomou tento no segundo, depois de Leão desfazer o malfeito – trocou um dos três zagueiros pelo atacante Fernandinho.

A partir daí, o São Paulo passou a ser mais agressivo e colheu dois frutos de ouro, dois gols de Luís Fabiano, enfim!

Vitória significativa, mas desempenho ainda muito fraco para que o tricolino amigo confie demais na classificação para a Libertadores.

A CHANCE DO TIMÃO

O líder Corinthians pega o Atlético PR, sério candidato ao descenso, no Pacaembu, enquanto o vice-líder, Vasco, vai ao Engenhão enfrentar uma pedreira do tamanho do Corcovado – o Botafogo, outro pretendente forte ao título.

Dá pra comparar?

Bem, dito assim, não, claro. É a chance de ouro de o Corinthians se descolar do Vasco neste momento crucial na corrida pela faixa de campeão brasileiro deste ano, embora neste Brasileirão doidinho, doidinho, qualquer análise desse tipo está prejudicada de cara.

E, mais: o Timão terá Emerson Xeique em campo, protegido por medida preventiva obtida no tribunal que o havia condenado a suspensão, e Adriano no banco, ao lado de Jorge Henrique, o que sugere alternativas muito interessantes para o técnico Tite, caso seu time falhe lá na frente ao longo do primeiro tempo.

Nada sei das reais condições físicas de Adriano. Uns dizem que afinou o talhe o suficiente para se movimentar em campo com o mínimo de molejo necessário para um jogador de futebol, pelo menos, por um certo tempo.

Se assim for, pela sua vocação de artilheiro, por certo, será um trunfo na manga de Tite. Caso contrário, um estorvo, já que a Fiel, ao vê-lo no banco, ao primeiro desacerto de Xeique, Liedson ou William, já começará a clamar pelo artilheiro que veio, mas, é como se não tivesse vindo até agora.

No clássico carioca, ninguém clamará por ninguém, imagino, diante das duas escalações. A não ser que Juninho Pernambucano realmente fique no aguardo de uma chance durante o desenrolar do jogo.

Mas, quem estará em seu lugar tem bola suficiente para aguentar o tranco. Afinal, estamos falando de Felipe. Pena que tanto Felipe quanto Juninho já estejam pra lá dos trinta. Caso contrário, ambos caberiam no time, o que conferiria ao Vasco um poder de criação estupendo.

Nesse sentido, o meio de campo do Bota, com Marcelo Matos, Renato, Elkeson e Maicosuel me parece mais fluido e ofensivo, se cada um deles jogar o que sabe. E, lá na frente, a dupla Cone Sul será sempre um perigo.

Jogo de se ver com uma taça de champanha francês e um pote de caviar Beluga ao lado da poltrona.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO
  3. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 6 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 15:20

CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES

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São três clássicos decisivos neste fim de semana.

O Peixe entra em campo estafado, de olho na viagem para a Colômbia, no meio de semana, seguido do jogo da volta contra um Corinthians que só descansa e treina, enquanto isso.

O Cruzeiro entra arrasado, pela súbita e inesperada saída da Libertadores, em casa, diante do Once Caldas, para pegar um Atlético revigorado pelo insucesso do eterno rival.

E Inter e Grêmio, igualmente desolados pela dupla desclassificação na Libertadores,  decidem o primeiro tempo da disputa pelo Gauchão.

O que deveria ser um fandango de arraial, com chula, gaita, amargo a rodo e muito riso, na expectativa de que Grêmio e Inter apenas estariam iniciando uma série de confrontos inéditos, com os esperados jogos pela Libertadores acoplados ao Gauchão, virou a tábua de salvação do primeiro semestre para ambos.

Mais até do que ser campeão, o importante, agora, é recuperar o senso de grandeza de cada um.

O jogo é no Beira-Rio e o Grêmio, embora possa contar com as voltas de Borges e Rochemback, seguirá muito desfalcado, enquanto o Inter dá voltas na cabeça de Falcão para achar a sua melhor formação, talvez em novo desenho, com Oscar voltando à meia, que é seu lugar de origem.

Já, em Sete Lagoas, o Cruzeiro não só terá de exorcizar os demônios encarnados na alma azul na negra noite de quarta-feira, como, sobretudo, a massa alvinegra, absoluta na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Ah, sim, e também o Galo, que passou esse tempo todo só se afiando para o duelo tradicional, ao comando do incansável Sergnho, da astúcia do implacável Magno Alves e sob o olhar competente de Dorival Jr. Embora, o empate favoreça o Cruzeiro, é sempre bom lembrar que ainda estará sem Thiago Ribeiro e, muito provavelmente, sem Wallyson, a dupla de área que fazia toda a festa cruzeirense nos seus recentes dias de glória.

Por fim, o Santos, que, pelo visto, será escalado mais pelo departamento médico e a turma da preparação física do que por Muricy, terá de buscar energias naquele reservatório que se encontra além das entranhas.

Elano, poupado da aventura de Querétaro, deve voltar. Mas, Arouca, o centro nervoso do Peixe, não. Perda inestimável, se assim for. Assim como desastrosa pode vir a ser as ausências de Neymar e Ganso, ou um dos dois que também estão na mira da avaliação do estresse generalizado.

É, pois, a grande chance de o Timão se aproveitar e avançar nessa competição de 180 minutos.

SÓ LEMBRANDO

Àqueles que menosprezavam o feito do Coritiba até então vale lembrar que esses 6 a 0, fora o baile, representam até agora a maior goleada nesta fase da Copa do Brasil, em toda a sua história.

E que ela foi obtida, limpamente, tocando a bola, sobre a, até outro dia, mais sólida defesa do Brasil, aquela que tomou apenas nove gols em vinte jogos pelo campeonato paulista, decantado como o mais renhido do país, e sob o comando de Felipão, considerado mestre nas artes de se defender, com toda justiça.

Não sei se o Coritiba vai ter um desempenho desse porte no Brasileirão, torneio que exige mais do que uma equipe ajustada um elenco suficientemente qualificado e abrangente para enfrentar os percalços da longa caminhada.

Mas, é, sem dúvida, uma brisa de esperança para quem gosta do futebol bem jogado, sempre em direção à meta adversária.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES PELO BRASIL
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. UM OUTRO FLA-FLU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Libertadores | 17:45

NEM TANTO À TERRA…

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Ei, ei, ei! Calma nessa hora, minha gente! A derrocada geral dos brasileiros na Libertadores, nesta quarta-feira negra, não é, necessariamente, sintoma de que estamos tecnicamente falidos. Nada disso.

Cada caso é um caso. Cada jogo é um jogo. Cada história, uma história. Se houve um desfecho comum é porque, apesar das particulariedades de cada jogo, há um elemento, ou vários, em comum, que explicam parte da derrocada geral, não tudo.

Por exemplo: essa crônica, estúpida e criminosa falta de pré-temporada adequada para os times brasileiros, embora o Cruzeiro esteja fora dessa, pois o calendário mineiro deste ano foi o mais ajuizado de todos.

Sem pré-temporada de um mês, a tendência é, nesta fase do ano, a turma abrir o bico, ou baixar enfermaria com lesões musculares. Isso vem sendo repetido há milênios, e os nossos cartolas, de olho em seus próprios interesses pecuniários ou políticos olham para o outro lado.

O Brasil é um continente, e a América outro, maior ainda, como qualquer criança que aprende a andar e falar sabe. Ora, quando se estabelece um calendário, seja nacional, seja continental, há que se levar isso em conta isso.

O fato de os times brasileiro terem, nos últimos anos, chegado às fases finais da Libertadores com vários clubes, a ponto de a Conmebol mudar a regra do jogo, criando artifícios no regulamento para que cruzássemos entre nós antes das semifinais, prova que a questão não é tão técnica, ainda que isso possa ocorrer de tempos em tempos.

Não é o caso atual. O Cruzeiro vinha voando nas fases e jogos anteriores em céu azul, e o Inter estava em plena estabilidade até aqueles cinco minutos do início do segundo tempo quando sofreu um apagão, como disse Falcão, e sucumbiu aos nervos.

Enfim, o futebol é feito de tantos detalhes… Sobretudo, em jogos de mata-mata, que extrair desses resultados, embora tão assombrosos, uma explicação plausível, definitiva e única é tarefa da qual me eximo. Entre outras coisas, porque ela não existe, quando se trata de um jogo, onde o acaso intervém com sua própria natureza – de repente.

Mas, se dermos um mês de preparação para os times depois das férias; se os treinadores brasileiros adotarem sistemas mais compatíveis com nossa história de futebol ofensivo e técnico, e se os jogadores resolverem se dedicar friamente ao jogo de tantas variações emocionais, por certo, estaremos sempre numa posição de destaque.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. AH, ESSE GOLZINHO FORA…
  3. TIREÓIDE E OUTROS BICHOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Libertadores | 00:33

QUE NOITE, MEU!

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Nunca houve noite mais trágica para o futebol brasileiro na Libertadores do que a desta quarta-feira negra. Numa só pancada, os quatro brasileiros – favoritos ou não -, dois deles jogando em casa, foram eliminados da competição da maneira mais absurda possível.

Começou com o Inter, em pleno Beira-Rio, diante do Peñarol, com o qual havia empatado por 1 a 1 em Montevidéu. Pois, o Inter logo de cara abriu o placar, com o menino Oscar, pôs a bola no chão e dominou o jogo até o intervalo.

Na volta, porém, em 13 segundos, o Peñarol empatou e, em cinco minutos, já vencia por 2 a 1. O Inter, tenso e apressado, apertou o adversário, que se defendeu com segurança, sobretudo porque o Colorado abdicou das jogadas pelos lados do campo, concentrando-se na vã tarefa de furar o bloqueio pelo meio, justamente o ponto mais reforçado da defesa uruguaia.

Em seguida, veio o triplo fracasso ao mesmo tempo: o Grêmio, que já havia ido para o Chile em desvantagem, perdeu para o Universidad Católica, enquanto o Cruzeiro levava um show de bola do Once Caldas, em Sete Lagoas, e o Fluminense se encolhia feito time pequeno no Defensores del Chaco, diante do modesto Libertad.

O Cruzeiro, sem seu lépido ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, machucados –, sofreu um apagão tático e técnico, sobretudo depois da expulsão de Roger, ainda no primeiro tempo. Expulso por jogo violento, o Roger, acredite se quiser.

Resultado: 2 a 0 para os colombianos que se deram ao luxo de perder mais uns três praticamente feitos, impulsionados por Rentería, aquele!, que destroçou sozinho a defesa azul.

Para completar, Cuca perpetrou o mais infeliz lance da noite, ao meter o cotovelo na cara de Rentería, ao recolher uma bola que havia saído pela lateral.

Em todo caso, o Cruzeiro, ao menos, partiu pra cima do Once Caldas nos minutos finais, embora desarvorado.

Ao contrário do Flu, em Assunção, que sequer esboçou uma reação ao menos, apesar de toda vantagem com que entrou em campo. Ficou lá atrás, de cabo a rabo, com o centroavante Rafael jogando de lateral-esquerdo, enquanto o Libertad ia construindo o placar final de 3 a 0.

Resumindo; uma vergonha para o futebol brasileiro, representado na próxima fase da Libertadores apenas pelo Santos, que, na véspera, conseguiu a duras penas resistir ao assédio do América do México, em Querétaro.

Pode ter sido um capricho dos deuses da bola, uma trágica coincidência, ou algum outro sortilégio. Mas, acho que a turma deve sentar, respirar fundo, e refletir muito sobre isso tudo, pois algo mais há de existir por trás desse desastre coletivo.

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE GALA TRICOLOR
  2. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  3. PEIXE EM NOITE SERENA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 3 de maio de 2011 Libertadores | 15:48

PEIXE, UFA!

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O Peixe passou, mas, que sufoco, meu!

Não fossse a noite inspirada do jovem goleiro Rafael, tão criticado por parte da torcida, e o América do México teria ficado com a vaga ma Libertadores, em Querétaro. Basta dizer que fez, por baixo, umas cinco defesas providenciais, sem falar na bola no poste, no primeiro tempo.

Em contrapartida, o Santos só atirou aquela bola na trave, em cobrança de falta de Ganso, no início do segundo tempo. De resto, ficou lá atrás, em bloco, se defendendo. Atitude que tem lá suas razões: além da estafante viagem, a ausência de Elano, a contusão de Arouca e a pressão do empate que lhe abriria passagem para a próxima fase.

O importante foi a calssificação. Agora, é respirar fundo e partir para a decisão do Paulistão contra o Corinthians.

Ufa!

OS MILAGREIROS

Dos quatro brasileiros que entram em campo, pela Libertadores nesta quarta-feira, os dois mais a perigo, claro, são Grêmio e Fluminense, entre outras coisas porque jogam fora. E, dentre esses dois, a tarefa parece mais árdua caberá ao Grêmio, porque, vai pegar um adversário qualificado, o Universidad Católica, que, por sinal, bateu outro dia o Tricolor Gaúcho por 2 a 1, em pleno Olímpico.

Pior ainda, o Grêmio carrega para o Chile a perda recente da Taça Farroupilha para seu eterno rival, o Inter, e com seu artilheiro, Borges, sob intenso bombardeio, pela expulsão no jogo com os chilenos e a perda de pênalti na decisão contra o Colorado.

Não é mole, não, meu camaradinha. Mas, é sempre bom lembrar que o Grêmio, em sua história mais recente, tem produzido alguns milagres que lhe valeram o título de Imortal. Como tal…

Assim como o Fluminense, que já parecia morto e enterrado na Libertadores, e, de súbito, renasce das cinzas vai para o Paraguai com a vantagem de dois gols sobre o Libertad e todas as esperanças do mundo.

Pena que deixasse na esteira, no Rio, o múltiplo Souza, por mera questão de “otoridade” do técnico iniciante, Enderson Moreira. Souza sempre foi boquirroto, mas, numa hora dessas, o verdadeiro chefe bota os interesses do time acima de suas próprias susceptibilidades, e tira de letra qualquer mal-entendido. E, o Flu, nessa caminhada pela Libertadores, não poderia abrir mão de um jogador tão experiente e versátil como Souza. Enfim…

Cruzeiro, o melhor time da América, recebe em Sete Lagoas, o Once Caldas, enquanto o Inter, que vai tomando forma nas mãos de Falcão, estimulado pela conquista da Taça Farroupilha diante do Grêmio, pega o Peñarol, no Beira-Rio.

Favas contadas? Praticamente. Sempre, porém, dando aquele espaço para o tal de imponderável se movimentar em campo, quando menos se espera.

O Cruzeiro, além de contar com a vantagem dos 2 a 1 obtidos lá, leva pra campo esse desejo insopitável de marcar gols, quanto mais, melhor. Isso é sempre muito animador.

Quanto ao Inter, basta-lhe um empate por zero a zero para seguir em frente. Pouco, mas pode ser o suficiente, pois, se o primeiro tempo, no estádio Centenário, foi todo do Peñarol, no segundo, o Colorado ergueu a fronte e Leandro Damião cuidou de empatar tudo em 1 a 1, sobretudo depois da entrada do menino Oscar no lugar de Sobis.

Algo, porém, me diz que o Inter não jogará pelo empate de zero a zero, e chegará até a uma vitória convincente. Tem time pra isso.

A ESTREIA DO FABULOSO

Ele ainda não está nos trinques, recuperando-se de lesão no joelho. Talvez, nem aguente os 90 minutos. Mas, trata-se de Luís Fabiano, o Fabuloso para a torcida tricolor, que estreia nesta quarta-feira contra o Avaí, pela Copa do Brasil, no Morumbi.

E estreia ao lado de Dagoberto, em fase esplêndida, mas sem o apoio de Lucas, o menino-sensação do Tricolor, que segue no estaleiro.

São Paulo e Avaí vêm de frustradas tentativas nos estaduais – o Avaí empatou com o Chapecoense e ficou de fora da disputa do título catarinense, e o São Paulo levou chumbo do Santos e também saiu do páreo pela faixa de campeão paulista.

A diferença é que o Avaí vem destroçado pelas punições impostas a seus jogadores – sobretudo, Marquinhos, o cérebro do time –, em razão da briga generalizada com seus colegas do Botafogo, no último confronto pela Copa do Brasil.

Visto assim, o jogo está muito mais para o Tricolor paulista.

EM CAMPO, A REAÇÃO

Furacão e, como querem os mais jovens, Gigante da Colina fazem o outro jogo da quarta pela Copa do Brasil. Ambos ainda tentam cicatrizar as feridas das eliminações recentes em seus respectivos campeonatos estaduais, diante dos principais rivais.

O Vasco, que vinha em franca ascensão, entregou o ouro ao Flamengo, nos pênaltis, e o Atlético PR se remói de inveja do seu tradicional adversário, o Coritiba, que vai somando recordes impressionantes nesta temporada.

Os dois, portanto, encaram este jogo como a grande oportunidade de dar uma volta por cima em grande estilo. Afinal, a Copa do Brasil leva à Libertadores, enquanto os estaduais são apenas um prazer passageiro.

A princípio, dependendo das escalações, o Vasco é melhor, tecnicamente. Mas, o Furacão joga em casa e tem bala para começar sua recuperação antes do Brasileirão. Afinal, lá estão Kleberson, Madson, Robston (todos suecos?), jogadores capazes de fazer isso ou aquilo.

BARÇA, IRRESISTÍVEL

Se há um time neste planeta, pela força e versatilidade de seu elenco, que possa encarar o Barça, esse é o Real. Esse Real mais desabrido do que aquele que Mourinho vinha escalando nos jogos posteriores, traumatizado pela goleada de cinco no primeiro turno do campeonato espanhol.

Tanto, que, até os 20 minutos do primeiro tempo, nesta decisão pela Liga dos Campeões, o Real, com uma escalação devida, foi melhor do que o Barça. E, no final, 1 a 1, com gols de Pedrito e o nosso Marcelo.

Mas, o Barça é simplesmente irresistível, com aquele toque-toque hipnótico, que começou a aplicar a partir desse momento. Pois, o Barça é assim: se o adversário partir pra cima, como partiu o Real, fica na moita, à espera da perda de concentração do inimigo no tocante à marcação implacável a Xavi, Iniesta e Messi, seu tripé mágico.

Aí, na medida da perda de foco do inimigo, vai tomando conta do jogo e criando suas chances.

Consulto minhas anotações, e verifico que, entre os 25 minutos do primeiro tempo e o intervalo, o Barça criou cinco chances claras de gol. Uma ou duas, convertidas em gol. definiriam a história.

Nesse mesmo primeiro tempo, o Barça teve 69 por cento de posse de bola, cometeu apenas quatro faltas e sofreu catorze.

Os números não mentem, sobretudo diante do que nossos olhos veem. E a proporção foi praticamente a mesma no segundo tempo: 65 por cento de domínio do Barça e 31 a 10, no número de faltas contra o Real.

Talvez, se Mourinho não tivesse, nesse percurso, mudado tanto o braço da viola, o Real pudesse, no seu porte histórico, estar agora celebrando sua passagem para a final da Liga dos Campeões. Talvez.

Notas relacionadas:

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 20 de abril de 2011 Copa do Brasil, Libertadores | 22:00

OUTRO MILAGRE TRICOLOR

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E não é que o Fluminense foi a Buenos e produziu mais um dos seus milagres tão recorrentes nos últimos tempos?

Precisava vencer, com dois gols de diferença. Fez um, sofreu o empate. fez outro, e novamente levou o empate. E, quando parecia que iria jogar a toalha, fez o terceiro, com Rafael Moura, para, no finzinho, Araújo sofrer pênalti que Fred converteu no gol épico.

E olhe que a vitória do Flu não foi uma dessas conquistas aleatórias, em que o time não joga nada e acha quatro gols por acaso. Nada disso. Ao contrário: o Flu foi melhor de cabo a rabo. E só teve sua tarefa redobrada por dois vacilos inaceitáveis da defesa – o pênalti desnecessário de Gum e a devolução para o meio da área de Valência.

É feito para o torcedor do Flu celebrar por anos.

PEIXE, COM SHOW DE NEYMAR

Se alguém supunha que Muricy, ao desembarcar na Vila, trancaria esse time e passaria a jogar pelo resultado errou feio. Pois, o Santos que meteu 3 a 1 no Táchira e assegurou sua passagem para a próxima fase da Libertadores, foi eficiente de u sohow. E, por pouco, o time que estava a perigo não passou em primeiro lugar. Se o Cerro não vira aquele jogo com o Colo Colo em Santiago…

O mais relevante, porém, não foi a vitória santista no Pacaembu, o que era esperado pela fragilidade do adversário e pela ascensão do Peixe nos últimos jogos. Foi, sim, a maneira como o Santos envolveu o adversário e fustigou-o o tempo todo, correndo poucos riscos, numa noite de Neymar.

O menino jogou demais. Fez um gol de puro instinto logo no começo da partida, o que infundiu na turma confiança e tranquilidade para tocar o barco em águas mansas até o fim.

E, quando o Táchira botou as manguinhas de fora, marcando aquele gol de falta que poderia endurecer as coisas no fim, Neymar, de imediato, foi lá, partiu para a jogada pessoal, passou por dois e rolou para Zé Love sozinho só empurrar às redes. Zé furou, mas se recuperou a tempo de servir Danilo, que emendou sem pena.

O Santos, gente, começa a se reencontrar com sua identidade. E isso é fogo.

REAL DO REI

O técnico Mourinho encontrou a fórmula ideal para quebrar o toque de bola hipnótico do Barça e a serenidade do time catalão para tecer sua teia de aranha mortal: o velho e sempre funcional ferrolho, com muita porrada, e todo mundo fungando no cagote do adversário.

No contragolpe, o Real ainda criou, no primeiro tempo, as melhores chances com Cristiano Ronaldo furando na frente do gol e Pepe, metendo de cabeça na trave.

Aliás, o becão Pepe, como volante, foi o emblema desse time na nova formulação, aquela que arrancou um empate no jogo anterior e na vitória por 1 a 0, gol de cabeça de Cristiano Ronaldo, na prorrogação desta decisão pela Copa do Rei.

Dessa forma, o que deveria ter sido um espetáculo inesquecível, entre os dois melhores times do mundo, não passou de um joguinho mambembe, que transcorreu de falta em falta, sem brilho, invenção ou emoção.

Mais ou menos o que aconteceu na Copa da Itália, entre Milan e Palermo, que terminou empatado por 2 a 2, num jogo equilibrado em que Ibra se destacou pelos dois gols no Milan, e o argentino Pastore, por tudo que fez, pelo Palermo.

Já Tottenham e Arsenal, pelo Campeonato Inglês, foi um jogo disputado no fio da navalha, O Arsenal chegou a disparar 3 a 1, mas permitiu o empate, bem ao seu estilo, o que elevou o Chelsea à vice-liderança do campeonato capitaneado pelo Manchester.

Notas relacionadas:

  1. SÓ PODE, TRICOLOR…
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de março de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 15:59

A RAPOSA E A FORMIGA

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É simplesmente espantoso o poder de fogo do Cruzeiro nesta Libertadores. Findo o primeiro turno da fase de grupos, e lá está no placar: Raposa 15, Adversários 1! Média de cinco gols por partida num torneio cantado em prosa e verso como o mais renhido do continente, avaro em gols, por força de tanta marcação e catimba.

E olhe que o Cruzeiro não tem enfrentado nenhum Chapetuba FC. São adversários de bom nível competitivo: 5 a 0 no argentino Esudiantes; 4 a 0 no paraguaio Guarani; 6 a 1 no colombiano Tolima.

De permeio, ainda nesta temporada, o Cruzeiro aplicou 7 a 0 no Democrata de Governador Valadares, pelo Mineirão, na casa do adversário, diga-se.

A que se deve essa fúria ofensiva da Raposa?

Antes de mais nada, à vocação genética do Cruzeiro, que vem desde os tempos de Tostão, Dirceu Lopes e cia. bela. O Cruzeiro, a exemplo do Santos, sempre cultivou um futebol baseado na técnica e na compulsão pelo ataque.

Em seguida, vem a disposição do técnico Cuca em mudar o braço da viola. O Cruzeiro que vinha jogando com três zagueiros, passou a atuar com apenas dois, o que abriu uma brecha no meio de campo para mais um jogador de habilidade: no caso mais recente, de Roger, ao lado de Montillo, dois armadores de escol, que, apoiados por Henrique e Marquinhos Paraná, volantes de boa saída ao ataque, completaram a configuração ideal para os atacantes se fartarem lá na frente.

Por fim, o ataque, onde se destaca pela eficiência e movimentação o menino Wallyson. Mas, que conta com mais uma penca de atacantes insinuantes: Thiago Ribeiro, Wellington Paulista, André Dias, sei lá quantos mais.

Nenhum deles craque consagrado, titular de Seleção, essas coisas. Mas, todos donos de técnica e habilidade apreciáveis.

A propósito, a melhor fase de Muricy no São Paulo, no jogo jogado, não nos resultados, é claro, deu-se quando o Tricolor tinha como dupla de área Thiago Ribeiro e André Dias, antes dos três zagueiros e outros babados. André acabou sendo dispensado e sumiu, depois de breve passagem pelo Vasco, e, de repente, ressurge nesse Cruzeiro implacável, com a mesma movimentação, a mesma irreverência e a mesma eficiência daqueles tempos.

Sim, tudo pode ser circunstancial. A Raposa está assim, agora. Amanhã, quem sabe? Mas isso é o futebol. Assim, é a vida. Há quem se irrite com o breve canto da cigarra nas noites altas e se deslumbra com o trabalho das formigas, incessante, durante o dia todo. Ambos me encantam. Mas prefiro viver um dia após o outro. Que fazer?

Notas relacionadas:

  1. RAPOSA, SUBINDO O MORRO
  2. RAPOSA, LÁ
  3. RAPOSA ALERTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última